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26 de outubro de 2025

Ciro Gomes se filia ao PSDB e mira eleições para governo do Ceará

O político e ex-Ministro Ciro Gomes se filiou ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em um evento promovido pelo partido nesta quarta-feira (22), em Fortaleza. A ideia é que ele concorra às eleições para governador do Ceará pelo partido em 2026, um nome forte para disputa contra o atual mandatário, Elmano de Freitas (PT). 

Ciro se desfiliou  do Partido Democrático Trabalhista (PDT) na última sexta (17), sigla da qual fez parte por 10 anos, inclusive nas disputas presidenciais de 2018 e 2022.

Durante o ato de filiação ao PSDB, Ciro Gomes destacou o papel de Tasso Jereissati, presidente da sigla no Ceará, em sua decisão de ingressar no partido. Ele disse ter recebido do senador “o convite mais generoso”, ao chamá-lo para “recomeçar a vida pública” na legenda tucana.

Retorno ao PSDB

O  político já foi filiado ao PSDB anteriormente, entre 1990 e 1997. Foi pelo partido que ele se elegeu governador do Ceará em 1990, antes de se tornar ministro da Fazenda durante a presidência de Itamar Franco.

Agora, 28 anos depois, Ciro volta à sigla com foco no estado em que fez sua base política, para uma nova disputa ao governo do Ceará. Segundo analistas políticos do Poder 360, sua decisão de se desligar do PDT foi motivada por do apoio do partido à reeleição do petista Elmano de Freitas como governador cearense em 2026.

Em sua carreira política, Ciro Gomes já se filiou a sete partidos diferentes: PDS (1982–1983), PMDB (1983–1990), PSDB (1990–1997), PPS (1997–2005), PSB (2005–2013), PROS, (2013–2015) e PDT (2015–2025). Seu retorno ao PSDB em 2025 se configura como a oitava filiação.

Por João Pedro Lima

Com informações do ultimosegundo.ig.com

29 de abril de 2022

Izolda Cela é a primeira governadora efetiva do Ceará em 489 anos

Desde que Antônio Cardoso de Barros assumiu como Donatário da Capitania do Siará Grande, em 1531, o hoje Estado só viu homens passarem pelas fileiras de governantes. Até este sábado (2), o Ceará teve efetivamente 212 governantes, entre donatário, capitães-mores e governadores. Maria Izolda Cela de Arruda Coelho, a partir de hoje, será a primeira mulher a assumir definitivamente o cargo, sendo a 213ª a ocupar a cadeira de governante, fazendo história como a primeira governadora efetiva do Estado, eleita pelo voto em chapa com o até então governador Camilo Santana, que passou sete anos e três meses no cargo.

Com histórico extenso na educação, tendo integrado a Secretaria de Educação de Sobral, no interior cearense, de 2001 a 2003, como secretária adjunta de educação, e sendo titular da pasta de 2004 a 2006, Izolda Cela já havia sido pioneira em 2015, quando assumiu interinamente o Governo do Ceará por seis dias, período em que Camilo Santana se ausentou do cargo por conta de uma viagem de trabalho.

Mestre em Gestão e Avaliação da Educação Pública pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), Izolda Cela, que é graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com Especialização em Gestão Pública pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), disse, à época do seu período como governadora em exercício, ser “uma honra estar esses dias respondendo pelo exercício do Governo e ser a primeira mulher a ter esta função”.

Além dela, uma segunda mulher chegou a assumir o cargo de governadora, mas também em exercício. Foi a desembargadora Iracema Vale, então presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE), em 2017. Naquela ocasião, Camilo Santana faria uma viagem ao Oriente Médio, e a então vice-governadora Izolda Cela e Zezinho Albuquerque, à época presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE), também estiveram fora do Estado no período.

Agora, que assume efetivamente o Governo do Ceará, Izolda Cela foca nos desafios que terá pela frente e no seu papel como mulher governante do Estado. “Sou a primeira mulher a ocupar esse honroso cargo. Por óbvio, isso fala por si sobre o desafio histórico da mulher na ocupação de espaços sociais de liderança e, especialmente, na política. Não tenham dúvidas de que me sinto convocada, junto com todas e todos”.

Referência na educação

Izolda Cela foi uma das principais responsáveis pelo planejamento e execução do plano educacional do município de Sobral, que se tornou um case de sucesso educacional reconhecido mundialmente. O exemplo sobralense se tornou referência, quando a educação saltou do 1366º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) para o topo da lista brasileira.

De 2007 em diante, a governadora do Ceará exerceu o cargo de secretária estadual de Educação até abril de 2014. Na pasta, ajudou na implementação de diversas ações, como a produção de material didático próprio (iniciativa hoje utilizada por diversos estados); a universalização de métodos entre os municípios, criando uma unidade e auxiliando no desenvolvimento da educação como um todo; a implantação de premiações para escolas, servidores e alunos; além do repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) ser realizado baseado nos resultados educacionais de cada município, tornando-se, na prática, um incentivo.

Vice-governadora do Estado do Ceará na gestão encabeçada por Camilo Santana, entre 2015 e 2022, ou seja, nas duas gestões, Izolda coordenou importantes programas e projetos, como o Pacto por um Ceará Pacífico, o Programa Integrado de Prevenção e Redução da Violência (PReVio) e o Projeto Virando o Jogo.

O Pacto por um Ceará Pacífico e o PReVio são voltados para a prevenção da violência, enquanto o Virando o Jogo é destinado a jovens de 15 a 19 anos que não estudam ou trabalham, buscando inseri-los no mercado de trabalho e faze-los voltar às salas de aula. Além disso, a Vice-Governadoria também realiza acompanhamento e apoio a políticas sociais desenvolvidas pelas setoriais do Governo do Estado.

Com informações do governo do Ceará

31 de março de 2022

Izolda Cela assume governo do Ceará neste sábado

O governador Camilo Santana (PT) deve passar o comando do estado para a atual vice-governadora, Izolda Cela (PDT) no próximo sábado, 2, em cerimônia realizada às 17 horas no Palácio da Abolição.

Izolda Cela assume o governo do estado após renúncia de Camilo Santana, que deve se candidatar ao senado nas eleições deste ano. As regras da justiça eleitoral determinam que a candidatura só seria possível se houvesse desistência do cargo atual seis meses antes da eleição.

A vice-governadora será a primeira mulher a assumir o governo do Ceará. O governador manifestou seu apoio ao novo governo. “Conhece bem o governo, está preparada pra continuar todas as ações que estão planejadas até o final de 2022, quando termina o nosso mandato”, pontuou.

Com informações do Jornal oestadoce.com

16 de março de 2022

Comando do União Brasil no CE fica com Capitão Wagner

A presidência estadual do União Brasil, que surge da fusão entre DEM e PSL, ficará com o deputado federal Capitão Wagner, que sai do Pros para disputar o Governo do Estado pelo novo partido. A legenda recém-criada aparece no cenário político como a maior em representação na Câmara dos Deputados – embora deva perder alguns dos parlamentares após sua efetivação – e consequentemente contará com uma parcela substantiva do fundo eleitoral este ano.

O martelo foi batido na manhã desta terça-feira (15) após meses de disputa entre Wagner e o primeiro suplente de senador Chiquinho Feitosa, originário do DEM, que é aliado do grupo dos Ferreira Gomes no Ceará. Com isso, o União Brasil se efetiva como partido de oposição para a disputa estadual de 2022, como já era a tendência apontada. O Capitão ainda deve atrair aliados para a legenda, como os deputados estaduais Soldado Noelio (Pros) e Fernanda Pessoa (PSDB), além dos federais Vaidon Oliveira (Pros) e Danilo Forte (PSDB). O prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PSDB), também deve acompanhar.

No Ceará, a disputa pelo comando do União espelha a que ocorreu simultaneamente no PL, ao qual o presidente Jair Bolsonaro se filiou recentemente. O partido, comandado localmente pelo prefeito do Eusébio, Acilon Gonçalves, encontrava-se em posição de apoio à base governista de Camilo Santana (PT), sendo o próprio Acilon aliado do grupo político que hoje está no poder no Ceará. O deputado estadual André Fernandes, recém-filiado e aliado de Bolsonaro, tentou se efetivar no comando do partido, mas a executiva nacional decidiu por manter o prefeito do Eusébio no cargo. O PL cearense fará campanha para Bolsonaro este ano, mas ainda não está clara a postura que Acilon, na posição de presidente estadual da legenda, terá sobre seus aliados históricos na base governista.

Planalto
O União Brasil, nacionalmente, hoje em dia atua para se viabilizar na disputa presidencial – na última semana, durante a propaganda eleitoral, o partido anunciou que terá candidato ao Palácio do Planalto. No Ceará, o lançamento de um candidato próprio poderá ser um empecilho para o apoio mútuo entre Wagner e Bolsonaro, que busca a reeleição. Os dois estiveram juntos em evento do governo federal no Ceará já este ano, com declarações de apoio, sinalizando que estarão lado a lado na disputa – um no Ceará, outro em âmbito nacional.
A possibilidade de uma candidatura própria do União, no entanto, obrigaria Wagner a apoiar seu postulante pelo menos no primeiro turno da eleição – ou, no mínimo, o impediria de manifestar apoio à reeleição de Bolsonaro, conforme ordena a lei eleitoral.

Criação
O nascimento do União Brasil foi aprovado no último mês pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em decisão unânime dos ministros, na ação relatada por Edson Fachin. Ao votar, ele afirmou que verificou neste caso “o cumprimento de todos os requisitos necessários para a fusão de partidos políticos”.

Ao começar a atuar, o partido surge como o maior em representação na Câmara dos Deputados: o PSL e o DEM têm, juntos, 81 cadeiras na casa, à frente do segundo colocado, o PT, que tem 53. No entanto, a tendência é de que entre 20 e 30 deputados bolsonaristas do PSL deixem a legenda para se filiar ao PL, que atualmente tem em seus quadros o presidente Jair Bolsonaro. Ele se elegeu pelo então diminuto PSL em 2018, mas se desfiliou da sigla no ano seguinte. O novo partido contará com quase R$ 800 milhões de fundo eleitoral para distribuir aos seus candidatos.

Com informações do Jornal oestadoce.com

9 de fevereiro de 2021

Senador José Maranhão morre de covid-19

O senador José Maranhão (MDB-PB), 87 anos, faleceu nesta segunda-feira (8) em São Paulo (SP), em decorrência de complicações da covid-19. Ele estava internado havia 71 dias, desde o fim de novembro, quando foi diagnosticado com a doença.

Senador mais idoso da legislatura atual, Maranhão deu entrada no Hospital Alberto Urquiza Wanderley, em João Pessoa (PB), em 29 de novembro, dia do segundo turno das eleições municipais de 2020. Após votar, o senador passou mal e foi encaminhado para exames. Na madrugada do dia 3 de dezembro, ele foi transferido para o Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, com insuficiência respiratória provocada pelo coronavírus. O quadro evoluiu para uma pneumonia viral.

O corpo será levado para sua terra natal, Araruna, na Paraíba, onde será enterrado. Ele será substituído no Senado pela suplente Nilda Gondim (MDB-PB), já em exercício desde o início de janeiro. O mandato da chapa vai até 2023.

Biografia

Nascido em Araruna (PB) em 1933, José Maranhão foi empresário e advogado, formado pela Universidade Federal da Paraíba. Exerceu o mandato de deputado estadual quatro vezes (1955-1969), foi deputado federal em três legislaturas (1983-1995), inclusive durante a Assembleia Nacional Constituinte. Atualmente, era presidente estadual do MDB.

Em 1994, elegeu-se vice-governador da Paraíba, em chapa com o ex-senador Antonio Mariz. Assumiu o governo com o falecimento deste, e obteve a reeleição em 1998. Em 2002, elegeu-se para o primeiro mandato como senador. Voltou a concorrer ao governo estadual em 2006, ficando em segundo lugar, mas assumiu o Palácio da Redenção em 2009 após a cassação do primeiro colocado, Cássio Cunha Lima. Tentou a reeleição em 2010, sem sucesso, mas conquistou um segundo mandato no Senado em 2014.

Em sua carreira no Senado, José Maranhão presidiu entre 2015 e 2016 a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na condição de senador mais idoso, ele presidiu a eleição da Mesa Diretora em 2019, na primeira ocasião da história recente do Senado em que nenhum dos membros da Mesa em exercício podia fazê-lo (10 dos 11 membros não estavam mais no Senado e o 11º, o senador Davi Alcolumbre, era candidato na eleição).

Foi autor, entre outras proposições, do Projeto de Lei do Senado (PLS) 273/2005, que deu origem à Lei 13.144, de 2015, que disciplina o instituto do bem de família, para proteger o patrimônio do novo cônjuge ou companheiro do devedor de pensão alimentícia. O senador é um dos signatários da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 31/2020, que altera o artigo 150 da Carta Magna para garantir a imunidade tributária aos livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão. A proposição aguarda votação em Plenário. Também assinou a PEC 2/2016, que modifica o artigo 60 da Constituição para tornar o saneamento um direito social, assim como educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, alimentação, previdência social e segurança. O texto tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Casado com a desembargadora Maria de Fátima Bezerra, deixa três filhos (Maria Alice, Leônidas e Letícia) e dois netos (José Neto e Maria de Fátima).

Sucessora de José Maranhão, a senadora Nilda Gondim já foi deputada federal (2011-2015). Ela é mãe do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e do ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho (PB).

Memória

José Maranhão é a segunda vítima de covid-19 entre os membros do Senado desde o início da pandemia. Em outubro de 2020, morreu o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), em decorrência de falência múltipla dos órgãos, após cerca de um mês internado. Arolde era o segundo senador mais idoso da legislatura, com 83 anos de idade.

Com informações da Agência Senado