23 de julho de 2014

Velho conhecido dos palmeirenses é o artilheiro do país na temporada

Lembra dele? Com passagens recentes por Palmeiras e Cruzeiro, Robert vive grande fase no futebol cearense. O jogador está defendendo o Fortaleza e, com 24 gols no ano, é o artilheiro do país na temporada.
Robert foi contratado pelo Palmeiras em 2009, vindo do América do México. O jogador chegou com status de artilheiro mas não convenceu os torcedores, que logo questionaram seu trabalho. Pelo clube paulista foram 43 jogos e 19 gols anotados, marca que já foi ultrapassada com a camisa do Fortaleza.

O atacante foi o artilheiro do Leão no Campeonato Cearense com 21 gols. Na série C, são três gols marcados. O retrospecto com a camisa do Fortaleza só é superado pela passagem pelo futebol Mexicano, quando defendeu o Atlas. Na oportunidade, em 2004, Robert foi o artilheiro do Clausura com 32 gols.
O jogador é perseguido de perto pelos atacantes Lima, cujo defendia o Paysandu e foi transferido para o Ceará, e Magno Alves, também do Vozão. A dupla já anotou 20 gols na temporada. Entre os clubes da Série A, os maiores goleadores são do Grêmio e do Sport. Barcos e Neto Baiano já balançaram as redes 17 vezes em 2014.
LANCE!Net

Ariano transformou o ‘matuto’ do interior em estrela de cinema

O escritor Ariano Suassuna posa em sua casa, no bairro de Casa Forte, Recife, em 13 de junho de 2005 (Foto: Rodrigo Lobo/Estadão Conteúdo)O escritor Ariano Suassuna posa em sua casa, no bairro de Casa Forte, Recife, em 13 de junho de 2005 (Foto: Rodrigo Lobo/Estadão Conteúdo)
Escritor, dramaturgo, professor e político, Ariano Suassuna se encontrava mesmo era na arte, que considerava a sua “festa”. Do primeiro contato com o circo e com peças colegiais, no Sertão paraibano, até a diversificada biblioteca que encontrou em uma escola do Recife quando ainda era estudante do ensino fundamental, o menino franzino sempre apontou sinais de que seria um artista em sua essência, completo. Após 87 anos de vida e um legado inegável na literatura, no teatro, nas artes plásticas e até na música, o Brasil se despede de um dos maiores ícones da cultura nordestina nesta quarta-feira (23).

Filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna, na época governador do estado da Paraíba, e Rita de Cássia Dantas Villar, Ariano Villar Suassuna nasceu no dia 16 de junho de 1927, no Palácio da Redenção, na cidade da Parahyba, atual João Pessoa. O oitavo filho do casal passou seus primeiros anos em meio a uma situação política conturbada – o Brasil vivia os momentos que antecederam a derrubada das oligarquias, com a Revolução de 1930.

A última vez que vi meu pai foi no cais do Recife. A gente veio trazer meu pai para ele ir ao Rio – onde foi assassinado. Só me lembro desse momento: ele já no navio, mamãe me apontando. Eu não via. De repente, enxerguei: meu pai estava emoldurado pela janela do navio – dando [adeus] com a mão. Aquela foi a última vez que o vi"
Ariano Suassuna
A instabilidade social em que o país estava mergulhado iria deixar marcas que seguiriam em Ariano por toda a sua vida. Político influente em todo o Nordeste, em 1928, João Suassuna decide se mudar para a Fazenda Acauhan, no Alto Sertão paraibano, para evitar seus inimigos de poder. Na trajetória para encontrar paz, a família chegou a passar um ano na cidade de Paulista, no Grande Recife. Porém, em 9 de outubro de 1930,  em uma viagem ao Rio de Janeiro, o pai de Ariano foi assassinado com um tiro pelas costas.
A saudade até do que não conseguiu compartilhar com seu pai perseguiu Ariano para sempre. Em entrevista dada ao jornalista pernambucano Geneton Moraes Neto, do canal Globonews, veiculada em 15 de junho de 2013, o escritor revelou que ainda buscava perdoar os assassinos de seu pai – possivelmente morto devido à rivalidade política com João Pessoa, então governador paraibano, candidato a vice-presidente da República e assassinado em junho de 1930, no centro do Recife.  Mesmo com apenas três anos de idade quando o crime aconteceu, as memórias permaneceram na mente de Ariano.

“A última vez que vi meu pai foi no cais do Recife. A gente veio trazer meu pai para ele ir ao Rio – onde foi assassinado. Só me lembro desse momento: ele já no navio, mamãe me apontando. Eu não via. De repente, enxerguei: meu pai estava emoldurado pela janela do navio – dando [adeus] com a mão. Aquela foi a última vez que o vi”, disse o escritor na ocasião.

Viúva e mãe de nove filhos, Rita Suassuna passa a morar em Taperoá, Sertão da Paraíba, a cerca de 240 km de João Pessoa. Na cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e teve o primeiro contato com a arte teatral, com o circo e pequenos eventos. Em 1937, já com 10 anos, o escritor se muda para o Recife, onde torna-se interno do Colégio Americano Batista – apenas cinco anos depois, toda a família Suassuna passa a viver na capital pernambucana. 

Aos 12 anos, Ariano começa a nutrir o desejo de se tornar um escritor, quando faz o seu primeiro conto. Entretanto, apenas em 1945 Ariano tem publicado o seu primeiro texto, o poema "Noturno", no Jornal do Commercio, do Recife.  O poema foi enviado ao jornal, em segredo, pelo professor de Suassuna, Tadeu Rocha, que havia percebido ali um talento. Nesta época, os textos de Ariano eram ilustrados pelo seu amigo Francisco Brennand, que mais tarde se tornaria um dos mais renomados artistas plásticos do Brasil.

Após terminar os estudos secundários, Ariano passa a estudar na Faculdade de Direito do Recife. Junto aos anos de formação como advogado – profissão que ele detestava –, Suassuna se firmou no campo da arte. Em 1946, no Teatro de Santa Isabel, no centro da capital, acontece o que ele considerava sua primeira aula-espetáculo. Dois anos mais tarde, Ariano escreve sua primeira peça teatral: "Uma mulher vestida de sol", ganhando o prêmio Nicolau Carlos Magno. Nesse mesmo ano, conhece sua futura esposa, Zélia de Andrade Lima, no centro do Recife.

Ariano Suassuna usa jornal para criticar situação da música brasileira durante aula-espetáculo (Foto: Débora Soares / G1)Ariano Suassuna usa jornal para criticar situação da música brasileira durante aula-espetáculo (Foto: Débora Soares / G1)
O alcance da cultura nordestina
Com quatro anos de formado, em 1954, Ariano Suassuna abandona a carreira de advogado e se dedica inteiramente ao ofício de artista. "Queimei os livros de direito. Foi uma coisa simbólica, não queria mais nada com direito", contou o escritor em entrevista ao Jornal da Globo, em 2007. Um ano depois, ele escreveria um dos seus maiores clássicos: "O Auto da Compadecida", texto baseado em três narrativas do romanceiro nordestino.

Na primeira encenação, no Teatro de Santa Isabel, no Recife, em 1957, a peça não teve sucesso de público. Suassuna, então, levou o Auto da Compadecida para participar de um festival de estudantes no Rio de Janeiro, no Teatro Dulcina, centro da cidade. A obra ganhou o primeiro lugar e explodiu nacionalmente com o sucesso.  Em toda a sua trajetória como escritor, a obra é considerada a mais famosa, devido às adaptações para a televisão e o cinema.

Vejo os melhores artistas brasileiros deixados de lado e trocados por lixo cultural que vem de fora e nos é empurrado por goela abaixo. Por essa preocupação, resolvi reunir um grupo de artistas de todas as áreas e que tivessem preocupações semelhantes às minhas, para, juntos, procurarmos uma arte brasileira erudita fundamentada na raiz popular da nossa cultura"
Ariano Suassuna, sobre o Movimento Armorial
Com o reconhecimento que ia conquistando, Ariano começou a escrever, em 1958, aquele que considera o seu melhor livro: o “Romance d'A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta”, que só foi concluído em 1970. Na época, Suassuna já havia se tornado professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e membro-fundador do Conselho Nacional de Cultura, além de ter começado a articular o Movimento Armorial, que defendeu a criação de uma arte erudita nordestina a partir de suas raízes populares.

A data que marcou o início de fato do movimento foi 18 de outubro de 1970. Na Igreja São Pedro dos Clérigos, no centro do Recife, foi promovido o concerto "Três séculos de música nordestina - do Barroco ao Armorial" e inaugurada uma exposição de gravuras, pinturas e esculturas.
Em entrevista à Globo Nordeste em 2006, Ariano falou sobre o que o motivou a criar um movimento artístico de resgate da arte genuinamente brasileira. “Eu comecei a ficar preocupado com o processo de vulgarização e descaracterização da cultura brasileira. O processo hoje que infelizmente está em curso. Por isso, o Armorial continua atual e atuante. Essa luta não pode parar. Vejo os melhores artistas brasileiros deixados de lado e trocados por lixo cultural que vem de fora e nos é empurrado por goela abaixo. Por essa preocupação, resolvi reunir um grupo de artistas de todas as áreas e que tivessem preocupações semelhantes às minhas, para, juntos, procurarmos uma arte brasileira erudita fundamentada na raiz popular da nossa cultura”, destacou.

Quatro anos após a criação do Movimento, o grupo instrumental Quinteto Armorial lança seu primeiro disco: "Do romance ao galope nordestino". O quinteto era formado pelos músicos Antônio José Madureira, Antônio Carlos Nóbrega, Fernando Torres Barbosa, Edilson Eulálio e Egildo Vieira e foi sucesso de crítica na época.

O escritor Ariano Suassuna será homenageado na Bienal  (Foto: Alexandre Nóbrega/divulgação)Escritor Ariano Suassuna posa na janela da sua casa, na Zona Norte do Recife (Foto: Alexandre Nóbrega/divulgação)
Política e reconhecimento
Em 1975, Ariano começou a ter contato direto com a política, tornando-se secretário de Educação e Cultura da cidade do Recife. Dentre seus feitos, está a fundação do Balé Popular da capital pernambucana. Nos anos seguintes, Suassuna chegou a escrever alguns livros de poesia, como “Sonetos com mote alheio” (1980), “Sonetos de Albano Cervonegro”, e outras peças de sucesso, como “As conchambranças de Quaderna”.

Após 32 anos nas salas de aula, Suassuna se aposentou do cargo da UFPE, em 1989. O período também ficou marcado pelo reconhecimento nacional do escritor – Ariano tomou posse na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, em 1990. Três anos depois, foi realizada, na cidade de São José do Belmonte, Sertão de Pernambuco, a primeira festa da Pedra do Reino – uma cavalgada em que os participantes usam trajes como os descritos no romance de Ariano Suassuna.

“Para mim não tem diferença [entre viver e escrever], porque escrever foi a maneira que encontrei para enfrentar essa cruel, às vezes, injusta, mas também fascinante e bela tarefa de viver"
Ariano Suassuna
Nos anos 1990, Ariano se tornou figura pública ainda mais conhecida, com as adaptações de “Uma Mulher Vestida de Sol” (1994) e “O Auto da Compadecida” (1999) para a Rede Globo de Televisão – a segunda obra ainda virou filme em 2000, dirigido pelo pernambucano Guel Arraes e sendo um dos maiores sucessos de bilheteria e crítica do cinema nacional. Em 2006, "A Pedra do Reino" também virou série de televisão, dirigida por Luiz Fernando Carvalho – as cenas foram gravadas em Taperoá e reuniam mais de 200 pessoas.
Como político, Ariano foi nomeado, em 1995, secretário estadual da Cultura pelo então governador de Pernambuco, Miguel Arraes. Em 2007, assumiu novamente a função no primeiro governo de Eduardo Campos. O último cargo ocupado foi o de secretário-chefe da assessoria especial do governo de Pernambuco, em 2011.
O legado que Ariano Suassuna deixou para o Nordeste e para o Brasil é inegável. Ele transformou o “matuto” do interior em estrela máxima de cinema e criou universos mágicos em meio à seca e à pobreza do Sertão nordestino. Ariano foi apaixonado por sua terra, pelo seu país, e, até os últimos dias, militou pela arte de qualidade, ao alcance de todos os brasileiros. Uma vez, ele respondeu o que ele preferia: a vida ou literatura. Para Ariano, uma não se desvencilhava da outra. “Para mim, não tem diferença, porque escrever foi a maneira que encontrei para enfrentar essa cruel, às vezes, injusta, mas também fascinante e bela tarefa de viver".

Vitor TavaresDo G1 PE

Morre aos 87 anos o escritor Ariano Suassuna, o cavaleiro do sertão


O escritor paraibano Ariano Suassuna morreu nesta quarta-feira, aos 87 anos. Ele estava internado no Real Hospital Português, em Recife, Pernambuco, desde segunda-feira, depois de sofrer um acidente vascular cerebral hemorrágico. O autor passou por uma cirurgia de emergência, acabou entrando em coma e não resistiu. Integrante da Academia Brasileira de Letras, Suassuna teve seis filhos e 15 netos. Defensor da cultura popular brasileira, era um dos maiores dramaturgos do país, além de autor de romances e poemas.

No dia 21 de agosto do ano passado, ele foi atendido no mesmo hospital por causa de um infarto, “com comprometimento cardíaco de pequenas proporções”. Uma semana depois, passou mal e voltou a ser internado, sendo submetido a uma arteriografia para corrigir um aneurisma que vinha lhe provocando fortes dores de cabeça.


Nascido em 16 de junho de 1927 em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, Ariano Vilar Suassuna era filho de João Suassuna, então governador de seu estado natal. Com o fim do mandato, um ano depois, toda a família se mudou para o interior.

O velho contador de histórias do sertão tinha apenas 3 anos quando um fato trágico marcou sua infância. No desenrolar da Revolução de 1930, um pistoleiro de aluguel assassinou seu pai com um tiro pelas costas, numa rua do Rio de Janeiro.

O assassinato foi motivado por boatos que apontavam o patriarca da família Suassuna como mandante da morte de João Pessoa, seu sucessor no governo, fato que serviu de estopim para a revolução. Um ambiente assim, com dívidas de sangue e rivalidade entre famílias, cobrava dos órfãos a vingança. Mas, um dia antes de ser assassinado, João Suassuna deixou uma carta aos nove filhos pedindo que eles não se tornassem assassinos por sua causa.


UMA BIBLIOTECA DE HERANÇA

Ariano Suassuna obedeceu. Em vez disso, dizia estar perto de perdoar os criminosos que mataram seu pai. A mãe e viúva também ajudou, ao dizer que o pistoleiro responsável pelo crime já havia morrido (era mentira). Com a tragédia, a família mudou-se para a pequena cidade de Taperoá, no interior da Paraíba. E Ariano herdou a biblioteca do pai, onde encontrou livros importantes para sua formação. Um dos mais importantes, sem dúvida, foi “Os sertões”, de Euclides da Cunha. A obra lhe apresentou um dos personagens que mais marcaram sua vida: Antônio Conselheiro, profeta e líder de Canudos.

Em 1942, Suassuna foi para Recife concluir o ensino básico. Anos depois, na faculdade de Direito, ajudou a fundar o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, encenou sua primeira peça: “Uma mulher vestida de sol”. Nove anos depois, levaria aos palcos seu texto mais conhecido, “Auto da Compadecida”, que ganharia adaptações na TV e no cinema.


Matheus Nachtergaele e Selton Mello na versão de "Auto da Compadecida" para o cinema dirigida por Guel Arraes no ano 2000 - Divulgação/Nelson di Rago
Por causa do teatro, deixou o Direito de lado seis anos após ter se formado. O romance surgiu mais tarde em sua vida. Em 1971, Ariano Suassuna lançou seu “Romance d’a pedra do reino e o príncipe do sangue vai-e-volta”, com nome comprido como seus cordéis tão adorados e pensado para ser uma trilogia. Com o livro, o escritor avança em relação à literatura regionalista dos anos 1930, representada por João Guimarães Rosa e José Lins do Rego. Mais tarde, Ariano Suassuna diria que “A pedra do reino” era, de certa forma, uma tentativa de trazer seu pai de volta à vida.

Havia quem acusasse o escritor de lutar contra moinhos de vento: o escritor se apresentava como um defensor da cultura popular brasileira, contra a invasão da indústria cultural norte-americana. Falava mal de Madonna e Michael Jackson. Não à toa, quando foi secretário de Cultura do governo Miguel Arraes, nos anos 1990, tornou-se um ferrenho opositor do maracatu eletrônico e do manguebeat. Ele se recusava, por exemplo, a chamar Chico Science, o vocalista da Nação Zumbi, pelo nome artístico. Dizia “Chico Ciência”.



A defesa da cultura nacional, que muitas vezes lhe rendeu o rótulo de xenófobo, já vinha no sangue e no nome da família. Na onda nacionalista depois da Independência, em 1822, vários brasileiros adotaram nomes indígenas. Seu bisavô Raimundo Sales Cavalcanti de Albuquerque escolheu Suassuna, de origem tupi, e nome de um riacho da região onde a família vivia. Nos anos 1970, fazendo jus ao nacionalismo da linhagem, Ariano fundou o Movimento Armorial, que defendia a criação de uma cultura erudita com bases na cultura popular — e toda a sua obra orbita em torno desse ideal. 
Em 1989, o sertanejo foi eleito para a cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono era Araújo Porto-Alegre. Sexto ocupante da cadeira, Suassuna nunca foi um imortal de frequentar os eventos da instituição. Era uma espécie de filho pródigo da ABL.


NOVA OBRA VINHA SENDO ESCRITA HÁ MAIS DE 20 ANOS

Para além de sua obra, o escritor paraibano ficou famoso também por dar aulas em que dissecava a cultura brasileira, as suas origens ibéricas, a tradição dos violeiros, dos cantadores, das rabecas, dos cordéis. Eram aulas-espetáculo. E a última foi na sexta-feira passada, no 24º Festival de Inverno de Garanhuns, a 230 quilômetros de Recife. O Teatro Luiz Souto Dourado ficou lotado, como sempre acontecia nesses eventos. Um dos motivos de tanto sucesso era o bom humor do escritor, uma de suas marcas. Não que tenha sido sempre assim. Suassuna atribuía o aparecimento do humor em sua vida ao encontro com Zélia, sua mulher há mais de 50 anos. Para Suassuna, ela havia “desatado alguma coisa” dentro dele. “O riso a cavalo e o galope do sonho são as duas armas de que disponho para enfrentar a dura tarefa de viver”, escreveu em “A pedra do reino”.


Ariano Suassuna e sua mulher, Zélia, em março de 2000 - Agência O Globo/Josenildo Tenório/6-3-2000
Ariano Suassuna trabalhava em um novo livro havia mais de 20 anos, e dizia estar longe de terminar. Não era para menos. Seu processo de criação era lento: escrevia e reescrevia, várias vezes, à mão. Depois, copiava para a máquina de escrever e, só então, corrigia. Era aí que o escritor passava tudo a limpo, novamente à mão. Às vezes, descartava todo o material e voltava ao começo do processo. Como ilustrava os próprios livros e ainda parava para dar suas famosas aulas-espetáculo pelo país, demorava mais ainda. Sem título, o romance seria a continuação de “A pedra do reino”.


Além do amor pela literatura, havia espaço para o futebol: seu time do coração era o Sport Club do Recife, que até o homenageou em seu uniforme em 2013 com uma frase que ele costumava repetir: "Felicidade é ser Sport". Suassuna tinha fama de pé quente.

Entre as muitas homenagens que recebeu, uma das que mais o marcaram foi o desfile da escola de samba Império Serrano, que levou para a avenida o enredo "Aclamação e coroação do imperador da pedra do reino Ariano Suassuna", em 2002. "Um escritor que ama o seu país não pode querer homenagem maior que esta", disse.

Em 2007, ele assumiu a secretaria de Cultura de Pernambuco a convite do governador Eduardo Campos, e chegou a ocupar outros cargos até deixar o governo recentemente, em abril de 2014.

O ano de 2007 também foi marcado pela celebração dos 80 anos do escritor em todo o Brasil. As homenagens o levaram a viajar de Norte a Sul do país. Uma epopeia para um homem que, além de apreciar o sossego, detestava avião. Mesmo assim, o apaixonado e muitas vezes polêmico defensor da cultura popular brasileira seguia adiante. Mas brincava: se soubesse que chegar aos 80 anos daria tanto trabalho, teria ficado nos 79.


21 de julho de 2014

Tarcísio Pugliese deixa o Icasa para comandar time da Série D

(Foto: Cicero Valério/ Agência Miséria)
Tarcísio Pugliese não é mais o técnico do Icasa. No início da tarde desta segunda-feira (21) ele recebeu convite para comandar o Ituano, equipe paulsita que disputa a Série D, e aceitou.

O convite foi feito no início da tarde depois que a direção do Ituano confirmou a saída de Fahel Junior. O vínculo de Pugliese com o time paulista se estende até o campeonato estadual de 2015.

“Não tenho dúvida que dirigir o Ituano é um grande ganho em minha carreira. O time é o atual campeão paulista, com todos os méritos e me ofereceu esta oportunidade. Assim como pensa o clube, a grande esperança é conseguir o acesso e acho que temos a chance disso”, disse o treinador ao site Futebol Interior.

Pugliese informou, ainda, que as contratações feitas durante a pausa para a Copa do Mundo não o motivaram a permanecer no Verdão. Ele comemorou o fato de deixar o clube com o objetivo traçado de ficar fora da zona do rebaixamento.

“Mesmo com algumas contratações que desagradaram, consegui o objetivo do clube na Série B de ficar fora da zona de rebaixamento durante todo o período, mesmo fazendo cinco jogos fora e mais cinco como mandantes”, finalizou.

Robson Roque

Agência Miséria

Marcelinho PB fala de desejo de voltar ao Campinense: "só depende deles"

Marcelinho Paraíba, atacante do Fortaleza (Foto: João Brandão Neto / GloboEsporte.com/pb)Marcelinho Paraíba quer encerrar carreira no Campinense, seu clube de coração 
(Foto: João Brandão Neto / GloboEsporte.com/pb)
Com 39 anos e perto de se aposentar do futebol, o atacante Marcelinho Paraíba praticamente se ofereceu ao Campinense, neste final de semana, quando esteve em Campina Grande para defender as cores do Fortaleza contra o Treze, pela Série C do Campeonato Brasileiro. O atleta reiterou seu desejo de encerrar sua carreira no clube rubro-negro, mas disse que para isto precisa receber um convite da diretoria.
- Eu não vou me oferecer para jogar lá. Só dependem dele. Enquanto eles não me convidam, eu continuo no Fortaleza - revelou Marcelinho.
A história de Marcelinho Paraíba com o Campinense é antiga. Seu pai, Pedrinho Cangula, já jogou na Raposa. E Marcelinho Paraíba, que se declara como torcedor raposeiro, começou a carreira no mesmo lugar. Seus dois primeiros títulos da carreira, inclusive, foram no Campinense: os campeonatos paraibanos de 1991 e 1993.
Eu acho que eles pensam que eu recebo muito"
Marcelinho Paraíba, sobre nunca ter sido sondado pelo Campinense
- Torço sempre pelo Campinense, claro. E quero mesmo encerrar a carreira no clube. Mas isto não depende só de mim - reiterou.
O "oferecimento" foi tão explícito que, ao ser questionado sobre os motivos que o Campinense não o sondava, ele deixou uma resposta para lá de curiosa:
- Eu acho que eles pensam que eu recebo muito - comentou aos risos.
Por ser raposeiro declarado, o nome do atacante paraibano foi o principal alvo das provocações da torcida trezeana na partida do último sábado. Das arquibancadas, o que mais se ouvia eram gritos de protestos e provocações contra o atleta.
Por Campina Grande

Erick Flores celebra acerto com o Fortaleza e mira acesso: "Esse é o ano"

erick flores
Erick Flores se apresentou nesta segunda ao Tricolor
KIKO SILVA
Novo reforço para a Série C, o meia Erick Flores foi apresentado na noite desta segunda-feira (21) pelo Fortaleza. Com histórico extracampo polêmico, o armador se diz mais maduro em relação à passagem pelo arquirrival Ceará, em 2010, e se mostrou otimista para ter um bom desempenho e ajudar o Tricolor a conseguir o acesso à Série B.
Em busca de um outro meia após a saída de Danilo Rios para o Remo, a diretoria do Fortaleza analisou o mercado e também recebeu ofertas de empresários. Dentre elas, Erick Flores, que estava sem clube desde o Campeonato Paulista, em que defendeu o São Bernardo. O jogador recebeu o aval do técnico Marcelo Chamusca, acertou com o Leão e desembarcou na tarde desta segunda para realizar exames médicos e assinar contrato.
"Feliz. Passei por aqui em um momento em que eu era muito mais jovem, passei por experiências boas e ruins. Meu maior desejo é dar uma resposta positiva. Então, quando começou essa conversa com o Fortaleza, pensei com bastante carinho, e entramos em consenso. É mais uma oportunidade para mim, em um clube de expressão como é o Fortaleza", afirmou Erick Flores, que foi apresentado pelo gerente de futebol Júlio César Manso.
Revelado pelo Flamengo, o jogador de 25 anos rodou por clubes como Náutico, Avaí e ABC. Em 2010, vestiu a camisa do Ceará. Teve boas atuações, mas chamou mais atenção pelo extracampo complicado. Quatro anos depois, Erick Flores se diz mudado e garante que tem nova postura longe dos gramados.
"Quando eu vim para cá, tinha 20 anos, se não me engano. Foi minha primeira saída do Flamengo, eu era novo. Quando você é novo, faz coisas que depois você vai aprendendo com a vida. Eu aprendi bastante. Meu histórico depois que eu saí do Ceará melhorou bastante. Agora, minha noiva está grávida, estou feliz para caramba, curtindo muito o momento. É uma história totalmente diferente. O Erick de hoje é muito diferente do de antigamente".
No ano em que Erick Flores defendeu o Vovô, o Leão já estava na Série C. Quatro anos depois e agora tricolor, o armador vê 2014 como o ano do acesso e admitiu que pretende aproveitar a campanha para se firmar na carreira.
"O Fortaleza vem sempre chegando para subir e batendo na trave. Acho que esse é o ano. Quando surgiu isso, conversei com a minha família, com a minha mãe. É uma oportunidade para mim também, para eu voltar. Fazendo parte desse projeto, subindo, a gente cresce junto, e acho que é o momento que eu preciso: crescer, criar uma identidade. E acho que o Fortaleza é o lugar ideal para isso".
Diário do Nordeste

Icasa vence Guarani nos pênaltis e fica com troféu Francisco de Assis Silva (Foguinho)

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Icasa e Guarani fizeram um jogo movimentado na tarde deste domingo (20) no estádio Romeirão, o jogo fez parte das festividades pelo aniversário de emancipação politica de Juazeiro.

Esteve em disputa nesta partida o troféu Francisco de Assis Silva (Foguinho) em homenagem ao narrador que nos deixou na ultima terça feira (15).

O Guarani foi a campo com uma mescla de experiência e juventude, jogadores que poderão vestir a camisa do time Leonino na Copa fares Lopes.

Já o Icasa  usou jogadores que ainda não haviam sido usados no time que disputa a Série B do brasileiro.

O Guarani abril o placar aos 26’ minutos do primeiro tempo com Juninho aproveitando rebote do goleiro David.

Mas a torcida do leão não teve nem tempo de comemorar, o meia Eliomar empatou o jogo para o Icasa aos 31’ do primeiro tempo, e aos 42 també do primeiro tempo o atacante Lucas virou o jogo para o verdão aproveitando o rebote do goleiro Valdo.

No segundo tempo as duas equipes vieram modificadas e o jogo caiu de produção, sem muitas emoções o jogo se arrastou até os 47’ minutos quando Bechara que havia entrado a pouco empatou o jogo numa linda cobrança de falta, final Guarani 2 x 2 Icasa. A definição da partida foi para os pênaltis e o Icasa venceu por 3 x 2 e ficou com o troféu Francisco de Assis Silva.

Ficha técnica:

 Guarani: Valdo, Carlinhos, Betão, Lau e Jô (Adson); Gerson, (Neto), Juninho, ( Yuri) Djalma e Bismark( Bebeto); Junior Pipoca ( Bechara) e Roberto Jacaré (Berg). Técnico: Orlando Caulim

Icasa: David (Madson) Cleilton, André Felipe (Jocélio), Juliano e Aelson (Pedro Lucas); Zé Augusto Ewerton, Rodrigo Vitor e Eliomar (Bruno); Thiago Miracema e Lucas (Netinho). Técnico Tarcísio Pugliese

Gols:

Guarani:
Juninho 26’ 1T, Bechara 47’ 2T.

Icasa:
Eliomar 32’ 1T, Lucas 41’ 1T.

Rota Esportiva

20 de julho de 2014

Estado do Ceará amplia número de adutoras

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Desde maio de 2013, quando o programa foi iniciado, 25 municípios já receberam adutoras emergenciais. Outras oito estão em fase de estudos de projetos
FOTO: ALEX PIMENTEL
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O valor empregado na ação é de R$ 415 mil, sendo que R$ 200 mil foram oriundos do recurso para a realização do carnaval de 2014, que não se realizou na cidade
O período anual de estiagem no Ceará está começando e com o prolongamento da seca, iniciada em 2012, a preocupação de muitas cidades do Interior com a possibilidade de colapso no abastecimento de água, principalmente nas áreas urbanas, está aumentando. Quixeramobim e Boa Viagem já iniciaram campanhas de racionamento. O Fogareiro e o Vieirão, principais reservatórios públicos das duas cidades, estão apenas com 10% de suas cotas hídricas.
Noutros municípios, como Canindé, os açudes já atingiram o nível crítico. Uma das alternativas encontradas pelo governo do Estado está sendo a instalação de adutoras emergenciais de engate rápido. A administração estadual já disponibilizou R$ 200 milhões para instalação das redes de adução de água.
Várias secretarias e órgãos dividem as tarefas de implantação dos sistemas emergenciais de abastecimento no Estado. Na relação estão a Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Superintendência de Obras Hídricas (Sohidra), a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA).
A Cogerh é responsável pela instalação das adutoras especiais. Esse sistema de infraestrutura hídrica integra o "Plano de Implantação de Adutoras Emergenciais". O projeto coordenado pela SRH é executado pela Cogerh. O objetivo é construir mais de 600km de adutoras de montagem rápida este ano, para abastecer cidades em situação crítica.
Segundo o coordenador do programa de Adutoras de Engate Rápido e engenheiro civil da Cogerh, Marcos Paulo Pinheiro, o modelo foi escolhido por ser mais ágil, dinâmico e econômico. Num dia bom de produção, é possível instalar até 1.100 metros de adutora com uma equipe de cinco operários.
As duas últimas obras foram concluídas no mês passado, uma delas em Parambu e a outra em Potengi. Em breve, novas adutoras passarão a funcionar e a suprir a carência nas cidades sob risco de colapso no abastecimento. Uma das obras mais recentes foi iniciada em Canindé. Outra adutora já havia sido instalada neste município localizado no Sertão Central.
Ainda de acordo com o coordenador estadual, desde maio de 2013, quando o programa foi iniciado, 25 municípios já receberam adutoras emergenciais. Outras oito estão em fase de estudos de projetos. No primeiro lote do programa foram atendidas as cidades de Crateús, Tauá, Beberibe, Canindé, Pecém, Coreaú, Moraújo, Senador Sá, Uruoca e Milhã. A primeira delas a funcionar foi a de Coreaú, no início de setembro do ano passado.
O equipamento tem oito quilômetros de extensão e atende também o município de Moraújo. O ponto de partida foi o balneário localizado à margem do leito perenizado do Rio Coreaú, em Moraújo. Passou a abastecer as duas sedes municipais juntas, com cerca de 31 mil habitantes.
Embora pareça uma tecnologia inovadora, o técnico da Cogerh explicou ser um processo muito utilizado no cotidiano da construção civil, na concretagem de edifícios. Os dutos, de aço, são montados e desmontados num curto período. Como são resistentes, podem suportar a pressão da água. O Governo do Estado passou a utilizar esses tipos de tubos, de aço corten, a partir da década de 1990, num período de guerra no Oriente Médio. Os Estados Unidos doaram centenas deles. Passaram a ser utilizados na irrigação.
Futuro
Todavia, conforme Pinheiro, nos projetos, há preocupação quanto à subutilização ou abandono das adutoras quando o inverno for melhor no Estado e voltar a encher os açudes. As cidades não precisarão mais do bombeamento de mananciais mais distantes. Uma alternativa será a utilização nas comunidades rurais no curso das adutoras, mas como a água corre bruta pelos dutos, para consumo humano, haverá necessidade de instalação de pequenas estações de tratamento. Se isso ocorrer, essa etapa ficará a cargo da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), ressalta Pinheiro.
O projeto de adutoras de montagem rápida foi concebido com a utilização de tubos fabricados em aço corten. Esse material tem em sua composição elementos redutores de corrosão. Conforme o fabricante, este tipo de tubo tem a durabilidade média de 10 anos e pode ser reutilizado em locais distintos.
Montagem
Os tubos contam com sistema de engate rápido e junta travável, permitindo a montagem de canalizações auto-ancoradas na superfície do terreno, dispensando a abertura de valas. Estas especificações possibilitam maior agilidade na montagem, bem como redução nos custos com transporte e estocagem.
Além das adutoras de engate rápido, o Governo do Estado está realizando outras obras hídricas, dentre elas a escavação de poços e instalação de cata-ventos, em comunidades onde não há energia elétrica ou a vazão fica abaixo dos 400m³/hora. Este ano a Sohidra já perfurou 135 poços, de acordo com o engenheiro do órgão estadual, Ronaldo Gregório.
 

Poços são alternativa em Crateús
Crateús. Seca e estiagem são fenômenos climáticos causados pela falta de chuva. Estiagem é o fenômeno que ocorre num intervalo de tempo em uma região, já a seca é o fenômeno permanente. Estas são realidades bem conhecidas do povo do sertão. O clima semiárido, caracterizado pelas baixas precipitações pluviométricas, ocasiona longos e difíceis períodos de estiagem, especialmente na região dos Inhamuns, onde fica localizado o município de Crateús.
O reflexo da escassez de água é o sofrimento da população, sobretudo pela sequência de anos de seca. Como ações de enfrentamento à situação, estão sendo realizadas perfuração e a instalação de poços, operação carro-pipa, limpeza de mananciais e construção de adutoras.
A alternativa escolhida pelo governo do Estado, em parceria com o governo Federal, é perfuração de mais poços profundos em comunidades do Interior. O Programa de Perfuração de Poços, iniciado em 2012, foi retomado, a fim de amenizar os efeitos da estiagem no município. Até o final deste ano, a Prefeitura, por meio da Coordenação de Defesa Civil, irá perfurar cerca de 45 poços profundos, beneficiando comunidades da zona rural e da sede.
O valor empregado na ação é de R$ 415 mil, sendo que R$ 200 mil foram oriundos do recurso destinado para realização do carnaval de 2014, que não se realizou no município.
Já foram perfurados poços em Lagoas, Assis, Várzea Redonda e Barra dos Porfírios. A Prefeitura aguarda, também, a perfuração de mais 15 reservatórios pelo Exército Brasileiro.
Além dos poços, a Defesa Civil está instalando quatro dessalinizadores no município. Os equipamentos irão realizar a retirada de sais da água para torna-la própria ao consumo, através de um processo físico-químico.
Histórico
Já se luta para amenizar a situação de falta d'água há muito tempo. Em 2013 teve início o projeto de construção da adutora emergencial de montagem rápida, ligando o açude Carnaubal à estação de tratamento de água de Crateús.
Além disso, ocorreu também a limpeza e a desobstrução do leito do Rio Poty e a transferência da água do açude Flor do Campo, no município de Nova Oriente, para o açude Carnaubal, em Crateús.
Todas estas ações foram supervisionadas pela Secretaria dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (SRH) e foi aprovada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica dos Sertões de Crateús e Conselho Estadual dos Recursos Hídricos (Conerh).
Consequências
Em uma região cuja principal atividade econômica é a agricultura e a pecuária, a ausência de chuvas provoca insegurança nos municípios. Racionamento de água e êxodo rural são situações comuns enfrentadas pela população. A falta de água e a baixa reserva hídrica ocasionam pouca produção no campo, com impacto direto na economia.
Atualmente, o abastecimento de água na cidade é suprido pelos açudes Carnaubal e batalhão. O Carnaubal, hoje, está com volume de 1.38% da sua capacidade máxima. Já a barragem do Batalhão, hoje, tem volume de 82.67% da sua cota máxima, porém, a capacidade de armazenamento deste é inferior à do Carnaubal.
Mais informações:
Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará
(85) 3101.8105
www.sda.ce.gov.br
Fortaleza-CE

Alex Pimentel e Luanna Leitão
Repórter e colaboradora

Diário do Nordeste

Homem casado vai ao hospital por sentir dor no estômago e urinar sangue e descobre ser uma mulher que estava menstruando

Um homem, identificado apenas como Chen para proteger sua identidade, chegou ao hospital sentindo fortes dores no estômago, além de estar eliminando sangue em sua urina.
Os médicos do hospital em Yongkang, na China, confirmaram a descoberta de que o sangue não era derivado de uma hemorragia ou infecção e sim de uma menstruação. Chen era uma mulher e não um homem, como ele pensava.
Foi solicitado exames de tomografia computadorizada, onde ficou claro a existência de um útero e dois ovários.
Ele tinha o cabelo curto, vestia roupas masculinas. Nós não sabíamos que ele era uma mulher quando chegou”, declarou oficialmente a equipe médica em entrevista ao jornal Global Times.
Chen sofre da chamada Síndrome Adrenogenital. A condição impede a formação correta dos órgãos genitais e afeta outras características de gênero.
Os médicos disseram que seu “problema” pode ser completamente tratável usando suplementos hormonais.
Aparentemente, Chen não absorveu o impacto de saber que era mulher após ter 10 anos de casamento. Ele ainda declarou que nunca teve problemas para ter relações íntimas com sua esposa.
O Global Times não revelou se Chen pretende continuar com sua figura masculina.
Saiba mais! O que é a Síndrome Adrenogenital?
O problema é causado, basicamente, pela deficiência, total ou parcial, de determinadas enzimas que são responsáveis pela síntese de substâncias da glândula supra-renal. Estima-se que em torno de 90% dos pacientes com o problema, exista a falta da enzima 21-hidroxilase.
Mulheres que sofrem da síndrome, apresentam genitália “masculinizada”, com aspecto atípico, assemelhando-se com a de um homem. O clitóris sofre um considerável aumento, ganhando o formato de um pênis.
Além disso, existe a formação de pelos faciais, nas axilas, no púbis, pode surgir acne e a massa muscular fica mais forte e tonificada.
No caso de Chen, a síndrome pode ter se manifestado de forma muito acentuada, tornando seu clitóris um pênis “funcional”, que o confundiu por toda a vida.
Fonte: KRMG Foto: Reprodução / KRMG
R7