3 de junho de 2014

Em entrevista do jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, fala sobre as principais reformas que o Brasil precisa promover, o fim do fisiologismo na política, economia e a crise no setor elétrico.

"Inflação não se combate só com corte de gastos", diz Eduardo Campos Cristiano Mariz/Especial
"A Petrobras é a única petroleira do mundo que, quanto mais vende gasolina e diesel, menos lucra", critica CamposFoto: Cristiano Mariz / Especial
Eduardo Campos já está fardado com o figurino de candidato do PSB à Presidência da República, mesmo que a eleição só esquente após a Copa do Mundo. O ritmo é intenso, com gravações feitas entre escalas, momento em que aproveita para se reunir com sua futura vice, Marina Silva.
Foi assim na noite de sexta-feira, quando aterrissou em Brasília a caminho de um compromisso em Goiás. Quem olha os dois, enxerga equipes e posturas diferentes, mas a sintonia está afinada. Apesar de o tempo inteiro mandar recados direcionados ao empresariado desconfiado com Marina, Campos também agregou ao vocabulário expressões comuns ao eleitorado da colega de chapa: diálogo da sustentabilidade entra nas explicações sobre as relações com o agronegócio.
O socialista é metódico, anota tópicos em uma folha de papel antes de responder cada pergunta. Formado em Economia, aproveita as horas de voo para se aprofundar no assunto. Os pontos fracos do governo Dilma, como inflação e escassez de energia, são dissecados em números e dados detalhados.
É se apresentando como contraponto à antiga colega de ministério que o jovem ex-governador de Pernambuco pretende reagir nas pesquisas, onde figura em terceiro lugar. A conversa com Zero Hora foi na sede da Fundação João Mangabeira – rodeado de fotos de figuras emblemáticas do PSB, como próprio avô Miguel Arraes e o escritor Ariano Suassuna –, local que agora serve de estúdio improvisado.
O senhor teve de marcar posição quando Aécio Neves (PSDB) disse que vocês tinham mais coisas em comum do que diferenças. O que diferencia a sua candidatura da de Aécio?
Temos trajetórias de vida e formação política distintas. Militamos no mesmo campo, ainda jovens, na luta pela democracia com as Diretas e na eleição de Tancredo Neves à Presidência. Daí em diante, não comungamos do mesmo projeto nacional. Aécio participou do governo FH, e eu era oposição. Participei do governo Lula, e ele era oposição. A grande diferença, hoje, é que, ao contrário do projeto do PT e do PSDB, nós podemos unir o Brasil em torno de uma agenda que preserve as conquistas, reconheça o papel de cada uma das forças na história do país, mas que aponte para uma nova jornada de desenvolvimento. Unir o Brasil é fundamental para melhorar a política. Ambos (PT e PSDB) chegaram ao governo sob a égide da renovação política e terminaram por se entregar, de uma forma ou de outra, às velhas alianças com partidos fisiológicos, patrimonialistas. Precisamos de uma renovação que aposente as velhas raposas ou que as coloque na oposição.

O senhor já disse que pretende mandar José Sarney para oposição, que vai se distanciar do PSDB e tem atacado o PT. Vai governar com quem?
Espero que o povo cumpra seu papel, que mande para o Congresso um novo conjunto de senadores e deputados. Vamos governar com quem for legitimamente eleito, dialogar com os partidos como se dialoga na França, Alemanha, Inglaterra. Somos a sétima economia do mundo, não podemos fazer política como se fazia no século 19, dando pedaços do Estado a políticos que não têm ligações com os novos valores da vida pública.

Mas é possível governar sem o PMDB, por exemplo?
É possível governar com pessoas e quadros do PMDB que têm preocupações próximas às do nosso campo. O PMDB do Rio Grande do Sul tem figuras que dão todo dia aula de boa política, como o senador Pedro Simon.

Para segurar a inflação é preciso aumentar juro, segurar crédito e cortar gastos públicos. É o que o senhor pretende fazer se for eleito?
No dia do anúncio do PIB, o ministro Guido Mantega reconheceu que a gente tinha razão. O que faz com que esse governo tenha o pior crescimento da história republicana é a condução equivocada da macroeconomia. O principal culpado é a quebra da confiança, que vem da vacilação do governo, que não consegue dizer ao país e aos agentes econômicos quais são as regras. A regra que pretendemos seguir é exatamente a do tripé macroeconômico: vamos ter meta de inflação para ser cumprida, câmbio flutuante com um Banco Central independente, controle, pelo Conselho Nacional de responsabilidade social para apostar na transparência, para que o brasileiro saiba quanto custa cada renúncia fiscal. O Minha Casa Minha Vida é uma política acertada, deu subsídios para construir milhões de moradias para quem não tem casa. Agora, vale a pena tomar dinheiro de impostos para emprestar a uma determinada empresa que não gera emprego e poderia buscar o recurso no mercado financeiro?

O senhor fala dos financiamentos do BNDES?
Todos, não só do BNDES, porque bancos públicos dão financiamento subsidiado. O Brasil precisa saber que inflação não se combate só com juros e corte de gastos, a inflação se combate também melhorando a competitividade da economia, melhorando a infraestrutura. Além das ferramentas convencionais, existe o dever de casa em educação, logística, questão tributária, aspectos que impactam muito na inflação.

O senhor é a favor da independência do Banco Central?
Sou a favor e defendo, na constituição do programa de governo, a independência do BC como existe nas agências reguladoras, só que a escolha dos gestores das agências não pode se dar mais no balcão das indicações políticas. Queremos um mecanismo transparente, como um comitê de busca, para dar oportunidade a quem tem currículo e competência. Chega de partidos quererem ser donos de pedaços do Estado.

Nos Estados ligados à produção primária, como o Rio Grande do Sul, é grande a resistência a Marina Silva. O senhor não teme um prejuízo eleitoral?
Não temo. Nasci e vivi meus primeiros anos no campo, conheço a realidade. Sei hoje que a Marina tem papel importante para que o diálogo da sustentabilidade possa agregar um valor importante ao agronegócio, como um diferencial a mais. Hoje, tanto supermercados quanto tradings e bancos respondem a um consumidor que vai à gôndola cada vez mais preocupado em verificar a origem dos produtos. No Brasil e no mundo, o consumidor quer ver certificação de origem, para saber que aquele produto não vem de propriedade que passou por desmatamento ilegal, por exemplo.

Como conciliar as posições defendidas por sua vice, Marina Silva, com as dos empresários, que são divergentes? 
Não vejo resistência. Ao contrário, há empresários que dizem que votaram nela na eleição passada.

Como frear a pauta conservadora dos evangélicos, partidários de Marina Silva?
Separo muito bem Estado e religião. O Brasil é um país laico. Tenho a minha crença, e a Marina, a dela. Nós nunca misturamos religião com política. Respeito todas as crenças, todos os credos.

O Brasil está à beira de uma crise de energia, e especialistas são claros em defender a construção de hidrelétricas. Como levar adiante projetos condenados por Marina Silva?
As hidrelétricas que estão sendo construídas hoje foram licenciadas pela Marina no tempo em que era ministra. Ninguém no mundo de hoje imagina que você fará uma hidrelétrica sem preocupações ambientais. A questão energética é um grave problema no Brasil, e quem vem comandando a questão há 12 anos é a presidente Dilma. Os erros dos últimos anos já estão acumulando prejuízos ao erário que passam de R$ 100 bilhões, ou seja, 10 vezes o que a União coloca na educação por ano. O setor tinha plano estratégico, tinha conselho político plural e terminou por perder a visão de caráter estratégico, passou a ser governado quase única e exclusivamente por uma ou duas pessoas ao lado da presidente, de maneira autoritária.

O senhor acha a presidente Dilma Rousseff autoritária?
Vivemos tempo de pouca transparência na gestão do setor elétrico. O Conselho Nacional de Política Energética não se reúne, não se vê uma ata da comissão do setor elétrico. Quando se reúne, é quase de forma clandestina.

A imagem de gestora da presidente Dilma é questionada?
No setor elétrico, temos 4 mil megawatts sem rede de transmissão. Temos um país que tem o sol que tem e não tem um leilão exclusivo de energia solar. Eu, como governador de Pernambuco, fiz leilão de energia solar. Ainda temos metade das usinas de açúcar vivendo uma crise enorme no etanol, incentivado no governo Lula. A Petrobras, no primeiro dia do governo Dilma, valia 100, hoje vale 50 e está quatro vezes mais endividada. É a única petroleira do mundo que, quanto mais vende gasolina e diesel, menos lucro. O governo fala do pré-sal, do pré-sal e do pré-sal, mas o Brasil está importando diesel. Esse é um setor que precisa ser reestruturado.

Qual a sua opinião sobre a CPI da Petrobras investigar o porto de Suape?
O governo tem uma base ampla no Congresso, capaz de abrir a CPI que desejar abrir. O que não há em Suape é um fato determinado. Suape é um sucesso, premiado como o mais eficiente porto público do Brasil, único porto verde, um porto que, na nossa gestão, corrigiu todos os passivos ambientais de 30 anos, um sítio que tinha 50 mil operários e que nunca teve problema. Será um prazer investigar e concluir que Suape é um lugar bom para se investir.

O senhor pretende cortar ministérios. Quais?
Vamos cortar. Vamos disputar a eleição com programa de governo que funciona como um contrato com o povo. Esse programa vai permitir desenhar a forma que vamos dar aos ministérios, que precisa ser reduzido pelo menos a metade.

Com isso, pretende diminuir o tamanho e o custo do Estado? Hoje são mais de 20 mil CCs. 
Vamos enxugar ministérios auxiliados por pessoas que trabalham com modelagem de gestão. Em Pernambuco, num primeiro momento aumentamos secretarias sem aumentar cargos, e projetamos que lá na frente iríamos diminuir. Demos status de secretaria a áreas que precisavam. Nesse processo, criamos metas, remuneração variável, meritocracia. Não basta falar que vou cortar ministérios e 10 mil CCs. É preciso um projeto com ajuda de especialistas em gestão para fazer com que o modelo funcione.

Qual a sua posição sobre a regulamentação da mídia?
Quem regulamenta a mídia é o leitor. Se essa editoria é reacionária e conservadora, o leitor procura uma mídia que serve ao seu pensamento. Hoje, há mudanças tão profundas nas plataformas de comunicação que esse debate é deslocado no tempo.

A única reforma feita pelos governos Lula e Dilma foi a da Previdência. O senhor terá a coragem de fazer outras reformas urgentes, como a tributária e a política?
A reforma tributária é uma dívida para com o país. A gente precisa fazer as reformas política e tributária com o pensamento de implementação em médio e longo e prazo, com ações imediatas. Apoio coincidência de eleições, mandato de cinco anos e fim da reeleição. É um primeiro passo para criar no Brasil um clima para uma reforma política mais ampla.

O fim do fator previdenciário não deslancha no Congresso. O senhor é a favor?
A Previdência precisa que se aumente a formalização do mercado de trabalho. A gente precisa rever o fator previdenciário. Estamos achatando de maneira indevida e em alta velocidade o rendimento de grande parcela dos aposentados mais pobres do Brasil.

O Rio Grande do Sul espera aprovar a lei que muda o indexador da sua dívida. O senhor é a favor da medida?
A gente precisa ter discussão sobre o pacto federativo, que está cada dia mais fragilizado. Quando Lula deixou o governo, de cada R$ 100 da arrecadação de tributos no país, R$ 14,50 iam para os municípios. Hoje, R$ 11 vão para os municípios. Temos um ambiente claro de contenção das receitas nos Estados e municípios e temos Estados importantes, como o Rio Grande do Sul, vivendo situação fiscal complicada há mais de 20 anos. Temos de encontrar um caminho para fortalecer o pacto e ver situações específicas.

É possível aplicar 10% do PIB na saúde?
Temos quatro questões para melhorar a saúde. Primeiro é gestão. Tem como melhorar 30% da produtividade, pois há hospitais públicos bem e mal administrados. Segundo, colocar mais dinheiro no SUS. O repasse per capita do SUS é um dos menores do mundo para quem tem um sistema de porta aberta como o nosso. Estados e municípios fazem sua parte, aplicam mais do que prevê a legislação. Já a União saiu de 85% do financiamento em 1988 e chegou a 45% ano passado. O terceiro eixo é recursos humanos, formação. Por último, as parcerias, pois o SUS preconiza que público e privado são complementares. Temos tabela do SUS congelada há 10 anos, que faz com que parcerias sejam desfeitas.

O senhor apoia a vinda dos médicos cubanos?
Sou a favor de médicos brasileiros, formados nas universidades públicas brasileiras, que foram fechadas nos anos 1990 e 2000, criando o problema lá atrás. Levamos 10 anos para formar um médico e, ao ter uma vaga fechada na universidade, criou-se uma situação de vazio assistencial em regiões do país. Os médicos de fora são soluções provisórias e para parte do problema, que é a ação básica. Só que, enquanto trouxeram médicos de fora, 11 mil leitos foram fechados no SUS durante o governo Dilma. Há uma tentativa tratar a saúde como marketing.

O senhor é contra a revisão da Lei da Anistia?
Entendemos que o Brasil é signatário de tratados internacionais com força de lei, que foram votados no Congresso, nos quais a tortura é um crime hediondo, que independente de anistia, deve ser processada e julgada pelo ordenamento brasileiro, punindo quem cometeu crimes. Agora, a Lei da Anistia faz parte da história, foi pactuada para ser uma conquista. Ela deve ser respeitada como peça da história.

Se Dilma for substituída por Lula, o senhor se manterá na oposição? 
A nossa decisão não foi tomada em função do candidato de determinado conjunto. Vamos concorrer para oferecer ao Brasil uma chance de mudar, mas mudar para o futuro, não para o passado.

O senhor teria lutado para trazer a Copa do Mundo para o Brasil como Lula fez?
Naquele momento, quando se foi buscar a Copa, todo Brasil apoiava. O que o brasileiro não esperava é que a atenção dada à Copa fosse maior do que a dada a outros problemas, como mobilidade das cidades, educação, SUS. A atenção não veio na mesma medida, e fez com que a Copa vivesse essa crise.

Como está a construção dos palanques? O senhor está com problemas com a Rede em São Paulo, Rio e Minas Gerais. Sem falar em Estados como Santa Catarina, onde o senhor não tem nenhum palanque. Como resolver essas questões às vésperas das convenções? 
Com Dilma e Aécio os problemas são muito maiores. Resolvemos alguns problemas, outros vamos resolver nas convenções e outros não vão ter solução. Vamos conviver com a realidade de cada partido e fazer aquilo que consegue fazer em cada Estado. Não estamos aqui para discutir a formação de palanques regionais, nossa discussão é nacional. Torcia para que todos os aliados estivessem juntos sempre, e isso já é possível em 15 Estados.

O que Marina Silva como vice agregou a sua candidatura?
O gesto tomado por ela, ao não poder ter a Rede constituída para essas eleições, é o gesto digno da nova política. Marina poderia ficar pensando na pessoa dela, se lamentando, poupada de ter de tomar decisões. Ela buscou na cena política brasileira quem está mais próximo da sua caminhada, e escolheu o PSB. Ela tem nos ajudado, com sua experiência de vida, nos aproximando de setores da juventude, ajudando com conteúdo no debate. E vai ajudar a juntar mais brasileiros para que a gente possa vencer as eleições.

O senhor é mais conhecido no Nordeste. No segundo turno o senhor tem mais chances de derrotar a presidente Dilma do que Aécio Neves?
Se formos analisar 2006 e 2010, veremos que a reeleição de Lula se deu, sobretudo, pelos resultados do Nordeste. A da Dilma, exclusivamente pelo resultado do Nordeste. Ela ganhou com 12 milhões de votos de sobra e teve 11,8 milhões na soma de Norte e Nordeste. Então, esse número já responde à pergunta.

O senhor ainda aparece nas pesquisas como pouco conhecido. Quando começa a mudar?
Analistas deixam claro que a candidatura com maior potencial de crescimento é a nossa, porque tem baixo nível de conhecimento. Temos também a mais baixa rejeição. Se somente 25% me conhece e tenho 14% na pesquisa, quando eu tiver 50% (de reconhecimento) posso ter 28% (de intenções de voto). Quando tiver 100%, posso ter 56%. Há um ano, não se falava de Dilma no segundo turno, de um PSB (com candidato) viável, de Marina Silva como vice. As pessoas achariam tão estranho como a conta que faço. Sei que nesta eleição 80% do povo vai sair de casa para mudar o governo que está aí.

O Nordeste é estratégico, mas esse perfil de eleitor não está no Sul ou Sudeste?

Esse eleitor está no Brasil inteiro, em áreas que já foram mais difíceis para Dilma, onde há oposição clássica constituída. As pessoas perceberam que a polarização não faz bem a um país que quer paz, entendimento, crescimento.

O senhor acha que na Copa as manifestações serão capazes de afetar as eleições?
Em uma sociedade democrática, manifestação é algo legitimo. Quem está feliz, aplaude. Quem está indignado com o que acontece, protesta. Espero que as manifestações tenham paz, respeitando as leis. O reflexo nas eleições já está dado. As pessoas já estão com sentimento claro de mudança.

Por Carolina Bahia e Klécio Santos
Zero Hora

2 de junho de 2014

Veja a entrevista de Eduardo Campos, ao programa É Notícia, da Rede TV, ontem.

Eduardo Campos abordou diversos assuntos como a incapacidade do governo atual em ouvir as demandas da população e a ausência de um planejamento macroeconômico, o que vem tirando o Brasil do caminho certo.

Ainda durante o programa, ele se mostrou otimista com o futuro, afirmando que o ano de 2015 pode ser bom, a partir do momento que o País olhe para o futuro ao invés de assistir a um debater do passado contra o passado. 


Confira a entrevista na íntegra nos links abaixo



Equipe40
https://www.facebook.com/eduardocampos40?fref=nf

PSDB quer Roberto Pessoa e Heitor Férrer em chapa de oposição

Apesar de não fazer muito alarde sobre as articulações do ex-senador Tasso Jereissati, o PSDB no Ceará se mobiliza para estruturar palanque em 2014. O presidente do PSDB Fortaleza, Tomaz Figueiredo Filho, afirmou, ao Blog do Eliomar, que o partido está “animado” e com “fortes articulações para lançar candidato de oposição puro”.


O presidente municipal destacou aliança com o ex-prefeito de Maracanaú Roberto Pessoa (PR), pré-candidato ao Governo do Estado. Ele pontuou ainda que há tentativas de conversa com o deputado estadual Heitor Férrer (PDT) que, destaca Tomaz, é “um ‘ficha limpa’ e um nome novo para o cenário”.

Tomaz Figueiredo admite até que Tasso Jereissati, articulador das negociações sobre sucessão, pode sair candidato a vice na chapa do presidenciável tucanoAécio Neves. “Todas as possibilidades estarão abertas até 30 de junho. Tasso está participando de todas as articulações, não podemos descartar a possibilidade de ele sair numa chapa pura a vice do Aécio Neves”, disse o peessedebista.
 O POVO 

Especialistas alertam que a Terra pode estar chegando ao fim e enfrentará a 6ª extinção em massa

Plantas e animais serão extintos mais rápido do que pensamos: estudo afirma que estamos prestes a passar por um momento crítico
Espécies de plantas e animais serão extintas pelo menos 1.000 vezes mais rápido do que antes da chegada dos seres humanos e o mundo está à beira de uma sexta grande extinção, diz um novo estudo.
O estudo analisou as taxas passadas e presentes de extinção e encontrou uma mais baixa do que os cientistas pensavam. Espécies estão desaparecendo da Terra cerca de 10 vezes mais rápido do que os biólogos acreditavam, afirma o autor principal do estudo, o biólogo Stuart Pimm, da Universidade Duke.
"Estamos à beira de uma sexta grande extinção", disse Pimm. "Se nós vamos evitá-la ou não, dependerá de nossas ações".
O trabalho, publicado recentemente pela revista Science, foi colocado como um marco nesse tipo de estudo por especialistas. A análise de Pimm é focada em taxas, e não na quantidade, de desaparecimento de espécies da Terra. É calculada uma "taxa de mortalidade" de quantos são extintos a cada ano em meio a 1 milhão de espécies.
Em 1995, Pimm descobriu que a taxa de extinções antes da chegada do ser humano era cerca de 1. Contudo, tendo em vista a nova pesquisa, Pimm e seus colegas refinaram e acharam que era, na verdade, cerca de 0,1. Agora, o que temos é uma taxa de mortalidade de cerca de 100 para 1.000.
Vários fatores estão sendo combinados e fazendo com que espécies desapareçam muito mais rápido do que antes, afirmou Pimm e o co-autor, Clinton Jenkins, do Instituto de Pesquisas Ecológicas no Brasil. A questão principal é a perda de habitat. Espécies não estão encontrando mais lugar para viver com tantas construções e alterações ecológicas feitas pelo ser humano.
O sagui-de-tufo-branco é um bom exemplo”, disse Jenkins. Seu habitat diminuiu por causa do desenvolvimento no Brasil e de outros saguis competindo pelo lugar mínimo que resta. Agora ele está na lista de extinção internacional.
O tubarão branco oceânico, que costumava ser um dos predadores mais abundantes na Terra, está se extinguindo por conta da sua intensa caça, e agora são raramente vistos. O biólogo marinho da Universidade Dalhousie, Boris Worm, que não fez parte do estudo, mas o elogiou, disse: "Se não fizermos nada, isso vai seguir o caminho dos dinossauros".
Em cinco vezes anteriores, a grande maioria da vida do mundo desapareceu, o que são chamadas de extinções em massa, e foi muitas vezes associada a ataques de meteoros gigantes. Cerca de 66 milhões de anos atrás, um meteoro extinguiu os dinossauros e três a cada quatro espécies na Terra. Cerca de 252 milhões anos atrás, a Grande Morte dizimou cerca de 90% das espécies do mundo.
Pimm e Jenkins disse que não há esperança. Ambos disseram que o uso de smartphones e aplicativos como o iNaturalist vão ajudar pessoas comuns e os biólogos a encontrarem espécies em perigo. Uma vez que se saiba onde espécies ameaçadas de extinção estão, eles podem tentar salvar seus habitats e usar a reprodução em cativeiro e outras técnicas para propagá-la.
Uma história de sucesso é a do mico-leão-dourado. Décadas atrás, os pequenos primatas eram vistos como espécies certas de extinção por conta da sua perda de habitat, mas ao serem encontrados em partes remotas do Brasil e criados em cativeiro, os biólogos conseguiram salvá-los de seu destino.
CTVNews 
R7

Ceará Sporting Club, 100 anos de lutas e glórias

A paixão alvinegra cearense completa cem primaveras. Não obstante à marca centenária atingida hoje, a fiel torcida do Ceará tem a oportunidade de demonstrar que está ainda muito longe de esboçar cansaço ao seguir os passos do time de Porangabuçu. Desde os primórdios da cor lilás até este dia festivo, litros infindáveis de lágrimas e suor banharam o manto preto e branco, ajudando a consolidar um sentimento que não vai se arrefecer nos próximos séculos.

Diário do Nordeste

Deputado Ely Aguiar e sua santa no Cariri

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Está sendo erguido na cidade do Crato, no sul do Ceará, um dos maiores monumentos
religiosos do mundo em homenagem a nossa Senhora de Fátima. Com 51 metros de
altura, chega a ser maior que a Estátua da liberdade, em Nova York, e o Cristo Redentor,
no Rio de Janeiro.

A iniciativa é do deputado Ely Aguiar e o objetivo é incrementar, ainda mais o turismo
religioso no Cariri. A obra, feita em uma área pobre, já está mudando o cenário da região
e gerando empregos. Os trabalhos estão em fase de conclusão e a inauguração está
prevista para o dia 21 de junho, aniversário do município do Crato.

A execução é do governo do estado com recursos próprios do deputado Ely Aguiar.
Milhares de católicos devem ir a cidade do Crato para conhecer a segunda maior estátua
religiosa do mundo encravada no Barro Branco.

A obra sofreu atraso porque foi embargada duas vezes. Foi alegado que o Crato não tinha
perfil para explorar o turismo religioso. Isso em uma cidade onde nasceu Padre Cícero
e tem um seminário que ordena padres.

Esta semana técnicos da Secretaria de Cidades e do Dae, que deverão isolar toda a área,
vão fazer um estudo técnico para a colocação da coroa gigante, que tem 6 metros de altura.
A data da coroação ainda não foi marcada e vai contar com a presença do governador Cid Gomes.

Por Roberto Moreira |
Diário do Nordeste

Tasso Jereissati tem apoio nacional para vice de Aécio à Presidência

O governador Aécio Neves se reuniu, nesta quinta-feira (03/12), no Palácio da Liberdade, com o senador Tasso Jereissati (PSDB/CE). Também participaram do encontro, o secretário-geral do PSDB, deputado Rodrigo de Castro, e o ex-ministro Pimenta da Veiga.Foto: Wellington Pedro/Imprensa MG
Lideranças nacionais do PSDB estão dispostas a abrir mão de um candidato da Região Sul ou Sudeste para vice na chapa do tucano Aécio Neves à Presidência da República em benefício do Nordeste. A mudança de rumo nessas articulações surge porque o PSDB está unido no maior colégio eleitoral do País – São Paulo, e contaria com a presença do PSD – vice-governador ou senador, na chapa do governador Geraldo Alckimin, que é candidato à reeleição. Com essas condições, o vice de Aécio sairia do Nordeste.
A avaliação interna no PSDB, principalmente, entre caciques do partido em São Paulo, é que o nome para vice é do ex-senador e ex-governador Tasso Jereissati. Tasso, segundo a avaliação dos tucanos nacionais, é bem aceito por diferentes segmentos empresariais, partidários e políticos e ajudaria a candidatura de Aécio no Nordeste e, especialmente, no Ceará, onde estão mais de 4 milhões de eleitores.
O ex-governador cearense, que lidera as pesquisas de intenção de votos para o Senado, não tem o menor apetite para disputar as eleições deste ano no Ceará. A candidatura a senador é hoje descartada. O PSDB cearense espera definições na composição da chapa presidencial para definir se terá candidato ao Governo do Estado. Longe das especulações, o ex-governador Tasso está em viagem ao exterior com familiares.
Ceará Agora

Ceará celebra "100 anos de paixão" nesta segunda-feira 02/06/2014

Ceara
Ceará completa 100 anos de fundação neste 2 de junho | Crédito: Reprodução
O dia 2 de junho de 1914 foi a data em que uma reunião de estudantes na Praça do Ferreira, em Fortaleza, decidiu pela fundação do clube hoje conhecido como Ceará Sporting Club. Encabeçados por Luís Esteves Júnior e Paulo Freire, os estudantes escolheram pelo nome de Rio Branco Football Clube e as cores roxa e branco para a agremiação.
Com a dificuldade em conseguir o material na cor roxa, o clube mudou de cores e nome no ano seguinte. Passou a se chamar Ceará Sporting Club e adotou o preto no lugar do roxo.
Cem anos depois, o Vozão celebra seu primeiro centenário com programação especial, que pode ser conferida no site oficial do clube. Em 2014, além dos 100 anos, o Ceará celebrou o título do Campeonato Cearense e o vice-campeonato da Copa do Nordeste. Abaixo, você pode ver o pôster do título estadual.
CEARÁ CAMPEÃO CEARENSE DE 2014
CEARÁ CAMPEÃO CEARENSE DE 2014 | Crédito: Futura Press
PLACAR

Eduardo Campos lembra o avô ao receber homenagem em Araripe

O ex-governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos (PSB), lembrou o avô, o caririense Miguel Arraes, ao receber homenagens em Araripe, na região do Cariri, neste sábado (31).

"Vim reencontrar minhas raízes e agradecer por ele ter me ensinado a virtude que é mãe de todas as outras: a coragem", afirmou.






Cearánews7

Aumento no Bolsa Família começa a ser pago a partir de hoje



A partir de hoje (1), o benefício médio do Bolsa Família passa dos atuais R$ 150 para R$ 167 mensais. O valor que define a linha de extrema pobreza do país será reajustado em 10% (de R$ 70 para R$ 77). Isso significa que nenhuma família no país poderá ter ganho mensal abaixo de R$ 77. 

Com esse aumento, outros benefícios do Bolsa Família foram reajustados, como o valor pago por gestante, nutriz, criança ou adolescente de até 15 anos de idade, que sobe de R$ 32 para R$ 35, até o limite de R$ 175 mensais por família. Já o benefício para o adolescente de até 17 anos passa de R$ 38 para R$ 42 mensais, até o limite de R$ 84 mensais por família.

O valor adicional pago por meio do Programa garante que cada membro da família tenha renda superior a R$ 77, considerando os rendimentos próprios adicionados ao valor de complementação do Bolsa Família. O valor médio do benefício das famílias em situação de extrema pobreza sobe de R$ 216 para R$ 242. O valor a ser pago por família continua a variar caso a caso, de acordo com a severidade da pobreza.

Atualmente, o programa atende 14 milhões de famílias, aproximadamente 50 milhões de pessoas. Ao todo, 36 milhões de pessoas se manterão fora da situação de extrema pobreza, em decorrência da transferência de renda do Bolsa Família.

Com informações do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS)


cearanews7

Lei antifumo é regulamentada e passa a valer em todo o País

Forte atuação do lobby do setor atrasou entrada em vigência da lei, aprovada há dois anos
Com dois anos de atraso, o governo anunciou neste sábado (31) a regulamentação da lei antifumo nacional, que proíbe o fumo em ambientes fechados de acesso público em todo o país. A norma estabelece regras para o uso de cigarros e outros produtos com tabaco em “recinto coletivo fechado”, acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros, sendo permitida somente a exposição dos produtos no ponto de venda, além de ampliar as advertências exibidas nos maços sobre o mal à saúde. 
Também foi fixada uma multa de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão para o estabelecimento que desrespeitar as regras. As medidas passam a valer a partir de dezembro. A lei foi aprovada no fim de 2011 e comemorada pelo governo, mas as discussões com os vários setores e o lobby da indústria atrasaram a regulamentação. A norma vinha sendo driblada pela falta de definições claras do que podia ou não ser feito, e das punições envolvidas.
As regras do governo vão se sobrepor às legislações estaduais, como de São Paulo e do Rio de Janeiro, que terão que se adaptar.
Mortes
Segundo dados do Ministério da Saúde, 200 mil pessoas morrem por ano no Brasil por doenças ligadas ao tabagismo. O SUS (Sistema Único de Saúde) teve no ano passado gasto de mais de R$ 1 bilhão com 1,4 milhão de internações motivadas por doenças vinculadas ao tabagismo.

Fica proibido o uso de cigarros, cigarrilha, charutos, cachimbos e outros produtos do gênero em locais de uso coletivo - público ou privado. Isso incluiu hall e corredores de condomínio, restaurantes e clubes. Estão vetados inclusive os narguilés. Segundo o governo, fica vetado o uso em ambientes parcialmente fechados por uma parede, teto e até mesmo toldo.
A medida vale para qualquer ambiente que tenha algum tipo de parede que impeça a fumaça de se dissipar. A norma também extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros até mesmo nos pontos de venda, permitindo somente a exposição dos produtos, acompanhada por mensagens sobre os malefícios provocados pelo fumo. A legislação anterior permitia as propagandas no display. Os fumódromos também passam a ser proibidos na nova legislação.
O Povo

1 de junho de 2014

Lateral da seleção na Copa de 1974, Marinho Chagas morre aos 62 anos

 O ex-jogador da seleção brasileira, Marinho Chagas, morreu neste domingo (1º) aos 62 anos, em João Pessoa. Ele se sentiu mal durante um encontro de colecionadores de figurinhas da Copa do Mundo. Numa Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da capital paraibana constatou-se uma hemorragia digestiva, segundo o médico que o atendeu, Charles Paulino.

Da UPA, depois que se tentou estabilizar o quadro clínico do ex-lateral esquerdo da Seleção Brasileira, ele foi transferido para o Hospital de Emergência e Trauma da Paraíba, onde morreu às 3h deste domingo (1º).

Quando sentiu-se mal, por volta das 14h30 do sábado (31) Marinho Chagas estava numa banca de revistas num shopping de João Pessoa, a convite do organizador do encontro de colecionadores de figurinhas de jogadores de futebol, Adeilson Silva.
Silva disse ao portal G1 Paraíba, que Marinho Chagas estava bem humorado, concedia entrevista, dava autógrafos e tirava fotos com os fãs e contava piadas, quando de repente ficou pálido e começou a vomitar sangue: “Uma hora ele estava bem. Na outra, estava nesta situação. Era muito sangue. Só tivemos tempo de levá-lo ao hospital”.

Em  2013, Marinho Chagas ficou 12 dias internado, entre os dias 30 de maio e 6 de junho, depois de ter sido constatada uma pneumonia e complicações decorrentes do alcoolismo.

O site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na internet, noticiou a morte. O presidente da CBF, José Maria Marin, lamenta a morte daquele que foi um grande jogador, a quem admirava pelas atuações na Seleção Brasileira e manifesta os pêsames à família.

E assim como ocorrerá pela morte do jornalista Maurício Torres, da TV Recorde, Marin anunciou que será observado um minuto de silêncio nos sete jogos deste domingo pela sétima do Campeonato Brasileiro de 2014. Homenagens poderão acontecer nos jogos do Fluminense e Botafogo, clubes que defendeu, contra o Internacional e Corintians, no Itaquerão, em São Paulo.

De acordo com Eduardo Machado, secretário de Esportes de Natal, o velório do ex-jogador acontecerá no estádio Frasqueirão e o sepultamento no cemitério Morada da Paz, em Emaús.

História
Marinho Chagas nasceu em 8 de fevereiro de 1952. Defendeu a Seleção Brasileira entre 1973 e 1974, tendo feito quatro gols. Chegou a ser treinador no Alecrim F. C e comentarista de futebol na TV Bandeirantes, em Natal. 

Ele ficou conhecido entre os companheiros do Botafogo como a “Bruxa”, onde jogou de 1972 a 1976, depois de ter iniciado a carreira no Riachuelo, onde jogou de 1967 a 1968. Daí foi para o ABC, onde ficou dois anos e ganhou o título de 1970, o primeiro do tetracampeonato do alvinegro. 

Do ABC, foi trocado por dois jogadores do Náutico, de onde saiu em 1972 para o Botafogo,  clube pelo qual virou ídolo e foi convocado para disputar a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. 

Marinho Chagas foi dono de um chute potente e preciso, que lhe valeu o apelido de “patada atômica” dado por Valdir Amaral, narrador de futebol da Rádio Globo. Também foi chamado de “canhão do Nordeste”. 

Ele ganhou três vezes a “Bola de Prata”, o maior troféu da imprensa esportiva concedido pela revista “Placar”, da editora Abril, em 1972, 1973 e 1981.

Neste ano, Marinho foi homenageado com uma estátua de sete metros elaborada pelo artista plástico Guaraci Gabriel. O monumento está instalado na Praça da Árvore, em Mirassol, desde 24 de abril.

Títulos
ABC, campeão potiguar em  1970.
São Paulo, campeão paulista em 1981.
Fluminense, campeão da Taça Teresa Herrera, na Espanha.
Seleção Brasileira, campeão do  Torneio Bicentenário dos Estados Unidos, em 1976.

Clubes por onde passou
1967–1968 Riachuelo (RN)
1969–1970 ABC (RN)
1970–1972 Náutico (PE)
1972–1976 Botafogo (RJ)
1977–1978 Fluminense (RJ)
1979–1979 NY Cosmos (EUA)
1980–1980 FKL Strikers (EUA)
1981–1983 São Paulo (SP)
1983–1983 Bangu (RJ)
1984–1984 Fortaleza (CE)
1985–1985 América (RN)
1986–1987 LA Heat (Alemanha)
1987–1988 Augsburg (Alemanha)

Tribuna do Norte

Eduardo Campos tem dia de “presidente” no Cariri

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O pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, viveu um dia de “presidente”, nesse sábado (31), no Cariri. Ao lado da esposa e dos cinco filhos, Campos teve direito a recepção no aeroporto, entrevistas e títulos de cidadania.
Campos visitou o município de Araripe, terra de seu avô Miguel Arraes, onde encontrou parentes no Ceará. Antes, o pré-candidato do PSB foi recepcionado pela deputada Eliane Novais, no aeroporto de Campos Sales. Depois conversou com a pré-candidata do PSB ao Governo do Ceará, a empresária Nicolle Barbosa.
Após entrevistas em emissoras de rádio e tevês do Cariri, Eduardo Campos recebeu dois títulos de cidadania, um em Barbalha e o outro em Juazeiro do Norte, nesse último dividiu as atenções com o pré-candidato do PMDB ao Governo do Ceará, Eunício Oliveira, que também ganhou o título de cidadão juazeirense.
Ao destacar suas raízes com o Ceará, Eduardo Campos lamentou o abandono do Nordeste, por parte do Governo Dilma.
Blog do Eliomar de Lima

Eunício Oliveira com apoio do PR

Tem novidades na praça. O PR comemorava a possibilidade de entrar na chapa do senador
Eunício Oliveira. O PMDB nega, mas houve uma conversa mais decisiva sobre a união entre
os dois partidos aliados no governo Dilma.

Com a desistência ou nem mesmo a entrada de Tasso Jereissati na disputa eleitoral de 2014 o PR ficou sem grandes chances apesar das fortes possibilidades do ex-prefeito Roberto Pessoa.
Lúcio Alcantara e Roberto Pessoa prestigiaram Eunício Oliveira em Juazeiro
do Norte, onde o senador recebeu título de cidadania.

 Por Roberto Moreira
Diário do Nordeste

Zezinho Albuquerque candidato

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Sinal forte para a escolha do deputado Zezinho Albuquerque(PROS) como candidato ao governo.

O presidente do PROS, Danilo Serpa, e o governador Cid Gomes receberam manifesto assinado por 12 partidos apoiando o nome do presidente da Assembléia ao governo.

O manifesto entregue pelo deputado Tim Gomes tem a assinatura de sete partidos. Tim Gomes está de olho na presidência da Assembléia em um provável governo de Zezinho Albuquerque.

 Por Roberto Moreira
Diário do Nordeste

Eduardo Campos é o convidado de hoje do Programa É Notícia, da RedeTV. Não perca a entrevista, que vai ao ar de domingo para a segunda, às 00h30.


Eduardo Campos é o convidado do próximo Programa É Notícia, da RedeTV. Ele vai falar sobre o Brasil atual e o Brasil que queremos, expondo suas ideias para a construção de um Novo País. Não perca a entrevista, que vai ao ar do domingo para a segunda, às 00h30.



Fortaleza vence Paysandu em Belém e se mantém na liderança da Série C

Seis jogos, quatro vitórias, dois empates e 14 pontos conquistados. Esse foi o saldo do Fortaleza no Grupo A da Série C do Brasileiro antes da paralisação em razão da Copa do Mundo. Jogando fora de casa na noite deste sábado, o Leão venceu o Paysandu por 2 a 1 dentro do Estádio Mangueirão, acabando com a invencibilidade do Papão como mandante e se mantendo na liderança da competição nacional.
Agora Fortaleza e Paysandu só voltam a campo pela Terceirona em julho. No dia 19, o Leão vai enfrentar o Treze fora de casa, no Estádio Presidente Vargas, em Campina Grande. Já no dia 20, o Papão também joga longe de Belém, contra o Cuiabá, na Arena Pantanal. Antes, o time paraense entra em campo na próxima quarta-feira, contra o Remo, a partir das 20h30, no Estádio Mangueirão, pela final do Campeonato Paraense.
Três gols e rojões no primeiro tempo
Embalado pelo apoio da torcida, que pela primeira vez viu o time jogar na Série C de portões abertos após punição do STJD, o Paysandu começou melhor, pressionando, e teve uma boa chance logo aos seis minutos, com um cabeceio de Lima defendido por Ricardo. Apesar do bom momento, foi o Fortaleza quem fez o primeiro gol. Aos 15, Valfrido aproveitou a falha de João Paulo e ficou livre para abrir o placar no Mangueirão.
A partir do gol, a partida ficou igual, principalmente porque o Fortaleza começou a achar espaços com Marcelinho Paraíba, Robert e Valdson. Depois de uma paralisação em razão de um rojão soltado da arquibancada em direção aos torcedores cearenses, o Leão fez o 2 a 0 com Valdson, aos 38 minutos. O atacante recebeu passe de Robert e, de primeira e fora da área, fez um golaço.
Para colocar fogo na partida, o Paysandu respondeu dois minutos depois com Ruan. O jogador bicolor chutou forte, da entrada da área, e descontou: 2 a 1. No final do primeiro tempo, mais um rojão foi soltado, dessa vez em direção aos atletas do Fortaleza, que se preparavam para uma cobrança de escanteio. Após nova parada, o árbitro Edmar Campos da Encarnação ameaçou encerrar a partida caso a situação voltasse a acontecer.
Papão pressiona, mas sai derrotado 
Para a segunda metade do confronto, o Paysandu voltou com uma nova variação tática, com Pikachu saindo da lateral e jogando no meio-campo. Ele sofreu a falta que resultou em uma jogada ensaiada logo aos cinco minutos e quase engana Ricardo, que defendeu. Em seguida foi a vez dos cearenses atacarem com Valdson, que driblou o goleiro Paulo Rafael, chutou, mas Reniê estava no lugar certo, evitando o terceiro gol.
O Papão pressionava, tinha maior posse de bola, porém, esbarrava na encaixada marcação do Fortaleza, que se segurava no campo de defesa e explorava as jogadas de contra-ataque. Um deles aconteceu com Guto, aos 22 minutos, que conseguiu espaço na defesa, mas teve o chute defendido por Paulo Rafael. Nos últimos minutos o Paysandu apostou nas jogadas aéreas, mas sem sucesso, sofrendo a sua primeira derrota como mandante na competição nacional.
Ficha Técnica:
Paysandu 1 x 2 Fortaleza

Paysandu: Paulo Rafael; Lacerda, Reniê e João Paulo; Yago Pikachu, Ricardo Capanema, Zé Antônio, Rafael Tavares (Djalma) e Airton; Ruan (Jô) e Lima.
Técnico: Mazola Júnior

Fortaleza: Ricardo; Thiago Cametá, Eduardo, Adalberto e Fernandinho; Guto, Valfrido, Marcelinho Paraíba (Davidson) e Edinho (Corrêa); Robert e Valdson (Romarinho).
Técnico: Marcelo Chamusca

Local: Estádio Olímpico Mangueirão, em Belém
Árbitro: Edmar Campos da Encarnação (AM). Assistentes: Jander Rodrigues Lopes (AM) e Vaneide Vieira de Góis (SE).

Cartão amarelo: Fernandinho, Valdson e Valfrido (FOR). Leandro Carvalho, Ricardo Capanema, Yago Pikachu e Zé Antônio (PSC).
Renda: R$ 218.243 mil. Público pagante: 16.712 torcedores. Público total: 18.304 pessoas.

Por Belém

Mauricio Torres, apresentador do Esporte Fantástico, morre aos 43 anos

Jornalista foi internado no dia 1º de maio após passar mal durante voo
O apresentador e narrador esportivo da Rede Record, Mauricio Thomé Torres, morreu neste sábado (31) em São Paulo. Ele estava internado desde o dia 1º de maio no hospital Sírio Libanês na capital depois de sofrer uma arritmia cardíaca durante um voo entre Rio de Janeiro e São Paulo. Torres teve falência múltipla dos órgãos segundo boletim médico oficial e morreu no início da noite. Ele deixa esposa e uma filha de oito anos. 
O velório do apresentador vai ocorrer neste domingo, 1º, no Rio de Janeiro, no Cemitério São João Batista, em Botafogo. 
O jornalista iniciou a carreira no sistema Globo de Rádio na década de 90, e em 1996 chegou à Rede Globo de Televisão, local no qual ficou até se transferir para a Rede Record.
Torres chegou à Record em 2005 para as transmissões de futebol. No mesmo ano, participou dos programas Terceiro Tempo e Debate Bola.

O narrador também esteve na equipe olímpica da Record nos Jogos de Inverno de Vancouver (2010), nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara (2011), na Olimpíada de Londres (2012) e nos Jogos de Inverno de Sochi (2014).

Torres também ganhou destaque na apresentação da programação esportiva da casa, tanto da Record quando da Record News (Esporte Fantástico e Esporte Record News). Atualmente apresentava o Esporte Fantástico ao lado de Mylena Ciribelli e Cláudia Reis.

R7

31 de maio de 2014

Darío Pereyra é demitido do Águia, e João Galvão assume interinamente

Foi curta a passagem de Darío Pereyra pelo Águia de Marabá. Ao contrário do seu antecessor – que ficou mais de cinco anos no cargo –, o treinador uruguaio esteve no comando do Azulão durante 73 dias. Na tarde desta sexta-feira, o presidente do clube aguiano, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, anunciou a demissão do técnico. João Galvão, que vinha exercendo o cargo de diretor de futebol, volta a assumir a equipe, mas apenas interinamente.
Mesmo sem grandes resultados na Série C, a saída de Pereyra aconteceu por questões extracampo. O mandatário do Águia não gostou das declarações do treinador após a derrota por 3 a 1 para o ASA, no domingo passado. 
– A gente julgou, não muito bem, as declarações que o Darío fez logo após o jogo contra o ASA, em Arapiraca. Diante dela, eu tinha duas atitudes a tomar: ou demitir os seis que estavam no banco, ou Darío. Ele disse que não mexeu na equipe durante o jogo porque os jogadores que estavam no banco não iriam melhorar o time. Nós temos uma estrutura pequena, e talvez ele esteja acostumado a treinar clubes maiores. Além disso, durante a semana, a gente percebeu que a desunião, o baixo astral estava grande no elenco. A gente achou por bem conversar com ele, que é uma pessoa bem, honesta, de coração grande, mas nós sabemos que o grande diferencial do Águia é o ambiente familiar, a união, e isso não estava acontecendo – explicou Ferreirinha. 
O presidente do Azulão admite que os maus resultados na Terceirona colaboraram para a decisão, mas não foram o principal motivo. O clube está na vice-lanterna da competição, com apenas quatro pontos em cinco jogos.
– A gente não pode tapar o Sol com a peneira. A gente sabe que o Darío não teve muito tempo de preparar a equipe. Não houve tempo até as primeiras partidas de ter um bom rendimento. Mas o que a gente julga mais importante é a união do grupo. Vi pessoalmente nos treinos, senti isso, e como presidente tenho que zelar pelo nosso grupo – salientou.
A equipe entra em campo neste sábado, em jogo fora de casa, contra o Crac, em Catalão (GO). João Galvão, que treinava o time antes de Darío Pereyra, volta ao comando técnico, mas apenas temporariamente. 
– O Galvão foi relutante, até é importante dizer. Ele não gostaria de assumir interinamente a equipe. Mas eu fiz ele entender que era importante. Durante essa viagem até Catalão nós já vamos fazer contato com outros treinadores. Depois do jogo vamos dar oito dias de folga aos jogadores e, na volta (aos treinos), queremos que o novo técnico já esteja em Marabá – finalizou. 
Por Marabá, PA