27 de maio de 2015

Pecnordeste quer mudar práticas

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Os promotores do evento ressaltam a importância da atividade pecuária para o Estado do Ceará
Em meio ao cenário desafiador imposto aos produtores rurais cearenses em decorrência da seca de quatro anos consecutivos, o Seminário Nordestino de Pecuária (Pecnordeste) surge como oportunidade ao homem do campo para a criação de novos negócios. O evento, que acontece em sua 19ª edição, no período de 16 a 16 de junho, no Centro de Eventos do Ceará, foi lançado na manhã de ontem.
O Pecnordeste oferece também espaço para o aprendizado de novas técnicas para serem utilizadas no meio rural, a fim de aumentar a produtividade, através de mecanismos que permitem a melhor convivência com a pouca oferta de água.
Flávio Saboya, coordenador da Pecnordeste, destaca o papel que o setor pecuário exerce no Estado, trazendo renda e alimento às famílias. Entretanto, lastima a defasagem técnica que ainda persiste entre trabalhadores do ramo.
"Lamentavelmente, as práticas do nosso homem do campo ainda são muito tradicionais. Eles estão fazendo o que faziam há cem anos. A pecuária no Semiárido nordestino pode ser uma atividade extremamente competitiva e empreendedora, mas precisa de gestão, inovação e tecnologia. O Pecnordeste oferece espaço para isso, permitindo que o pecuarista encontre soluções para suas atividades", ressalta Flávio.
Conforme o coordenador geral da Pecnordeste, Paulo Helder de Alencar Braga, 70 caravanas do Interior já estão confirmadas para o evento. No total, a expectativa é de que mais de 4 mil produtores inscrevam-se para participar do seminário, além de 30 mil visitantes.
"É um seminário que reúne sete cadeias produtivas do agronegócio, e duas não ligadas à pecuária, que são o turismo rural e o artesanato", explica Flávio, apontando que o evento é o maior do tipo no Nordeste.
De acordo com Paulo Helder estão programadas 92 palestras técnicas, 17 oficinas e três mesas redondas durante o seminário.
Estudantes
Há, ainda, uma parceria entre a organização do evento, a Prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado, no sentido de levar estudantes da rede pública para conhecer o Pecnordeste. "A gente tenta mostrar para a população da cidade a importância do homem do campo, porque é ele que produz o alimento para colocar nas nossas mesas", lembra Paulo Helder.
Racionamento
"As águas estão sendo reduzidas. Somos os primeiros a receber os cortes (setor da agricultura e da irrigação). Ontem tivemos reunião com a Cogerh e eu senti, por parte da direção do órgão, muita sensibilidade em ter um trabalho participativo. Estamos nos propondo a designar pessoas nos municípios, na tentativa de encontrar uma solução que seja mais compatível com a realidade dos produtores, mas que também coopere com a redução hídrica, priorizando o consumo humano".
A Cogerh está identificando todas as propriedades que têm a outorga (direito de usar água) na região do Baixo Jaguaribe. O órgão, então, corta parte da cota de água que seria destinada para o local. "Para o pequeno produtor, isso pesa muito. Ele só tem aquela pequena área irrigada. É possível a gente socializar mais esse corte da água na tentativa de não criar grandes problemas para alguns, que poderiam ser distribuído entre todos", acrescenta Paulo Helder.
Exportador
O Ceará, atualmente, é o quinto maior exportado de mel do Brasil. Já esteve em segundo lugar, mas, por causa dos quatro anos de seca consecutivos, a produção do Estado vem caindo. "Apesar disso, como a atividade está sendo trabalhada pelos institutos de pesquisa, a SDA, o Sebrae, a UFC, os incentivos do governo com projetos sociais, acredito que mesmo durante a seca, nos próximos anos o Ceará desponte como um dos maiores exportadores de mel, ressalta Vinícius Araújo de Carvalho, meliponicultor e apicultor.
Mais informações
XIX Seminário Pecnordeste
Data: de 16 a 18 de junho
Local: Centro de Eventos do Ceará
Sistema Faec/Senar e Sebrae-CE

Bruno Mota
Repórter

Diário do Nordeste

Perda da safra é acima de 90% em algumas regiões do sertão

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Desolados, os agricultores do sertão esperam pela liberação do Seguro Safra para amenizarem as perdas que tiveram em 2015
FOTO: HONÓRIO BARBOSA
A falta de maior volume de chuvas durante a quadra invernosa deste ano já responde por inúmeros prejuízos no setor agrícola cearense. Em Mauriti, maior produtor de grãos do Estado, agricultores já iniciaram o processo de contabilizar as perdas nas lavouras de milho, ocasionadas pela manutenção da estiagem que assola o Interior cearense e caminha para o seu quarto ano consecutivo.
A perda de milho em Mauriti chega a 100% e os produtores rurais, a maioria agricultores familiares, agora espera pela liberação dos recursos oriundos do Programa Garantia Safra e pelo perdão das dívidas adquiridas através de linhas de financiamento agrícola, como forma de diminuir os prejuízos.
Em grande parte das regiões que formam o município, o que sobrou do milho mal dá para alimentar o rebanho bovino. Em algumas propriedades, inclusive, a forragem produzida a partir da palha da cultura já foi consumida pelos animais.
Muitos agricultores reclamam, ainda, da falta de assistência técnica por parte da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), durante o processo do plantio e da redução na quantidade de sementes distribuídas pelo Programa Hora de Plantar, que acabou fazendo com que grande parte dos produtores comprassem sementes em casas especializadas.
"Aqui a gente perdeu a lavoura inteira. Nos plantamos 17 tarefas de terra e não deu uma espiga de milho nem pra contar a história", lamenta a agricultora Maria de Fátima Pereira Furtado, residente no sítio Malhadinha, na zona rural de Mauriti. Conforme a rurícola, os prejuízos contabilizados poderiam ter sido diminuídos se o volume de sementes distribuídas pelo Governo do Estado tivesse sido maior. "Esse ano eu só consegui receber um saco de milho de 20kg. O resto eu comprei tudo. Plantei seis sacos de milho. Paguei R$ 25 em cada um deles. Menos o que recebi do governo", disse.
O agricultor Domingos Maranhão, que plantou cerca de 100 hectares de milho em uma propriedade localizada na região de Coité, também perdeu toda a lavoura por causa da falta das chuvas. Ele reclamou da falta da assistência técnica e da pouca quantidade de sementes distribuídas pelo programa estadual neste ano. "Assistência técnica não teve nenhuma. A gente só recebe assistência técnica quando faz algum projeto e encaminha pro banco. Fora isso, não tem assistência. Eu comprei 30 sacos de 60kg de milho pra plantar esse ano. Perdi tudo. Não sobrou nada. O que tinha ficado o gado já comeu. Agora é esperar pelo governo. Pedir a Deus que a presidente perdoe as dívidas feitas com os bancos. Se não, é trabalhar dobrado pra pagar a conta", comentou o agricultor.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Mauriti, além da cultura do milho, a safra de feijão para este ano também já está comprometida em mais de 90%. O secretário de Politicas Agrícolas da entidade, Moacir Batista, avaliou que a situação em torno da produção de grãos no município vem se complicando a cada ano por falta das chuvas, principalmente, mas, também, devido a existência de falhas nas políticas públicas em vigor.
"A situação é péssima. A produção este ano é quase nenhuma. Além, da falta de chuvas, que é a grande causa do problema, há, ainda, a falta de assistência técnica e a questão da redução na distribuição das sementes. Esse gargalo precisa ser solucionado pelo governo do Estado, embora se saiba que as distribuições aconteçam mediante os prognósticos que o governo possui em relação as chuvas de cada ano", frisou o sindicalista.
Outras regiões do Ceará também apontam perdas na produção de ambas as culturas. O prejuízo aconteceu por falta de água nas lavouras. No Centro Sul, por exemplo, os dados parciais de perda de produtividade do milho e do feijão oscilam entre 70% e 80%. "A tendência é se agravar ainda mais", disse o gerente regional da Ematerce, Joaquim Virgulino Neto.
Nos municípios de Várzea Alegre e Lavras da Mangabeira, que costumam registrar boas chuvas, neste ano, o quadro é adverso. "Tivemos um déficit de 37% de pluviometria", observa o gerente do escritório da Ematerce, Cléber Correia. "O resultado é a perda de 75% ou mais da safra".
Na região dos Inhamuns e do Sertão Central o quadro é ainda mais preocupante. Os percentuais são mais elevados, chegando a perdas de 100% de milho e de 90% de feijão. "Quem plantou perdeu", observa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tauá, Francisco Pedrosa. Nos municípios de Milhã, Solonópole, Mombaça, Irapuan Pinheiro e Piquet Car.
Situação generalizada
O secretário de Agricultura de Irapuan Pinheiro, Clerto Josino, disse que a última avaliação feita por representantes de entidades ligadas ao setor rural aponta perda média de 90% do milho e de 70% do feijão. "Essa é a realidade da região, é uma situação generalizada".
O presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais no Ceará, Fetraece, Luís Carlos Ribeiro, confirma que a situação é preocupante e que a perda da lavoura de grãos supera os 80%. "Infelizmente, essas são as informações que temos recebido", disse. Os dados conclusivos sobre perda da safra de grãos no Ceará serão feitos em cada município por ocasião do laudo de vistoria do Garantia Safra. Os dados disponíveis pelo governo do Estado, por meio da Ematerce, ainda referem-se à avaliação feita na segunda quinzena de abril passado e indicam índices de perda bem menores do que os registrados no decorrer de maio.
A Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), por meio da Assessoria de Imprensa, informou que o Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias divulga no próximo dia 29 o relatório final sobre a perda de safra de grãos no Ceará. Conforme a SDA, a cultura de milho representa 67% do plantio de grãos no Estado e terá uma perda elevada neste ano em decorrência da irregularidade das chuvas. A reportagem tentou ouvir a Ematerce sobre a falta de assistência técnica apontada pelos agricultores do município de Mauriti. Conforme a assessoria de Imprensa da empresa, um diretor técnico entraria em contato para esclarecer a situação, o que não aconteceu até o fechamento desta edição.
Roberto Crispim/Honório Barbosa 
Colaboradores

Diário do Nordeste

Exclusivo: Lugar misterioso em Quixadá abrigou membros de estranha civilização indígena

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Machu Picchu, no Peru, é considerada um dos mais importantes centros urbanos da antiga civilização inca. Por muito tempo foi tratada como a “cidade perdida dos incas”, tendo sua localização revelada ao mundo apenas em 1911, com a expedição do arqueólogo americano Hiram Bingham. Hoje movimenta o turismo na região e é tratada como Patrimônio da Humanidade.
Guardadas as devidas proporções, o município de Quixadá, localizado no Sertão Central do Ceará, também conta com riquíssimo material para exploração histórica e arqueológica. Numa das muitas elevações rochosas da chamada Terra dos Monólitos, por exemplo, há um sítio arqueológico com sutis semelhanças com a velha cidade peruana. Dezenas de pequenas cavernas dominam o cenário. Há mais de cem anos o local é conhecido por populares que moram nas proximidades, mas eles mantém sua localização com muita discrição.
VISITA DE ARQUEÓLOGOS ESTRANGEIROS
7arqueologoNa década de 1970, arqueólogos vieram dos Estados Unidos para estudar o lugar. Eles já chegaram com mapas e fotografias feitas por satélite e conheciam detalhes do território quixadaense, deixando alguns sertanejos impressionados.
De acordo com os moradores mais idosos da região, os pesquisadores encontraram no local  estranhos artefatos, bem como uma imensa quantidade de cerâmica trabalhada, obviamente, por povos antigos. Havia também recipientes para alimentação, martelos de pedra, cachimbos, e outros objetos que, apesar da evidente antiguidade, apontavam para uma sociedade bastante organizada e tecnologicamente desenvolvida, tal como era o caso dos “filhos do sol” do Império Inca, no Peru.
Muito deste material – inclusive dois objetos estranhos, semelhantes a capacetes petrificados, e outras pedras parecidas com peças de encaixe rotatório -, foi catalogado e levado para os Estados Unidos. Curiosamente, os locais previamente apontados pelos11310917_769148773199053_1246349730_nequipamentos trazidos pelos americanos estavam marcados com pedras trabalhadas no formato de rústicas rosas-do-vento. Escavados, revelaram a existência dos estranhos objetos petrificados.
Como o local em que o sítio se encontra é de difícil acesso, sendo inviável a utilização de veículos motorizados para alcançá-lo, animais de carga foram usados pelos americanos para transportar algumas das peças mais importantes.
Apesar da extração – que não se sabe se foi autorizada pelas autoridades brasileiras da época – o material que ainda pode ser encontrado no local, embora relativamente escasso em comparação com o que havia nas décadas da primeira metade do século vinte, é conclusivo: membros de uma antiga civilização indígena habitaram o lugar.
MISTÉRIOS DO LUGAR
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Como era de se esperar, relatos misteriosos, relacionados com as coisas deixadas pelos antigos moradores indígenas, tem sido passados de geração em geração. Alguns são de ‘arrepiar a espinha’.
Entre aqueles que conhecem o lugar, há quem conclua, por exemplo, que os antigos habitantes foram índios que tiveram contato com civilizações extraterrestres e que, por isso, teriam aprendido um modo de vida diferente dos demais habitantes da região. É claro que não há base científica para tal afirmação, mas há curiosidades que alimentam o imaginário popular. A propósito, Quixadá tem recebido inúmeras visitas de ufólogos que estudam exaustivamente o fascinante e misterioso território do município.
A própria localização do sítio arqueológico, no ponto mais alto da serra que os antigos habitantes escolheram para morar, causa certa estranheza. Não havia, por exemplo, como realizar o transporte fácil da água necessária à sobrevivência da quantidade evidentemente grande de pessoas que ali viveram. Também não há evidências da existência de projetos antigos de retenção das águas da chuva, apesar de esta ser a opção mais lógica quando se considera a questão.
Em contrapartida, do local é fácil visualizar a amplidão do horizonte nos quatro pontos cardeais, apontando para um provável favorecimento da vista para o céu, para as estrelas. Histórias assim foram sendo passadas dos pais para os filhos ao longo do tempo. Até que estudiosos deem uma explicação final, porém, permanece apenas o mistério.
MORTE APÓS CONTATO COM ARTEFATO
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Outro exemplo de tais relatos misteriosos tem a ver com a morte de um homem que teve contato com uma espécie de “urna” deixada ali. O senhor José Augusto Pinheiro de Holanda (foto abaixo), atual proprietário do local, é quem descreve o que aconteceu.
Captura de Tela (22)Segundo ele, na década de 1960 um grupo de trabalhadores extraía madeira, principalmente o cedro, que já foi abundante na região. Um dos membros do grupo resolveu se afastar para caçar. Ele levava consigo apenas uma espingarda. Durante a caça acabou encontrando um misterioso artefato que até hoje é descrito como uma espécie de “urna”. O objeto era um pouco mais alto que o caçador e suficientemente largo para impedir que ele o abarcasse com os dois braços, o que foi tentado. O agricultor relata que o homem sentiu vontade de atirar uma pedra no objeto, mas foi tomado por enorme sensação de medo. Acabou fugindo do local.
Mais tarde ele contou o que tinha encontrado e os amigos combinaram de ir ao local na manhã do dia seguinte, já que estava anoitecendo. Mas para a tristeza de todos eles, o trabalhador que teve contato com a “urna” misteriosa acabou morrendo em um ataque epilético naquela mesma noite.
Dias depois da estranha morte, o dono da fazenda, Sr. José Augusto Holanda, pai do atual proprietário, convocou um grupo de homens para encontrar a urna, mas nunca obteve êxito. Até hoje – quase meio século depois do episódio -, o objeto permanece perdido, alimentando o imaginário de quem conhece a história.
EQUIPE DA FRANÇA DOCUMENTA O LOCAL
No último mês de abril, uma equipe francesa esteve visitando o lugar. Levados ao local pelo empresário Almeida, do ramo de hotelaria, eles fizeram registros fotográficos e gravaram vídeos que serão exibidos em canais de TV do país europeu. As histórias contadas pelos moradores da área, de fato, tem o efeito de impressionar os ouvintes.
A LOCALIZAÇÃO
O sítio arqueológico está situado na chamada Serra dos Macacos, na localidade de Ouro Preto, no município de Quixadá. A maior quantidade de artefatos históricos pode ser encontrada no ponto mais alto da serra, de propriedade da mesma família desde o ano de 1895, como relata o atual dono do lugar, o senhor José Holanda.
Serra dos Macacos
Conforme o presidente da Academia Quixadaense de Letras, João Eudes Costa, que documentou exaustivamente a história do município, o território de Quixadá foi habitado por índios Canindés e Jenipapos. Obviamente, porém, não há como afirmar de forma dogmática que os habitantes da Serra dos Macacos pertenciam a estes povos, especialmente em vista do conhecido costume destes grupos de migrar pelos leitos dos rios, e não de estabelecer morada nos isolados cumes das serras.
gabrielavivacquaNa fauna do local destaca-se, ainda hoje, a grande quantidade de macacos-prego. Como não são caçados e se reproduzem com facilidade, há uma grande quantidade deles ali. Em décadas passadas, o cedro dominava a flora do território, mas após ampla atividade de extração, o cenário mudou completamente, deixando a árvore praticamente desaparecida.
Os relatos misteriosos contados pelos moradores da região, a significativa quantidade de artefatos históricos e a fauna e a flora do território são ingredientes que ensejam a possibilidade de que o espaço seja transformado, em breve, em Parque Arqueológico, com a finalidade de ser explorado na área do turismo. O sítio arqueológico da Serra dos Macacos é, indubitavelmente, mais uma das grandes riquezas do povo quixadaense.
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Gooldemberg Saraiva
( bergsaraiva@gmail.com )
Foto Serra dos Macacos: Rostand Medeiros
Foto Macaco Prego: Gabriela Borges
Colaborou: Wanderley Barbosa
Colaborou: Almeida, do Hotel Pedra dos Ventos
MonólitosPOST.com 

26 de maio de 2015

Ministro do Trabalho defende novo modelo de segurança pública para o País

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, defendeu um novo modelo de segurança pública para enfrentar a situação de violência no País. Ele participou do Seminário Internacional de Segurança Pública, realizado no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.
Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados
Seminário Internacional sobre Segurança Pública: Persecução Criminal, o modelo de polícia de ciclo completo face ao modelo brasileiro. Ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias
Dias: a violência atinge os setores mais desamparados: trabalhadores e a juventude brasileira.
Em mensagem lida pelo primeiro vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), o presidente da Casa, Eduardo Cunha, também destacou que o modelo atual da polícia precisa ser aperfeiçoado. Uma das possibilidades estudadas para enfrentar essa situação, em sua opinião, seria o modelo de ciclo completo de polícia. “É preciso reformar a segurança pública do País”, disse, lembrando que foi criada na Câmara neste ano a comissão especial de segurança pública, para analisar todas as propostas do setor.
Ciclo completo
A proposta de ciclo completo de polícia permite que não só as polícias civis, mas também as polícia militares e a polícia rodoviária federal façam o registro de ocorrência de crimes e investiguem os chamados “delitos de rua” e os de menor potencial ofensivo. A ideia é aumentar o efetivo de profissionais de segurança pública para apurar crimes que são pouco investigados atualmente.
O deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG), que solicitou a realização do evento, observou que a mudança na forma de gestão das polícias não resolverá o problema de segurança pública, mas é um dos passos. “Há um gargalo na forma atuação das polícias que, se resolvido, poderá melhorar a eficácia da sua atuação”, disse. “Não há necessidade de investimento financeiro para isso, mas de decisão política”, completou. O parlamentar é autor da PEC 431/14, que amplia a competência da Polícia Militar (PM), dando-lhe atribuições de polícia judiciária, com poderes de investigação.
Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados
Seminário Internacional sobre Segurança Pública: Persecução Criminal, o modelo de polícia de ciclo completo face ao modelo brasileiro. Dep. Alberto Fraga (DEM-DF)
Fraga: queremos dar uma resposta para a sociedade, que não suporta mais a morosidade da polícia.
O presidente da Frente Parlamentar de Segurança da Câmara, deputado Alberto Fraga (DEM-DF), também defendeu o ciclo completo de polícia. “Queremos dar uma resposta para a sociedade, que não suporta mais a morosidade da polícia”, disse. Tem sempre uma burocracia atrapalhando o serviço da polícia militar e da polícia rodoviária”, completou. Ele ressaltou ainda que 21 parlamentares são da área de segurança pública nesta legislatura, o que aumenta a responsabilidade de reformar o sistema de segurança pública.
O presidente do PDT, Carlos Lupi, concorda com a proposta do ciclo completo como uma das formas de enfrentar o problema da segurança pública. “Mas sem a educação em tempo integral para preparar as novas gerações, não há solução. As feridas da sociedade começam com a criança abandonada na rua”, salientou.
Sistema atual
O representante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, afirmou que o atual sistema de segurança pública é ineficiente, com baixas taxas de investigação e de esclarecimentos de delitos. “Hoje quem vai preso é quem foi preso em flagrante pela Polícia Militar”, salientou. Ele chamou atenção especialmente para o quadro endêmico de homicídios no País, que atinge, sobretudo, jovens homens negros.
Reportagem - Lara Haje
Edição - Patricia Roedel

Agência Câmara 

Comissão aprova adicional de periculosidade para profissionais de segurança pública

dep subtenente gonzaga 17/03/2015
Subtenente Gonzaga: proposta beneficiará policiais dos estados que ainda não regulamentaram o adicional
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (20), o Projeto de Lei 193/15, que garante aos integrantes do sistema de segurança pública de todo o País o adicional de periculosidade.
De autoria do deputado Major Olimpio (PDT-SP), a proposta regulamenta o artigo da Constituição que prevê que lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública.
De acordo com a Constituição, são órgãos da segurança pública: a Polícia Federal; a Polícia Rodoviária Federal; a Polícia Ferroviária Federal; as polícias civis; as polícias militares e corpos de bombeiros militares. Atualmente, o adicional de periculosidade é limitado aos trabalhadores da iniciativa privada que trabalham em contato permanente com inflamáveis, com explosivos, com radiação e eletricidade.
Pelo texto, cada estado vai estabelecer o valor do adicional, desde que observado um percentual mínimo de 30% sobre a remuneração total, excetuadas as vantagens de natureza pessoal.
O projeto também prevê que esses profissionais serão considerados de atividade típica de Estado – ou seja, integrantes de um núcleo de atividades exclusivas que só o Estado pode realizar.
Emendas

O parecer do relator, deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG), foi favorável, com complementação de voto e emendas. “A lacuna legislativa sobre o assunto tem desestimulado os policiais dos estados que ainda não regulamentaram essa situação, o que causa verdadeira assimetria entre os integrantes dos órgãos de segurança pública no Brasil”, salientou.

Uma das emendas estabelece que a atividade dos policiais legislativos federais, integrantes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, também é considerada típica de Estado para todos os efeitos legais. Outra emenda assegura aos profissionais desses órgãos, inclusive inativos, além dos inativos de todos os órgãos de segurança pública, o adicional de periculosidade, nos percentuais a serem definidos na legislação do respectivo ente federado.
Além disso, foi aprovada emenda que estende o adicional de periculosidade aos agentes penitenciários e carreiras correlatas.
Outra emenda aprovada conceitua profissão perigosa e penosa como aquela desenvolvida pelo profissional integrante dos órgãos de segurança pública no desempenho das operações que lhes são inerentes, pelo seu desgaste orgânico e danos psicossomáticos sofridos em decorrência da violência física e psíquica que estão sujeitos quando da preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.
Regras

Pela proposta, o adicional de periculosidade será devido ainda que a atividade seja exercida a título de capacitação ou treinamento, assim como para a atividade que envolva a execução de tiro real, porte de arma ou manuseio de explosivos ou inflamáveis. O servidor continuará recebendo o benefício nos casos de afastamentos decorrentes de acidente em serviço, de moléstia contraída no exercício da função e durante os afastamentos legais de até 30 dias. 

Tramitação
A proposta tem caráter conclusivo e ainda será votada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Lara Haje

Edição – Pierre Triboli



Agência Câmara 


Fortaleza contrata meia Tiago Azulão

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Armador assinou contrato até o final de 2015 com o Fortaleza
FOTO: DIVULGAÇÃO/TOMBENSE
O Fortaleza segue se reforçando para o Campeonato Brasileiro da Série C. Nesta terça-feira (26), a diretoria anunciou a contratação de Tiago Azulão, ex-Caldense/MG. A equipe do meia foi a vice-campeã do Campeonato Mineiro em 2015. 
Tiago foi um dos destaques da Veterana no estadual, marcando 3 gols. O jogador passou por exames e será apresentando ainda nesta terça, no estádio Alcides Santos. O vínculo do atleta de 27 anos com o Leão vai até o final da temporada. 
Confira a ficha técnica do jogador: 
Nome: Tiago Lima Leal
Data de nascimento: 26/03/1988
Naturalidade: São Paulo/SP
Altura: 1,79 m
Peso: 73 kg
Clubes: Guarani/MG, Tombense/MG, Tricordiano/MG, Oeste/SP, Johor FC (Malásia), Boa Esporte/MG, Madureira/RJ, CRB, Vila Nova e Caldense 
Diário do Nordeste

Governador sanciona promoções a militares cearenses LEI 'CAMILO SANTANA'

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O governador Camilo Santana comemorou, ontem, junto com a tropa e autoridades e os chefes dos poderes Legislativo e Judiciário, a assinatura da Lei que, de imediato, atinge nove mil policiais militares e bombeiros militares
FOTO: KIKO SILVA
Em um tempo de, no máximo, dois anos, todos os policiais militares e bombeiros militares do Estado do Ceará serão promovidos de cargo. Na tarde de ontem, o governador Camilo Santana sancionou a Lei 026/2015, batizada pelos militares com o nome do gestor, que garante a promoção dos servidores.
A solenidade de assinatura da Lei, realizada no Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar do Estado do Estado do Ceará (PMCE) festejava ainda os 180 anos de criação da Instituição, completados no último domingo (24). Após mais de duas horas de homenagens a civis, militares e personalidades, Camilo concedeu o benefício que, de imediato, atinge nove mil policiais militares e bombeiros militares.
"Logo que assumi fiz uma reunião com o secretário de Segurança e pedi que fosse elaborada uma Lei de promoção dos militares em caráter emergencial. Vamos garantir que os policiais possam receber suas promoções dentro dos prazos estabelecidos. Por exemplo, um soldado não precisa mais passar 15, 20 anos para ser promovido. E isso vai estimular a Segurança Pública", afirmou o governador.
Conforme a nova legislação, fica instituído fluxo regular e automático na carreira dos oficiais e praças, sendo extinto o limitador de vagas para ascensão. Desta forma, quem cumprir o tempo mínimo de permanência no posto para ser promovido poderá concorrer ao benefício. Por ano, 60% do total será promovido. O restante, poderá pleitear a promoção no ano seguinte e, caso não consiga o avanço por dois anos seguidos, será promovido automaticamente.
A primeira turma de policiais terá 1.444 vagas para habilitação de sargentos da PM. O curso de aperfeiçoamento à distância teve início no último dia 18, com a abertura online das inscrições.
A última grande promoção nos quadros da PM ocorreu no ano de 2006, na gestão de Cid Ferreira Gomes. Naquela ocasião, 1.561 policiais foram beneficiados, ou um quinto do total favorecido em 2015. Conforme o governo, se fosse mantida a legislação anterior, apenas 29 policiais teriam benefício à promoção neste ano.
Solenidade
O evento, considerado histórico pelos policiais, começou com uma hora de atraso. Marcado para as 16h, passava das 17h quando foi dado início à solenidade. Camilo, que teve agenda cheia, com reunião com diversos órgãos (ver matéria coordenada), foi recepcionado pela Guarda de Honra do Batalhão de Choque da PM. Na entrada do QCG, aguardava o governador uma comitiva, encabeçada pela vice-governadora Izolda Cela e pelo secretário de Segurança Pública e Defesa Delci Teixeira.
Além deles, também receberam o governador diversas autoridades estaduais como o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque; a presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), desembargadora Iracema do Vale; representantes das forças de Segurança e deputados.
Durante a solenidade, houve vários momentos de celebração a pessoas que contribuíram com a PM. Foram homenageadas cinco mulheres, viúvas de policiais militares que perderam a vida durante o exercício da profissão. Elas receberam buquês de flores das mãos do governador e foram saudadas com salvas de palmas. Em seguida, foram concedidos os Certificados de Missão Cumprida a nove policiais militares que irão para a reserva.
Foram ainda entregues 187 Medalhas José Martiniano de Alencar a civis e militares que colaboraram com a instituição.
Também foram agraciadas 46 personalidades com a Medalha Mérito Policial Militar, em entrega feita também pessoalmente por Camilo Santana.
A seguir, foram entregues as Medalhas Grande Mérito da Polícia Militar à vice-governadora Izolda Cela, à presidente do TJCE, Iracema do Vale e ao prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, que não esteve presente ao evento e enviou representante.
Por fim, o próprio Camilo, sozinho, também recebeu a Medalha Grande Mérito da Polícia Militar, das mãos do comandante da PM, coronel Giovani Pinheiro, sendo aplaudido pela tropa. "A Instituição, de coração, agradece por tratá-la tão bem, e pela humildade", exaltou o oficial. "Os militares não devem ser vistos apenas como agentes de Segurança, mas agentes de transformação social", disse Santana.
Levi de Freitas

Repórter

Diário do Nordeste

25 de maio de 2015

Dia 24 de maio de 2015 - 180 anos da Polícia Militar do Ceará.


O orgulho que um policial sente pela profissão é tão grande quanto o seu desejo de proteger a vida e preservar a ordem. O Governo do Estado do Ceará orgulha-se de contar com a coragem e a determinação inabaláveis da Polícia Militar do Ceará. Parabéns à Corporação pelos seus 180 anos.

 SSPDS-CE

Novidade: motocicleta para distribuir semente de capim

agricultura-plantadeira-moto (Foto: Rogério Albuquerque)
Entre as novidades que presenciei na ExpoZebu Dinâmica, realizada há 15 dias durante a ExpoZebu de Uberaba, está a motocicleta adaptada pela Embrapa em parceria com a empresa Ikeda para distribuir semente de braquiária na lavoura de soja. “Seu nome é moto-semeadora”, me afirmou um profissional da Embrapa. "É genial", respondi a ele. Incrível como o Brasil, principalmente na agropecuária, procura a adaptação contínua para enfrentar o clima e suas variações sistemáticas: num dia  sol abrasante, noutro dia chuva excessiva.
Na foto que ilustra este texto, de Rogério Albuquerque, o técnico da Embrapa faz uma demonstração para nós durante a Expo Dinâmica. Portanto, é claro, não é uma lavoura de soja.
A moto, que leva uma caixa pequena à garupa, permite também lançar no solo fertilizantes, corretivos e etc. Segundo me informaram, a moto consome 1 litro de gasolina para operar 15 hectares, ou seja, é bastante econômica. A Embrapa me explicou que a chamada “sobresemeadura” na soja, substituindo a semeadura com avião, é ideal em campos com integração lavoura-pecuária.
A agitação da semente na caixa que garante o fluxo contínuo e que a semente seja espalhada continuamente na lavoura.
POR SEBASTIÃO NASCIMENTO
reVISTA GLOBO RURAL

Sessão solene na AL homenageia os 180 anos da Polícia Militar

A Assembleia Legislativa realizou, na manhã desta segunda-feira (25/05), sessão solene em homenagem aos 180 anos da Polícia Militar do Ceará. Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente da Assembleia, deputado Zezinho Albuquerque (Pros).
O presidente afirmou que, sempre que for possível, a Casa irá homenagear a PM, “porque sabemos do grande serviço que a corporação presta a toda a sociedade”. Zezinho também parabenizou a todos que passaram pela instituição e contribuíram “até mesmo com suas vidas para que pudéssemos chegar a esse momento”.
O deputado Capitão Wagner (PR), autor do requerimento da solenidade, destacou o clima alegre dos festejos na corporação para celebrar a data.  “É um novo momento que a PM passa, com oficiais e praças dando as mãos em prol da segurança pública. A missão é árdua e não depende só da PM”, comentou.
O parlamentar também lembrou o lançamento do programa Ceará Pacífico, que é coordenado pela vice-governadora Izolda Cela e congrega vários segmentos ligados à segurança pública.  “Se todos os setores fizerem a sua parte, veremos a segurança bem longe das páginas de jornais com dados negativos”, avaliou.
O comandante geral da Polícia Militar, coronel Geovani Pinheiro da Silva, agradeceu a homenagem da AL. Ele informou que, hoje, a PM possui 16 mil homens distribuídos em 184 municípios.  “A prontidão do policial militar é sempre imediata, aonde quer que se faça necessária”, garantiu o coronel. O militar também destacou o trabalho realizado durante a Copa do Mundo, no ano passado, quando Fortaleza foi considerada a cidade sede com menos problemas de segurança.
Durante a solenidade, vários praças e oficiais receberam placas comemorativas. A sessão ainda contou com presença dos deputados Gony Arruda (PSD) e Sérgio Aguiar (Pros); do deputado federal Cabo Sabino (PR/CE); do comandante adjunto da PM, Hervando Macedo Júnior; da controladora geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública, Socorro França; do secretário chefe da Casa Militar, coronel Túlio Studart; da representante do comando da Escola de Aprendizes Marinheiros, primeiro-tenente Amanda Vasconcelos; e do comandante adjunto do Corpo de Bombeiros, coronel Heraldo Pacheco.

Agência de Notícias da Assembleia Legislativa

Câmara dos Deputados homenageia centenário do cearense Humberto Teixeira

A Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (26/5) sessão solene em homenagem ao centenário do poeta, compositor e instrumentista cearense Humberto Teixeira. A sessão é uma iniciativa dos deputados federais Odorico Monteiro (PT) e Chico Lopes (PCdoB).

De acordo com o deputado Odorico, a solenidade pretende marcar o ano de comemorações e homenagens ao centenário de Humberto Teixeira. “Nosso objetivo é dar visibilidade a vida e a obra de um dos maiores nomes da cultura brasileira e nordestina”, destacou.

“Humberto Teixeira foi um grande compositor cearense e escreveu seu nome na história da música e da política brasileira pela grandiosa contribuição que deu para a difusão do baião no Brasil e no mundo, pela defesa dos direitos autorais e valorização artística e cultural do nordeste”, afirmou.

“Teixeira cantou o modo de ser do nordestino, sua cultura, suas agruras cotidianas, sem deixar de registrar a alegria de um povo resistente e batalhador, o que deve ser motivo de orgulho para todos os brasileiros, o povo do nordeste e os cearenses, em especial”, completou Odorico.

A sessão solene acontecerá no plenário da Câmara dos Deputados, nesta terça 26, às 10h, e contará com a participação do ministro da Cultura, Juca Ferreira. Estão convidadas personalidades ligadas à trajetória de Humberto Teixeira, como a filha do compositor, a atriz Denise Dumont, produtora do filme “O Homem que Engarrafava Nuvens”, documentário dirigido por Lírio Ferreira, que inclui depoimentos de personalidades como Fagner, Belchior, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Elba Ramalho, entre vários outros.

Vida e obra - Humberto Teixeira completou 100 anos no último dia 5 de janeiro. O doutor do baião, como ficou nacionalmente conhecido, nasceu em Iguatu, no Ceará. Foi responsável pelo enriquecimento do acervo da Música Popular Brasileira (MPB), com a composição de clássicos com “Asa Branca”, “No Meu Pé de Serra”, “Baião”, “Juazeiro’, “Kalu”, “Assum  Preto”, “Eu vou pro Ceará”, “Légua Tirana”, “Qui Nen Jiló”, e “Respeita Januário”, imortalizada nas vozes de grandes nomes da música brasileira, como Luiz Gonzaga, o rei do baião, canções que permanecem no imaginário de várias gerações de brasileiros.

Eleito deputado federal em 1950, Teixeira destacou-se também por sua luta pelos direitos autorais e aprovou em 1958, a chamada Lei Humberto Teixeira, na qual permitiu a realização de caravanas, contribuindo assim com a divulgação da música popular brasileira no Brasil e no mundo.    
 

Assessoria do Deputado Odorico Monteiro