26 de outubro de 2016

'Tive medo de ficar cega', diz mulher após alergia com escova progressiva

Faxineira teve reação alérgica à escova progressiva  (Foto: Reprodução/TV TEM)Faxineira teve reação alérgica à escova progressiva (Foto: Reprodução/TV TEM)

A mulher de 28 anos, que precisou de atendimento médico após fazer uma escova progressiva em São José do Rio Preto (SP), diz que já havia passado pelo procedimento em outra ocasião, mas que desta vez teve reação alérgica e sentiu medo de ficar cega. "Tive medo de ficar cega, de perder a vista porque meu olho não abria, minha testa estava muito grande e eu até precisei de ajuda para poder andar. A médica legista disse que como agora já estou abrindo o olho não tem perigo. Só que não estou podendo trabalhar, estou perdendo dia de faxina", diz a faxineira Andreza Cristina Fernanda de Souza.

Ela conta que voltou ao salão de beleza onde fez o procedimento na terça-feira (25) e a cabeleireira lavou o cabelo dela e lhe deu dinheiro para pegar ônibus e resolver as questões referentes à alergia.
"Ela meu deu R$ 20 para pegar ônibus e correr atrás das coisas. Eu já tinha feito no salão dela, mas desta vez exageraram no formol", afirma.
Mulher diz que está com feridas na cabeça (Foto: Reprodução/TV TEM)Mulher diz que está com feridas na cabeça
(Foto: Reprodução/TV TEM)
TV TEM conversou com um dos donos do local onde ela fez o procedimento e ele disse que o produto usado na progressiva da faxineira tinha formol, mas em uma quantidade mínima, autorizada pela Vigilância Sanitária.
O empresário disse ainda que os funcionários sempre fazem teste em uma pequena mecha de cabelo para ver se a pessoa tem reação alérgica, que isso foi feito com a faxineira e no dia ela não apresentou reação.
Andreza diz que tinha o cabelo curto e enrolado antes de passar pelo procedimento. "Tinha o cabelo bem curtinho e enroladinho. Fui fazer relaxamento e escova progressiva junto, no mesmo dia e hora, no sábado (22), porque na quarta-feira (26) tenho audiência da minha filha e queria deixar minha aparência, transformar."
Ela relata que no domingo (23) já amanheceu com a testa brilhando e que ao tomar banho, quando a água escorria, os olhos ardiam. "No domingo ficou sem inchar nem nada, mas quando acordei na segunda-feira (24) começou a inchar e eu não conseguia trabalhar porque meu olho estava totalmente fechado", conta.
A faxineira foi levada por uma amiga da patroa à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Jaguaré, onde tomou uma injeção antialérgica e remédio. No local, a orientaram a procurar a polícia. "Estou com feridas na cabeça. Fui na advogada e ela vai entrar com processo. Acho que foi por causa do formol, eu sou alérgica e não sabia", diz.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a legislação só permite o uso de formol em cosméticos como conservante, com limite máximo de 0,2% durante a fabricação do produto, e que a venda de formol está proibida desde 2009.
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Segundo ela, antes do procedimento tinha cabelo curto e enrolado (Foto: Reprodução/TV TEM)Segundo ela, antes do procedimento tinha cabelo curto e enrolado (Foto: Reprodução/TV TEM)
Do G1 Rio Preto e Araçatuba

Metade dos açudes do Ceará está seca ou no volume morto, diz Cogerh

Açude Gargalheiras, em Acari, está praticamente seco por conta da estiagem prolongada  (Foto: Anderson Barbosa/G1)No Ceará, 32 açudes estão totalmente sem água, diz Cogerh (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Como consequência de cinco anos seguidos de volume de chuva abaixo da média, o Ceará enfrenta a pior seca já registrada nos últimos 90 anos e tem metade dos açudes totalmente secos ou com volume morto, de acordo com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh).(veja a lista abaixo de açude com volume morte e secos)
Dos 153 açudes monitoradoas pela companhia 42 estão com volume morto e outros 38 estão completamente sem água.
A média do volume de água nos açudes do Ceará caiu para 10% em outubro, segundo a Cogerh. Dos açudes monitorados pelo órgão, 131 têm menos de 30% da capacidade máxima, e apenas um tem mais de 90%.
Em março, o mês mais chuvoso no estado, quando são esperados mais de 200 milímetros, em média, nos municípios, o índice registrado foi 129 milímetros.
Em todo o semestre, o volume de chuva foi 548 milímetros, enquanto a média história é de 736 milímetros nos seis primeiros meses do ano. Os dados confirmam o quinto ano seguido de chuvas abaixo da média no Ceará, ocasionando uma das maiores secas já registradas.
Açudes do ceará com volume morto:
Batente, Broco, Capitão Mor, Castro, Catucinzenta, Cipoada, Ema, Farias de Sousa, Flor do Campo, Fogareiro, Forquilha, Frios, Gerardo Atimbone, Jaburu II, Jatobá, Jatobá II, Jenipapeiro, Jenipapeiro II, João Luís, Macacos, Martinópole, Mons. Tabosa, Parambu, Penedo, Pentecoste, Pesqueiro, Poço da Pedra, Poço do Barro, Pompeu Sobrinho, Riacho da Serra, Riacho do Sangue, Rivaldo de Carvalho, Santo Antônio, Santo Antônio de Aracatiaçu, São Domingos II, São José II, São José III, Sitios Novos, Sucesso, Tejuçuoca, Várzea da Volta e Várzea do Boi.

Açudes do Ceará secos:
Adauto Bezerra, Amanary, Barra Velha, Barragem do Batalhão, Bonito, Canafístula, Carão, Carmina, Carnaubal, Cedro, Cupim, Desterro, Escuridão, Faé, Favelas, Forquilha II, Jerimum, Madeiro, Monte Belo, Nova Floresta, Pau Preto, Pirabibu, Potiretama, Premuoca, Quixabinha, Quixeramobim, Salão, Santa Maria de Aracatiaçu, Santo Antônio de Russas, São Domingos, São José I, São Mateus, Serafim Dias, Sousa, Trapiá II, Trici, Umari e Vieirão.

Do G1 CE

25 de outubro de 2016

Multas são reajustadas em até 66%; alterações entram em vigor no próximo dia 1º

Movimento de carros na BR-116Multa para quem dirigir sob efeito de álcool é reajustada dos R$ 1915,40 para R$ 2.934,70 (Foto: Camila de Almeida/O POVO)
Novos valores das multas e outras alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), como velocidade máxima nas vias e categorias de infrações, entram em vigor na próxima terça-feira, 1º, em todo Brasil. A mudança chega em decorrência da lei federal 13.281, sancionada em maio deste ano. As multas sofreram reajuste de até 66%.  
 
As infrações leves aumentarão de R$ 53,20 para R$ 88,38. As médias passam de R$ 85,13 para R$ 130,16. As infrações graves serão alteradas de R$ 127,69 para R$ 195,23, enquanto as gravíssimas passam de R$ 191,54 para R$ 293,47. A multa para quem dirigir sob efeito de álcool é reajustada dos R$ 1915,40 para R$ 2.934,70. Se houver reincidência em 12 meses, o valor será dobrado para R$ 5.869,40.
 
Também sofreu alterações a velocidade máxima das rodovias, sendo elas vias rurais pavimentadas e das estradas não pavimentadas. O limite permitido nas rodovias de pista dupla é de 110 km/h para automóveis, camionetas e motocicletas e de 90 km/h para outros veículos. Em rodovias de pista simples, o limite é de 100 km/h para o primeiro grupo e de 90 km/h para os demais. O limite para todos os veículos, nas estradas, é de 60 km/h.
 
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A multa para quem estacionar em vagas reservadas sem autorização passa de grave para gravíssima. Deixa de ser infração média o manuseio de aparelho celular enquanto dirige para ser gravíssima. A autuação poderá ser aplicada se o condutor dirigir com uma das mãos para manusear o aparelho.
 
Medidas administrativas de recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), retenção do veículo e a penalidade de suspensão do direito de dirigir por 12 meses continuam valendo, inclusive para o condutor que se negar a fazer o teste com o bafômetro. 
 
 O POVO 

Reunião que definiria 2º representante cearense no Nordestão é adiada

Uniclinic x Serra Talhada Série D PV (Foto: Lucas Moura/Agência Diário)Vice estadual, o Uniclinic desistiu da vaga, mas já cogita voltar atrás (Foto: Lucas Moura/Ag. Diário)
A reunião que definiria o segundo representante cearense na Copa do Nordeste, marcada para esta terça-feira (25), foi adiada. O encontro seria na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), onde está sendo realizado o velório de Carlos Alberto Torres, ex-capitão da Seleção Brasileira na Copa de 1970 e que era também comentarista do SporTV. A discussão, que envolveria Federação Cearense de Futebol (FCF), Departamento de Competições da CBF e ainda a emissora detentora dos direitos de transmissão do torneio deve ser realizada nesta quarta-feira (26).
Até agora, apenas o Fortaleza, atual campeão cearense, está confirmado na Copa do Nordeste. O Uniclinic, vice-campeão, alegou falta de estrutura e anunciou a desistência da vaga ainda em setembro deste ano. No entanto, pediu para que a cota de participação fosse mantida para o time. Se o pedido for julgado improcedente, o presidente do clube, Vanor Cruz, já estuda a possibilidade de rever a decisão.

No entanto, o Guarani de Juazeiro (3º lugar do Cearense), que abriu mão da vaga anteriormente, resolveu querer a vaga de volta e disputar o Nordestão. O Guarany de Sobral, 4º lugar, desistiu da vaga mais cedo. O Ceará, que foi apenas o 5º, também está na briga pela vaga.
Por Fortaleza, CE

Câmara aprova em segundo turno PEC que limita gastos públicos por 20 anos


Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Após votação em dois turnos, matéria segue para o Senado
Deputados acabam de aprovar em plenário em segundo turno, por 359 votos a 116, a proposta de emenda à Constituição (PEC 241), que limita os gastos públicos da União, estados e municípios à inflação do ano anterior por 20 anos. O placar foi ainda maior do que na primeira votação, tal como era esperado pelo Palácio do Planalto. A oposição ainda tentou obstruir os trabalhos, mas a matéria entrou em votação, depois de rejeitados todos os destaques, e foi aprovada com 478 deputados presentes na Casa. Duas abstenções foram anotadas em plenário.
No esforço de garantir o placar positivo na votação desta terça-feira (25), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) promoveu na noite de ontem (segunda, 24), um coquetel aberto a cerca de 300 deputados para pedir empenho na aprovação da medida. O presidente Michel Temer e ministros do núcleo político também participaram do encontro, realizado na residência oficial da Presidência da Câmara.
Nas vésperas da votação em primeiro turno, o presidente Michel Temer lançou mão da mesma estratégia e reuniu os deputados em um jantar no Palácio da Alvorada.
De um lado, governistas dizem que a matéria, embora um duro mecanismo de ajuste fiscal, organizará as contas públicas no médio prazo. Segundo essa tese, essa alegada responsabilidade no uso das verbas públicas vai trazer equilíbrio para a economia e, consequentemente, atrair investimentos internacionais para o país, além de promover segurança jurídica internamente. “[A PEC] vai na direção da reconstrução da economia, da busca incessante da geração de emprego e na recuperação também da renda das famílias”, disse o líder do PSDB, Antônio Imbassahy (BA). O tucano Marcus Pestana (MG) comparou a situação da economia do país com a economia doméstica. “Toda dona de casa sabe que não se pode gastar mais do que se tem”, disse. “Quando há um rombo permanente, ou se vende patrimônio, ou se endivida. Mas não se pode vender a geladeira para comprar comida, e uma dívida, em ritmo de bola de neve, leva à insolvência”, acrescentou o deputado.
Oposicionistas discordam. Para eles, o limite de gastos vai asfixiar melhorias para setores como saúde e educação, em conta a ser paga pelos mais pobres. De acordo com esse entendimento, a suposta economia feita pelo governo, com o auxílio de estados e municípios, só servirá para pagar os juros da dívida pública (mais de 60% do Produto Interno Bruto) e acenar positivamente para o mercado financeiro internacional.
“Essa PEC é contra o serviço público. Não haverá mais funcionários para atender na área da educação, da saúde, da Previdência, da segurança. O trabalhador vai ficar totalmente desprovido de qualquer garantia”, disse Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). “Só precisou ser PEC porque as únicas áreas em que a Constituição prevê piso são saúde e educação. Se não quisessem tirar dinheiro da saúde e da educação, não precisaria ser emenda constitucional”, argumentou Jorge Solla (PT-BA).
Na tentativa de preservar os investimentos nas áreas sociais por meio dos destaques, parlamentares da oposição entregaram ao presidente da Câmara um abaixo-assinado com cerca de 330 mil assinaturas contra a PEC 241, coletadas pelo site Avaaz.
Com a aprovação da PEC 241 em dois turnos na Câmara, a medida segue para o Senado, que já estabeleceu um cronograma de votações. A expectativa é de que a matéria seja votada na Comissão de Constituição e Justiça no dia 9 de novembro e de lá segue para o Plenário da Casa, onde a conclusão dos dois turnos de votação deve acontecer ainda na primeira quinzena de dezembro.
Para agilizar a votação na segunda Casa, Michel Temer e Renan Calheiros realizarão um jantar no Palácio da Alvorada com senadores da base aliada nesta quarta-feira (26).
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Oposicionistas entregaram abaixo-assinado com cerca de 330 mil assinaturas contra a PEC 241
Novo regime
A proposta vai além da simples mudança no regime fiscal da União, e impõe novos limites na elaboração e execução do Orçamento por 20 anos e prevê uma das mais importantes alterações no modelo de Estado desenhado pela Constituição de 1988. Também obrigará modificações em outros artigos constitucionais e em várias leis ordinárias que regem programas de governo e suas metas. As mudanças nas leis nacionais, estaduais e municipais serão obrigatórias para enquadrar na nova regra os orçamentos de todas as instâncias de poder.
Uma das primeiras modificações terá de ser feita nas leis que regem a política salarial dos servidores públicos. Todas as regras que vierem a prever aumento real, com reposição acima da inflação, não poderão ser nem mesmo negociadas ou prometidas, sob pena de descumprimento do limite de gastos previstos na emenda. Também haverá mudança nos critérios para o cadastramento e pagamento do Benefício de Prestação continuada (BPC) que prevê um salário mínimo a quem tem pelo menos 65 anos e nunca contribuiu para a Previdência. O dinheiro sai do orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social e estará sujeito aos limites da emenda, mesmo que aumente o número de dependentes ou o valor do benefício.
A emenda também implicará mudanças nas regras de reajuste do salário mínimo. Por lei, o valor do mínimo deve ser reajustado pela inflação do ano anterior, acrescido da variação do PIB de dois anos antes. Para não descumprir a regra constitucional do limite de gastos, a lei que reajusta o piso terá de ser modificada para evitar que as despesas da União, Estados e Municípios furem o limite de gastos impostas pela emenda 241. Pelas estimativas, se a nova regra estivesse em vigor desde 2006, o valor do salário mínimo seria de R$ 550 e não os atuais R$ 880.
A equipe econômica do governo e a base de sustentação parlamentar do presidente Michel Temer no Congresso – formada por PMDB, DEM, PSDB, PP, PSD e outras bancadas menores – consideram o remédio do limite de gastos “amargo”, mas necessário. Sem ele, argumentam, haverá o caos econômico, a incapacidade de o país continuar honrando seus compromissos, até mesmo com despesas corriqueiras como os salários de servidores, dos aposentados e até de fornecedores, o que provocaria a desorganização da economia.
Para reforçar o argumento a favor da limitação de gastos, os governistas alegam que o elevado déficit fiscal da União provoca o crescimento da inflação e a consequente elevação das taxas de juros, que retroalimenta o déficit e provoca desemprego, mais recessão e uma arrecadação tributária menor ainda. Além, disso, as projeções do governo apontam para um aumento do comprometimento de 80% do PIB com as dívidas interna e externa.

Congresso em Foco

23 de outubro de 2016

Reforma política está travada no Congresso há ao menos 10 anos

Resultado de imagem para Reforma política
MUDANÇAS PONTUAIS NO SISTEMA POLÍTICO
Ano
Medida adotada
1985
Congresso abole limites para a organização de novos partidos políticos
Aprovada eleição direta para presidente
Analfabetos passam a ter direito a voto
1988
Pessoas com 16 e 17 anos de idade ganham direito de voto
Estabelecido mandato de cinco anos para presidente
1994
Mandato presidencial é reduzido para quatro anos
1995
Senado instala Comissão de Reforma Política
Entra em vigor a Lei dos Partidos Políticos, que prevê cláusula de barreira a partir das eleições de 2006
1996
Urnas eletrônicas são usadas experimentalmente e 51 municípios
1997
Congresso aprova Emenda Constitucional que prevê reeleição de presidentes, governadores e prefeitos
Alterada regra de cálculo de quociente eleitoral e definição de votos brancos para deputados
1998
Senado publica relatório final da Comissão de Reforma Política
1999
Congresso aprova criminalização da compra de votos
2000
Uso exclusivo de urnas eletrônicas nas eleições municipais
2002
TSE impõe "verticalização" das coligações eleitorais, ou seja, coligações estaduais não poderiam desrespeitar as nacionais
2003
Câmara instala Comissão Especial para a Reforma Política
2004
Por pressão de partidos, Câmara não delibera projeto produzido pela Comissão da Reforma Política
2006
STF considera inconstitucional a cláusula de barreira instituída pela Lei dos Partidos Políticos de 1995
2007
Fidelidade partidária: TSE decide que mandatos de deputados e vereadores pertencem aos partidos e não aos candidatos
Câmara rejeita mais uma proposta de reforma política
2009
Ministério da Justiça apresenta proposta de Reforma Política para Câmara
Câmara rejeita totalmente as propostas de reforma política
2010
Congresso aprova Lei da Ficha Limpa
2011
Senado e Câmara instalam comissões especiais separadas para a Reforma Política. Nenhuma reforma é aprovada
2013
Após onda de manifestações, Dilma Rousseff propõe plebiscito para formação de uma constituinte exclusiva da reforma política e sugere cinco pontos para debate
Câmara faz força-tarefa para propor a reforma política em 90 dias, sem resultado prático
2015
Presidente da Câmara, Eduardo Cunha(PMDB-RJ) coloca em votação medidas de reforma política. Parcela aprovada na Câmara não prospera no Senado
Supremo Tribunal Federal considera inconstitucional doações de empresas privadas para campanha eleitoral
2016
Congresso promulga emenda constitucional permitindo mudanças de partido por 30 dias
Fonte: “Tentativas de Reforma Política: ainda uma história sem fim”, David Fleischer
O Congresso Nacional fez nos últimos dez anos pelo menos cinco tentativas de aprovar uma ampla reforma política, sem sucesso em nenhuma delas.
Os parlamentares debateram uma proposta a cada dois anos, mas não aprovaram mudanças significativas.
Uma nova tentativa será feita a partir da próxima semana, quando a Câmara deverá instalar uma comissão especial da reforma política, e o Senado também passará a deliberar sobre o assunto.
Por acordo, Câmara e Senado pretendem votar primeiro aqueles temas em relação aos quais exista consenso, a fim de que uma proposta aprovada numa casa não corra o risco de ser rejeitada na outra.
Desde o fim do regime militar, em 1985, o sistema político e eleitoral passou por diversas alterações pontuais, muitas por decisões do Poder Judiciário e não no Legislativo.
As conclusões estão no estudo “Tentativas de Reforma Política: ainda uma história sem fim”, do professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UNB) David Fleischer.
O cientista político explica que é mais comum que as tentativas de reforma política sejam feitas em anos ímpares, quando não há eleições.
Para ele, o debate que será iniciado neste ano pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pode ser considerado um "adiantamento".
Na avaliação de Fleischer, as discussões sobre o tema não prosperam pelo fato de parlamentares terem que decidir sobre mudanças que terão efeito em suas próprias carreiras políticas.
“O problema é que eles ficam muito ansiosos com a reeleição. A sobrevivência do deputado é uma questão central”, afirmou.
Na avaliação do advogado eleitoralista e um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa Márlon Reis, falta "coragem" aos parlamentares para alterar a forma de composição do parlamento, um dos pontos centrais da reforma.
“Eles chegaram onde estão com base no modelo atual. Eles dominam o sistema. Isso gera um impasse porque eles não sabem qual resultado teria com um novo modelo”, afirmou o ex-juiz.
Em 2015, sob o comando de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os deputados analisaram uma série de medidas. O que foi aprovado na Câmara, entretanto, chegou ao Senado e não prosperou.
Dois anos antes, em 2013, a então presidente Dilma Rousseff sugeriu um plebiscito com cinco pontos de reforma política, como uma resposta à onda de manifestações que tomava o país.
A Câmara também iniciou uma força-tarefa que traria novas propostas. As iniciativas, porém, não geraram resultado. Outras tentativas já haviam sido feitas em 2011, 2009, 2007 e anos anteriores.
Sem uma reforma ampla, somente mudanças isoladas foram possíveis, como foi o caso da lei de iniciativa popular, batizada de “Ficha Limpa”, de 2010, que ampliou as hipóteses em que um político fica impedido de disputar eleições e assumir um mandato.
Judiciário
Outras mudanças se deram pelas mãos da Justiça, e não dos parlamentares.
Em 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a doação de empresas privadas para campanhas eleitorais. A decisão vigorou nas eleições municipais deste ano.
Em outro exemplo, numa avaliação sobre fidelidade partidária no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com posterior concordância do STF, ficou decidido em 2007 que os mandatos de deputados e vereadores pertencem aos partidos, e não aos candidatos.
Para Márlon Reis, essas ações “externas” são uma representação da vontade da população.
“A necessidade de mudança do sistema é percebida por toda a sociedade. Apenas o Congresso reluta em fazer. Assim, toda essa necessidade de mudança se canaliza de outras maneiras”, disse.
Bernardo CaramDo G1, em Brasília

Fast Club acaba com jejum de 45 anos e conquista o Campeonato Amazonense 2017


O Fast tomou conta da Arena da Amazônia e levou os tricolores ao delírio.Foto: Jair Araújo

Alegria exacerbada, choros compulsivos e sinceros, gritos eufóricos de ‘É campeão’. Os adjetivos superlativos são inevitáveis para descrever o emocionante título do Fast Clube no Campeonato Amazonense de 2016 para seus torcedores, dirigentes, jogadores e membros da comissão técnica. Depois de uma longa e incômoda espera de 45 anos, o Rolo Compressor levantou novamente a taça de campeão estadual com uma vitória, por 3 a 1, sobre o regular Princesa do Solimões, neste sábado (22), à noite, na Arena da Amazônia.
Com o título da Série A do Amazonense conquistado nesta disputada final com o Tubarão, o time do Fast deste ano, liderado pelo técnico João Carlos Cavalo, entrou para a história do clube, assim como a data de 22 de outubro de 2016, pelo feito de quebrar um jejum de mais de quatro décadas. Desde o bicampeonato de 1970 e 1971, o Tricolor de Aço não sentia mais a felicidade de ser vencedor da divisão de elite do profissional.   
O Fast ainda fechou o Estadual, ostentando o melhor ataque, com 29 gols marcados, e a defesa menos vazada, com sete gols sofridos, em 14 partidas, incluindo os jogos da semifinal e final do Amazonense. Foram dez vitórias, contando as três sobre o Princesa do Solimões, dois empates e duas derrotas. Este é o sétimo título no Estadual do Rolo Compressor, em 86 anos de fundação do clube.
                                           Cassiano comemorou gol com a torcida
                                                             Foto: Jair Araújo
Bastante emocionado após o encerramento da decisão, o treinador do Fast deu um depoimento entre lágrimas e exaltou a união do grupo. “Não tenho nem palavras. É uma sensação de alívio e muito alívio, um grupo merecedor e humilde. Compramos essa briga juntos (pelo título) e estão de parabéns. Agora uma nova história começa no Fast, que tem uma grande torcida e é um grande clube”, declarou João Carlos Cavalo.
O comandante do Tricolor também relembrou outro feito histórico na carreira. “É a segunda vez que Deus me honra, em Manaus. Em 2005, levei o Grêmio Coariense a ser o primeiro campeão do interior (no Amazonense). No Fast, nós nunca desprezamos ninguém e trabalhamos com o pé no chão”, completou Cavalo.
Autor do terceiro e último gol do Fast na final, o atacante Charles Chenko fala que se redimiu com o título pela última passagem no clube. “A emoção é indescritível porque vinha esse jejum nas costas do Fast. Tudo que passei pelo clube neste dois anos, como em 2015, que fui muito criticado por causa da minha expulsão na semifinal com esse mesmo Princesa. Falei que voltaria este ano ao Fast para ser campeão”, disse Charles.
                            O título veio após 45 anos da última conquista do time
                                                                 Foto: Jair Araújo
Capitão da equipe tricolor, o volante Roberto Dinamite destacou a gestão do Fast na formação do elenco para o Estadual. “Tínhamos 11 jogadores das categorias de base (relacionados) hoje. No nosso elenco, 70% dos jogadores são amazonenses e nas dificuldades nos tornamos amigos e isso deu liga. Só viemos hoje para colocar a cereja no bolo, porque lideramos desde o primeiro dia. Um título bem merecido. Você trabalhar com o seu sonho é muito fácil, mas com o sonho dos outros é mais difícil”, afirmou Dinamite.
                                                           Foto: Jair Araújo

O Time Campeão formou com:











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Diário do Amazonas