13 de fevereiro de 2017

Camilo Santana: "Eu vou defender a chapa Ciro/Haddad" para as eleições de 2018


Pupilo de Ciro e Cid Gomes, o governador do Estado Camilo Santana (PT) parece ter aprendido a principal lição de seus aliados: esperar a hora certa. Embora se recuse a tratar de política, o petista de 49 anos tem dado sinais inequívocos de que prepara um passo que o levará para fora do partido ao qual é filiado.
Ao defender, pela primeira vez, o nome de Ciro para a Presidência em 2018, o chefe do Executivo estadual não apenas manifesta uma predileção, mas expõe hoje a distância insanável que o separa dos seus correligionários. Confira os principais trechos da entrevista. 
O POVO - Criou-se uma expectativa muito grande no início deste ano quanto à sua permanência no PT. O que há de concreto nisso e qual é a situação do senhor hoje dentro do partido? Camilo Santana - Tudo tranquilo. Próxima pergunta (risos)... Olha, diante da situação que o Brasil está passando nesses dois anos, recessão econômica, desafios, principalmente a questão hídrica, tenho focado todas as minhas energias e todo meu tempo para cuidar do Ceará, cuidar da gestão, da segurança, da educação, fazendo com que as coisas andem com mais agilidade. Tenho convite (de outros partidos), tenho, mas estou tranquilo. 


OP – O senhor já foi formalmente convidado por outra legenda? 

Camilo – Por várias, mas haverá o momento certo para discutir isso.
OP – Então existe a possibilidade (de deixar o PT).
Camilo – Fazemos parte de um grupo, uma coligação de vários partidos, que pensa o país, pensa o município, pensa o Estado. Essa discussão pode acontecer a qualquer momento. 



OP – O senhor descarta sair? 


Camilo – Eu não descarto nada.
OP – O PT cobra muito que o senhor deixe as coisas mais claras, se vai sair ou não. Como o senhor vê essa pressão?
Camilo – Ninguém é mais claro do que eu quanto às minhas posições. Quando o Elmano (de Freitas, deputado estadual pelo PT) foi candidato a prefeito e eu era secretário (das Cidades) do Cid Gomes, eu apoiei o Elmano. Desta vez, defendi o Roberto Cláudio (PDT) à reeleição. Apesar de ter respeitado o partido no primeiro turno, sempre defendi que era um erro do PT (lançar Luizianne Lins à Prefeitura em 2016). Mais claro do que eu... Qualquer decisão que tomar ou não, sempre será de forma muito franca, sincera, com muito diálogo, tanto com a população quanto com os partidos que compõem as forças que dão sustentação ao governo. 

OP – Essa decisão (de eventualmente deixar o PT) leva em conta episódios como esse, de o senhor defender que o PT apoiasse o Roberto Cláudio e o partido ignorar sua decisão? 

Camilo – Acho que não se pode pensar no passado, tenho que pensar no futuro. Divergências, embates e contradições, a gente teve em várias campanhas, até na minha. Vamos pensar no futuro. Eleição é só em 2018.
OP – O senhor fala que o momento é inadequado, mas o ano que antecede as eleições é sempre movimentado. Caso mude de legenda, vai precisar de tempo para se organizar politicamente.
Camilo – Haverá o momento certo para discutir isso. Ontem mesmo recebi aqui o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), por quem tenho o maior respeito. Foi um grande gestor. Acho que o cenário nacional vai definir muito (o quadro local). Sou simpático à candidatura do Ciro. Eu até defendo Ciro e Haddad, é minha chapa. 
Pra renovar. 
OP – O senhor acha que o Lula já deu?
Camilo – Tenho a maior admiração pelo Lula, mas acho que talvez seja o momento de colocar novos nomes e novos quadros na política brasileira. Acho que o Lula foi o maior presidente que esse país já teve, mas está na hora de... Eu vou defender a chapa Ciro/Haddad.  
OP – O senhor se referiu ao ex-governador Ciro Gomes. Muita gente fala que o senhor é mais aliado dos Ferreira Gomes do que petista. Como o senhor vê isso? Sua identificação é realmente maior com o grupo do que com o partido?
Camilo – Eu sou o Camilo, mas nós fazemos parte de um trabalho político no Ceará. Eu tive a honra de participar desse trabalho desde que Cid foi governador. É um projeto no qual acredito, que pensa o Ceará do futuro, que investe no que, para mim, é o que há de mais importante para qualquer estado crescer, que é a educação, e o Ceará está mostrando isso. É fruto de uma política continuada. Os resultados que estamos vendo na educação independem de partido e de ideologia. Você imaginar que, no País, nós termos as melhores escolas. Entre as 100 melhores escolas, nós temos as primeiras. Isso é fruto de uma política que começou em 2007. Nós fazemos parte de um projeto que acredita nisso. Dá espaço para novas lideranças surgirem no Estado.  
OP – Hoje um dos seus principais adversários, Eunício Oliveira (PMDB), é presidente do Senado. Foi um passo importante para ele, que tem pretensões de disputar 2018. O senhor se sente ameaçado por essa investida?
Camilo – De forma alguma. Quem tem o poder é o povo. Vou querer muito a ajuda dele para o Ceará. 

OP – O senhor pensa em não disputar 2018?
Camilo – O meu grupo deseja que eu seja candidato à reeleição. Repito: eu não quero antecipar 2018. Eu tenho procurado me dedicar muito para que o Ceará continue sendo um dos estados mais equilibrados do país, um dos estados com melhores resultados na educação, que conseguiu reduzir homicídios em dois anos, que conseguiu bater recorde de transplantes. Mesmo com todas as dificuldades.
OP – Metade do seu mandato é marcada por duas mudanças administrativas simbólicas e estratégicas. Uma delas é a chegada de Maia Jr., um tucano de bico grosso, como se costuma dizer, na Secretaria do Planejamento. E, na Segurança Pública, a de André Costa, um nome muito polêmico e midiático. O que essas duas mudanças representam para os próximos dois anos de governo? 
Camilo – A mudança na secretaria se deu porque o Delci (Teixeira, ex-titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social) também queria sair por um problema familiar. Tem a mãe muito doente no Rio Grande do Sul. Saiu por uma questão própria.
OP – Mas o Delci tinha perfil muito discreto. O senhor já conhecia o perfil do novo secretário?
Camilo – Eu não vou negar, não. Eu estava procurando um secretário que tivesse mais disposição de ir pra rua. 



OP – A postura dele tem agradado ao senhor, então. 


Camilo – É uma demonstração que o governo quer dar pra sociedade de que nós estamos agarrados com o problema. Ele não é um secretário de gabinete. Isso é bom pra tropa, pra liderar o processo.
OP – O Ceará já teve um secretário com esse mesmo perfil, o Francisco Bezerra. O senhor vê diferença?
Camilo – Totalmente diferente. O André (Costa, atual titular da SSPDS) trabalha com inteligência e cooperação com outras instituições.
É jovem, tem 17 anos de Polícia Federal e Civil. É cearense. Estou muito otimista. Acho que a declaração dele foi mal interpretada (Camilo se refere à afirmação de Costa segundo a qual os bandidos têm duas opções, “justiça ou cemitério”. A declaração, dada pelo secretário durante entrevista coletiva no dia 28/1, estampou manchete do O POVO no dia 30/1 deste ano). 
OP – Ou ele é que se expressou mal?
Camilo – Talvez ele tenha se expressado mal, mas também a forma como a mídia interpretou a declaração dele... 

OP – A frase é bem objetiva, governador: “justiça ou cemitério”. Não tem como interpretar diferente. 
Camilo – Nós não vamos abrir mão e ceder um milímetro no combate à criminalidade no Ceará. Eu sou um árduo defensor da legalidade. A minha orientação é que tem que respeitar a legalidade.
 OP – Quando o senhor foi eleito, a relação do governo estadual com a PM era conflagrada. Uma herança da gestão anterior. A presença do novo secretário anula, em certo sentido, a ascendência que o deputado Capitão Wagner (PR) tem sobre a PM. A escolha de um secretário com esse perfil tinha esse cálculo político em vista?
Camilo – De forma alguma. Até porque quem procurou se aproximar da própria tropa fui eu. Quando assumi o governo, eu procurei manter uma relação de diálogo com a tropa, distensionar o que existia, fruto da tensão com o governo passado. É tanto que nós fizemos as promoções, que era uma grande reivindicação da tropa. Fiz isso no primeiro ano de governo. Foram quase nove mil policiais promovidos de uma vez só. Foi uma demonstração que eu dei de valorização. O André é uma pessoa de muito diálogo. Nós pensamos nisso na hora de fazer o convite a ele. Acho até bom estar criando essa polêmica. É sinal de que está despertando o debate.
 OP – Sobre o Maia Jr., o senhor não acha uma escolha arriscada, colocar um tucano num posto-chave do governo?

Camilo – Não é uma escolha partidária. É uma escolha técnica. O Maia é um grande técnico, tem experiência no serviço público, foi secretário de vários governos. O convite ao Maia é técnico, e ele dará grande ajuda pensando a gestão, o planejamento, que é uma área essencial para o funcionamento da máquina.

OP – O senhor fala que a escolha é prioritariamente técnica, mas ela passou pelo aval do senador Tasso Jereissati (PSDB). Como é hoje sua relação com ele?
Camilo – Isso aí eu não sei. Aí vai ter que perguntar ao Tasso ou ao Maia. A minha relação com o senador é a melhor possível. É uma pessoa por quem tenho muito respeito, tem me ajudado bastante. 
OP – Ele já falou que o senhor tem jeitão de tucano.
Camilo – Não acho que eu tenha, não (risos). Eu gosto dele. Tem dado uma grande contribuição pro Ceará. Meu pai foi secretário dele no primeiro governo. Eu votei nele pela primeira vez para governador. Sempre tem se colocado à disposição em Brasília. 



OP – Tem facilitado o diálogo com o governo Temer?


Camilo – Tem facilitado, sim. Acho que nós, eleitos, temos de trabalhar por nosso estado. 
OP – Grande parte dos problemas que o senhor teve de enfrentar nesses dois anos de gestão tem origem no governo Cid Gomes. De saída, Acquario, hospital de Quixeramobim (construído, mas sem funcionar), crise na saúde, relação tensa com a PM etc. Não houve uma espécie de herança maldita aí?
Camilo – Problemas, todo governo tem. É o contrário. Acho que eu fui um privilegiado de receber um governo tão bem organizado. O Ceará teve sorte, acho que não só pelo Cid, mas pelo Tasso também, o próprio Lúcio Alcântara. Acho que o Estado sempre teve governadores zelosos pela situação fiscal. Todos os governadores, de Tasso pra cá. Sempre uma referência na austeridade. Recebi o governo com esses desafios, mas bem organizado. Mas não esperávamos que, em vez de crescer, fosse a arrecadação diminuir, a economia desaquecer.

OP – Sua base na Assembleia Legislativa está travando uma queda de braço para extinguir novamente o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-CE). A economia feita pelo Estado é tão grande assim que justifique o fim do TCM? Ou há uma disputa de fundo entre o seu grupo e o de Domingos Filho, 
presidente do tribunal? 
Camilo – Só existiam quatro estados no Brasil com dois tribunais. Há décadas o Ceará discute se põe fim ou não, se fica com dois tribunais ou não. O Ceará extinguiu. 

O TCM está extinto. Tem uma decisão liminar, mas ele está extinto. Só não será extinto quando houver uma decisão em contrário do STF em relação a isso. Minha opinião é que jamais existiria momento pra discutir isso se não houvesse ambiente político pra discutir isso. Houve ambiente político, a gente tomou a decisão, tem uma economia pro Estado de no mínimo R$ 20 milhões. Do ponto de vista físico, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) tem um prédio novo, grande. Está ocioso. Ao meu entender, foram cumpridos todos os trâmites legais. Eu, inclusive, acho que a Assembleia cometeu um erro em não ter aprovado aquela emenda que pedia uma quarentena. Um membro do tribunal de contas não pode ter vinculação com mandatos ou disputas eleitorais. 
OP – Mas alguns foram indicados por Cid.
Camilo – Não estou dizendo que concordo com tudo que o Cid faz. Estou dizendo que é minha opinião. O TCM tem que ser isento porque está julgando contas de gestores, contas do governador e contas de prefeitos. Não pode ter vinculação político-partidária. É errado. Acho que era o momento de corrigir isso. O presidente do Tribunal de Contas do Estado é um técnico de carreira. 
OP – O senhor se compromete a não indicar mais políticos para os tribunais?
Camilo – Eu me comprometo com o que a lei diz. Se a Assembleia for votar de novo, eu defendo que haja critérios, um mínimo de quarentena para relações de membros dos tribunais com partidos ou candidaturas. Não dá para o mesmo conselheiro fazer política dentro dos tribunais. 



OP – O senhor mantém fotos da Dilma no seu gabinete... 


Camilo – Não vai querer que eu troque, não é? (risos).
OP – Não, mas eu estava olhando e, pelos corredores do palácio, não há uma única foto do Temer, que é o atual presidente. O senhor não tem foto do presidente por aqui?
Camilo – Não. Colocarei foto do próximo presidente eleito pelo povo brasileiro.

OP – O senhor defende a tese do golpe? 
Camilo – Já disse isso publicamente. A saída da presidenta Dilma cumpriu a legalidade do processo, mas não houve fato em si que pudesse afastar a presidenta. Foi um erro para o Brasil a forma como aconteceu o impeachment.
OP – Qual é a marca que o senhor espera deixar no governo estadual após quatro anos de mandato? 
Camilo – Primeiro, que a gente continue fazendo do Ceará, além da terra da luz, a terra da educação. Em 2015, nós não tínhamos nenhuma escola de ensino médio de tempo integral. Nós criamos as primeiras 26, uma em cada regional de Fortaleza e outras no Interior. Neste ano são mais 46 escolas de tempo integral no ensino médio. São 72. É o grande caminho para dar oportunidade e proteger nossos jovens. O Ceará é referência nessa área educacional. Quero muito chegar ao final do meu governo com os indicadores de segurança melhores. Segurança é algo que influencia na economia, influencia no turismo.
OP – Mantido esse cenário de hoje, sem recarga de açudes, tem racionamento em 2017? 

Camilo – Essa tem sido a minha maior dor de cabeça e também a minha maior prioridade nesses dois anos: o problema da água. A gente tem feito um plano de segurança hídrica para a região metropolitana e as ações emergenciais. A gravidade do problema está em Fortaleza e região metropolitana, diante do tamanho da população. Dois terços da população do Ceará estão aqui. Fortaleza não tem bacia pra atender. Nossa análise mostrou que o racionamento é um transtorno para a população, com sofrimento maior para a população pobre. Cria um problema sério de pressão na rede. Pra retomar a pressão normal, é uma semana. E, se eu fizer isso, um racionamento durante um ano, é uma economia de um mês de água para Fortaleza.
OP – Mas o racionamento em Fortaleza é uma possibilidade?
Camilo – Não. Nem que eu tenha que desligar térmica. Eu vou trabalhar até o último minuto para evitar que haja esse tipo de transtorno.
Bastidores
Camilo Santana voltava de uma visita a obras da barragem do Cocó quando parou para conversar com O POVO. Antes, o governador havia almoçado num restaurante na avenida Perimetral popular pela oferta de peixe vivo.
O petista usava calça preta, botas e camisa social branca sem gravata, traje quase obrigatório no seu guarda-roupa. Os sapatos ainda estavam sujas da lama. Num exemplo do tipo de gestor que defende, o próprio governador encarregava-se de sujar os pés.
Camilo costuma entediar-se ao falar de política partidária. Sobre o PT, é quase sempre lacônico, mas rebate acusações de ser pouco claro quanto ao futuro no partido. Demonstra euforia apenas quando responde sobre avanços na educação e na segurança do Ceará, duas áreas prioritárias.
Perfil
Camilo Santana, 49 anos, é formado em engenharia agrária pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela mesma universidade. Foi secretário das Cidades durante o governo de Cid Gomes. Também foi titular da Secretaria do Desenvolvimento Agrário. É filho de Eudoro Santana. Tem quatro irmãos. Camilo foi eleito governador do Ceará em 26 de outubro de 2014.

Com Informações do  Jornal O Povo

"Vou conquistar o carinho do torcedor", diz Hemerson Maria após jogo contra o Moto Club

O Fortaleza derrotou o Moto Club neste domingo, 12, e conquistou a sua primeira vitória na Copa do Nordeste, mas as vaias para o time e, principalmente, para o técnico Hemerson Maria permaneceram. Após a partida, o treinador, porém, demonstrou otimismo para, com vitórias, conquistar a confiança do torcedor.

Após a vitória do Tricolor, o técnico Hemerson Maria concedeu a entrevista e afirmou que era um jogo para fazer uma placar de goleada. Ele disse que tem a intenção de seguir no clube. 

"Nós temos um papel muito grande no Fortaleza, a questão da liderança. Dificilmente vocês (imprensa) vão me ver perdendo o equilíbrio emocional. Jamais eu entreguei o cargo em minha carreira. Eu sou um treinador de médio/longo prazo nos clubes que passo. Vou conquistar o carinho do torcedor, a confiança dele, com vitórias", frisou.

O Fortaleza agora foca na sua estreia pela Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, 15, o Tricolor encara o São Raimundo-A, às 20h30min, no estádio Colosso dos Tapajós, na primeira fase do torneio.
Com informações do Jornal O Povo

Zé Carlos sai em defesa de Hemerson Maria e discorda de vaias da torcida: "com vitória nunca tinha visto"

Zé Carlos marcou o gol da vitória do Tricolor sobre o Moto Club


Em campo, o Fortaleza venceu o Moto Club por 3x2, na Arena Castelão. Festa? Em parte. Novamente as vaias e o protesto da torcida roubaram a cena. Dessa vez, o alvo da revolta da torcida foi a insatisfação com o atual técnico, Hemerson Maria, que teve que ouvir seguidos gritos de "ô, ô, ô, queremos treinador". Após a partida, os jogadores saíram em defesa do torcedor. Em especial, o atacante Zé Carlos, que estreou marcando o gol da vitória Tricolor.   

"A pressão está muito grande em cima do professor, que é cara de um caráter muito grande. Tenho ceretza que enquanto ele (Hemerson Maria) estiver aqui a gente vai honrar o nome dele. A gente sabe que a pressão é grande, mas ele é um grande homem e um grande profissional. Eu vou trabalhar para poder ajudar também", afirmou Zé Carlos. 

Zé Carlos deixou claro também o seu posicionamento contrário ao comportamento do torcedor em relação ao time. "Cada jogador que está aqui não tem nada a ver com o que aconteceu com sete, oito anos atrás. Nenhum clube vai voar do dia para o outro. Torcedor tem todo o direito de cobrar, mas a gente venceu. O torcedor, nesse momento, tem que esquecer o que aconteceu. Estamos começando uma nova temporada, o Fortaleza mudou quase todo o grupo. Torcedor tem que nos apoiar do começo ao fim. Isso mexe comigo e com qualquer jogador. Não concordo com esse tipo de atitude do torcedor. Torcedor pode cobrar de qualquer jeito que for, com vitória eu nunca vi isso. Seja aqui ou em outro clube", destacou.

Com informações do Jornal O Povo

12 de fevereiro de 2017

Zé Carlos marca no fim e dá vitória ao Fortaleza sobre o Moto no Castelão

Zé Carlos marcou nos acréscimos e deu a vitória ao Fortaleza neste domingo (12). Mesmo diante de uma atuação limitada do time de Hemerson Maria, o Tricolor do Pici bateu o Moto Club por 3 a 2 na terceira rodada da Copa do Nordeste, na Arena Castelão. O Leão do Pici agora soma cinco pontos e empata com o líder Bahia, do Grupo B. O Moto tem um ponto e está na lanterna do grupo. 

O Fortaleza volta a campo pela Copa do Brasil, nesta quarta-feira (15), diante do São Raimundo-PA, às 21h30. O Moto Club enfrenta o Maranhão na quarta, no estadual, às 20h30, no Castelão-MA. Fortaleza e Moto voltam a se enfrentar na Copa do Nordeste no sábado (25), no Maranhão. 

O jogo 
Embora tenha tido as três melhores chances no início do jogo, o Fortaleza acabou sofrendo um duro golpe aos 29. O cruzamento veio pela direita, e Paquetá desviou de cabeça para abrir o placar. As vaias soaram na Arena Castelão. Os torcedores do Tricolor do Pici cobravam mais empenho dos atletas, e, aos 34, após a cobrança de escanteio, Anderson Uchôa cabeceou e o zagueiro, em cima da linha, defendeu. Na sobra, Lúcio Flávio completou para o fundo das redes. E ainda deu para, aos 43, no cruzamento de Gastón, e Wesley escorar para virar: 2 a 1. 
O Fortaleza, no segundo tempo, começou ameaçando. Gabriel chutou para defesa do goleiro Ruan. Mas, aos 19, novamente o Moto Club chegou ao empate, com Galego. O Tricolor do Pici ainda teve um pênalti a favor, aos 22. Mas Lúcio Flávio bateu e Ruan espalmou. E o time de Hemerson Maria ainda sofreu mais pressão, em campo e arquibancadas. Zé Carlos, que estreou neste domingo, salvou o time e marcou o gol da vitória, aos 45.
Por Fortaleza, CE

Em amistoso com muitos testes, Sousa goleia o Icasa por 4 a 2 no Romeirão

guarani de juazeiro x central estádio romeirão (Foto: André Ráguine / GloboEsporte.com)
O Icasa está em processo de montagem do elenco para a disputa da 2ª divisão do Campeonato Cearense. O Sousa vive uma intertemporada, já que o Campeonato Paraibano deu uma parada para acontecerem rodadas da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil. Foi em meio a este cenário que as duas equipes se enfrentaram na tarde deste domingo em amistoso no Estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará. No fim das contas, melhor para o Dinossauro, que venceu por 4 a 2.

E o que marcou mesmo o duelo entre cearenses e paraibanos foi a quantidade de jogadores que os dois técnicos utilizaram ao longo dos 90 minutos. Em meio a muitas substituições, sobretudo do primeiro para o segundo semestre, o Sousa foi construindo o placar. André Cassaco, Daniel Caiçara, Robinho Baiano e Rodrigo Poty marcaram para o Dinossauro, enquanto Lê e Robinho descontaram para o Icasa. 
O time da casa segue trabalhando focado na disputa da 2ª divisão cearense, que começa em março. A intenção, lógico, é estruturar a equipe para voltar à elite do futebol local. Já o Sousa, após duas semanas sem jogos oficiais, vai voltar a campo na quarta-feira, para enfrentar o CSP no Tomazão, em João Pessoa, em jogo válido pela oitava rodada do Campeonato Paraibano. O Dinossauro também não vive bom momento: é o lanterna do estadual, tendo conquistado apenas 3 dos 21 pontos disputados até aqui.
Por Juazeiro do Norte, CE

Contrato assinado! Ceará acerta com o atacante Victor Rangel

Victor Rangel, Ceará (Foto: Christian Alekson/Cearasc.com)
Visando reforçar o elenco para a temporada vigente, o Ceará acertou a contratação do atacante Victor Rangel. Com 26 anos, o atleta iniciou carreira profissional em 2011, no Aracruz, time local do Estado do Espírito Santo. Rangel teve passagens por Grêmio e América/MG, time onde conseguiu maior destaque. O último clube do jogador foi o Bahia, por onde atuou em 18 partidas em 2016. Vinculado ao Guarani de Palhoça, o novo reforço alvinegro chega com contrato por empréstimo até o final do Estadual. Victor já treina em Porangabuçu desde a última sexta-feira, 10/12.

"Fiquei muito feliz em aceitar esse desafio, sei da força da torcida, do grande clube que o Ceará é. E isso me fez aceitar a proposta da Diretoria. Venho motivado para que a  gente consiga conquistar todos os objetivos do clube nesse ano. O segredo para conseguir tudo o que desejamos é o comprometimento da equipe. Espero ter uma passagem vitoriosa; a torcida pode esperar de mim muita dedicação e vontade de vencer. Pretendo dar muitas alegrias para o torcedor alvinegro", revelou Victor Rangel. 

Confira a ficha técnica do atleta:


Victor Neves Rangel

Posição: Atacante
Nascimento: 08/09/1990 (26 anos)
Naturalidade: Serra/ES
Altura: 1.82 
Peso: 78 kg
Clubes: Aracruz/ES, Espírito Santo SE, Vitória/ES, Marcílio Dias/SC, Madureira/RJ, Desportiva/ESa, Cachoeiro/ES, Guarani/SC, Grêmio/RS, América/MG, Bahia/BA e Ceará/CE.

Foto: Christian AleksonCom informações do site oficial do clube Cearasc.com

Ceará larga à frente com Rafinha, mas Itapipoca empata no último minuto

Ceará, Itapipoca, Perilão, Cearense (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)
Mesmo com gramado alagado após a chuva no Perilão, Ceará e Itapipoca fizeram um jogo movimentado. O Alvinegro de Porangabuçu e o Moleque Travesso empataram em 1 a 1 neste domingo (12) pela quinta rodada do estadual. O único gol do Ceará foi marcado por Rafinha, que fez a estreia como titular no time de Dal Pozzo. O mandante marcou com Jandy, no último minuto do segundo tempo, aos 51. Assim, o Vovô segue na liderança com 17 pontos, enquanto que o Moleque Travesso tem somente dois, na lanterna.

O Ceará enfrenta o Guarani de Juazeiro no Romeirão, na sétima rodada, no dia 19, às 17 horas. O Itapipoca duela com o Horizonte, no mesmo dia, às 16 horas, no Estádio Domingão. 

Por Itapipoca, CE

Em situação oposta, Itapipoca e Ceará se encontram no Perilão

Uruburetama Perilão Campeonato Cearense (Foto: Diego Morais/Globoesporte.com)Ceará vai encontrar o Itapipoca no Perilão domingo (Foto: Diego Morais/Globoesporte.com)
Para se manter no topo da tabela, o Ceará encontra o Itapipoca neste domingo (12), às 16 horas, no Perilão, pela quinta rodada do Cearense. O Alvinegro de Porangabuçu tem 15 pontos na tabela. O Moleque Travesso também somente um ponto somado, em quatro jogos no Cearense e quer surpreender o Vovô. 
O Ceará vem de um triunfo tranquilo diante do Horizonte no meio da semana. O treinador Gilmar Dal Pozzo afirmou que, diante do Itapipoca no domingo, deve usar o time misto. A tendência é que, com a sequência entre Primeira Liga e Cearense, os atletas mais castigados com o calendário não atuem. 
A situação do Itapipoca é difícil. Em quatro jogos, apenas um empate. Mesmo que tenha o resultado positivo no domingo, o Itapipoca não deixa a lanterna do Cearense. 
Por Itapipoca, CE

Pelo Nordestão, Fortaleza e Moto Club (MA) jogam em busca da primeira vitória

Nenhum texto alternativo automático disponível.
Mais uma etapa da fase classificatória da Copa do Nordeste vem aí. Pelo Grupo B, Fortaleza e Moto Club (MA) se encontram na Arena Castelão no próximo domingo (12), às 19 horas. É a primeira vez que os dois clubes se enfrentam no Nordestão. Antes, confrontos foram apenas pelo Campeonato Brasileiro (Séries A, B e C), Taça Brasil e Taça Norte-Nordeste. 
O Fortaleza vem de um 0 a 0 com o Bahia, na estreia, e outro empate em 1 a 1 com o Altos. A equipe de Hemerson Maria está em terceiro no estadual e briga para se garantir na próxima fase do Nordestão. Na metade da fase classificatória da competição, o Leão soma dois pontos e é o terceiro do grupo, mas precisa da vitória. 
Numa situação um pouco mais delicada, o Moto Club, time do técnico Ruy Scarpino, já tem uma derrota. Na primeira rodada, empatou em 1 a 1 com o Altos e na segunda perdeu para o Bahia por 2 a 0. A equipe maranhense precisa vencer para manter esperança em classificação. 
HEADER escalacoes 690 (Foto: Infoesporte)



Fortaleza deve entrar em campo com Marcelo Boeck; Jefferson, Heitor, Ligger, Gastón; Anderson Uchôa, Vacaria, Leandro Lima, Wesley; Gabriel e Vinicius Baiano
Motoclub deve vir com Ruan, Diego Renan, Fernando Fonseca, Wanderson, Lorran, Felipe Dias, Curuca, Marcos Paullo, Eduardo, Vinícius Paquetá e Cleber.
Por Fortaleza, CE

Em busca da primeira vitória na Copa do Nordeste, Uniclinic visita Santa Cruz

Santa Cruz x Vasco Arruda (Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press)
A vida do Santa Cruz não está fácil na Copa do Nordeste. O time ainda não pontuou nas duas primeiras rodadas da fase de grupos da competição. Neste domingo (12), a Águia da Precabura visita o Santa Cruz no estádio Arruda, em Pernambuco, às 16 horas. 
O Uniclinic não está bem no campeonato regional. Dois jogos, duas derrotas e um saldo negativo de cinco gols, ficando na lanterna do Grupo A. Para o duelo deste domingo, a Águia da Precabura terá um reforço no banco de reservas. O técnico Vladimir de Jesus não resistiu ao mau momento no Cearense e foi demitido. Roberto Carlos, ex-Horizonte, assume o comando da Águia da Precabura.
O Santa Cruz é o líder do Grupo A do Nordestão. Os quatro pontos conquistados até aqui são resultado de um empate contra o Campinense na estreia e uma vitória sobre o Náutico, na última rodada. No estadual, o Santa Cruz está na vice-liderança do hexagonal final, atrás apenas do Salgueiro.
HEADER escalacoes 690 (Foto: Infoesporte)

Santa Cruz: Julio Cesar; Vítor, Jaime (Anderson Salles), Bruno Silva e Roberto; Elicarlos, David, Leo Costa e Thomás; Everton Santos e André Luís (Halef Pitbull).
Uniclinic: Dionantan, Anderson Sobral, Luis Fernando, Airton Júnior, Teles; Lincoln, Jerson, João Neto, Eusébio; Moré e Edson Cariús.
Por Recife, PE

Maranguape vence Tiradentes e respira fora da zona de perigo

Maranguape, Cearense (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)
No estádio Domingão, em Horizonte, o Maranguape recebeu neste sábado (11) o Tiradentes. Em jogo válido pela sexta rodada do Campeonato Cearense, o Gavião da Serra levou a melhor e garantiu a segunda vitória na competição. No 2 a 1, Guto marcou duas vezes e Valdir Papel fez para o Tigre. Com o resultado, a equipe alviverde sai da zona de perigo da tabela.
Com os três pontos da vitória, o Maranguape soma oito e sobe para 8º lugar, o primeiro fora da zona de rebaixamento. O Tigre segue na 5ª posição com sete pontos. Na próxima rodada, o Gavião recebe o Guarany de Sobral também no Domingão, em Horizonte. A partida será no sábado (18), às 16 horas. No mesmo dia e horário, o Tiradentes visita o Ferroviário na Arena Castelão.
Por 
Maranguape, CE