15 de outubro de 2017

"Venenos brancos": eles podem acabar com sua saúde

Entenda mais sobre o poder destruidor desses cinco alimentos
Arroz branco
Arroz branco
Eles estão no nosso prato praticamente todos os dias, do café da manhã ao jantar. Mas, segundo os médicos, deveriam passar bem longe da nossa boca, tanto que foram apelidados de “venenos brancos”.
Estamos falando da farinha de trigo branca, do arroz branco, do leite de vaca pasteurizado, do açúcar e do sal refinados.
“Esses cinco alimentos são extremamente prejudiciais ao organismo. São responsáveis pelo surgimento de doenças como diabetes, hipertensão, intolerâncias alimentares e até pelo desenvolvimento de doenças autoimunes”, destaca o médico pós-graduado em Nutrologia Wesley Schunk.
FARINHA
A começar pela farinha de trigo branca, essa que a gente usa em bolos e pães. Em termos de valor nutritivo, pouco se tem para falar dela. “Ela não traz benefício algum à saúde. Contém uma carga muito grande de glúten, que o nosso organismo não é capaz de digerir”, ressalta Schunk.
O arroz branquinho, que combina tão bem com o feijão nosso de cada dia, também deveria ser eliminado da dieta. “De fato, arroz com feijão é uma combinação excelente. Mas o arroz branco tem um alto índice glicêmico, ou seja, mantém altos os níveis de açúcar no sangue. Não traz benefício algum para a saúde”, diz o médico.
CONDENADO
Outro alimento tradicional na nossa mesa, o leite de vaca é condenado pelos médicos. “No passado, quando era consumido da vaquinha criada em casa, sem aditivos químicos, já foi indicado. Hoje, o de caixinha tem conservantes demais. Devemos substitui-lo por leites vegetais, como o de leite de coco, de arroz e macadâmia, por exemplo”, aponta.
Mas e o cálcio presente no leite, tão importante para o organismo? “O cálcio pode ser encontrado nos vegetais verdes, que, aliás, devem fazer parte da alimentação das crianças”, explica.
VILÕES
Dos vilões da alimentação mais conhecidos, o açúcar e o sal estão sempre no topo da lista. “O sal é um nutriente essencial na dieta, ajudando no funcionamento dos nervos, dos músculos. Mas em excesso não é benéfico, podendo ocasionar o aumento da pressão arterial e a perda gradual de funcionamento dos rins”, alerta o cardiologista e professor da Ufes José Geraldo Mill.
Para evitar esse excesso tão venenoso ao nosso corpo, o professor tem umas dicas: “Comidas e temperos prontos têm muito sal. Se você prepara em casa, tem mais controle. A redução deve ser gradativa. Em três meses de redução, a sensibilidade ao sal já aumenta”, indica Mill.
'CORTEI TUDO E PASSEI A ME SENTIR MELHOR'
A empresária Joyce Rodrigues, 28 anos, queria ter uma vida mais saudável e resolveu cortar alguns itens do cardápio diário. A começar pela farinha branca e pelo açúcar.
Joyce Rodrigues prova um bolo feito sem açúcar refinado: hábito virou trabalho
Joyce Rodrigues prova um bolo feito sem açúcar refinado: hábito virou trabalho
“Queria uma alimentação mais natural. Fui cortando tudo e percebi que fiquei melhor sem farinha branca, sem açúcar. Meu corpo passou a funcionar melhor. Em poucos dias sem eles eu vi a diferença”, contou ela.
O açúcar, de fato, é um velho conhecido no ranking dos “venenos brancos”. Ninguém fala bem dele. “Nenhum açúcar deve ser consumido. Não existe açúcar saudável, existem açúcares menos ruins”, dispara o médico Wesley Shunk, pós-graduado em Nutrologia.
Como ficar sem um docinho? “O ideal é treinar o paladar para consumir menos doce. O corpo não pede. Açúcar é igual droga. É um bombom depois do almoço, e isso vira rotina. A pessoa pode começar tirando o açúcar do cafezinho e trocando o chocolate comum por um com 70% de cacau. Nas receitas, pode usar a stévia, que é um adoçante natural”, sugere o médico.
O cardiologista e professor da Ufes José Geraldo Mill também defende uma dieta sem farinha branca e açúcar refinado. “São alimentos pobres em termos de nutrientes. Oferecem as chamadas calorias vazias”, explica ele.
OPÇÕES
No dia a dia, quem quiser cortar esses produtos da rotina tem outras opções de carboidratos mais saudáveis. “Os legumes como mandioca, batata, batata doce, são fontes de carboidrato, mas têm vitaminas e até proteínas”, cita Mill.
Joyce conta que, na busca por uma alimentação mais saudável, nem sempre encontrava o que queria no mercado. Por isso, decidiu abrir um negócio seguindo esse princípio. Hoje ela vende bolos e tortas feitos sem açúcar e farinha refinada.
“Sempre fazia os doces desse tipo para mim, e comecei a reparar que as pessoas estavam procurando, mas não tinham opções”, comenta ela.
Raigna Vasconcelos não se sentia bem quando comia algo feito com farinha branca. "Sentia o estômago dilatado." Agora, nas receitas de pães e bolos, ela usa outros tipos de farinha considerados mais nutritivos. "O trigo não me faz falta"
Raigna Vasconcelos não se sentia bem quando comia algo feito com farinha branca. "Sentia o estômago dilatado." Agora, nas receitas de pães e bolos, ela usa outros tipos de farinha considerados mais nutritivos. "O trigo não me faz falta"
OS 5 "VENENOS BRANCOS"
Arroz branco
Por que é um veneno?
Para ficar branquinho o arroz passa por um processo que elimina a casca e muito dos seus nutrientes, sobrando apenas o amido. Ele fica rico em carboidratos, pobre em proteínas, aumentando o índice glicêmico no organismo. Ou seja, pode contribuir para o aparecimento do diabetes
Troque por...
O arroz integral é uma boa opção. Mas o ideal é trocar esse alimento por legumes e verduras, como batata doce, aipim, inhame, couve-flor, abobrinha, entre outros alimentos que não aumentam o índice glicêmico e são nutritivos
Farinha de trigo branca
Farinha de trigo branca
Farinha de trigo branca
Por que é um veneno?
O processo que a tornou branca e fininha acabou por eliminar boa parte dos nutrientes. É rica em glúten, que é um alimento extremamente inflamatório, contribuindo para o ganho de peso
Troque por...
Há no mercado diversos tipos de farinha mais saudáveis, como a farinha de amêndoas, de linhaça, de arroz, de aveia. Pode usá-las nas receitas de pães e bolos sem perder sabor e qualidade
Leite de vaca pasteurizado
Por que é um veneno?
O leite de caixinha é um leite estéril, com poucos nutrientes, rico em gordura saturada e colesterol. A pasteurização elimina bactérias importantes para a flora intestinal
Troque por...
Leite de coco, de amêndoas, de arroz, de castanha, de aveia... O mercado oferece vários tipos de leite vegetais, que são mais nutritivos e uma boa opção para quem tem intolerância à lactose. E ainda é possível fazer em casa. Vale lembrar que há outras fontes de cálcio, como verduras escuras, que podem substituir o leite
Açúcar refinado
Por que é um veneno?
O processo de refinamento elimina praticamente todos os nutrientes e enche o alimento de química. Não sobra nada bom
Troque por...
O açúcar mascavo não tem tantos aditivos químicos, mas a quantidade de nutrientes continua baixa. Assim, não deve ser consumido em exagero. Em receitas doces, use a stévia, um adoçante natural
Sal refinado
Por que é um veneno?
Ele é basicamente composto de cloreto de sódio. No organismo, pode aumentar a pressão arterial, prejudicando coração e rins
Troque por...
O ideal é consumir o menos possível. A Organização Mundial de Saúde recomenda apenas 5g por dia. Se quiser um substituto, há opções de sal mais bruto no mercado, como o sal rosa. Porém, ele é mais caro.
Por Paula Stange Rosi
Com informações da Gazeta On line

Zago alfineta arbitragem, elogia Gabriel Pereira e segue confiante em título

Antônio Carlos Zago, técnico, Fortaleza (Foto: Juscelino Filho)
Antônio Carlos Zago levou o Fortaleza ao acesso depois de oito anos de angústias na Série C. Avançou no mata-mata, chegou à final de um campeonato brasileiro, mas perdeu o primeiro jogo. Acesso ou título? O primeiro, certamente. Mas ainda é possível, segundo o treinador, ter os dois. Após a derrota para o CSA, neste sábado, na Arena Castelão, Zago lamentou o resultado, mas segue com a cabeça levantada, já de olho no jogo de volta, no sábado seguinte, em Maceió.

O treinador, que já adiantou o desejo de permanecer no clube para a próxima temporada, sabe que o cansaço a esta altura da competição fala alto. Seu time não jogou como nas últimas partidas. Cometeu falhas de marcação, principalmente no lance do primeiro gol, e não foi tão eficiente quanto poderia no restante da partida. A derrota é ruim. Mas é possível buscar. Confira abaixo os principais pontos da coletiva do treinador tricolor

Sobre o jogo

Diferente porque não pressionamos , como foi nos outros jogos. Não conseguimos marcar alguns jogadores deles, como o Daniel, que arma as jogadas, o Edinho, que é o cara de contra-ataque. Não conseguimos no primeiro tempo. No segundo melhorou, mas não muito. Difícil reverter esse placar, mas nós temos condições pra isso. Até porque 2 a 0 nos dá o título.


Cansaço

A essa altura da temporada, você chega esgotado. Intensidade alta de jogos. O mesmo aconteceu com os jogadores do CSA. Mas faltou mais atenção em algumas bolas, principalmente no primeiro gol. São coisas que a gente trabalha. Às vezes a falta de concentração é o mais importante. Nos dá esperança de que possamos conseguir o resultado positivo em Maceió e buscar o título.


DM

Everton é mais difícil voltar, até pela lesão que ele tem. Lúcio Flávio talvez tenha condições, apesar de ele ter ficado mais de uma semana parado. Deve voltar a treinar na segunda. Tem mais condições que o Everton.


E agora?

Nada está perdido. Do mesmo jeito que eles fizeram dois gols aqui, a gente pode construir esse placar lá. Não podemos jogar no desespero. É um título inédito para o Fortaleza que a gente quer.


Sobre Gabriel Pereira

Gabriel está naqueles jogadores que não tiveram tanta oportunidade. Cheguei no fim da primeira fase e acabei optando por outros atletas. Vem chamando a atenção nos treinamentos. Contra o Ceará, para mim, foi o melhor em campo (pela Fares Lopes). Teve a oportunidade contra o CSA, acho que o gol tem que ser dado a ele, inclusive. Criou situações de perigo no segundo tempo. A gente pode até pensar nele para o segundo jogo, já que não teremos o Jô.


Arbitragem

Árbitro acabou errando algumas coisas, segurou um pouco o nosso time, inverteu faltas, alguns carrinhos que poderiam ter gerado amarelo não aconteceram. Mas vida que segue e não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje tenho que falar.


Título ou acesso?

Título no Fortaleza é importante, mas o acesso era o que o torcedor mais esperava. Foram oito anos amargando a Série C. O torcedor esperava o acesso e chegamos até aqui. Vamos fazer tudo para ficar na história do clube.


Por Juscelino Filho, Fortaleza, CE

Com informações do Globoesporte.com

Leal ao Tricolor de Aço: Incansável, torcida faz Castelão pulsar em final

Torcida do Fortaleza fez mosaico com os dizeres: Torcida do Fortaleza fez mosaico com os dizeres: "Toda glória a Deus" (Foto: Juscelino Filho)


Diz-se da torcida tricolor que a lealdade lhe é flagrante. No hino, um verso dedicado somente para quem ama em vermelho, azul e branco. Incansável, irretocável e inabalável até quando sofreu o primeiro gol, a torcida do Fortaleza mostrou porque merece o título de Leal, com inicial maiúscula. Neste sábado (14), mais de 44 mil apaixonados coloriram as arquibancadas da Arena Castelão e deram vida a um espetáculo que foi muito além das quatro linhas.

Mãos levadas à cabeça por cada chance perdida. Aplausos para incentivar o passe certo, o chute a gol. O olhar para o lado e a convocação ao companheiro para gritar junto! Cantar o hino ou a música de Cassiano. Bater palmas somente por bater. Qualquer combustível era bem vindo ao torcedor que mantinha a fé.

Dentro do estádio, torcedor do Leão deu show (Foto: Juscelino Filho)Dentro do estádio, torcedor do Leão deu show (Foto: Juscelino Filho)

O segundo gol sofrido trouxe junto o silêncio, até então inédito na Arena Castelão neste sábado. Ninguém gosta de preparar a casa para um visitante indigesto que chega, senta no sofá e coloca os pés sobre a mesa de centro. Os cânticos diminuíram e houve até quem deixasse as arquibancadas antes do apito final. Mas houve quem ficasse. E tivesse fé até o último minuto.

No fim do jogo, o gol contra do CSA amenizou a angústia. Quem estava de saída, voltou correndo para comemorar com quem ficou. A fé continuava lá. Agora maior. Maior porque, no jogo de volta, tudo é possível. Para quem acreditou nos últimos oito anos de agruras, acreditar mais um pouco é até fácil.

Que venha o próximo sábado. Que venha a decisão das decisões. A torcida certamente estará lá. E depois do jogo, independente de resultados, receberá o time em casa, de braços abertos, leais como sempre foram, companheiros como sempre serão.

Foram mais de 44 mil torcedores no Castelão no jogo contra o CSA (Foto: Juscelino Filho)Foram mais de 44 mil torcedores no Castelão no jogo contra o CSA (Foto: Juscelino Filho)

Com informações do Globoesporte.com

Açudes do Ceará estão com menos de 10% da capacidade de armazenamento

Açudes que abastecem o Ceará estão com menos de 10% da capacidade de armazenamento (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)Açudes que abastecem o Ceará estão com menos de 10% da capacidade de armazenamento (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

Os 155 açudes do Ceará monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) têm volume de água de 9,43%, o que representa 1,76 bilhões m³. Os reservatórios do estado têm capacidade total de armazenamento de 18,64 bilhões m³.

O volume de água está distribuído nas bacias do Litoral (46,11%), Alto Jaguaribe (8,04%), Coreaú (63,64%), Metropolitanas (24,36%), Serra da Ibiapaba (23,56%), Médio Jaguaribe (3,56%), Salgado (11,37%), Acaraú (20,89%), Banabuiú (2,83%), Sertões de Crateús (0,51%), Curu (11,19%) e Baixo Jaguaribe (0,94%).

Apenas um açude - de pequeno porte - está com volume superior a 90%, o Germinal, no município de Palmácia. Ele se encontra com 98,29% da capacidade total de armazenamento. Outros 115 açudes, estão com volume inferior a 30%. Quarenta e quatro açudes estão em volume morto e 18 estão completamente secos.

Em 2017, apenas 15 açudes sangraram: Angicos, Itaúna e Tucunduba, da bacia do Coreaú; São Pedro Timbaúba, Gameleira e Quandú, da bacia do Litoral; Maranguapinho, Itapebussu, Tijuquinha, Cahuipe, Cocó e Germinal, das bacias Metropolitanas; Valério e Caldeirões, da bacia do Alto Jaguaribe, e Acaraú Mirim, da bacia do Acaraú.

Castanhão

Açude Castanhão tem o menor nível de reserva desde que foi criado (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Açude Castanhão tem o menor nível de reserva desde que foi criado (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

O açude Castanhão, o maior do país e responsável pelo abastecimento da Grande Fortaleza, atingiu um novo recorde negativo de reserva de água. Nesta sexta-feira (13), o reservatório registrava 3,88% de reserva de água, de acordo com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), o menor já registrado desde 2002, quando o açude foi criado.

O açude tem capacidade para 308,71 hm3 de água, o suficiente para abastecer uma cidade como Fortaleza por três anos. O Ceará sofre com chuvas abaixo da média por seis anos seguidos, ocasionando a mais grave estiagem registrada no estado nos últimos 100 anos.


O açude Orós, segundo maior reservatório de água do Ceará, deixou de abastecer as cidades da Região Metropolitana de Fortaleza em março, para deixar suas águas para a região do Vale do Jaguaribe. Com a decisão, apenas o Castanhão abastece a Grande Fortaleza. Atualmente, o Orós está com apenas 7,94% da capacidade de armazenamento.

Com informações do G1 CE

11 de outubro de 2017

CBF confirma final da Série C em dois sábados; primeiro jogo é na Arena Castelão

Fortaleza e CSA se enfrentaram duas vezes na fase classificatória da Série C (Foto: JL Rosa/Agência Diário)
A CBF definiu as datas e horários da final da Série C do Campeonato Brasileiro. Os dois próximos sábados serão os dias dos confrontos decisivos entre Fortaleza e CSA. A primeira partida será às 19 horas do sábado (14), às 19 horas. A volta será uma semana depois, no sábado (21), às 18 horas.

Fortaleza e CSA chegaram à decisão da Terceirona após eliminarem Sampaio Corrêa e São Bento, respectivamente. Nas quartas de final, o Tricolor do Pici eliminou o Tupi-MG. Já o time alagoano passou poelo Tombense.

Fortaleza e CSA estavam no mesmo grupo na primeira fase da Série C. Os alagoanos terminaram na frente dos cearenses. Com 32 pontos no Grupo A, a equipe de Alagoas foi a vice-líder. Logo atrás, com 27 pontos ganhos, o Leão do Pici marcou a terceira posição.


As duas equipes se enfrentaram duas vezes na fase classificatória da Terceirona: no primeiro jogo, no Estádio Rei Pelé, vitória alagoana por 1 a 0. Na volta, na Arena Castelão, a partida terminou empatada em 1 a 1.

Por GloboEsporte.com, Fortaleza, CE

7 de outubro de 2017

Final da Série C 2017 será entre Fortaleza e CSA

Estão definidos os finalistas da Série C: Fortaleza e CSA. Neste sábado, o Fortaleza enfrentou o Sampaio Correa e garantiu sua vaga com um empate por 2 a 2. Já o CSA recebeu o São Bento e eliminou os paulistas nos pênaltis, depois de perder por 1 a 0 no tempo regulamentar.
No primeiro jogo do dia, o Fortaleza viajou até São Luís para o confronto com o Sampaio. Com a vitória por 1 a 0 na capital cearense, o Leão tinha a vantagem do empate fora de casa. E as coisas só melhoraram para o Fortaleza quando Bruno Melo abriu o placar, aos 26 minutos do primeiro tempo.
Precisando de três gols, o Sampaio não desistiu e tentou pressionar o Tricolor de Aço. Aos 24 minutos, Marlon deixou tudo igual em cobrança de pênalti. O jogo continuou aberto e a Bolívia Querida contou com a força de sua torcida para virar a partida. Após escanteio, Maracaz fez o segundo.
Nos minutos finais de duelo, o Sampaio partiu para cima em busca de um gol salvador, mas deixou espaços, que foram aproveitados pelos visitantes. Aos 49 minutos, o Fortaleza empatou o jogo e definiu sua classificação, com Bruno Melo novamente, de pênalti.
Depois de vencer por 1 a 0 fora de casa, o CSA recebeu o São Bento em Maceió tendo a vantagem do empate. O jogo começou muito movimentado. Dono da casa, o CSA se lançou mais à frente, tentando definir cedo sua classificação. Nervosas, as equipes não conseguiram ter precisão na hora de balançar as redes. A partida pareceu ficar mais tranquila para o CSA com a expulsão de Anderson Cavalo, aos 20 minutos do segundo tempo. Mas os sorocabanos não desistiram e foram recompensados. Aos 45 minutos, Branquinho invadiu a área e sofreu pênalti. Everaldo converteu com categoria e levou a disputa para a decisão por penalidades máximas.
Todo o esforço do São Bento, porém, parou nas cobranças de Branquinho e Everaldo, que minaram as chances de classificação dos visitantes. Na final, Fortaleza e CSA reeditam um duelo da primeira fase da Série C. Na ocasião, o CSA venceu por 1 a 0 dentro de casa e os dois ficaram em um empate por 1 a 1 no Ceará.
Com informações da CBF

Em vantagem, CSA recebe o São Bento-SP pelas semifinais da Série C

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O CSA volta a campo neste sábado (7) para, às 19h30, fazer o segundo duelo da semifinal da Série C, recebendo o São Bento-SP, no Estádio Rei Pelé. A vitória por 1x0 no último domingo, em Sorocaba, dá ao clube marujo a vantagem de jogar por qualquer empate para avançar à grande decisão da Terceirona. E o confronto de logo mais terá cobertura total da Gazetaweb, que vai transmitir a partida em tempo real.

Nesta noite, o técnico azulino Flávio Araújo não poderá contar com o defensor Leandro Souza, que tomou o terceiro cartão amarelo na partida de ida, no interior de São Paulo. Com isso, Rodrigo Lobão vai começar jogando, fazendo dupla com Jorge Fellipe no miolo de zaga marujo. 

Já no setor de meio-campo, o treinador não revelou se vai escalar o volante Marcos Antônio. Isso porque, apesar de ter sido liberado pelo Departamento Médico, o jogador ainda não estaria em condições de retomar a titularidade, havendo a possibilidade de Didira permanecer na equipe principal.

No mais, o Azulão deve ser o mesmo do jogo em Sorocaba, com Mota; Celsinho, Rodrigo Lobão, Jorge Fellipe e Raul Diogo; Dawhan, Boquita, Didira (Marcos Antônio) e Daniel Costa; Edinho e Michel.

Quanto ao rival, mesmo sem jogar a toalha, o técnico Paulo Roberto sabe que enfrentar o CSA em Maceió não é tarefa fácil. Pensando em reverter a desvantagem, o treinador também pode promover uma mudança considerada estratégica, optando por Cassinho no lugar do atacante Caio Cézar. No entanto, a única certeza é o retorno de João Paulo - que estava suspenso - à zaga do time paulista.

Sem muitas novidades, o São Bento deve ir a campo com Rodrigo Viana; Muriel, Rogério, João Paulo e Marcelo Cordeiro; Fábio Bahia, Eder e Maicon Souza; Caio Cézar (Cassinho), Everaldo e Anderson Cavalo.

A arbitragem, por sua vez, ficará a cargo de Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA). Ele será auxiliado por Hélcio Araújo Neves (CBF) e José Ricardo Guimarães Coimbra (CBF), ambos também da federação paraense. 

Com informações da Gazetaweb.globo.com

Parlamentares avaliam que reforma política não foi a ideal, mas a possível

Brasília - Câmara faz sessão para analisar fundo de financiamento de campanhas (Wilson Dias/Agência Brasil)
A reforma política foi aprovada esta semana para que algumas regras passem a valer em 2018 Wilson Dias/Agência Brasil

Após passarem meses em discussões e aprovarem três projetos de última hora nesta semana, deputados e senadores avaliam que a reforma política que valerá para as eleições de 2018 não é a ideal. Eles acreditam, no entanto, que as mudanças aplicadas para o cenário eleitoral foram as “possíveis”, diante dos diferentes interesses e da complexidade da matéria.

Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), embora algumas propostas tenham ficado para trás durante as votações, o Congresso Nacional conseguiu melhorar a forma como serão feitas as campanhas nos próximos anos. Ele credita ao fim das coligações partidárias em eleições para deputados e vereadores um dos principais pontos positivos da reforma.

“A Emenda à Constituição que trata principalmente do fim de coligação vai ser uma grande revolução na política brasileira. Eu não tenho dúvida de que sem a coligação para a partir do ano de 2022, ou os partidos vão construir projetos majoritários ou não terão bancada de deputados. A coligação é ruim porque você não constrói quadros, não constrói candidatos, por exemplo, ao governo do estado, e você coliga e se beneficia do outro partido”, explicou.

Ao todo, dois projetos de lei, sancionados nessa sexta-feira (6) pelo presidente Michel Temer, e uma proposta de emenda à Constituição foram aprovados.

Além da continuidade do sistema proporcional, Rodrigo Maia lamentou a não aprovação de uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) que autorizava novamente o financiamento privado de campanhas, desde que com “limites bem rígidos”. Em 2015, em meio aos primeiros desdobramentos da Operação Lava Jato, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu proibir a doação de empresas para partidos políticos e candidatos.

“Eu tenho certeza que o que foi feito não era o que a gente sonhava, mas foi um grande avanço em relação ao que a gente esperava que fosse possível antes da votação. A gente sempre sonha com a mudança do sistema eleitoral, como por exemplo [a implantação] do [sistema] distrital misto, eu tinha muita esperança, achava que tinha votos para aprová-lo”, afirmou.

Numerado na Câmara como PEC 77/03, o projeto de criação do sistema distrital misto a partir de 2022, que combina o voto majoritário e o voto em uma lista preordenada feita pelos partidos, acabaria com o chamado “efeito Tiririca”. Atualmente, os deputados federais, estaduais e vereadores são eleitos com base no quociente eleitoral, que determina o número de votos necessários para eleger cada parlamentar e estabelece a quantidade de vagas a que cada partido tem direito. Dessa forma, caso uma legenda tenha candidato com um número consideravelmente alto de votos, outros políticos do mesmo grupo são eleitos, mesmo que tenham sido menos votados que candidatos de outros partidos.

A opinião do presidente da Câmara é semelhante à do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Segundo ele, a “reforma eleitoral possível” que foi aprovada melhora alguns pontos do atual sistema. “A institucionalização de dispositivos de crowdfunding [financiamento coletivo de campanhas na internet], a possibilidade do aproveitamento de sobras eleitorais pelos candidatos que tiverem melhor votação, a retirada do que seria um Refis para os políticos , que seria um absurdo o parcelamento de dívidas eleitorais, apresentam uma reforma que no todo não é a ideal, não é a melhor, mas que traz alguns mecanismos que melhoram o sistema político-eleitoral para o ano que vem”, avaliou.

Já o senador Cristóvam Buarque (PPS-DF) é mais pessimista. “Acho que essa reforma é escandalosa. Tem um ou outro avanço, mas é escandalosa. Não é isso que o Brasil precisa. O Brasil precisa de uma coisa muito mais substancial e mais séria. Tem um item ali que é clara provocação ao Supremo. No dia do Supremo decidir se é permitida, pela Constituição, candidatura sem partido, que a população quer, se vota para dizer que não é permitido", exemplificou, após a última votação no Senado, citando a decisão dos ministros do STF que ocorria no mesmo dia.

Responsável nos últimos dias por conduzir algumas votações em nome da liderança do governo, após deixar o PSB e se filiar ao PMDB, o senador Fernando Bezerra Coelho (PE) elogia o que foi aprovado. Ele cita como exemplos a criação da cláusula de barreira, que na prática reduzirá, até 2030, o número de partidos políticos, os limites para gastos em campanha e os critérios para a propaganda na internet.

“Ao regulamentar o uso da internet durante as campanhas, haverá mais transparência, e portanto criam-se regras mais equilibradas para todos que poderão entrar na disputa das eleições em 2018. Acho que avançamos muito. Não é a reforma que todos queríamos, a ideal. Queríamos ter avançado muito mais. Mas numa casa, como a Câmara, com mais de 26 partidos, e no Senado, com mais de 14, essa foi a reforma possível”, disse.

Com informações da Agência Brasil

Crises hídricas globais podem criar 'refugiados da água', diz ativista

Sistema Cantareira durante a crise hídrica em 2014"População de São Paulo teve sorte", diz Siegel. Na foto, responsável pelo abastecimento da capital, sistema Cantareira chegou a níveis críticos em 2014
A Bacia Amazônica e o Aquífero Guarani aguardam a chegada do advogado, escritor e ativista norte-americano Seth M. Siegel, que estará no Brasil no dia 16 para lançar, nos preparativos para a 1ª Festa Literária da PUC-SP, o livro Faça-Se a Água - A solução de Israel para um mundo com sede de água. O evento acontece entre 23 e 25 de outubro em São Paulo, no campus da universidade em Perdizes.
Em entrevista, Seth Siegel comenta contrastes entre a governança bem-sucedida de Israel para a água e as crises hídricas daqui. "A população de São Paulo tem sorte de certa forma. Recebeu uma segunda chance. Estes dias de melhor abastecimento de água quase certamente não durarão muito", analisa. Confira a entrevista:
CartaCapital: Seu livro "Faça-se a Água" trata da proximidade de uma crise global da água. Como descreveria o estágio atual dessa crise?

Seth Siegel: O governo dos Estados Unidos acredita que, até o ano 2025, 60% da massa terrestre mundial será afetada pela escassez de água. As mudanças climáticas, o crescimento da população, o aumento dos padrões de vida e a deficiência de infra-estrutura da água serão os principais impulsionadores desse problema. Isso levará a instabilidade em muitos lugares. Muitos países já estão sendo vítimas de escassez de água. O problema piora a cada ano.

CC: Que caminho acredita que o mundo está tomando no que diz respeito a isso? Há mais razão para esperança ou para pessimismo?

SS: Não há uma única resposta correta. Problemas de água são um indicativo de má governança. Nos países com boa governança, os problemas da água estão em grande parte controlados. Onde o governo não consegue olhar para a frente, haverá um problema, que pode crescer em uma crise.

CC: Por que seu livro elege Israel como exemplo de combate à crise da água? Como uma região tão conflagrada conseguiu obter sucesso num aspecto tão essencial da vida humana?
SS: Selecionei Israel porque tem o gerenciamento de água, a governança e a tecnologia mais sofisticados do mundo. Embora Israel esteja na região mais seca e tenha uma das populações de mais rápido crescimento do mundo, é notavelmente abundante em água. Gostaria de pensar que todos têm algo a aprender com o exemplo de Israel, e é por isso que decidi me concentrar no exemplo de Israel. Quanto à região, é verdade que o Oriente Médio está em chamas e no caos. Mas Israel foi devidamente chamado de vila em uma selva. O país goza de paz e prosperidade. É ainda mais notável que seja capaz de conseguir isso no meio de guerra, terror e anarquia.
CC: Qual sua expectativa em relação à vinda ao Brasil? Como vê o país, que vive um momento político dramático e altamente conflagrado, no enfrentamento às crises ambientais e à escassez de água?

SS: Uma das melhores maneiras de um governo construir confiança é que desempenhe a governança básica, com segurança nas ruas, água saudável e disponível, escolas e assim por diante. Espero que eu tenha a oportunidade de discutir a política da água com funcionários do governo, professores, estudantes, mídia e líderes empresariais. Mas também espero que minha filosofia de governança também possa ajudar na recuperação de confiança das pessoas no processo democrático e em líderes eleitos em processos justos.

CC: Temos aqui reservas do porte da Bacia Amazônica e do Aquífero Guarani. Que papel acredita que essas riquezas brasileiras poderiam vir a desempenhar nesse enfrentamento? Elas simbolizam também temas de soberania para nosso país, como seria possível equacionar politicamente eventuais conflitos de interesses globais e regionais?
SS: Uma das tragédias de fontes de água em massa, como a Amazônia, é que a água às vezes está disponível onde não é mais necessária, e onde é necessário a escassez é sentida. O Canadá tem uma enorme quantidade de água doce, mas é principalmente no Círculo Ártico e na Baía de Hudson. Poucas pessoas vivem nesses lugares. Não é prático construir um encanamento da Amazônia para São Paulo e outros grandes centros populacionais. É por isso que outras formas de tecnologia e governança são tão importantes. Os lugares secos precisam usar outras técnicas.

CC: O estado de São Paulo, no qual está a maior cidade da América do Sul, enfrentou recentemente uma grave crise hídrica. Pesquisadores alertam que as mudanças apontam para mais escassez nos próximos anos. Como vê essa situação? No futuro próximo do mundo poderemos vivenciar uma situação mais dramática, de êxodo em massa de grandes cidades?

SS: A população de São Paulo tem sorte de certa forma. Recebeu uma segunda chance. Estes dias de melhor abastecimento de água quase certamente não durarão muito. Este período deve ser usado para se preparar para a próxima seca, para que, quando houver, haja menos prejuízo para a economia e a vida das pessoas. Ninguém quer ver refugiados de água, pessoas que fogem de onde moram simplesmente por causa da falta de água para viver suas vidas.

Com informações da Revista Carta Capital

Temer sanciona fundo eleitoral bilionário e veta censura; veja as principais mudanças da minirreforma

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Temer sanciona minirreforma eleitoral no limite do prazo para que ela valha já em 2018
No limite do prazo para que as mudanças valham para as eleições de 2018, o presidente Michel Temer sancionou nesta sexta-feira (6), com vetos, os projetos da chamada reforma política – na verdade, como reconhecem vários legisladores, uma minirreforma eleitoral. Aprovadas no afogadilho nesta semana, uma vez que o princípio da anualidade tem início amanhã (sábado, 7), as matérias foram aprovadas pela Câmara e Senado em tensas sessões de plenário. O Palácio do Planalto confirmou que Temer sancionou a criação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), apelidado de “fundão eleitoral” no Congresso, fonte de custeio que colocará à disposição de partidos e candidatos ao menos R$ 1,7 bilhão já no próximo pleito, em outubro de 2018. Caberá ao contribuinte custear as campanhas via FEFC.
Sanção e vetos serão publicados em edição extra do Diário Oficial da União. Polêmica e apresentada pelo líder do Solidariedade na Câmara, Áureo Ribeiro (SD-RJ), foi vetada por Temer, como já havia sido sinalizado, a emenda de plenária que visava censurar informações na internet mesmo sem ordem judicial. O texto fala em remoção de conteúdos da rede após denúncia de “discurso de ódio, disseminação de informações falsas ou ofensa em desfavor de partido, coligação, candidato ou de habilitado (à candidatura)” – para Áureo, não se trata de censura, mas de mecanismo para “evitar uma guerrilha com fakes [conteúdo falso de internet]”.
A aprovação do dispositivo na Câmara, quando as discussões foram travadas em plenário até a madrugada de quarta para quinta-feira (5), provocou forte reação na sociedade. No Senado, a deliberação foi rapidamente realizada, sob protesto de diversos senadores. Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) protestaram contra a atuação dos congressistas: “A medida aprovada pelo Congresso é claramente inconstitucional, por se tratar de censura”.
Outros vetos foram operados por Temer. Entre eles o artigo que provocou controvérsia sobre a possibilidade de extinção do autofinanciamento dos candidatos. Em entrevista ao portal G1, o especialista em Direito Eleitoral Antônio Augusto Mayer dos Santos afirmou que o veto de Temer mantém a autorização para que o postulantes se autofinanciem nas campanhas desde de que seja obedecido “o novo limite fixado em lei para o cargo em disputa”.
Também foi vetado por Temer o novo limite de doações por pessoa física. A redação vetada estabelecia que o valor não ultrapassaria 10% do rendimento bruto declarado pelos respectivos doadores no ano anterior à eleição observada, com limite de dez salários mínimos – R$ 9.690 em 2018. Vetado o dispositivo, vale a regra que fixa como limite para doações desse tipo os 10% dos rendimentos brutos declarados no ano anterior ao pleito em questão – ou seja: para 2018, valem os rendimentos de 2017. Assim, cai a barreira de dez salários mínimos defendida por alguns parlamentares. “A declaração do IR é o parâmetro para o limite de doação da pessoa física”, resumiu Antônio Augusto.
Teto de gastos
Temer manteve os limites de gastos de campanha aprovados por deputados e senadores, além do fundo eleitoral com dinheiro público para bancar candidaturas. Doações e recursos do fundo eleitoral criado por iniciativa do Senado obedecerão às seguintes condições, de acordo com cada cargo eletivo pretendido:
- presidente da República: limite de R$ 70 milhões no transcurso de toda a campanha, sendo que metade desse montante será o teto de gastos para eventual segundo turno;
- governadores: entre R$ 2,8 milhões e R$ 21 milhões, a variar de acordo com o número de eleitores de cada estado. No segundo turno, também será considerada a metade desses valores;
- senadores: entre R$ 2,5 milhões e R$ 5,6 milhões, também segundo a quantidade de eleitores de cada estado;
- deputados federais: R$ 2,5 milhões, independentemente do estado em questão;
- deputados estaduais: R$ 1 milhão, também independentemente do estado.
Desempenho e coligação
Por terem sido aprovados por meio de proposta de emenda à Constituição (PEC), o fim das coligações partidárias e o estabelecimento de uma cláusula de desempenho nas urnas – algo que preocupa pequenos partidos – não são submetidos à sanção presidencial. Promulgada na última quarta-feira (4), essa parte da minirreforma eleitoral fixa normas sobre o acesso das legendas a recursos do fundo partidário e ao tempo de propaganda gratuita em rádio e TV.
Mudanças de ocasião
Pontos da minirreforma eleitoral aprovada pelos congressistas válida para as eleições de 2018
Cláusula de barreira. Pequenos partidos não terão acesso a financiamento público e tempo de TV. Para conseguirem esses benefícios, as legendas terão que ter o menos 1,5% dos votos, a chamada “cláusula de desempenho” ou “de barreira”. Devem ser atingidos com a medida 14 siglas: Os 14 partidos que não conseguiriam obter pelo menos 1,5% dos votos nacionais são PTdoB, PCO, PHS, PSL, PRP, PTN (Podemos), PEN (Patriotas), PSDC, PMN, PRTB, PTC, PSTU, PPL e PCdoB. Esse percentual de 1,5% subirá gradativamente até atingir 3% nas eleições de 2030;
Fundão. Os políticos terão acesso ao “Fundo Especial de Financiamento de Campanha”, o “Fundão”, para financiar suas campanha com pelo menos R$ 1,7 bilhão. Até 2014, antes da Operação Lava Jato e do cerco ao financiamento empresarial, o fundo partidário tinha apenas R$ 300 milhões. O Fundão será formado por dinheiro de renúncias fiscais da propaganda partidária, que fica extinta, e com 30% do valor hoje usado para emendas parlamentares, que, mal ou bem, costumam beneficiar o cidadão com obras locais de infraestrutura;
Coligações partidárias. A partir de 2020, as coligações partidárias ficarão extintas. Com isso, os partidos não podem se associar com o objetivo de somar votos entre si e terem mais chance de eleger mais parlamentares do grupo coligado – muitas vezes com ideologias opostas – para cadeiras no Legislativo;
Mudança de partido. Haverá uma “janela” todo mês de março em anos eleitorais para os candidatos mudarem de partido sem serem punidos. Nos outros meses, isso acarretaria infidelidade partidária e eles perderiam seus mandatos.

Com informações do Congresso em Foco