31 de maio de 2018

Como os presidenciáveis reagiram à greve dos caminhoneiros?

Ciro Gomes e Jair BolsonaroCiro pediu a demissão de Pedro Parente, enquanto Bolsonaro se disse contra uma intervenção militar
Em meio à greve dos caminhoneiros que paralisou estradas e comprometeu o abastecimento do país, os pré-candidatos ao Palácio do Planalto se manifestaram sobre a crise, alguns mais cedo, outros mais tarde.
Entre os primeiros a tratarem do assunto nas redes sociais, está Jair Bolsonaro, do PSL, que saiu na frente dos seus concorrentes ao postar um vídeo em seu Twitter na madrugada da segunda-feira, 21, primeiro dia da mobilização. 
Listando as dificuldades da categoria, o ex-militar declarou sua solidariedade aos caminhoneiros antes de o movimento ganhar forte repercussão. Não à toa, o deputado federal foi o único ator político das eleições a “conseguir congregar certa relevância do debate” no Twitter, segundo relatório da Diretoria de Análise de Políticas públicas da FGV, que analisou a rede entre os dias 20 e 25 de maio – primeira semana na greve.
Seu discurso, no entanto, se alterou conforme a mudança dos ventos. Sexta-feira, 25, quando a situação do abastecimento de alimentos, remédios e combustível nas cidades já se encontrava crítica, Bolsonaro afirmou que "infiltrados do PT, MTST e da CUT" eram responsáveis pelos bloqueios nas rodovias. Também passou a fazer críticas mais aos governos, atual e passado.
O apoio da população à greve também não passou batido. Após o governo anunciar que começaria a multar empresas e caminhoneiros, além de autorizar as forças de segurança a recolher veículos que obstruírem as vias, o ex-militar não perdeu tempo e tuitou:
Qualquer multa, confisco ou prisão imposta aos caminhoneiros por Temer/Jungmann, será revogada por um futuro presidente honesto/patriota.
Nesta terça-feira, 29, sem deixar de elogiar os caminhoneiros, Bolsonaro recuou e pediu em vídeo publicado no Twitter que o movimento desbloqueie as vias pois “todos começam a perder”. No balaio, citou parte importante do seu eleitorado, o agronegócio, que perdeu aves e grande parte da produção leiteira.
Parabenizo os caminhoneiros pela luta justa contra mazelas que atingem a população causadas pela corrupção enraizada em nosso país. Peço sabedoria para que tudo volte à normalidade antes que a situação piore e caia na conta de vocês o que é de total responsabilidade do governo.
À rádio BandNews, afirmou que “não colabora mais para esticar a corda” e declarou não defender a intervenção militar.
Em uma linha mais analítica, o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, veio à público com o tema da greve no quarto dia de mobilização, criticando a política de preços da Petrobras: 
A alta dos combustíveis é uma aberração que praticamente nega a razão de ser da própria existência institucional da Petrobras. A política de preços adotada está equivocada e desrespeita a sua estrutura de custos.
Em julho de 2017, a Petrobras passou a reajustar os valores dos combustíveis com a cotação do mercado internacional, que fez com que o produto sofresse variações diárias. Desde então, o preço do diesel vem subindo, o que motivou a greve da categoria. 
A crítica de Ciro, entretanto, ganhou maior repercussão nas redes sociais na noite de segunda-feira, 28, após sua participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, onde pediu a demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras.
Pedro Parente, para servir aos interesses estrangeiros, pratica uma política fraudulenta de preços na Petrobras.
Já o ex-presidente Lula, preso em Curitiba, tratou do tema de forma geral, na terça-feira, 29, segundo comissão de deputados federais que o visitou na sede da Polícia Federal. De acordo com os parlamentares, o petista comentou sobre sua preocupação com o desabastecimento e que os movimentos sociais permanecessem unidos. Nada mais que isso teria sido declarado.
Na mesma linha de Ciro, o pré-candidato do PSOL, Guilherme Boulos, e da Rede, Marina Silva, focaram as críticas a política de preço dos combustíveis do atual governo.
Gasolina a quase R$5 é resultado da desastrosa política de preços de Temer e Pedro Parente na Petrobrás. Subordinam a empresa pública aos lucros dos acionistas, com aumentos abusivos para a população. Por isso, o movimento grevista é legítimo. Os reajustes devem ser anulados já.
A gasolina sai das refinarias da Petrobrás a R$2,03/litro. Chega para a população com quase 3 vezes mais. É preciso rever a política de tributação, focando na renda e patrimônio. E sobretudo enfrentar a agiotagem das distribuidoras e postos. O governo não pode só ficar assistindo
Durante sabatina do UOL/Folha/SBT, na quinta-feira, 24. A presidenciável da rede defendeu a criação de um projeto que estabelece um teto para o valor do ICMS nesse tipo de produto. E no seu Twitter ressaltou a insatisfação popular ao governo Temer.
A greve dos caminhoneiros é mais uma demonstração da insatisfação generalizada de milhões de brasileiros contra os serviços públicos precários e todas as injustiças a que são submetidos diariamente.
A greve dos caminhoneiros é mais uma demonstração da insatisfação generalizada de milhões de brasileiros contra os serviços públicos precários e todas as injustiças a que são submetidos diariamente.
Ela lembrou ainda de sua bandeira, a sustentabilidade: “O Brasil tem vantagens comparativas e excelentes condições de atualizar sua matriz para combustíveis renováveis e menos poluentes, como o biodiesel, e não ficar refém das variações do mercado internacional de petróleo”, publicou em sua rede social.
Geraldo Alckmin, do PSDB, por sua vez só começou a falar do assunto no seu Twitter no oitavo dia da greve, segunda-feira, 28, quando defendeu a necessidade de haver um “colchão tributário” para proteger o governo de “grandes oscilações”.

Em novo post, no dia seguinte, o tucano publicou um vídeo afirmando que o governo federal demorou para compreender a gravidade da situação. E não deixou se colocar como o caminho da moderação entre “os radicais de direita e esquerda”. O pré-candidato chegou a cancelar sua agenda eleitoral por conta da greve.
O antigo aliado de Temer e também pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo DEM, Rodrigo Maia, foi direto ao ataque do emedebista. À imprensa declarou que o presidente dobrou a alíquota do PIS/Cofins em 2017. Na sexta-feira, 25, ele defendeu que o governo baixasse decreto zerando o PIS/Confins do diesel e voltando a alíquota anterior da gasolina e do etanol, reforçando sua posição em sua rede social
Acredito, desde o início, que a melhor saída para o impasse criado entre os grevistas e o governo, é reduzir ou zerar o PIS/Cofins cobrado sobre o diesel.

Por Marina Gama Cubas 
Com informações da Carta Capital

Safra de grãos deve crescer perto de 30% em 2018 no Ceará


A produção de amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, algodão herbáceo e sorgo deve registrar crescimento de 29,38% em relação a 2017. Segundo o relatório divulgado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) sobre a produção de sequeiro, a expectativa é que sejam colhidos 730.409,82 toneladas de grãos.
Comparado ao último ano, a cultura do sorgo forrageiro deve liderar os a safra de grãos. A expectativa é de que sejam colhidas 2.135,82 toneladas de sorgo, 136% a mais do registrado em 2017. A produção do algodão herbáceo deve atingir 1.113,55 toneladas e crescer 120,26% em relação ao ano passado, enquanto as safras de mamona e milho devem ser ampliadas em 31,48% e 31,63%.
Feijão (22,06%), amendoim (10,89%) e arroz (5,95%) seguem a tendência de crescimento positivo do balanço atualizado mensalmente.
Embora os números sejam positivos, a safra deste ano deve sair prejudicada pela baixa precipitação registrada entre março e a primeira quinzena de abril (veranico). “Isso acabou trazendo uma dificulda de para o processo de reservas hídricas e atrapalhou na manutenção das culturas”, explica o titular da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), Francisco de Assis Diniz.
Em relação à expectativa de janeiro de 2018, a produção de grãos sofreu um recuo de 19,63%, mais acentuada em relação ao milho (-20,65%), feijão (16,34%), arroz (-15,09%) e sorgo (-14,09%).

Por Roberto Moreira
Com informações do Diário do Nordeste

Prazo para vacinação contra febre aftosa é prorrogado para 15 de junho

Medida evita comprometer a imunização  do gado com os problemas na produção e distribuição de vacinas em decorrência da greve dos caminhoneiros.Medida evita comprometer a imunização do gado com os problemas na produção e distribuição de vacinas em decorrência da greve dos caminhoneiros.
O Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou aos estados a prorrogação até 15 de junho do prazo para vacinação do rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa que, pelo calendário, terminaria em 31 de maio. 
Correspondência do Ministério encaminhada aos estados em 29 de maio explica que a prorrogação tem o objetivo de evitar o comprometimento dos resultados da imunização dos rebanhos na etapa de vacinação de maio, tendo em vista que a greve geral dos caminhoneiros afetou vários setores, inclusive a produção e distribuição das vacinas. A correspondência ressalta que “a adequada vacinação dos rebanhos, entre outros fatores, depende de adequada oferta de vacinas ao produtor e de uma logística de transporte normal”.
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é o órgão do Governo de Minas Gerais responsável pela gestão das campanhas de vacinação dos rebanhos no estado.
“Com essa prorrogação estamos contribuindo para que os produtores que ainda não vacinaram seus animais possam realizar essa vacinação de forma adequada, garantindo o status que Minas possui de área livre de febre aftosa com vacinação obtido em 2008  junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”, argumenta o diretor-geral do IMA, Marcílio de Sousa Magalhães.
Minas Gerais deve vacinar na etapa de maio todo o rebanho de bovinos e bubalinos, independentemente da idade, o que soma cerca de 23,6 milhões de animais em todo o estado.
“A vacinação é obrigatória e o único meio de se prevenir contra a doença. A bovinocultura é um importante gerador de emprego e renda no estado, tendo exportado, no ano passado,  US$ 598 milhões em carne bovina”, ressalta Magalhães, lembrando que os escritórios do Instituto estarão aptos a esclarecer dúvidas dos produtores a partir da próxima semana.

Com informações do Jornal Hoje em Dia

Brasileirão: Na Arena Condá, Ceará perde para a Chapecoense por 2 a 0



Não deu para o Ceará contra a Chapecoense. Em jogo válido pela 8ª rodada do Brasileirão, o time de Santa Catarina venceu o Vovô por 2 a 0. Arthur Caike abriou o marcador e Canteros, de falta, ampliou para a Chape. Na competição nacional, o Ceará tem pela frente, agora, o Cruzeiro. A partida acontece no domingo, 03/06, na Arena Castelão.

“Não é tão simples perder três jogadores, tivemos cinco mudanças para esse jogo. Estamos tentando organizar a equipe e não vamos desistir. Não existe outra fórmula que não seja o trabalho forte. Nesses momentos, bate o desânimo, mas é importante acreditar que iremos reverter essa situação. Precisamos ficar unidos para que isso aconteça”, avaliou o técnico Jorginho, em coletiva de imprensa de pós-jogo.

O elenco alvinegro terá dois dias de treinos preparatórios. Ainda em Chapecó, o grupo que iniciou a partida fará trabalhos recuperativos antes do retorno à capital cearense. O restante do elenco fará trabalhos específicos de força e treinamento integrado em campo.

Com informações do cearasc.com