11 de junho de 2018

Trump retira ditador da Coreia do Norte do isolamento num degelo histórico cheio de dúvidas


Kim Jong-un e trump em SingapuraKim Jong-un e Trump posam para foto histórica. AP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, estão prestes a se sentar à mesa no luxuoso hotel Capella, em Singapura, para uma reunião sem precedentes: devido aos seus protagonistas, à forma extravagante como as negociações prévias foram conduzidas e ao seu significado. Ambos já chegaram ao local na noite desta segunda-feira - manhã de terça na Ásia - e cumprimentaram-se ante as bandeiras dos dois países num momento histórico envolto em uma expectativa global. A reunião que rompe o quase total isolamento internacional da Coreia do Norte cimenta o degelo em marcha, mas não elimina as graves dúvidas que rodeia o processo de desnuclearização do regime norte-coreano. O arsenal é o seguro de vida do regime norte-coreano e ainda está por se provar a real intenção de Pyongyang de se desfazer dele.

Se fracassarem, todas as opções voltarão ao tabuleiro. Se tiverem sucesso, começará um longo processo que - talvez, apenas talvez - levará ao desarmamento nuclear da Coreia do Norte. Um processo que pode durar mais de dez anos e custar bilhões de dólares. Poucos analistas acreditam que Pyongyang esteja verdadeiramente disposta a renunciar de maneira "completa, irreversível e verificável", como exige Washington, a um programa nuclear ao qual tem dedicado décadas, recursos econômicos significativos e inúmeros sacrifícios de sua população. Se concordar, será em troca de concessões gigantescas. E, se o fizer, tudo pode ir por água abaixo: uma vez adquirido o conhecimento necessário, poderia recriá-lo sempre que quisesse. A Coreia do Norte conta com uma equipe de 200 especialistas, segundo cálculos dos serviços secretos da Coreia do Sul.

A Coreia do Norte "pagou um preço muito alto para conseguir uma força poderosa e confiável que permita nossa defesa", destacou no mês passado sua vice-ministra de Relações Exteriores, Choe Son-hui.

Uma força considerável. De acordo com cálculos da Coreia do Sul, seu vizinho do norte destina 25% de seu orçamento, ou cerca de 10 bilhões de dólares por ano (36,8 bilhões de reais), para gastos militares. Os últimos testes de mísseis no ano passado, antes da moratória declarada unilateralmente, representaram um desembolso de cerca de 300 milhões de dólares (1,1 bilhão de reais).

Alguns especialistas estimam que a Coreia do Norte tenha entre 15 e 20 bombas nucleares. Esse número, segundo os serviços de inteligência dos EUA, pode chegar a 60. Essas armas têm um poder de destruição entre 10 e 25 quilotons, o equivalente às bombas atômicas que destruíram Hiroshima e Nagasaki em 1945. Em setembro do ano passado, Pyongyang completou seu sexto e até agora mais potente teste nuclear, uma bomba de hidrogênio de 100 a 250 quilotons de potência.

O plutônio e o urânio enriquecido necessários para essas armas são fabricados no Centro de Pesquisa Nuclear de Yongbyon. O especialista Sigfried Hecker estima que a Coreia do Norte tenha entre 20 e 40 quilos de plutônio e entre 175 e 645 quilos de urânio altamente enriquecido. O regime poderia produzir, segundo cálculos de especialistas, entre 30 e 60 bombas adicionais, entre três e sete a cada ano.

Para que essas bombas possam chegar a algum lugar, precisam de mísseis para transportá-las. O arsenal norte-coreano tem cerca de mil mísseis de diferentes alcances. Durante o mandato de Kim Jong-un, a Coreia do Norte completou quase cem testes, e que alcançaram um ritmo frenético no ano passado.

Depois de avançar nos últimos dois anos em um ritmo que surpreendeu especialistas, em julho e novembro do ano passado a Coreia do Norte testou com sucesso, pela primeira vez, mísseis intercontinentais capazes de atingir qualquer ponto do território norte-americano, como Kim teve o prazer de lembrar em seu primeiro discurso do ano. No entanto, não está comprovado que esses mísseis, quando carregados com uma ogiva nuclear, possam resistir sem se desintegrar em sua reentrada na atmosfera.

Entre todos os mísseis, a estrela é o Hwasong-15. Em seu teste de novembro -- o último antes de a Coreia do Norte ter declarado unilateralmente uma moratória -- atingiu uma altura de 4.475 quilômetros e percorreu uma distância de outros mil antes de cair no mar. Com esses dados, especialistas calcularam que poderia cobrir uma trajetória de 13.000 quilômetros.

Além disso, analistas acreditam que o país possua 200 mísseis Nodong, capazes de chegar ao Japão; 600 Scud, que podem alcançar a Coreia do Sul e parte do Japão, e pouco menos de 50 Taepodong e Musudan, que poderiam atacar Guam e partes da costa oeste dos EUA, segundo a organização Iniciativa de Ameaça Nuclear (NTI, na sigla em inglês).

Se criar este programa exigiu investimentos sem dimensões, livrar-se dele também não será barato. Um estudo realizado pela Universidade Kookmin, em Seul, estimou que os custos diretos e indiretos seriam de cerca de 20 bilhões de dólares (cerca de 73,7 bilhões de reais): 5 bilhões de dólares para o desmantelamento de bombas e instalações; outros 5 bilhões para a construção de dois reatores nucleares para produzir eletricidade, prometidos na época pelos Estados Unidos; e 10 bilhões de dólares para despesas indiretas, como reconstruir a economia norte-coreana e reconhecer técnicos nucleares em postos civis.

Outro relatório, do Centro para Segurança Internacional e Cooperação da Universidade de Stanford e assinado por Siegfried Hecker, estima que levará pelo menos uma década para concluir o processo. Isso, se não houver obstáculos. "A política pode atrasar a desnuclearização definitiva em até quinze anos", destacou autor.

Pyongyang assegura que deu um primeiro passo ao dinamitar seu centro de testes em Punggye-ri, ao norte de seu território, embora o site especializado 38 North considere que os danos nas entradas dos túneis sejam limitados. "Embora os procedimentos realizados pelos norte-coreanos dificultem a reutilização do local no futuro, recuperar o acesso aos túneis de teste concluídos nas áreas sul e oeste ainda pode ser possível", diz a análise.

Mesmo sem seu programa nuclear, o exército norte-coreano tem dimensões respeitáveis. Estima-se que, com 1,1 milhão de soldados - 5% da população -, seja o quarto do mundo (atrás da China, Índia e EUA). Centenas de mísseis no território norte-coreano apontam para a Coreia do Sul.

Segundo estimativas dos Ministérios de Defesa dos EUA e da Coreia do Sul, incluídas em um relatório do Conselho de Relações Exteriores (CFR) norte-americano, a Coreia do Norte tinha, entre 2015 e 2016, mais de 1.300 aeronaves, 300 helicópteros, 430 navios de combate, 250 navios anfíbios, 70 submarinos, 4.300 tanques, 2.500 veículos blindados e 5.500 lançadores múltiplos. Embora, de acordo com as estimativas de especialistas, uma boa parte desse equipamento seja obsoleta. Sanções internacionais impediram sua modernização.

Por Macarena Vidal Liy
Com informações do jornal El País

Redes sociais são aposta em pré-campanha no Ceará

Pré-candidatos ao Governo do Estado têm buscado atuação maior, em especial, no Facebook

Diante de um pleito eleitoral em que a figura do homem público está desacreditada por parte do eleitorado, as redes sociais na internet tendem a ser um mecanismo utilizado pelos pretensos candidatos para se aproximar das pessoas. Praticamente todos os pré-candidatos no Ceará já perceberam a importância dessas ferramentas e cada vez mais estão investindo tempo e recursos financeiros para aprimorar páginas em plataformas online.

O Facebook ainda é a rede social mais utilizada por políticos cearenses, visto sua abrangência em relação à população local. O período curto da campanha neste ano, que oficialmente terá apenas 45 dias de duração, e a falta de recursos para visitar todos os colégios eleitorais no Estado podem fazer, das redes sociais, ferramentas prioritárias para algumas candidaturas.

O Diário do Nordeste analisou páginas dos pré-candidatos ao Governo do Estado no Facebook, bem como de postulantes à Assembleia Legislativa e ao Congresso Nacional, para verificar como os políticos cearenses têm usado a plataforma durante a pré-campanha. Para os que vão disputar cargos majoritários, o foco tem estado em publicações sobre temas como Segurança, Saúde e geração de emprego. Já entre pretensos candidatos ao Legislativo, o importante é demonstrar proximidade com o eleitorado dos municípios que representam.

O governador Camilo Santana (PT) pretende disputar reeleição neste ano e, para isso, tem intensificado não só visitas ao Interior do Estado, para entrega de obras e assinatura de ordens de serviços, mas também a presença em redes sociais, nas quais assessores publicam de cinco a sete vezes diariamente.

No Facebook desde 2014, quando foi eleito, Camilo possui 323 mil “curtidas” e “curte” apenas outras duas páginas, a da primeira-dama, Onélia Santana, e a de um coletivo de fotografia, o “Arca Press”. Mais assíduo nas redes sociais do que os seus dois pretensos adversários, o governador, geralmente, divulga no Facebook ações como entregas de Areninhas, anúncios de investimentos na área de Segurança e inaugurações de escolas e outros equipamentos.

Ele também interage com seguidores, principalmente às terças-feiras, quando promove bate-papos transmitidos ao vivo, respondendo a perguntas e apresentando ações da gestão. É durante essas interações que o petista anuncia, por exemplo, a realização de concursos públicos.

O general Guilherme Theophilo (PSDB), aos poucos, vem se apresentando nas redes sociais como o pré-candidato da oposição no Ceará. No Facebook desde 2015, as principais postagens dele até março deste ano diziam respeito apenas a ações militares, principalmente, na Amazônia. Recentemente, o foco mudou e ele passou a fazer críticas ao Governo e apontar problemas dos cearenses.

Com 64 mil seguidores, a página do General Theophilo (como ele se apresenta nas redes sociais) passou por uma transformação. Saiu a imagem do militar de uniforme para o homem sorridente em roupas simples. Ele não “curte” outras páginas, mas o Facebook o relaciona com as páginas do Exército Brasileiro, do general Eduardo Villas Boas e de Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL a presidente.

Mudança

No dia 26 de março passado, o general decidiu encerrar suas atividades na rede social por conta do fim dos trabalhos à frente do Comando Logístico do Exército Brasileiro, e no dia 11 de maio voltou a utilizar sua página para perguntar aos seguidores sobre alternativas para melhoria da segurança no Ceará. No dia 13 de maio passado, ele anunciou a pré-candidatura ao Governo.

Desde que retomou o uso das redes sociais, em especial o Facebook, para divulgar atividades como pré-candidato, Theophilo somou 48 postagens (até ontem) em sua página, muitas delas ao lado de Tasso Jereissati e Capitão Wagner, únicos remanescentes da cúpula de oposição no Ceará que apostam na postulação do general. Nas últimas publicações, ele tem utilizado com frequência o termo “problemas”, principalmente ao tratar de visitas que fez a algumas regiões do Ceará, como o Cariri e a região Norte.

O socialista Ailton Lopes (PSOL) completou 40 anos em abril passado e anunciou, para os 23 mil seguidores no Facebook, que comemoraria seu aniversário na última sexta (8), para arrecadar recursos para o PSOL no Ceará.

O pré-candidato opina sobre assuntos em evidência na sociedade, como, mais recentemente, a paralisação dos caminhoneiros. É crítico da gestão Camilo Santana e de sua aliança partidária, que denomina como “condomínio eleitoral”. Também se opõe à oposição de Theophilo, visto que também é contrário às políticas adotadas pelo PSDB em âmbito nacional e local.

Deputados

Já os deputados estaduais, quase todos tentando reeleição, intensificaram não somente as visitas aos municípios do Interior, como também a participação nas redes sociais, principalmente, divulgando as incursões em seus colégios eleitorais. Governistas aproveitam também para registrar as participações em inaugurações de obras ao lado do governador. No entanto, poucos reclames de seguidores são respondidos de imediato pela maioria dos parlamentares.

Deputados estaduais pré-candidatos a vagas na Câmara Federal, como Rachel Marques (PT), Tomaz Holanda (PPS) e Capitão Wagner (PROS), já apresentaram no Facebook suas pretensões nesta postulação. Com exceção de Tomaz Holanda, os demais são muito atuantes. No Facebook, por exemplo, Wagner soma 259 mil seguidores.

Por Miguel Martins
Blog do Edison Silva
Com informações do Diário do Nordeste

FPM de junho depositado nas contas das prefeituras com crescimento de 36% em relação ao ano passado

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Na sexta-feira, 08 de junho, foi creditado nas contas das prefeituras brasileiras o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao 1º decêndio do mês. O valor é de R$ 3.443.137.726,95, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, incluindo o Fundeb, o montante é de R$ 4.303.922.158,69.


O valor inclui parte dos valores referentes à Classificação por Estimativa de Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Mas não há como mensurar o valor acrescido no FPM.
De acordo com os dados da Secretária do Tesouro Nacional (STN), o 1º decêndio de junho de 2018, comparado com mesmo decêndio de 2017, apresentou crescimento de 36,21% em termos nominais, ou seja, comparando os valores sem considerar os efeitos da inflação. Considerando o comportamento da inflação, observa-se que o FPM acumulado do ano de 2018 cresce 7,86% em relação ao mesmo período do ano anterior.



Repasse extra
Além disso, a STN divulgou, em Comunicado Extraordinário de 07 de junho, que os Municípios também irão receber um repasse extra de FPM no valor de R$ 3.349.318,62, já descontada a retenção do FUNDEB. Em valores brutos, este repasse corresponde a R$ 4.186.648,28 referentes à classificação por estimativa. O depósito também será feito nesta sexta-feira, 8 de junho.

Por Roberto Moreira
Com informações do Diário do Nordeste

Camilo anuncia nesta semana data do pagamento da primeira parcela do 13º dos servidores

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Mesmo com impactos da greve dos caminhoneiros na arrecadação, o governador Camilo Santana anunciará, nesta semana, a data do pagamento da 1ª parcela do 13º salário do funcionalismo (50%). A data da liberação do desembolso, por parte da Secretaria da Fazenda do Estado, será anunciada pelo governador  Camilo Santana.

Há expectativas de que ele faça isso durante seu bate-papo, de toda terça-feira, via página noFacebook, com os internautas.

Por falar em Sefaz, o titular da pasta, João Marcos Maia, cumprirá agenda, nesta segunda e terça-feira, no eixo São Paulo-Brasília. Ele ouve propostas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal que estão interessados em administrar a folha de pessoal do Estado.

DETALHE – Essa folha de pessoal está sob controle hoje do Bradesco.

Com informações do Blog do Eliomar de Lima

Gomes Farias é da Jovem Pan News



Gomes Farias foi recebido pelo presidente do Grupo Cidade, Miguel Dias Filho. (Foto: Lino Vieira/TV Cidade)
O radialista Raimundo Gomes Farias é o novo contratado do Grupo Cidade de Comunicação. Com anos de experiência, o locutor esportivo estará na Jovem Pan News, emissora que chega ao conglomerado este ano. O novo veículo entra no ar na quinta-feira (14). 
Gomes Farias, como é conhecido pelo público, iniciou sua carreira no rádio nos anos 50, quando foi aprovado em um concurso promovido pela Rádio Dragão do Mar. Ele ainda acumula passagens por outras emissoras, como Rádio Uirapuru, Assunção Cearense e Rádio Verdes Mares. 
Conhecido pelo jeito peculiar de narrar jogos, Gomes Farias foi homenageado pelo humorista Tom Cavalcante, através do personagem João Canabrava, que costumava falar rapidamente, tal qual a narração do comunicador. 
Além do trabalho no rádio, Raimundo Gomes Farias também foi deputado estadual.
Com informações do Cnews.com

9 de junho de 2018

A corrida contra o relógio dos partidos de centro para enfrentar Bolsonaro e Ciro

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Não depende do que as próximas pesquisas eleitorais apontarem. Seja qual for o resultado, ao menos sete partidos de centro-esquerda e centro-direita terão uma luta inglória até o fim de junho: desistir de suas candidaturas próprias ao Planalto e definir apoio a algum nome viável. O mais difícil nessa equação não seria a desistência em si, mas, sim, a escolha de um candidato competitivo. Com exceção de Jair Bolsonaro (PSL, que tem até 25%) e Ciro Gomes (PDT, que chega aos 12%), nenhum outro concorrente atingiu os dois dígitos nas pesquisas eleitorais - nem mesmo nos cenários pesquisados sem Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que dificilmente terá sua candidatura aceita por estar preso e condenado em segunda instância por corrupção.

Bolsonaro em Salvador, no dia 24 de maio.Bolsonaro em Salvador, no dia 24 de maio.  REUTERS

O cálculo feito por um grupo de 32 deputados, senadores, cientistas políticos e intelectuais é o de que a difusão de candidaturas só beneficia o que eles caracterizaram como extremos: Bolsonaro, pela extrema direita, e Ciro, pela esquerda. “Se não nos unirmos, teremos de escolher entre a catástrofe e o desastre. A catástrofe é o Bolsonaro. O desastre, o Ciro”, criticou o senador Cristóvam Buarque (PPS-DF), um dos articuladores do movimento denominado Polo Democrático e Reformista. Segundo esse parlamentar, o grupo busca um candidato que seja “responsável fiscalmente, progressista socialmente e democrata politicamente”. Nenhum dos que lideram as pesquisas, em sua opinião, tem essas três características. Esse é o segundo momento dessa discussão. O primeiro, ocorreu em abril, como registrou o EL PAÍS.

Assim que o novo manifesto do grupo foi lançado, o primeiro sinal que se deu foi o de que o documento seria um apoio ao nome de Geraldo Alckmin (PSDB) para a presidência. Mas três políticos procurados pela reportagem negaram esse fato. E foram além: analisaram que quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) topou encabeçar o movimento, acabou enfraquecendo ainda mais a campanha de Alckmin.

Cardoso chegou até a cogitar um apoio à Marina Silva (REDE). Mas ao disputar sua terceira eleição presidencial consecutiva, Marina disse que não foi procurada por ninguém e que continuará sendo independente. “Desde 2010 que, em consonância com o desejo de mudança que perpassa diversos setores da sociedade brasileira, venho fazendo o esforço de quebrar a polarização que levou o país a essa grave crise”, disse.

E, sem o tucano, qual seria o candidato? Eis a questão. “É um processo que ainda vai decantar”, explica o deputado federal por Minas Gerais e secretário nacional do PSDB, Marcus Pestana. A sua análise coincide com o que vem sendo discutido por dezenas de especialistas. Com tantos candidatos (hoje há entre 14 e 19 pretensos concorrentes ao Planalto), quem chegar aos 15% ou 16% de votos válidos estará no segundo turno.

Ciro Gomes, do PDT.Ciro Gomes, do PDT.  REUTERS

É algo parecido com o que ocorreu em 1989, quando o primeiro colocado, Fernando Collor (então no PRN), teve 30%, e o segundo, Lula (PT), atingiu 17%. “Tínhamos cinco candidatos de uma mesma ideologia. O melhor colocado deles foi Mário Covas, com 11%. Os outros, juntos, somaram 12%. Se estivéssemos unidos, estaríamos no segundo turno”, afirmou Pestana.

Essa corrida contra o relógio é fundamental para os políticos desse grupo. Entre 20 de julho e 5 de agosto, ocorrem as convenções que escolherão os candidatos. Antes, disso, contudo, os acordos já têm de estar selados. Desde que apresentaram o manifesto na terça-feira passada, outros 20 deputados e senadores se comprometeram a assiná-lo. Se o ritmo de adesões não aumentar, dificilmente terão sucesso. “Trouxemos o assunto para o debate. Agora, depende do diálogo entre os candidatos. É óbvio que todo candidato acha que vai ganhar. Mas eles têm de pensar mais no país que neles mesmos”, completou Pestana.

Uma das parlamentares que analisaram o documento, mas não foram convidadas a se juntar ao grupo, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) diz concordar com a tese defendida por seus colegas. No entanto, acha que a teoria é mais real do que a prática, neste momento. “Não consigo visualizar na prática nenhum possível pré-candidato desistindo num ato talvez até de desprendimento em busca de uma alternativa única de centro”, afirmou Tebet, que é a líder de seu partido no Senado.

Conforme ela, o MDB dificilmente abrirá mão da candidatura do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao menos por enquanto. “Ele nos mostrou pesquisas qualitativas que nos animaram. Mas temos de esperar as próximas semanas”.

Líder do Governo na Câmara e um dos caciques do PP, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) também diz que a proposta de unificação é interessante. Mas chega tarde. “Teremos uma campanha curta. Se começarmos a discutir nome agora, vamos acabar escolhendo alguém que ainda terá de se firmar. O tempo está findando”. Ribeiro diz ainda que, naturalmente, os partidos retirarão as candidaturas para evitar derrotas acachapantes nas urnas. “O próprio dia a dia vai forçar os próprios partidos a se posicionarem”.

Enquanto não há definição, os defensores de um enxugamento nas candidaturas se deparam com uma onda que pode atrapalhar seus planos. No PSD, uma pré-candidatura que era dúvida está se consolidando, a do ex-ministro Guilherme Afif Domingos. Seu empecilho seria o presidente da legenda, o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, que prefere um acordo com Geraldo Alckmin. No PR, o empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, tenta se apresentar como uma alternativa.

Além disso, entre os emedebistas, voltou a se especular o nome de Nelson Jobim como concorrente. Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, ex-deputado federal, ex-ministro da Justiça e da Defesa, Jobim é apontado como um político experiente que poderia costurar alianças importantes. Mas nem ele mesmo ainda demonstrou interesse na disputa. As próximas semanas, serão cruciais para saber o número aproximado de concorrentes ao principal cargo da República brasileira.

Por Afonso Benites
Com informações do El País

Estes são os oito vulcões mais perigosos da América Latina

A erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala é uma das mais graves dos últimos anos na América Latina. As últimas décadas se caracterizaram na região por uma forte atividade vulcânica. O país centro-americano é parte do chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, a área com a maior concentração de vulcões ativos do planeta. Canadá, Estados Unidos, México, El Salvador, Nicarágua, Honduras, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Bolívia, Peru, Equador, Argentina e Chile também fazem parte dos países na borda leste do Cinturão de Fogo, que chega até as costas da Ásia.

Segundo Lilia Arana, vulcanóloga da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), estes são alguns dos vulcões mais perigosos da América Latina. Não só por seu potencial explosivo como também pela sua proximidade com assentamentos humanos.

Popocatépetl (México)

Estes são os oito vulcões mais perigosos da América Latina

Este estratovulcão é o segundo mais alto do México. Com 5.426 metros de altura, o Popocatépetl (“montanha que fumega”) é um vulcão ativo localizado a 72 quilômetros da Cidade do México, no estado de Puebla. É geologicamente jovem, e um dos mais ativos do país.

Em 1994 uma erupção com gases e cinzas a altas temperaturas provocou a desocupação do povoado vizinho. Calcula-se que 25 milhões de pessoas vivam a menos de 100 quilômetros do Popo. A última erupção registrada foi em 2000, quando o vulcão lançou grandes quantidades de material incandescente, com uma forte coluna de fumaça e cinzas.

Santa María (Guatemala)

Estes são os oito vulcões mais perigosos da América Latina

Situado no departamento de Quetzaltenango, na Guatemala, este vulcão tem 3.772 metros de altitude. Também é um estratovulcão – como aliás a maioria deles, formados por múltiplas camadas de lava e piroclastos endurecidos que se acumulam a grandes alturas. Em 1902 teve uma das maiores erupções do século XX, depois de 500 anos adormecido. Estima-se que durante a erupção, na qual 6.000 pessoas morreram, Quetzaltenango ficou coberta por mais de meio metro de cinzas, e a coluna de fumaça alcançou os 30 quilômetros de altura. Na língua k’ich’e, seu nome significa “vulcão nu”.

Momotombo (Nicarágua)

Estes são os oito vulcões mais perigosos da América Latina

Este vulcão nicaraguense de 1.258 metros de altura fica no departamento de León, perto do lago Manágua (ou Xolotlán), e seu nome significa “grande cúpula fumegante”. Os especialistas o qualificam como um vulcão relativamente jovem, com 4.500 anos de idade. A última erupção deste estratovulcão começou em 2 de dezembro de 2015 e continua até hoje, após 110 anos de silêncio. A coluna de gases e cinzas que lançou chegou aos 8 quilômetros de altura e afetou várias comunidades de seus arredores.

Arenal (Costa Rica)

Estes são os oito vulcões mais perigosos da América Latina

Seu atual período de atividade começou em 1968 e não cessou desde então. Com 1.633 metros de altura, é um dos vulcões mais famosos e o mais jovem da Costa Rica – estima-se que tenha 7.500 anos. Até 50 anos atrás, considerava-se que o Arenal estava extinto, mas então seu repentino despertar acabou com a vida de 87 pessoas e destruiu os povoados do Tabacón, Pueblo Nuevo e San Luis. Durante sua erupção, lançou grandes quantidades de lava, cinza e rochas que chegaram a distâncias de mais de um quilômetro, com velocidades de 600 metros por segundo.

Nevado del Ruiz (Colômbia)

Estes são os oito vulcões mais perigosos da América Latina

A 140 quilômetros de Bogotá ergue-se o Nevado del Ruiz, um vulcão de 5.321 metros que faz parte da Cordilheira dos Andes. Sua parte superior se caracteriza por abrigar geleiras, apesar de ficar a apenas 500 quilômetros do equador terrestre. Na época pré-colombiana, os povos originários o chamavam de Tama (que significava “pai maior”), Cumanday (“monte branco”) e Tabuchía (“vela”). Suas erupções se caracterizam pela geração de lahares (água e lama com partículas suspensas de rochas e material piroclástico, que arrasa tudo que encontra à sua passagem). Esse fenômeno aconteceu em 1985, quando a erupção do Nevado derreteu a camada de gelo. A lama causou a morte de 23.000 pessoas e sepultou por completo a cidade de Armero.

Villarrica (Chile)

Estes são os oito vulcões mais perigosos da América Latina

Trata-se de um dos vulcões com mais registros de erupções na América do Sul. Fica perto dos lagos Villarica, Calafquén e da cidade de Pucón. Com seus 2.840 metros de altura, é parte da cordilheira dos Andes meridionais. Em 1971, os lahares causados por uma violenta erupção deixou 25 mortos e vários desaparecidos. Em 1984, dois rios de lava obrigaram a retirar a população da região, mas sem que houvesse prejuízos humanos ou materiais. A última erupção registrada ocorreu em março de 2015.

Reventador (Equador)

Estes são os oito vulcões mais perigosos da América Latina

Fica a 90 quilômetros de Quito, capital do Equador. Este estratovulcão teve, segundo os especialistas, pelo menos 16 períodos eruptivos desde 1541. A atividade atual começou em 2002, com uma fase explosiva e uma coluna de fumaça que se elevou a 16 quilômetros. Tem 3.562 metros de altura, e sua última erupção ocorreu em dezembro de 2017.

Misti (Peru)

Estes são os oito vulcões mais perigosos da América Latina

É de um dos sete vulcões ativos do Peru. Está a 17 quilômetros do centro da cidade de Arequipa, no sul do país. Tem 5.822 metros de altura, e sua última erupção teve lugar em 1985. Os especialistas o consideram o vulcão mais perigoso do país andino, por estar muito próximo a um núcleo urbano importante. Arequipa é a segunda maior cidade peruana, atrás apenas de Lima, a capital.

Por Almudena Barragán
Com informações do El País

Sem celular até os 15 anos: França quer lei para proibir telefone nas escolas

Garota francesa consulta seu celular na sala de aula.Garota francesa consulta seu celular na sala de aula. AFP
A mudança na redação da lei é sutil e a discussão, bizantina, mas o simbolismo é forte: a França quer proteger a escola da onipresença das telas.
A Assembleia Nacional adotou nesta quinta-feira uma emenda para proibir nas salas de aula, no pátio e nas atividades extracurriculares o uso de telefones celulares a partir do próximo ano letivo. A proibição se aplica às escolas do nível fundamental (primário e intermediário), até os 15 anos, e não inclui o ensino médio. Deixa margem a cada estabelecimento para regular a aplicação da norma: onde guardar os telefones (em um armário ou na carteira escolar) ou como punir os que desobedecerem. E permite exceções para o uso pedagógico dos aparelhos.
A lei responde a uma promessa eleitoral do presidente Emmanuel Macron. Traduz na prática a filosofia educativa do ministro da área, Jean-Michel Blanquer, partidário do regresso aos fundamentos tradicionais e convencido de que a sala de aula é “uma pequena república, onde se aprende a escutar, a entender um ao outro, a cooperar e saber o que está em jogo na vida coletiva”, como escreve em seu último livro, Construisons Ensemble L’École de la Confiance (Construamos juntos a escola da confiança, sem tradução no Brasil).
A lei, que ainda depende de votação no Senado, foi aprovada com os votos da maioria presidencial. A proposta consiste em modificar o artigo 515 do Código da Educação, adotado em 2010. O texto original dizia: “Nas escolas maternais, nas escolas elementares e nos colégios, a utilização durante a atividade de ensino e nos lugares previstos pelo regulamento interno, por parte de um aluno, de um telefone celular está proibida”. O novo texto corrige: “Com exceção dos locais onde, nas condições em que for preciso, o regulamento interno o autorize expressamente, o uso de um telefone celular por parte de um aluno está proibido nas escolas maternais, nas escolas elementares e nos colégios”.
Captar a diferença entre as duas leis exige um desses exercícios de análise de texto que constituem um código de identidade do sistema educacional francês. Segundo a oposição, a lei é uma “operação de comunicação”, pura gestualidade política sem efeitos tangíveis. A metade das unidades já aplicava a proibição. A maioria presidencial argumenta que o novo texto fornece uma base jurídica mais sólida para enfrentar um problema que a legislação atual deixou sem resolver. Um total de 93% dos menores entre 12 e 17 anos na França tem telefone celular. Os legisladores alegam que os celulares favorecem o assédio na Internet e expõem os alunos a imagens de violência e pornografia, além de reduzirem a concentração. O problema, acrescentam, não é apenas sua presença nas classes, mas no pátio, onde “pode se tornar nefasto ao reduzir a atividade física e limitar as interações sociais entre os alunos”.
Blanquer explica em seu livro o objetivo da lei, mais ambiciosa do que o texto deixa entrever. Trata-se, escreve, de “recuperar o uso razoável do aparelho [...] e propor a nossos filhos uma experiência de vida na qual a tela não seja o centro”. A lição vale para os alunos e para os adultos.
Com informações do Jornal El País

Receita libera R$ 118 milhões para 54.258 contribuintes no primeiro lote de restituições 2018 no Ceará

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A Receita Federal libera nesta sexta-feira (8) a consulta ao primeiro lote de restituição do Imposto de Renda de 2018. No Ceará, o montante a ser restituído a 54.258 contribuintes pessoa física é de R$ 118,049 milhões no primeiro lote de restituições do imposto de renda.

Conforme a Receita Federal, foram beneficiados no primeiro lote os contribuintes com idade acima de 60 anos ou com alguma deficiência física, mental ou doença grave.

No total, a Receita vai creditar R$ 119, 81 milhões na sexta-feira (15) nas contas de 54.627 cearenses, considerando restituições relativas a declarações entregues entre os anos de 2011 e 2017 que também serão pagas neste lote.

A Receita informou que a restituição fica disponível no banco por um ano. O contribuinte que não fizer o resgate no prazo deve solicitar o pedido de pagamento pela internet, no site do órgão.

Consultas
O contribuinte pode consultar se restituição foi liberada na página da Receita Federal na internet; pelo 'Receitafone' 146; ou cadastrar na página da Receita um celular para envio gratuito de mensagem SMS com indicação da data de pagamento.

Caso o valor não seja creditado, o beneficiário poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento, por meio do telefone 0800-729-0001 e 0800-729-0088.

Com informações do G1 CE

Ceará tem 19 cidades com risco de surto de dengue, zika e chikungunya

Aedes aegypti possui o corpo preto e com manchas brancas (Foto: Pixabay/Divulgação)Aedes aegypti possui o corpo preto e com manchas brancas (Foto: Pixabay/Divulgação)

O Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) indica que 19 dos 184 municípios cearenses (10,3%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya.

Esses municípios têm índice de infestação predial (IIP) acima de 4%, o que representa risco de surto das três doenças. O LIRAa indica ainda alerta para surto em outros 64 municípios (34,8) entre eles, está Fortaleza. Nestas cidades, o Índice de Infestação Predial (IPP) está entre 1% e 3,9%.

O índice de infestação predial (IIP) com taxas inferiores a 1% são consideradas satisfatórias. De 1% a 3,9%, há situação de alerta. Quando a taxa é igual ou maior a 4%, há risco de surto de doenças transmitidas pelo Aedes, segundo o Ministério da Saúde.

"O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida", alerta o Ministério da Saúde.

Casos no Ceará
De acordo com Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), com registros até 2 de junho, foram confirmados 2.444 casos das três doenças: dengue, zika e chikungunya. Foram 1.605 casos de dengue, 15 de dengue grave, que resultou em nove mortes; 22 casos de zika, dos quais três em gestantes; e 802 casos de chikungunya. As três doenças têm o mosquito Aedes aegypti como vetor.

Segundo o Ministério da Saúde, para 2018, a previsão é que o orçamento de vigilância em saúde para os estados chegue a R$ 1,9 bilhão. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya. O recurso é repassado mensalmente a estados e municípios.

Cidades com risco de infestação

Pereiro, Crateús, Pacoti, Boa Viagem, Aracoiaba, Quixadá, Baturité, Parambu, Chaval, Farias Brito, São Luís do Curu, Itatira, Viçosa do Ceará, Ererê, Itapiúna, Canindé, Quixeramobim, Capistrano e Campos Sales.

Cidades em situação de alerta
Icó, Barreira, Granja, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte, Pindoretama, Reriutaba, São Gonçalo do Amarante, Senador Sá, Tabuleiro do Norte, Baixio, Cedro, Guaiúba, Ipaumirim, Itapagé, Redenção, Saboeiro, Salitre, Assaré, Barroquinha, Fortaleza, Pedra Branca, Uruburetama, Horizonte, Ipu, Monsenhor Tabosa, Pacatuba, Ararendá, Hidrolândia, Jucás, Tejuçuoca, Maracanaú, Ipaporanga, Pacajus, Solonópole, Caririaçu, Granjeiro, Ocara, Pentecoste, Marco, Varjota, Martinópole, Mulungu, Alto Santo, Itaitinga, Moraújo, Caridade, Maranguape, Novo Oriente, Tianguá, Mucambo, Tauá, Caucaia, Acarape, Senador Pompeu, Barbalha, Choró, Chorozinho, Jaguaretama, Milhã, Altaneira, Catarina, Ibicuitinga e Crato.

Com informações do G1 CE

Morre Maria Esther Bueno, maior tenista brasileira

Rio de Janeiro -  A ex-tenista Maria Esther Bueno durante a divulgação do uniforme e de seu nome como participante do revezamento da tocha olímpica no Comitê Rio 2016, na Cidade Nova, centro do Rio.

Morreu nesta sexta-feira (8), aos 78 anos, Maria Esther Bueno, considerada a maior tenista do país. Ela estava internada, desde maio, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, para tratar um câncer que se espalhou no organismo. Nos últimos dias, o estado de saúde dela agravou-se. O hospital não forneceu mais informações. 
Paulista, Maria Esther Bueno começou a jogar tênis na infância. Junto com os pais e o irmão frequentou desde cedo o Clube Tietê, na capital paulista, onde o tênis era o principal passatempo da família.
Aos 14 anos, se tornou campeã brasileira. E chamou a atenção do mundo ao conquistar o tradicional Torneio de Wimbledon, em 1959, quando tinha 19 anos. A vitória inédita de uma brasileira valeu desfile em carro aberto pelas ruas de São Paulo, homenagem do presidente Juscelino Kubitschek e um selo comemorativo dos Correios.
No total, venceu sete vezes o torneio de Forest Hills, nos Estados Unidos, e Wimbledon, na Inglaterra. Primeira tenista de fora dos Estados Unidos a ganhar os torneios de Wimbledon e U.S. Nationals no mesmo ano, Maria Esther foi uma das oito atletas que venceram três vezes os torneios britânico e americano.
Foi a 12ª tenista mais vitoriosa nas disputas individuais em Grand Slams, com sete títulos individuais e 12 em duplas femininas e duplas mistas. Com tantas vitórias, ocupou o primeiro lugar no ranking internacional em  1959, 1960, 1964, e 1966.
>> Veja entrevista que Maria Esther Bueno concedeu à Agência Brasil em 2016
Em seu perfil no Hall da Fama, Maria Esther destacou que o maior momento de sua carreira foi a primeira vitória em Wimbledon. "Foi um pouco inesperado, por eu ser muito nova, por vir do Brasil, onde só tínhamos quadras de saibro, não tínhamos tido a chance de jogar na grama. Então, vencer foi uma grande surpresa."
Na época em que ela se destacou no esporte, o tênis não era uma modalidade olímpica – saiu dos Jogos em 1924 e só retornou em 1988. Em 1968, ano em que a brasileira sofreu com contusões, já na fase final da carreira, o tênis participou da Olimpíada da Cidade do México, mas apenas como demonstração.
* Colaborou Leonardo Zanon Catto, da TV Brasil
Por Camila Boehm e Renata Giraldi 
Com informações da Agência Brasil

Receita libera consulta a primeiro lote de restituição do IR 2018

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Será liberada hoje (8), a partir das 9h, a consulta ao primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2018. O lote contempla também restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2017, informou a Receita Federal.

O crédito bancário para 2.482.638 contribuintes será feito no dia 15 de junho, totalizando R$ 4,8 bilhões. Terão prioridade para receber a restituição 228.921 idosos acima de 80 anos, 2.100.461 contribuintes entre 60 e 79 anos e 153.256 com alguma deficiência física ou mental ou doença grave.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora, orientou a Receita.

Há ainda aplicativo para tablets e smartphones que facilita a consulta às declarações e à situação cadastral no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não resgatar nesse prazo, deverá fazer um requerimento, pela internet, utilizando o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá entrar em contato pessoalmente com qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento, por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Com informações da Agência Brasil

São Bento recebe o Fortaleza em duelo dos invictos na Série B

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São Bento e Fortaleza se enfrentam neste sábado pela 10ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro num duelo que coloca frente a frente as duas equipes que ainda estão invictas na competição. Porém, mesmo com os dois clubes ainda não sabendo o que é ser derrotada na competição, as situações na tabela são bastantes distintas.
Pelo lado do mandante, o Azulão pode até não ter sido derrotado na competição, mas a campanha com apenas duas vitórias e sete empates não deixa a equipe paulista numa situação tão boa na tabela. Com 13 pontos conquistados, os paulistas aparecem apenas na nona colocação. Mesmo assim, a situação pode melhorar com apenas um resultado, já que no caso de uma rodada com resultados do interesse do clube, a equipe pode até mesmo entrar no G4.
Dentro de campo, o técnico Paulo Roberto só tem uma dúvida na hora de escolher um lateral esquerdo para a sua equipe. Isso porque as três primeiras opções do treinador não estão disponíveis por motivos diferentes. Dessa forma, a expectativa é de que o treinador improvise o atacante Marquinhos, que já atuou na posição na época de base no Santos.
Já pelo lado do Fortaleza a situação é mais tranquila. Líder isolado da competição, a equipe de Rogério Ceni deseja manter o nível alto de atuação e seguir com resultados positivos para aumentar ainda mais o recorde já batido de melhor início de uma equipe na história da competição.
Com 23 pontos conquistado em nove jogos, a equipe cearense já está com oito pontos de vantagem em relação ao primeiro clube fora da zona de classificação para o acesso a primeira divisão, e cinco à frente do segundo colocado.
Como desfalque, o Tricolor de Aço terá apenas o seu treinador, Rogério Ceni, que cumpre suspensão automática após ser expulso no empate da última rodada contra o Vila Nova. Apesar de comandar a equipe nos treinamentos durante a semana, o comandante não poderá ficar à frente da equipe durante a partida.
FICHA TÉCNICA
SÃO BENTO x FORTALEZA 

Local: Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba (SP)
Data: 09 de Junho de 2018, sábado
Horário: 16h30 (Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (FIFA – MT)
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (FIFA – BA) e Eduardo Goncalves da Cruz (MS)

SÃO BENTO: Rodrigo Viana; Lucas Farias, João Paulo, Douglas Assis e Marquinhos (Maicon Souza); Doriva, Dudu Vieira e Rodolfo; Lucas Crispim, Everaldo e Ronaldo.
Técnico: Paulo Roberto

FORTALEZA: Marcelo Boeck; Tinga, Diego Jussani, Ligger e Bruno Melo; Jean Patrick, Derley, Marlon, Dodô e Edinho; Gustavo
Técnico: Rogério Ceni

Com informações da Gazeta Esportiva

5 de junho de 2018

Buscando ampliar o recorde, Fortaleza visita o Vila Nova pela Série B

O Fortaleza vem fazendo história nessa Série B. Com a vitória no último final de semana, a equipe comanda por Rogério Ceni atingiu a marca de melhor início de uma equipe na história da competição. Para seguir nesse ritmo e ampliar ainda mais essa marca, o Leão viaja até Goiânia, onde encara o Vila Nova pela nona rodada da competição.
Com 22 pontos conquistados em oito partidas – sete vitórias e um empate, a equipe cearense superou o início de campanha do Guarani de 2009, que possuía a mesma pontuação porém apresentava um saldo de gols pior. Apesar do recorde, o técnico Rogério Ceni prefere não pensar muito nisso e focar apenas no acesso no final das 38 rodadas.
Gustagol é o artilheiro do time na Série B com seis gols marcados (Foto: Pedro Chaves/Fortaleza)
“É um bom início de campeonato. Mas a história fala de quem vence e conquista os objetivos no final. É importante essa pontuação na somatória dos pontos na parte final. Ninguém imagina nunca ganhar sete de oito. Talvez na Inglaterra, na Espanha, alguém imagine, mas aqui, não. Agora, o que vai contar é quando a gente somar isso e subir no fim”, avaliou.
Mesmo vivendo um momento espetacular, o treinador não garantiu que manterá a sua equipe na partida desta terça. Isso porque o treinador está preocupado com a sequência desgastante do torneio e conta com a regularização dos novos contratados.
Pelo lado do Vila Nova, a ideia é recuperar os pontos considerados perdidos na última rodadas, já que jogou melhor mas acabou derrotado para o vice-líder CSA. Além disso, a equipe quer deixar claro que o início arrasador do Tigre no começo da competição não foi apenas um momento bom.
Hmerson Maria quer retomar as vitórias no Vila Nova (Foto: Douglas Monteiro / Vila Nova)
Na sétima colocação, a equipe vem de uma sequência de quatro partidas sem vitória e vem despencando na tabela de classificação. Mesmo assim, os atuais 13 pontos conquistados fazem com que apenas uma vitória já recoloque a equipe em condições de entrar no G4, dependendo dos resultados da rodada.
FICHA TÉCNICA

VILA NOVA x FORTALEZA

Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)

Data: 04 de junho de 2018, terça-feira
Horário: 21h30 (Brasília)
Árbitro:  Vinicius Furlan (SP)
Assistentes: Alberto Poletto Masseira (SP) e Vitor Carmona Metestaine (SP)

VILA NOVA: Mateus Pasinato; Maguinho, Naylhor, Diego Giaretta, Anderson Luís, Geovane, Wellington Reis, Mateus Anderson, Alan Mineiro, Reis e Ramon

Técnico: Hemerson Maria

FORTALEZA: Marcelo Boeck; Tinga, Diego Jussani, Ligger e Bruno Melo; Jean Patrick, Derley, Marlon, Dodô e Edinho; Gustavo

Técnico: Rogério Ceni

Com informações da Gazeta Esportiva

4 de junho de 2018

Lisca assume o comando técnico do Ceará

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O Ceará S.C já tem um novo nome para o comando do time. O técnico Lisca, 45 anos, fechou com o Vovô e assumirá a equipe daqui em diante. O treinador se junta ao elenco alvinegro, na noite dessa segunda-feira, 04/06, no Rio de Janeiro, e já deve comandar o time contra o Botafogo, próximo adversário do Ceará no Brasileirão.

Dos 28 jogos que esteve à frente do Ceará, Lisca venceu 17, empatou 6 e perdeu 5. O aproveitamento do técnico pelo Vovô é de 67,86%. 

Confira a ficha ténica do treinador:
Luis Carlos Cirne Lima de Lorenzi
apelido: Lisca
nascimento: 11/08/1972 (45 anos)
naturalidade: Porto Alegre/RS
clubes: Ulbra/RS, Brasil de Pelotas/RS, Porto Alegre/RS, Luverdense/MT, Caxias/RS, Novo Hamburgo/RS, Juventude/RS, Náutico/PE, Sampaio Corrêa/MA, Internacional/RS, Joinville/SC, Paraná/PR, Guarani/SP, Criciúma/SC e Ceará/CE.

Com informações do cearasc.com