26 de junho de 2016

Febre Chikungunya - Causas, Sintomas e Tratamentos

Sinônimos: febre chicungunha
Febre Chikungunya é uma doença parecida com a dengue, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. Seu modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus.
Seus sintomas são semelhantes aos da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a grande diferença da febre chikungunya está no seu acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.
A febre chikungunya teve seu vírus isolado pela primeira vez em 1950, na Tanzânia. Ela recebeu esse nome pois chikungunya significa “aqueles que se dobram” no dialeto Makonde da Tanzânia, termo este usado para designar aqueles que sofriam com o mal. A doença, apesar de pouco letal, é muito limitante. O paciente tem dificuldade de movimentos e locomoção por causa das articulações inflamadas e doloridas, daí o “andar curvado”.
Os mosquitos transmitiam a doença para africanos abaixo do Saara, mas os surtos não ocorriam até junho de 2004. A partir desse ano, a febre chikungunya teve fortes manifestações no Quênia, e dali se espalhou pelas ilhas do Oceano Índico. Da primavera de 2004 ao verão de 2006, ocorreu um número estimado em 500 mil casos.
A epidemia propagou-se do Oceano Índico à Índia, onde grandes eventos emergiram em 2006. Uma vez introduzido, o CHIKV alastrou-se em 17 dos 28 estados da Índia e infectou mais de 1,39 milhão de pessoas antes do final do ano. O surto da Índia continuou em 2010 com novos casos aparecendo em áreas não envolvidas no início da fase epidêmica.
Os casos também têm sido propagados da Índia para as Ilhas de Andaman e Nicobar, Sri Lanka, Ilhas Maldivas, Singapura, Malásia, Indonésia e numerosos outros países por meio de viajantes infectados. A preocupação com a propagação do CHIKV atingiu um pico em 2007, quando o vírus foi encontrado no norte da Itália após ser introduzido por um viajante com o vírus advindo da Índia.
As taxas de ataque em comunidades afetadas em recentes epidemias variam de 38% a 63% e, embora em níveis reduzidos, muitos casos destes países continuam sendo relatados. Em 2010, o vírus continua a causar doença em países como Índia, Indonésia, Myanmar, Tailândia, Maldivas e reapareceu na Ilha Réunion.
Casos importados também foram identificados no ano de 2010 em Taiwan, França, Estados Unidos e Brasil, trazidos por viajantes advindos, respectivamente, da Indonésia, da Ilha Réunion, da Índia e do sudoeste asiático.
Atualmente, o vírus CHIKV foi identificado em ilhas do Caribe e Guiana Francesa, país latino-americano que faz fronteira com o estado do Amapá. Isso quer dizer que a febre chikungunya está migrando e pode chegar ao Brasil, onde os mosquitos Aedes aegypti e o Aedes albopictus têm todas as condições de espalhar esse novo vírus.


Getty Images
Febre chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aedypti

Causas

A febre chikugunya não é transmitida de pessoa para pessoa. O contágio se dá pelo mosquito que, após um período de sete dias contados depois de picar alguém contaminado, pode transportar o vírus CHIKV durante toda a sua vida, transmitindo a doença para uma população que não possui anticorpos contra ele. Por isso, o objetivo é estar atento para bloquear a transmissão tão logo apareçam os primeiros casos.
O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito adulto vive em média 45 dias. Uma vez que o indivíduo é picado, demora no geral de dois a 12 dias para a febre chikungunya se manifestar, sendo mais comum cinco a seis dias.
A transmissão da febre chikungunya raramente ocorre em temperaturas abaixo de 16° C, sendo que a mais propícia gira em torno de 30° a 32° C - por isso ele se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. A fêmea coloca os ovos em condições adequadas (lugar quente e úmido) e em 48 horas o embrião se desenvolve. É importante lembrar que os ovos que carregam o embrião do mosquito transmissor da febre chikungunya podem suportar até um ano a seca e serem transportados por longas distâncias, grudados nas bordas dos recipientes e esperando um ambiente úmido para se desenvolverem. Essa é uma das razões para a difícil erradicação do mosquito. Para passar da fase do ovo até a fase adulta, o inseto demora dez dias, em média. Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após se tornarem adultos. Depois, as fêmeas passam a se alimentar de sangue, que possui as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos.
O mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar, transmitindo a febre chikungunya, nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte. No entanto, mesmo nas horas quentes ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem durante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois não dói e nem coça no momento. Por ser um mosquito que voa baixo - até dois metros - é comum ele picar nos joelhos, panturrilhas e pés.
Além de transmitir dengue e febre chikungunya, a fêmea do Aedes aegypti também passou a carregar o vírus responsável pela febre Zika.

Fatores de risco

A febre chikungunya pode afetar pessoas de todas as idades e ambos os sexos. Entretanto, a apresentação clínica é conhecida por variar de acordo com a idade, sendo os muito jovens (neonatal) e idosos os mais afetados pelas manifestações graves da doença. Além da idade, as comorbidades (doenças subjacentes) também vêm sendo identificadas como fator de risco para pior evolução da doença.
A maioria das infecções por CHIKV que ocorre durante a gravidez não resulta na transmissão do vírus para o feto. Existem, porém, raros relatos de abortos espontâneos após a infecção maternal por febre chikungunya. Aqueles infectados durante o período intraparto podem também desenvolver doenças neurológicas, sintomas hemorrágicos e doença do miocárdio. Anormalidades laboratoriais incluíram testes de função hepática aumentados, plaquetas e contagem de linfócitos reduzidos e níveis de protrombina diminuídos.
Indivíduos maiores de 65 anos tiveram uma taxa de mortalidade 50 vezes superior quando comparados ao adulto jovem (menores de 45 anos de idade). Apesar de não ser claro por que os adultos mais velhos têm um risco aumentado para doença mais grave, pode ser devido à frequência de comorbidades ou resposta imunológica diminuída.

 sintomas

Sintomas de Febre Chikungunya

O período de incubação da febre chikungunya varia de dois a 12 dias. Muitas pessoas infectadas com CHIKV não apresentarão sintomas. O quadro clínico é muito semelhante ao da dengue, e os sintomas de febre chikungunya são:
  • Febre
  • Dor nas articulações
  • Dor nas costas
  • Dor de cabeça.
Outros sintomas incluem:
  • Erupções cutâneas
  • Fadiga
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Mialgias.
Os sintomas comuns de chikungunya são graves e muitas vezes debilitantes, sendo as mãos e pés mais afetados. No entanto, pernas e costas inferiores frequentemente podem estar envolvidas.

Febre chikungunya x Dengue

A febre chikungunya apresenta um quadro muito parecido com os sintomas da dengue. Entretanto, é importante diferenciar o diagnóstico das duas doenças, uma vez que a dengue é mais grave e seu tratamento pede um acompanhamento mais próximo. Também foram registrados casos em que as duas doenças ocorreram ao mesmo tempo.
Observações de surtos prévios na Tailândia e na Índia têm demonstrado as principais características que distinguem o CHIKV de dengue. Na febre chikungunya, o choque ou hemorragia grave são raramente observados. O início é mais agudo e a duração da febre é muito mais curta.
Embora as pessoas possam se queixar de dor corporal difusa na presença na dengue, a dor é muito mais pronunciada e localizada nas articulações e tendões nos casos de febre chikungunya.

 diagnóstico e exames

Diagnóstico de Febre Chikungunya

Se você suspeita de febre chikungunya, vá direto ao hospital ou clínica de saúde mais próxima. O diagnóstico deverá ser feito por meio de análise clínica e exame sorológico (de sangue). A partir de uma amostra de sangue, os especialistas buscam a presença de anticorpos específicos para combater o CHIKV no sangue. Isso indicará que o vírus está circulando pelo seu corpo e que o organismo está tentando combatê-lo.
Para diferenciar febre chikungunya da dengue, outros exames podem ser feitos:
  • Testes de coagulação
  • Eletrólitos
  • Hematócrito
  • Enzimas do fígado
  • Contagem de plaquetas
  • Teste do torniquete: amarra-se uma borrachinha no braço para prender a circulação. Se aparecerem pontos vermelhos sobre a pele, é um sinal da manifestação hemorrágica da dengue
  • Raio X do tórax para demonstrar efusões pleurais.

 tratamento e cuidados

Tratamento de Febre Chikungunya

Atualmente, não há tratamento específico disponível para a febre chikungunya. Para limitar a transmissão do vírus, os pacientes devem ser mantidos sob mosquiteiros durante o estado febril, evitando que algum Aedes aegypti o pique, ficando também infectado.
É importante apenas tomar muito líquido para evitar a desidratação. Caso haja dores e febre, pode ser receitado algum medicamento antitérmico, como o paracetamol. Em alguns casos, é necessária internação para hidratação endovenosa e, nos casos graves, tratamento em unidade de terapia intensiva.
Como na dengue, pacientes com febre chikungunya devem evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou que contenham a substância associada. Esses medicamentos têm efeito anticoagulante e podem causar sangramentos. Outros anti-inflamatórios não hormonais (diclofenaco, ibuprofeno e piroxicam) também devem ser evitados. O uso destas medicações pode aumentar o risco de sangramentos.

 convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

A mortalidade por febre chikungunya é muito pequena. Entretanto, um aumento na taxa de óbito absoluto foi relatado durante as epidemias de 2004-2008 na Índia e na Ilha Maurício.
Após os primeiros dez dias, a maioria dos pacientes sentirá uma melhora na saúde geral e na dor articular. Porém, após este período, uma recaída dos sinais pode ocorrer com alguns pacientes reclamando de vários sintomas reumáticos. Isso é muito comum entre dois e três meses após o início da doença. Alguns pacientes também podem desenvolver distúrbios vasculares periféricos, como a síndrome de Raynaud. Além dos sintomas físicos, a maioria dos pacientes reclama de sintomas depressivos, cansaço geral e fraqueza.
Estudos da África do Sul mostraram que 12%-18% dos pacientes terão sintomas persistentes de 18 meses a três anos. Em estudos mais recentes na Índia, a proporção de pacientes com sintomas persistentes em dez meses após o início da doença foi de 49%, enquanto dados da Ilha Reunión demonstraram que 80%-93% dos pacientes se queixam de sintomas persistentes três meses após o início da doença, reduzindo para 57% aos 15 meses e 46% aos dois anos.
O sintoma persistente mais comum é dor nas articulações decorrentes de inflamação, geralmente as mesmas articulações afetadas durante os estágios agudos. Outros sintomas, como cansaço e depressão, podem persistir após a fase aguda da doença.
Entre os fatores de risco para não recuperação estão idade avançada (mais de 65 anos), problemas de articulação pré-existentes e doenças agudas mais graves.

 prevenção

Prevenção

O mosquito Aedes aegypti é o transmissor do vírus e suas larvas nascem e se criam em água parada. Por isso, evitar esses focos da reprodução desse vetor é a melhor forma de prevenir a febre chikungunya! Veja como eliminar o risco:

Evite o acúmulo de água

O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d'água e cisternas.

Coloque areia nos vasos de plantas

O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que e o prato se torne um criadouro de mosquitos.
Ralos pequenos de cozinhas e banheiros raramente tornam-se foco de febre chikungunya devido ao constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água sanitária. Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água estagnada em seu interior. Nesse caso, o ideal é que ele seja fechado com uma tela ou que seja higienizado com desinfetante regularmente.

Limpe as calhas

Grandes reservatórios, como caixas d'água, são os criadouros mais produtivos de febre chikungunya, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.

Coloque tela nas janelas

Embora não seja tão eficaz, uma vez que as pessoas não ficam o dia inteiro em casa, colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra o mosquitoAedes aegypti. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Lagos caseiros e aquários

Assim como as piscinas, a possibilidade de laguinhos caseiros e aquários se tornarem foco de febre chikungunya deixou muitas pessoas preocupadas. Porém, peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos. O cuidado maior deve ser dado, portanto, às piscinas que não são limpas com frequência.

Seja consciente com seu lixo

Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.

Uso de repelentes

O uso de repelentes, principalmente em viagens ou em locais com muitos mosquitos, é um método paliativo para se proteger contra a febre chikungunya. Recomenda-se, porém, o uso de produtos industrializados. Repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem grau de repelência forte o suficiente para manter o mosquito longe por muito tempo. Além disso, a duração e a eficácia do produto são temporárias, sendo necessária diversas reaplicações ao longo do dia, o que muitas pessoas não costumam fazer.

Suplementação vitamínica do complexo B

Tomar suplementos de vitaminas do complexo B pode mudar o odor que nosso organismo exala, confundindo o mosquito e funcionando como uma espécie de repelente. Outros alimentos de cheiro forte, como o alho, também podem ter esse efeito. No entanto, a suplementação deveria começar a ser feita antes da alta temporada de infecção do mosquito, e nem isso garante 100% de proteção contra a febre chikungunya. A estratégia deve se somar ao combate de focos da larva do mosquito, ao uso do repelente e à colocação de telas em portas e janelas, por exemplo.
  •  fontes e referências

    • Stefan Cunha Ujvari, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz
    • Ministério da Saúde
    • Modificado a partir de: UJVARI, Stefan Cunha. Pandemias - A humanidade em risco; Editora Contexto, 2011; P53-69.
  • minhavida.com

25 de junho de 2016

Após cinco anos, Vila e Goiás voltam a protagonizar clássico pela Série B

Cinco anos depois, Vila Nova e Goiás novamente frente a frente na Série B. Desde 2011, o principal clássico goiano estava restrito ao estadual, mas neste sábado volta à cena no Campeonato Brasileiro. A bola rola a partir das 16h no estádio Serra Dourada.

Mandante, o Vila tem campanha levemente superior. É 13º colocado com 13 pontos, mas vem de derrota para o Criciúma por 3 a 2. O Goiás está duas posições abaixo: ocupa o 15º lugar com 12. Só que o Alviverde ganhou as duas últimas partidas: bateu Avaí (2x0) e Bragantino (1x0). Além disso, não perdeu nenhuma vez para o rival no Goianão desta temporada: foram duas vitórias e um empate em três jogos ao longo da campanha que levou o clube ao título.

Estádio Serra Dourada - Atlético-GO x Vila Nova (Foto: Sílvio Túlio / GloboEsporte.com)Serra volta a receber clássico entre Vila e Goiás pela Série B após cinco anos (Foto: Sílvio Túlio/GloboEsporte.com)

Os dois clubes contam com técnicos contratados há pouco tempo. No Vila, Guilherme Alves soma apenas dois jogos - uma vitória e uma derrota. No Goiás, Léo Condé ganhou duas e perdeu uma em três partidas à frente da equipe. Os dois são novatos no clássico. O mesmo não acontece com David, único remanescente dos duelos de 2011. Na época, porém, o volante jogava pelo Tigre.

Guilherme tem três desfalques, dentre eles o capitão Robston, vetado pelo departamento médico. Os outros são o lateral Marcelo Cordeio, também lesionado, e o zagueiro Vinícius Simon, suspenso. Douglas Assis e Reginaldo são as novidades. Já Condé não pode contar com o meia Jhon Cley, machucado. Desta forma, o experiente volante Wendel retorna à formação titular.

Vila Nova x Goiás
Data: 25/6 (sábado)
Local: Serra Dourada, em Goiânia
Horário: 16h

Árbitro: Marielson Alves Silva (Asp.Fifa/BA)
Assistentes: Leone Carvalho Rocha (GO) e Márcio Soares (GO)

Escalação do Vila Nova: Wagner Bueno; Jefferson Feijão, Douglas Assis, Anderson e Patrick; Reginaldo; Luiz Fernando, Victor Bolt, Jean Carlos e Roger; Fabinho. 
Técnico: Guilherme
Desfalques: Robston e Marcelo Cordeiro, lesionados, e Vinícius Simon, suspenso.
Pendurados: Reginaldo, Jefferson Feijão e Marcelo Cordeiro

Escalação do Goiás: Renan; Johnatan, Anderson Sales, Wesley Matos e Jefferson; Willian, Wendel, David e Léo Sena; Rossi e Rafhael Lucas. 
Técnico: Léo Condé
Desfalques: Jhon Cley e Daniel Carvalho, em recuperação de lesão.
Pendurados: Anderson Salles, David, Wesley Matos, Johnatan e Rossi

Por Goiânia

Ceará x Náutico – Vovozão precisa vencer o Timbu pra sonhar com G4

Ceará volta a campo neste sábado para se manter no G4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Jogando na Arena Castelão, em Fortaleza, o clube recebe o Náutico às 16h30, pela 12ª rodada da competição. O confronto é determinante na briga pelo acesso, já que o CRB também estará em campo para enfrentar o líder Vasco no estádio Rei Pelé.

Com 18 pontos, o Timbu aparece na sexta posição e está apenas a dois do Ceará, que tem 20 e fecha o G4 ao lado do Criciúma, que também tem 20. Do outro lado, o Vovozão pode se aproximar ainda mais do Vasco, que tem 25 e se isolou na ponta. O CRB, adversário dos cariocas, somam 19 e estão na quinta posição.
POR ENQUANTO É ISSO
O técnico Sérgio Soares fechou o último treino nesta sexta-feira antes de entrar em regime de concentração para o confronto. Sem poder contar com a presença da imprensa, ele testou seus comandados e terá todos os jogadores a sua disposição, inclusive o goleiro Lauro, que foi oficialmente apresentado durante a semana, mas que ainda deve ser banco de Éverson.
“Estou muito feliz de estar representando uma equipe de tanta tradição. Nós, jogadores, temos o objetivo de terminar o ano da maneira como o torcedor quer, na primeira divisão. Podem contar com minha vontade, profissionalismo e experiência. Quero ajudar aos meus companheiros e receber o apoio deles. Quero treinar forte para poder contribuir para levar o Ceará à elite do futebol brasileiro”, comentou o novo goleiro do Ceará.

QUE TROCAS...
Para o próximo compromisso diante do Ceará, o técnico Alexandre Gallo não poderá contar ainda com quatro jogadores do Náutico. Os volantes Maylson, Rodrigo Souza e Eurico e o atacante Taiberson estão todos entregues ao Departamento Médico e nem viajam com o restante do elenco para Fortaleza. “Fizemos a nossa logística diferente da habitual. A volta para o Recife ficaria desgastante. Por isso, viemos para São Paulo para fazer a recuperação”, comentou o supervisor Mauro Branco.
Por outro lado, o treinador tem a volta do atacante Bergson, que cumpriu a suspensão automática pelo terceiro amarelo, e o meia Hugo, que deve finalmente estrear no time titular. O jogador entraria como um falso nove, revezando entre o sistema de criação e um pivô no meio dos zagueiros adversários. Gustavo Henrique também pode entrar como volante.

Futebol Interior

24 de junho de 2016

Morre aos 81 anos o empresário cearense Ivens Dias Branco

Ivens Dias Branco falece aos 81 anos (FOTO: Divulgação)
Ivens Dias Branco falece aos 81 anos (FOTO: Divulgação)
Morreu, nesta sexta-feira (24), o empresário Ivens Dias Branco. O falecimento aconteceu durante uma cirurgia cardíaca em São Paulo. O cearense listado entre os 10 mais ricos do Brasil completaria 82 anos em agosto.
Ivens Dias Branco era presidente do Conselho Administrativo da M. Dias Branco. Natural de Cedro, fez da padaria do pai um gigante dos negócios, que hoje reúne milhares de funcionários em instalações em diferentes estados. Em 1953, Ivens começou a trabalhar com Manuel, seu pai, imigrante português, e, em menos de três décadas, transformou a Padaria Fortaleza em um dos maiores complexos industriais da América Latina.
Perfil
Francisco Ivens de Sá Dias Branco nasceu em 1934, tinha 81 anos. Em um estado pobre, Ivens construiu um mar de oportunidades e capitaneou o crescimento industrial e econômico. As raízes do grupo atravessaram o Atlântico.
De Portugal, onde nasceu o pai, Manuel Dias Branco, veio para o Brasil. Anos depois, a família se instalou em Fortaleza e fincou as bases do desenvolvimento de um dos maiores conglomerados econômicos da América Latina a partir de uma pequena padaria. Hoje, o grupo M. Dias Branco é um dos dez maiores produtores de massas e de biscoitos em todo o mundo.
Líder nacional no setor, as marcas e os produtos, como a Fábrica Fortaleza e a Richester, fazem parte da vida do cearense. No primeiro trimestre de 2016, o grupo teve receita de R$ 1,1 bilhão.
Casado com Maria Consuelo, teve cinco filhos. Visionário, é considerado o primeiro bilionário da região Nordeste. A fortuna de quase R$ 10 bilhões foi apontada pela revista Forbes como uma das 20 maiores do Brasil.
Tribuna de Honra
O primeiro perfilado do Tribuna de Honra foi Ivens Dias Branco em 2014. O projeto do Sistema Jangadeiro homenageou personalidades cearenses que contribuíram para o desenvolvimento do estado. Confira o material publicado sobre o empresário.
Entrevista
A entrevista ao Tribuna de Honra duraria 40 minutos. Mas Ivens falou muito mais – ao todo, uma hora e meia. Em apenas uma resposta, discorreu meia hora. Não sem motivo. Quando o assunto é a M. Dias Branco, os olhos dele brilham. Sua empresa foi seu orgulho. Passados 60 anos de trabalho, o cearense se tornou referência nacional no mundo dos negócios. Um exemplo de quem saiu do chão ao topo.
Documentário
Bastidores
Durante os bastidores da entrevista para o documentário, o ex-presidente do Grupo M. Dias Branco, topou fazer uma pegadinha com Pedro Germano, torcedor do Ceará, que não aceita produtos da empresa com o nome do time rival.
Durante produção do documentário, Tribuna de Honra visitou o museu da M. Dias Branco.
Confira a linha do tempo do empresário:
1934

Nasce Francisco Ivens de Sá Dias Branco, no Cedro.

1936

Manuel se muda para Fortaleza e adquire a Padaria Imperial, na avenida Visconde do Rio Branco.

1940

Razão social da empresa se torna M. Dias Branco & Irmãos.

1951

É construída a Padaria Fortaleza, na rua João Cordeiro.

1953

Manuel se desentende com irmãos e convida Ivens a ser sócio.

1957

Ivens se casa com Maria Consuelo Saraiva Leão.

1967

Ivens assume o comando da empresa.

1976

Empresa compra terreno da futura sede, no Eusébio.

1978

Lançada a linha de biscoitos Richester.

1980

Todas as atividades passam a funcionar no Eusébio.

1992

É inaugurado o Moinho Dias Branco, que passou a fabricar insumos.

1995

Morre Manuel Dias Branco, em Aveiro, Portugal.

2002

É inaugurada a divisão Gorduras e Margarinas Especiais (GME), que fabrica insumos.

2003

M. Dias Branco adquire a Adria, dona das marcas Isabela, Basilar e Zabet. É inaugurado o Terminal Portuário Cotegipe, na Bahia, além do Grande Moinho Aratu.

2005

É inaugurado o Grande Moinho Tambaú, na Paraíba.

2006

M. Dias Branco abre 25% de seu capital na bolsa de valores.

2008

A empresa compra a Vitarella.

2011

Em novas aquisições, o grupo assume o controle das marcas Pilar, Estrela, Pelaggio e Salsito.

2012

Em outra aquisição, o grupo assume o Moinho Santa Lúcia, das marcas Predilleto e Bonsabor.

2014

Ivens Dias Branco deixa a presidência executiva e assume a presidência do conselho da M. Dias Branco. Em seu lugar, fica o filho Ivens Júnior.

2016

Morre Ivens Dias Branco.
Tribuna do Ceará

22 de junho de 2016

Campanha na internet para baixar preço faz Temer liberar importação do feijão

Para baixar o preço do feijão nos supermercados, o governo federal decidiu liberar a importação do produto de países vizinhos do Mercosul: Argentina, Paraguai e Bolívia. O presidente em exercício Michel Temer anunciou a decisão em seu Twitter depois que uma campanha pela redução do preço do alimento ganhou força no microblog. A #TemerBaixaOPreçoDoFeijão está entre os assuntos mais comentados da rede social.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mede a variação nas capitais, o preço do feijão subiu 33,49% no ano até maio. No acumulado dos últimos 12 meses até maio, a alta é de 41,62%.
Em nota, o Planalto diz que Temer fez a requisição ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi. O ministro disse também que está sendo estudada a possibilidade de trazer o produto do México, após a assinatura de um acordo sanitário, e da China.
Questões climáticas que resultaram na perda de praticamente todas as safras no Centro-Oeste do Brasil ocasionaram uma queda na oferta e um aumento na demanda, fazendo com que os preços do feijão subissem.


Tweet Michel Temer
Tweet Michel Temer(@MichelTemer/Twitter)

Ainda segundo a nota, outra medida que está sendo tomada é de negociar com grandes redes de supermercado para que busquem o produto onde há maior oferta.
"Pessoalmente tenho me envolvido nas negociações com os cerealistas, com os grandes supermercados, para que eles possam fugir do tradicional que se faz no Brasil, e ir diretamente à fonte onde tem esse produto e trazer. E à medida que o produto vai chegando no Brasil, nós temos certeza que o preço cederá à medida em que o mercado for abastecido", diz Maggi.
Estoques - Segundo o Radar On-line de VEJA, no governo, também há uma avaliação que não é somente a sazonalidade do grão que tem elevado os preços. Acredita-se que há produtores segurando o estoque justamente para lucrar com a alta.
Dada a baixa durabilidade do feijão, a importação também colocaria pressão para que estes produtores liberem seus estoques e tenham de negociar bons preços para a venda.
(Da redação)
Veja

Com “moral”, Netinho acerta volta ao Guarani de Juazeiro

Netinho já iniciou os treinos (Foto: Blog do Fabiano Rodrigues)
Netinho já iniciou os treinos (Foto: Blog do Fabiano Rodrigues)
Com importantes passagens pelas categorias de base do Guarani de Juazeiro, o atacante Netinho está de volta ao clube. O jogador se apresentou nesta terça-feira e participou do treinamento com bola no CT do Leão. Apesar de estar sem jogar desde que deixou o Floresta, Netinho teve sua estreia confirmada pelo novo técnico Jorge Luis para domingo, contra o Parnahyba.
Netinho fez 14 gols no Campeonato Cearense Série B deste ano e dividiu a artilharia do torneio com Moré (também do Floresta) e Roney (do Ferroviário). Irmão do atacante Arthur (hoje no Santa Cruz), o atacante vestiu as camisa do Icasa, Guarany de Sobral, Cianorte, Ríver e Salgueiro.
Aos 30 anos de idade, Netinho chega para quarta passagem pelo Guarani de Juazeiro. Ao todo, o atacante soma 57 jogos com a camisa rubronegra e 25 gols marcados. O ápice pelo Leão do Mercado foi em 2011, quando conquistou a Taça Padre Cícero e ficou com o vice-campeonato estadual (anotou 12 gols no torneio).
Blog do Fabiano Rodrigues

Diretoria do Guarani de Juazeiro acerta com novo treinador

Jorge Luiz assume o Leão na Série D (Foto: Divulgação)
Jorge Luiz assume o Leão na Série D (Foto: Divulgação)
O substituto do técnico Edson Leivinha já foi definido pela diretoria do Guarani de Juazeiro. Jorge Luís, que estava no Paraíba de Cajazeiras, será o treinador rubronegro. O acerto se estende apenas até o final da participação do Leão do Mercado no Campeonato Brasileiro Série D, já que o novo comandante tem um acordo verbal para dirigir o Crato na Taça Fares Lopes.
Além do acerto com o Crato, Jorge Luís renovou contrato com o Paraíba de Cajazeiras para 2017 e vai voltar ao time no final do ano para iniciar a pré-temporada. “Fico feliz de ter meu trabalho reconhecido, voltar ao Guarani é uma porta que se abre e espero fazer um bom trabalho e brigar ainda pela classificação”, comentou o técnico ao Blog do Fabiano Rodrigues.
Jorge Luís (que foi jogador do clube na década de 80) já comandou o Guarani de Juazeiro em outras oportunidades, além de ter passado por outros clubes do Cariri como Crato, Icasa e Barbalha. O treinador havia dado uma pausa na carreira para assumira a secretaria de esportes de Barbalha, mas voltou aos gramados este ano, quando trabalhou no Sousa e no Paraíba. Aliás, o novo técnico do Leão do Mercado já conquistou dois Campeonatos Paraibanos (2003 com o Atlético de Cajazeiras e 2007 com o Nacional de Patos).
Blog do Fabiano Rodrigues

Após a saída de Francisco Diá o Campinense já tem um novo técnico.

 O Campinense já tem um novo técnico. Menos de 12h após a saída do técnico Francisco Diá, a diretoria rubro-negra agiu rápido e encontrou o substituto do bicampeão paraibano.

Embora o presidente William Simões tenha optado por não confirmar o nome do profissional na coletiva da tarde de ontem, nesta terça-feira (21) o dirigente vai anunciar a chegada do gaúcho Paulo Moroni, de 55 anos, que estava atuando no Parnahyba do Piauí, atual terceiro colocado do Grupo A-6 da Série D.

A rapidez na escolha tem um motivo: entre maio e junho do ano passado, quando deixou o Piauí Esporte Clube durante o estadual, o treinador fez uma espécie de estágio com o colega Francisco Diá no Campinense.

Moroni participou como expectador de toda a preparação da Raposa na reta final do Paraibano 2015, ocasião em que o Rubro-Negro sagrou-se campeão do seu centenário.

O período em que praticamente morou na concentração do estádio Renatão aproximou o treinador do presidente William Simões e encaminhou uma oportunidade que está se concretizando agora.

Formado técnico em 1997, na Escola de Educação Física do Exército (Esefex), no Rio de Janeiro, Paulo Moroni já trabalhou em quase 20 clubes, dentre os quais Treze e Botafogo-PB.

Em 2011, inclusive, no Belo, o técnico foi contratado para assumir o cargo deixado por Diá, seu amigo particular. Situação que se repete agora.

Na ocasião, não teve uma passagem tão marcante, mas conseguiu levar o Alvinegro da Estrela Vermelha à segunda fase da Copa do Brasil, eliminado o Vitória da Bahia em pleno Barradão.

Tetracampeão piauense, com taças pelo Flamengo, no Piauí, duas vezes, e Parnahyba, Moroni praticamente polarizou sua carreira naquele Estado e no Rio Grande do Norte, onde trabalhou em América de Natal, ABC, Baraúnas (campeão em 2006), Santa Cruz e São Gonçalo.

Comandou também Central de Caruaru, em rápida passagem, Confiança-SE e Bacabau-MA.

Em 2011, pelo Santa Cruz-RN, o gaúcho chegou às oitavas de final da Série D, fase em que viu seu time ser eliminado pelo Treze.

A chegada de Paulo Moroni em Campina Grande está prevista para a noite desta terça-feira.

Nesse caso, ele só vai ter dois dias para trabalhar a equipe que encara o Fluminense de Feira-BA, domingo, no Joia da Princesa.

A Raposa está em situação delicada na Série D, com um ponto em dois jogos, na lanterna do Grupo A-9.

O desafio de Pualo Moroni será colocar o Campinense na zona de classificação da Quarta Divisão do futebol brasileiro, e manter o sonho do acesso para a Séie C, projeto fracasso por Francisco Diá em suas ocasiões.
pbagora.com

Doda é o novo reforço do Campinense para a Série D

Doda, meia do Campinense (Foto: Silas Batista / GloboEsporte.com)Doda quer marcar sua passagem pelo Campinense com a conquista da Série D nacional (Foto: Silas Batista / GloboEsporte.com)
O meia Doda vai iniciar um novo desafio na carreira. Depois de passar por Treze (em duas oportunidades) e Botafogo-PB, o meia agora é o novo reforço do Campinense para a sequência da temporada e vive um clima de expectativa. Defendendo as cores do terceiro dos três maiores clubes do estado, ele garante que quer usar sua experiência para ajudar a Raposa a conseguir o acesso e até o título da Série D do Campeonato Brasileiro. 
- Para mim é um desafio e uma responsabilidade enorme vestir a camisa do Campinense. Eu tive passagens vitoriosas pelos dois rivais e isso é um fator que me motiva ainda mais para conseguir marcar minha passagem por aqui também. Espero que dentro de campo eu consiga desempenhar um bom papel e que ajude o Campinense a conseguir esse acesso e o título dessa Série D - comentou o novo reforço raposeiro.
A disputa da Série D do Brasileiro é justamente uma das competições que Doda conhece bem. O jogador fez parte do elenco do Botafogo-PB que conseguiu o título da competição nacional na temporada 2013 e também no Operário do Paraná, que eliminou justamente o Rubro-Negro na edição de 2015 da quarta divisão nacional.
A estreia de Doda pode acontecer já no jogo do próximo domingo, quando a equipe, agora comandada pelo técnico Paulo Moroni, vai ao interior da Bahia para enfrentar o Fluminense de Feira de Santana. O confronto tem sido encarado como decisivo por todos no Estádio Renatão já que, com apenas um ponto conquistado, o Campinense ocupa a última colocação do Grupo A9 da Série D. 
Por Campina Grande

Francisco Diá não é mais o técnico do Campinense.

francisco diá, campinense (Foto: Silas Batista / GloboEsporte.com/pb)Diá deixa o Campinense após dois títulos estaduais e um vice de Nordestão, mas sem acesso (Foto: Silas Batista / GloboEsporte.com)
Francisco Diá não é mais o técnico do Campinense. A notícia foi dada pelo próprio treinador na tarde desta segunda-feira, no Estádio Renatão, em Campina Grande. E apesar de inicialmente ele dizer que sai “de forma amigável”, uma desavença com o gerente de futebol Luciano Mancha pode ter atrapalhado sua permanência no clube. 
Não é possível dizer ainda até que ponto o mau início do clube na Série D do Campeonato Brasileiro deste ano pode ter abreviado sua permanência no comando técnico da equipe. Mas em seu último ato como técnico da Raposa, o técnico preferiu destacar o bicampeonato paraibano, conquistado em 2015 e 2016. 
Ele lembrou ainda do vice-campeonato da Copa do Nordeste e se disse feliz por ter revelado para o futebol nacional atletas como o atacante Rodrigão e o meia Luiz Fernando.
Rodrigão, por sinal, é um dos principais artilheiros do Brasil em 2016 e foi para o Campinense no ano passado por indicação de Diá. O trabalho desenvolvido no clube, por sinal, rendeu ao atacante um contrato no Santos.
Existem rumores de que Francisco Diá pode ir para o América de Natal, mas oficialmente o técnico fala que vai descansar um pouco após sair do Campinense:
- Quero agora priorizar a minha família e descansar um pouco. Saio com uma boa avaliação. Vinha de uma demissão do ASA e acabei conquistando títulos aqui – resumiu. 
Sobre Luciano Mancha, ele pouco disse, mas confirmou as desavenças. Os dois eram velhos companheiros de trabalho. Mancha sempre era o gerente de futebol dos clubes em que Diá trabalhava, mas agora a parceria se encerra. Quem deixa o Campinense ao lado de Diá é o auxiliar Romildo Freire.
campinense, campeonato paraibano, campeão (Foto: Silas Batista / GloboEsporte.com/pb)Com Francisco Diá, Campinense conquistou o bicampeonato paraibano (Foto: Silas Batista / GloboEsporte.com/pb)

Apesar dos dois títulos estaduais, Diá deixa o clube sem conquistar seu grande objetivo: o acesso para a Série C do Brasileirão. Em 2015 o time foi eliminado nas oitavas de final da competição; e agora em 2016 Diá deixa a Raposa como lanterna do Grupo A9, tendo conquistado apenas um ponto em dois jogos disputados na primeira fase. 
Por Campina Grande

Ceará 1 x 0 Oeste - Rubrão perde pênalti e Vovô leva a melhor no Castelão

O Ceará voltou a vencer em casa retornou, ao menos provisoriamente, ao G4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Jogando no Castelão, o time da casa bateu o Oeste por 1 a 0 pela 11ª rodada com gol de Wescley.

Com o resultado, o time cearense chegou aos 20 pontos e entra de vez na briga pelo G4 da competição. O Oeste, com 13 pontos, está na 13ª colocação e perdeu boa chance de se aproximar dos primeiros colocados. Após um bom início na competição, o time de Fernando Diniz já chega a quatro jogos sem vencer com empates contra Goiás e Londrina e derrotas para Vila Nova e Ceará.
PÊNALTI PERDIDO E CEARÁ NA PRESSÃO
Na partida desta terça, o time da casa começou melhor e pressionou em busca do primeiro gol, exigindo belas defesas do goleiro Felipe Alves. No primeiro contragolpe do Oeste, no entanto, Crysan invadiu a área e foi derrubado por um carrinho de Valdo. O atacante Léo Artur bateu o pênalti para o time paulista, mas o goleiro Éverson conseguiu defender voando para o canto esquerdo baixo.

Após o susto, o Ceará voltou a sufocar o adversário, mas só chegou ao gol na segunda etapa. Aos dois minutos, logo na primeira participação de Wescley, que entrou no intervalo, a bola foi cruzada da direita e Rafael Costa ajeitou para o meia chegar batendo de primeira e estufar as redes.
Mesmo com a vantagem no placar, o time da casa seguiu mais perigoso e quase ampliou aos 13 minutos, quando Rafael Costa aproveitou cobrança de escanteio e subiu mais que a defesa para cabecear e a bola bateu na trave. O Oeste buscava manter a posse de bola, mas não conseguia chegar ao ataque com perigo. Desperdiçando muitas bolas com erros de passe, a equipe paulista não teve forças para reagir e teve de se contentar com a derrota em Fortaleza.
PRÓXIMOS JOGOS

As duas equipes volta a campo no próximo sábado pela 12ª rodada da Série B. Às 16h30, o Ceará recebe o Náutico no Castelão. Às 21 horas, é a vez do Oeste enfrentar o Sampaio Corrêa na Arena Barueri.

Futebol Interior

21 de junho de 2016

Ceará x Oeste - De olho no G4, Vozão precisa vencer e secar concorrentes

Ceará não depende apenas de suas próprias forças para terminar a 11ª rodada no G4 do Campeonato Brasileiro da Série B. Por isso que, além de vencer o Oeste nesta terça-feira, às 19h15, na Arena Castelão, o Vozão vai precisar secar cinco clubes: Atlético-GO, CRB, Náutico, Bahia e Criciúma.


Sem perder há dois jogos - vitória sobre o Brasil de Pelotas e empate com Joinville -, o Ceará está na sétima colocação, com os mesmos 17 pontos que Criciúma, Bahia e Náutico. O CRB tem 18 e o Atlético-GO é o vice-líder com 20. Já o Oeste busca a recuperação depois de perder para o Vila Nova por 3 a 1, na Arena Barueri. Em 12º lugar, o Rubrão tem 13 pontos e tenta encostar no pelotão da frente. 

ALTERAÇÃO NO VOZÃO
O técnico Sérgio Soares comandou o último treinamento antes da partida contra o Oeste na tarde segunda e vai realizar mudanças em relação ao time que iniciou contra o Joinville. Titulares desde o início do campeonato, Bill e Rafael Costa voltam a formar a dupla de ataque. Assim, Alex Amado fica como opção no banco de reservas.


O Ceará não depende apenas de suas forças para entrar no G4 após a 11ª rodada
O Ceará não depende apenas de suas forças para entrar no G4 após a 11ª rodada

O lateral-direito Tiago Cametá foi vetado pelo departamento médico e dá lugar para Eduardo. A principal novidade está no banco de reservas. Depois de ter sua documentação regularizada, Wescley treinou nesta segunda entre os reservas e foi relacionado pelo treinador alvinegro.

"Wescley vai ser importante, é um meia rápido, que ajuda muito na marcação, taticamente ele faz bem o trabalho dele, tem personalidade e não treme. Quando a torcida está criticando o time ele consegue manter a personalidade e desempenho em campo", analisou o presidente Robinson de Castro em entrevista ao programa Trem Bala, da Rádio O POVO / CBN. 

MESMA FORMAÇÃO
O time de Itápolis terá a mesma base do elenco que entrou em campo contra o Vila na última rodada. Todos os 11 titulares do último jogo foram relacionados e viajaram com a equipe para Fortaleza. André Castro e Léo Artur foram amarelados na partida, mas não estavam pendurados e seguem como opção para o treinador Fernando Diniz. 

Ainda não será nesta terça que Diniz vai poder contar com Ricardo Bueno. Lesionado, o artilheiro rubronegro continua vetado pelo departamento médico e não tem previsão de retorno.


Futebol Interior