9 de agosto de 2016

Quanto custa uma medalha de ouro – e por que as do Rio 2016 são diferentes

Elas são os objetos mais desejados nesses dias no Rio de Janeiro, o reconhecimento com o qual 10.500 atletas de 206 países sonham para coroar os esforços de anos de treinamento e dedicação.
Os organizadores dos Jogos Olímpicos de 2016 encomendaram 2.488 medalhas para recompensar seus atletas, dos quais 812 são de ouro.
Mas quanto vale uma medalha de ouro da Rio 2016?
Para estimar um valor, a primeira coisa a considerar é que no caso de medalhas olímpicas, nem tudo que reluz é ouro. Sua composição atual é de 92,5% de prata; 6,16% de cobre e apenas 1,34% de ouro.
O Comitê Olímpico Internacional estabelece que cada medalha de ouro deve conter pelo menos 6 gramas de ouro 24 quilates.
Medalhas de ouro devem conter pelo menos 6 gramas de ouro 24 quilates (Foto: BBC)Medalhas de ouro devem conter pelo menos 6 gramas de ouro 24 quilates (Foto: BBC)









As da Rio 2016 pesam cerca de 500 gramas. Seu valor, calculado com base na sua composição, é de cerca de US$ 600, de acordo com estimativas do Conselho Mundial de Ouro.
As últimas medalhas douradas feitas inteiramente de ouro foram entregues nos Jogos Olímpicos de 1912.
Preços recordes
Uma vez que estas medalhas são entregues, o seu valor de mercado pode ir muito além do custo dos materiais que a compõem pois tornam-se um objeto precioso para colecionadores.

As medalhas vêm em uma caixa de madeira produzida de forma sustentável (Foto: BBC)As medalhas vêm em uma caixa de madeira produzida de forma sustentável (Foto: BBC)









Assim, uma medalha de ouro de qualquer esporte, mesmo ganha por um atleta pouco conhecido, pode ser vendido a US$ 10 mil em casas de leilão.
Mas se é uma medalha que tem uma história particular que pode torná-la mais valiosa, os números sobem muito, como foi mostrado pelo US$ 1,47 milhão pago em 2013 pela última das quatro medalhas de ouro ganhas por Jesse Owens nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936. O preço foi recorde.
Medalhas ecológicas
As medalhas Rio 2016 foram produzidas pela Casa da Moeda do Brasil. Com um diâmetro de 85 mm e um peso de 500 gramas são as maiores e mais pesadas da história.

Seu projeto mostra algumas folhas de louro - símbolo da vitória na Grécia antiga - em torno do logotipo da Rio 2016. Com elas, o objetivo era representar não só excelência atlética, mas também as forças da natureza e os princípios da sustentabilidade e acessibilidade.
As medalhas vêm em uma caixa de madeira em forma de pedra, que foi certificada pelo Conselho para a Proteção das Florestas, garantindo que o material procede exclusivamente de florestas que atendam aos mais altos padrões de sustentabilidade.
Para fazer isso, exigiu-se o cumprimento dos critérios ambientais rigoros e de padrões de trabalho. Por exemplo, no processo de obtenção de ouro foi proibido o uso de mercúrio, um grande poluente.
As medalhas para os Jogos Paralímpicos fazem barulho quando são agitadas (Foto: BBC)As medalhas para os Jogos Paralímpicos fazem barulho quando são agitadas (Foto: BBC)









Para as medalhas de prata e bronze, 30% do material usado é reciclado.
Da mesma forma, metade do plástico usado para fazer as fitas das medalhas vem de garrafas recicladas.
Quanto às medalhas dos Jogos Paralímpicos, elas vão incorporar um pequeno dispositivo interno que faz barulho quando elas são sacudidas para ajudar os atletas com deficiência visual a reconhecer o que ganharam. O ouro é o mais barulhento; o bronze menos.
BBC

Os 10 conflitos ambientais mais explosivos do mundo

Mariana Samarco/Vale
Vazamento tóxico, contaminação, câncer, assassinato de ambientalistas, ameaças de morte, barramento de rios, espoliação, expulsão forçada. O ritmo moderno do crescimento econômico tem sido acompanhado de violências e conflitos, no mundo inteiro. Ilusão pensar que crescer significa aumentar a democracia e o respeito aos direitos humanos. A busca por matérias primas na América Latina, África e Ásia para serem consumidas nos países ricos, provoca reações e resistências, configurando os “conflitos ambientais”.
Uma equipe da Universidad Autônoma de Barcelona, liderada pelo economista ecológico catalão Joan Martinez-Alier, tem realizado um mapeamento destes conflitos no mundo. O mapa aqui, serve não para as grandes empresas saberem aonde não devem investir, mas para articular as resistências, visibilizar as lutas, e provocar uma reflexão sobre o consumo desenfreado de matérias primas e questionar e desafiar chavões como “progresso” e “desenvolvimento” e seus imperativos de um modo de vida.
Em um mapeamento global, o Brasil, que é considerado o país mais violento do mundo contra ambientalistas pelos levantamentos da organização Global Witness, é também um dos piores em termos de conflitos ambientais. Há muita resistência por parte das populações afetadas, mas igualmente repressão, intolerância, autoritarismo e violência.
Três desastres marcam a inserção do país entre aqueles com os piores conflitos ambientais do mundo: a tragédia da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, e o crime ambiental da Samarco (Vale e BBHP) em Minas Gerais e a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
Dez casos foram selecionados como os mais significativos, e são apresentados abaixo em um artigo feito coletivamente por Daniela Del Bene, Federico Demaria, Sara Mingorría, Sofia Avila, Beatriz Saes e Grettel Navas, que selecionaram os casos de conflitos. O Atlas Mundial de Justiça Ambiental é codirigido por Leah Temper e Joan Martinez Alier, e é coordenado por Daniela Del Bene. 
1. Projeto Hidrelétrico Belo Monte (Brasil)

Belo Monte
Roberto Stuckert Filho/ PR

O Projeto hidrelétrico Belo Monte está sendo construído no Rio Xingú, município de Altamira, no Pará. A barragem será a terceira maior do mundo e já devastou uma extensa área de floresta tropical brasileira. O projeto vai deslocar mais de 20 mil pessoas, ameaçando a sobrevivência das tribos indígenas Kayapó, que dependem do rio. 

Artigo publicado na Forbes prevê que Belo Monte não terá grandes benefícios econômicos se comparado aos altos custos sociais e ambientais, tais como o desvio dos afluentes do Xingu, que impedirá a navegação e a pesca local. Contudo, Belo Monte deverá ser concluída no ano de 2016. Mas esta não é a única barragem no rio, o governo está planejando outras implementações locais.

O projeto é propriedade do consórcio Norte Energia, em sua maioria de propriedade do governo, a Vale também tem cerca de 5% do mesmo e está sendo financiado pelo BNDES. Segundo os opositores do projeto, Belo Monte será fonte de energia elétrica para as operações de mineração da Vale no Pará.
A violência também é uma característica deste conflito. Em 2014, 20 índios da Amazônia foram até o local da barragem de Belo Monte para exigir compensação as comunidades indígenas. A polícia atirou neles com balas de borracha e granadas de efeito moral, ferindo quatro deles. (The Ecologist, 2014).
2. O petróleo contamina o delta do Níger (Nigéria)

Delta do Niger
Marten van Dijl/Flickrcommons

O delta do rio Níger é um dos locais mais afetados pela massiva extração de petróleo mundial desde os anos 1950. O resultado são impactos ambientais e sociais irreparáveis, assim como um altíssimo nível de violência. A resposta aos protestos contra esses danos tem sido a violência de grupos armados locais, detenções ilegais, torturas e execuções.

As comunidades locais têm denunciado práticas industriais ilegais, como a queima de gás residual produzida nos processos de extração e de processamento do petróleo, que gera danos ambientais e à saúde. A vegetação e as colheitas são afetadas pela chuva ácida. A contaminação também aumentou o número de abortos, deformações congênitas, doenças respiratórias e casos de câncer, segundo diversas denúncias.

Diante de tais problemas, a principal exigência é a reparação dos danos produzidos e também deixar no subsolo o restante da reserva de petróleo, com o argumento de que, uma vez extraídas e queimadas, agravariam as emissões de gases de efeito estufa e agravariam as mudanças climáticas.
O conflito do delta do Níger alcançou um ponto crítico em 1995, quando o poeta e líder comunitário, Ken Saro Wiva, foi assassinado. A despeito da repercussão internacional dada ao conflito, o acesso à justiça pelas comunidades afetadas depende de um grande esforço para evitar a impunidade do caso.
Atualmente, há processos abertos em diferentes países como Holanda, Equador e Estados Unidos, visando investigar a responsabilidade das empresas que operam no Delta, incluindo a anglo-holandesa Shell, a estadunidense Chevron e a italiana ENI.
3. Vazamentos minerais tóxicos da Samarco sepultam uma região, Minas Gerais (Brasil)
Samarco
Rafael Lage/Divulgação

No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem do Fundão na cidade de Mariana e o vazamento de 34 milhões de metros cúbicos de lama sobre o povoado de Bento Rodrigues matou 19 pessoas e deixou mais de 600 famílias desabrigadas. Este foi considerado o maior desastre ambiental produzido no Brasil por negligência de uma empresa.

Os rejeitos da barragem eram gerados pela produção de minério de ferro da empresa Samarco (Vale, Brasil, e BHP Billiton, Austrália-Reino Unido), em uma das maiores minas de minério de ferro do mundo, antes que o acidente paralisasse suas atividades.

Após os danos provocados no povoado de Bento Rodrigues, a lama tóxica alcançou o Rio Doce, onde percorreu quase 700 km, passando por mais de 40 municípios, até desembocar no oceano em Linhares (Espírito Santo). Os rejeitos afetaram o abastecimento de água de muitos municípios, exterminaram a biodiversidade aquática e extensas áreas de valor natural. 

A atividade e o modo de vida de pequenos produtores rurais, pescadores, populações tradicionais e indígenas foram profundamente impactados. Em 2016, após uma multa baixa, em comparação aos danos produzidos (250 milhões de reais), a Samarco e suas controladoras acordaram com os governos federal e estaduais (MG e ES) gerar um fundo de até 20 bilhões de reais visando recuperar a Bacia do Rio Doce nos próximos 15 anos.


4. “Povoados do câncer” (China)
Guangzhou
jo.sau/Flickrcommons
O povoado Yongxing antes era uma pequena reserva rural, próxima ao centro da cidade Guangzhou. Há 20 anos, seus extensos campos de arroz, vegetais e pomares eram irrigados com água limpa que descia das montanhas. No entanto, em 1991, a reserva foi ocupada por um aterro de 34,5 hectares.
Posteriormente, na mesma região, instalaram-se dois incineradores e uma grande planta de tratamento de resíduos. A população protestou por causa da poluição. A água de seus poços se tornava densa, amarelada, com películas superficiais vermelhas. Protestos nas ruas terminaram em encarceramentos que se perduraram por anos. Desde então, a população de YongXing se viu obrigada a comprar água potável e a abandonar suas atividades agrícolas de subsistência. 

Os campos foram então alugados a preços irrisórios aos trabalhadores migrantes que chegavam a trabalhar os campos afetados para vender produtos contaminados à cidade.

Embora as autoridades sanitárias estivessem informadas sobre esta situação, os afetados denunciam que houve negligência institucional. A maior preocupação da população, além da poluição do ar, foi o repentino aumento dos casos de câncer no povoado.
A Organização Mundial de Saúde informou que a queima incompleta ou defeituosa de resíduos em incineradores pode gerar emissão de dioxinas e furanos, com impactos negativos para a saúde humana. O povoado de Yongxing é um dos inúmeros casos conhecidos como “os povoados do câncer na China”, onde atividades industriais e grandes aterros operam com padrões de segurança irrisórios apesar de existirem comprovados efeitos nocivos para a população humana.
5. Berta Cáceres, assassinada por lutar contra a represa hidrelétrica Água Zarca (Honduras)

Beta Caceres
Daniel Cima/Flickrcommons
A ecologista Berta Cáceres, conhecida ativista de Honduras, foi assassinada em março de 2016 em La Esperanza, no oeste do país. Cáceres era líder da comunidade lenca. Em abril de 2015, havia obtido o Prêmio Goldman de Meio Ambiente, o máximo reconhecimento mundial para atividades de meio ambiente.
Cáceres organizou o povo lenca, a maior etnia indígena de Honduras, em sua luta contra o represamento/embalse de Agua Zarca, previsto no rio Gualcarque, um lugar sagrado para as comunidades indígenas e vital para sua sobrevivência.
A campanha empreendida por Cáceres conseguiu que o maior construtor mundial de represas, a companhia de propriedade estatal chinesa Sinohydro, retirasse a sua participação no projeto hidrelétrico.
A população lenca denunciou a violação do convênio 169 da OIT por não ter existido uma consulta prévia livre e informada, assim como a presença do exército para custodiar as obras e as ameaças a líderes e assassinatos. O caso Agua Zarca alcançou visibilidade internacional após o assassinato de Cáceres.

Atualmente, organizações e movimentos populares pressionam para que se investigue o assassinato de Berta Cáceres e para que se suspenda de forma definitiva o financiamento do projeto. Depois do assassinato da ativista e de uma visita realizada pela Comissão Europeia, o projeto de Agua Zarca foi catalogado como uma violação de direitos humanos.

6. Trem de Alta Velocidade (Itália-França)
Wikicommoms
O Trem de Alta Velocidade (TAV) que conectaria as cidades de Torino e Lyon através de uma linha ferroviária de 220 km/h se converteu em um dos focos de conflito ambiental mais importante da Europa. O TAV foi declarado pela Comissão Europeia como um projeto de infraestrutura prioritário para conectar a zona ocidental e oriental do continente e completar assim a Rede Transeuropeia de Transporte (tanto para passageiros como para bens comerciais).
Estima-se que esse ambicioso projeto envolveria um investimento de 26 bilhões de euros e que sua construção, a ser iniciada em um futuro próximo, perduraria por dez anos. Quando completo, constituirá um dos maiores túneis do mundo.

Desde a década de 1990, o TAV italiano tem sido fonte de fortes críticas e intensas mobilizações, particularmente concentradas no Val de Susa, mas amplamente difundidas no país por meio do movimento No-TAV (No al Treno Alta Velocità)

O movimento No-TAV julga desnecessária a nova linha ferroviária por ser excessivamente cara e financiada por dinheiro público. Acredita-se que o projeto está sujeito à corrupção e às atividades econômicas ilegais.
O conflito teve o seu primeiro estalido quando, em 2005, iniciaram-se os ensaios geológicos sem consulta prévia local, o que fez com que uns 50 mil habitantes do Val de Susa ocupassem o local da escavação e paralisassem os trabalhos até que a manifestação fosse dispersa com agressões por parte das forças policiais. 

Atualmente, o movimento No-TAV continua denunciando a militarização no Val de Susa e a excessiva violência contra seus habitantes. 

Ao questionar a necessidade de infraestruturas como esta, o movimento gerou alianças com outros grupos na Itália e no resto da Europa até formar uma rede de oposição contra Mega projetos Impostos e Desnecessários. O último encontro internacional da rede foi em Bayonne, França, em meados de julho, onde também estiveram grupos em oposição a aeroportos (Nantes, França), estações de trem (Estocarda, Alemanha), infraestrutura energética (TAP, Itália) e grandes minerações na Europa (Grécia, Romênia).

Apesar de o projeto TAV ainda estar na agenda política europeia, os escândalos financeiros e a oposição pública fazem com que ele avance mais lentamente do que o esperado.

7. Minas de carvão destroem lugares sagrados (África do Sul)

A empresa de prospecção mineral Ibhuto-Coal planejou abrir uma mina de carvão a céu aberto em KwaZulu-Natal (África do Sul). O projeto chamado Fuleni está localizado no parque natural mais antigo da África, habitat do rinoceronte branco (a fronteira Hluhluwe-iMfolozi). Duas minas de carvão já rodeiam a região do parque: Zululand Anthracite Colliery (propriedade da empresa Rio Tinto) e Somkhele (propriedade de Petmin).

Atualmente, ambas as minas geram fortes impactos às comunidades locais: destruição de locais sagrados, perdas de habitações, assim como danos à água, cultivos e biodiversidade da região. Diante da proposta de implantação do projeto Fuleni, as comunidades afetadas se opõem à intensificação dos impactos sobre seus meios de subsistência e sobre o ecossistema local protegido pelo parque.

No dia 22 de abril de 2016, mais de mil pessoas tentaram abortar a visita do Comitê de Desenvolvimento Mineral e Meio Ambiente (RMDEC, sigla em inglês) à zona. Os ativistas da comunidade têm como lema: “deixar o carvão sob a terra” (leave the coal under the hole) e para a voraz economia extrativa.

Este lema converteu-se também em uma demanda compartilhada em muitos locais do mundo, onde comunidades marginalizadas se mobilizam em defesa de seus direitos e de seus meios de subsistência problematizando o aquecimento global. A mobilização para frear a exploração de carvão também está presente em Sompeta, em Andhra Pradesh (India) e se soma às campanhas para deixar sob a terra os recursos fósseis (unburnable fuels).

8. Grilagem de terras mortal (Guatemala)

Após a assinatura do acordo de paz da Guatemala em 1996, duas famílias descendentes de alemães iniciaram o cultivo de óleo de palma (1998) e de cana de açúcar (2005), para o qual se produziu a grilagem de um terço da propriedade das terras do Polochic, um vale de terras férteis localizado no nordeste da Guatemala onde os processos de reconcentração de terras (mais terras em poucas mãos) deixou a maioria da população Q’eqchi’ sem acesso a terra.

Ademais, a população local denuncia o desvio de rios e o desmatamento realizados para viabilizar estes cultivos, assim como, as intoxicações e doenças decorrentes da fumigação da cana de açúcar.
Esta grilagem saltou à opinião pública mundial em 2011, quando foram desalojadas 800 famílias de 13 comunidades Q’eqchi’ que ocupavam parte das terras do Polochic destinadas ao cultivo de cana de açúcar. Esta ocupação era sua única maneira de sobreviver (a partir do cultivo de milho).
A população demandou ao Estado a compra das terras, abrindo um processo de diálogo entre as partes. Contudo, a negociação foi rompida, 800 famílias foram desalojadas, foram queimados os cultivos e as casas dos indígenas, e um camponês foi assassinado. Alguns meses depois, outros dois camponeses foram assassinados e mulheres e crianças foram feridas à bala pela segurança privada da empresa de cana.
As instituições do Estado e as famílias empresariais defendem a propriedade privada e estes monocultivos por considerar que trazem desenvolvimento à região, enquanto comunidades locais e diversas organizações denunciam a violação de direitos humanos (vida, alimentação e habitação), assim como a falta de acesso a terra e a recursos naturais limpos para poder sobreviver.
Este é um dos 450 casos de conflitos de grilagem de terras identificados no EJAtlas e está dentre os 12% de casos onde houve mortes. Um caso similar é o da resistência de comunidades afrodescendentes na Colômbia, assim como o de Bajo Aguán en Honduras.
9. Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Brasil)
Comperj
Fernando Frazão/Agência Brasil
Em 2007, o governo brasileiro inaugurou o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que procura o aumento do investimento em infraestrutura para a extração de gás e petróleo.
Dentro do PAC se encontra a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que compreende 4.500 hectares e um investimento de 21 milhões de dólares americanos. As construções começaram em 2008 e se prevê que estarão finalizadas em 2016. 

Para o início das obras, não foi realizado nenhum processo de consulta nem processo participativo com os pescadores, que são reconhecidos pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) como comunidades tribais, por serem herdeiros dos saberes ancestrais dos Caiçaras, povo Tupi.

Diferentes setores da população (pescadores, pesquisadores de universidades e organizações ambientais) da região têm lutado contra a instalação ou contra os efeitos adversos de outros projetos relacionados ao complexo.
Algumas delas são a instalação de um curso de água na bacia do rio Guaxindiba ou a construção de um emissário submarino para descarregar efluentes líquidos do complexo na costa perto da cidade de Maricá. O projeto também ameaça muitas áreas protegidas localizadas no entorno da Baía de Guanabara.
O conflito se intensificou em 2009 quando os pescadores artesanais ocuparam as obras nas quais estava sendo construído um gasoduto submarino e terrestre. A ocupação durou 38 dias e foi o marco que iniciou um conflito muito mais violento entre a Petrobras e os pescadores. A partir desse momento, os pescadores têm sido ameaçados e quatro deles da organização "Homens do Mar" foram assassinados.
10. O “vento” leva o bosque Kallpavalli (Índia)
A energia eólica é amplamente promovida como uma solução energética sustentável e socialmente desejável. No entanto, alguns grandes projetos eólicos ao redor do mundo estão provocando um crescente número de conflitos que vão além de interferências estéticas e subjetivas na paisagem.
Esses processos põem em evidência os benefícios de algumas grandes empresas, enquanto os territórios são transformados em detrimento de seus sistemas sociais e valores ecológicos locais.
Um caso relevante é o do estado de Andhra Pradesh (Índia), onde uma iniciativa comunitária exitosa de reflorestamento e de desenvolvimento de atividades de subsistência no bosque Kallpavalli foi destruída pelo projeto eólico Nallakonda.
O projeto, propriedade da empresa India Tadas Wind Energy, conta com um forte respaldo do governo nacional. A instalação de mais de 60 turbinas Enercon desmatou as áreas restauradas, degradando terras produtivas e impactando as fontes locais de água.
Em 2013, a comunidade afetada e diversas organizações constituíram o Tribunal Verde da Índia (National Green Tribunal), denunciando os impactos negativos sobre o pastoreio, a agricultura e a delicada biodiversidade da região. A comunidade e organizações em defesa dos bens comuns continuam enfrentando um projeto que se apresenta como sustentável, mas que destrói a subsistência da população local e o ecossistema regional.
No EJAtlas, estão mapeados projetos eólicos similares e de escala muito maiores, como corredores eólicos de mais de 15 mega-projetos (Oaxaca, México) e a privatização de mais de 16 mil hectares de terras indígenas (noroeste do Kenia).
Em todos eles, a apropriação de terras para a produção de eletricidade “limpa” converte-se em denominador comum que afeta ecossistemas e comunidades marginalizadas, colocando os projetos de energia eólica mal desenhados como um assunto emergente para a justiça ambiental.
Carta Capital

Entenda o significado dos símbolos olímpicos

Os Jogos Olímpicos são um evento multiesportivo em que atletas do mundo inteiro participam de várias competições, nas modalidades de verão e de inverno.
No ano de 2016, o evento está sendo realizado na cidade do Rio de Janeiro.
Talvez você já tenha se perguntado, alguma vez, qual é o significado dos símbolos olímpicos. Saiba mais neste artigo.

Qual é o significado dos símbolos olímpicos?

Entenda o significado dos símbolos olímpicos
Foto: depositphotos
Originalmente idealizado pelo Barão Pierre de Coubertin, fundador dos Jogos Olímpicos modernos, no ano de 1913, o símbolo dos Jogos Olímpicos é composto por cinco arcos entrelaçados nas cores azul, amarelo, preto, verde e vermelho sobre um fundo branco.
O emblema foi escolhido para ilustrar e representar o Congresso Mundial de 1914 e os cinco anéis representam as cinco partes do mundo.
Os símbolos olímpicos refletem a filosofia do Movimento Olímpico (Olimpismo).

Aros Olímpicos e Bandeira Olímpica

A principal representação gráfica dos Jogos Olímpicos é a bandeira com os aros olímpicos, que também são a marca do Comitê Olímpico Internacional (COI). Os cinco aros interligados sobre um fundo branco, nas cores azul, amarela, preta, verde e vermelha, representam a união dos cinco continentes e o respeito à diversidade de todas as nações.
As cores utilizadas foram escolhidas devido à frequência com que aparecem nas bandeiras das diversas nações.
O azul representa a Europa, o amarelo representa a Ásia, o preto representa a África, o verde representa a Oceania e o vermelho representa as Américas.
Os anéis apresentam-se entrelaçados para representar valores como o universalismo e o humanismo. A utilização dos Aros Olímpicos como a principal representação dos jogos teve início em 1913, após a Olimpíada de Estocolmo, em 1912.
A bandeira Olímpica é hasteada em todas as cerimônias oficiais dos jogos e, como uma expressão simbólica, ao final de cada edição do evento, ela é passada para a próxima cidade-sede.

Tocha Olímpica

A tocha é o elo entre os jogos realizados na Grécia Antiga e os disputados na Era Moderna. A chama sagrada, tida como elemento purificador, anuncia o início dos Jogos e convida o mundo inteiro a celebrá-los em paz.
Era usado pelos gregos em frente aos templos, como o Santuário de Olímpia, que recebiam as competições.
Os Jogos Olímpicos de Amsterdã, realizados em 1928, foram a primeira edição do evento na Era Moderna a contar com uma tocha acesa no estádio. O revezamento da tocha foi estabelecido pela primeira vez em Londres, no ano de 1948.
A cada edição do evento, a cidade-sede cria a sua própria Tocha Olímpica, desenhada de acordo com a cultura do país sede.

Lema Olímpico

O lema “Citius, Altius, Fortius” é a expressão em grego que resume a postura que os atletas devem assumir para alcançar os seus objetivos, tendo a essência na superação de limites.
A frase significa “o mais rápido, o mais alto, o mais forte”.

Hino

O hino é executado quando a bandeira Olímpica é hasteada em todas as cerimônias oficiais.

Juramento

Na abertura dos Jogos, um atleta anfitrião é responsável por fazer o juramento dos atletas.
Estudopratico.com
R7

Previdência do Brasil é a 13ª mais cara, aponta pesquisa


Ministro Padilha diz que o rombo será de R$ 180 bi em 2017Rodrigo Clemente/05.01.2009/O Tempo/Estadão Conteúdo
As despesas do Brasil com a Previdência estão muito acima do que seria o esperado a partir da idade da população brasileira, aponta estudo obtido pela reportagem do jornal O Estado de S.Paulo. De uma lista de 86 países, o Brasil está em 13º com maior gasto com aposentadorias e pensões em relação às riquezas do País.
Ao mesmo tempo figura na 56ª posição entre os que têm a população mais idosa, com 60 anos ou mais.
Considerada a estrutura demográfica brasileira, o gasto previdenciário deveria se encontrar em torno de 4% do PIB (Produto Interno Bruto) - a projeção do governo federal é de que as despesas com o pagamento dos benefícios pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) alcancem 7,9% do PIB neste ano.
Segundo o estudo feito pela equipe técnica do governo, o atual patamar de gastos do Brasil com Previdência só seria compatível se 25% da população fossem idosos. No entanto, segundo o IBGE, apenas 10,8% dos brasileiros têm 60 anos ou mais. Isso mostra uma distorção dos gastos previdenciários que já comprometem as contas públicas. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o rombo da Previdência - que fechou em R$ 86 bilhões em 2015 - deve alcançar R$ 180 bilhões em 2017 e, em breve, não caberá no Orçamento Geral da União (OGU).
"São poucos os países que adotam um conjunto de regras tão relaxadas como o Brasil", diz um dos autores do estudo, Luis Henrique Paiva, do Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Segundo o pesquisador, a tendência é que países com mais idosos também sejam aqueles que apresentem maior despesa previdenciária. O Brasil, porém, é um ponto fora da curva, com gastos muito acima do esperado para um país com perfil relativamente jovem. Paiva diz que as aposentadorias precoces e as pensões explicam boa parte dessa situação.
As despesas com o pagamento do INSS deram um salto entre 1995 e 2014, de 4% para 7% do PIB. "Isso garantiu que quase 90% dos idosos tivessem acesso a algum tipo de benefício", afirma. "Essa é a faceta positiva do aumento de gastos: expandiu a cobertura. Em muitas cidades, os benefícios são uma das principais fontes de renda."
Contas
Atualmente, no Brasil, é possível aposentar por idade ou por tempo de contribuição. Na prática, os trabalhadores mais pobres e com pior inserção no mercado de trabalho se aposentam por idade. A regra diz que é possível se aposentar com 65/60 anos (homens/mulheres) se o trabalhador tiver 15 anos de contribuição. Na aposentadoria por tempo de contribuição, não há fixação de idade mínima, uma concessão que é raridade no mundo
A regra diz que é preciso ter 35/30 anos de contribuição. As idades médias de aposentadoria, neste caso, são de 55/52 anos. Para os pesquisadores, essas regras favorecem trabalhadores com maiores níveis de renda, com uma trajetória de empregos com carteira assinada, mais estável.
Entre 177 países, o Brasil faz parte de um grupo pequeno de 13 nações que oferecem a opção pela aposentadoria por tempo de contribuição. Desses, cinco exigem que o aposentado abandone o mercado de trabalho ou impõem outras restrições ao acúmulo de rendimentos trabalhistas e previdenciários - o que não ocorre no País.
O caso brasileiro destoa até mesmo de países com situação socioeconômica e demográfica semelhante. O Equador é o único país da América Latina a oferecer a aposentadoria por tempo de contribuição, mas trata como um caso excepcional e exige tempo de 40 anos para homens e mulheres para que não haja redução no valor do benefício. Nos países da América Latina, as diferenças nos critérios para a aposentadoria de homens e mulheres são menores do que as existentes no Brasil e a reforma da Previdência deve aproximar as exigências. Cerca de 90% dos países da região impõem alguma restrição para aposentadorias antecipadas.
O patamar da participação das pessoas de 60 anos ou mais na população brasileira que era de apenas 3% no começo do século 20, deverá atingir um terço da população em 2060 de acordo com as projeções do IBGE e da ONU. Hoje, portanto, um em cada dez brasileiros tem 60 anos ou mais de idade. Em 2060, os idosos serão um em cada três brasileiros.
O envelhecimento populacional e a queda da fecundidade farão com que haja um menor número de pessoas em idade ativa para cada idoso. Em 2010, havia 10 pessoas de 15 a 64 anos para sustentar cada idoso de 65 anos ou mais de idade. Em 2060, haverá entre 2,2 e 2,3 pessoas em idade ativa para cada idoso.
Para o pesquisador do Ipea, o governo está diante de um desafio para convencer as pessoas a aceitar regras mais duras para se aposentar. "A Previdência é um pacto de gerações e se dá dentro da casa de cada um", afirma. "Ou mantemos isso na cabeça ou a próxima geração vai ter que pagar as distorções com mais impostos", diz. E dá um exemplo pessoal: "Meu pai se aposentou com condições muito mais favoráveis do que as que eu vou ter que seguir para garantir que o meu filho também consiga se aposentar".
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Hospital Universitário da UFC realiza primeira cirurgia cardíaca por vídeo

Em mais uma iniciativa inovadora, o Hospital Universitário Walter Cantídio, do complexo hospitalar da Universidade Federal do Ceará, realizou a primeira videocirurgia cardíaca de sua história. A paciente, uma jovem de 21 anos, foi submetida ao procedimento em julho em razão de uma cardiopatia congênita chamada de comunicação interatrial (CIA), uma abertura no septo interatrial, parede muscular que permite a passagem do sangue do átrio esquerdo (cavidade do coração) para o direito. Ela já recebeu alta e passa bem.
Tradicionalmente, a cirurgia cardíaca é realizada por meio de uma grande incisão, de 20 cm a 30 cm de comprimento, dividindo completamente o osso do peito, o esterno, para uma ampla visão por parte do cirurgião. No procedimento por vídeo, a cirurgia passa a ser realizada pelo lado direito, no espaço natural que existe entre as costelas, com incisão de aproximadamente 4 cm a 5 cm e auxílio de uma microcâmera de alta definição.
Quando soube que seria submetida a uma cirurgia inédita no Hospital Universitário, a recepcionista de laboratório Maria Helena Costa Braga, natural de Mombaça, município do interior do Estado, teve medo. "Bateu logo o nervosismo porque cirurgia no coração sempre é delicada. Mas, graças a Deus e à equipe do HU, estou bem. Tem gente que nem acredita que fui operada. A gente se recupera mais rápido", comenta a jovem.
ALTA HOSPITALAR – Foi tudo muito rápido mesmo. Enquanto uma cirurgia cardíaca tradicional pede um período de internação de 30 dias, no procedimento minimamente invasivo realizado em Maria Helena, a alta hospitalar veio na manhã do quarto dia após a videocirurgia. Josué de Castro, cirurgião cardíaco do Hospital Universitário e responsável médico pela intervenção, explica que cirurgias minimamente invasivas como essa feita no HU, filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), são fundamentais para reduzir o impacto do procedimento na qualidade de vida do paciente.
O cirurgião descreve os motivos que o levaram a mergulhar no universo das cirurgias cardíacas há cerca de 20 anos e a torná-las menos traumáticas e invasivas para pacientes como Maria Helena: "O tamanho da incisão de até 30 cm; o trauma cirúrgico, sendo a divisão óssea realizada com uma serra elétrica; a necessidade de um internamento e uma reabilitação prolongados para a recuperação; a dificuldade de retorno às atividades dos pacientes operados; a atitude de abrir a camisa para mostrar aquela cicatriz, como se tivesse superado algo impossível; tudo isso muito me marcou e me fez pensar em novas possibilidades de intervenção cirúrgica".
NOVOS PROCEDIMENTOS – Tanto Josué de Castro como a equipe multidisciplinar estão confiantes e ansiosos por novos procedimentos dessa natureza. "Serão necessários apoio institucional e definição de um time de profissionais específico para esse tipo de cirurgia", diz, acrescentando que há planos para implantar um centro de cirurgia cardíaca minimamente invasiva no HUWC. Para a videocirurgia de Maria Helena, estiveram envolvidos 11 profissionais, como cirurgiões, anestesiologistas, cardiologistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem.
Fonte: Unidade de Comunicação Social do Hospital Universitário Walter Cantídio

Sargento Rafaela Silva coloca o Brasil no lugar mais alto do pódio nas Olimpíadas Rio 2016

Rafaela Silva MB
Rafaela Lopes Silva, judoca brasileira e militar da Marinha do Brasil, conquistou hoje a medalha de ouro nas Olimpíadas Rio 2016.
Rafaela Silva cresceu na favela carioca da Cidade de Deus. O primeiro esporte de que gostou foi o futebol, praticando contra outros meninos em um campo de terra próximo a sua casa, em Jacarepaguá. Preocupados com o tempo gasto brincando na rua, quando Rafaela tinha 7 anos seus pais a inscreveram junto da irmã Raquel para aulas de judô no Instituto Reação, recém-montado na Cidade de Deus pelo ex-atleta Flávio Canto. A aptidão das irmãs eram tanta que o técnico Geraldo Bernardes pediu ao pai Luiz Carlos para que elas permanecessem no judô pois tinham potencial de se tornarem atletas da seleção.
O desempenho de Raquel começou a degringolar após uma gravidez em 2005 e lesões nos joelhos, mas Rafaela logo se destacava. Em 2008, ganhou uma das etapas da Copa do Mundo de judô e tornou-se campeã mundial sub-20.
Em 2011, para competir nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, no México, desbancou Ketleyn Quadros, a primeira brasileira a subir ao pódio no judô nos Jogos Olímpicos, e ganhou a medalha de prata na categoria até 57 kg. Ainda em 2011, foi vice-campeã mundial adulta em Paris 2011, com apenas 19 anos de idade.
Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2012 em Londres, Rafaela foi desclassificada pelos juízes na segunda rodada por um golpe ilegal. Ainda em 2012, em dezembro, foi medalhista de bronze no Grand Slam de Tóquio (categoria até 63kg).
2013 foi um ano de glórias para a judoca. Em abril, logrou a medalha de ouro no Pan Americano de Judô. Em agosto, Rafaela entrou para a história do Judô brasileiro ao tornar-se a primeira brasileira a se sagrar campeã Mundial de Judô, vencendo na final a americana Marti Malloy.
Em Fevereiro de 2015, a atleta venceu o Grand Prix de Dusseldorf, na Alemanha, ganhando cinco lutas, quatro por ippon.
Nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, foi medalha de ouro na categoria até 57 Kg, ao vencer a rival Dorjsürengiin Sumiyaa, da Mongólia.
Judô - Rafaela Silva
Naval.com

8 de agosto de 2016

Camilo viaja e Zezinho Albuquerque assume Governo


O presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT), assumiu, nessa noite de domingo, o Governo do Estado. É que o governador Camilo Santana (PT) viajou para uma missão oficial em Roterdã, na Holanda. Atende a convite do governo holandês, onde manterá contato com empresários, visitará o Porto de Roterdã e terá reuniões com o prefeito dessa cidade, Ahmed Aboutaleb.

Também viajou a vice-governadora Izolda Cela. Ela, no entanto, foi para Medellin, na Colômbia, conhecer ações na área de segurança pública que tornaram essa cidade, antes violenta, hoje em situação mais estável.

Nesta segunda-feira (08/08) o governador interino, Zezinho Albuquerque (PDT) deve montar sua agenda para os dias de seu governo. A presidência do Poder Legislativo passa para o primeiro vice-presidente da Casa, deputado Tin Gomes (PHS). Camilo só retorna sexta-feira. 


Blog do Eliomar de Lima