3 de janeiro de 2018

Ministro da Indústria pede demissão. É o terceiro a sair desde dezembro



Mdic/Divulgação
O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, anunciou nesta quarta-feira (3/1) que está deixando o cargo. Presidente nacional do PRB, ele entregou uma carta com o pedido de exoneração, que foi aceita por Michel Temer.
A demissão de Pereira é a terceira baixa no governo desde dezembro. Nas últimas semanas, também saíram os ministros Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Ronaldo Nogueira (Trabalho).
No texto entregue ao chefe do Executivo, Pereira explica que deixa a Pasta para se dedicar a “questões pessoais e partidárias”. Ele também destaca ações de sua gestão, como acordos feitos com a Argentina no setor automobilístico, além dos avanços nas negociações com a União Europeia
“Assumimos um governo falido, despedaçado, com todos os índices econômicos negativos e sem perspectiva de melhora à vista. Com coragem, enfrentamos os desafios que foram impostos e hoje podemos observar um país que encontrou seu curso novamente – apesar das dificuldades políticas vivenciadas”, escreveu, ainda, o agora ex-ministro.
Bispo licenciado e presidente nacional do PRB, Pereira estava à frente do ministério desde maio de 2016, quando Temer assumiu interinamente a Presidência da República com o impeachment de Dilma Rousseff.
Ele é suspeito de ter recebido propina do empresário Joesley Batista. O dono do frigorífico JBS gravou uma conversa na qual o ex-ministro não fala em dinheiro, mas menciona números. Marcos Pereira sempre negou as acusações.
Por Cláudio Fernandes
Com informações do Jornal Metrópoles 

Quem é Cristiane Brasil, a nova ministra do Trabalho

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Em seu primeiro mandato como deputada, Cristiane Brasil votou pelo afastamento de Dilma Rousseff em homenagem ao pai, Roberto Jefferson
O anúncio foi feito pelo pai, um dos condenados no escândalo do "mensalão" eentão deputado federal Roberto Jefferson: a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) será a nova ministra do Trabalho.
Ela assume o lugar de Ronaldo Nogueira, que pediu demissão no último dia 27 alegando que irá se dedicar à sua campanha pela reeleição à Câmara dos Deputados. 
Entre lágrimas e pausas dramáticas, Jefferson disse que a nomeação de sua filha é um "resgate" à sua imagem após o mensalão. O dirigente do partido foi o pivô do escândalo político iniciado em 2005 e chegou a ser condenado e preso. "É o orgulho e uma emoção que me dá. É o resgate, sabe querida, é o resgate. Fico satisfeito", disse Jefferson de acordo com informações veiculadas pela imprensa. 
O nome da deputada foi levado ao presidente Michel Temer em uma reunião no Palácio do Jaburu na tarde desta quarta-feira 3 entre Temer e Roberto Jefferson, presidente nacional do partido. Ainda segundo declarações de Jefferson à imprensa, Temer consultou o líder do PTB na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (GO), e telefonou para a nova ministra para saber se eles aceitariam o convite. E teve resposta afirmativa de ambos.
Cristiane encerra em 2018 seu primeiro mandato como deputada federal, foi eleita em 2014 justamente defendendo o legado do pai, que teria sido vítima de uma injustiça ao denunciar para a imprensa o mensalão.  
Em 2015, seu primeiro ano, Cristiane foi autora de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restringe a reeleição de presidente, governadores e prefeitos. Pelo texto, só seria permitida a candidatura "para um único período subsequente, sendo proibida, a reeleição por períodos descontínuos".
No mesmo ano, servidoras da Câmara protestaram contra a proposta da deputada de aprovar um código de vestimenta para banir minissaias e decotes mais ousados dos corredores e salões da Casa.
Cristiane no impeachment de Dilma
No ano seguinte, em abril de 2016 Cristiane era também presidente de seu partido, o PTB e um de seus últimos atos à frente da sigla foi justamente fechar a questão a favor doimpeachment da então presidente Dilma Rousseff.
Na votação na Câmara, no dia 17 daquele mês, Cristiane usou o símbolo dos favoráveis à saída da ex-presidente, a camisa da seleção brasileira, para declarar seu voto. No discurso, lembrou a cassação do mandado do pai, onze anos antes, e votou pelo afastamento de Dilma em "homenagem" ao pai.
Em 2017 Cristiane apoiou o governo de Michel Temer em questões decisivas, como a PEC do Teto dos Gastos Públicos e a terceirização para todas as atividades. Votou também a favor da reforma trabalhista e contra a abertura de investigação de Temer, que poderia afastá-lo da presidência da República.
Também no ano passado Cristiane foi contra Projeto de Lei 5069/2013, que cria uma série de dificuldades para mulheres vítimas de estupro serem submetidas legalmente a um aborto.
"Este projeto é um dos maiores retrocessos do Brasil para os direitos duramente conquistados pelas mulheres. Com sinceridade, vou fazer de tudo pra derrubá-lo no Plenário da Câmara", declarou à época da aprovação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O projeto depende de aprovação em Plenário e não há data marcada para a votação. 
Suplente é irmão de Garotinho
Com a ida para o Ministério, Cristiane deixa aberto seu lugar na Câmara, que será ocupado pelo suplente Nelson Nahin (PSD-RJ), irmão do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. Assim como Garotinho, que ficou preso por cerca de um mês no final do ano passado por crimes eleitorais, Nahin também é ex-presidiário. 
O novo deputado foi preso com outras 12 pessoas, em junho de 2016, numa ação da Polícia Civil e do Ministério Público sob a acusação de participar de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em Campos de Goytacazes (RJ).
Como suplente, na atual legislatura, Nahin já assumiu mandato de deputado federal por duas vezes, em dezembro de 2015, por apenas um dia, e em janeiro de 2017, por cerca de duas semanas. 
Com informações da Revista Carta Capital

Em 2018, a nação fica entre a esperança e a ameaça

Gilmar Mendes e Michel Temer
Mendes e Temer, associados na empreitada de suprimir a democracia
A análise retrospectiva, de um ano ou de um século, é bem mais fácil do que a antecipação de processos que ainda estão em gestação. Certas dinâmicas sociais, frequentemente, são percebidas apenas quando seus efeitos se expõem à luz do dia.
O cientista social está fadado a ser um “engenheiro de obra feita”.  O mergulho no passado serve para a compreensão dos fatos novos. Os dias que estão por vir estarão condicionados pelos dias que se foram.
O ano de 2018 foi gestado, mais acentuadamente, a partir de junho de 2013, naquelas jornadas cuja natureza ainda não nos foi dada ao pleno conhecimento. O próximo ano poderá representar tanto a prorrogação de 2017 quanto o seu fim, dramático ou sereno, dando início a um novo ciclo, que se distinguirá do pacto reacionário por apontar para o restabelecimento do projeto desenvolvimentista e inclusivo.
Um novo pacto, este popular, afastará do horizonte as ameaças de hoje, que não se reduzem às consequências do neoliberalismo radical. Mais grave, mais pungente, é a radicalização conservadora, como pensamento, ação, política, governo, valores sociais e ideologia.
O conflito, que não favorece os projetos de conciliação de classe, utopia de setores da esquerda, presidirá as manobras da direita e condicionará as movimentações do campo popular, independentemente dos partidos e das candidaturas postas e por serem anunciadas.
Essa radicalização percorre a crônica dos últimos anos. Desconhecida desde o fim do período militar, foi, a partir do golpe de 2016, assumida como política de Estado. A radicalização cresce, se espraia e se aprofunda à mercê de uma formação que conta em suas linhas, agindo em uníssono, além dos Três Poderes constitucionais, o poder econômico sob a liderança do capital financeiro, e o monopólio da mídia, um e outro “Estados” dentro do Estado.
Para preservar seus interesses e pagar “dividendos” aos seus financiadores, essa coalizão depende da radicalização e aprofundamento de suas teses reacionárias. Depende do avanço das medidas antipopulares e antinacionais que explicam o impeachment.
Além do mais, a direita e seu governo têm pressa: 2018 foi anunciado como o termo da aventura. Atores, coadjuvantes e beneficiários, daqui e de todos os mares, sabem que lhes resta pouco tempo, pois o próximo ano será marcado por eleições gerais, nas quais avulta mais e mais a influência de Lula. Sua eleição, como a de Ciro Gomes, a de Guilherme Boulos ou a de Manuela D’Avila sustará a continuidade da regressão social.
Assim, se é possível adiantar uma característica do incógnito 2018, será o avanço do autoritarismo e da arbitrariedade, que compreendem a violência física e a violência contra os interesses da nação e do País, a repressão aos movimentos sociais, alcançados pelo desemprego, pelas restrições ao sindicalismo e pelos ataques à proteção social e à Previdência, punindo os mais pobres. Os ataques às universidades federais não constituem fatos isolados.
Judith Butler
Os protestos em São Paulo contra Judith Butler provam: o moralismo virou uma arma para iludir os parvos (Nelson Almeida/AFP)

Como sempre, desde 1831 ao menos, é a direita que toma a iniciava, indica o campo de batalha e escolhe as armas, desta feita o conflito que abre espaço para a ruptura.

sse deverá ser, porém, um dos braços da história próxima, não será a História toda. Outros valores e outros agentes sugerem a confrontação, em termos ainda não antecipáveis, simplesmente porque a toda ação corresponde uma reação, e esta, para sobrepor-se ao desafio, deverá ser mais contundente do que a ameaça.
A esperança de que as forças populares enfrentarão o desafio sobrevive, pois a radicalização da direita será a fonte inevitável da radicalização das esquerdas, se superarem a fragilidade atual das organizações partidárias e se reerguerem no processo eleitoral, que estimula debates e mobilizações de massa.
As eleições, aliás, na especificidade deste 2018, poderão ser um divisor de águas, que revelará, como a imagem no espelho, no debate e no voto, as dicotomias classe versus classe, desenvolvimento vs. estagnação, soberania versus dependência, democracia versus autoritarismo.
Não poderão se afastar dessa agenda os candidatos que trafegam no campo do centro-esquerda: serão gradativamente empurrados para a esquerda tout court pela dinâmica do processo político-eleitoral. 

Lula anuncia que a Carta aos Brasileiros de 2002, dirigida aos banqueiros, perdeu sentido. Promete novo manifesto-compromisso, dirigido agora ao povo, às massas subalternas, operários e camponeses, proletários urbanos que sobrevivem nos serviços e àqueles setores da classe média perdidos no último quinquênio.

Em outras palavras, ainda que busque fortalecer sua imagem de conciliador, Lula será envolvido pelas circunstâncias: à ofensiva ideológica da direita não poderá responder senão retomando teses tradicionais da esquerda abandonadas em seu governo, por este ou aquele motivo, destacando-se o desequilíbrio da correlação de forças.
Vem pra rua
Quase cinco anos depois, os protestos de 2013 ainda não foram claramente interpretados (Christophe Simon/AFP)
Os dados de hoje dizem que, realizadas as eleições nos termos da legislação vigente, ou seja, sem casuísmos legais ou jurisdicionais, o que se pode chamar de campo da esquerda deverá crescer e, a depender do apoio popular, terá condições políticas e fáticas de reverter muitas das medidas impostas pelo atual ajuntamento que nos acostumamos a chamar de governo.
Ajuntamento que, ademais, pode ter muitos de seus personagens, a começar pelo comandante da súcia, chamados às barras da Justiça. Despidos das armas do poder e do foro privilegiado, governantes e agentes do golpe responderão a processos na Justiça de primeira instância, levando para 2019 o clima tenso vivido em 2017.
Os dados de hoje ainda dizem que nem a aliança governista nem o conjunto da direita partidária conseguiram criar uma candidatura em condições de barrar o retorno de Lula, com todos os seus desdobramentos óbvios. Sabem disso os estrategistas do sistema, de dentro e de fora do País.
 A História não se repete, mas a expectativa de 2018 traz à reflexão a crise de 1955, quando o governo golpista que derrubara Getúlio Vargas se viu diante da eleição de Juscelino Kubitschek e de Jango. A reação político-militar-midiática, com o apoio da Fiesp de então, via, passado pouco mais de um ano após a tomada do poder, em eleições que não pôde evitar, frustrado o sonho de “exorcizar a era Vargas”.  
Lançada, a candidatura de Juscelino foi declarada inaceitável pelos ministros militares e na Justiça foram interpostos recursos contra seu registro. Eleito, JK teve de enfrentar nova ofensiva político-judicial contra sua diplomação.
Diplomado, sua posse foi questionada por um novo golpe militar, sufocado (a crise e o golpe e o contragolpe de 11 de novembro de 1955). Empossado, ainda enfrentaria dois levantes militares e pedidos de impeachment. No governo e fora dele, como Vargas e Lula, foi acusado de corrupção.
Cassado em 1964, processado, nada foi encontrado pelos militares que pudesse condená-lo.
A ordem golpista vinha articulada desde 1945 e alcançou seu apogeu em 1964. Retorna agora, dispensando as Forças Armadas de um papel precursor.

Em 1961, com a renúncia de Jânio, enfrentamos uma nova tentativa de golpe, com o veto dos ministros militares à posse de Jango, vice-presidente constitucional. O golpismo puro e simples foi derrotado nas ruas pelo levante popular comandado por Leonel Brizola.
Polícia Federal
A Polícia Federal, um dos braços da frente político-partidária que une a Justiça, a mídia e o Ministério Público (Uarlen Valerio/O Tempo/Folhapress)
Mas os acertos pelo alto, a conciliação que preserva os interesses dos dominantes, contornaram a História que o povo escrevia. Com a pressão da rua, militares e civis chegaram à fórmula palatável: a subtração dos poderes reservados a Goulart pelo presidencialismo. O parlamentarismo oportunista foi em horas implantado por um Congresso de cócoras. Jango assumiu como queriam os militares, para reinar sem governar.
A história não se repete, mas o que assistimos, em face da candidatura Lula e sua potencial eleição, nos lembra idos vividos. Além dos meios de comunicação de massa, em sua faina visando a desconstrução da imagem do ex-presidente, agem, de mãos dadas, o Poder Judiciário (de juízes de piso como Sergio Moro até o STF, passando pelo TSE e tribunais superiores regionais), o Ministério Público e a Polícia Federal.
O intuito não é apurar pretensas irregularidades cometidas por Lula, mas impedir, hoje, sua candidatura; amanhã, sua diplomação, a posse e seu governo, ao preço mesmo de sua liberdade, ameaçada por condenações anunciadas.
Essas considerações levam em conta uma tese: as eleições de 2018 não estão asseguradas, pois poder nenhum põe a corda no pescoço com suas próprias mãos. Escrúpulos à parte, tudo será feito para que a súcia que tomou conta de Brasília garanta a conservação do poder ilegítimo.
Para tal, há um roteiro prefixado. Ele começa com a necessidade de impedir a eleição de Lula (ou de quem quer que seja que conteste o atual establishment), mas aí não se encerra.
Para a eventualidade da eleição de um oposicionista, o sistema tirou do colete a carta que anuncia novo golpe dentro do golpe, o esvaziamento do presidencialismo e dos poderes do presidente da República, um parlamentarismo de fato, ou um “presidencialismo mitigado” implantado mediante emenda constitucional, fórmula com a qual os feiticeiros do Palácio do Jaburu esperam contornar a necessidade de consulta popular. 
 
Uma das marcas de 2018 deverá ser uma nova saga em defesa da legalidade e da democracia, que compreenderá a defesa das eleições, a segurança de que Lula poderá disputá-las e da garantia da preservação dos poderes do presidente da República, com a rejeição de fórmulas parlamentaristas, disfarçadas ou não.

O próximo ano girará entre a esperança de retomada do desenvolvimento e de construção de uma sociedade minimamente igualitária, e a ameaça de consolidação de um projeto protofascista, antinacional e antipopular e anacrônico. 
Será, pois, um ano de turbulências, como o foram os antecedentes. Mas, desta feita, tomado pela disputa ideológica, abandonada pelas esquerdas desde ao menos 2002. Será 2018, igualmente, a última oportunidade para a construção da unidade das forças democráticas e populares, que se impõe como imperativo histórico. 
Por Roberto Amaral
Com informações da Revista Carta Capital

2 de janeiro de 2018

Presidente Temer sanciona Orçamento de 2018 com previsão de R$ 1,7 bi para fundo eleitoral

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O presidente Michel Temer sancionou com um veto a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2018, que prevê as receitas e despesas da União para o exercício financeiro deste ano. Temer vetou a estimativa de recurso extra de R$ 1,5 bilhão para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O projeto de lei orçamentária foi aprovado em dezembro passado pelo Congresso Nacional, após passar por várias discussões na Comissão Mista de Orçamento. Uma das principais novidades deste ano é a destinação de R$ 1,716 bilhão para um fundo eleitoral, chamado de Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), que vai custear com recursos públicos as eleições de 2018. Este será também o primeiro Orçamento aprovado após a vigência da Emenda Constitucional do Teto de Gastos, que limita as despesas públicas à inflação do ano anterior pelos próximos 20 anos.

De acordo com o Palácio do Planalto, apesar do veto aos recursos extras, o Fundeb já possui provisão de cerca de R$ 14 bilhões para este ano. O texto da LOA será publicado nesta quarta-feira (3) no Diário Oficial da União.

O Orçamento prevê um déficit primário de R$ 157 bilhões para 2018, diferentemente da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada anteriormente, que previa uma meta fiscal deficitária de R$ 159 bilhões. A proposta prevê crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para os próximos 12 meses.

No texto aprovado pelo Congresso, a previsão para o salário mínimo de 2018 era de R$ 965. No entanto, o cálculo para o reajuste foi atualizado, levando em conta o PIB e a inflação, e o governo confirmou na última semana o novo mínimo de R$ 954, em vigor desde ontem (1°).

Despesas
A lei orçamentária prevê despesas da ordem de R$ 3,5 trilhões em 2018, sendo que R$ 1,16 trilhão se destinam ao refinanciamento da dívida pública. Tirando os recursos para refinanciamento, sobram à União cerca de R$ 2,42 trilhões. Desses, apenas R$ 112,9 bilhões são destinados a investimentos públicos. Os gastos com Previdência Social somam R$ 585 bilhões e o pagamento de juros da dívida pública deverá custar R$ 316 bilhões.

O gasto com funcionalismo público foi estimado em R$ 322,8 bilhões para 2018. Esse montante contempla o adiamento de reajustes salariais e o aumento da contribuição previdenciária dos servidores (de 11% para 14%), conforme determinado pela Medida Provisória 805/17.

Eleições
A lei prevê a alocação de R$ 1,716 bilhão para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, criado na minirreforma eleitoral aprovada no ano passado pelo Congresso. Esses recursos se destinam ao custeio de parte das campanhas para as eleições gerais de outubro.

As regras do novo fundo estabelecem também o repasse de 30% dos recursos destinados às emendas de bancada de execução obrigatória no Orçamento e do dinheiro proveniente da compensação fiscal das emissoras de radiodifusão com o fim de parte da propaganda partidária eleitoral. A estimativa é de que esses recursos cheguem a R$ 400 milhões e se somem aos valores previstos no Orçamento.

Com informações da Agência Brasil

Em mensagem para 2018, secretário-geral da ONU pede união dos povos


Secretário-geral da ONU, António Guterres.
Secretário-geral da ONU, António GuterresONU/ Mark Garten

Em comunicado de Ano-Novo, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que para 2018 não lançaria novamente um apelo à paz no mundo, como fez em 2017, quando iniciou seu mandato, porque “infelizmente o mundo seguiu, em grande medida, o caminho inverso”.

Para 2018, a mensagem de Guterres é um alerta para o aumento da desigualdade, dos nacionalismos e da xenofobia no planeta. Ele pediu união dos povos, apontando esse como o único caminho para solucionar conflitos que se aprofundaram no último ano. “A ansiedade global relacionada com as armas nucleares atingiu o seu pico desde a Guerra Fria. As mudanças climáticas avançam mais rapidamente do que os nossos esforços para enfrentá-las”, destacou.

Por último, ele fez um apelo aos líderes mundiais para que assumam um compromisso de Ano-Novo. “Estreitem laços. Lancem pontes. Reconstruam a confiança reunindo as pessoas em torno de objetivos comuns. A união é o caminho. O nosso futuro depende dela.”

Com informações da Agência Brasil

Ceará inicia pré-temporada com 30 jogadores e aguarda ainda a chegada de mais dois contratados


O Ceará deu, nesta terça-feira (2), o pontapé inicial para sua pré-temporada. A reapresentação ocorreu no período da tarde, em Porangabuçu. No primeiro expediente do ano, os jogadores foram submetidos a exames no Departamento Médico do clube. Na sequência, os jogadores subiram até o gramado do estádio Carlos de Alencar Pinto para um treino físico e atividade com bola. 

Após o aquecimento com o tradicional 'bobinho', o técnico Marcelo Chamusca dividiu o grupo em dois times, promovendo um trabalho com bola na metade do campo. Na atividade, o treinador primou por toques rápidos e manutenção da posse de bola, com intensa movimentação.

Ao todo, 30 jogadores se apresentaram no início da pré-temporada. Dos atletas que possuem contrato para jogar com o Ceará em 2018, apenas o o lateral direito Leandro Silva (que deve chegar na madrugada desta quarta-feira) e o meia colombiano Javier Reina (com chegada prevista para o sábado) não se apresentaram. Entre as caras novas que treinaram pela 1ª vez com o Vovô, destaque para as presenças do goleiro Renan, do lateral-esquerdo Ernandes e do atacante Luidy. 

O treino teve portões abertos e foi acompanhado pela torcida, que apoiou o time e prestigiou as atividades da arquibancada do setor norte de Porangabuçu. 

Na volta aos trabalhos, o Ceará terá pouco tempo até o início da temporada. A estreia do Ceará em 2018 está prevista para o dia 16 de janeiro, contra o Salgueiro, as 22h, no estádio Cornélio de Barros, na cidade de Salgueiro-PE. O jogo é válido pela 1ª rodada da Copa do Nordeste. 

Confira o elenco do Ceará para 2018, até o momento:
Goleiros: Éverson, Fernando Henrique e Renan Brito
Zagueiros: Luiz Otávio, Rafael Pereira, Valdo, Bruno Pires e Denilson
Laterais Direitos: Leandro Silva*, Renato e Tiago Cametá
Laterais Esquerdos: Ernandes e Rafael Carioca
Volantes: Pio, Raul, Richardson, Jackson Caucaia, Naldo e Parrudo
Meias: Pedro Ken, Ricardinho, Leandro Canhoto e Reina*
Atacantes: Élton, Felipe Azevedo, Luidy, Rafinha, Roberto, Arthur, Romário, Alex Amado, Clemer e Douglas Coutinho

* Ainda não se apresentaram


Foto: André Almeida/O POVO
Por Bruno Balacó
Com informações Jornal O Povo

Rodrigo Maia diz que mudar a Previdência é a “mais importante reforma social do país”

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O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), usou hoje (2) as redes sociais para voltar a defender a aprovação da reforma da Previdência. Segundo Maia, a reforma é importante para solucionar o desequilíbrio fiscal do país e adiar a votação da proposta é “empurrar para o futuro a urgência de uma agenda social que mude de fato a vida do brasileiro”.

Em mensagens publicadas no seu perfil no Twitter, o presidente da Câmara disse que a mudança nas regras da aposentadoria é a “mais importante reforma social do país”.

O projeto da reforma, enviado pelo governo e alterado algumas vezes no Congresso para deixar as mudanças menos duras, está previsto para ser votado pelos deputados no dia 19 de fevereiro.

“Há uma urgência, sim, que o Brasil volte a ser um país seguro para atrair investimentos. Mas mais do que isso, aprovar a reforma é a única forma de garantirmos que o aposentado, o servidor público e o trabalhador jovem irão receber suas aposentadorias num futuro próximo”, escreveu Maia.

Como se trata de uma proposta de emenda à Constituição, a reforma da Previdência precisa ser aprovada duas vezes por 308 dos 513 deputados, antes de ser analisada no Senado, também em dois turnos.

Com informações da Agência Brasil

Mãe dá ré em carro e mata acidentalmente filha de 2 anos em Rio Branco

Ana Beatriz Pismel foi atropelada pela própria mãe na tarde de domingo (31) (Foto: Arquivo da família)Ana Beatriz Pismel foi atropelada pela própria mãe na tarde de domingo (31) (Foto: Arquivo da família)

Uma menina de apenas dois anos morreu após ser atropelada acidentalmente pela mãe na tarde de domingo (31). Ana Beatriz Pismel de Paula passava por trás do carro no momento em que a mãe dava ré para arrumar o veículo dentro da garagem. A tragédia ocorreu no bairro Morada do Sol, em Rio Branco.

Muito abalada, a tia da menina Maria José Pismel, de 38 anos, conversou com o G1 nesta terça-feira (2). Ela contou que Ana Beatriz chegou a ser levada para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), mas morreu minutos depois.

"Ela estava dentro de casa [menina] brincando quando viu a mãe dela. Foi muito rápido. Eu não estava em casa, meu filho estava lá, viu tudo e está em choque. Ela não viu porque o carro é grande, é uma caminhonete alta. [Ana Beatriz] ainda gritou ‘mãe, mãe’ e correu por trás do carro", relembrou emocionada.

Maria José relata que a garotinha ficou embaixo do carro e o avô e o primo levantaram o veículo para retirará-la. Ainda conforme a tia, a menina foi levada ao hospital pelo pai.

“Foi uma cena terrível. O pai dela e minha outra irmã levaram para o hospital. Meu filho chegou gritando, chorando muito e achei que tinha sido minha mãe, que está internada na UTI. Eu tinha passado a tarde brincando com ela aqui em casa", falou.

Ana Beatriz tinha 2 anos (Foto: Arquivo de família)
Ana Beatriz tinha 2 anos (Foto: Arquivo de família)

Os pais de Ana, segundo a tia, estão na casa de parentes na cidade de Senador Guiomard, interior do Acre, e não querem voltar para a casa.


"Não quer voltar para cá. Disse que não quer mais entrar nessa casa. Nenhum parente quer entrar lá. Isso não vai sair da mente dela. Estamos orando para superar. Não é fácil", lamentou.

Por Aline Nascimento
Com informações do G1 AC, Rio Branco

1 de janeiro de 2018

Documento para pagar IPVA no Ceará é emitido a partir desta terça

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Proprietários de veículo automotor no Ceará podem pagar o IPVA 2018 a partir desta terça-feira (2), quando o documento de arrecadação estadual (DAE). A rede credenciada para pagamento do imposto no Ceará é:

Banco do Brasil
Banco do Nordeste
Bradesco
Santander
Caixa Econômica Federal
Itaú
Farmácias Pague Menos
Casas lotéricas

A Secretaria da Fazenda do Ceará disponibiliza um número de telefone para tirar dúvidas, que atende a partir desta terça-feira: (85) 3209-2200.

Com informações do G1 CE

Camilo Santana relembra conquistas do Governo em mensagem de fim de ano

O governador Camilo Santana gravou vídeo de fim de ano e fez um balanço de sua gestão até agora nas áreas da educação, segurança, saúde, turismo e geração de emprego.

Confira o vídeo

Com informações do Ceará News 7

Kim Jong-un diz que Coreia do Norte atingiu metas de capacidade nuclear

O ditador da Coreia do Norte Kim Jong Un faz discurso de Ano Novo

A Coreia do Norte completou sua capacidade nuclear estatal, disse hoje (1°) o presidente do país, Kim Jong-un, em seu discurso de Ano Novo. Ele também defendeu o aumento da produção de armas atômicas e mísseis. As informações são da EFE.

"Nós alcançamos o objetivo de completar nossa força nuclear estatal em 2017", disse Kim em mensagem transmitida pela TV e divulgada pela agência sul-coreana de notícias Yonhap. O líder norte-coreano enfatizou ainda a necessidade de "produzir em massa ogivas nucleares e mísseis balísticos e acelerar sua implantação".

Kim afirmou que a capacidade atômica de seu país exerce um grande poder dissuasivo nos Estados Unidos e garantiu que as armas são capazes de alcançar todo o território americano. O mandatário informou que "sempre há um botão para ativar armas nucleares no meu escritório", e acrescentou: "isto é uma realidade, não uma ameaça”.

O líder norte-coreano pediu que Washington e Coreia do Sul encerrem suas manobras conjuntas, considerada por ele como uma tentativa de invadir seu país. Ele comentou que as duas coreias devem melhorar suas relações.

A administração de Kim intensificou seus testes de armas em 2017 com o lançamento de 20 mísseis, três deles intercontinentais, e a realização do sexto e mais potente teste nuclear em setembro.

Por conta desses procedimentos, a Coreia do Norte recebeu um número recorde de sanções da ONU em um ano: quatro. Mesmo assim, Pyongyang segue desenvolvendo de armas como forma de um equilíbrio de forças com os EUA.

Com informações da Agência Brasil

Esporte Espetacular, Rogério Ceni fala dos planos no Fortaleza e explica saída do São Paulo



Por GloboEsporte.com, Rio de Janeiro, RJ

Tribunal de Contas do Estado inicia seus trabalhos de 2018

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Com a posse do presidente Edilberto Pontes, para mais um mandato de dois anos, no próximo dia 9, o Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE) retoma suas atividades normais deste ano, de fiscalização de todas as contas dos órgãos estaduais e dos 184 municípios cearenses, oque já vem fazendo desde a segunda metade de 2017.
Agora o Tribunal vai funcionar com todos os seus conselheiros efetivos, depois da posse, em dezembro, do conselheiro Ernesto Saboia, indicado pela Assembleia Legislativa para o cargo na vaga do conselheiro Teodorico Menezes, aposentado no início do ano passado.

Por Edison Silva
Com informações do Diário do Nordeste

Governo do Ceará entrega adutora para garantir abastecimento em Caridade



Os mais de 5 mil moradores do distrito de Campos Belos, em Caridade, ganharam um presente de fim de ano neste domingo (31), último dia de 2017. O governador Camilo Santana inaugurou a adutora que garantirá o abastecimento d’água da comunidade. Com 19,6 quilômetros, o equipamento teve investimento de R$ 2,5 milhões do Governo do Ceará e captará água do Açude General Sampaio.
“Eu sei da luta de vocês para receber essa adutora. Hoje conseguimos realizar esse desejo de toda população de Campos Belos. É muito simbólico a gente encerrar o ano trabalhando e entregando um equipamento que vai garantir água para nossos irmãos cearenses. É uma alegria muito grande terminar 2017 dessa forma. Que a gente possa ter um ano de 2018 com muita paz, amor e muita chuva em todo o Ceará”, disse o governador Camilo Santana, que chegou por volta das 9h ao distrito de Campos Belos.
A prefeita de Caridade, Amanda Lopes, agradeceu o empenho do Governo do Ceará por entregar o equipamento ainda em 2017. “Agradeço ao governador por conseguir trazer esse presente mesmo no Réveillon. Lutamos muito para que o distrito de Campos Belos tivesse água e hoje estamos conseguindo realizar esse sonho. Água é vida. Hoje é um dia de agradecer, já que a população de Campos Belos não precisa mais deixar a localidade por causa de falta d’água”, comemorou a prefeita.

Adutora

A adutora tem tubulações de 150mm e 200mm em DeFoFo (conexões hidráulicas em PVC modificado) que conduzirá 13,88 litros por segundo, suficiente para abastecer toda a comunidade. A obra teve ainda a construção de uma Estação Elevatória e instalação de duas motobombas de 25CV cada. A intervenção contou com o apoio da Prefeitura de Caridade.

Abastecimento

Paralelo às obras de implantação da adutora pela Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra), a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), promoveu melhorias na Estação de tratamento de Paramoti, de onde partirá a água tratada em direção a Campos Belos. Além disso, a Companhia fez ligações de imóveis que estavam fora do padrão.
Ao todo, cerca de R$ 200 mil foram investidos pela companhia na padronização de 496 ligações de água, bem como ajustes nas redes de abastecimento e retirada de ligações clandestinas. No total, 256 ligações clandestinas foram regularizadas pela pela Cagece em Campos Belos.. Essa intervenção é considerada fundamental para a operação da adutora.
Campos Belos era atendido por uma Adutora Montagem Rápida (AMR), que captava água do Açude Desterro. Em decorrência da falta de chuvas na região, o abastecimento teve de ser interrompido. A adutora definitiva é uma medida do Governo do Ceará para solucionar o problema. A Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra) é a responsável pela obra.

Solenidade

O evento contou com as presenças do deputado federal Odorico Monteiro, dos deputados estaduais Walter Cavalcante, Lucilvio Girão e Audic Mota, dos secretários Nelson Martins (Casa Civil), Dedé Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Ramon Rodrigues (adjunto da SRH), além de prefeitos, vereadores e lideranças políticas da região.
Com informações do Governo do Ceará

Salário mínimo de R$ 954 entra em vigor

Real-Moeda Nacional
O cálculo do salário mínimo é definido em leiMarcello Casal Jr/Agência Brasil
O novo salário mínimo começa a valer hoje (1º). Decreto assinado pelo presidente na sexta-feira (29) fixa o seu valor em R$ 954, um aumento de R$ 17. É o menor reajuste do salário mínimo em 24 anos. O valor é inferior ao estimado anteriormente pelo governo, que era R$ 965.

O reajuste foi mais baixo porque a fórmula de correção leva em conta a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Como o resultado do PIB de 2016 foi negativo, o reajuste do salário mínimo foi calculado apenas pelo INPC, estimado pelo governo em 1,81%.

Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o novo valor do salário mínimo para 2018 foi determinado pela aplicação da lei, e não por escolha política.

“O salário mínimo basicamente está definido por lei. A questão é apenas como calcular exatamente a aplicação dos índices de inflação. Porque o salário mínimo é definido por crescimento do PIB e inflação. Então é meramente uma questão de definir esses itens”, disse Meirelles em outubro, ao participar de evento em São Paulo.

Cerca de 45 milhões de pessoas no Brasil recebem o salário mínimo, entre aposentados e pensionistas, cujos benefícios são, ao menos em parte, pagos pelo governo federal.

A atual fórmula de reajuste do salário mínimo foi criada em 2012, ainda no governo da então presidente Dilma Rousseff, e deve valer até 2019.

Como o reajuste ficou abaixo da estimativa anterior, o governo deve economizar cerca de R$ 3,3 bilhões em gastos este ano.

Com informações da Agência Brasil

Feliz Ano Novo! Feliz 2018!


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