54.124 torcedores pagantes. Final de Libertadores? Copa do Brasil? Última rodada do Campeonato Brasileiro? Não! Essa é a quantidade de pessoas que compraram ingressos para assistir ao segundo jogo da final do Campeonato Cearense entre Fortaleza e Uniclinic, jogo vencido pelo tricolor da cidade, conquistando assim o título da competição. Mas o que esse número mostra? Demonstra que o Fortaleza Esporte Clube, tradicional time cearense, com diversas passagens pela Série A nacional está voltando aos seus bons tempos, recuperando a confiança da torcida, investindo em jogadores de certo renome nacional, como Ricardo Berna (ex-Fluminense), Correa (ex-Palmeiras), Dudu Cearense (Seleção Brasileira) com o objetivo de voltar ao seu lugar no futebol brasileiro.
Mas o que o clube vem realizando para voltar aos bons tempos? Quais ações são realizadas pela diretoria? Quais os próximos passos?
Para entender o projeto do Tricolor de Aço, entrevistamos Marcelo Paz, diretor de futebol do clube:
Fut Paulista: Como iniciou sua trajetória no Futebol?
Marcelo Paz: Bem, como todo garoto, joguei futebol de campo, futsal, brincava de tudo relacionado à futebol, futebol de botão, coleção de figurinhas e naturalmente como sempre fui apaixonado e sempre quis estar ligado ao futebol, busquei meios para alcançar. Meu primeiro trabalho na área foi com futebol de base, em um time chamado Estação, revelador de talentos do nosso estado. Eu ajudei no projeto por vários anos, disputando competições, o primeiro título do clube que existe desde 1974 foi em nossa gestão e após isso, fui para o Fortaleza
FP: Qual a sensação de trabalhar no seu time de coração?
MP: A sensação de trabalhar no meu time de coração é indescritível. Entrei no Fortaleza querendo ajudar, com o sentimento de torcedor, pois o clube vinha em dificuldades, vários anos sem ganhar o estadual, na série C, querendo unir o conhecimento técnico que adquiri no outro clube, por ter atuado como comentarista esportivo de rádio e Tv, além da experiência administrativa, por ter formação na área de Administração e Gestão. Além de ser um trabalho, mesmo que não remunerado, pois sou diretor estatutário, que encaro com profissionalismo e amor. Não me pesa trabalhar qualquer horário pelo Fortaleza, mesmo de madrugada, de manhã, com viagens, treinos. Isso é algo diferente e que espero deixar um legado.
FP: Quais as principais dificuldades que encontrou no Fortaleza quando assumiu ao cargo?
MP: No início tivemos muitas dificuldades, pois, havia uma transição de gestão. Como todos os clubes brasileiros encontramos uma péssima situação financeira, havia uma descrença muito grande pelo fato de nossa diretoria ser nova, com pessoas sem passagem pelo futebol, com exceção de nosso presidente, que já havia sido vitorioso. Dificuldade em enfrentar o rival com poder financeiro muito maior e entender um pouco mais desse cotidiano do futebol que é muito legal mas que gera obstáculos como pessoas querendo atrapalhar o projeto e que temos que superar com ética e trabalho.
FP: Quais as principais mudanças realizadas?
MP: Em termos de mudanças, uma coisa que sempre busquei fazer foi estruturar o clube, não focar apenas em contratações e no resultado esportivo mas fazer situações externas para obter resultado no campo, através de equipamentos para fisiologia, fisioterapia, preparação física, qualificação de pessoas. Passamos a trabalhar com analista de desempenho, com analista de mercado, com nutricionista esportivo, melhorar comissão técnica. Integramos os departamentos, melhoramos a gestão de pessoas, procuramos fazer isso, afinal, o futebol é um meio com muita vaidade, todo mundo quer palpitar, acha que sabe e temos que saber fazer o filtro, pois, todo mundo quer ajudar. Como filosofia de contratações, buscamos não trazer jogadores com histórico negativo extra-campo, por melhor que fosse tecnicamente decidimos não trazer jogadores com perfil desagregador, trouxemos jogadores com perfil intelectual, com boa leitura de jogo, que saiba se comunicar e logicamente, que tenham bola, que sejam bons tecnicamente.
FP: Como é trabalhar com uma torcida apaixonada e calorosa como a nordestina?
MP: Trabalhar com uma torcida apaixonada como a do Fortaleza é estar sob pressão o tempo todo, tempo todo mesmo. Havia 4 anos que não ganhávamos um título e conseguimos vencer em uma final emocionante, que até hoje é lembrada. Foram momentos de muita emoção. Passamos momentos ruins também, de muita cobrança, de rojões na porta da sede, de críticas em redes sociais mas esse ano conseguimos o bi-campeonato e os elogios voltaram, pessoas chamando de “pé-quente”, o que acho engraçado e penso que não é ser pé quente, e sim trabalhar bastante. A torcida do Fortaleza é espetacular, atuante, cobra bastante mas quando o resultado vem, ela agradece, incentiva, apóia e faz valer o esforço.
FP: Acredita que o time conseguirá o acesso à serie B nesse ano depois de bater na trave na última competição?
MP: Eu acredito totalmente que conseguiremos o acesso para a Série B pelo trabalho que estamos fazendo, pela capacidade das pessoas que estão no clube, pela experiência que acumulamos, com a torcida que nos apóia. Na verdade, penso que o Brasil inteiro torce para o Fortaleza subir, pessoas ligadas ao futebol que nos dizem que estamos no caminho certo e que com muito trabalho, conseguiremos.
FP: O Fortaleza eliminará o Flamengo na Copa do Brasil?
MP: Bem, eu vou para Volta Redonda buscando eliminar o Flamengo. É um grande time, vencemos no primeiro jogo e essa vitória deu uma bela repercussão no cenário nacional ao Fortaleza, isso é bacana, envaidece, valoriza o trabalho. É um grande clube, joga em casa mas temos a vantagem do empate e vamos para o Rio para passar de fase, atingir o objetivo.
FP: O Fortaleza tem alguns jogadores de certo renome no futebol, como Ricardo Berna, Dudu Cearense e Correa. Como é a gestão desses atletas?
MP: Contamos muito com esses jogadores, são atletas de extremo currículo, Dudu com passagens pela Seleção Brasileira, Correa também atuou em grandes clubes nacionais e europeus, Berna foi campeão pelo Fluminense, disputou Libertadores e são jogadores que ajudam muito mas muito mesmo no dia a dia do clube, com experiência, por possuírem um perfil intelectual, segurarem a barra em momentos complicados. A gente se aconselha com eles também, toma algumas decisões consultando-os, tem o Lima também que é nosso capitão, tem um perfil interessantíssimo, um grande líder. tem o Everton também que passou pelo Cruzeiro, pelo Fluminense. Foi campeão de Série A e B, esperamos que agora seja da C. É um líder técnico, excelente atleta e junto com os demais não citados tem total capacidade para nos ajudar a alcançar os objetivos traçados.
FP: Quais os planos que tem para sua carreira no futebol?
MP: Bem, meu plano a curto prazo é ajudar o Fortaleza a subir, é o que mais quero, o que mais sonho e sobre isso podem vir outros desafios no próprio Fortaleza ou fora dele. Gosto muito de futebol, não me vejo fora dele e acho que devo prestar outros serviços ao futebol, com negócios, estudos, tenho me aprofundado nisso mas hoje meu foco está totalmente em subir com o Fortaleza. O que vier após isso, será analisado com calma.
FP: Que conselho daria para quem pretende entrar na área de Gestão Esportiva?
MP: O conselho que dou para quem pretende entrar na área é que estude, se especialize, converse com pessoas que atuam no Futebol, escute muito, pondere, assista a todo jogo que puder, de todos os campeonatos, veja treinos e busque aliar essa experiência visual com a prática. É muito enriquecedora a oportunidade de estar em clube de futebol, sei que não é facil para conseguir uma vaga mas se puder, vá de graça, não tem problema. Isso não tem preço, você vivenciar a rotina de um clube de futebol, decisões que são tomadas, treinos, palestras, isso não tem valor para quem quer atuar na área. Busque conciliar o conhecimento científico, os livros, os vídeos com a experiência prática.
Silvio Luiz passa a apresentar a 'Super Faixa do Esporte' (Foto: Reprodução)
Na escala da transmissão de Criciúma x Náutico, neste sábado, abertura do campeonato brasileiro da Série B, que a RedeTV! irá transmitir a partir das 16h30, o nome do principal narrador da casa, Silvio Luiz, não aparece.
Em seu lugar, para desempenhar essas funções já a partir deste sábado, foi designado Marcelo do Ó, que irá compor a equipe com o comentarista Juarez Soares e o repórter Luiz Ceará.
Segundo o UOL, por Flávio Ricco, a informação nos bastidores é que a saída do Silvio foi uma exigência da Sport Promotion, empresa que detém os direitos da competição.
Questionado pela fonte, Silvio Luiz apenas respondeu: "Vou cumprir a escala". E por cumprir escala, entenda-se e como "prêmio de consolação", apresentar, a partir deste sábado, a "Super Faixa do Esporte", no lugar de Luciano Faccioli. A decisão tomada por Sport Promotion e RedeTV! surpreendeu até mesmo os integrantes do departamento de esportes.
Mário Sales agora é da equipe esportiva da emissora do Sistema Jangadeiro (Foto: Reprodução)
Novidade no rádio esportivo de Fortaleza. Com a licença de Carlos Fred - que se recupera de um problema renal e deixou o hospital nesta terça-feira -, o narrador Mário Sales foi contratado pela equipe de esportes da Tribuna/BandNews FM.
A partir de agora a equipe de esportes da emissora do Sistema Jangadeiro volta a contar com dois narradores. Além de Mário Sales, César Luís é o outro locutor da emissora.
Não há previsão para o retorno de Carlos Fred às suas funções na Tribuna/BandNews.
O novo e interino presidente da República, Michel Temer, falou com exclusividade a ÉPOCA hoje. É a primeira entrevista à imprensa desde que tomou posse interinamente, ontem. Temer foi claro sobre o que espera fazer como presidente, caso Dilma Rousseff de fato não retorne ao cargo. E admitiu que “ainda não caiu a ficha” do momento – de que ele é, de fato, o responsável por tirar o Brasil de uma das mais graves crises de sua história. “Estou acostumado à pressão, a situações difíceis, a crises. Trabalharei de domingo a domingo, de dia e de noite, para cumprir as expectativas do povo brasileiro”, disse, ciente de que o país tem pressa. “Quero, com a ajuda de todos, botar o país nos trilhos nesses dois anos e sete meses.”
Temer sabe que botar o país nos trilhos será uma missão difícil. “Não vou fazer milagres em dois anos”, admitiu, quando confrontado com o fato de que a burocracia do governo e as pressões de grupos de interesse no Congresso tornam improvável o sucesso na execução de reformas profundas - sobretudo num curto espaço de tempo e sob a forte instabilidade política que ainda define Brasília. “Quero que, ao deixar a Presidência, olhem para mim e digam ao menos: ‘Esse sujeito arrumou o país’.”
O que seria exatamente arrumar o país? Primeiro e mais urgente, é claro, arrumar o que está mais desarrumado: a economia. “Tenho plena confiança na capacidade de Henrique Meirelles e da equipe montada por ele. Eles terão autonomia para fazer os ajustes necessários e transmitir a confiança que perdemos”, disse. Acredita que arrumar a relação do Planalto com o Congresso, algo que diminuirá a instabilidade política crônica em Brasília, será menos complicado. “Fui presidente da Câmara por três vezes e sei bem o quanto é necessário ter diálogo com os parlamentares e manter o respeito pelas ideias diferentes. Não é fortuito que tantas lideranças partidárias estejam comprometidas com o ministério que foi montado.”
Um terceiro ponto, não tão urgente, mas no qual Temer insiste – chegou a incluir em seu discurso de posse - envolve um novo pacto federativo, que equilibre as relações entre União, estados e municípios. É uma preocupação antiga de Temer, que escreveu artigos sobre o assunto. Hoje, defendem Temer e outros políticos, o dinheiro dos impostos dos brasileiros está demasiadamente concentrado na União e, especialmente, no governo federal.Estados e municípios passam a depender da boa vontade do presidente da República para receber recursos – o que acaba passando por uma relação política, e não institucional. Temer quer muito diminuir esse desequilíbrio federativo. “A partir da próxima semana, formaremos uma comissão que encontre soluções para recompor o pacto federativo, para que tenhamos uma verdadeira federação”, anunciou.
A quarta prioridade do novo presidente é a menos palpável de todas. Mas, talvez, seja a que mais o preocupa, em virtude de sua formação como professor de Direito Constitucional. “Precisamos mudar a cultura política do país”, disse. “Ninguém lê mais a Constituição. Digo isso no sentido de que há um desrespeito profundo pelas leis e pelas instituições. É necessário resgatar o valor desse livro sagrado para a nossa democracia.” Na prática, disse Temer, isso se traduzirá em tomar decisões, ou deixar de tomar decisões, que agridam o espírito da Constituição, mesmo que sejam, formalmente, legais. Ele cita um exemplo que aconteceu hoje. Vários assessores e ministros chegaram a seus locais de trabalho e começaram a retirar a foto da presidente Dilma Rousseff. Temer determinou que mantivessem a foto na parede. “É preciso ter respeito. Ela está afastada, mas continua presidente. Até que saia em definitivo, caso seja essa a decisão do Senado, deve ter seus direitos como presidente afastada assegurados.”
Temer está com a voz cansada, mas parece genuinamente animado para os dias difíceis que se avizinham. “Disposição não faltará – minha e da equipe. Hoje mesmo, percebi em todos uma vontade, uma gana de fazer imensa. Nada ficará para segunda-feira. Tudo o que se discutia começa imediatamente, agora. Estão todos imbuídos do mesmo sentido de urgência que eu”, contou. “Pude perceber também no que posso colaborar. Diante da falta de orçamento, expliquei como muitas vezes é possível fazer programas com pouco dinheiro. Foi o que fiz na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, com a criação de conselhos comunitários e delegacias da mulher. Deram resultado e custaram quase nada. É preciso ter esse tipo de mentalidade.”
É possível fazer tanto em tão pouco tempo? “Não é porque é impossível fazer milagres que não se devem estabelecer metas ambiciosas, como as que delineei. É possível fazer muito, não tenho dúvida. E, se não houver ambição, qual o propósito de se tentar?”
Em seu primeiro pronunciamento como presidente interino do Brasil, Michel Temer ressaltou sua confiança nos valores que formam o caráter de dos brasileiros, na vitalidade da nossa democracia, na recuperação da economia nacional, nos potenciais do país, em suas instituições sociais e políticas e na capacidade de enfrentar os desafios deste momento de grandes dificuldades.
“É urgente pacificar a Nação e unificar o Brasil. É urgente fazermos um governo de salvação nacional”, disse Temer, convocando partidos políticos, lideranças, entidades organizadas e o povo brasileiro para tirar o país da grave crise em que se encontra.
“Ninguém, individualmente, tem as melhores receitas paras as reformas que precisamos realizar, mas nós, Governo, Parlamento e sociedade, juntos, as encontraremos”, destacou o presidente, convicto da necessidade de resgatar a credibilidade do Brasil no cenário interno e internacional, para que empresários e trabalhadores se entusiasmem e retomem seus investimentos e empregos.
Segundo o presidente, um projeto que garanta plena empregabilidade exige, no entanto, aplicação e consolidação de projetos sociais. “Portanto, reafirmo: vamos manter os programas sociais. O Bolsa Família, o Pronatec, o Fies, o Prouni e o Minha Casa Minha Vida, entre outros, são projetos que deram certo e, portanto, terão sua gestão aprimorada”.
Temer disse também que seu compromisso com reformas necessárias não alterará, de forma alguma, direitos adquiridos pelos cidadãos. Além disso, a agenda de reformas será balizada pelo diálogo e conjugação de esforços.
“Queremos uma base parlamentar sólida, que nos permita conversar com a classe política e também com a sociedade. É preciso governabilidade. E governabilidade exige aprovação popular ao próprio governo. A classe política unida ao povo conduzirá ao crescimento do país. Todos os nossos esforços estarão centrados na melhoria dos processos administrativos, o que demandará maior eficácia da maquina governamental”, afirmou.
O presidente falou da busca permanente dos instrumentos de controle e apuração de desvios, destacando a operação Lava Jato. “A Lava Jato tornou-se referência e, como tal, deve ter prosseguimento e proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la”.
Michel Temer disse que um dos maiores desafios de seu governo será reequilibrar as contas públicas e tornar o Estado mais eficiente. “A primeira medida na linha desta redução está aqui representada: eliminamos vários ministérios. E o governo não vai parar por aí: já estão encomendados estudos para eliminar cargos comissionados desnecessários, sabidamente na casa dos milhares. Como um parênteses, quero anunciar que serão mantidas todas as garantias que a direção do Banco Central hoje desfruta para fortalecer sua atuação como condutora da política monetária e cambial”.
Temer reconheceu que tem pouco tempo, mas o suficiente para fazer as reformas que o Brasil precisa. “Não falaremos em crise: trabalharemos. O nosso lema é Ordem e Progresso. A expressão da nossa bandeira não poderia ser mais atual. Peço a Deus que nos abençoe a todos. A mim, aos congressistas, ao membros do poder judiciário e ao povo brasileiro, para estarmos sempre à altura dos desafios. E aos brasileiros para que em breve tempo possamos agradecer a Ele pelo trabalho que, a partir de agora, será feito. Muito obrigado e melhores dias para o Brasil.”
Gilberto Kassab - ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
Gilberto Kassab será ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e ComunicaçõesMarcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil
Kassab foi prefeito de São Paulo duas vezes, entre 2006 e 2012. No primeiro mandato, assumiu a prefeitura da capital paulista depois da renúncia de José Serra, de quem era vice-prefeito. Serra deixou o cargo para se candidatar ao governo do estado. Kassab tem 55 anos e é formado em economia e em engenharia civil.
Em 2011, Kassab foi um dos fundadores do Partido Social Democrático (PSD), ao lado de dissidentes de partidos como o DEM, ao qual era filiado desde 1995, PSDB e PPS. Atualmente, é o presidente nacional do PSD.
Kassab iniciou a vida política aos 25 anos, no Fórum de Jovens Empreendedores da Associação Comercial de São Paulo.
No Congresso Nacional, foi deputado federal por duas legislaturas (de 1999 a 2003 e de 2003 a 2007). Em 1º de janeiro de 2005, renunciou ao mandato parlamentar para ocupar o cargo de vice-prefeito em São Paulo.
Raul Jungmann - ministro da Defesa
Raul Jungmann é o novo ministro da Defesa Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Filiado ao PP, Raul Jungmann está no seu terceiro mandato como deputado federal. No governo de Fernando Henrique Cardoso, foi ministro do Desenvolvimento Agrário, presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Apesar de defender o impeachment de Dilma, não participou da votação do processo na Câmara, já que é suplente.
Romero Jucá - ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
O senador Romero Jucá será o novo ministro do Planejamento, Desenvolvimento e GestãoJosé Cruz/Arquivo Agência Brasil
Romero Jucá é senador pelo PMDB de Roraima. Foi eleito senador pela primeira vez em 1994 e assumiu o terceiro mandato consecutivo em fevereiro de 2012. Foi líder do governo no Senado, designado pelos presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT). Assumiu a presidência do PMDB em 5 de abril deste ano. Foi relator-geral do Orçamento da União nos anos de 2005 e 2013.
Pernambucano, Jucá nasceu no Recife, estudou Economia na Universidade Católica de Pernambuco e fez pós-graduação em Engenharia Econômica. Em 1985, presidiu a Fundação Projeto Rondon e, no mesmo ano, foi secretário-executivo da Comissão Interministerial de Educação e Desenvolvimento Regional.
Em 1986, Romero Jucá presidiu a Fundação Nacional do Índio (Funai). Em 1988, foi nomeado pelo presidente José Sarney e aprovado pelo Senado para ser governador do então território de Roraima. Em 1992, compôs a diretoria de Abastecimento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e ocupou o cargo de secretário nacional de Habitação do governo federal.
Geddel Vieira Lima - ministro-chefe da Secretaria de Governo
Geddel Vieira Lima assume como ministro-chefe da Secretaria de GovernoValter Campanato/Agência Brasil
Geddel Vieira Lima é uma das principais lideranças do PMDB. Em março deste ano, foi eleito primeiro-secretário da Comissão Executiva Nacional do partido, ficando responsável pela articulação política da gestão Temer. Geddel foi ministro da Integração Nacional no governo Lula (2007 a 2010) e vice-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Dilma, deixando o cargo em 2013. No início deste ano, foi citado na Operação Lava Jato por suspeita de negociar propina com a construtora OAS. Ele nega as acusações.
Sérgio Etchegoyen - ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional
O general Sérgio Etchegoyen é o novo ministro-chefe do Gabinete de Segurança InstitucionalJoão Vilnei/Prefeitura de Santa Maria
O general Sérgio Westphalen Etchegoyen, 63 anos, é natural de Cruz Alta (RS). Ingressou no Exército em março de 1971, na Academia Militar das Agulhas Negras e foi declarado aspirante-a-oficial da arma de Cavalaria em dezembro de 1974.
No exterior, foi oficial do Estado-Maior da Missão de Verificação das Nações Unidas em El Salvador, entre 1991 e 1992, e Chefe da Comissão do Exército Brasileiro em Washington, Estados Unidos, de 2001 a 2003.
Em março de 2015, passou a ocupar o cargo de chefe do Estado-Maior do Exército. O oficial assumiu o posto após a saída do general Adhemar da Costa Machado Filho, que foi para a reserva. Antes disso, ocupava o cargo de chefe do departamento-Geral do Pessoal, em Brasília.
Bruno Araújo - ministro das Cidades
O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) será o novo ministro das CidadesFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Está no terceiro mandato como deputado federal e passou a ganhar destaque a partir de 2012, quando se tornou líder do PSDB na Câmara. Até fevereiro daquele ano, ele desempenhou o papel de líder da oposição e foi defensor ferrenho do impeachment de Dilma.
Nos quase dez anos de atuação legislativa, Araújo conseguiu aprovar apenas um projeto de lei de autoria exclusivamente sua: a criação do Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce da Retinoblastoma (câncer na retina), em 18 de setembro. Ele foi coautor, no entanto, da lei que criou o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Filho do ex-deputado Eduardo Araújo, Bruno começou cedo na política, elegendo-se em 1998 como o deputado estadual mais jovem de Pernambuco, aos 26 anos.
Blairo Maggi - ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
O senador Blairo Maggi assume como ministro da Agricultura, Pecuária e AbastecimentoMarcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil
Conhecido por ser um dos maiores produtores e exportadores de soja do país, Maggi é senador desde 2002. Até ontem (11), ele era filiado ao PR, mas deixou a legenda para ingressar no PP. Foi eleito governador de Mato Grosso em 2002 e reeleito em 2006. Em 2011, elegeu-se senador pelo estado de Mato Grosso. Em 2013, Maggi foi eleito presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, provocando críticas de movimentos ligados ao setor.
Henrique Meirelles - ministro da Fazenda
Ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles será o novo ministro da FazendaValter Campanato/Arquivo Agência Brasil
Henrique Meirelles, 70 anos, presidiu o Banco Central (BC) de 2003 a 2011, durante os dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República.
Ao assumir o BC em 2003, Meirelles, que já tinha feito carreira em instituições financeiras internacionais, conseguiu atrair credibilidade para o governo junto ao mercado financeiro.
Natural de Anápolis (GO), foi eleito deputado federal pelo PSDB de Goiás em 2002. Com 183 mil votos, foi o deputado mais votado no estado, mas não chegou a assumir o mandato porque aceitou a Presidência do BC. Na época, Meirelles deixou o PSDB, partido de oposição ao governo Lula.
Em 2011, filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD).
Atualmente, preside o Conselho de Administração da J&F, dona do Banco Original, JBS, Vigor. Também membro do Conselho de Administração da Azul Linhas Aéreas.
Mendonça Filho - ministro da Educação e Cultura
Deputado Mendonça Filho é o novo ministro da Educação e Cultura José Cruz/Arquivo Agência Brasil
Recifense, José Mendonça Bezerra Filho é senador e o representante do DEM no governo de Michel Temer. Como deputado federal, Mendonça Filho foi o autor da emenda da reeleição em 1997, permitindo que o então presidente Fernando Henrique Cardoso conquistasse o segundo mandato. Como governador de Pernambuco, liderou o programa Universidade Democrática, que permitiu que jovens de escolas públicas ingressassem na universidade.
Eliseu Padilha - ministro-chefe da Casa Civil
Eliseu Padilha assume a Casa CivilElza Fiúza/Arquivo Agência Brasil
Advogado e empresário, Eliseu Padilha (PMDB-RS) é considerado um dos políticos mais próximos do presidente Michel Temer e atuou ao lado dele na articulação política no Congresso em nome da presidenta Dilma Rousseff, no ano passado.
Padilha se filiou ao antigo MDB, hoje PMDB, em 1966, e é considerado um dos melhores articuladores políticos do partido e do Congresso Nacional.
Foi prefeito de Tramandaí (RS), em 1989. Eleito pela primeira vez deputado federal em 1994, ele está no quarto mandato na Câmara.
Padilha foi ministro dos Transportes no governo Fernando Henrique Cardoso, de 1997 a 2001. Antes, foi secretário dos Negócios do Trabalho, Cidadania e Assistência Social do Rio Grande do Sul.
Osmar Terra - ministro do Desenvolvimento Social e Agrário
O deputado Osmar Terra vai assumir o Ministério do Desenvolvimento Social e AgrárioWilson Dias/ Arquivo Agência Brasil
Nascido em Porto Alegre e filiado ao PMDB desde 1986, Osmar Terra está no quarto mandato consecutivo de deputado federal.
O peemedebista licenciou-se do mandato de deputado federal em diversas legislaturas para exercer o cargo de secretário de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul. Foi também prefeito de Santa Rosa (RS) no período de 1993 a 1996.
Durante audiência pública na Câmara dos Deputados em setembro do ano passado, o parlamentar disse que as drogas são o pior problema de saúde e de segurança do Brasil. “A droga é responsável pela maior parte das mortes violentas e é a maior responsável pela morte de jovens no país. É uma epidemia de grande escala, que afeta todas as áreas da sociedade”, afirmou na ocasião.
Leonardo Picciani - ministro do Esporte
Deputado Leonardo Picciani assume o Ministério do EsporteMarcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil
Eleito pela primeira vez em 2002, quando tinha 22 anos, o deputado federal está em seu quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados e deixa a vaga de líder do PMDB na Casa para assumir o cargo no Executivo.
Picciani nasceu em Nilópolis (RJ), tem 36 anos e é advogado. Foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara em 2007 e relatou projetos ao longo de seus mandatos, como a mensagem que criou o Programa Federal do Primeiro Emprego, o Marco Regulatório das Agências Reguladoras e a limitação do uso das Medidas Provisórias pelo Governo Federal.
De 2009 a 2011 foi secretário de Habitação do Rio de Janeiro, durante o governo de Sérgio Cabral (PMDB).
Ricardo Barros - ministro da Saúde
O deputado Ricardo Barros assume o Ministério da Saúde Antonio Cruz/Arquivo Agência Brasil
O deputado federal foi indicado pelo PP. Engenheiro civil de formação, Barros participou da Comissão de Finanças e Tributação e no Conselho de Ética na Câmara dos Deputados.
Como relator do orçamento de 2016, Barros defendeu o corte de R$ 10 bilhões da verba destinada ao Bolsa Família, porém, a Comissão Mista de Orçamento vetou o corte.
José Sarney Filho - ministro do Meio Ambiente
Deputado Sarney Filhovai assumir o Ministério do Meio AmbienteValter Campanato/Arquivo Agência Brasil
O maranhense José Sarney Filho (PV-MA) foi eleito para o seu primeiro mandato de deputado federal em 1982, e hoje está em seu nono mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. O advogado de 58 anos é filho do ex-senador José Sarney.
O deputado, também conhecido como Zequinha Sarney, já comandou a pasta do Meio Ambiente durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1999 e 2002, e foi secretário de Assuntos Políticos do Maranhão, de 1988 a 1990.
Sarney Filho tem atuação destacada na área do meio ambiente, sobretudo, nas discussões para prevenção de incêndios florestais e agressões a unidades de conservação e de ações de biopirataria. Em 1997, liderou a criação da Frente Parlamentar Ambientalista para o Desenvolvimento Sustentável, que coordenou até 1999. Atualmente, é membro do Conselho Consultivo da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas).
Henrique Eduardo Alves - ministro do Turismo
Henrique Eduardo Alves volta a assumir o Ministério do TurismoTomaz Silva/Arquivo Agência Brasil
O peemedebista volta a ocupar a pasta que deixou quando o PMDB rompeu com o governo de Dilma Rousseff em março. Henrique Eduardo Alves presidiu a Câmara dos Deputados entre 2013 e 2014, e atualmente está sem mandato eletivo.
Alves foi citado na Operação Lava Jato como beneficiário do esquema de pagamento de propina. Alves nega as acusações e diz que as citações são absurdas.
José Serra - ministro das Relações Exteriores
O senador José Serra assume o Ministério das Relações Exteriores Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil
O senador é um dos defensores da adesão do PSDB ao governo de Michel Temer e integrou o grupo que ajudou na criação do plano proposto por Temer para tirar o país da crise. Serra foi ministro do Planejamento e Orçamento e da Saúde no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e governador de São Paulo em 2006. Foi candidato a presidente da República, sendo derrotado por Lula e Dilma. No Senado, propôs a revogação da participação obrigatória da Petrobras na exploração do petróleo da camada do pré-sal. A proposta foi aprovada pelos senadores e agora tramita na Câmara dos Deputados.
Ronaldo Nogueira de Oliveira - ministro do Trabalho
Ronaldo Nogueira de Oliveira éo novo ministro do TrabalhoZeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Natural de Carazinho (RS), o deputado federal Ronaldo Nogueira (PTB-RS) foi vereador por quatro mandatos e secretário de Habitação e Assistência e de Obras e Serviços Urbanos do município. No governo do Rio Grande do Sul, em 2007, foi Diretor do Departamento de Transporte e, de 2008 a 2010, diretor da Fundação Gaúcha do Trabalho e Assistência Social.
Assumiu, como suplente, o mandato de deputado de 2011 a 2014 e, nas eleições de 2014, foi eleito novamente para o cargo. É especialista em Gestão Pública e pastor da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.
Alexandre de Moraes - ministro da Justiça e Cidadania
Ex-secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Alexandre Moraes, é o novo ministro da Justiça e Cidadania Elza Fiúza/Agência Brasil
O advogado e jurista Alexandre de Moraes ocupou o cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), nomeado por Geraldo Alckmin, desde dezembro de 2014. Antes, entre 2002 e 2005, na gestão anterior do governador tucano, ele ocupou a Secretaria de Justiça, Defesa e Cidadania paulista.
Moraes é livre docente da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), mesma instituição pela qual se graduou, em 1990, e se tornou doutor, em 2000.
Além dos cargos no governo estadual, ele ficou conhecido como “supersecretário” da gestão de Gilberto Kassab na prefeitura de São Paulo, quando acumulou, entre 2007 e 2010, os cargos de secretário municipal de Transportes e de Serviços. Ele presidiu, na mesma época, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a SPTrans, empresa de transportes públicos da capital paulista.
Mauricio Quintella - ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil
Deputado Mauricio Quintella é o novo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil
Mauricio Quintella, 45 anos, está no quarto mandato como deputado federal por Alagoas.
Foi eleito vereador de Maceió em 1996 e em 2000. Foi presidente da Câmara de Vereadores e secretário municipal de Educação de Maceió e secretário estadual de Educação de Alagoas.
Na votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, Quintella (PR-AL) deixou o cargo de líder do partido para votar favoravelmente ao afastamento da petista.
Marcos Pereira - ministro da Indústria e do Comércio
Presidente nacional do PRB, Marcos Pereira é o novo ministro da Indústria e do ComércioDivulgação PRB
Marcos Pereira nasceu em Linhares, no interior do Espírito Santo, tem 44 anos, é evangélico, advogado e presidente nacional do PRB.
Os 22 deputados federais filiados a legenda votaram a favor do processo de impeachment de Dilma.
Em 2003, tornou-se vice-presidente da Rede Record de Televisão.
Fabiano Augusto Martins Silveira - ministro da Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)
Fabiano Augusto Martins Silveira é o novo ministro da Fiscalização, Transparência e Controle Geraldo Magela/Câmara dos Deputados
Bacharel em direito e doutor em ciências penais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é consultor legislativo do Senado Federal para as áreas de direito penal, processual penal e penitenciário, desde 2002. Está no segundo mandato como conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) onde também já ocupou a função de ouvidor-geral.
Foi membro da comissão redatora do anteprojeto de reforma do Código do Processo Penal e atuou como conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público de 2011 a 2013.
Fabiano Silveira atuou como professor substituto da Faculdade de Direito da UFMG e da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
Fernando Coelho Filho - ministro de Minas e Energia
Deputado Fernando Coelho Filho é o novo ministro de Minas e EnergiaMarcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil
Fernando Coelho Filho foi eleito três vezes deputado federal pelo PSB. Desde 2007, era líder do partido na Câmara. Natural do Recife, sua primeira candidatura foi em 2006, aos 22 anos, quando obteve 117.720 votos. Fernando Coelho é filiado ao PSB desde 2005.
O parlamentar é formado em administração de empresas pela Fundação Armando Alvares Penteado – FAAP, em São Paulo.
Helder Barbalho - ministro da Integração Nacional
Helder Barbalho é o novo ministro da Integração NacionalFabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil
Nascido em 1979, em Belém, filho do senador Jader Barbalho (PMDB) e da deputada federal Elcione Therezinha Zahluth, Helder Barbalho é formado em administração pela Universidade da Amazônia e começou a carreira política no ano 2000, quando foi eleito o vereador mais votado de Ananindeua, na região metropolitana da capital paraense.
Em 2002, elegeu-se deputado estadual. Aos 25 anos, foi eleito o prefeito mais jovem da história de seu estado e em 2008, foi reeleito prefeito de Ananindeua.
Em 2014, Barbalho candidatou-se ao governo do Pará pela primeira vez, mas perdeu para Simão Jatene (PSDB).