9 de setembro de 2016

Marcelo Chamusca: “Meu desejo é o Guarani fazer a final contra o Fortaleza”




“Pelas importantes histórias de Guarani e Fortaleza, pelos grandes momentos que viveram na Série A e por terem torcidas apaixonadas, meu desejo é que esse confronto seja a final da Série C. Agora, claro que estamos preparados para qualquer adversário. Estou estudando demais os cinco primeiros colocados do grupo B, conheço bem o futebol nordestino e, na verdade, não tem a mínima condição de escolher adversário pela dificuldade geral”.
Assim terminou o ótimo papo que tive nesta sexta-feira com Marcelo Chamusca. Ao aceitar um salário menor do que recebia no Fortaleza e no Sampaio, o técnico tinha o desejo de mostrar seu trabalho em um centro que ainda não o conhecia de perto. A aposta deu certo e o Guarani, líder do grupo B da Série C, já está classificado para o mata-mata. Chamusca, por sua vez, aumentou demais o seu prestígio e contatos de outros clubes já surgem o tempo todo.
“Comparando com o que vivi no Fortaleza, a pressão de ficar bastante tempo na Série C é algo muito grande. O trauma atrapalha demais a atmosfera no momento decisivo. É uma coisa muito difícil de ser controlada. Aqui em Campinas a pressão ocorreu porque o momento do clube era ruim, mas na Série C, com a campanha que estamos fazendo, a pressão é muito menor. O Guarani teve um primeiro semestre ruim, nem para a segunda fase da Série A2 do Paulista o time havia conseguido se classificar. O que conseguimos aqui já deixou uma marca relevante até porque é tudo novo para o clube, essa condição atual de tranquilidade. Montamos o time no meio da competição, até duas semanas atrás estava recebendo jogadores, mas encaixamos bem o esquema e eu optei por trazer jogadores que já tinham trabalhado comigo e conheciam meu estilo. Meu time gosta de bola no chão, não rifamos a bola e por isso sempre torço para jogarmos em gramados com boas condições”.
Com 34 pontos, o Guarani, com uma folha de pagamento de apenas 340 mil reais, incluindo encargos – metade dos gastos do Fortaleza, por exemplo – tem o mais alto aproveitamento da Série C. É o time que mais venceu, o que menos perdeu. tem a melhor defesa, além de ser o melhor mandante e o melhor visitante.
Sobre a diversidade técnica entre os dois grupos, Chamusca não considera que seja relevante o suficiente para apontar favoritismo, mas faz questão de pontuar diferenças claras de proposta de jogo. “Os times do grupo A jogam com base em muita velocidade. Já no grupo B as partidas têm muito mais contato físico, os jogadores atuam com mais força de marcação e o sucesso no mata-mata pode estar justamente nessa adaptação ao jogo do concorrente. Agora, tecnicamente os melhores times dos grupos são equivalentes e por isso não há garantia de nada”.
Chamusca comandou o Fortaleza na Série C em 2014 e 2015 e o time ficou em primeiro lugar na fase inicial, com derrotas no mata-mata para, respectivamente, Macaé e Brasil de Pelotas. “Fizemos um trabalho muito bom no Fortaleza. Ano passado nossa preparação foi de equipe de Série A ou até de seleção. Finalizamos 10 vezes mais do que o Brasil no jogo de volta, tivemos quase 75% de posse de bola, mas a proposta do adversário deu certo e o futebol é isso. E o Brasil manteve a base e está muito bem na Série B atual, com força e competência”.
Com o treinador estão em Campinas também o auxiliar Caé Cunha (continua vendo o primeiro tempo dos jogos do alto da arquibancada) e o preparador físico Roger Gouveia, que trabalhou no Fortaleza de 2007 até 2015 no Fortaleza. Conversei com Roger também. “Efetivamente o futebol desse grupo A é de muita força, contato, bolas paradas. Nossa preparação física é sempre integrada com a preparação técnica e o trabalho tem surtido efeito. Sobre o acesso, tenho o mesmo desejo do Chamusca: enfrentar o Fortaleza na final da Série C seria um prêmio”.
POR FERNANDO GRAZIANI
o povo

Placas do Mercosul são adiadas novamente no Brasil

Placa do Mercosul não tem mais prazo definido para ser adotada no Brasil (Foto: Divulgação/Rodrigo Nunes/Ministério das Cidades)Placa do Mercosul não tem mais prazo definido para ser adotada no Brasil (Foto: Divulgação/Rodrigo Nunes/Ministério das Cidades)
A adoção das placas veiculares em padrão único com o Mercosul foi adiada novamente no Brasil, segundo resolução publicada na última quinta-feira (8) no Diário Oficial da União.
O novo ministro das Cidades, Bruno Araújo,orientou que o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) reavaliasse "com cautela" a decisão de mudar as placas a partir de de 1º de janeiro de 2017, que era a previsão anterior.
G1 questinou o Denatran ainda na quinta sobre qual será a nova data para o início da implantação, mas não teve retorno até a publicação da reportagem.
De acordo com a nova resolução, primeiro o Denatran precisa sinalizar um "ato" que "ateste a implementação no Brasil do sistema de consultas e de intercâmbio de informações sobre aspectos relativos à circulação de veículos nos Estados Partes do Mercosul".
Só a partir deste "ato" começará a contar o prazo de 1 ano para o início da adoção, em cronograma similar ao anterior, primeiramente em veículos novos, transferidos de município ou com troca de categoria.
Ou seja, mesmo que o Denatran sinalize nesta sexta-feira, o que não deve acontecer, a instalação das placas começaria efetivamente só 1 ano depois. Os Detrans poderão se antecipar ao cronograma, com devido aval do Denatran.
Modelo de placa do Mercosul (Foto: Divulgação/Ministério das Relações Exteriores Argentina)Modelo de placa do Mercosul na Argentina (Foto: Divulgação/Ministério das Relações Exteriores Argentina)









Histórico
Apresentada em 2014, a nova placa começaria a ser instalada inicialmente em carros novos, transferidos de município ou com troca de categoria a partir de janeiro de 2016, mas ainda em abril de 2015 o início do processo foi adiado para 1º de janeiro de 2017.
Em maio deste ano, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentou e confirmou o início da adoção para 1º de janeiro de 2017, com prazo final de 2020 para todos os veículos em circulação terem a placa do Mercosul.
O Uruguai foi o primeiro país a começar a implementação do sistema, e os argentinos começaram a emplacar carros novos com o modelo do Mercosul em abril. Paraguai e Venezuela, que completam a organização, afirmaram que também entram ainda neste ano.
Entenda o que mudará com o novo modelo de placas:

1- Mais letras e menos números
Em vez de 3 letras e 4 números, como é hoje, as novas placas terão 4 letras e 3 números, e poderão estar embaralhados, assim como na Europa;

2- Novas cores
A cor do fundo das placas será sempre branca. O que varia, é a cor da fonte. Para veículos de passeio, cor preta, para veículos comerciais, vermelha, carros oficiais, azul, em teste, verde, diplomáticos, dourado e de colecionadores, prateado;

3- Estado e cidade com nome e brasão
O nome do país estará na parte superior da patente, sobre uma barra azul. Nome da cidade e do estado estarão na lateral direita, acompanhados dos respectivos brasões;

4- Tamanho
A placa terá as mesmas medidas das já utilizadas no Brasil (40 cm de comprimento por 13 cm de largura);

5- Contra falsificações
Marcas d'água com o nome do país e do Mercosul estarão grafadas na diagonal ao longo das placas, com o objetivo de dificultar falsificações;

6 - Quem terá que trocar
O modelo não tem mais data definida para ser adotado no Brasil. Segundo o Denatran, o preço será o mesmo das atuais. No Brasil, a placa terá uma tira holográfica do lado esquerdo e um código bidimensional que conterá a identificação do fabricante, a data de fabricação e o número serial da placa. A tira é uma maneira de evitar falsificação da placa.

Do G1

Campanha disponibilizará diversas vacinas a crianças e adolescentes em setembro

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Foto: Diário do Nordeste
Crianças menores de 5 e maiores de 9 anos de idade e adolescentes até 15 anos que estão com o cartão de vacinação desatualizado podem colocar as imunizações em dia durante a Campanha Nacional de Multivacinação, de 19 a 30 de setembro. No Ceará, segundo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), o foco é a prevenção da poliomielite, do sarampo e da coqueluche.
Durante a campanha, que terá mobilização nacional em 24 deste mês, 14 vacinas previstas no Calendário Nacional estarão disponíveis nos postos de saúde. Dentre elas estão a pentavalente, a tríplice viral, a tríplice bacteriana, a BCG, papilomavírus humano (HPV), além das imunizações contra a hepatite B e a febre amarela.
A ação não tem meta de vacinação, já que é uma estratégia do poder público para manter o controle, a eliminação ou erradicação das doenças imunopreveníveis no País, principalmente entre quem pertence ao público-alvo.
Verdinha

8 de setembro de 2016

Desempenho de estudantes do ensino médio é menor que o de 20 anos atrás

O desempenho de estudantes no ensino médio em português e matemática em 2015 foi pior que há 20 anos, segundo dados divulgados hoje (8) pelo Ministério da Educação (MEC). A etapa é tida como um dos principais gargalos do ensino básico, concentrando os piores indicadores. Os números são do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), calculados a cada dois anos. 
Aumenta número de jovens pobres que concluem o ensino médio
De acordo com a presidenta executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, os números mostram que não houve um amplo esforço para mudar as bases do ensino médioArquivo Agência Brasil
Em 2015, a proficiência média em língua portuguesa na etapa de ensino foi 267,06. A média nacional melhorou em relação a 2013, quando ficou em 264,06. No entanto, está abaixo dos 268,57 obtidos em 2011 e dos 290, registrados pelos estudantes de 1995. A proficiência média em matemática apresenta redução desde 2011, quando era 274,83. Em 2015, a média foi 267. Vinte anos antes, em 1995, a proficiência média era de 281,9. 

As médias de 2015 colocam os estudantes do ensino médio no nível 2 de 8, de acordo com escala do MEC, em português e no nível 2 de 10 em matemática. Isso significa que os alunos têm dificuldades em interpretações de texto e operações matemáticas minimamente complexas como soma, subtração, multiplicação e divisão.

Faltam políticas públicas
De acordo com a presidenta executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, os números mostram que não houve um amplo esforço para mudar as bases do ensino médio. "O ensino médio é uma etapa muito mal desenhada, é desenhada para não dar certo. Os alunos têm 13 disciplinas para serem trabalhadas em 4 horas de aula, que na realidade são 2 horas e meia. Há uma perda de eficiência em relação a políticas e investimentos e o resultado é esse".

A proficiência considerada adequada para o ensino médio é 300 em português e 350 em matemática, segundo critério consolidado pelo Todos pela Educação, que leva em conta o desempenho dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na avaliação internacional do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). 

"No ensino médio, chegamos ao fundo do poço, principalmente em matemática. Não dá mais para esperar um milagre. Precisamos urgentemente tomar uma decisão que passa por dois aspectos, o currículo e a formação de professores. Precisamos dar mais foco no interesse do jovem", diz o diretor de articulação e inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos.

Ensino Fundamental
A maior evolução do desempenho dos estudantes foi nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano. Em língua portuguesa, o desempenho cresce desde 2001. Em 2015, atingiu a proficiência média de 207,57. O número representa um salto de 11,66 pontos em relação aos 195,91 do último Saeb, em 2013. Em matemática, a proficiência média também é crescente desde 2001, quando registrou 176,3, em 2013 foi 211,21 e, em 2015, chegou a 219,3.
sala de aula
Para a presidenta do Todos pela Educação, além de uma reformulação, necessária ao ensino médio, é necessário investimento na formação de professoresArquivo/Agência Brasil
Nessa etapa o Brasil está acima do nível adequado, de acordo com os critérios do Todos pela Educação em português, que é 200. Já em matemática, apesar da evolução, continua abaixo dos 225. "Esse Saeb mostrou um avanço importante, uma evolução de 12 pontos em língua portuguesa, o que equivale a meio ano de estudos", avalia Priscila.

Os anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, também apresentaram evolução, embora menor que os inciais. Em matemática, a proficiência média foi 255,76, superior aos 251,54 de 2013. Em português, passou da média de 247,81 em 2013 para 251,53 em 2015. As proficiências adequadas para a etapa são 275 em português e 300 em matemática.

Professores
Para Priscila, além de uma reformulação, necessária ao ensino médio, é necessário investimento na formação de professores. "O principal é o professor. Precisamos de professores bem formados nas salas de aula. Tem que ter política de atratividade para a carreira docente que faça com que os bons alunos do ensino médio sigam a carreira. É necessário também formação continuada, depois da inicial, e que as licenciaturas tenham mais prestígio dentro das instituições de ensino", diz.

De acordo com análise feita pelo movimento, os docentes recebem o equivalente a 54,5% do que ganham outros profissionais também com curso superior. "Se não tiver professor em quantidade e qualidade, bem preparados, a gente perde quase tudo. Posso fazer um bom desenho de currículo, mas para que a expectativa seja atendida é preciso um professor bem formado", diz Ramos. Segundo ele, a dificuldade do ensino básico começa nos anos finais do ensino fundamental, quando os estudantes começam a ter aulas com diversos professores e muitos deles não são formados nas áreas que lecionam. Dados no Ministério da Educação mostram que quase 40% dos professores não têm formação adequada.

Saeb
Os resultados do Saeb são referentes à Prova Brasil, aplicada em novembro de 2015. Participaram da avaliação todas as escolas públicas brasileiras com no mínimo 20 estudantes matriculados no 5º ou 9º anos do Ensino Fundamental, o que representa cerca de 4 milhões de estudantes. Além desse conjunto de escolas, foi considerada uma amostra de instituições privadas com dez ou mais estudantes matriculados no 5º ou 9º anos do ensino fundamental ou na 3ª série do ensino médio.

O Saeb também contém uma amostra de escolas públicas municipais e estaduais com dez a 19 alunos matriculados no 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e uma amostra de escolas públicas estaduais e municipais com dez ou mais alunos matriculados na 3ª série do Ensino Médio.

Agência Brasil

Com Felipe e novatos, Ceará define relacionados para jogo com o Goiás

Felipe Menezes, meia-atacante do Ceará (Foto: Eduardo Trovão/TV Verdes Mares)Felipe Menezes, recém-chegado, já pode estrear no sábado (Foto: Eduardo Trovão/TV Verdes Mares)
O Ceará fechou os treinamentos nesta quinta-feira (8), em solo cearense, e a comissão técnica definiu a lista de relacionados para o jogo contra o Goiás, no sábado (10), às 18h30. Em seguida, o elenco viaja para Goiânia, local da partida, onde ainda faz mais um treino antes de jogar.
As novidades nesta lista são os recém-contratados Douglas Marques (zagueiro) e Felipe Menezes (meia-atacante), que foram apresentados nesta semana e já constam entre os relacionados. Junto a eles, o meia Felipe volta a ser relacionado por Sérgio Soares e deve entrar em campo contra o Goiás. Na última partida, diante do Avaí, ele não atuou porque estava contundido.
Já o lateral direito Eduardo, que cumpriu suspensão no empate em 0 a 0 contra os catarinenses, está com dor de garganta e não viaja. O técnico Sérgio Soares ainda não poderá contar com o lateral esquerdo Thallyson, o volante Baraka e o atacante Bill, todos suspensos.

Ceará e Goiás se enfrentam neste sábado (10), às 18h30, no Estádio Serra Dourada, pela 24ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
O Vovô é o 5º colocado, com 38 pontos. O Goiás é o 17º, com 27 pontos conquistados.
Felipe, meia do Ceará (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)
Felipe, meia do Ceará, retorna à relação de Sérgio Soares para o jogo com o Goiás (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)

Veja a lista de relacionados:
Goleiros: Éverson e Lauro
Zagueiros: Valdo, Charles, Ewerton Páscoa, Douglas Marques e Lucas
Laterais: Tiago Cametá, Sánchez e Buiú
Volantes: Diego Felipe, Richardson, Ricardinho e Raul
Meias: Felipe, Wescley e Felipe Menezes
Atacantes: Rafael Costa, Serginho e Robinho

Por Fortaleza, CE

Beneficiários de auxílio-doença do INSS são convocados para revisão de perícia

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a convocar nesta semana, por carta, os primeiros 75 mil beneficiários de auxílio-doença que passarão pela perícia médica de revisão do benefício. São pessoas que têm até 39 anos de idade e que estão há mais de dois anos sem passar por exame pericial.

Após o recebimento da carta, o beneficiário terá cinco dias úteis para agendar a perícia pela central de atendimento, no telefone 135. Quem não fizer o agendamento dentro do prazo terá o benefício suspenso e só será reativado após o agendamento de uma nova perícia.

O INSS reforça que os beneficiários não precisam comparecer às agências de atendimento antes da convocação. Segundo o instituto, para evitar sobrecarga e filas desnecessárias, os beneficiários serão convocados em lotes com critérios pré-definidos.

A revisão pericial será feita em 530 mil beneficiários de auxílio-doença que receberam o benefício por meio de decisão judicial e não realizaram nenhuma atualização nos últimos dois anos. Em seguida, o governo vai revisar 1,2 milhão de aposentadorias por invalidez, de pessoas com idade inferior a 60 anos.

O beneficiário que não concordar com o resultado da perícia poderá recorrer da decisão e solicitar nova avaliação.

Segundo o INSS, a medida dará “segurança” a esses trabalhadores já que a previsão é que muitos beneficiários migrem para o regime de aposentadoria por invalidez. Com esse pente-fino, a expectativa do governo é que entre 15% a 20% dos convocados deixem de receber a quantia média de R$ 1.193,73 por mês. Caso esse número se confirme, a economia pode chegar a R$ 126 milhões por mês para os cofres públicos.

Essas revisões devem durar dois anos e não prejudicarão os atendimentos regulares. Cada perito médico poderá realizar até quatro perícias de revisão por dia, além da agenda de atendimento, e receberá R$ 60 por cada uma.

Os beneficiários devem manter seus endereços atualizados junto ao INSS. A atualização cadastral pode ser feita pelo telefone 135 ou pela internet, na página www.previdencia.gov.br. Nos casos de pessoas com domicílio indefinido ou em localidades não atendidas pelos Correios, a convocação será feita por edital publicado em imprensa oficial. Para reforçar a convocação, também serão emitidos, a partir de novembro, avisos por meio dos caixas eletrônicos das agências bancárias.

A revisão pericial está prevista na Medida Provisória nº 739, de 07/2016, e os procedimentos técnicos foram estabelecidos por meio da Resolução n° 546, de 08/2016.

Agência Brasil

Reforma Trabalhista - Governo propõe jornada diária de até 12 horas


O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, informou hoje (8), em reunião com sindicalistas, que a reforma trabalhista deve ser encaminhada ao Congresso Nacional até o fim deste ano.

Entre as medidas em pauta, está a proposta que formalizará jornadas diárias de até 12 horas. Atualmente, contratos de trabalho com jornadas superiores a oito horas diárias são frequentemente questionados pela Justiça do Trabalho, que ainda não reconhece formalmente a jornada mais longa.

O documento deve contemplar também a criação de dois novos modelos de contrato. A pasta avalia considerar o tipo que inclui horas trabalhadas e produtividade, além do modelo que já vigora atualmente, baseado na jornada de trabalho. O objetivo das medidas é aumentar a segurança jurídica de contratos que não estão estipulados pela legislação trabalhista, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Ronaldo Nogueira ressaltou que não haverá retirada de direitos trabalhistas. “Não há hipótese de mexermos no FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], no 13º [salário], de fatiar as férias e a jornada semanal. Esses direitos serão consolidados. Temos um número imenso de trabalhadores que precisam ser alcançados pelas políticas públicas do Ministério do Trabalho”, disse Nogueira, em reunião da Executiva Nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

Em agosto, o ministro já havia anunciado que o governo mandará uma proposta de atualização da legislação trabalhista ao Congresso. Na ocasião, Ronaldo Nogueira garantiu que os direitos dos trabalhadores serão mantidos. Ele disse que “o trabalhador não será traído pelo ministro do Trabalho". Para Nogueira, a reforma vai criar oportunidades de ocupação com renda e consolidar os direitos.

Agência Brasil

7 de setembro de 2016

Michel Temer estreia em desfile sem faixa presidencial, com vaias e aplausos

Diversas autoridades acompanham o desfile da tribuna de honra ao lado de Michel Temer
Em sua primeira aparição oficial no país após sua efetivação no cargo, o presidente Michel Temer foi recebido com vaias, gritos de “fora, Temer” e aplausos para o desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios. Temer dispensou a faixa presidencial e o uso do carro aberto oficial para participar da cerimônia. As vaias e os gritos de “fora” foram respondidos por defensores do peemedebista com o coro “a nossa bandeira jamais será vermelha”, em alusão aos petistas e apoiadores da ex-presidente Dilma Rousseff. Protestos contra o novo presidente e atos em defesa de Temer estão programados para a Esplanada nesta quarta-feira.
O presidente chegou acompanhado à tribuna de sua esposa, a primeira-dama Marcela Temer, e pronunciou ao microfone apenas duas palavras “autorização concedida”, ao ser convidado pelo comandante militar do Planalto a dar início ao desfile. Diversas autoridades estão na tribuna de honra, como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os ministros Raul Jungmann, da Defesa, Alexandre de Moraes, da Justiça, e Eliseu Padilha, da Casa Civil.
O protesto encabeçado pelos grupos NasRuas, Rua Brasil e Bloco Pró-Impeachment promete levar cartazes contra a manutenção dos direitos políticos da ex-presidente. “Nosso propósito é apoiar o novo governo e cobrar mudança em relação ao fatiamento do processo de impeachment da senhora ex-presidente”, explica a militante pró-impeachment Kelly Bolsonaro. Ainda sem estipular uma expectativa de público, a organizadora crê que contará com um número de participantes maior do que nos últimos desfiles.
Já o lado vermelho dos protestos, que vem crescendo em capitais como Brasília e São Paulo, marcou atos em todas as grandes metrópoles brasileiras. Segundo Lucio Centeno, secretário-executivo da Frente Brasil Popular, o feriado marcará o primeiro ato nacional dos movimentos contrários a Michel Temer após a consolidação do processo de impeachment. “A orientação é somar, construir em conjunto com os atos que já ocorrem historicamente no dia 7 de setembro, como o Grito dos Excluídos, reforçando esse ato e colocando a pauta do ‘Fora Temer’ como centralidade”, explica Lucio.
Congresso em Foco

Orçamento do MEC terá acréscimo de 7% em 2017, diz ministro

O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse nesta terça-feira (6) que já conseguiu elevar o orçamento do Ministério da Educação (MEC) em cerca do 7% para 2017.
“Isso mostra claramente o nosso compromisso para ter maior volume de recursos dedicados à educação pública em nosso País”, garantiu o ministro. Ele rebateu as críticas sobre o projeto de lei que desvincula as receitas da União e dá ao governo o direito de usar, livremente, 30% das receitas obtidas com impostos e contribuições que, obrigatoriamente, deveriam ser alocados em determinadas áreas.
A Constituição estipula que União deve investir pelo menos 18% do que arrecada em educação e, estados e municípios, 25% de suas receitas. Já o Plano Nacional da Educação (PNE) estabelece que, até 2024, o Brasil invista pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. Atualmente, o investimento é de 6,2%.
O Orçamento de 2016, aprovado pelo Congresso Nacional em janeiro, previa R$ 99,8 bilhões em recursos para a educação. Segundo Mendonça Filho, o governo de Dilma Rousseff deixou um corte de R$ 6,4 bilhões, sendo que R$ 4,7 bilhões já foram recuperados.
O ministro esteve na cerimônia de lançamento do Relatório de Monitoramento Global da Educação 2016, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 
O Relatório de Monitoramento Global da Educação vai acompanhar pelos próximos 15 anos o cumprimento da Agenda 2030, que estabelece metas para educação. 
Segundo o estudo, é preciso mudar a maneira como a educação é pensada, pois ela, muito além de apenas transferir conhecimentos, tem a responsabilidade de fomentar os tipos certos de habilidades, atitudes e comportamentos que levarão ao crescimento sustentável e inclusivo.
 Agência Brasil

Energia ficará mais barata fora do horário de pico em 2018

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (6) o cronograma para a adoção de preços diferentes de energia de acordo com o horário de consumo. Com a tarifa branca, o consumidor poderá pagar mais barato pela energia consumida fora do horário de pico.
A tarifa branca começará a valer a partir de 2018, quando estará disponível para as novas ligações e com unidades que consomem mais de 500 quilowatts-hora (kWh) por mês. Em um prazo de 12 meses, será oferecido para unidades com média anual de consumo superior a 250 kWh por mês e, em até 24 meses, para as demais unidades consumidoras.
Atualmente, existe apenas a tarifa convencional, que tem um valor único cobrado pela energia consumida, igual em todos os dias e todas as horas. A tarifa diferenciada não valerá para os grandes consumidores, como as indústrias, nem para quem é incluído na tarifa social de energia elétrica.
Novas faixas de horário
Com as novas regras, nos dias úteis, o preço da energia poderá ter dividido em três horários: ponta, intermediário e fora de ponta. As faixas variam de acordo com a distribuidora. O horário de ponta, que terá a energia mais cara, terá duração de três horas, na parte da noite. A taxa intermediária será uma hora antes e uma depois do horário de ponta. Nos feriados nacionais e nos finais de semana, o valor é sempre fora de ponta.
Segundo a Aneel, se o consumidor adotar hábitos que priorizem o uso da energia fora do período de ponta, a opção pela Tarifa Branca oferece a oportunidade de reduzir o valor da conta de energia. 
Para aderir à Tarifa Branca, os consumidores precisam formalizar sua opção na distribuidora, e quem não optar por essa modalidade continuará sendo cobrado pelo sistema atual.Também será preciso instalar um novo tipo de medidor de energia, e os custos da troca serão de responsabilidade da distribuidora.
Segundo a Aneel, o Inmetro já aprovou um modelo de medidor, e deverá aprovar outros modelos no ano que vem, o que permitirá a fabricação equipamento em escala. 
Portal Brasil

Desfiles de 7 de Setembro são tradição desde o século XIX

Neste ano, será celebrado o 194º ano da independência do Brasil de Portugal, declarada em 1822.
Todos os anos, milhares de pessoas se reúnem em avenidas na maioria dos municípios do Brasil para celebrar a Independência do País, comemorada em 7 de setembro com desfiles cívico-militares. Neste ano, será celebrado o 194º ano da independência do Brasil de Portugal, declarada em 1822.  
Segundo o professor Jaime de Almeida, do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB), as paradas militares são uma tradição comum em sociedades com influência europeia, para enfatizar a ordem e a organização estatal.
“Antes da independência, já havia as datas da monarquia portuguesa  mesmo que não fosse uma rotina para cada ano, havia as comemorações relacionadas ao monarca. Nas monarquias do antigo regime eram mais comuns as festas de posse do soberano, de aniversário, datas dinásticas”, exemplifica o professor.
Divulgação/Arquivo Nacional
Desfile de 1947, na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro (Arquivo Nacional)
Em 7 de setembro de 1947, o presidente norte-americano Harry Truman acompanhou o desfile com o presidente Eurico Gaspar Dutra, no Rio de Janeiro. No portal de acervo audiovisual do Arquivo Nacional, são disponibilizados vídeos de paradas cívico-militares de 7 de Setembro de diversos anos.
Segundo o Arquivo Histórico do Exército, as comemorações do Dia da Pátria começaram no século XIX. A data perdeu destaque no período de Regência (1831 a 1840) e voltou a recuperar a importância histórica com a declaração de maioridade de Dom Pedro II, em 1840.
O principal desfile ocorria no Rio de Janeiro, então capital do País. Depois, com a fundação de Brasília, passou pelo Eixo Rodoviário, pelo Setor Militar Urbano (SMU) até que, em 2003, foi para o local onde ocorre, atualmente, a Esplanada dos Ministérios.
Portal Brasil, com informações da TV NBR e Arquivo Histórico do Exército

Conheça o significado do 7 de Setembro, data que marca a Independência do Brasil

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Conhecido como o Dia da Independência, 7 de Setembro é um feriado marcado por eventos como desfiles cívico-militares por todo o País, aos quais milhares de pessoas comparecem. Mas qual foi a estaca zero dessa tradição?
Confira abaixo, em ordem cronológica, os acontecimentos que culminaram nessa data histórica:
1. Antecedentes separatistas
No fim do século XVIII, rebeliões como a Inconfidência Mineira, em 1789, e a Conjuração Baiana (1798) eclodiam, com objetivo de romper a dominação portuguesa sobre o Brasil e estabelecer a independência.
A inconfidência mineira, da qual participou Tiradentes, foi liderada por mineradores e coronéis, e a Conjuração Baiana, conhecida também por Revolta dos Alfaiates, por brancos e negros pobres. Ambas, no entanto, foram violentamente reprimidas pelos governos dos Estados.
2. Chegada da Família Real
Do outro lado do mundo, a tropa francesa de Napoleão Bonaparte conquistava vários países da Europa e proibia relações comerciais com sua última grande inimiga: a Inglaterra. Portugal não aderiu às determinações de Napoleão, e o francês invadiu seu território, obrigando Dom João e a corte a fugirem para o Brasil. Eles chegaram aqui em 22 de janeiro de 1808, escoltados por navios ingleses.
3. Primeiro vislumbre de liberdade
Como recompensa pela proteção oferecida, a Inglaterra exigiu que o Brasil tivesse relações comerciais com o país europeu. O comércio brasileiro era, até então, restrito a Portugal.
A abertura dos portos para nações amigas permitiu que o Brasil começasse a se emancipar economicamente de sua metrópole, afinal, Portugal não tinha condições de competir com a potência comercial dos ingleses.
Um mês depois de sua chegada, Dom João organizou a estrutura administrativa do governo: nomeou ministros de Estado, criou órgãos públicos, instalou tribunais de justiça e criou o Banco do Brasil.
Essas medidas e outras, culturais e econômicas, contribuíram para a emancipação política brasileira. O País foi elevado à categoria de sede administrativa das relações com a metrópole. Na prática, isso significava autonomia também no âmbito administrativo.
4. Revoluções lá e cá
Altos impostos, a fome causada pela grande seca de 1816 e o luxo da corte portuguesa provocaram indignação e levaram à Revolução Pernambucana. Inspirados pela Revolução Francesa, vários grupos de interesses diversos participaram do movimento, mas havia um objetivo unânime: a Proclamação da República.
O governador, Caetano Pinto de Miranda Montenegro, ordenou a prisão dos revoltosos, mas a medida teve o efeito contrário: além de resistir à repressão militar, os rebeldes prenderam o governante e tomaram o poder.
Durante 75 dias, os revolucionários permaneceram no poder, até serem dura e violentamente atacados por tropas, armas e navios enviados pelo próprio Dom João. Eles cederam em 19 de maio de 1817.
Anos depois, líderes da Revolução Liberal, em Portugal, tomaram o poder na metrópole, obrigando, assim, Dom João e a corte a retornar para seu país de origem, em 26 de abril de 1821. O herdeiro, Dom Pedro, assumiu o governo.
5. Duelo das elites
A burguesia portuguesa tomou medidas que limitavam a autonomia brasileira e enfraqueciam a autoridade de Dom Pedro e, além disso, exigia a volta do príncipe regente a Portugal.
Do lado de cá, comerciantes e donos de terra sentiram que as medidas ameaçavam seus negócios. Resolveram, então, apoiar Dom Pedro e incentivá-lo a desobedecer as ordens que chegavam de Lisboa.
Nesse contexto, foi criado o Partido Brasileiro, organizado para enfrentar e resistir ao projeto do governo português de recolonizar o País.
6. Dia do Fico
Em 9 de janeiro de 1822 e com todo o suporte do Partido Brasileiro, Dom Pedro tomou a decisão definitiva sobre as ordens da corte para que retornasse.
A declaração é replicada até hoje nos livros de história. “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico”. Por conta do discurso, o episódio ficou conhecido como Dia do Fico.
7. Ruptura definitiva
Apesar da decisão de Dom Pedro, os confrontos com a corte portuguesa permaneceram e chegaram ao ponto de, sempre amparado pelas elites e o Partido Brasileiro, o príncipe regente determinou a ruptura política entre Brasil e Portugal.
Em 7 de setembro de 1822, foi proclamada, oficialmente, a independência do Brasil, em São Paulo. Quando regressou ao Rio de Janeiro, Dom Pedro foi aclamado imperador e coroado com o título de Dom Pedro I, em dezembro de 1822.
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