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3 de setembro de 2021

'B-R-O Bró': entenda por que faz tanto calor no Ceará de setembro a dezembro

Ceará entra no período de umidade mais baixa e temperaturas máximas intensas. — Foto: Reprodução/TV Integração

O "B-R-O Bró", como é conhecido popularmente no Ceará o período de setembro a dezembro, é marcado por ser, historicamente, o mais quente do ano no Estado. Conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), nesta época, as baixas umidades e as altas temperaturas tornam-se ainda mais intensas, o que contribuem para o fenômeno.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Funceme indicam que entre agosto e setembro as normais climatológicas das temperaturas máximas médias variam em cerca de 1ºC.

Entre os municípios monitorados pelos órgãos, Sobral e Crateús, no interior do Estado, apresentam as maiores médias de temperaturas máximas neste mês sendo, respectivamente, 36,4 e 35,5°C. Os dados são referentes a valores mensais e históricos, diferente dos dados diários e pontuais, que podem ser acima ou abaixo.

Já em outubro, segundo a Funceme, as temperaturas máximas médias costumam aumentar ligeiramente em relação a este mês. Em Fortaleza, por exemplo, a normal climatológica em setembro é de 31°C e no próximo mês, é de 31,2°C.

Além das temperaturas mais elevadas, a baixa umidade do ar, que é inversamente proporcional, pode apresentar valores mais expressivos durante o Br-O-Bró.

“O segundo semestre do ano é mais propício à baixa umidade do ar devido à escassez de chuvas. Assim, passamos a ter predomínio de céu claro ou com poucas nuvens. Nos horários mais quentes do dia, observa-se a queda na umidade, que é mais sentida no interior. Em cidades como Tauá, a umidade média mensal de 76% em abril cai para 42% em setembro. Em Fortaleza, a proximidade do mar faz com que os valores não sejam tão baixos, sendo que a média é de 71%”, explica a gerente de meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto.

Cuidados

As condições de tempo seco precisam ser observadas, pois podem causar impacto na saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica os níveis de umidade relativa do ar nas seguintes proporções:

Estado de observação: 40% a 31%;

Estado de atenção: de 30% a 21%;

Estado de alerta: de 20% a 12%.

O órgão recomenda ainda evitar a exposição ao sol e a realização de atividades físicas quando a umidade relativa do ar cai para menos de 30%. Neste caso, o Ministério da Saúde indica ainda o aumento da hidratação, ingerindo mais água, suco natural ou água de coco.

Com informações do G1 CE

26 de junho de 2020

Bolsonaro acompanha no Ceará abertura da comporta de integração do Rio São Francisco


Bolsonaro durante abertura da comporta do Eixo Norte

O presidente Jair Bolsonaro acompanhou na manhã desta sexta-feira (26), no Ceará, a abertura da comporta do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco.


Com a abertura da comporta, as águas que já abastecem o Reservatório Milagres, em Pernambuco, passarão pelo Túnel Milagres, chegando no Ceará, em seguida ao Reservatório Jati e seguirão, por fim, até a Paraíba e ao Rio Grande do Norte.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco soma 477 quilômetros de extensão e é o maior empreendimento hídrico do país. Quando todas as estruturas e sistemas complementares nos estados estiverem em operação, cerca de 12 milhões de pessoas em 390 municípios de Pernambuco, da Paraíba, do Ceará e Rio Grande do Norte serão beneficiadas.

Com informações da Folha de Pernambuco

12 de junho de 2020

97% dos municípios do Ceará têm servidores investigados por possível fraude no auxílio emergencial

Uma vez que as possíveis fraudes envolvem servidores, Governo do Estado e prefeituras devem abrir procedimentos de investigação internamente
Foto: José Leomar

Depois de identificar que 24.232 servidores públicos estaduais e municipais no Ceará podem ter recebido, de forma irregular, o auxílio emergencial relacionado à Covid-19, a Controladoria Geral da União no Estado (CGU), agora, vai procurar 165 municípios para entregar a lista dos profissionais suspeitos às gestões. O trabalho foi uma parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE). O Governo do Estado e mais 15 prefeituras, as de maior número de casos, já receberam os dados até ontem, totalizando 180 cidades. Apenas Hidrolândia, Jardim, Campos Sales e São Benedito não têm servidores envolvidos.
São 4.564 funcionários ligados ao Estado que estão na lista encaminhada ao Palácio da Abolição na quarta-feira (10). Os municípios que lideram a quantidade de pessoas investigadas são Fortaleza (1.587), Jijoca (628), Acaraú (505), Crateús (489) e Parambu (472). Caridade, Cariús e Uruoca têm um servidor cada nesse cenário de investigação, e estão no fim da lista.
Os nomes dos investigados não serão divulgados, já que eles ainda estão na condição de suspeitos. Servidores cearenses que já receberam Bolsa Família ou outro benefício social (total de 16.131) tiveram o auxílio emergencial liberado automaticamente pelo Governo Federal. No entanto, outros 8.101 fizeram o cadastro do benefício manualmente, ou seja, de forma intencional. 
Cada município e o Governo do Estado analisarão caso a caso, de acordo com o superintendente da CGU-CE, Giovanni Pacelli. “Separamos por município e por Estado. Estamos mandando a planilha compartimentada. O municípios só recebe os dados dele”, explica. Todos os 24.232 servidores tiveram, imediatamente, o recurso cancelado a partir do cruzamento das informações resgatadas.
De acordo com o superintendente do órgão, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) deve fazer o acompanhamento dos casos. Embora o recurso seja federal, os servidores fazem parte das esferas municipal e estadual. Nessa situação, são os prefeitos ou o governador que devem abrir procedimentos de investigação internamente. 
A operação também identificou irregularidades com profissionais federais. Os dados foram remetidos à Diretoria de Previdência e Benefícios, da CGU em Brasília.
Ainda de acordo com Pacelli, nem todos os incidentes devem se confirmar como irregulares. Profissionais que recebem um baixo salário e que se encaixam nas condições do benefício não devem devolver o recurso recebido. “Alguns servidores de prefeituras ocupam cargos bem simples. Por exemplo: assistente administrativo ou zelador, que é um cargo que a pessoa ganha um salário mínimo”, alerta.
Já os que receberam os valores comprovadamente de forma irregular serão obrigados a devolver o dinheiro. O Ministério da Cidadania abriu um canal oficial na internet para o cadastro de brasileiros que receberam o dinheiro indevidamente durante a pandemia. 
A Controladoria também considera a possibilidade de fraudes com documentação de servidores. “Se usaram o CPF da pessoa, ela tem que abrir o boletim de ocorrência (na Polícia Civil). Se a pessoa confirmou que usou (o dinheiro) com o dolo, vai complicar”, esclarece Pacelli. 
Os órgãos orientam que os gestores notifiquem os trabalhadores de forma individual e reservada.
Contas públicas
Secretário de Controle Externo do Tribunal de Contas do Ceará, Carlos Nascimento, considera o contingente de mais de 24 mil pessoas envolvidas na investigação alto. O Ceará reproduziu o modelo do Paraná, primeiro Estado a fazer o cruzamento dos dados para identificar as possíveis fraudes com o dinheiro público com a renda aprovada pelo Congresso Nacional para auxiliar famílias mais vulneráveis financeiramente pelas consequências da crise econômica ocasionada pela Covid-19 no País. 
“De fato é um número razoavelmente até alto. Eu sei que, provavelmente, nem todos estão na situação irregular, mas são 24 mil pessoas possivelmente recebendo algo que não deveriam”, diz Nascimento. O secretário reforça, assim como a CGU, que “nem tudo o que está no cadastro levantado quer dizer efetivamente que houve um pagamento indevido”. No entanto, considera que “há uma grande chance, tendo em vista que pessoas que são servidores públicos têm uma renda superior, não atendendo às condições que regem a legislação sobre os auxílios”, explicou.
O Tribunal de Contas reforça que os prefeitos e o governador não têm relação com as possíveis irregularidades apontadas pelo cruzamento das informações. 
“A administração pública estadual e municipal, via de regra, não tem nenhum comprometimento de desperdício de recurso. Isso é conduta individual que se habilitou ou de terceiro que utilizou esse nome e acabou trazendo para o cadastro alguém que não tinha nada a ver com a situação”, reforçou o secretário.
Auxílio 
O auxílio emergencial, conforme definido pelo Governo Federal, é um benefício financeiro destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e que tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do novo coronavírus.
O benefício foi fixado pela Câmara dos Deputados no valor de R$ 600 a ser pago por três meses, para até duas pessoas da mesma família. 
Para as famílias em que a mulher seja a única responsável pelas despesas da casa, o valor pago mensalmente é de R$ 1.200.
De acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), quem estava no Cadastro Único até o dia 20 de março deste ano, e que atende as regras do Programa, recebeu sem precisar se cadastrar no site da Caixa. Quem tem Bolsa Família é autorizado a receber o auxílio emergencial, desde que seja mais vantajoso. O Bolsa Família ficaria suspenso nesses casos. Os brasileiros que não estavam no Cadastro Único até 20 de março, mas que têm direito ao auxílio, foram autorizados a se cadastrar.
Para o servidor denunciar fraude no seu CPF:
Para o servidor devolver o auxílio:
Por  Wagner Mendes
Com informações do Diário do Nordeste