29 de agosto de 2016

Forças Armadas vão investir mais na iniciação ao esporte, diz Raul Jungmann

Brasília - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante cerimônia de homenagem aos atletas militares que integraram a delegação brasileira nos Jogos Olímpicos Rio 2016 (José Cruz/Agência Brasil)
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anuncia ampliação do Programa Forças no Esporte José Cruz/Agência Brasil























O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse hoje (29) que as Forças Armadas pretendem ampliar o Programa Forças no Esporte, de iniciação e preparação de crianças e adolescentes para o esporte.

“Precisamos ter mais esporte de base, voltado para a formação e iniciação, porque isso é que vai permitir que cresçam cada vez mais atletas de ponta. Precisamos ter base, de massa e de qualidade, porque é daí que vão sair os atletas que vão representar o Brasil”, afirmou o ministro.

Segundo Jungmann, hoje, 21 mil crianças participam desse programa de iniciação, uma parceria entre os ministérios da Defesa, do Esporte e do Desenvolvimento Agrário. Além da iniciação, as Forças Armadas investem em atletas profissionais, com o Programa Atletas de Alto Rendimento do Ministério da Defesa.

Jungmann recebeu hoje 11 atletas que tiveram apoio militar e participaram da Rio 2016 e destacou a importância da iniciativa para a conquista de medalhas na competição. “O programa permitiu que o Brasil crescesse em termos de medalha e que esses jovens dispusessem de segurança, estabilidade, condições de treinamento, material esportivo e equipamentos para que pudessem levar o Brasil ao pódio.”

Dos 465 atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos deste ano, 145 eram militares e competiram em 27 das 45 modalidades disputadas. Das 19 medalhas obtidas pelo Brasil, 13 foram conquistadas por atletas militares (cinco de ouro, três de prata e cinco de bronze).
Brasília - As medalhistas de ouro Kahena Kunze e Martine Grael são recebidas pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante cerimônia de homenagem aos atletas militares que integraram a delegação brasileira nos J
      A  velejadora  Martine  Grael,  que  ganhou  medalha  de  ouro  na  classe  49er  FX,  junto com Kahena Kunze,
      destaca  a  importância  de  investir  desde  cedo  na vida  dos  pequenos  atletas    José  Cruz/Agência  Brasil
























As medalhistas de ouro na classe 49er FX da vela, Kahena Kunze e Martine Grael, ressaltaram a importância do programa de alto rendimento e de iniciação. “O esporte é muito importante para formação de valores, e todos os grandes atletas começam bem cedo. Então, é preciso investir cedo na vida dos pequenos atletas – uma coisa que aqui no Brasil ainda caminha devagar. E esse projeto das Forças Armadas ajuda muito”, disse Martine.

“Estou nesse programa há pouco mais de dois anos – a Martine já fazia parte – e foi muito importante pra mim realmente ter segurança, conseguir treinar sem preocupações sobre o dia de amanhã”, disse, ao falar sobre a emoção de ganhar a medalha de ouro, em casa, em sua primeira olimpíada. “Agora, nossa missão é chamar as crianças para a vela e mostrar que, com o esporte, também trazemos educação.”

O programa de alto rendimento inclui 35 modalidades esportivas – 27 olímpicas e oito não olímpicas e tipicamente militares. O Ministério da Defesa investe anualmente no programa cerca de R$ 18 milhões, entre salários, benefícios, aquisição de equipamentos, uniformes, participação em eventos esportivos nacionais e internacionais, e outros itens destinados ao aperfeiçoamento dos atletas.

Agência Brasil

Glenda Kozlowski e Alex Escobar deixam comando do “Esporte Espetacular”; saiba quem são os substitutos

(Foto: Divulgação/TV Globo)
(Foto: Divulgação/TV Globo)
Glenda Kozlowski e Alex Escobar não são mais apresentadores do “Esporte Espetacular”. A Globo decidiu promover algumas mudanças no seu dominical esportivo e anunciou a saída dos apresentadores.
Segundo informações do portal “UOL”, Glenda e Escobar irão se dedicar à narração, mesmo sem atraírem muita admiração do público nesta função. Glenda estreou como narradora na última Olimpíada, comando as transmissões da ginástica artística, mas foi alvo de críticas. Além de narrar eventos ao vivo, ela também se dedicará às reportagens e quadros especiais.
Já Escobar, além de se dedicar à função de narrador, passará a apresentar a versão carioca do “Globo Esporte”, onde já comandava um quadro.
Desta maneira, o “Esporte Espetacular” será comandado, já a partir do próximo domingo (04), por Flávio Canto e Fernanda Gentil, que deixou o “Globo Esporte RJ”.
O ex-judoca falou sobre a oportunidade de comandar um dos principais programas esportivos da emissora carioca. “O ‘Esporte Espetacular’ foi sempre uma fonte essencial de inspiração para a construção dos meus sonhos. Cresci nesse caminho, admirando cada medalha, cada história de superação. Do Joaquim Cruz à Rafaela Silva. Todos me lembram que podemos ir além e conquistar o improvável. Seja dentro ou fora do esporte. Levar essa mensagem através de boas histórias e personagens inspiradores é um privilégio e nossa missão no ‘EE’. Glenda e Escobar são minhas referências máximas como apresentadores e seguir com a Fernanda nessa caminhada tão bem sucedida será um baita desafio. Espero que estejamos à altura”, disse.
Fernanda Gentil e Flávio Canto são os novos apresentadores do "Esporte Espetacular". (Foto: Globo/João Miguel)
Fernanda Gentil e Flávio Canto são os novos apresentadores do “Esporte Espetacular”. (Foto: Globo/João Miguel)
otvfoco.com.

Votar nulo pode anular eleição? Conheça outros mitos eleitorais

Resultado de imagem para VOTAR NULOVotar nulo pode anular eleição? Voto em branco vai para quem está ganhando? Para esclarecer boatos que costumam circular em época de eleição, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro lançou a campanha #MitosEleitorais nas redes sociais.
O vídeo sobre o ‘Mito 1’ explica por que, mesmo se mais de 50% dos eleitores votarem nulo, a eleição não é anulada. Confira outros mitos.
Mito nº 1 – Se mais de 50% dos votos forem nulos, a eleição é anulada
Como apenas os votos válidos são considerados na contagem final, se a maioria dos eleitores votar nulo, todos esses votos serão descartados e ganhará o candidato com o maior número de votos válidos.
Mesmo se mais de 50% dos eleitores votarem nulo, a eleição não é anulada. A confusão ocorre devido a uma interpretação equivocada do art. 224 do Código Eleitoral. A “nulidade” a que a Legislação se refere diz respeito a votos tornados nulos por decisão judicial (devido à prática de abuso de poder político, por exemplo):
“Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.”
Mito nº 2 – Voto em branco vai para quem está ganhando
As eleições gerais de 1998 ficaram marcadas por uma mudança fundamental na totalização dos votos em branco. Prevista na Constituição da República de 1988, mas regulamentada apenas com a edição da Lei das Eleições (Lei 9.504/97), a alteração tornou os votos em branco inválidos, igualando-os aos nulos. Desde então, os votos brancos também são descartados na apuração dos candidatos eleitos.
Mito nº 3 – Nas eleições para vereador e deputado, quem tem mais votos sempre é eleito
O eleitor muitas vezes não entende por que um candidato bem votado não consegue vaga no Poder Legislativo, enquanto outro com menos votos se elege. Isso ocorre porque, nas eleições proporcionais (para deputado federal, deputado estadual e vereador), as vagas são distribuídas de acordo com a votação recebida por cada partido ou coligação. Ou seja, além de obter votos para si, o candidato também depende dos votos para o partido ou para sua coligação.
Ao contrário das eleições majoritárias (prefeito, governador, senador e presidente), em que se elege o mais votado, no caso dos proporcionais a vitória depende do cálculo dos quocientes eleitoral e partidário. O quociente eleitoral é o resultado da divisão do número de votos válidos (desconsiderados os nulos e brancos) pelo total de lugares disponíveis. Para cálculo do quociente partidário, divide-se o número de votos obtidos por partido ou coligação, pelo quociente eleitoral, chegando-se ao número de vagas a que cada um tem direito.
Mito nº 4 – Quem não votou na última eleição não pode votar
Muita gente pensa que, se não votar numa eleição, será automaticamente impedido de votar no próximo pleito. No entanto, isso não é verdade. Para ter o título cancelado, é preciso que o eleitor não tenha votado nem justificado a ausência por três turnos consecutivos.
Mesmo se o eleitor não votou em um dos turnos, deve votar no outro. Não deixe de votar por desinformação. Consulte sua situação eleitoral e mantenha sempre seu título em dia.
Mito nº 5 – Depois da eleição é possível saber em quem o eleitor votou
Uma dúvida frequente dos eleitores diz respeito ao sigilo do voto. Seria possível descobrir em quais candidatos ele votou? A resposta é simples: não. A urna eletrônica utiliza criptografia (linguagem codificada) e não está conectada à internet. Além disso, ela somente grava a indicação de que o eleitor já votou. Com o embaralhamento interno dos dados e outros mecanismos de segurança, não há nenhuma possibilidade de se verificar em quais candidatos um eleitor votou.
Revista Istoé

Atlético-GO x Ceará - Vale a vice-liderança da Série B!

 A vice-liderança do Campeonato Brasileiro da Série B vai estar em jogo na partida que abre a 22ª rodada na noite desta segunda-feira. Separados por apenas um ponto na tabela de classificação, Atlético-GO e Ceará se enfrentam a partir das 20 horas, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia.
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Atual vice-líder, com 37 pontos, o Dragão defende uma invencibilidade de quatro jogos - duas vitórias e dois empates - e pode colar no Vasco da Gama, que tem 41. Logo atrás do time goiano está o Ceará. Na terceira colocação, com 36, o Vozão tenta acabar com um jejum que dura quatro rodadas - três empates e uma derrota.

MESMA FORMAÇÃO
Satisfeito com o futebol apresentado pelo Atlético-GO na vitória sobre o Brasil de Pelotas, por 1 a 0, fora de casa, na última rodada, o técnico Marcelo Cabo já confirmou que vai manter o mesmo time que iniciou a partida diante do Xavante. Ele não tem nenhum desfalque por suspensão ou contusão.



"O Ceará se reforçou, nossa equipe também mudou um pouco o jeito de jogar. Sabemos que vai ser um jogo difícil, como foi no primeiro turno. É um jogo de seis pontos, então a pegada vai ser a mesma do último jogo", comentou o zagueiro Marllon, que terá Lino como companheiro.

VOZÃO TEM MUDANÇAS
Diferente do adversário desta segunda-feira, o Ceará não vai poder mandar a campo o mesmo time que iniciou a última partida, quando empatou com o CRB, por 1 a 1, em casa. A delegação alvinegra chegou em Goiânia no sábado e realizou o último treinamento na Serrinha na tarde do domingo.

O técnico Sérgio Soares não tem o lateral-esquerdo Thallyson, o zagueiro Antônio Carlos e os atacantes Ciel e Rafael Costa. Os três primeiros foram vetados pelo departamento médico, enquanto Rafael Costa recebeu o terceiro cartão amarelo e cumpre suspensão automática.


Futebol Interior

28 de agosto de 2016

Criança morre após tomar achocolatado e Vigilância Sanitária interdita lote

Vigilância Sanitária de Mato Grosso emitiu um memorando circular nesta sexta-feira (26), determinando interdição imediata de um lote do achocolatado Itambynho, da marca Itambé. A medida foi tomada após denúncia de que uma criança de 2 anos, moradora de Cuiabá (MT), tomou a bebida láctea, passou mal e morreu no hospital na tarde de quinta-feira (25).
A mãe do menino disse que estava em casa com ele, no Bairro Parque Cuiabá, quando a criança disse que estava com fome. A mulher de uma caixinha do achocolatado para o filho, que imediatamente após ingerir o achocolatado passou mal e desmaiou. Ele foi levado pela mulher até a Policlínica do Coxipó, onde os médicos tentaram reanimá-lo.
A criança não resistiu e morreu aproximadamente uma hora após dar entrada no hospital. Um adolescente de 17 anos, familiar da criança, está internado no Pronto-Socorro de Cuiabá. Ele também teria ingerido a bebida e deu entrada na unidade hospitalar passando mal e vomitando muito.
A Vigilância Sanitária emitiu o memorando que determina a interdição imediata de todas as unidades referentes ao lote MA 21:18, com data de fabricação 25/05/16 e validade até 21/11/16. O ofício foi assinado pela coordenadora da Vigilância Sanitária, Juliana Almeida Silva Fernandes.

Lote apreendido

Cinco caixinhas do achocolatado foram apreendidas na casa da família, sendo três abertas que teriam sido ingeridas pela criança, a mãe e o adolescente. A mãe relata que tomou apenas um pouco da bebida. Ela declarou que ganhou o achocolatado de um vizinho, que não foi encontrado pela polícia.
Segundo informações do site Mídia News, todo o produto foi encaminhado para o laboratório da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) para realização de exames.

Investigação

A Deddica (Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente) instaurou inquérito civil para apurar as causas da morte. A SES (Secretaria de Estado de Saúde), informou através de nota à imprensa que a interdição do produto da marca Itambé, é praxe em casos onde há suspeita de contaminação ou desvio de qualidade de qualquer produto de interesse à saúde.
"Nestes casos, o próprio estabelecimento, de posse do produto, deve retirá-lo de circulação até a finalização da investigação e a perícia obtenha resultados conclusivos sobre a qualidade e segurança do produto. Após conclusão da investigação, que está sendo acompanhada pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária, serão encaminhadas novas orientações sobre como as vigilâncias sanitárias deverão proceder em relação ao produto interditado cautelarmente", diz trecho da nota.

Confira a nota da SES na íntegra:

"Para fins de publicidade e transparência, a Secretaria de Estado de Saúde, por meio da Coordenadoria de Vigilância Sanitária, informa que recebeu na manhã desta sexta-feira (26/08), email do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) do Hospital Júlio Müller e da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá acionando sobre o caso da morte de uma criança, que poderia estar relacionada à ingestão do produto ‘leite achocolatado Itambezinho’.
No relato à equipe do SVO, a mãe contou que a criança consumiu o produto minutos antes do surgimento dos sintomas. A equipe, de posse das informações, junto com amostras disponibilizadas pela mãe, encaminhou o produto à Polícia Civil para análise.
Diante disso, conforme estabelecido no parágrafo 2 e 4 do Artigo 23 da Lei nº 6437/1977, por medida de precaução, coube à Coordenadoria de Vigilância Sanitária a emissão do Memorando Circular n°022/2016/COSAN/SVS/SES-MT aos Escritórios Regionais de Saúde, solicitando que a medida de interdição cautelar fosse cumprida pelas Vigilâncias Sanitárias.
Cabe esclarecer que a interdição cautelar é uma atividade de praxe e utilizada rotineiramente pelas Vigilâncias Sanitárias quando existe a suspeita de contaminação ou desvio de qualidade de qualquer tipo de produto de interesse à saúde.
Nestes casos, o próprio estabelecimento, de posse do produto, deve retirá-lo de circulação até a finalização da investigação e a perícia obtenha resultados conclusivos sobre a qualidade e segurança do produto.
Após conclusão da investigação, que está sendo acompanhada pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária, serão encaminhadas novas orientações sobre como as vigilâncias sanitárias deverão proceder em relação ao produto interditado cautelarmente."
Midiamax.com

Parlamentares pró e contra impeachment traçam estratégias na véspera da ida de Dilma ao Senado

EBC
O palco: Dilma falará pela primeira vez no Congresso depois de iniciado o impeachment
Na véspera do pronunciamento da presidenta afastada Dilma Rousseff na sessão de julgamento do processo de impeachment, senadores contrários e favoráveis ao impeachment se reúnem neste domingo (28) para traçar estratégias e perguntas antes da fala de Dilma no Senado, marcado para as 9h desta segunda-feira (29).
Senadores da base aliada do governo do presidente interino Michel Temer, favoráveis ao impeachment, se reúnem na liderança do PSDB no Senado, às 11h. O encontro servirá para discutir os questionamentos que serão feitos na oitiva da presidenta afastada.
Os aliados de Dilma também devem se reunir para tratar do depoimento da petista na fase final do julgamento. A expectativa é que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reuniu na sexta-feira (26) com Dilma, no Palácio da Alvorada, retorne a Brasília para ajudar na articulação contra o impeachment. Já a presidenta afastada fecha os detalhes do discurso que fará amanhã.
Em sua fala no Senado, Dilma terá 30 minutos para apresentar sua defesa. O tempo poderá ser estendido a critério do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Em seguida, ela responderá aos questionamentos dos senadores. Cada parlamentar terá até cinco minutos para seus questionamentos. Mais de 40 parlamentares estavam inscritos para questionar a presidente afastada. O tempo de resposta de Dilma é livre e não será permitida réplica e nem tréplica. Dilma também poderá deixar de responder as indagações dos senadores. Ela também responderá a eventuais questões formuladas pela acusação e pela defesa.
A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) será a primeira a usar a palavra, logo após o pronunciamento de Dilma. A senadora falará no lugar de Paulo Paim (PT-RS), inscrito originalmente em primeiro lugar. Paim trocou de lugar com a ex-ministra Kátia Abreu devido ao fato de a senadora ser amiga pessoal e uma das principais aliadas políticas de Dilma, permanecendo no governo mesmo após o rompimento do seu partido com a presidenta, em março.
O depoimento de Dilma será acompanhado no plenário por cerca de 30 convidados dela. São esperadas a presença de Lula, do presidente do PT, Rui Falcão, vários ex-ministros de seu governo, além de assessores e pessoas próximas.
A proximidade do encerramento do processo de impeachment também será marcado pela intensificação das manifestações pró e contra o impeachment. No final da tarde deste domingo, blocos de carnaval convocaram para uma manifestação contra o impeachment. A concentração foi marcada ao lado do Museu Nacional, às 17h. De lá, os manifestantes devem seguir para o gramado do Congresso Nacional.
Congresso em Foco

Na reta final do processo de impeachment, o “dia D” de Dilma Rousseff no Senado

Lula Marques/Agência PT
Dilma foi poucas vezes ao Congresso desde que tomou posse para o primeiro mandato, em 2011
Com a expectativa quanto à presença do ex-presidente Lula no Senado, começa nesta segunda-feira (29) em plenário o último capítulo do impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff, formalmente ré por crime de responsabilidade. Ela já confirmou a presença na sessão em que vai apresentar sua defesa aos parlamentares. Dilma terá 30 minutos para se pronunciar sobre o processo. Em seguida, senadores terão cinco minutos para questionar a presidente são 47 os inscritos até o momento. Nessa fase, ela escolherá se responde ou não às perguntas. Depois, será a vez dos advogados utilizarem cinco minutos para interrogar a petista.
Foram quase nove meses de discussões e disputas políticas desde que o processo teve início na Câmara, em 2 de dezembro. Dilma tem se reunido com Lula e sua bancada de aliados desde sexta-feira (26) e faz preparação intensiva para enfrentar as perguntas. O treinamento considerará as orientações de seu advogado, José Eduardo Cardozo, que acompanha desde o primeiro dia as sessões do julgamento final. O texto final da defesa de Dilma ainda está em construção, para ser concluído hoje.
Durante todo seu mandato como presidente da República, Dilma foi acusada de manter distância dos parlamentares do Congresso. Desta vez, a presidente afastada pretende encarar os senadores. Além de contar com a presença de Lula durante a sessão, parlamentares contrários ao impeachment afirmam que a petista está “preparada para o confronto”, enquanto senadores favoráveis à sua saída garantem que não pretendem protagonizar discussões acaloradas com a presidente afastada, tal como tem sido visto nos dois primeiros dias do julgamento.
“A presidente é preparada para confronto, quer vir, responder preguntas uma a uma. Ela não vai ter medo. Se alguém acha que vai intimidar a presidente porque está acontecendo isso está enganado”, disse Lindbergh Farias (PT-RJ), que trocou acusações com o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) nos dois primeiros dias do julgamento. “Se alguém acha que a presidente tem medo de ‘Seu’ Caiado, está muito enganado. Ela vem aqui e quer responder olho no olho cada senador. Ela vai mostrar na próxima segunda-feira sua inocência para todo o Brasil”, argumentou o petista.
“Da nossa parte você pode ter a certeza absoluta de que nós vamos nos comportar dentro daquela liturgia própria que se deve interrogar uma presidente da República: com todo respeito, com toda firmeza e com as colocações muito bem fundamentadas”, garante Caiado. “Da nossa parte não terá esse viés. Agora, da parte deles eu não posso responder”, provocou o senador.
Também marcada para o dia 29, a fase de discussão terá início com as falas da acusação, que serão seguidas pela defesa. Cada uma das partes vai poder utilizar uma hora e 30 minutos para expor argumentos contra e a favor do impeachment. A réplica e a tréplica poderão ser feitas durante uma hora. Já os senadores que se inscreverem para esta fase terão 10 minutos para falar ao plenário.
Sim ou não
Ao fim de todo o debate, tem início o encaminhamento, quando o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, vai ler o relatório resumido com as principais alegações da acusação e da defesa. A partir daí, dois senadores favoráveis à condenação e dois contrários terão mais cinco minutos para discursar.
Logo depois, tem início a votação nominal. Os senadores deverão responder, com “sim” ou “não”, à pergunta: “Cometeu a acusada, a senhora presidente da República, Dilma Vanna Roussef, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto a instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhes são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo oito anos?”
Para que o impeachment seja confirmado, o relatório pela condenação precisa do voto “sim” de ao menos 54 senadores. Caso o número não seja atingido, o texto será arquivado e Dilma reassume o cargo imediatamente.
Até o início da noite deste domingo (28), 47 senadores se inscreveram para questionar a presidente. Veja na lista abaixo:
1. Kátia Abreu (PMDB-TO)
2. Ana Amélia (PP-RS)
3. Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
4. Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
5. Antonio Anastasia (PSDB-MG)
6. Simone Tebet (PMDB-MS)
7. Aloysio Nunes (PSDB-SP)
8. José Medeiros (PSD-MT)
9. Paulo Bauer (PSDB-SC)
10. Lasier Martins (PDT-RS)
11. Aécio Neves (PSDB-MG)
12. Ronaldo Caiado (DEM-GO)
13. Lídice da Mata (PSB-BA)
14. Magno Malta (PR-ES)
15. Hélio José (PMDB-DF)
16. Gleisi Hoffmann (PT-SC)
17. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
18. Cidinho Santos (PR-MT)
19. Armando Monteiro (PTB-PE)
20. Eduardo Amorim (PSC-SE)
21. Acir Gurgacz (PDT-RO)
22. Jorge Viana (PT-AC)
23. Paulo Paim (PT-RS)
24. José Aníbal (PSDB-SP)
25. Ataídes de Oliveira (PSDB-TO)
26. Álvaro Dias (PV-PR)
27. Lindbergh Farias (PT-RJ)
28. Tasso Jereissati (PSDB-CE)
29. Roberto Rocha (PSB-MA)
30. Pedro Chaves (PSC-MS)
31. Regina Souza (PT-PI)
32. Humberto Costa (PT-PE)
33. Roberto Requião (PMDB-PR)
34. Lúcia Vânia (PSB-GO)
35. Ângela Portela (PT-RR)
36. Reguffe (sem partido-DF)
37. José Agripino (DEM-RN)
38. Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
39. Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
40. José Pimentel (PT-CE)
41. Paulo Rocha (PT-PA)
42. Fátima Bezerra (PT-RN)
43. Cristovam Buarque (PPS-DF)
44. João Capiberibe (PSB-AP)
45. Waldemir Moka (PMDB-MS)
46. Rose de Freitas (PMDB-ES)
47. Dalírio Beber (PSDB-SC)
Câmara
Depois de duas semanas de sessões paralisadas, os deputados da Câmara voltam a se reunir nesta segunda-feira (29) para votar medidas provisórias (725/2016, 726/2016 e 727/2016) que têm prazo de validade e precisam ser analisadas até o dia 8 de setembro. A ideia é conseguir concluir, também na próxima semana, a votação de três destaques sobre a renegociação de dívidas dos estados e municípios.
A primeira (MP 725/2016) altera a legislação dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e dos Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) para possibilitar a emissão desses títulos de crédito com correção pela variação cambial.
A correção em moeda estrangeira só estará disponível para investidores estrangeiros que adquirirem esses títulos. Os demais detentores de CRAs e CDCAs continuarão sendo remunerados apenas pela taxa de juros negociada em cada título, como já acontece.
O Executivo alega que a possibilidade de correção do valor de CRAs e CDCAs com base na variação cambial é uma forma de estimular a participação de investidores externos no financiamento da agropecuária brasileira, principalmente aquela voltada à exportação, como soja, carne e café. Esta é a última medida editada pela presidente Dilma Rousseff antes do afastamento dela no processo de impeachment.
Já a MP 726, primeira editada por Michel Temer, reduz de 32 para 23 o número de ministérios. A medida cria ainda duas novas pastas: o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle (ex-CGU); e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (ex-Casa Militar). O texto também mantém o status de ministro do chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República e ainda do chefe da Casa Civil.
Entretanto, deixam de existir os cargos dos ministros de alguns ministérios acoplados, como o da Cultura, que se reuniu ao de Educação; o de Portos e o de Aviação Civil, que se reuniram ao de Transportes; ou ainda o das Comunicações, que se reuniu ao de Ciência e Tecnologia. O cargo de ministro das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos também foi extinto, uma vez que este ministério foi acoplado ao da Justiça e Cidadania. Também perdem status de ministro o advogado-geral da União e o presidente do Banco Central, o que deverá ser confirmado posteriormente por meio de alteração da Constituição.
A última (MP 727/2016), cria o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) para execução de empreendimentos públicos de infraestrutura e outras medidas de privatização. Farão parte do programa empreendimentos em infraestrutura feitos por contratos de parceria da iniciativa privada com a União; com estados e municípios por delegação ou fomento da União; e medidas do Programa Nacional de Desestatização (previsto na Lei 9.491/97), como o retorno ao setor privado de empresas que foram estatizadas.
O líder do governo de Michel Temer na Câmara, André Moura (PSC-SE), adiantou que em conversa com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-GO), foi decidido iniciar os debates sobre o projeto de lei do Senado (PL 4567/2016) que permite à Petrobras optar por participar ou não como operadora em blocos de exploração do petróleo do pré-sal no regime de partilha na quarta-feira (31). Atualmente, a lei que instituiu esse regime prevê a participação obrigatória da Petrobras em todos os blocos com 30% do consórcio.
Congresso em Foco

Tomar aspirina a cada três dias reduz risco de infarto, aponta pesquisa

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O ácido acetilsalicílico (AAS), conhecido como aspirina, é utilizado para prevenir o infarto, a doença vascular periférica ou o acidente vascular cerebral (AVC). No entanto, o uso constante e diário da aspirina costuma provocar complicações gastrointestinais nestes pacientes. Mas um estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros concluiu que tomar aspirina a cada três dias pode ser tão eficiente quanto na prevenção dessas doenças e também evita as complicações gastrointestinais causadas pelo uso diário do medicamento.

O estudo foi coordenado por Gilberto De Nucci, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). “De uns 35 anos para cá, verificou-se que a aspirina tem um efeito benéfico seja no tratamento do infarto seja como profilaxia do infarto. O problema de usar aspirina é que ela tem um efeito colateral importante, causando irritação no estômago. Essa irritação pode não dar sintomas e o paciente pode apresentar uma hemorragia gástrica”, explicou.

O que se fazia até então para reduzir esses efeitos colaterais, segundo De Nucci, era reduzir a dose de aspirina. “Toda a literatura [médica] dos últimos 35 anos procurava reduzir a dose de aspirina para minimizar o risco da hemorragia gástrica. Mas demonstramos a segurança desse sistema terapêutico”, disse. “Tem pacientes que não tomam aspirina, e que deveriam tomar, porque [a aspirina] apresenta risco de hemorragia muito alto. Mas agora demonstramos que esse esquema terapêutico é tão benéfico quanto os anteriores com a vantagem demonstrada de não causar nenhuma irritação”, ressaltou.

O estudo, desenvolvido por cerca de um ano, teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Biolab Farmacêutica e foi publicado no The Journal of Clinical Pharmacology.

A pesquisa
O ácido acetilsalicílico evita que as plaquetas se agrupem e obstruam os vasos sanguíneos. Por isso é que popularmente se diz que o AAS “afina” o sangue. Por outro lado, ao mesmo tempo, a aspirina atua na mucosa gástrica, diminuindo a produção de prostaglandinas – substâncias lipídicas que protegem o estômago e o intestino.

Durante o estudo de doutorado de Plinio Minghin Freitas Ferreira, na USP, sob orientação de De Nucci, 24 voluntários sadios foram divididos em dois grupos. Metade deles recebeu AAS todos os dias durante um mês. A outra metade recebeu o medicamento a cada três dias e, no intervalo dos dias, apenas placebo (substância sem efeito direto em doenças, simulando um medicamento). Neste período, os voluntários passaram por diversos exames como endoscopia, biópsia gástrica, teste de agregação plaquetária e medição do nível de prostaglandina, por exemplo. “Quando fizemos esse estudo, verificamos que, quando tomada a aspirina de três em três dias a eficácia para prevenir a formação do trombo era a mesma. Entretanto, a produção de prostaglandina, quando se tomava [a aspirina] todo dia, havia redução de 50%. Quando tomava de três em três dias, não havia redução da produção de prostaglandina”, disse o coordenador do estudo.

Agência Brasil