Em períodos de transição, associados à perda de entes queridos ou fases complicadas da vida, a tristeza está sempre em evidência. Assim como qualquer outro estado emocional, o corpo reage e em alguns casos, as pessoas até costumam relatar dores ou apertos no peito. Na maioria das vezes, essa reação é provocada pela liberação de um hormônio chamado adrenalina.
Este hormônio neurotransmissor produzido pelo sistema endócrino, mais precisamente pela glândula suprarrenal, é liberado a partir de uma mensagem enviada do cérebro para o corpo. Isso ocorre quando passamos por situações de estresse, que incluem tristeza e ansiedade.
Logo, nosso corpo entra em um estado de alerta, desencadeando estímulos naturais de defesa, conhecidos como de “luta ou fuga”: uma série de reações não controláveis provocadas pelo sistema nervoso autônomo para responder uma situação de perigo. Logo, teremos a opção de evitá-la (medo), ou confrontá-la (raiva), para garantir a sobrevivência.
Nosso corpo inicia esse protocolo para se prevenir. A liberação da adrenalina provoca algumas reações comuns, como a contração dos músculos, aceleramento dos batimentos cardíacos e dilatação das pupilas, por exemplo.
A contração muscular, principalmente do tórax, aumenta a quantidade de oxigênio no sangue, a fim de fornecer mais energia caso seja necessário, o que também permite ao corpo agir com maior rapidez. No entanto, às vezes essa tensão é tão grande que causa dores na região do tórax, e algumas técnicas de respiração podem ser úteis.
Porém, é importante ressaltar que existe uma diferença entre a tristeza e problemas mais graves de saúde como depressão e doenças cardíacas. Se você notar que ela persiste por algum tempo e que está sempre acompanhada de outros sintomas, é essencial que procure ajuda médica. Quando se trata de depressão, sinais de apatia, indiferença, falta de esperança, de perspectivas ou prazer de vida são comuns. Assim como qualquer outra doença, ela deve ser tratada.
Para os casos de problemas cardíacos, emoções muito fortes, como brigas e tristezas profundas por exemplo, podem, com o tempo, causar tais condições.
Conforme lembrado pelo biólogo, a tristeza pode até fazer bem para os seres humanos, sendo considerada normal e necessária. No entanto, quando sai de nosso controle pode provocar danos à saúde e por isso, é essencial procurar ajuda médica para diagnósticos e melhores tratamentos.
A cada três brasileiros, incluídos homens e mulheres, dois presenciaram algum tipo de agressão a mulheres em 2016 - Arquivo/Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A cada hora, 503 mulheres sofreram algum tipo de agressão física em 2016, segundo pesquisa do instituto Datafolha encomendada pelo Fórum de Segurança Pública. O estudo, divulgado hoje (8), foi feito com entrevistas presenciais em 130 municípios brasileiros. No total, foram 4,4 milhões de mulheres, 9% da população acima de 16 anos, que relataram ter sido vítimas de socos, chutes, empurrões ou outra forma de violência.
As agressões verbais e morais, como xingamentos e humilhações, atingiram 22% da população feminina. Ao longo do ano passado, 29% das mulheres passaram por algum tipo de violência, física ou moral. Entre as pretas (expressão usada pelo IBGE), o índice sobe para 32,5% e chega a 45% entre as jovens (de 16 a 24 anos).
Foram vítimas de ameaças com armas de fogo ou com facas 4% - 1,9 milhão de mulheres. Espancamentos e estrangulamentos vitimaram 3%, o que representa 1,4 milhão de mulheres, enquanto 257 mil, 1% do total, chegaram a ser baleadas.
A cada três brasileiros, incluídos homens e mulheres, dois presenciaram algum tipo de agressão a mulheres em 2016, desde violência física direta, a assédio, ameaças e humilhações. O percentual é de 73% entre as pessoas pretas e 60% entre as brancas.
Companheiros e conhecidos
A maior parte dos agressores, segundo os relatos das mulheres, era conhecida (61%). Os cônjugues, namorados e companheiros aparecem como responsáveis em 19% dos casos. Os ex-companheiros representam 16% dos agressores. A própria casa das vítimas recebeu o maior percentual de citações como local da violência (43%). Entre as mulheres entre 35 e 44 anos, 38% das agressões partiram dos namorados ou cônjugues.
Sobre as reações após a violência, 52% disseram não ter feito nada após a agressão, 13% procuraram ajuda da família, 12% buscaram apoio de amigos e 11% foram a uma delegacia da mulher. Entre as mais jovens (16 a 24 anos), o índice das que não fizeram nada após a agressão é de 59%.
O assédio atingiu 40% das mulheres no último ano. Entre as mais jovens (16 a 24 anos), o percentual chega a 70%, sendo que 68% ouviram comentários desrespeitosos quando estavam na rua. O índice é de 52% entre a população feminina entre 25 e 34 anos. Nesse grupo, 47% foram assediados na rua, 19% no ambiente de trabalho e 15% no transporte público.
Sondado por deputados do PMDB para ser secretário nacional de Segurança do governo Michel Temer,José Mariano Beltrame recusou. Diz querer distância do serviço público para sempre. Aposentado da Polícia Federal, está satisfeito como consultor da mineradora Vale. “Na iniciativa privada, tudo é mais ágil”, diz. Em dez anos como secretário de Segurança do Rio de Janeiro, ele criou as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e reduziu os índices de criminalidade, que voltaram a crescer de forma alarmante. “Só uma união de esforços pode mudar o quadro. Nessa luta do bem contra o mal, não pode haver tantas barreiras constitucionais”, afirma nesta entrevista a ÉPOCA. Dos tempos de governo, Beltrame mantém apenas dois guarda-costas, devido às 51 ameaças de morte que colecionou. E duas ações judiciais contra o ex-governador Anthony Garotinho, que insinuou haver ligação dele com o esquema de propinas do ex-governador Sérgio Cabral, preso por corrupção.
ÉPOCA – Seus seguranças são da secretaria ou da Vale?
José Mariano Beltrame – Da secretaria. É padrão. Ando só com dois agora. O resto eu dispensei. Estou pensando em desmamar esses também. Mantenho por enquanto a segurança porque é mais fácil acontecer algo comigo agora, eu saí com muito recadinho, 51 ameaças de morte. Foram muitas punições, muitas expulsões de policiais que não se conformam.
ÉPOCA – O senhor sente mais medo de policial que de bandido?
Beltrame – Dos milicianos, que eu também considero bandidos. Policial que se desvia de conduta é pior que bandido comum. O traficante, quando perde, entende e aceita. O policial em desvio não.
ÉPOCA – O senhor foi convidado a integrar o governo Michel Temer?
Beltrame – O convite formal do governo Temer não houve, apenas sondagem e muita especulação. Não aceitaria nem aceitarei. Não tenho mais interesse no serviço público. Foram 36 anos de serviço – e os últimos dez, como secretário no Rio, eu vivi de maneira muito intensa. Posso até um dia contribuir, mas não quero mais vínculo. No Rio, se forem situações sérias, transparentes e objetivas, estou sempre disposto a ajudar caso precisem de mim. Em São Paulo, faço parte do conselho de segurança do prefeito João Doria, sem remuneração.
ÉPOCA – Como o senhor vê o acirramento da violência no Rio de Janeiro?
Beltrame – Vejo com muita tristeza. Porque é uma realidade nacional. A atuação do PCC [Primeiro Comando da Capital, a maior facção criminosa do país] no Recife, o túnel que os presos escavavam no Rio Grande do Sul... o serviço público brasileiro está ruindo, a segurança em primeiro lugar. Infelizmente, não vejo nenhuma atuação concreta para que isso seja evitado e repensado. Acho que o governo federal precisa entrar, mas corre do problema e vê tudo à distância. Os estados terão cada vez mais dificuldade de fazer frente a isso.
ÉPOCA – O que pode mudar isso?
Beltrame – Só uma união de esforços. Iniciamos no Rio quando juntamos várias entidades em prol de um projeto. Continuo achando que é uma luta do bem contra o mal. Não pode haver muitas fronteiras nem tantas barreiras constitucionais. O Ministério da Defesa tem de entrar nisso para mitigar o problema. Que os Ministérios e secretarias conversem entre si e mostrem à população um horizonte ao menos. Sem segurança, nada prospera. A violência barra investimentos, afugenta empresas, impede que as pessoas saiam de casa.
ÉPOCA – A quais barreiras o senhor se refere?
Beltrame – O Exército alega limitações constitucionais, a Polícia Federal também. Não falo de rasgar a Constituição. Mas de unir esforços com a Polícia Rodoviária, a Receita Federal, o Coaf que podem buscar muito para a Segurança na movimentação financeira. O Brasil precisa disso. Quando se quer mudar a Constituição, se muda até de madrugada no Brasil. A luta da segurança não se vence. O que pode dar a vitória a longo prazo é educação e coisas atreladas às causas da violência. No momento, os governos nem pensam em estratégia, estrutura, em planejamento.
ÉPOCA – Qual sua opinião sobre essas convocações-relâmpago das Forças Armadas?
Beltrame – Isso não pode acontecer, esse vaivém eterno. Precisamos perenizar essas atuações junto com as polícias, dividir esse ônus. Temos um contingente imenso dentro do Ministério da Defesa que pode ser somado à Força Nacional, à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária, às polícias estaduais. Um mapeamento, uma estratégia, metas. De que adianta dizer que, segundo a Constituição, o problema é dos estados? Essa é uma desculpa que não dá para dar.
ÉPOCA – Greve de policiais é ilegal?
Beltrame – Acho que tudo deve ser feito em ordem e com sensatez. É possível fazer um movimento em que os atendimentos essenciais à população sejam mantidos, para evitar o caos. O que não pode é deixar a população desassistida. No Rio de Janeiro, as polícias se comportaram bem. A paralisação no Espírito Santo não poderia ter acontecido.
ÉPOCA – A ferocidade dos motins em presídios o surpreendeu?
Beltrame – O Brasil tem certas batalhas já avisadas e as atitudes não são tomadas. O sistema carcerário é uma delas. É preciso uma inteligência carcerária que oriente os serviços de segurança. No Rio, nós antecipamos muita coisa nos presídios. Nós mandamos cerca de 90 bandidos para presídios federais. Fundamentalmente, é preciso identificar as lideranças, separá-las e mandar para fora do estado.
ÉPOCA – O PCC se tornou a facção mais poderosa?
Beltrame – Desde setembro principalmente, o PCC formou uma rede muito grande nos presídios. Foi quando mataram as lideranças do tráfico de armas, drogas e munições no Paraguai. Agora, o Brasil está dentro do Paraguai, com o PCC e o Comando Vermelho comprando e remetendo cada vez mais armas para nossas cidades. O assalto ao carro-forte no Recife, por exemplo. Nunca imaginei ver .50, .30, AK-47 em assalto na rua no Recife. Mas assaltaram a Brinks e levaram R$ 60 milhões. Essa foi uma ação planejada que tem a cara do PCC. Há coisas anunciadas que a gente não pode ficar esperando acontecer. Na semana passada, foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal na estrada, escondidos dentro do painel de um carro, 9 mil cartuchos de fuzil 762, a arma automática de maior energia, velocidade e potência que existe. Imagina tudo isso dentro de uma cidade como o Rio.
ÉPOCA – O senhor sente alívio por não chefiar a segurança de um estado falido?
Beltrame – Não, eu não diria isso. Fui muito feliz no período em que estive na secretaria. O que sinto hoje é tristeza. A situação financeira do Rio é gravíssima.
ÉPOCA – Como agir para mexer nos números da violência no estado do Rio de Janeiro?
Beltrame – Ah, eu iria insistir muito na união dos esforços. O estado colocou todas as suas forças na rua. Mas há uma série de limitações. Uma hora falta combustível, outra alimentação para cavalo ou para cães. Ficamos vulneráveis. A crise chegou até ao tráfico. Traficantes apelam para roubo de veículos e de carga, furto de rua.
ÉPOCA – O senhor trabalhou sete anos com o governador Sérgio Cabral, preso por corrupção. Como vê a situação dele?
Beltrame – Vejo com tristeza. Meu contato com ele era no Palácio. Não sabia detalhes da vida dele. Não tínhamos intimidade. Eram despachos, conversas sobre trabalho.
ÉPOCA – Como o senhor se sentiu quando foi publicada sua foto com seus filhos na lancha de Cabral, presenteada pelo empresário Paulo Magalhães Pinto?
Beltrame – Diante dessas pessoas que tentam denegrir minha imagem e de minha família, procuro o caminho racional e democrático, que é a Justiça. Tenho duas ações contra o[ex-governador Anthony] Garotinho com sentença já dada. Quando iria imaginar que a lancha que o governador me emprestara não tinha sido comprada legalmente?
ÉPOCA – O apartamento em que o senhor morava pertence ao empresário Paulo Magalhães Pinto, apontado como “laranja” de Cabral?
Beltrame – Uma coisa é o apartamento pertencer a alguém – e esse alguém era um empresário, amigo do governador. Outra coisa é saber se eu pagava o aluguel e as taxas. Garotinho me acusa de viver de favor. E pagará por isso. Tenho todos os documentos provando que sempre paguei e declarei tudo. Esse é outro motivo da ação judicial. Não pode uma pessoa entrincheirada na internet vir com acusações infundadas e perseguir sua família. Exijo de Garotinho na Justiça R$ 120 mil por danos morais. O que ele fez é crime.
Relatório divulgado hoje (8) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela empresa de pesquisa de opinião Gallup indica que 70% das mulheres e 66% dos homens no mundo entendem que as mulheres devem ter trabalhos remunerados. No Brasil, o índice é de 72% das mulheres e 66% dos homens.
O documento Rumo a um futuro melhor para mulheres e trabalho: vozes de mulheres e homens fornece um relato inédito sobre atitudes e percepções globais sobre o tema das mulheres no mundo do trabalho. A pesquisa ouviu quase 149 mil pessoas em 142 países e territórios, incluindo o Brasil, e representa mais de 99% da população adulta global.
Os resultados mostram que mulheres em todo o mundo preferem ter trabalhos remunerados (29%) ou estar em situações em que poderiam trabalhar e também cuidar de suas famílias (41%). De acordo com o relatório, apenas 27% das mulheres no mundo querem ficar em casa, exercendo um trabalho não remunerado.
Ainda segundo a pesquisa, o índice de 70% de mulheres no mundo que gostariam de ter trabalhos remunerados inclui a maioria das mulheres que não está no mercado de trabalho. Os dados valem para quase todas as regiões do planeta, incluindo aquelas onde a participação das mulheres na força de trabalho é tradicionalmente baixa, como Estados e territórios árabes.
Opiniões convergem
O relatório aponta que 28% dos homens gostaria que as mulheres de suas famílias tivessem trabalhos remunerados, enquanto 29% gostariam que elas ficassem apenas em casa e 38% prefeririam que elas pudessem fazer as duas coisas.
Mulheres que trabalham em tempo integral para um empregador (mais de 30 horas por semana) são mais inclinadas a preferir situações nas quais pudessem equilibrar o trabalho e as obrigações da família e da casa. Mulheres e homens com níveis mais elevados de educação também são mais propensos a preferir que as mulheres tenham trabalhos remunerados e cuidem de suas casas e famílias.
“Esta pesquisa mostra claramente que a maioria das mulheres e dos homens em todo o mundo prefere que as mulheres tenham trabalhos remunerados. Políticas de apoio às famílias, que permitam que as mulheres permaneçam e progridam no trabalho remunerado e incentivem os homens a assumir a sua parte justa do trabalho de cuidados da família e da casa, são cruciais para alcançar a igualdade de gênero no trabalho”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.
Além de investigar as preferências das pessoas sobre mulheres e trabalho, a pesquisa revelou que as mulheres são mais propensas do que os homens a considerar trabalhos remunerados perfeitamente aceitáveis (83%), enquanto os homens ficam um pouco atrás (77%). Os números são mais altos no Brasil, com 96% das mulheres e 94% dos homens considerando o trabalho remunerado perfeitamente aceitável para as mulheres de suas famílias.
Equilíbrio trabalho-família
Conciliar o trabalho com o cuidado das famílias, no entanto, representa um desafio significativo para as mulheres que trabalham em todo o mundo. Tanto homens quanto mulheres da maioria dos países e territórios pesquisados mencionam o equilíbrio entre trabalho e família como um dos maiores problemas enfrentados pelas mulheres que têm trabalhos remunerados.
Outras questões como tratamento injusto, abuso, assédio no local de trabalho, falta de trabalhos bem remunerados e desigualdade salarial também aparecem entre os principais problemas citados em várias regiões do mundo.
Os dados também revelam que mulheres entre 15 e 29 anos são mais propensas do que as mulheres mais velhas a mencionar tratamento injusto, abuso ou assédio no trabalho. Já as mulheres entre 30 e 44 anos são mais propensas do que as de outras faixas etárias a mencionar a falta de acesso a cuidados para seus filhos e famílias. À medida que as mulheres envelhecem, elas se tornam mais propensas a mencionar os salários desiguais em relação aos homens.
Renda e emprego
Em todo o mundo, a maioria das mulheres que trabalha diz que o que ganha é uma fonte significativa (30%) ou a principal fonte (26%) de renda da família. Os homens ainda são mais propensos que as mulheres a se declararem como principais provedores: 48% dos homens que trabalham dizem que seus rendimentos são a principal fonte de renda de sua família.
No entanto, entre mulheres e homens que trabalham e têm níveis mais elevados de educação, a diferença em relação à contribuição para a renda familiar é menor.
O relatório revela que, se uma mulher tem educação e experiência semelhantes à de um homem, mulheres e homens são mais propensos a dizer que ela tem a mesma oportunidade de encontrar um bom trabalho na cidade ou área onde vive. Em todo o mundo, 25% das mulheres e 29% dos homens afirmam que as mulheres têm melhores oportunidades de encontrar bons trabalhos.
No Brasil, 35% das pessoas entrevistadas acham que as mulheres com experiências e qualificações educacionais semelhantes às dos homens têm a mesma oportunidade de encontrar um bom trabalho. Apesar disso, a proporção de brasileiros que acredita que as mulheres têm oportunidades piores em relação aos homens é maior (32%) do que a proporção de brasileiros que enxerga oportunidades melhores para as mulheres (29%).
Em especial a Minha Mãe Margarida, minha irmã Monica, minha esposa Gerlene Gomes e minha filha Virnna Mirella Gomes e a todas as senhoras e senhoritas desse Mundão de meu Deus.
O Governador do Ceará Camilo Santana (PT) através de sua pagina na rede social Facebook faz um balanço das ações de seu governo em relação a segurança pública no Estado. Camilo cita a redução de homicídios após 17 anos; A Lei das Promoções criada em 2015 para beneficiar militares; E fala da sua expectativa para a aprovação da Lei da Média, que tramita na Assembleia Legislativa e que caso seja aprovada, beneficiara militares estaduais em relação as medias salariais. Camilo, por fim, demostra reconhecimento com a categoria.
A Chapecoense começou a Libertadores com o pé direito. Fora de casa, o time catarinense jogou como time grande, não deu espaços ao Zulia e saiu com uma vitória expressiva por 2 a 1. A equipe verde e branca dominou o primeiro tempo, saiu na frente com Reinaldo em cobrança de falta, ainda ditou o ritmo da etapa complementar e chegou ao segundo com Luiz Antonio, de fora da área. O time da casa ainda diminuiu o marcador com Arango, deu sufoco nos minutos finais, mas não teve forças para conseguir mudar o resultado.
Com a vitória, a Chapecoense arranca bem na Libertadores e assume a ponta do grupo 7. Pelo menos até a próxima quinta-feira, quando acontece o outro jogo do grupo, entre Lanús e Nacional, na Argentina. O time venezuelano segue zerado.
O próximo compromisso da Chapecoense pela Libertadores é no dia 16 de março, contra o Lanús, às 19h30, na Arena Condá, em Chapecó. O Zulia enfrenta o Nacional, no dia 15 de março, fora de casa. Antes de enfrentar o Lanús, o time verde e branco entra em campo pelo Campeonato Catarinense, contra o Inter de Lages, no dia 11 de março.
Funcionárias do Instituto de Resseguros do Brasil, primeira empresa no Brasil a ter uma creche para filhos das funcionárias. (Crédito: Foto: Divulgação).
As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.
Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.
O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.
Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.
Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz" - que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.
Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.
"O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países", explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp).
No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.
Mensagem nº 8.099 do Governo do Estado que reajusta o salário dos servidores públicos foi lida ontem durante sessão da Assembleia Legislativa.
Antes e depois da leitura, a oposição tomou conta da maior parte do plenário, seja nos assentos ou nas tribunas. Deputados criticaram o aumento. Heitor Férrer (PDT) apoiou a “devolução da mensagem”.
O Governo afirma que o valor “não é o ideal”, mas “o possível” para as contas. Projeto entra em tramitação a partir de hoje e deve ser votado por volta do dia 25 de março, segundo estimativas da base.
Primeiro a ocupar a tribuna, Heitor dedicou seu discurso à crítica do que chamou de “aumento pífio” do salário. Para ele, a revisão em duas faixas, de 6,29% para quem recebe o salário mínimo e 2% para os demais, “não é sequer reajuste” por não se tratar de “reposição da inflação do período de dois anos, que é de 18%”. Em seguida, ele pediu que deputados encaminhassem para que “a Mesa Diretora devolva” a mensagem ao governador Camilo Santana (PT)”.
“Ele (Camilo) não reconhece que é o trabalho do servidor público que impulsiona a máquina, que executa as políticas públicas e dá fama ao governador”, alfinetou Heitor.
Líder do governo na Assembleia, Evandro Leitão (PDT) disse que o reajuste “não é o que gostaríamos”, mas “o possível” para controlar os gastos e manter serviços públicos do Estado.
“Mesmo com todo o cenário de retração econômica, o Ceará está dando 2% de reajuste. O governador tem agido com muito respeito e compromisso com a população, e, é bom mencionar, (dá o reajuste) mesmo com todas as outras vantagens que outras categorias, ao longo desses últimos dois anos, tiveram”, defendeu Leitão.
Ainda segundo ele, o Estado “optou por utilizar” novos recursos “para ampliar o orçamento em serviços essenciais como saúde, educação e obras hídricas”. O deputado Ely Aguiar (PSDC), por outro lado, deu voz às críticas de que o reajuste “é negativo”, visto que a contribuição da Previdência aumentou em 3%, passando de 11% para 14%, e reclamou da ausência de protesto dos servidores na AL. “Aceitam trabalhar como se fossem burros de carga. É exploração em cima do servidor público, que continua como se nada estivesse acontecendo”, criticou.
De acordo com Nelson Martins, titular da Casa Civil, o aumento “foi gradativo” e também foi elaborada uma lei “criando um auxílio de reforço de renda”, que aumentou “1% na contribuição de 85% dos servidores” que têm “remuneração até o teto do regime geral da Previdência Social”.
Tramitação
Ao todo, foram lidas oito mensagens durante a sessão de ontem na Assembleia Legislativa, sendo sete do Executivo e uma do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE). Além dessas, foi apresentada uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) e cinco projetos de autoria parlamentar. Três projetos de lei são de autoria Carlos Matos (PSDB). Leonardo Pinheiro (PP) assina um projeto de indicação.
Mensagem do TJ-CE
O projeto do TJ-CE, de caráter administrativo, pretende criar mais 398 cargos comissionados e extinguir 81 de 2º grau, “sem acarretar aumento de despesa”. O TJ-CE ainda pede “tramitação em regime de urgência”. A liderança do governo nega intenção.
O primeiro encontro entre o governador Camilo Santana (PT) e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), desde as eleições de 2014, quando os dois protagonizaram a disputa pelo Governo do Ceará, ocorreu nesta terça-feira, 7, em Brasília. Apesar da rivalidade política, o chefe do Executivo estadual se reuniu com o peemedebista em busca de recursos para o Estado.
Na pauta da reunião, que durou cerca de uma hora, assuntos ligados ao Ceará, como investimentos em infraestrutura hídrica para combate a seca, saúde e mobilidade urbana. Projetos em andamento no Estado também foram debatidos, como o metrô de Fortaleza. Tanto Camilo, quanto Eunício usaram as redes sociais para divulgar o encontro entre eles.
"Aqui no Senado, tudo que for de interesse do Ceará, estaremos sempre abertos ao diálogo e trabalhando em prol do desenvolvimento da nossa gente", comentou Eunício no Facebook sobre a reunião.
Camilo Santana segue em Brasília até esta quarta-feira, 8. O governador tem agenda confirmada no Ministério da Educação. Outras reuniões devem ser confirmadas ao longo do dia, como o Ministério da Integração Nacional.
Mesmo sem previsão de formação no Regimento Interno da Assembleia Legislativa, bloco de oposição a Camilo Santana (PT) fez ontem primeira reunião na Casa, que aconteceu no gabinete de Capitão Wagner (PR). Oito deputados participaram do encontro, liderado informalmente por Wagner, candidato derrotado à Prefeitura de Fortaleza em 2016.
Segundo ele, as reuniões devem acontecer toda terça-feira, sempre com um tema diferente, trazendo “técnico de área específica pra explanar sobre o problema” e “trazer a solução” para pautar os debates dos deputados e garantir “um debate qualitativo”.
Entretanto, o parlamentar explica a ideia de formação das reuniões e do bloco tentando afastar o status de líder da oposição.
“Quando eu era vereador, tínhamos isso na Câmara.
A oposição se reunia para direcionar os debates. Quando cheguei na Assembleia, senti falta, até porque lá a gente tem liderança de oposição e do governo. A falta da previsão no regimento (para formação de liderança de oposição) acabou atrapalhando o trabalho”, conta.
Wagner afirma que a chegada de “alguns parlamentares da base” – que se deu após racha do PSD e PMB com o Governo do Estado – motivou a criação do bloco.
Líder do bloco PMDB-PSD-PMB, que exercia papel indireto de oposição por influência política e numérica, Leonardo Araújo (PMDB) garante que papel do deputado do PR não “fere ou gera ciúme” em sua liderança.
“Wagner tem sido uma liderança de destaque no Estado. Ele tem essa desenvoltura”, diz Araújo. Para ele, a reunião semanal do bloco “é de suma importância” para “traçar metas de fiscalização e controle do governo”, uma vez que esse tem “maioria na Casa”. “Temos que nos reunir de forma organizada”, complementa.
Heitor e Roseno Heitor Férrer (PSB), que costuma ter “posição independente” – chegando a ter projetos apoiado pelo governo –, também se alinhou ao grupo. “Como o partido só tem o Heitor, não tem outro pra ter bloco, sou sempre mais independente. Mas hoje posso claramente dizer que me associo a esse bloco (de oposição). Faço partido”, revela. Quem deve ficar de fora do bloco, porém, é o deputado Renato Roseno (Psol). O deputado afirma que diferenças “ideológicas e “de visão de mundo” tornam “difícil um alinhamento automático” com os parlamentares, mas exalta “papel relevante” de Wagner “nos últimos anos na oposição aos Ferreira Gomes”.
Um casal de idosos faleceu de causas naturais neste domingo (05) no município de Itatira, ambos no mesmo dia. Após anos de união, compartilhando sonhos, momentos e felicidades, dona Biata e seu Julio Ferreira, como eram conhecidos no município, morreram no mesmo dia, com apenas minutos de diferença. Ele com 93 anos e ela com 96 anos de idade.
Na comunidade de Saco do Vento, na zona rural do município de Itatira, onde eles passaram a vida juntos, todos conheciam dona Biata e seu Julio Ferreira. “Eram um casal maravilhoso”, diz um vizinho. Dona Biata e o seu esposo foram levados doentes para o posto de saúde do distrito de Lagoa do Mato, mas a senhora antes de chegar ao atendimento médico faleceu. A companheira do seu Julio Ferreira, que dividia a vida com ele após dezenas de anos de união, morreu de causas naturais.
Pouco depois, seu Julio foi transferido para o Hospital Regional São Francisco, no município de Canindé, para receber atendimento médico de urgência. Quando estava no caminho para o hospital chegara a noticia: o companheiro da dona Biata também já havia morrido.
A notícia da morte do casal, no mesmo dia, foi um baque para a família e amigos. Mesmo com os problemas de saúde, o casal mantinha o carinho que os uniu durante tanto tempo. Para os amigos e familiares, a perda repentina dos dois foi triste, mas a família se apoia agora nas lembranças.
O casal foi velado na residência um ao lado do outro. Eles foram enterrados juntos também. “Foi uma verdadeira história de amor. Nem a morte separou. Apesar de tudo, estamos todos muito tranquilos por terem feito a passagem juntos”, diz uma amiga do casal.
A mensagem já foi lida em Plenário e, após trâmite nas comissões e votação, mediante aprovação, segue para sanção pelo governador Camilo Santana
O Governo do Ceará enviou à Assembleia Legislativa Mensagem que propõe equiparar a estrutura remuneratória dos militares estaduais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar à média do Nordeste. A iniciativa é um compromisso do governador Camilo Santana com as categorias.
A mensagem já foi lida em Plenário e, após trâmite nas comissões e votação, mediante aprovação, segue para sanção pelo governador Camilo Santana. O projeto recebeu emenda para adequar os valores do soldo dos militares e das gratificações previstas no Projeto de Lei, à proposta de revisão geral do Governo do Ceará para os servidores públicos estaduais no ano de 2017, no percentual de 2%.
No projeto originário, o índice de revisão geral aplicado sobre o soldo dos militares, nos momentos de implantação da nova estrutura remuneratória, era diferente, o que acabou gerando, na primeira versão, discrepância entre o soldo do militar superior e o que se dará com a aplicação do índice proposto para a revisão geral de 2017. Esse ajuste aos militares será compensado com o aumento do valor das gratificações, não sofrendo prejuízo com a medida, cujo montante final será mantido.
"Não há dúvida da importância em se reconhecer o valioso trabalho desempenhado pelos militares do Estado, que diariamente arriscam suas vidas no combate ao crime, dando maior tranquilidade à população cearense. Como um grande ato desse reconhecimento é que o Governo do Estado, cumprindo compromisso assumido com a categoria, apresenta o presente Projeto de Lei, através do qual se busca promover melhoria na remuneração dos militares, alçando-os a um patamar remuneratório equivalente à média da remuneração percebida pelos demais militares dos Estados do Nordeste", afirma o governador na Mensagem.
Saiba mais
Para entender como funciona o processo de tramitação de uma Mensagem e Projetos de Lei do Poder Executivo para a Assembleia Legislativa, até virar uma lei, basta seguir o passo a passo.
Primeiro, a secretaria autora da Mensagem faz uma minuta, enviada à Procuradoria Geral do Estado (PGE). Aprovada, ela é enviada para o governador avaliar e assinar, sendo depois enviada à Assembleia Legislativa.
Na AL, ela é lida em plenário e enviado para as comissões. A primeira a fazer a apreciação é a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Depois, vai para as comissões temáticas da Casa, que variam em número, dependendo do conteúdo da Mensagem. Em seguida, vai à votação no plenário.
Sendo aprovada, a mesa diretora envia a redação final para o Poder Executivo. O governador tem 15 dias úteis para sancionar a Mensagem que passa a se tornar lei. Por fim, é publicada no Diário Oficial do Estado.
No Ceará, 26% das escolas da rede estadual funcionam em tempo integral. São 63,5 mil alunos já beneficiados com jornada prolongada de ensino
O governador Camilo Santana lançou, na manhã desta segunda-feira (6), no Centro de Eventos, o Programa de Ensino Médio Integral do Ceará. A ação, que começou como projeto piloto em 26 escolas no ano passado, está sendo ampliada para 45 novas unidades. Ao todo, são 71 escolas de ensino regular com a jornada prolongada, somadas às Escolas de Ensino Profissional, o Estado passa a ter mais de 26% das escolas funcionando em tempo integral. Já são 63,5 mil alunos beneficiados com essa modalidade.
Em pronunciamento durante a solenidade de lançamento, Camilo Santana reforçou que a meta do Governo do Ceará é seguir o planejamento para que, a médio e longo prazo, todas as escolas do Ensino Médio do Ceará sejam de tempo integral. "Eu tenho um sonho de que, um dia, todas as escolas de Ensino Médio do Ceará sejam de tempo integral. Mesmo diante de todas as dificuldades, do cenário econômico, do cenário político, do cenário de seca, nós temos a compreensão de que o grande caminho para se construir um Estado melhor, com sociedade mais justa e de mais oportunidades, é através da Educação", afirmou o chefe do Executivo.
Ao todo, 31 municípios cearenses contam com escolas de ensino regular em tempo integral, beneficiando cerca de 15,5 mil alunos. As 45 novas unidades estão localizadas entre os 20 municípios mais populosos - dentro de áreas consideradas mais vulneráveis. Para o programa capitaneado pela Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) serão investidos mais R$ 108,8 milhões - 20% do governo federal e 80% do governo estadual. Os recursos serão usados na adequação estrutural de cada escola que se tornará de Tempo Integral: ampliação, adaptação e aquisição de novos equipamentos, contas públicas, alimentação escolar, custos com salários e contratações de novos profissionais em todo o Estado.
Ensino Médio Integral no Ceará
O projeto-piloto para implantação do tempo integral no Estado começou em 2016, quando 26 escolas estaduais de ensino regular receberam o modelo. Com o avançar do programa em 2017, 187 das 712 escolas estaduais atenderão à jornada prolongada - 116 destas são Escolas Estaduais de Educação Profissional (EEEPs), que ofertam cursos técnicos integrados ao Ensino Médio. A expansão da ação se dará gradualmente até 2018.
Acompanhado pelo governador durante o evento, o secretário da Educação, Idilvan Alencar, celebrou a representatividade da implantação do programa para transformar a realidade educacional no Ceará e também no Brasil. "Hoje é um dia histórico para a educação cearense. Nós apostamos no tempo integral, que na Europa é obrigatório para todos os alunos. Aqui no Brasil temos exemplos bons, como o de Pernambuco. Posso dizer que fomos ousados. Queremos que essa proposta sirva de exemplo para o Brasil", ressaltou.
Também estiveram presentes no evento a vice-governadora Izolda Cela, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, deputados federais, deputados estaduais, além de estudantes das escolas, professores e gestores escolares da rede estadual de ensino.
Defensor do modelo de escola em Fortaleza, Roberto Cláudio elogiou a iniciativa do Governo do Ceará de ampliar ao máximo o ensino em tempo integral. "Quando me vem à cabeça escola em tempo integral, para mim é o sinônimo de oportunidade. É a melhor síntese. O governador Camilo Santana está dando oportunidades para milhares de jovens. As escolas darão a eles oportunidades de expressar os seus talentos, seja pela poesia, pela dança, pelo canto, pelo desenho, pela matemática. Vai dá-los autoestima e confiança de que há um caminho, independente da realidade social", disse o prefeito da Capital.
Ex-secretária da Educação, a vice-governadora Izolda Cela enfatizou a responsabilidade que terão todos os educadores da rede estadual de ensino para que a política continue a conseguir novos sucessos. "Eu vejo que os jovens têm a energia, eles têm a criatividade, têm a coisa preciosa das juventudes que esse tempo da vida oferece. Mas perto deles tem olhos brilhando do educador, de gente que se compromete e vibra com os estudantes a cada conquista. E é desses que a gente sabe que é preciso contar com todo o apoio, junto ao secretário e à equipe da Secretaria da Educação".
Compartilhando conhecimentosNo Centro de Eventos, o lançamento do Programa de Ensino Médio Integral do Ceará reuniu estudantes que representaram todas as escolas que contam com o modelo de jornada prolongada no Estado. Em estandes distribuídos pelo salão do local, vários alunos aproveitaram a oportunidade para mostrar aos presentes atividades diversas, amadurecidas e executadas durante o período em tempo integral nas suas escolas. Experimentos científicos, música, grafite, mecânica, dentre outras ações foram apresentadas ao governador Camilo Santana por estudantes do Ensino Médio.Aluno da Escola Dr. João Almir de Freitas Brandão, em São Benedito, o estudante do 2º ano Fábio de Lima teve no ensino em tempo integral a oportunidade de reforçar amizades e aprender sobre assuntos para além das matérias da sala de aula. Junto a colegas de colégio, ele foi ao evento desta segunda-feira expor o projeto "Revivendo Jogos Populares", fruto da pesquisa dos estudantes sobre jogos lúdicos presentes no imaginário do povo cearense: pula corda, peão, bila, pipa, amarelinha, escravo de jó e tantos outros. "Nesse mundo de hoje, com tanta violência, passar um tempo maior no colégio faz com que você construa laços de família. Aprendemos a conviver e compartilhar melhor aprendizados. O ambiente assim faz a gente se sentir mais preparado para ter um futuro melhor, profissional e também social", contou.A cratense Lívia Macedo, de 15 anos, dividiu com amigas da Escola Raimundo Coelho Bezerra de Farias uma apresentação sobre reciclagem. Segundo a estudante do 1º ano, que pretende cursar Psicologia, a mudança da escola para o modelo de tempo integral trouxe um ritmo mais intenso de aprendizados e também despertou o interesse dos jovens para desenvolver aptidões. "O ensino integral propõe mais tempo para o aluno estudar e também aprender outras coisas, como as disciplinas eletivas. Coisas que o ensino normal não propõe, pois não tem muito tempo. A gente convive mais com professores e essa convivência nos faz aprender mais", relatou com ânimo.
Tempo na escola
O ensino integral começa a partir da 1ª série do Ensino Médio e sua expansão ocorre gradualmente para as séries seguintes. Os estudantes das 2ª e 3ª séries que já frequentavam as instituições recém-modificadas tiveram a matrícula renovada automaticamente. Cada escola oferta uma jornada de nove horas, garantindo três refeições diárias. O currículo é composto por 30 horas semanais de disciplinas da base comum a todos e 15 horas na parte flexível, sendo que 10 são escolhidas pelos alunos.
Diretora da Escola Estado do Amazonas, localizada no Bairro Panamericano, Doroteia Emília Ribeiro testemunha que a ação nas escolas públicas do Estado tem grande importância para o desenvolvimento de habilidades sócio-emocionais para a juventude. "Estamos animados com essa nova proposta do Governo do Estado. Virão muitos benefícios para os jovens, no sentido de que os educadores terão a oportunidade de apresentar planejamentos mais complexos e eficientes. Essa estrutura aponta para mais resultados positivos na Educação, com alunos mais empenhados e preparados para garantir entrada no Ensino Superior", disse.
06.03.2017 André Victor Rodrigues Repórter / Célula de reportagem
Foto: Marcos Studart Com informações do Governo do Ceará