1 de novembro de 2014

Artista cria bonecas hiperrealistas de bebês que podem custar até R$ 4 mil

 (Marcela Brito/Esp.CB/DA Press)
 As obras da artista plástica Sandra Costa, 43 anos, espantam pelo realismo. A moradora do Distrito Federal é especialista em Reborn, técnica conhecida por reproduzir, com alto grau de perfeição, bonecas com características humanas. A artesã, que vive em Samambaia e faz esse tipo de trabalho há dois anos, conta que é preciso, além de dedicação e altos investimentos, ter amor pelos mínimos detalhes. “Eu me apaixonei profundamente pela técnica. Apesar de ser muito cara, vale muito a pena”, explica.

As bonecas são criadas de acordo com as exigências dos clientes. Segundo Sandra, o público é bastante participativo e costuma escolher a cor dos olhos, da pele, dos cabelos e, ir além, e definir até o peso do bebê. A artista também cria as reprodução a partir de fotos. “Tenho uma encomenda que o marido irá presentear a esposa com um boneco que terá as feições do filho do casal, que hoje já é adulto”, conta Sandra.

Os cabelos, de origem animal, são aplicados fio a fio pela artista. A pele é pintada diversas vezes e atinge texturas e aparências próximas as de um bebê real. A semelhança é tamanha que é possível notar as manchinhas e as veias marcantes de um recém nascido. “Você pode ver que o narizinho é cheio de bolinhas, aquelas que só os bebês têm. Elas também têm o sinal de vacina no bracinho”, mostra a artista.

O público alvo da produção desse tipo de bonecas é formado basicamente por pais que desejam presentear filhas de 9 a 12 anos de idade. A quantidade de pedidos é grande - principalmente para fora do DF - e a artista conta que está com a agenda cheia até março do ano que vem.

De acordo com a artesã, o mercado de Reborn em Brasília, aos poucos, começa a despontar para o uso e valorização da técnica. “Antigamente as pessoas não queriam pagar o preço que as bonecas realmente valem. Hoje em dia, o trabalho está sendo reconhecido”, conta.




São necessários pelo menos cinco dias de dedicação para produzir uma boneca hiperrealista. Porém, a artesã garante que tudo isso vale a pena. “Quando você vê alguém recebendo… A alegria da criança em abrir o presente você pensa: 'nossa, consegui alcançar meu objetivo'", conta Sandra.

Tamanho realismo tem um preço. Os valores das bonecas criadas pela artesã chegam a valer R$ 4 mil, no entanto, ela conta esse tipo de "obra" pode custar até R$ 7 mil. A venda é dividida em kits que incluem roupinha, mamadeira, manta, sapatinho, meia, pente, fralda, kits de perfume, pulseirinha maternidade e até certidão de nascimento do bebê. Quanto maior a quantidade de acessórios, mais alto é o preço. Caso o cliente deseje, é possível, inclusive, levar um carrinho de bebê.


Correio Braziliense

Solteirões comemora 10 anos de sucesso e apresenta Walkyria Santos

Solteirões do Forró agora é Solteirões: Fogo e Paixão como marca da parceria entre Walkyria Santos e Zé Cantor Foto: Nara Fassi
Solteirões do Forró agora é Solteirões: Forró e Paixão como marca da parceria entre Walkyria Santos e Zé Cantor
Foto: Nara Fassi
Agora é oficial: Walkyria Santos é a vocalista da banda Solteirões do Forró. A cantora já trabalha em estúdio com a banda e foi apresentada em uma coletiva de imprensa, realizada na última terça-feira (28).
Walkyria se apresentará pela primeira vez no aniversário de 10 anos da banda, como informado em primeira mão pelo blog Puxa o Fole, que acontecerá no próximo sábado (1) na barraca Casa de Praia Lounge.
Em entrevista, os cantores se mostraram otimistas com o futuro da banda Solteirões do Forró no novo projeto, intitulado “Solteirões: Forró e Paixão”,  e contaram que já trabalharam em três músicas que serão lançadas na festa de 10 anos.
O evento contará com a presença do Forró dos Plays e da dupla Luis Marcelo e Gabriel.
Confira entrevista, na íntegra, com Walkyria Santos e Zé Cantor:
Blog Puxa o Fole
Diário do Nordeste

Segunda-feira(03),começa a 2ª etapa da vacinação contra febre aftosa no Ceará.

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O vírus também pode ser transportado pela água, ar, alimentos, pássaros e pessoas
FOTOS: AC. ALVES
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A enfermidade afeta animais como bois, búfalos, cabras, ovelhas e porcos e é transmitida principalmente pelo contato entre animais doentes e sadios
 A segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa 2014, conduzida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Animal (SDA) e das Superintendências Federais de Agricultura (SFA), em conjunto com os serviços veterinários estaduais, terá início, na maioria dos estados brasileiros, neste sábado. No Ceará ocorre somente a partir da próxima segunda-feira e se prolonga até 2 de dezembro.
A meta é vacinar aproximadamente 150 milhões de bovinos e bubalinos. Em 14 estados - Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí e São Paulo - a vacinação deve ser feita em todo o rebanho de bovinos e bubalinos.
Ceará
De acordo com o coordenador do Programa de febre Aftosa no Ceará, Joaquim Sampaio Barros, "preferimos adiar para segunda-feira o início da campanha por causa do feriado de Finados". No Estado existem 2 milhões e 600 mil cabeças de bovinos e bubalinos.
"Na primeira etapa, vacinamos 94,35% do total. A meta agora é chegarmos aos 100%", diz Joaquim Sampaio, ao acrescentar que o Nordeste foi reconhecido pela Organização dos Estados Americanos (OEA) como livre de febre afotosa com vacinação.
O estado de Santa Catarina não está inserido no calendário, por já ser reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Durante a primeira etapa da Campanha de Vacinação contra a Aftosa, 97,55% do rebanho brasileiro foi vacinado. Até o final de 2013 a população total de bovinos e bubalinos era de 212,4 milhões de cabeças.
Após a vacinação, o produtor deve apresentar a relação dos animais vacinados e a nota fiscal da vacina nos escritórios do serviço veterinário oficial, para a devida comprovação. Os serviços veterinários estaduais têm o prazo de 30 dias para encaminhar ao Ministério da Agricultura o relatório das atividades da campanha contra a doença.
A febre aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta animais de casco fendido, como bois, búfalos, cabras, ovelhas e porcos. A enfermidade é transmitida principalmente pelo contato entre animais doentes e sadios. O vírus também pode ser transportado pela água, ar, alimentos, pássaros e pessoas.
Diário do Nordeste

PMDB é a favor de fim da reeleição, diz Eunício Oliveira

Eunício Oliveira (CE), afirmou que o partido vai defender quatro pontos na reforma política: a volta da verticalização e da cláusula de barreira, assim como o fim da reeleição com a adoção de mandatos de cinco anos. Para o peemedebista, a atual legislação está "completamente bêbada" e a reeleição "desequilibra totalmente" a disputa. "Alguns maus foram feitos ao Brasil, a reeleição é um deles", afirmou, em entrevista exclusiva ao portal do Estadão.

O peemedebista disse que o partido no Senado "tem maturidade suficiente" para buscar convergência com o governo Dilma, mesmo tendo sido derrotado na disputa ao governo do Ceará contra um candidato do PT, após liderar no primeiro turno. Ele não criticou a postura da bancada da Câmara, ao destacar que não há, no partido, "um centralismo democrático". Contudo, adiantou que o Executivo, se não conversar, terá "muitas dificuldades" para derrotar o projeto que susta a criação dos decretos populares.

Eunício disse que, mesmo com uma oposição mais qualificada a partir de 2015 no Senado, vai defender o governo Dilma. Porém, cobrou diálogo da presidente. "Se Dilma tirar um pedaço do seu tempo, que é muito precioso, para abrir o diálogo, vai facilitar muito a vida do governo e a nossa vida aqui, que somos apoiadores desse projeto", afirmou. O peemedebista se disse a favor de uma nova CPI da Petrobrás na próxima legislatura, caso as delações premiadas não cheguem a tempo para as investigações das comissões em andamento neste ano e que devem ser encerradas ao final desta legislatura.

Leia os principais pontos da entrevista concedida no gabinete da liderança do partido em Brasília.

Estadão - Reeleita, Dilma defendeu uma reforma política via plebiscito, da mesma forma como o Congresso descartou no ano passado. O senhor prefere a reforma por meio do referendo. Ela não vai vingar de novo?
Eunício Oliveira - Se não vingar, vou lamentar muito porque passou da hora. Eu disputei uma eleição majoritária e a atual legislação está completamente bêbada. Por exemplo, votei na presidenta Dilma, e o meu partido, o PMDB, era da mesma chapa. Feita a aliança nacional, permite-se que as alianças regionais sejam completamente divergentes da nacional.

Estadão - O senhor defende a volta da verticalização?
Eunício - Sou totalmente a favor. E da cláusula de barreira também. Sem elas, os partidos e o sistema político ficam enfraquecidos. Permite o desequilíbrio dos concorrentes tanto quanto a reeleição desequilibra totalmente uma eleição. Você é governador, sentado na cadeira fazendo um saco de bondades a cada hora, tem todas as regalias, é a maior a autoridade pública do Estado e simultaneamente você concorre com outro cidadão que, muitas vezes, não tem a menor condição de disputar as eleições em condições de equilíbrio. Sou, por convicção, contra a reeleição e a favor do mandato de cinco anos. Alguns maus foram feitos ao Brasil, a reeleição é um deles.

Estadão - É uma proposta para se defender para essa reforma política?
Eunício - Sim. O PMDB é a favor do mandato de cinco anos sem reeleição, assim como é a favor da coincidência dos mandatos, do voto distrital, mesmo que seja misto.

Estadão - O PT é muito criticado no Congresso por defender a reforma política, com financiamento público de campanha, mas sem tocar na reeleição. O senhor concorda que falta flexibilidade ao PT, o que acaba impedindo o avanço da reforma?
Eunício - Não quero fazer uma entrevista contra ninguém. Sou a favor do financiamento público de campanha, mas essa é uma matéria que deve ir para o referendo, se o eleitor brasileiro quiser. Se ele acha que da verba da saúde, educação, da segurança pública, do saneamento básico, da cultura, meio ambiente, deve ser retirado uma parcela desse dinheiro, que já é tão curto, para fazer financiamento público? Não sou contra, mas acho que a população tem que se manifestar.

Estadão - Mesmo dando apoio quase irrestrito ao governo Dilma, a maioria dos peemedebistas do Senado não teve sucesso nesta eleição. Em alguns casos, o PT não deu respaldo ou até boicotou candidaturas do PMDB. Esse resultado altera a postura da bancada
daqui para frente?
Eunício - É natural que em toda disputa política ou qualquer outro tipo de disputa gere divergência, mas acho que nós temos maturidade e habilidade suficiente para buscar a convergência e a convivência pacífica e harmoniosa entre nós.

Estadão - O PMDB do Senado não adotará a mesma postura que o PMDB da Câmara tem tido desde o início do governo Dilma?
Eunício - O PMDB na sua essência é assim, nasceu para contestar e combater a ditadura, era o PMDB, que virou partido. O PMDB é isso, democrático, debate tudo dentro e há respeito pelas lideranças, não tem um centralismo democrático, nasceu assim, é assim e a população aplaude assim.

Estadão - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDBAL), prevê uma derrota para o governo na votação do projeto que susta os efeitos do decreto presidencial sobre os conselhos populares. Qual a posição do PMDB do Senado?
Eunício - Eu não reuni a bancada, devo fazer na próxima semana para debater essa questão. Mas há um sentimento de que este assunto não foi suficientemente debatido com o partido, pelo menos não com as lideranças até hoje. Como líder do partido, eu não fui chamado para discutir o que são esses conselhos, de que forma eles funcionariam. Então, como nunca houve diálogo sobre isso, eu acredito que ele (o governo) terá muitas dificuldades de aprovação.

Estadão - Nesse caso, vale o que Renan disse: "conversar não arranca pedaço"?
Eunício - Exatamente isso. Nesse caso, somos coincidentes de achar o seguinte: o diálogo não faz mal a ninguém. Então como eu tenho pautado a minha atuação no Congresso, há 16 anos, sempre pelo diálogo, quando recebi um título ou escolha, foi sempre pelo diálogo, eu gosto da conversa. Eu acho que conversar facilita muito, a palavra tem uma força muito grande. Uma palavra às vezes muda o posicionamento completo das pessoas, o esclarecimento vale muito. Então esta aqui é uma Casa do diálogo, do debate, onde os contrários se encontram, a essência. Nada simboliza mais a democracia que uma imprensa livre e um Congresso funcionando. Faltou diálogo, faltou diálogo, faltou diálogo.

Estadão - Em 2015, com um cenário delicado do ponto de vista econômico e também político, com uma oposição qualitativamente melhor e eventualmente essas investigações da Petrobrás que podem atingir o Congresso, a presidente vai precisar
mais de diálogo ainda?
Eunício - Vou torcer muito para que a economia reaja e o Brasil avance em todas as questões. É preciso que a gente tenha aqui no Senado um posicionamento de dialogar, não criar problemas por problemas. Essa oposição qualificada é importante para a democracia, para o governo da Dilma, embora tenha convicção de que vamos divergir aqui muitas vezes. Eu vou apoiar aqui no Congresso o projeto da Dilma, que eu fui para as ruas defender. Obviamente para dar as condições de que o Brasil possa continuar avançando e que a gente possa, num futuro muito próximo, comemorar que a economia voltou a crescer. Parece paradoxal, mas mantivemos a mesma taxa de emprego. Isso é o verdadeiro milagre brasileiro.

Estadão - Dilma tem de chamar para si essas conversas, lembrando o exemplo do presidente Lula, ou delegar para terceiros?
Eunício - O Lula é diferenciado. Ele sempre foi muito afeito ao diálogo, a gestos de carinho até com os adversários. Ninguém foi mais pressionado pela oposição que o Lula. A presidenta Dilma, comigo pelo menos como líder do PMDB, não tenho queixas de diálogo. Mas, repito, se Dilma tirar um pedaço do seu tempo, que é muito precioso, para abrir o diálogo, vai facilitar muito a vida do governo e a nossa vida aqui, que somos apoiadores desse projeto.

Estadão - As delações do ex-diretor Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef ainda não chegaram à CPI mista e dificilmente vão chegar até o final dos trabalhos. O senhor defende, assim como o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), a criação de uma nova CPI na próxima legislatura?
Eunício - Temos prazo suficiente para receber as delações. Caso isso não aconteça, não tenho nenhuma objeção a que se faça uma nova CPI, embora a Polícia Federal, o Ministério Público, a Justiça, todos já tenham as informações mais do que suficientes para condenar, checar se o que tem na delação tem um fundo de verdade, porque não é só falar. Quem errou, paga a conta, mesmo se for parlamentar.

* Com informações do Estadão

Ceará News 7

31 de outubro de 2014

Clubes cearenses entram em consenso para o Estadual de 2015; falta a CBF

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Neste ano, o Estadual começou em janeiro com Quixadá e Fortaleza jogando na abertura; foram 30 rodadas nas quatro fases do certame
FOTO: BRUNO GOMES
A edição 2015 do Campeonato Cearense começou a sair do papel ontem, quando foi realizado o Congresso Técnico entre os clubes participantes e a Federação Cearense de Futebol (FCF). O encontro, que ocorreu na sede da entidade, teve o posicionamento unânime das equipes a favor de um Estadual disputado em um turno de pontos corridos e duelos de semifinal e final.
Apesar da vontade dos clubes, a FCF, impossibilitada de aprovar o formato por depender de mais datas do que as disponíveis no calendário base, proposto pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), encaminhará a proposta para a entidade nacional, na próxima segunda-feira, a fim de receber a autorização para estender o certame.
Se o retorno for positivo, o Campeonato Cearense terá início no próximo dia 11 de janeiro e chegará ao fim no dia 6 de maio, sendo disputado em quase quatro meses com 22 datas.
Na primeira fase, os 10 times participantes irão se enfrentar em partidas de turno e returno. Os quatro melhores avançam para a semifinal, na qual o melhor colocado enfrentará o quarto e o segundo encara o terceiro em duelos de ida e volta; os vencedores se classificam para a final do campeonato, também em dois jogos. Os dois piores da 1ª Fase serão rebaixados à 2ª Divisão
Mudança
Segundo o calendário proposto pela CBF, os estaduais terão que começar em 1º de fevereiro, chegando ao fim em 3 de maio, sendo 19 datas para jogos.
Para que a mudança seja feita, os clubes cearenses abririam mão do período de pré-temporada para conseguir prolongar o período de atividade durante a temporada 2015.
Proposta
Primeira fase
Se a fórmula desejada pelos clubes for aprovada, a primeira fase do Campeonato Cearense de 2015 será disputada em pontos corridos. Os 10 times se enfrentarão em partidas de turno e returno, no qual os quatro melhores avançam à semi e os dois piores são rebaixados
Semifinal e final
O mata-mata será disputado em duelos de ida e volta. Na semi, o melhor colocado na primeira fase encara o quarto, e o 2º pega o 3º. Os vencedores se enfrentam na final.
Diário do Nordeste

Na tarde desta quinta-feira (30), o técnico Marcelo Chamusca fez um pronunciamento na Sala de Imprensa Carlos Rolim Filho.

Técnico tricolor falou pela primeira vez após o jogo diante do Macaé, que tirou o Fortaleza da Série C do Brasileiro. (Fotos: Nodge Nogueira)

Na tarde desta quinta-feira (30), o técnico Marcelo Chamusca fez um pronunciamento na Sala de Imprensa Carlos Rolim Filho. 

O técnico separou a sua explanação em tópicos, falando sobre último jogo do Fortaleza em 2014, o motivo pelo qual ainda não tinha concedido entrevista a imprensa esportiva, sua caminhada dentro do clube nesta temporada e finalizou falando sobre o seu futuro dentro do Pici. 

De antemão adiantou a sua vontade em ficar no clube em 2015, porém afirmou que precisa pensar ANTES de tomar qualquer decisão. Concluindo seu depoimento, o treinador citou um pensamento do jornalista e escritor José Saramago: 

"Aprendi a não tentar convencer ninguém, o trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro". E continuou com as suas palavras: "e tudo que eu falei aqui não foi pra convencer ninguém e sim a minha convicção. Muito obrigado a todos!", concluiu Marcelo Chamusca. 


Confira na íntegra o pronunciamento do treinador Marcelo Chamusca. 


ASSESSORIA DE IMPRENSA DO FEC:
Jornalistas: Nodge Nogueira/Raíssa Feijó
 


Adutora levará água de General Sampaio a Canindé

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Por uma estrada carroçável é possível acompanhar a tubulação do aqueduto
FOTOS: AC ALVES
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Ao todo foram 31.978 canos de polietileno empregados na construção da adutora, perfazendo 53 quilômetros e atravessando três municípios. Tubulação vem pela superfície, e não por baixo do chão, pelo fato de ser de montagem rápida
 Com seus três açudes em estado crítico, a cidade de Canindé vai ser socorrida pelas águas do vizinho município de General Sampaio para evitar o colapso no abastecimento hídrico. 53 quilômetros de extensão da adutora instalada no trecho que vai de General Sampaio aos municípios de Caridade e Canindé já estão concluídos.
De acordo com Luís Sousa, técnico responsável pela tubulação, os canos possuem seis metros de diâmetro e levarão água da barragem de General Sampaio, com vazão inicial de 400 milímetros, e chegarão à adutora do Sousa com 300 milímetros. Os técnicos avaliam que 98% da obra já estão concluídos, faltando somente o trecho da zona urbana desta cidade.
Ao todo foram 31.978 canos de polietileno que servirão à população no modo de engate rápido. Os investimentos são de R$ 22.107.479, sendo que, R$ 17,8 milhões foram para compra de equipamentos e R$ 4,2 milhões para a execução dos serviços.
Se tudo correr bem, os primeiros testes para bombear água do General Sampaio devem ocorrer no dia 8 de novembro. Luís Sousa disse que a tubulação vem pela superfície pelo fato de ser de montagem rápida. Se fosse toda por baixo do chão, levaria 18 meses para ser concluída. A montagem começou em julho deste ano. Por uma estrada carroçável é possível acompanhar as tubulações da adutora emergencial, que levará água de General Sampaio até Canindé.
Os tubos de aço são do tipo "Corten", de alta resistência, com uma proteção de borracha para não enferrujar, estão instalados na sua maior parte sobre o chão. Seis caixas com capacidade para 30 mil litros foram construídas ao longo do trecho, que começa na localidade de Saquinho, seguindo por Pedras Pretas I e II e Ramalhete, em General Sampaio; Água Boa, em Paramoti; Angelim, Batoque e São Domingos, em Caridade; que servirão de reservatórios para os moradores da linha de transmissão da água, até o destino final, a cidade de Canindé.
Falta ser concluído apenas o pequeno trecho da comunidade de Boa Vista, à altura da igreja de São Braz, até o triângulo da BR-020, na Fazenda Jubaia, de onde segue para estação de tratamento do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), no bairro do Monte, onde passará por todo processo de tratamento, de acordo com a portaria do Ministério da Saúde. Em seguida, será depositada na rede de distribuição hídrica.
As ferramentas que serão utilizadas para montagem dos três motores com capacidade para 200 cavalos cada, na plataforma com potencial de 200 toneladas, chegaram de São Paulo e já foram transportadas para a área das casas de bombas às margens do açude.
O administrador do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) em General Sampaio, Samuel Izídio, disse à reportagem que a barragem tem hoje 19 milhões de metros cúbicos, o que representa 6,5% da capacidade total, que é de 322,2 milhões de metros cúbicos.
O reservatório sangrou pela última vez em 2009, com uma lâmina de 87 centímetros. "Mesmo com essa RESERVA, a água existente no açude suporta até dezembro de 2015. Temos ainda na galeria 1 metros e 95 centímetros de profundidade. A distribuição para General Sampaio é 20 litros por segundo. Já a distribuição de Paramoti é 12 litros por segundo. Quanto à liberação para Caridade e Canindé, deverá ser 180 litros por segundo", explica Samuel. A taxa de evaporação do manancial é 1 centímetro a cada dia.
Colapso
Os três principais açudes de Canindé, Sousa, São Matheus e Escuridão, estão agonizando. O Escuridão, a 22 quilômetros da sede, tem 3,2% de seu volume. Dentro da cidade, o São Matheus acumula 1%. Já o Sousa, a cinco quilômetros, está com 0,06% da capacidade. Canindé deve perder reforço deste último manancial nos próximos dias.
A adutora do Sousa, barragem com capacidade para 30.840 milhões de metros cúbicos, tem extensão de 7,22Km, com canos de diâmetro de 350 milímetros, numa vazão de 60 litros por segundo. O bombeamento está sendo feito 8 horas por dia.
O Escuridão tem vazão de 400 metros cúbicos e diâmetro de 350 milímetros. A capacidade do reservatório é de 4 milhões de m³. Utiliza apenas 4 horas da transposição das águas.
O São Matheus tem capacidade para 10,34 milhões de metros cúbicos. Sua vazão antes era de 100 litros, caiu para 30 litros por segundo e sua adutora funciona apenas 8 horas ao dia.
Enquanto a adutora do General Sampaio não é inaugurada, a cidade está sendo abastecida também por poços profundos, num total de 22 injetados na rede de distribuição.
O prefeito Celso Crisóstomo disse que todos os esforços estão sendo feitos para evitar a falta de água na sede e na zona rural. "Tivemos uma boa experiência com a festa de São Francisco, onde não faltou água na cidade. Resta agora pedirmos a proteção divina para um bom inverno em 2015, para que assim resolvamos de vez o problema de abastecimento de água de Canindé. Com a chegada da adutora de General Sampaio, teremos quatro adutoras para atender à sede, fato inédito no Ceará", comemora o prefeito.
Esta não será a primeira vez que o açude General Sampaio, vai servir a Canindé. Em 1961 foi construída uma usina hidrelétrica no pé da barragem, equipada com um único gerador, com capacidade operacional de 500 cv. A unidade gerava fornecimento de energia elétrica para os municípios de General Sampaio e Canindé, com uma linha de transmissão de 40 quilômetros, à tensão de 13,8 kVa. Foi a primeira linha de transmissão à longa distância construída no Estado do Ceará e executada pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Posteriormente a usina foi desativada.
A barragem foi projetada por causa da grande seca que assolou o Ceará em 1932. Deu-se início, no Boqueirão Mãe Teresa, a construção da barragem do açude de General Sampaio, sobre o leito do Rio Curu, que nasce no município de Canindé. A barragem foi projetada e construída pela Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (Ifocs), hoje Dnocs.
Antônio Carlos Alves

Colaborador
Diário do Nordeste

30 de outubro de 2014

Vacinação contra pólio e sarampo começa no dia 8 de novembro

Vacinação 3A campanha de vacinação contra a poliomielite e o sarampo começa no próximo dia 8 e segue até 28 de novembro. Os sábados 8 e 22 serão os dias de mobilização nacional, quando postos de todo país ficam abertos para intensificar a campanha.
No caso da poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, a população-alvo inclui crianças a partir de 6 meses até 5 anos incompletos. A expectativa do governo é vacinar mais de 12,7 milhões de crianças em todo o país. Serão distribuídas 17,8 milhões de doses orais (vacina em gotas). O ministério, no entanto, recomenda a vacina injetável para as crianças acima de 6 meses que estão com o esquema de vacinação atrasado.
Já na imunização contra o sarampo, a faixa etária do público-alvo é a partir de 1 ano até 5 anos incompletos. A estimativa é vacinar 10,9 milhões de crianças. Serão distribuídas 12,5 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege também contra a caxumba e a rubéola. A campanha, considerada de seguimento, é realizada a cada cinco anos e foi antecipada este ano no Ceará e em Pernambuco em razão de casos identificados em ambos os estados em 2013 e 2014.
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, destacou que as vacinas são seguras e recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. No caso da vacina oral e da vacina injetável contra o sarampo, as reações são consideradas raras e, no caso da dose contra a pólio, as reações incluem febre ou dor no local da aplicação.
“Não podemos ter nenhuma dúvida sobre a necessidade de se manter a população protegida”, disse Jarbas. Mais de 100 mil postos de saúde, 350 mil profissionais e 42 mil veículos (terrestres, marítimos e fluviais) devem integrar a campanha este ano.
O Brasil é considerado livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, recebeu da Organização Pan-americana de Saúde a certificação de área livre de circulação do vírus.
Ceará Agora

Cid se reúne com Camilo para discutir processo de transição entre as duas gestões

Cid Gomes recebeu Camilo Santana e Izolda Cela no Palácio da Abolição
Cid Gomes recebeu Camilo Santana e Izolda Cela no Palácio da Abolição
O governador Cid Gomes se reuniu, nesta quarta-feira à tarde, com o governador eleito no último domingo, Camilo Santana (PT), e com a próxima vice-governadora do Estado, Izolda Cela (PROS), para tratar do processo de transição da gestão estadual. O encontro foi realizado no Palácio da Abolição.
De acordo com a assessoria de comunicação do petista, Cid Gomes informou que fará um decreto estabelecendo o processo de transição entre os dois governos. O governador também apresentou ao futuro governador, ainda segundo a sua equipe de comunicação, o Monitoramento de Projetos Prioritários do Estado do Ceará (MAPP).
Diário do Nordeste

A partir de domingo, celulares terão nono dígito em cinco estados

A partir do dia 2 de novembro, o número dos telefones celulares no Amapá (DDD 96), no Amazonas (DDDs 92 e 97), no Maranhão (98 e 99), Pará (91, 93 e 94) e de Roraima (95) terão acrescidos o dígito 9 à frente dos números atuais. O anúncio foi feito hoje (30) pela Agência Nacional de telecomunicações (Anatel).

A medida terá início à meia-noite (horário de Brasília) e abrangerá, 453 municípios: 16 no Amapá, 53 no Amazonas, 217 no Maranhao, 143 no Pará e 15 em Roraima. “Estamos dando sequência à padronização que fizemos com sucesso em São Paulo, no Espírito Santo e Rio de Janeiro” disse o presidente da Anatel, João Batista Rezende.

A fim de facilitar a transição, para os usuários, serão feitos comunicados pelos jornais, nos portais das operadoras, nas faturas de serviços e nas redes sociais. Também serão enviadas mensagens por SMS. Além disso, a Anatel disponibilizou em seu site uma cartilha detalhando como será o processo de transição.

De acordo com o superintendente de Obrigação e Recursos à Prestação da Anatel, Marconi Maya, é possível a ocorrência de instabilidades eventuais nos primeiros momentos de transição, no dia 2, mas não será significativo, que venha a dar problema para o consumidor.

Os números atuais, com oito dígitos, continuarão a funcionar por dez dias. “A chamada será completada durante um período de duplo convívio [dos números] até o dia 11 de novembro, mas sugerimos que priorizem os nove dígitos”, disse Maya.

A partir do dia 12 até 9 de fevereiro, chamadas feitas com oito dígitos serão interceptadas, e uma mensagem sonora informará sobre a necessidade de se colocar o 9 à frente do número.

“Fica a critério da operadora completar a chamada”, disse o superintendente da Anatel. Segundo a agência, ocorrem 20 milhões de acessos nessas áreas onde será feita a mudança. “Este nono dígito ampliará a oferta de números, já que beiramos os 270 milhões de acessos em todo o país”, explicou Rezende.

Está prevista para 31 de maio de 2015, a inclusão do nono dígito nos estados de Alagoas, Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. A partir de 11 de outubro de 2015 – será a vez de Minas Gerais,  da Bahia e de Sergipe. Até o final de 2016, todo o território nacional terá o nono dígito, com a inclusão do Paraná, de Santa Catarina,  do Rio Grande do Sul, de Rondônia e do Acre, além da Região Centro- Oeste.

A Anatel informa que a medida demandará eventuais ajustes em equipamentos e sistemas privados como equipamentos de PABX e agendas de contatos. As operadoras prometem disponibilizar um aplicativo quer fará uma mudança automática nas agendas dos celulares.

A previsão para fazer as alterações na Região Norte é  R$ 58 milhões. Em São Paulo foram necessários R$ 300 milhões em investimentos, e no Rio de Janeiro e Espírito Santo R$ 80 milhões.


Ceará News 7

Especialistas afirmam que financiamento de campanha dificulta reforma política

reformaPOLITICA_1Um dos principiais tópicos citados por Dilma Rousseff durante seu discurso depois de declarada reeleita no último domingo, a REFORMA política tem como ponto mais sensível o financiamento das campanhas eleitorais. De acordo com O Globo, o sucesso das campanhas, cada vez mais caras, está diretamente ligado ao volume de recursos que elas movimentam, sobretudo a dos parlamentares. É o que apontam resultados preliminares de pesquisas que estão em andamento no Brasil apresentadas na manhã de quarta-feira em um grupo de trabalho dedicado ao tema no Encontro Anual da Associação Nacional de Pos-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), em Caxambu (MG).
O fim das contribuições presidenciais para as campanhas, prestes a ser sacramentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), altera substancialmente a forma como as campanhas eleitorais se organizam hoje. Um estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que tenta mapear as redes de financiamento dos partidos com base nos dados da eleição de 2010 mostra que a participação de pessoas físicas nas listas de doadores não é tão pequena como se imagina. Foram 212,5 mil em 2010, quase 80% do total. No entanto, as 22,5 mil empresas que contribuíram com as campanhas responderam por 75% de tudo o que foi arrecadado pelos comitês financeiros dos candidatos e dos partidos naquela eleição, cerca de R$ 3 bilhões. Outro estudo, da Unicamp, mostra que apenas 15 empresas responderam por 32,5% de tudo o que foi doado oficialmente para as campanhas em 2010, uma concentração que os especialistas esperam se repetir na prestação final de contas das eleições deste ano.
O trabalho apresentado por Rodrigo Rossi Horochovski, pesquisador da UFPR, revela que as redes de financiamento dos partidos não envolvem apenas as empresas e os doadores individuais. Há também os repasses de um partido para outro, por meio de coligações, e para os candidatos, por critérios que não são claros. Dessa forma, os recursos das empresas envolvem numa mesma rede partidos antagônicos, como PT e PSDB, já que a lógica empresarial é distribuir recursos entre os partidos mais fortes, com maior chance de vitória. Já o dinheiro doado por pessoas físicas estabelece redes cuja organização está mais ligada ao espectro ideológico das legendas.
— Os agentes partidários atuam como intermediadores, distribuindo majoritariamente recursos oriundos das empresas, que também fazem suas contribuições diretamente aos candidatos. Nessa rede, não existe a dimensão ideológica. Os partidos mais conectados são PT e PSDB. Há muitos pontos de encontro entre doadores e partidos de tendências opostas — explicou Horochovski. — O agrupamento é por desempenho eleitoral, que se confirma no resultado. Ou seja: quem manda nas eleições são as empresas. Elas estabelecem quem é eleito.
Nesse sentido, acrescenta o pesquisador, a viabilidade eleitoral de um candidato ou de um partido está ligada à participação nessa rede de financiamento, que é operacionalizada por meio das coligações. Isso ajuda a explicar a disciplina com que parlamentares ou partidos pequenos seguem líderes partidários no Congresso para formar maiorias, por exemplo. Os políticos infiéis ficam marginalizados dessas redes e têm menos chance de se reeleger.
Ceará Agora

Eunício Oliveira critica PT, denuncia crimes eleitorais e anuncia candidatura em Fortaleza

Candidato derrotado ao governo do Ceará, o senador Eunício Oliveira (PMDB) repete um colega de partido e diz: "O PT é uma harpa paraguaia. Porque a harpa normal se toca para frente e para trás. A harpa paraguaia só se toca para dentro".

O líder do PMDB foi derrotado no segundo turno para o petista Camilo Santana, 46, aliado dos irmãos Cid e Ciro Gomes (Pros).

Ele ataca a legislação eleitoral, que permite que um aliado de Dilma, ele, no caso, tenha como adversário na eleição estadual um candidato do partido da presidente.

"Eu sou aliado a Dilma no plano nacional e tem um candidato do partido contra mim no plano estadual. Não vê como isso é estranho? O Supremo errou quando cortou a verticalização das eleições. Isso está errado. A Suprema Corte também erra."

 A seguir, trechos de sua entrevista à Folha.

Folha - Henrique Eduardo Alves, do PMDB e presidente da Câmara, reclamou do apoio que o PT deu ao adversário dele, Robinson Faria, que acabou eleito governador no Rio Grande do Norte. Como o sr. avalia a participação do PT nacional no Ceará? Foi cumprido o prometido?
Eunício Oliveira -
 A eleição passou. Eu aceito as coisas com naturalidade. Tive quase 2 milhões e 100 mil votos do povo cearense e é isso que eu quero levar dessa eleição. Em relação à participação nacional do PT prefiro guardar minha avaliação para mim mesmo. Não quero externar nenhum juízo de valor. Faço minha autocrítica e espero que eles façam também a deles.

Ficou algum trauma das urnas que pode azedar a relação dos dois partidos no plano nacional?
Sinceramente, mágoa nenhuma. Mas é como disse hoje meu amigo Luiz Henrique [senador do PMDB-SC]. O PT é uma harpa paraguaia. Porque a harpa normal se toca para frente e para trás. A harpa paraguaia só se toca para dentro.

E o senhor concorda com essa avaliação?
Você tem alguma dúvida disso (risos)?

Mas o PT não enviou nem a Dilma nem o Lula para pedir votos para o adversário do senhor. Eles não teriam cumprido parte do acordo?
Eu sou aliado a Dilma no plano nacional e tem um candidato do partido contra mim no plano estadual. Não vê como isso é estranho? O Supremo errou quando cortou a verticalização das eleições. Isso está errado. A Suprema Corte também erra. É feito por homens e mulheres. Nacionalmente eu pedia votos para o 13, mas, no Estado, não podia pedir para o 13, porque meu adversário é do PT. Essa legislação está equivocada. Precisa de uma REFORMA política já.

Em seu primeiro discurso após eleita, a presidente Dilma Rousseff (PT) sinalizou a necessidade de uma REFORMA política e o desejo de realizar um plebiscito, mas alguns líderes do seu partido já mostraram resistência em relação a este segundo ponto. O sr. vê viabilidade na realização do plebiscito?
Eu sou líder do PMDB do Senado e lhe digo: isso não passa dessa forma. O Congresso vai derrubar se vier dessa forma. Nós entendemos que tem que existir um referendo, porque a população tem que ser ouvida. O Congresso aprova uma REFORMA política, e a população vota se quer ou não. O plebiscito não tem sentido. Acabamos de passar por uma eleição. Vamos passar por outra para aprovar uma Constituinte? Não existe isso. Na democracia deve-se respeito ao Parlamento como aos outros poderes. Se vier dessa forma eu encaminho contra.

E em relação àqueles peemedebistas que não fecharam apoio com Dilma? Ainda existe o racha no partido? Fala-se da eleição de Eduardo Cunha, líder do bloco dos dissidentes, para a Câmara em 2015...
Disputa de mesa é normal. O PMDB não pode se candidatar? Por que não? O PT não disputou com o PMDB no Rio, sendo que o Pezão disputava a reeleição? Então pode existir disputas internas, mas não quando a preferência é do PT? É de novo a história da harpa.

Fechado o segundo turno, o PMDB foi o partido com mais governadores eleitos nos Estados, sete, ao todo. Isso força uma maior proximidade da presidente com a bancada peemedebista? Aumentará a composição de nomes do partido no ministério?

O PMDB aumentou sua força no país. Essa questão de ministério para mim é secundária. Por mim o PMDB nem aceitava nenhum ministério nesse governo. Nosso apoio não foi por cargo foi em nome de um projeto. E somos hoje o maior partido do Brasil. Sai eleição e entra eleição e o PMDB sempre sai mais forte. Quem não tem tamanho desqualifica o PMDB, mas a população vai lá e mostra que quer o PMDB novamente. É sempre assim. Em relação ao governo Dilma nós não somos agregados. Nós somos o governo. Meu presidente [do partido] é o vice-presidente da República, o Michel Temer. Nós estamos fortalecidos em nome de um projeto maior.

Com essa capilaridade, qual é o projeto do PMDB para 2018?
Eu defendo candidatura própria para presidente. Eu e uma ala importante do partido defendemos isso. O PMDB não precisa ficar à sombra de ninguém. É o maior partido do Brasil.

O sr. defende então o rompimento com o PT para 2018?
Eu defendo que o PMDB lance candidatura própria. Cada partido é livre para seguir seu rumo. Se eles quiserem caminhar em outra posição que fiquem à vontade.

O governador Cid Gomes tem sido cotado para ser ministro de Dilma nesse segundo mandato. O que o sr. acha disso?
Primeiro eu não tenho poder de vetar uma indicação da presidente. Segundo, mesmo que tivesse, não agiria dessa forma, pois qualquer coisa que seja favorável ao meu Estado eu aprovo. Terceiro porque não faço política com ódio ou ressentimento.

Na véspera da eleição estadual o sr. chegou a declarar que o governador usou a máquina do governo para 'esmagar' sua candidatura. O que especificamente foi feito na disputa?
Quem andou em Fortaleza no dia das eleições viu nas ruas mais um milhão de camisas amarelas [cor do adversário Camilo Santana] sendo distribuídas com dinheiro dentro, algo em torno de R$ 70. Na cidade de Quiterianópolis ficamos sabendo que o governo deu feriado nas escolas, prometeu adutora e que ia asfaltar as ruas. Isso na véspera da eleição. Aí, eu que nas pesquisas tinha lá 80% do eleitorado passei a ter 20%. Inverteu o processo. Isso é uso da máquina ou bênção de Deus?

O sr. também reclamou nestas eleições dos ataques que recebeu do atual secretário de Saúde do Ceará Ciro Gomes...
Ele é um desequilibrado. Estava desesperado achando que ia perder o governo, porque ele acha que aquilo é dele e ninguém pode tomar. Levantei 19 processos contra ele, por injúria, difamação e danos morais. Quando receber o dinheiro dele já sinalizei que vou doar tudo para uma instituição que cuida de drogados.

O novo governador Camilo Santana assume com ampla maioria na Assembleia Legislativa. Qual será a posição do sr. a partir de agora no Estado? Muito tem se falado do desejo do sr. de organizar a oposição no Ceará...
O PMDB é a partir de agora oposição no Ceará. Faremos uma oposição propositiva, e não raivosa. Oposição assina CPI, faz o que precisa ser feito. Aquele parlamentar que for cooptado e quiser fazer parte do governo nós vamos brigar para que ele perca seu mandato na Justiça. A legislação eleitoral exige fidelidade partidária e nós vamos fazer valer isso. Vamos fiscalizar o governo.

Embora tenha perdido em 149 municípios do Ceará, o sr. conseguiu vencer em Fortaleza, que é administrada por um prefeito ligado a Cid Gomes. Isso credencia o PMDB para concorrer daqui a dois anos?
O PMDB vai lançar candidatura em Fortaleza e na maioria dos municípios cearenses. Eu vou coordenar isso particularmente em 2016. Saímos extremamente fortalecidos das urnas. Tivemos 57% dos votos na capital. Ganhamos em todas as cidades da região metropolitana, menos duas. Ou seja, estamos fortes.

* Com informações da Folha de S. Paulo

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