24 de janeiro de 2018

Conta de luz de fevereiro deve manter bandeira verde, diz presidente da Aneel

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse hoje (23) que a bandeira tarifária verde deve continuar em vigor no próximo mês. Na bandeira verde não há cobrança adicional nas contas de luz.

Segundo Rufino, o volume de chuvas nos meses de dezembro e janeiro, considerado dentro do normal, permitiu a redução na cobrança da conta e a expectativa é de manutenção desse cenário. “Até agora, não tem nada que aponte em sentido contrário”, disse.
Lâmpadas fluorescentes(Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Na bandeira verde não há cobrança de tarifa adicional nas contas de luzMarcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil
A bandeira tarifária que será cobrada em fevereiro será divulgada oficialmente pela Aneel na próxima sexta-feira (26).
No início de janeiro, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, já havia dito que a expectativa é de que a tarifa de energia elétrica permaneça na bandeira verde até o fim do primeiro trimestre de 2018.

“O sistema [elétrico nacional] é interligado e a gente veio de cinco ou seis anos de chuvas abaixo da média nos maiores reservatórios. Mas os resultados de novembro, dezembro e dos primeiros dias de janeiro [de 2018] têm sido muito animadores”, disse o ministro no dia 16, após visita a Usina de Itaipu.

Nos últimos três meses de 2017, em razão do fraco volume de chuvas e da baixa nos reservatórios das usinas hidrelétricas, a Aneel autorizou a cobrança da tarifa vermelha, a mais alta prevista pela agência. Em outubro e novembro, vigorou inclusive a bandeira vermelha no patamar 2, com a cobrança extra mais alta, de R$ 5 para cada 100 kilowatt/hora (kWh) consumidos.

Com informações da Agência Brasil

Intervenção militar seria enorme retrocesso, diz comandante do Exército

Brasília - O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Boas, durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, do Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas   Marcelo  Camargo/Arquivo/Agência  Brasil
O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, afirmou hoje (23) que a existência de setores da sociedade que pedem intervenção militar no Brasil sinaliza a gravidade dos problemas que o país enfrenta.

"Isso, na minha opinião, é um termômetro da gravidade do problema que estamos vivendo no país. Intervenção militar seria um enorme retrocesso", disse Villas Bôas, em palestra no Seminário Brasil: Imperativo Renascer, realizado na Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.

O general Villas Bôas citou uma pesquisa de opinião que apontava o apoio de mais 40% da população à ideia de intervenção e disse que tal adesão, por outro lado, reflete a confiança desses setores da população nas Forças Armadas. "Interpreto também aí uma identificação da sociedade com os valores que as Forças Armadas expressam, manifestam e representam", acrescentou. De acordo com o general, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica são também "guardiões da identidade nacional", que ele considera estar em um caminho de fragmentação.

Villas Bôas destacou que o tema defesa não teve relevância nas últimas campanhas políticas. Para tentar inverter esse cenário, o general disse que o Exército tem dialogado com candidatos à Presidência da República. "Estamos fazendo contato com os candidatos mais ou menos consolidados, e oferecendo consultoria e ajuda para que trabalhem nesse sentido."

Na visão do comandante do Exército, existe no país uma percepção de que a soberania nacional não sofre ameaças, o que faz com que o debate sobre defesa não tenha apelo na sociedade. "Somos o único grande país não beligerante. Este é o lado ruim de uma coisa boa. Nos falta o sentimento de um projeto nacional."

Rio Grande do Norte
Entre as funções das Forças Armadas no país, Villas Bôas mencionou o emprego de militares em operações como as de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), em curso atualmente no Rio de Janeiro.

No caso do Rio Grande do Norte, onde as Forças Armadas atuaram três vezes em menos de dois anos, o general disse acreditar que as operações vão ser necessárias novamente. "Em um ano e meio, fomos empregados três vezes no Rio Grande do Norte e, nesse espaço de tempo, não houve nenhuma modificação estrutural no sistema de segurança pública daquele estado. E nós sabemos que logo seremos chamados a intervir novamente."

Com informações da Agência Brasil

Com largada em Trairi, no Ceará, Cerapió 2018 terá quase 400 inscritos

Cerapió (Foto: Haroldo Nogueira/Divulgação)Cerapió (Foto: Haroldo Nogueira/Divulgação)

Vem aí a 31ª edição do Rally Cerapió! Em 2018, a prova terá largada no município de Trairi-CE, cenário de praias paradisíacas, na próxima terça-feira (23). Até chegarem em Teresina, no dia 27 de janeiro, mais de mil quilômetros percorridos pelos inscritos nas modalidades de regularidade e 380 quilômetros pelos bikers. A organização geral da prova confirmou a participação de 391 competidores, vindos de 20 estados brasileiros, além do Distrito Federal.

A prova é válida pela abertura do Campeonato Brasileiro de Rally Cross Country de Regularidade da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e também pelo ranking Nacional de Mountain Bike Stage Race da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). Participam do Cerapió 137 atletas nas bikes; 112 pilotos nas motos; 94 pilotos e navegadores nos carros 4x4; 40 pilotos e navegadores nos UTVs e oito pilotos nos quadriciclos.

Cada dia terá três etapas, o que totalizará 12 ao final do evento. Para os carros, há o descarte de duas etapas. Para as motos, não. Na competição para os veículos motorizados, a disputa terá mais de mil quilômetros durante os quatro dias. Os ciclistas devem percorrer cerca de 300 quilômetros em um trajeto diferente.

- Nós temos no Cerapió uma diversidade incrível. São competidores de diversos estados que participam de grandes provas mundo a for a e que também tem a oportunidade de descobrir as potencialidades e belezas da nossa regia. Sem falar das ações sociais que acontecem paralelo à prova, em que distribuímos mais de 10 mil livros, através do projeto Rallyteca; além do ‘De Olho na Trilha’, em que são realizadas consultas oftalmológicas e distribuição de óculos de grau - destaca o diretor-geral do rally, Ehrlich Cordão.

Por GloboEsporte.com, Fortaleza, CE

Prefeito Ivo Gomes assina decreto que cria premiação para agentes de segurança

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O prefeito de Sobral, Ivo Gomes, assinou, na última semana, o decreto 1982 que regulamenta a Lei 1.701/2017, que dispõe sobre o sistema de premiação pecuniária para os agentes de segurança pública no âmbito do município de Sobral que apreenderem armas de fogo, acessórios e munição irregular, bem como pela resolução de inquéritos de crimes contra a vida.
O decreto, que está publicado na edição de 17 de janeiro do Diário Oficial do Município, já entrou em vigor e passará a produzir efeitos a partir de 1º de fevereiro. A premiação pela apreensão de armas de fogo, acessórios e munições em situação irregular, conforme o Estatuto do Desarmamento (Lei Federal nº 10.826/2003), será concedida aos guardas civis municipais de Sobral, policiais civis e militares, e agentes penitenciários que estejam atuando dentro de suas competências legais no âmbito do município de Sobral. Já os valores referentes à conclusão de inquéritos de crimes contra a vida com indiciamento e denúncia estão restritos aos policiais civis.Pela a apreensão de armas de fogo, acessórios e munições, os valores da premiação variam conforme o calibre e qualificação da arma, indo de R$ 1 mil, para revólveres, até R$ 3,2 mil para armas longas, como fuzis e submetralhadoras, por exemplo.
No caso das munições e acessórios, os valores concedidos variam de 15 a 25 reais, respectivamente. Para os casos em que mais de uma arma de fogo, acessórios e munições forem apreendidos em um mesmo evento, o decreto prevê a concessão da premiação no valor correspondente ao somatório de cada item apreendido e, caso mais de um agente participe diretamente da apreensão, o valor será rateado igualmente entre os participantes. Pela resolução de inquéritos de crimes contra a vida, os valores pagos serão de R$ 1 mil para os casos em que haja indiciamento e prova de remessa ao Poder Judiciário e de R$ 2 mil por inquérito policial em que o indiciado seja denunciado pelo Ministério Público.
O decreto também cria premiação para inspetores, escrivães e delegados da Polícia Civil lotados no Núcleo de Homicídios responsáveis pela diminuição dos crimes de homicídios e latrocínios em Sobral, tendo por base sempre o mesmo bimestre do ano anterior. O prêmio, neste caso, é fixado em faixas e varia de R$ 1 mil, para até 10% de redução, até R$ 5 mil, para redução acima de 50% dos crimes. Para requerer o prêmio, o agente de segurança deverá apresentar requerimento em formulário específico junto à comissão permanente instituída para verificação do procedimento, que terá um prazo de 30 dias úteis para a conclusão da análise, sendo possível a prorrogação do prazo em casos excepcionais. O pagamento da premiação ocorrerá mediante implantação na folha de vencimentos dos guardas civis municipais, e mediante empenho por parte da Secretária da Segurança e Cidadania (Sesec), para os policiais civis e militares e agentes penitenciários.
Colaram grau 37 concludentes do campus da Universidade Federal do Ceará em Quixadá, em solenidade realizada no Auditório Nilo Procópio Peçanha, do Instituto Federal do Ceará (Ifce) daquele município. A cerimônia, presidida pelo reitor da UFC, professor Henry Campos, diplomou profissionais formados nos cursos de Ciência da Computação, Engenharia de Software, Redes de Computadores e Sistemas de Informação.
Saturação
A Polícia, quando fecha o cerco, em alguma situação, chama de saturação. A Globo chama uma saturação dela de Brasil que eu Quero. É uma campanha perguntando ao povo o que o povo quer para a cidade dele.
Desconfiança
Na missa do domingo, o padre chegou a sugerir uma certa desconfiança com o tema. De outro turno, há quem pense: esses dados vão pra onde? Formariam algum banco de dados para a formatação de uma plataforma de campanha?

Por Macário Batista
Com informações do Jornal O Estado Ce

Saiba como será o julgamento de Lula em Porto Alegre

Mesmo que tenha condenação confirmada, Lula poderá recorrer em liberdade

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, julgará amanhã (24), a partir das 8h30, o recurso do ex-presidente Lula e outros seis réus contra a condenação na ação que investiga o favorecimento da construtora OAS em contratos com a Petrobras por meio de um apartamento triplex no Guarujá (SP) e de um depósito para o acervo presidencial. Será o único processo julgado na sessão, a primeira realizada pela 8ª Turma do tribunal em 2018. O julgamento será transmitido ao vivo pela internet.
Em julho de 2017, o ex-presidente Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos relacionados à Lava Jato na primeira instância, a 9 anos e 6 meses de prisão, pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além do petista, também recorrem contra a sentença o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro Filho, condenado a 10 anos e 8 meses de reclusão; o ex-diretor da área internacional da empreiteira Agenor Franklin Magalhães Medeiros, sentenciado a uma pena de 6 anos; e o ex-presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto, que foi absolvido em primeira instância, mas requer a troca dos fundamentos da sentença.
Já o Ministério Público Federal (MPF) recorreu contra a absolvição em primeira instância de outros três executivos da OAS: Paulo Roberto Valente Gordilho, Roberto Moreira Ferreira e Fábio Hori Yonamine. Esta será a 24ª apelação julgada pelo TRF-4 contra sentenças proferidas em ações da Operação Lava Jato. O Ministério Público deve pedir o aumento da pena do ex-presidente.
Sobre o rito
O julgamento do recurso começa com a abertura da sessão pelo presidente da 8ª Turma do TRF-4, o desembargador Leandro Paulsen. Após a leitura do relatório do processo pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, o MPF terá 30 minutos para se manifestar. Em seguida, falam os advogados de defesa, com um tempo máximo de 15 minutos para cada réu. A estimativa é que o conjunto de sustentações orais da defesa leve em torno de duas horas.
A partir daí, o relator João Pedro Gebran Neto lê o seu voto e passa a palavra para o revisor, desembargador Leandro Paulsen, que profere o seu voto, seguido pelo desembargador Victor Luiz dos Santos Laus. O resultado então será proclamado pelo presidente da 8ª Turma. No caso de pedido de vista, o processo será decidido em uma sessão futura.
Se a condenação for confirmada, os réus não deverão ser presos imediatamente. Isso porque, segundo o TRF-4, a determinação de execução provisória da pena só ocorrerá após o julgamento de todos os recursos do segundo grau. São dois os recursos possíveis: os embargos de declaração, utilizados pela defesa para esclarecer algum ponto da decisão, e os embargos infringentes, que só valem no caso de a decisão ter sido tomada pela maioria do colegiado (no caso, 2 a 1), tendo prevalecido o voto mais desfavorável ao réu. Nessa hipótese, a defesa pode apelar pela prevalência de uma decisão mais favorável.
Os embargos infringentes são julgados pela 4ª Seção do TRF-4, formada pelas 7ª e 8ª Turmas, especializada em Direito Penal, e presidida pela vice-presidente da Corte, a desembargadora Maria de Fátima Freitas Labarrère.
Por Giselle Santos
Com informações do Congresso em Foco

22 de janeiro de 2018

Ceará tem 40% de chances de precipitação acima da média na estação chuvosa de 2018, diz Funceme

Prognóstico climático ocorreu no Palácio da Abolição. (Foto: Halisson Ferreira/TV Verdes Mares)Prognóstico climático ocorreu no Palácio da Abolição. (Foto: Halisson Ferreira/TV Verdes Mares)


A probabilidade das chuvas no Ceará ficarem acima da média na chamada estação chuvosa, de fevereiro a abril, é de 40%. As chances de haver chuva dentro da média é de 35%, e abaixo, 25%. É uma previsão melhor para o período do que a divulgada em 2017, quando a probabilidade de chover acima da média era de 30%.

O primeiro prognóstico de 2018 foi apresentado pelo presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Eduardo Sávio Martins, no auditório do Palácio da Abolição, na manhã desta segunda-feira (22). A Fundação salienta que a tendência é que o centro-sul tenha chuvas mais irregulares que as demais regiões do estado.

"O cenário que nós temos hoje para janeiro de 2018 - o trimestre, fevereiro, março e abril - ele é mais favorável do que nós tivemos no período de previsão de 2017. Apesar disso essa mesma tendência de mais normalidade ou até mesmo em algumas áreas abaixo da média para o Sul do Estado mais para o Centro-Norte uma tendência favorável acima da média", afirmou o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins.

Durante o anúncio, o secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, reforçou o atual momento dos reservatórios. De acordo com Teixeira as chuvas devem amenizar as condições dos principais reservatórios do estado.

“Situação é crítica. Vivemos hoje com pouca água. Os reservatórios estão com apenas 6% de suas capacidades. Existe uma preocupação dos nossos reservatórios. Eles trabalham no momento insuficientes. Temos que continuar economizando. Temos que segurar nossa água. Fazer mais com menos”, disse.

Dessalinização e Poço horizontais

O governador Camilo Santana reforçou que a atual gestão pretende durante todo o ano de 2018 construir mais adutoras como também poços profundos e chafarizes nas áreas mais afetadas com a seca. Camilo lembrou também o Ceará vai intensificar o sistema de dessalinização e Poço Direcional (poço com tramos horizontais).

“Em dois anos e meio, de 2015 para cá, nosso governo perfurou quase 40% do número de poços de toda a história do Ceará. Esse programa deve continuar. No Cumbuco estamos construído o primeiro Poço Direcional (poço com tramos horizontais) para captação de água. Em breve, estará produzindo água no estado”.

Fenômeno La Niña perde força

Ainda segundo a Funceme, após estudar as anomalias de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) dos oceanos Pacífico equatorial e Atlântico tropical, verificou-se que a atuação do fenômeno La Niña está com fraca intensidade. O fenômeno foi estudado entre as semanas de 20/12/2017 a 10/01/2018.

No oceano Atlântico tropical, de acordo com a Funceme, foram registradas condições gerais de temperatura da superfície do mar próximas da neutralidade, com algumas áreas um pouco mais aquecidas (até +1ºC) na bacia norte desse oceano e um pouco mais resfriadas (até -1ºC) na bacia sul, configurando a existência de um dipolo do Atlântico tropical fracamente positivo e indicativo, para o período analisado, de uma condição não favorável ao posicionamento regular da Zona de Convergência.

Com informações do G1 CE

Fortaleza vence Maranguape e mantém 100% de aproveitamento no cearense 2018

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Com gols de Bruno Melo e Gustavo, Fortaleza bate o Maranguape pela segundarodada do campeonato cearense

O Fortaleza Esporte Clube, na noite deste domingo (21), venceu o Maranguape por 2 a 0, na Arena Castelão. Com gols de Bruno Melo e Gustavo, de bicicleta, tricolor mantém 100% de aproveitamento no campeonato, ficando na 3ª colocação com seis pontos, com um ponto e um jogo a menos do que o líder Ferroviário. 

Fortaleza obteve sua segunda vitória, com seis gols marcados e nenhum sofrido e voltará a campo na próxima quinta-feira, 25, às 20 horas, no Castelão, diante do Iguatu, vice-líder do campeonato. 

Ficha Técnica: 

FORTALEZA 

Boeck; Tinga, Jussani, Ligger e Bruno Melo; Anderson Uchôa, João Henrique (Igor Henrique) e Pablo; Alípio (Leonan), Gustavo e Léo Natel (Edinho) 

Técnico: Rogério Ceni 

MARANGUAPE 


Theo; Rafael, Tourun, Wendel e Fabinho; Jair, Rafael Tchuca, Guilherme (Jardel) e Diego Recife; Gleydisson (Matheus Cearense) e Gugu 

Técnico: Reginaldo França 

Cartões amarelos: João Henrique, Anderson Uchôa e Tinga (Fortaleza); Tourun (Maranguape) 
Público pagante: 12.828 
Não pagante: 791 
Total: 13.619 
Renda: R$ 114.120 



No Estádio Morenão, Ceará sai na frente, mas leva virada do Iguatu

(Foto: Honório Barbosa)

Com time totalmente modificado, o Ceará voltou a campo neste domingo, 21/01, e perdeu de virada para o Iguatu por 2 a 1, jogando no Estádio Morenão. Arthur abriu o placar do jogo aos 19’, mas Canga empatou no fim do primeiro tempo. Na última etapa, o Iguatu virou o placar com Elanardo, de pênalti. O próximo compromisso do Vovô na competição é contra o Floresta, na quarta-feira, 24/01, no Estádio Presidente Vargas. 


Um dos estreantes da partida, o volante Juninho conversou com a imprensa após a partida. “É óbvio que não era a estreia que a gente queria. Mas faltou entrosamento, condicionamento físico e ritmo de jogo. Poderia ter sido melhor. O campo pesado nos atrapalhou um pouco, mas não podemos colocar isso como desculpa. Precisamos trabalhar forte, porque quarta-feira temos outro jogo importante. É voltar a vencer dentro de casa, perto do nosso torcedor”, disse. 

O confronto contra o Floresta tem uma importância a mais pois marcará o título da Taça dos Campeões Cearenses. O Alvinegro, atual campeão estadual, enfrenta o time que venceu a Fares Lopes da temporada 2017. O mando de campo é do Verdão. A partida acontece na quarta-feira, 24/01, às 21h30, no PV.

Com informações do Cearasc.com

20 de janeiro de 2018

Ceará atropela o Guarani de Juazeiro em sua estreia pelo Cearense 2018

Élton comemora o gol marcado diante do Guarani (Foto: Mateus Dantas/O POVO)

Último time a estrear no Campeonato Cearense, o Ceará passeou sobre o Guarani de Juazeiro na noite desta sexta-feira, 19, no Estádio Presidente Vargas. O Vovô aplicou uma goleada por 5 a 2 sobre o Leão do Mercado, mas com chances de construir um placar bem mais elástico. Os lances desperdiçados e dois cochilos da defesa alvinegra evitaram uma diferença maior no placar.

A diferença de qualidade técnica entre as duas equipes ficou nítida nos primeiros 45 minutos de jogo. O Ceará controlou o primeiro tempo inteiro e criou várias oportunidades de gol. As chegadas do alvinegro se alternavam entre os bons cruzamentos de Ricardinho e as jogadas de Andrigo e Felipe  Azevedo pelas pontas. 

O entrosamento do alvinegro, apesar do pouco tempo de preparação, ficou representado por um ataque que envolveu Ricardinho, levantando bola para a área, Pedro Ken, raspando de cabe e Elton arumando de peito para a finalização de Felipe Azevedo.

O nome do primeiro tempo foi Andrigo. Além dos dois gols, marcados quase da mesma posição, um com a perna direita outro com a perna esquerda, ele ainda pressionou o goleiro David, que tocou errado parado Elton, gerando o terceiro gol.

Se a fatura já parecia liquidada, na etapa complementar, mesmo diminuindo o ritmo, o Ceará ainda conseguiu ampliar a conta. Ricardinho, de pênalti, fez o quarto e Pedro Ken, finalizando de dentro da área a quinto.

Reação tardia

Com o jogo definido e o cansaço batendo, o elenco alvinegro diminuiu ainda mais o ritmo. O Guarani ainda apostava no único recurso que tinha, a velocidade. Em dois cochilos da defesa alvinegra, Leilson balançou as redes duas vezes.

Nos quinze minutos finais, mesmo sem abdicar de atacar, o Ceará aceitou a pressão rubro-negra e ficou no campo de defesa, saindo em contra-golpes. Com chutes de Dunga, de longe e na bola parada, o Guarani quase conseguiu diminuir ainda mais a diferença.

O Alvinegro volta a entrar em campo pelo Estadual em menos de 48 horas, neste domingo, às 16 horas, diante do Iguatu, no Morenão.

Com informações do Jornal O Povo

Camilo Santana veta verba que iria para eventos de Carnaval no Ceará

Camilo Santana. (Foto: Mauri Melo/O POVO)

Um decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta sexta-feira, 19, proibiu repasses de verbas que seriam destinadas a eventos referentes ao Carnaval do Ceará. O veto, segundo o decreto Nº32.512, foi decorrente da necessidade de priorizar os gastos públicos com frequentes problemas.

O texto publicado informa que a decisão não se aplica as despesas relacionadas a eventos promovidos ná área do Sistema Estadual de Cultura (SIEC), a exemplo do Edital Carnaval Ceará 2018. 

Este é o 4º ano seguido que o Governo cancela estes repasses.

Com informações do Jornal O Povo

19 de janeiro de 2018

Temer fará reunião com os 3 Poderes para discutir Previdência

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O presidente Michel Temer deve se reunir com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, possivelmente após seu retorno do Fórum Econômico Mundial, em Davos, para discutir a reforma da Previdência.
Segundo fontes do Planalto, a proposta da reunião foi feita pela presidente do STF e Temer concordou, mas ainda não há uma data fechada para acontecer. A ideia de Cármen Lúcia é incluir nas discussões da reforma a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Os membros do judiciário são contra a reforma.
Temer concordou com a sugestão, mas disse que chamaria também o presidente da Câmara e o relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA). Temer quer aproveitar o encontro ainda para reforçar o seu discurso de “harmonia entre poderes”.
Com informações da Revista Exame/Abril

A pressão interna na Apple para prevenir o vício de crianças pelo iPhone

A pressão interna na Apple para prevenir o vício de crianças pelo iPhone
Dois importantes acionistas da Apple, a Jana Partners LLC e os fundos de pensão dos professores californianos (Calstrs) — com 2 bilhões de dólares (cerca de 6,4 bilhões de reais) na empresa — acabam de enviar uma carta oficial ao comitê executivo do gigante tecnológico em que compartilham sua preocupação com as “consequências negativas involuntárias” que seus produtos podem ter sobre a saúde neurológica dos usuários mais jovens. A carta apresenta uma amostra de estudos do que os acionistas qualificam como um “crescente corpo de evidências”, que associam o consumo da tecnologia com graves problemas, entre eles a falta de atenção, a falta de concentração nas tarefas escolares, o aumento dos problemas emocionais e sociais (em jovens que usam dispositivos pessoais na sala de aula), o vício, o suicídio, a depressão, a baixa empatia etc.
Os acionistas argumentam que “seria um desafio ao senso comum tentar argumentar que o atual nível de uso, por pessoas cujo cérebro ainda está em pleno desenvolvimento, não está tendo ao menos algum impacto”. E reconhecem que não é mais segredo que as mídias sociais e os aplicativos nos quais o iPhone “atua como intermediário” para o consumidor foram projetados para ser o mais viciante possível ou para consumir o máximo de tempo possível.

O que os acionistas da Apple propõem?

Eles não propõem retardar a idade de uso. Dizem que os pais devem garantir “a quantidade e o tipo adequado de acesso, dados os benefícios educacionais que os telefones celulares podem trazer”. Não especificam quais são esses “benefícios educacionais” e nem os estudos em que se baseiam. Enquanto a Associação Canadense de Pediatria fala de reduzir o uso ao mínimo em sua recomendação de 2017 e conclui que “nenhum estudo apoia a introdução da tecnologia na infância”, parece que os acionistas da Apple adotaram uma estratégia mais amigável para o futuro dos seus negócios.
Na verdade, afirmam que “a estratégia de pedir aos pais que lutem sozinhos é uma estratégia de negócios de longo prazo ruim e irrealista”, que a Apple tem “a responsabilidade de ajudar os pais para que o uso seja adequado” e instam os gestores do seu patrimônio a ver nisso uma oportunidade para um novo modelo de negócios: “imagine a boa vontade que a Apple poderia gerar com os pais — juntando-se a eles — e com a próxima geração de clientes oferecendo aos pais mais opções para proteger sua saúde e bem-estar”.
Os acionistas propõem uma aliança entre a Apple e o mundo da pesquisa, encoraja-os a dar informações e orientações educacionais aos pais para que estes tomem melhores decisões e sugerem o lançamento de mais produtos da Apple para os pequenos, como smartphones para crianças ou melhores ferramentas de controle parental.
Agora que as estatísticas de uso e as evidências sobre os efeitos nocivos das tecnologias entre as crianças são assustadoras, parece que os acionistas estão se empenhando em fazer com que o mundo inteiro compreenda que existe um antes e um depois dessa carta: a Apple vai mudar e de agora em diante será a melhor amiga dos pais, ajudando-os a recuperar a atenção perdida de seus filhos porque os acionistas da Apple perceberam que era uma batalha perdida para os pais competir com um iPhone. E se eles também podem fazer coincidir essa obra de misericórdia com uma nova oportunidade de negócios, o círculo se fecha.
Ao ler essa carta, não se pode deixar de notar a linguagem cuidadosamente escolhida pelos acionistas de uma empresa que poderia estar envolvida em um escândalo semelhante ao que envolveu os diretores — prejudicando os acionistas — das fabricantes de cigarros durante as últimas décadas. Fabricantes de cigarros que, sabendo que seus produtos causavam danos, continuaram a vendê-los ignorando as evidências. Enquanto os acionistas falam da oportunidade de assumir uma responsabilidade social, usam uma linguagem através da qual aludem a toda responsabilidade legal. Especificam que “abordar esse problema não representa um problema para a Apple”, dado que “é um problema de software e não de hardware” e considerando que “o modelo de negócio da Apple não se baseia na promoção do uso excessivo de nossos produtos”. Eles apontam que a pesquisa, “embora não seja definitiva”, indica “consequências negativas involuntárias” e mencionam “as potenciais consequências de longo prazo das tecnologias” que “devem ser levadas em conta desde o início”.
Em 2006, o artigo do editor da revista da Associação Americana de Medicina intitulado “Os meios, uma questão de saúde pública”, assinado pelo maior especialista em efeito tela, Dimitri Christakis, pergunta: Por que algo amplamente conhecido como uma influência e um perigo potencial deu lugar a tão pouca ação efetiva? Sem dúvida, houve falta de vontade política para enfrentar o poderoso e influente setor dos meios (...). O consumo de tela deve ser reconhecido como um importante problema de saúde pública”.
Em 2010, Aric Sigman, psicólogo e neurofisiologista, fez uma conferência no Parlamento Europeu sobre as consequências do uso de dispositivos tecnológicos e concluiu dizendo: “não perdemos nada diminuindo o tempo de tela das crianças, mas corremos o risco de perder muito se os deixarmos consumir tela como fazem atualmente. Se ignorarmos o crescente conjunto de evidências científicas que relacionam o tempo de tela com uma série de implicações para a saúde das crianças, poderíamos, eventualmente, ser responsáveis pelo maior escândalo de saúde do nosso tempo”.
Alguns anos depois, Manfred Spitzer, psiquiatra especializado no efeito das tecnologias e autor do best-seller mundial Demência Digital, diz: “Tendo em vista todas as repercussões negativas dos meios digitais sobre a mente e o corpo dos jovens, repercussões comprovadas muitas vezes pela ciência, formulamos a questão de por que ninguém se queixou ou por que ninguém ao menos se indigna ou se irrita.

Por que não acontece nada?

Então, por que nunca acontece nada? Sigman deu uma chave de leitura ao Parlamento Europeu: “Tanto os médicos quanto os políticos querem ser queridos pelo público. Dizer aos pais que as telas podem prejudicar a saúde de seus filhos faz deles portadores de más notícias”. E acrescenta que “é desnecessário e contraproducente fazer alianças com essa indústria para reduzir o uso que as crianças fazem de seus serviços. Existe um óbvio e poderoso conflito de interesses”. Sigman acrescenta que a maior parte das pesquisas no campo das novas tecnologias é realizada por especialistas em comunicação — que não contemplam necessariamente o impacto educacional e neurológico das telas sobre as crianças. “Os recursos para as pesquisas e congressos são muitas vezes fornecidos por empresas do setor de telecomunicações”, acrescenta, o que coloca todos eles em pleno conflito de interesses.
Depois de décadas de pesquisa sobre o efeito da tela, continuam sem efeito as advertências dos especialistas que recomendam retardar a idade de uso. Pedir a uma criança que ainda não tem capacidade de inibição que se autorregule em relação ao consumo de algo que foi programado para viciar não só transforma os pais em policiais como é fonte de frustração, pois é uma tarefa impossível. É como pedir a uma criança que beba de um hidrante sem se molhar. Pelo contrário, as fundações patrocinadas por empresas tecnológicas continuam prosperando em busca de clientes dispostos a comprar o dogma de que “a tecnologia em si é neutra e tudo depende do uso que se faz”, que “é o futuro, um trem que não podemos perder”, “a educação será tecnológica ou não será” e que cada nova tecnologia é fundamentalmente diferente da que a precedeu, jogando com a vantagem de que o rigor científico sempre irá contra o relógio da obsolescência tecnológica. Antes da crescente incredulidade de uma massa cada vez mais crítica de infiéis tecnológicos, a carta é uma tentativa de “adaptar” o dogma aos novos tempos.
Então teremos de ver a segunda parte do filme que começa hoje, com a Apple investindo milhões de dólares no patrocínio de pesquisas realizadas sobre seus produtos, formando os pais sobre o que esses estudos dizem, dando-lhes diretrizes para educar seus filhos em um uso precoce “responsável” e ampliando a oferta de seus produtos, dirigindo-os a um público infantil e jovem. Teremos de ver crescer como cogumelos as fundações, os especialistas e os palestrantes que se especializarão no negócio de aconselhar os pais a encontrar o equilíbrio utópico entre otimizar o uso da tecnologia por seus filhos para desfrutar de benefícios educacionais que continuam sem ser demonstrados, e não ter de pagar o pedágio humano que esse consumo significa. Talvez tenhamos de esperar mais 10 anos para reconhecer, se tivermos sensibilidade, humanidade, coragem e humildade suficientes, que esse caminho leva à armadilha à qual o grande MacLuhan nos advertiu: “a resposta convencional segundo a qual o que realmente conta é ‘como’ se usa a tecnologia é a postura do idiota tecnológico”.
Por Catherine L’ecuyer
Com informações do Jornal El País

Secretaria da Saúde do Ceará orienta sobre vacinação contra febre amarela

Prevenir a doença é melhor do que tratá-la. E a vacinação é uma das medidas mais importantes e eficazes de prevenção. A vacina estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos que destroem os micro-organismos invasores (bactérias ou vírus) tornando a pessoa, assim, imunizada. A Secretaria da Saúde do Ceará reforça a importância de a população ficar atenta ao calendário vacinal e manter a rotina de imunização, atualizando a caderneta de vacinação.
Cada faixa etária tem sua vacina específica e todas as vacinas, com exceção da Influenza, ficam disponíveis fora do período de campanhas. Quanto mais pessoas são imunizadas, mais comunidades são protegidas contra doenças e menor é a chance de contaminar outras pessoas. Conforme o Calendário Nacional de Vacinação, as vacinas estão disponíveis para crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes. Os profissionais de saúde, as pessoas que viajam muito e outros grupos de pessoas, com características específicas, também têm recomendações para tomarem determinadas vacinas. A vacina da Febre Amarela é uma delas.
Há 17 anos, o Ceará não tem casos de febre amarela. Por isso, pessoas que residem no Estado não precisam se imunizar contra a doença. Mas quem mora no Ceará e viaja para outros estados ou países que são áreas de risco precisam tomar a vacina da febre amarela. A vacinação para febre amarela é ofertada em todo o Brasil, principalmente para os estados que têm municípios com recomendação para a vacina.
O Ceará não é área de risco. Mas recebe do Ministério da Saúde, mensalmente, vacina da febre amarela para viajantes. Cearenses que viajam muito e têm contato com áreas consideradas de risco devem se vacinar. Basta apresentar o comprovante de viagem (passagem) junto com um documento de identificação com foto e o cartão de vacinação para tomar a vacina, que é gratuita e pode ser realizada na unidade referenciada pela secretaria de saúde do município. A vacina é totalmente eficaz contra a doença e a imunização deve ser feita dez dias antes do contato com áreas risco de infecção pelo vírus da febre amarela.
São consideradas áreas de risco locais que têm matas e rios, onde o vírus e seus hospedeiros e vetores ocorrem naturalmente. No entanto, no Brasil a vacinação é recomendada para as pessoas a partir de 9 meses de idade que residem ou se deslocam para os municípios que compõem a Área Com Recomendação de Vacina, localizada em municípios dos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Quem deve se vacinar

A coordenadora de Imunizações do Ceará, Ana Vilma Leite Braga, relembra que a vacina da febre amarela já faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. “A vacina da febre amarela existe desde 1937. Em 1973, iniciou no Programa Nacional de Imunização (PNI). Se a vacina existe e se todos vão viajar para área com circulação do vírus, a prevenção não deve ser pontual”, esclarece.
De acordo com a coordenadora, é importante esclarecer à população sobre quem precisa se vacinar contra febre amarela. “Quem já teve a doença não precisa se vacinar. A gente recebe (vacina) para os viajantes. Se o turista internacional está viajando para uma área considerada de risco e antes, passa por Fortaleza, ele pode se vacinar. Diferente do brasileiro que vai voltar para o lugar de origem (quem mora em áreas de risco) e tem a vacina disponível no seu estado”, explica.
A vacina da febre amarela não é recomendada para crianças menores de seis meses, idosos, gestantes sem recomendação médica criteriosa, pessoas com alergia a ovo e seus derivados, além daqueles que já fizeram algum transplante de órgãos, estejam fazendo tratamento de câncer e são portadores de doenças que comprometem o sistema imunológico, como o HIV/ aids. “Mães que se vacinaram, não devem amamentar se a criança for menor de seis meses. Pessoas com histórico de eventos adversos graves, como alergia ao ovo de galinha, e de imunossupressão, como transplantados, quem está fazendo quimioterapia ou radioterapia, portadores de lupus, não devem tomar a vacina da febre amarela”, alerta.

Transmissão da febre amarela

A febre amarela não é transmitida de pessoa para pessoa e sim, por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

Sintomas da doença

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.
Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.
Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.
Por Cristiane Bonfim/ Marcus Sá / Helga Rackel /Ascom
Com informações da Secretaria da Saúde do Ceará

Como o salário mínimo abaixo da inflação impacta na economia?

image.jpgInformalidade segura o desemprego, mas renda sofre com depreciação do mínimo e falta de ocupação

Pelo segundo ano consecutivo o governo reajustou o salário mínimo abaixo da inflação. Em 2018 ele subiu de 937 reais para 954 reais, aumento de 1,81%. Pela lei, o salário mínimo deve ser reajustado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo IBGE, que marcou 2,07% no ano passado. Foi o menor aumento do mínimo em 24 anos.
Em 2017, a correção do salário mínimo já havia ficado abaixo da inflação. O valor foi reajustado em 6,48%, mas o INPC do ano foi de 6,58%, representando uma perda de 0,1% e o primeiro aumento abaixo da inflação desde 2003. Agora, a perda acumulada em dois anos é de 0,34% e o mínimo retornou ao patamar de 2015, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
"O valor que de fato deixa de entrar na economia não é tão expressivo, mas o reajuste abaixo da inflação é uma sinalização importante de que o governo está aproveitando a inflação baixa para cortar no osso e perder a oportunidade de dar um ganho real ao trabalhador", avalia Ilmar Ferreira Silva, economista do Dieese.
Conta cara para os mais pobres
Em relação ao IPCA, índice que o governo considera para seu sistema de metas, a defasagem é ainda maior, já que por ele a inflação foi de 2,95% em 2017. O número é baixo, mas foi puxado essencialmente pela queda do preço dos alimentos, que compõe 25% dos gastos das famílias brasileiras. Outros importantes itens não tiveram o mesmo comportamento, como os combustíveis e o gás de cozinha. 
"Uma parcela muito expressiva da população recebe um ou dois salários mínimos. Se temos um botijão de gás custando 90 reais é quase 10% do salário mínimo", compara Ilmar. É um importante contingente de famílias que teria, sim, um alívio de orçamento se houvesse um ganho real do mínimo, já que 20 ou 30 reais fazem diferença.
Cerca de 48 milhões de pessoas no Brasil recebem salário mínimo. Nesse sentido, avalia o economista do Dieese, há um impacto no crescimento econômico, pois qualquer recurso extra vai para o consumo, o que poderia estimular um crescimento mais sustentável da economia. "É preciso compreender que esse salário impõe a uma grande massa de trabalhadores a não recomposição do poder aquisitivo", avalia o professor de economia do Ibmec-SP, Walter Franco.
Com 954 é possível comprar 2,24 cestas básicas, já que o custo estimado para cada uma delas em janeiro deste ano é de 425. Em toda a série histórica do Dieese, iniciada em 1995, nunca se pode comprar tantas cestas básicas, reflexo direto da queda do preço dos alimentos captada pelo IPCA.
Mas as famílias não consomem apenas alimentos. O Dieese calcula mensalmente o valor do que seria o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas. O último valor calculado, divulgado em dezembro, é 3.585,05 reais. 
Walter Franco reforça um ponto crucial: a massa de rendimento da população, que é a soma de todo o dinheiro que vem do trabalho, está em 192 bilhões de reais, apenas 9,7% a mais que os 175 bilhões de 2012. "É um crescimento de menos de 2% ao ano, abaixo até mesmo da inflação de 2017", afirma o economista. 
O aumento inexpressivo da massa de rendimento está ligado ao achatamento do mínimo, já que o número de ocupados que recebem esse valor é importante nesta conta, mas também reflete o aumento do desemprego neste período. Apesar de um certo alívio em 2017, o país ainda tem 12,6 milhões de trabalhadores em busca de uma ocupação. "A pauta é uma só, a geração de emprego", defende Franco.
O Ministério do Planejamento promete compensar em 2019 o valor que faltou no reajuste deste ano. Isso quer dizer que, além da correção que já será feita e que vai levar em consideração o INPC de 20158, o salário mínimo do ano que vem vai somar os 1,78 real que faltou neste ano.  
A atual fórmula de correção do mínimo leva em consideração a variação do INPC e o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. No caso de 2018, portanto, foi somado o resultado do PIB de 2016, que foi de queda de 3,6%, com o INPC de 2017.
Como o resultado do PIB de 2016 foi negativo, o reajuste do salário mínimo é feito apenas pela variação do INPC. Ao anunciar o reajuste de 1,81% no final do ano, o governo usou apenas uma estimativa de variação do índice, cujo percentual exato só foi divulgado na última semana e ficou acima do previsto.
O reajuste do salário mínimo abaixo da inflação gerou uma distorção também em um dos benefícios atrelados a ele, o seguro-desemprego. O Ministério do Trabalho anunciou que a partir do dia 11 de janeiro a maior parcela paga passa a ser de 1.677,74 reais, 34,02 a mais do que o valor pago até dezembro de 2017, ou um reajuste de 2,07%, exatamente o INPC.
No entanto, o benefício mais baixo não terá um reajuste na mesma proporção: o piso o seguro-desemprego é justamente os 954 reais.
Por Dimalice Nunes
Com informações da Revista Carta Capital