6 de julho de 2018

No conturbado cenário eleitoral, partidos fazem apostas no escuro

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"Já não há razões para acreditar que terei justiça”, desabafou Lula, preso há quase três meses, em carta lida pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, na terça-feira 3. Na inconformada mensagem, o ex-presidente contesta a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de retirar da Segunda Turma e remeter para o plenário um recurso extraordinário apresentado pela defesa.
Dessa forma, o pedido para aguardar em liberdade a análise das apelações nas instâncias superiores só deve ser analisado em agosto, após o recesso da Corte. “Com mais esta manobra, foi subtraída, outra vez, a competência natural do órgão a que cabia o julgamento do meu caso”, protestou Lula. “Desafio os meus acusadores a apresentar prova até 15 de agosto deste ano, quando a minha candidatura será registrada na Justiça Eleitoral.”
Mesmo diante da apreensão causada pelo calendário eleitoral, a Executiva Nacional do PT reafirmou a candidatura do ex-presidente e desautorizou qualquer especulação sobre um “plano B”. O partido quer que o Judiciário assuma o ônus de retirar da disputa o candidato favorito nas pesquisas de opinião, líder inconteste em todos os cenários de primeiro e segundo turno.
Somente após a efetiva interdição judicial, a legenda estaria disposta a analisar outros cenários. Na bolsa de apostas, os nomes do ex-governador Jaques Wagner e do ex-chanceler Celso Amorim seguem cotados, mas avolumam-se os sinais de que o verdadeiro escolhido para suceder Lula na disputa é Fernando Haddad.
Recentemente, o ex-prefeito de São Paulo ingressou na maior corrente petista, a Construindo um Novo Brasil (CNB), da qual o ex-presidente faz parte. De perfil independente, Haddad transitava com mais desenvoltura pela tendência Mensagem ao Partido, de leve oposição ao comando petista. O movimento foi visto como uma forma de reduzir as resistências ao seu nome dentro do PT.
Não é tudo. Como antecipou o site de CartaCapital na sexta-feira 29, Haddad passará a integrar o time de advogados da defesa de Lula, o que lhe permitirá conversar com o ex-presidente diariamente, e não apenas no dia reservado às visitas.
Formado há mais de 30 anos pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP, ele não construiu carreira na área jurídica. Após concluir um mestrado em Economia, dedicou-se à vida acadêmica, da qual só se afastou para assumir o Ministério da Educação no governo Lula. Com o apoio do ex-presidente, elegeu-se prefeito da capital paulista em 2012.
Quatro anos depois, não conseguiu repetir o feito. Acabou derrotado em primeiro turno pelo tucano João Doria, estreante na política. Inexplicavelmente, o fracasso não minou a confiança de amplos setores petistas, e de Lula em particular. Oficialmente, o partido nega que Haddad seja o “plano B”. A sua inclusão na lista de advogados de defesa é justificada pela formulação do Plano de Governo, do qual é responsável.
Em meio à indefinição sobre o futuro de Lula, o PT enfrenta dificuldade para ampliar o leque de alianças nas eleições. Após desistir de lançar candidatura própria, o PSB iniciou um flerte com os petistas, mas a atual tendência dos pessebistas é apoiar Ciro Gomes, do PDT.
Além disso, Manuela D’Ávila, do PCdoB, e Guilherme Boulos, do PSOL, parecem pouco dispostos a abdicar de suas candidaturas diante da falta de consenso sobre o nome que poderia unir os partidos do campo progressista. O único capaz, lamentam diversas lideranças, está preso em Curitiba.
De acordo com interlocutores do PSB, há grande rejeição dentro do partido aos petistas. Nos estados do Sudeste, nomes como Márcio França, histórico aliado dos tucanos em São Paulo, interditam o debate sobre uma possível aliança.
O PSB, convém lembrar, apoiou Aécio Neves no segundo turno das eleições de 2014 e a bancada da legenda na Câmara chancelou o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, embora os pessebistas depois tenham engrossado as fileiras da oposição ao governo de Michel Temer.
A indefinição do cenário em Pernambuco também trava o avanço das negociações. O estado poderia ser o palco de uma aproximação, uma vez que Lula visitou, em fevereiro, o governador Paulo Câmara, do PSB, e Renata Campos, viúva de Eduardo Campos.
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Apesar do fracasso nas eleições de 2016, o ex-prefeito Fernando Haddad ainda é visto como um dos favoritos a ocupar o lugar de Lula nas eleições (Fabio Arantes/SECOM)
Os pessebistas pernambucanos não escondem o desejo de uma aliança local e nacional com o PT. O projeto de reeleição esbarra, porém, na inesperada força de Marília Arraes, neta de Miguel Arraes, que desponta nas pesquisas como forte candidata ao Palácio do Campo das Princesas, capaz de desbancar no segundo turno tanto Câmara quanto Armando Monteiro, do PTB.
Vereadora no Recife, a petista não abre mão de disputar o governo. “O plano A é registrar a candidatura e o plano B é vencer a eleição”, costuma repetir Marília. Ironia do destino, Miguel Arraes é a principal referência política do PSB de Pernambuco, e chegou a emprestar o nome para a sede do diretório estadual. Agora, a neta do lendário líder ameaça impor uma derrota ao partido. No mínimo, dividirá os votos da esquerda.
Até o início de maio, o PSB trabalhava com a ideia de construir candidatura própria. Com a desistência de Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF e relator do processo do “mensalão”, o partido iniciou as negociações com outras siglas.
No momento, a direção nacional está fortemente inclinada a abraçar o projeto de Ciro Gomes. Discute-se, inclusive, a possibilidade de o PSB indicar Márcio Lacerda, ex-prefeito de Belo Horizonte, como vice do presidenciável do PDT, o que o deixaria “honrado”, segundo as palavras do próprio político mineiro. 
Lacerda foi coordenador da campanha de Ciro em 2002, quando o ex-ministro de Itamar Franco disputou a Presidência da República pelo PPS. Desde então, estreitaram laços de amizade. Se confirmada a indicação do pessebista como vice de Ciro, Fernando Pimentel, que disputa a reeleição para o governo de Minas Gerais, seria indiretamente beneficiado.
O petista deseja uma polarização absoluta entre ele e o tucano Antonio Anastasia, uma espécie de eleição plebiscitária. Com Lacerda fora do páreo, haveria menos dispersão de votos.
Em Minas, por sinal, há uma clara tendência de nacionalização da disputa estadual. Pimentel vai lançar Dilma para a primeira vaga no Senado. A chapa governista ainda não definiu quem apoiará para a segunda cadeira.
Por ora, os nomes mais fortes são os de Jô Moraes, deputada federal pelo PCdoB, e do empresário Josué Alencar, filho de José de Alencar e presidente da Coteminas, que estava no MDB e se filiou em abril ao PR. A presença da ex-presidenta, líder nas pesquisas de intenção de voto para o Senado, deve acentuar o debate entre os apoiadores e os que resistiram ao golpe no segundo maior colégio eleitoral do País.
Além da aproximação com o PSB, Ciro esboçou uma ousada manobra de realpolitik. Na desesperada busca por alianças para ampliar o tempo de exposição no horário eleitoral gratuito, passou a cortejar lideranças do DEM, histórico aliado do PSDB e um dos principais refúgios dos ruralistas.
Recentemente, prometeu até pedir desculpas por eventuais ofensas desferidas contra demistas, caso do vereador paulistano Fernando Holiday, a quem chamou de “capitãozinho do mato”, e do deputado Pauderney Avelino, que o processa por injúria após ser apontado como “corretor de FHC” na compra de votos para a emenda da reeleição. “Falei ao ACM Neto: faça uma lista de quem você acha que eu preciso ligar, que eu ligo, sem problemas”, afirmou Ciro no fim de junho.
Roberto Mangabeira Unger, amigo e um dos principais conselheiros do presidenciável do PDT, também fez uma inusitada defesa da aliança. “Não vejo o Democratas como direita ou centro-direita. Eles são o partido dos empreendedores regionais. Têm raízes nessa estrutura produtiva descentralizada do País”, disse ao Estado de S. Paulo. Estaria o professor de Harvard interessado em uma nova carreira no Stand Up Comedy?
Seja como for, o movimento surtiu algum efeito. A maioria da bancada do DEM na Câmara dos Deputados segue na defesa de uma aliança com Geraldo Alckmin, do PSDB. Outra ala do partido, capitaneada por lideranças regionais, tem opinião divergente. Prefere Ciro Gomes, pois duvida da capacidade do presidenciável tucano de decolar na disputa eleitoral.
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Uma parte do DEM ainda aposta em Alckmin. A outra considera o tucano mais um peso morto do que um puxador de votos, sobretudo no Nordeste (Nelson Almeida/AFP)
Nos palanques do Nordeste, em particular, Alckmin é visto mais como um peso morto do que como puxador de votos. Segundo uma pesquisa interna encomendada pelo DEM, Alckmin teria uma rejeição superior a 60% do eleitorado, algo que os analistas consideram muito difícil de superar. A esta altura, ninguém mais esconde o fato de que a candidatura do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, era apenas um balão de ensaio, uma jogada para valorizar o passe do partido.
Estagnado com 6% das intenções de voto, segundo as últimas sondagens eleitorais do Ibope e do Datafolha, o tucano tenta convencer os potenciais aliados de que sua candidatura é viável. Na quarta-feira 4, Alckmin reuniu-se em Brasília com lideranças do “Centrão”, bloco formado por DEM, PP, PRB e Solidariedade. Anfitrião do jantar com o candidato tucano, o pastor Marcos Pereira, presidente nacional do PRB, admitiu que o grupo estava dividido.
“Tudo é possível. Como já se noticiou, o PP e o Solidariedade têm preferência por Ciro. O DEM, percebo que está dividido. Na minha bancada, vou consultar a turma para ver”, afirmou o ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, às vésperas do convescote. “Nós expusemos todas as nossas preocupações, sem vetos nem embargos”, resumiu ACM Neto, presidente do DEM e prefeito de Salvador, ao término do encontro.
As reticentes observações de líderes do Centrão contrastam com as declarações exultantes do presidenciável tucano no dia anterior, a contar vantagem do leque de alianças que supostamente teria construído. “Hoje, nenhum pré-candidato tem dois partidos. Ninguém.
Temos cinco, começamos com 20% do horário eleitoral”, disse Alckmin, após falar para estudantes da FGV, em São Paulo. Questionado sobre quem seriam os aliados, despistou: “No momento adequado vão se manifestar”.
Na segunda-feira 2, o coordenador da campanha de Alckmin, Marconi Perillo, havia enfiado os pés pelas mãos ao defender uma aliança com o MDB e sugerir que o ex-ministro Henrique Meirelles aceitasse ser vice na chapa tucana.
“O momento, agora, é de um líder democrático como Alckmin, mais as lideranças políticas e um expressivo representante de mercado com vivência e experiência política, como é Henrique Meirelles”, afirmou o ex-governador de Goiás, em evento realizado pela consultoria XP Investimentos.
Ao responder à provocação, Meirelles, hoje com 1% das intenções de voto, demonstrou ter uma superlativa e inquebrantável autoestima. “Teremos grande satisfação em receber o apoio do PSDB no segundo turno”, retrucou o auxiliar de Temer.
Embora figure na liderança das intenções de voto quando o nome de Lula é excluído dos questionários, Jair Bolsonaro pena para costurar uma aliança com o PR de Valdemar Costa Neto, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no “mensalão”. Com a união, o candidato do inexpressivo PSL não ficaria restrito à campanha pelas redes sociais, como se imaginava.
Hoje com 9 segundos de exposição na tevê e nenhum palanque estadual, passaria a ter direito a 45 segundos no horário eleitoral gratuito, além de aproveitar a estrutura de um partido com mais de 40 deputados.
De quebra, poderia atrair outras siglas que relutam em abraçar a candidatura de Alckmin. Magno Malta, um dos principais expoentes do PR e da bancada evangélica no Congresso, tem sido cortejado para assumir o posto de vice na chapa de Bolsonaro.
Para tanto, o parlamentar teria de abdicar da campanha de reeleição ao Senado para a incerta aventura com o capitão da reserva do Exército. Enquanto Malta avalia o dote oferecido para o noivado, Bolsonaro já trabalha com um plano B.
Diante da eventual recusa do PR, manifestou a intenção de convidar o general Augusto Heleno, primeiro comandante das tropas brasileiras no Haiti, para assumir o posto de vice. Na quarta-feira 4, não escondeu o desejo de militarizar o governo: “Vou botar alguns generais nos ministérios, caso eu chegue lá. Qual o problema? Os outros colocaram terroristas e corruptos e ninguém falava nada!”
Nos últimos dias, o presidenciável propôs, ainda, a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, a ampliação do número de juízes do STF de 11 para 21 e até mesmo a criação de um campo de refugiados para os venezuelanos. Com tantas ideias, digamos, exóticas, não causa surpresa o fato de até mesmo as legendas mais fisiológicas relutarem em apoiar o candidato com 17% das intenções de voto. 
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Oportuno reparo: o atual chanceler brasileiro prefere desfilar com o secretário de Estado de Trump a participar de uma reunião dos BRICS (Roberto Stuckert Filho)
Carta de Celso Amorim 
Querido presidente Lula,
Escrevo-lhe depois de ler a sua carta/manifesto de hoje, em que você expõe de forma cristalina as manobras judiciais de que tem sido vítima. É impressionante a maneira sistemática – quase “científica”, eu diria – com que o STF tem evitado julgar o conteúdo dos recursos, manipulando o jogo entre ministros, turmas e plenário.
Mais impressionante ainda foi a forma como o relator e o TRF4 se articularam para impedir o julgamento do pedido para que possa aguardar em liberdade o trâmite dos recursos. Este é o verdadeiro “mecanismo”, cujo objetivo é impedir que você seja candidato, uma vez que nossos adversários sabem que a sua vitória será inevitável, se tivermos eleições verdadeiramente livres em outubro.  
Também li com interesse e admiração seu artigo para o 247, publicado hoje, sobre a vergonhosa submissão dos atuais governantes “de fato” do nosso país ao poder norte-americano. É triste ver o pouco ou nenhum apreço dessa gente pela soberania do Brasil, que você tão bem defendeu.
Evidentemente, fiquei desvanecido com a referência a mim, no contexto da nossa (sua) política ativa e altiva. 
Um sopro de esperança para a América Latina veio com a eleição do López Obrador no México, a primeira vez, desde a Revolução Mexicana, que um líder autenticamente progressista e ligado às causas populares chega ao poder. Foi interessante notar que jornais ligados a interesses do capitalismo global, como o Financial 
Times e o Wall Street Journal, procuraram compará-lo com você, salientando as 
suas características de líder moderado, devotado ao diálogo. Isso não deixa de ser curioso, uma vez que esses veículos foram, por ação ou omissão, cúmplices do golpe que derrubou a presidenta 
Dilma e que o mantém preso. 

Mesmo que as primeiras declarações do presidente eleito e de seus assessores não sejam totalmente claras, sem dúvida a chegada do AMLO ao poder será benéfica para a nossa região, contrabalançando as tentativas de Washington de isolar a Venezuela e os retrocessos da política norte-americana em relação a Cuba.
Na notinha que fiz para o 247 chamei a atenção para a necessidade de estarmos alertas, pois os interesses do capital financeiro e do “Estado profundo” dos Estados Unidos tudo farão para não “perderem” o Brasil.
Nesse contexto, o “pito” do Michael Pence no Temer é apenas um prelúdio do que pode acontecer, em termos de pressão, para sanções adicionais contra a Venezuela (o isolamento que está sendo imposto já é uma sanção e das mais pesadas), mas também em relação à continuação da política de entrega do nosso petróleo às multinacionais.
Em termos de política externa, é também muito significativo que o chanceler brasileiro do momento tenha preferido, há cerca de duas semanas, desfilar com o secretário de Estado a participar de uma reunião de ministros de Relações Exteriores dos BRICS.
Esse fato, como a progressiva desconstrução da Unasul, exemplifica o esforço determinado em destruir o que foi feito por você e que é, até hoje, motivo de admiração mundo afora. 
Na semana passada, estive na Argentina e pude constatar, com emoção, a viva solidariedade de nossos companheiros de lá com a luta pela sua libertação e pelo direito de que você seja candidato. Meus contatos foram principalmente com sindicalistas da CTA, mas também com meios intelectuais, políticos e acadêmicos.
Em todos senti uma genuína preocupação e o sentimento de repúdio em relação às injustiças que foram cometidas contra a Dilma e a perseguição jurídico-midiática a você. Eles sabem muito bem 
que o que está ocorrendo no Brasil pode perfeitamente ser replicado na Argentina (o que já está se passando, em certa medida) e em outros países, como ilustrado pela decretação de prisão do Rafael Correa no Equador. 

Estive um bom tempo com a Cristina Kirchner, que me pediu que transmitisse seu abraço solidário e expressou a esperança de que o quadro atual possa ser revertido e que você possa ser liberado e voltar à Presidência.
Notei, com satisfação, que há uma boa união das forças progressistas em torno da Cristina e que sua popularidade esteja subindo, inclusive com previsão de possível vitória, em caso de segundo turno, no pleito de 2019. 
Outros amigos, como o Pérez Esquivel (sempre empenhado na campanha pelo Prêmio Nobel) e o Jorge Taiana, estiveram presentes em eventos dos quais participei. Enfim, algum alento dessa solidariedade fraterna faz bem à alma e nos anima a continuar na luta para que a justiça prevaleça e o povo brasileiro possa voltar a ter o presidente que ele mais ama e cujo trabalho incansável em prol dos pobres ele reconhece.
Fiel ao princípio do provérbio chinês de que uma imagem vale mais do que mil palavras, vou tentar mandar umas fotos por intermédio do nosso incansável Marcola. Muitas saudades, que espero poder matar em breve, com sua liberdade.Abraço grande e fraterno do amigo que muito se orgulha de ter sido seu colaborador, Celso.
Por Rodrigo Martins 
Com informações da Carta Capital

“O PL dos agrotóxicos vai ter um impacto direto na saúde do trabalhador rural”

“O PL dos agrotóxicos vai ter um impacto direto na saúde do trabalhador rural”
Na última segunda-feira (25), a comissão especial criada na Câmara dos Deputados para discutir o projeto de lei 6.299/2002, que propõe alterações na atual legislação de agrotóxicos, aprovou texto que divide opiniões. De um lado, empresários do agronegócio comemoram o parecer do relator Luiz Nishimori (PR-PR) sob o argumento de que moderniza a aprovação e regulação dos pesticidas. Do outro, organizações de promoção à saúde coletiva e defesa do meio ambiente afirmam que o relatório flexibiliza significativamente o processo, o que representa riscos não só aos trabalhadores do campo, mas também aos consumidores dos alimentos expostos aos agrotóxicos.
O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Ceará Fernando Carneiro engrossa o coro do segundo grupo. Integrante do Grupo Temático Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e coordenador do Observatório da Saúde das Populações do Campo, da Floresta e das Águas (OBTEIA), ele garante que as mudanças na lei significam um “retrocesso gigantesco”.
Para Carneiro, um dos pontos mais críticos trazidos pelo texto – que agora vai a plenário – é a centralização das avaliações de novos produtos e autorização de registros no Ministério da Agricultura, em detrimento da estrutura tripartite de regulação – a lei em vigor determina que os ministérios da Saúde e Meio Ambiente também atuem nas análises. “O processo fica concentrado em um órgão totalmente dominado pelo agronegócio, então o risco é de realmente haver a aprovação de substâncias que possam causar todo tipo de problema”, declara.
Empresários do agronegócio comemoram o parecer do relator Luiz Nishimori
Empresários do agronegócio comemoram o parecer do relator Luiz Nishimori CÂMARA DOS DEPUTADOS
Pergunta. Por que o senhor considera que o PL 6.299/2002 represente um retrocesso?
Resposta. Há 60 anos, Rachel Carson, bióloga norte-americana, escreveu “A primavera silenciosa”, um clássico da literatura ambientalista, que marca o movimento ambiental mundial e ficou muitos meses entre os livros mais vendidos dos Estados Unidos. Teve uma repercussão tão grande que o governo americano criou uma comissão de cientistas comprovando tudo o que ela havia pesquisado, o que gerou, inclusive, a criação da agência de proteção ambiental nos Estados Unidos. Nós, em 2015, publicamos o dossiê Abrasco, com quase 700 páginas e mais de 60 autores colocando isso. Só que o que a gente vê hoje com esse PL é que, em vez de fazermos um movimento para cuidar da saúde da população e do meio ambiente, estamos vendo exatamente o contrário. O PL é a liberalização, o desmonte do aparato regulatório brasileiro do registro de agrotóxicos, com a perspectiva de permitir, inclusive, que substâncias muito mais danosas à saúde adentrem nosso mercado. Estamos assistindo a um retrocesso gigantesco. Era para estarmos diminuindo, mas estamos potencializando o uso.
P. Quais riscos – sociais, ambientais e para a saúde pública – essa proposta representa?
R. Vai ter um impacto direto na saúde do trabalhador, do consumidor brasileiro, da população. Você de repente concentra [o processo de avaliação e aprovação dos agrotóxicos] na agricultura, tirando o papel da saúde e do meio ambiente de olhar a questão por seus ângulos – a saúde pela Toxicologia e o meio ambiente pela Ecotoxicologia. O processo fica concentrado em um órgão totalmente dominado pelo agronegócio, então o risco é de realmente haver a aprovação de substâncias que possam causar todo tipo de problema, tanto de saúde quanto de contaminação do ambiente, o que representa um risco à vida como um todo. Os danos causados pelos agrotóxicos são de várias ordens. Isso que querem chamar de defensivo é um veneno, causa efeitos imediatos e crônicos, desde câncer até diminuição de QI em crianças. Isso para não falar nos impactos na cadeia alimentar, na nossa fauna. É muito grave o que está acontecendo.
O uso de agrotóxicos ainda parece um tema distante na realidade urbana – não são todos os consumidores que se preocupam com isso quando vão ao mercado, por exemplo. Quais os riscos à saúde desse consumidor final?
Para fazer estudos de seguimento e analisar essas questões, pode-se levar 20, 30 anos. São estudos caros e complexos; há a carga hereditária e a carga ambiental de doenças, é necessário que os estudos controlem esses fatores. Mas isso não tem sido prioridade na ciência brasileira. O agronegócio capitaliza o lucro e socializa o prejuízo: analisar uma amostra de agrotóxico no ambiente pode custar mil reais, e poucos laboratórios fazem isso no Brasil. Estamos liberando uma substância que não temos a capacidade de monitorar e vigiar. É caro e o ônus fica para o setor público – o ônus da pesquisa, da vigilância –, enquanto eles capitalizam em cima disso – e a maior parte dos agrotóxicos no Brasil nem paga imposto, em vários estados eles têm 100% de isenção. O que já se fez nesse sentido foi por meio da Anvisa, através do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos [PARA]. A série histórica que apresentamos no dossiê da Abrasco [com base em dados da Anvisa] dos últimos dez anos mostra que 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros têm resíduos de agrotóxicos e 30% estão irregulares. Então, pelo menos, um terço do que a gente come está fora do padrão, ou seja, tem potencial de dano. Recentemente eles mudaram para essa metodologia de avaliação de riscos e, de um ano para o outro, de repente, esses 30% viraram 1%. A substância é carcinogênica, mas na avaliação de risco, que o PL quer implantar, você tem premissas. Quais são elas? A pessoa vai estar com luva e com máscara. Estando com isso, o risco é aceitável. Agora, vamos olhar para a realidade do Brasil. Como é possível aceitarmos premissas desse tipo sendo que o trabalhador não usa [as proteções], é caro, o patrão não paga o equipamento, que também não é adequado à nossa realidade, é quente. A premissa da avaliação de risco é que tudo isso está funcionando muito bem, cabe tudo no modelo teórico. Esse é o cavalo de troia desse projeto de lei: mudar de avaliação de perigo para avaliação de risco.
P. Outra questão apontada como delicada pelos críticos do projeto é a criação do registro temporário para produtos que já sejam registrados em pelo menos três países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e que obedeçam ao código da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Você pensa da mesma forma?
Fernando Carneiro, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Ceará
Fernando Carneiro, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Ceará ABRASCO
R. Estão dizendo que existe uma tal burocracia, que leva-se até oito anos para obter o registro de um agrotóxico no Brasil, mas isso é fake news porque compara a estrutura de países como Brasil e Estados Unidos. Na Anvisa há 20 ou 30 técnicos para analisar os pedidos de [registro] de agrotóxicos, na FDA [Food and Drugs Administration], a similar norte-americana, são 700. Aqui uma empresa paga poucos mil reais para fazer o processo de registro, nos Estados Unidos pode chegar a um milhão. A fila aqui é grande porque não se investe na capacidade de órgãos reguladores e porque é barato registrar, sendo que o registro é eterno – para você tirar um produto de circulação, tem que fazer uma reavaliação a partir de denúncia etc. O registro temporário é para forçar a barra e, em vez de investir na capacidade de análise dos órgãos – fazendo concurso, pagando equipe –, colocar uma faca no pescoço do órgão e dizer “se você não liberar o pedido em dois anos, o produto entra no mercado”. Eles falam dos problemas, mas o PL não é solução para nenhum deles. Ele está longe de resolver o problema da população, só resolve o problema das empresas. Vai virar o paraíso dos agrotóxicos, porque já é barato e eterno, vai poder tudo.
P. Ao discutir a flexibilização da legislação de agrotóxicos, o Brasil segue uma tendência mundial ou vai na contramão dos países mais desenvolvidos?
R. Vai totalmente na contramão. Na Europa, foram colocadas mais restrições [ao uso de agrotóxicos]; a própria China, que tem um modelo selvagem de desenvolvimento, tem feito ações desse tipo. O Brasil está na contramão da história mundial. Lembra um pouco a década de 80, na época de Cubatão, em que os militares diziam “poluição, venha a nós, poluição é desenvolvimento”. Está muito parecido.
P. Em contraposição ao PL 6.299/2002, seus críticos defendem a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA), transformado em projeto de lei que tramita na Câmara. É possível reduzir o uso de agrotóxicos sem repensar o modelo de produção agropecuário que hoje vigora no Brasil?
R. O Brasil adotou um modelo que chamamos de neoextrativismo. Basicamente, nas últimas décadas nos desindustrializamos e a economia foi puxada pela exportação de bens primários, tanto agrícolas como minerais. Houve o tempo da bonança, mas depois, com a crise e a queda dos preços, esse modelo entrou em colapso. O agrotóxico simboliza o modelo capitalista selvagem. Um modelo que distribua renda e preserve os ecossistemas, acho que seria possível apenas com a aplicação plena da agroecologia. Recentemente estive no Encontro Nacional de Agroecologia, o ENA, em Belo Horizonte, onde mais de 70% [do público] era de agricultoras e agricultores. Eles contam que começam a fazer a transição agroecológica, aí vem o vizinho com o avião, [pulveriza] o agrotóxico e as pragas fogem para onde? Para as áreas onde não há veneno. Isso causa um problema. Outra situação: escutei vários agricultores que têm caixas de abelhas, aí vem o avião e mata tudo. Vem a deriva [produzida quando o agrotóxico ultrapassa os limites da área que se pretende atingir], vai para a propriedade vizinha e dizima as abelhas. Há também casos de aviões sendo utilizados como forma de expulsar indígenas de suas terras, usados como arma de guerra. O PNARA surge quase como uma transição: vamos pelo menos reduzir o uso de agrotóxicos e trabalhar para fortalecer a agroecologia, porque é muito desigual o apoio de um modelo em relação ao outro. Quando se definiu que 30% da merenda escolar tem que ser proveniente de agricultura familiar, preferencialmente agroecológica, foi uma canetada que ajudou a desenvolver a agroecologia em todo país. Uma simples medida como essa. É possível criar formas de promover um modelo em relação ao outro, pois historicamente a gente vê o contrário. O agricultor que quer plantar sem veneno tem até hoje dificuldade de conseguir empréstimo no banco, porque se exige a nota fiscal fiscal do veneno, do adubo químico. É muito difícil convencer o gerente que não é necessário gastar com isso, que é possível gastar com outras coisas.
Por Anna Beatriz Anjos
Com informações do El País

Brasil gasta 6% do PIB em educação, mas desempenho escolar é ruim

Crianças da educação infantil em sala de aula Apesar de investir 6% do PIB em educação, o país está nas últimas posições em avaliações internacionais de desempenho escolar (Arquivo/ Agência Brasil)
O Brasil gasta anualmente em educação pública cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). Esse valor é superior à média dos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 5,5%. No entanto, o país está nas últimas posições em avaliações internacionais de desempenho escolar, ainda que haja casos de sucesso nas esferas estadual e municipal. A avaliação é do relatório Aspectos Fiscais da Educação no Brasil, divulgado hoje (6) pela Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda.
Segundo o relatório, o gasto brasileiro também supera países como a Argentina (5,3%), Colômbia (4,7%), o Chile (4,8%), México (5,3%) e os Estados Unidos (5,4%). “Cerca de 80% dos países, incluindo vários países desenvolvidos, gastam menos que o Brasil em educação relativamente ao PIB”.
O relatório também mostra que como proporção das receitas da União, a despesa federal em educação quase dobrou sua participação, passando de 4,7% para 8,3% no período 2008 a 2017. Em proporção do PIB, a expansão passou de 1,1% para 1,8%. A despesa com educação apresentou crescimento acumulado real de 91% no período de 2008 a 2017, 7,4% ao ano, em média, enquanto a receita da União cresceu 6,7% em termos reais, descontada a inflação, 0,7% ao ano, em média.
Na principal avaliação internacional de desempenho escolar, o Pisa (Programme for International Student Assessment), o Brasil está nas últimas posições. Dos 70 países avaliados em 2015, o Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática.
O problema no Brasil, de acordo com o relatório, não está no volume dos gastos, mas na necessidade de aprimoramento de políticas e processos educacionais. “Apesar da forte pressão social para a elevação do gasto na área de educação, existem evidências de que a atual baixa qualidade não se deve à insuficiência de recursos. Tal observação não é específica ao Brasil, tendo em vista que já é estabelecida na literatura sobre o tema a visão de que políticas baseadas apenas na ampliação de insumos educacionais são, em geral, ineficazes”, diz o estudo.
Caso de sucesso
O estudo destaca ainda que mesmo no Brasil existem casos de sucesso, como o do Ceará, que obteve em 2015 o quinto melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais do ensino fundamental, mesmo com um gasto inferior à média da própria Região Nordeste e à média nacional.
Em 2017, o Ceará aplicou R$ 3.589,95 por aluno na educação básica, ao passo que os demais estados da Região Nordeste aplicaram, em média, R$ 3.764,84. “Não obstante, o Ceará alcançou um Ideb de 5,7, enquanto a média dos demais estados da região foi de 4,4. Ressalta-se ainda que, em 2005, o desempenho do Ceará era de apenas 2,8, que o colocava somente na 18ª posição entre 27 estados”, diz o relatório.
“O desempenho do Ceará é ainda mais ilustrativo se comparado a um outro extremo, o Distrito Federal, que, mesmo com uma aplicação de recursos 134% maior ao primeiro, obteve um Ideb de 5,6, ligeiramente inferior ao do Ceará”, acrescentou.
Além disso, diz o estudo, o melhor Ideb municipal do Brasil, em 2015, foi o do município cearense de Sobral, que alcançou a nota média de 8,8 na rede pública, com uma despesa de R$ 3.091,38, a qual é inferior à média do próprio estado do Ceará e bastante inferior à média nacional de R$ 5.005,83.
Por Kelly Oliveira
Com informações da Agência Brasil

2 de julho de 2018

Brasil e Bélgica fazem duelo entre melhor defesa e melhor ataque

Thiago Silva e Romelu Lukaku farão um duelo decisivo na próxima sexta-feira 96)

Thiago Silva e Romelu Lukaku farão um duelo decisivo na próxima sexta-feira 96)


Brasil e Bélgica voltam a se encontrar em uma Copa do Mundo, na próxima sexta-feira (6), às 15h, na Arena Kazan, desta vez nas quartas de final, em uma situação diferente daquela em que disputaram as oitavas, na Copa de 2002.

Agora, o time belga possui uma de suas melhores gerações e chega à disputa com o melhor ataque da Copa de 2018, com 12 gols em quatro jogos.

O Brasil, por outro lado, se não tem o melhor ataque, possui a defesa menos vazada, ao lado do Uruguai, tendo sofrido apenas um gol em quatro jogos, 1 a 1 contra a Suíça; 2 a 0 contra Costa Rica e 2 a 0 nos sérvios, chegando às quartas após vencer o México por 2 a 0.

O zagueiro Thiago Silva, que já foi capitão em duas partidas neste Mundial, tem jogado com muita categoria e eficiência, sendo um dos destaques da competição. Mas, pelos resultados da equipe brasileira, fica claro também que seu ataque está muito longe de ser inoperante, tendo feito 7 gols nessas partidas.

Em 2002, a Bélgica, formada por jogadores como Daniel Van Buyten (24 anos), o atacante Mbo Mpenza (25 anos) e o veterano Marc Wilmots (33 anos) buscava uma maior afirmação no cenário internacional e enfrentou o Brasil, que tinha o melhor ataque da competição. Perdeu por 2 a 0, com dois gols de Rivaldo.

Mas saiu de campo reclamando que o jamaicano Peter Prendergast errou ao dar falta de Wilmots em Roque Júnior, quando o belga teve um gol de cabeça anulado. Roque Júnior garante até hoje que houve a sobrecarga que o impediu de disputar a jogada pelo alto.

A geração formada por grandes nomes como Michel Preud'Homme, Stéphane Demol, Georges Grün, Franky Van der Elst, Franky Vercauteren, Enzo Scifo e Jan Ceulemans, nos anos 90, foi por muitos anos reverenciada no país. E só a atual geração, com Kevin De Bruyne, Eden Hazard e Romelu Lukaku, entre outros, voltou a encher de esperanças os belgas.

Para chegar até esta fase na Copa de 2018, os belgas venceram por 3 a 0 o Panamá; por 5 a 2 a Tunísia e por 1 a 0 a Inglaterra, antes de vencerem, no sufoco, o Japão por 3 a 2.

O duelo da próxima sexta-feira (6) promete ser eletrizante. O treinador da Bélgica sabe que, se entrar com poucas precauções defensivas, tenderá a levar muitos gols na partida. Por isso ele deverá aproximar um dos zagueiros (provavelmente Alderweireld) do volante Witsel, para não perder a disputa no meio-campo. Ou já entrar com Fellaini no setor, em lugar do ofensivo Mertens.

Para a atual seleção brasileira, enfrentar um time como os belgas é algo muito raro, já que a equipe europeia joga boa parte do tempo em um 3-4-3 clássico, com Mertens, Lukaku, um dos vice-artilheiros da Copa, e Hazard. Coincidentemente, o México atuou desta maneira em vários momentos do jogo desta segunda-feira, quando o Brasil soube aproveitar os espaços no ataque.

De Bruyne também exigirá total atenção de Paulinho e Fernandinho na marcação. Pode ser até que, por atuar no futebol inglês e conhecer de perto o estilo de alguns belgas, Danilo acabe sendo escalado na lateral-direita.

O atual esquema belga é semelhante ao da Holanda (de 1994 e de 1998). Mais recentemente, em 2010, o Brasil foi derrotado pelos holandeses nas quartas, mas o adversário, então dirigido por Bert van Marwijk, atuava no 4-4-2.

Neymar deverá ter pela frente o seu colega de PSG, Thomas Meunier, de 1m90, como um dos seus marcadores. A movimentação de jogadores no ataque, diante de uma defesa considerada lenta, deverá ser uma das estratégias de Tite para superar a marcação por zona do adversário.

Neste sentido, o jogo contra o México, que também mostrou variações ofensivas e na marcação, chegando a atuar no 3-4-3, foi uma excelente demonstração de como o Brasil pode se portar na defesa e na movimentação ofensiva diante de uma equipe versátil.

Nestas oitavas, apesar da heróica reação belga, a seleção brasileira se mostrou mais equilibrada do que sua próxima adversária.

Por Eugenio Goussinsky
Com informações do R7

MPF pede ao governo federal informações sobre risco de retorno da pólio

 ctv-3np-polioCoordenadora nacional sugere até mudanças no atendimento, como horários mais flexíveis, que se encaixem na rotina de trabalho dos pais Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO
A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) pediu ao Ministério da Saúde informações sobre o risco enfrentado por cidades brasileiras de retorno da poliomielite. Conforme informou o Estado no sábado, 30, 312 cidades estão em situação de alto risco, em virtude das baixas coberturas vacinais. Pelo menos 800 mil crianças estão sem proteção contra a doença, uma situação classificada pela presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, Isabella Ballalai como “inadmissível”.
No ofício encaminhado ao secretário de Vigilância em Saúde Osnei Okumoto, a procuradora federal dos Direitos do Cidadão Deborah Duprat solicita informações sobre as causas do problema e sobre as medidas desencadeadas para tentar resolvê-lo. O Ministério Público Federal também quer saber quais as ações previstas na política nacional de imunização para solucionar a situação e dá prazo de cinco dias para o recebimento das respostas, em razão da "gravidade e urgência do problema".
O Ministério da Saúde admitiu, na semana passada, haver alto risco de retorno da poliomielite em pelo menos 312 cidades brasileiras – 44 no Estado de São Paulo. O alerta foi feito em uma reunião com secretários estaduais e municipais de saúde. “É uma situação gravíssima”, afirmou na oportunidade a coordenadora do Programa de Imunização, Carla Domingues. 
Estão na lista de maior risco para pólio municípios que não conseguiram atingir nem 50% da cobertura vacinal. “Uma cidade com esses indicadores tem todas as condições de voltar a transmitir a doença em nosso País. Será um desastre para a saúde como um todo.” O último caso registrado no Brasil foi em 1990. Quatro anos depois, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a doença erradicada das Américas.
A recomendação é de que a cobertura vacinal contra pólio seja superior a 95%. A situação mais grave é na Bahia, onde 15% dos municípios imunizaram menos do que 50% das crianças, seguido do Maranhão, com 14,29%. Em todo o País, apenas Rondônia, Espírito Santo e Distrito Federal não têm cidades sob risco elevado.
Por Lígia Formenti
Com informações do Jornal O Estado de S.Paulo

Colombiano Jown Cardona reforça o Ceará no restante da temporada




Visando o restante da temporada, a Diretoria do Ceará finalizou a contratação do colombiano Jown Cardona, para compor o elenco do Vovô. Jown Cardona, de 23 anos, estava atuando no Desportivo Cali desde 2012. No primeiro semestre de 2016, o meia atuou no Cortuluá, onde foi destaque no clube, marcando 8 gols e despertando interesse em vários clubes. Cardona já treina em Porangabuçu desde 07/06, e terá situação regularizada antes do retorno das disputas do Brasileirão.   

Confira a ficha técnica do atleta:

Jown Anderson Cardona Agudelo
apelido: Cardona
nascimento: 09/01/1995 (23 anos)
posição: meia-atacante
naturalidade: Cali (Colômbia)
altura: 1,70
peso: 67kg
clubes: Deportivo Cali (Colômbia), Cortuluá (Colômbia), Real Santander (Colômbia) e Ceará/CE

Com informações do cearasc.com

1 de julho de 2018

Redes sociais: riscos e potenciais para a eleição

Embora estudiosos das relações entre comunicação e política sejam cautelosos ao projetar o espaço que redes sociais podem ocupar na campanha deste ano, pesquisa do Ideia Big Data, divulgada em maio, aponta que as redes sociais devem influenciar na definição de voto de 43,4% dos eleitores, contra 56,6% que disseram que mídias digitais não terão influência na tomada de decisão. Dentre tantas plataformas, o Facebook e o WhatsApp são apontados por pesquisadores entrevistados pelo Diário do Nordeste como aquelas que devem ter uso intensificado na campanha de 2018, mas, ao mesmo tempo em que elas podem ser ferramentas úteis para a definição do voto do eleitor, também são terreno fértil para a propagação de fake news e propaganda negativa na eleição.
O estudo do Ideia Big Data revela que 59,5% dos entrevistados pretendem acompanhar as publicações dos seus candidatos pelas redes sociais. A plataforma preferida para isso, de acordo com o levantamento, é o Facebook (58,5%), seguida do YouTube (13,2%), do Instagram (11,5%), Twitter (8,9%), WhatsApp (4,8%) e LinkedIn (3,2%). A pesquisa, encomendada pela consultoria Bites, entrevistou 1.482 pessoas no País. A margem de erro, segundo o instituto, é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Os dados sinalizam que, como estratégias de campanha, plataformas como o Facebook, o Twitter e o Instagram, além de instrumentos de comunicação como o WhatsApp, podem ganhar mais espaços na disputa de postulantes pelos cargos eletivos que estarão em jogo em outubro próximo, mas pesquisadores defendem, também, que é fundamental que o eleitorado aprenda a fazer um bom uso das redes sociais para que elas possam ser relevantes no processo eleitoral.
Na avaliação de Jamil Marques, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que desenvolve pesquisas na área de comunicação e política, há dois elementos que apontam para que as redes sociais, às quais ele se refere como redes de comunicação digital, passem a ter espaço cada vez mais relevante nas campanhas e também no comportamento do eleitorado para a definição do voto.
Onde o eleitor está
Um deles, segundo Marques, está associado ao fato de que as novas regras de financiamento, juntamente com o receio em relação a doações a partir de recentes investigações que expuseram esquemas ilícitos de irrigação de campanhas, devem tornar a quantidade de recursos mais escassa e, diante disso, postulantes precisam “apelar para outras formas de mobilização, de comunicação ou de difusão das suas mensagens para o eleitorado”. Além disso, diz ele, “os próprios candidatos estão percebendo que precisam ir aonde o eleitorado está, e seu eleitorado está, cada vez mais, nas redes de comunicação digital”.
Professor titular de Teoria da Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Wilson Gomes, por sua vez, pondera que “é muito complicado dizer que a internet vai influenciar votos”, porque a divisão entre uma noção de mundo real e de mundo virtual, segundo ele, é superada nos dias atuais. “Hoje não tem mais isso, então as pessoas têm várias janelas por meio das quais acessam a realidade. Os aplicativos, a estrutura da web, as chamadas mídias digitais, mídias sociais, são apenas mais um instrumento. Ou seja, uma pessoa que está vivendo em qualquer lugar dificilmente vai se privar de recursos online para formar a sua opinião”, argumenta Gomes, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Democracia Digital.
No atual cenário, afirma o professor, há grupos mais influenciáveis pelas redes sociais no contexto eleitoral do que outros. Na análise de Wilson Gomes, uma parte dos votos do “lulismo”, por exemplo, corresponde ao voto sindical e, mesmo que esta parcela de eleitores esteja online, não é nas rede sociais que vai formar sua opinião política. A mesma relação ele enxerga nos votos oriundos dos movimentos sociais que se voltam a Guilherme Boulos, pré-candidato do PSOL. Já o “bolsonarismo”, considera ele, é “fundamentalmente um fenômeno de internet”. “Todas as frentes simpáticas ao Bolsonaro são enraizadas em ambientes digitais. Tanto é assim que a campanha do Bolsonaro começou há muito tempo”, afirma.
Sociabilidade
Já Jamil Marques acrescenta que considerar a forma de sociabilidade do candidato, assim como o cargo que está sendo pleiteado, é importante para definir a centralidade das redes de comunicação digital para cada candidatura. Segundo ele, uma pesquisa de mestrado feita pelo pesquisador Fellipe Herman na UFPR, por exemplo, investigou a sociabilidade de candidatos a vereador de Curitiba em 2016, e concluiu que os “vereadores de bairro” utilizam menos as redes digitais de comunicação na campanha, já que “o grosso do relacionamento” com os eleitores é mantido pessoalmente.
“A gente conseguiu reforçar a ideia de que a internet é um elemento fundamental do processo de escolha do voto, mas que essa influência das redes de comunicação digital varia de cargo para cargo que está em questão”, resgata Marques. Para postulantes a presidente da República, governador e prefeito de grandes cidades, por exemplo, ele observa que as redes têm papel de comunicar para massas, já que os candidatos não têm condições, durante a campanha, de chegar à totalidade de eleitores dos seus colégios eleitorais.
Em um universo de tantas redes sociais, porém, algumas, nas projeções dos pesquisadores, podem ter mais ênfase na campanha de 2018. Jamil Marques acredita que as duas plataformas que mais vão se destacar na disputa eleitoral deste ano são o Facebook, que já teve posição de destaque em pleitos anteriores, e o WhatsApp – embora defina este como um instrumento de comunicação –, que tem, segundo ele, ganhado projeção maior na esfera eleitoral.
“Essas ferramentas passam a ocupar uma centralidade nas nossas vidas e os candidatos não podem abrir mão de estar lá. Alguns anos atrás, coisa de duas décadas, a gente tinha grandes atores que participavam da comunicação política: os marqueteiros, o jornalismo, os institutos de opinião pública, o Poder Judiciário. Hoje, a gente tem um outro ‘player’, que é justamente o controle das redes sociais”.
Wilson Gomes, da UFBA, também considera que o WhatsApp deve estar mais em evidência na campanha, pela característica de que o compartilhamento de mensagens instantâneas na plataforma não é “rastreável” como em outras redes sociais, como o Facebook ou o Twitter, nas quais publicações podem ser salvas e ficam disponíveis por mais tempo. Este elemento, aliás, está na centralidade das discussões sobre a propagação de fake news durante o pleito deste ano.
Em debate realizado na Câmara dos Deputados no dia 19 de junho, por exemplo, o promotor e presidente do Instituto Brasileiro de Direito Digital, Frederico Ceroy, disse que o WhatsApp será um “problema enorme para as eleições 2018”, já que ferramentas de checagem de fatos não estão moldadas para a plataforma. Wilson Gomes, por sua vez, analisa que aspectos positivos e negativos do WhatsApp para a campanha não estão relacionados à ferramenta em si, mas são características das pessoas que a utilizam.
Alcance
“O WhatsApp, que é uma rede de publicação de mensagens instantâneas, permite as pessoas utilizarem para tudo, para o bem e para o mal. Estamos reclamando do WhatsApp porque o ambiente político está muito envenenado, polarizado. Se as pessoas estão odiando, elas vão odiar no Twitter, no Facebook, no bar, na reunião…”, opina. Conforme Gomes, as redes sociais, contudo, potencializam a escala do alcance e a velocidade de distribuição de informações.
“As pessoas precisam de um conteúdo que apenas confirme aquilo que já acham. Enquanto houver pessoas que consomem fake news, vai ter fake news. Fake news existe porque atende aos desejos de várias pessoas”, aponta. E não só de pessoas, mas também de campanhas. “Não sei se as campanhas querem combater fake news, porque tem campanhas que se beneficiam intensamente de fake news. O ‘bolsonarismo’ é uma fábrica de fake news”, considera o docente.
Neste cenário, o professor Jamil Marques afirma que, para o eleitorado, o principal desafio já colocado é aprender a utilizar as redes sociais, de modo que possa se apropriar dos benefícios proporcionados por elas, mas também desviar de problemas que causam ou intensificam. “É muito importante que o eleitor aprenda a característica de uma fake news e, a partir disso, possa começar a distinguir em qual material e em qual tipo de fonte ele pode confiar ou não”, defende.
Recursos
Tais questões se tornam mais evidentes no período pré-eleitoral, que sinaliza a possibilidade maior de utilização de redes sociais para propaganda, a partir da possibilidade de impulsionamento pago de conteúdos na internet por candidatos, mudança incorporada à legislação eleitoral para este pleito. “As campanhas tirarão do seu pouco dinheiro do tempo da televisão para colocar em mídias digitais? Não sei, mas tenho a impressão de que o impulsionamento (de publicações) vai consumir um pouco mais dos recursos”, projeta Wilson Gomes.
Ele ressalta, porém, que a campanha digital não está apenas nas ações definidas pelas coordenações, mas o que as pessoas fazem digitalmente a favor ou contra candidaturas, conforme analisa, também compreende uma campanha que já está em curso, abaixo da alçada do Tribunal Superior Eleitoral e dos Tribunais Regionais Eleitorais.
Jamil Marques, por sua vez, vê as redes de comunicação digital não como concorrentes de meios tradicionais de propaganda eleitoral, como a televisão e o rádio, mas complementares. Ao considerar características distintas das plataformas – na TV e no rádio, aponta ele, o alcance pode chegar a um público de diferentes faixas etárias e perfis variados, diferente dos usuários que buscam informações políticas online –, o professor da UFPR aponta que as campanhas tendem a investir em “mensagens” de acordo com cada público.
Por William Santos
Blog do Edison Silva
Com informações do Diário do Nordeste

Cabo Sabino assume presidência do Avante e destaca amizade com Camilo

Encontro dos integrantes do Avante, na manhã deste sábado, para a posse do deputado federal Cabo Sabino como presidente da siglaFOTO: FABIANE DE PAULA
Ainda que pregue a “neutralidade” do seu partido nas eleições deste ano para o Governo do Estado, o deputado federal, Cabo Sabino (Avante), admite ter uma relação de “amizade” com o governador Camilo Santana (PT), mas que não integrará a base de sustentação do petista na disputa pela sua reeleição em outubro próximo. Em entrevista ao Diário do Nordeste, hoje, durante ato de sua posse como presidente estadual do Avante, Cabo Sabino disse que não tem como “conviver” com os irmãos Cid e Ciro Gomes e veta seus filiados a estarem no mesmo palanque deles.
Em busca de mais um mandato na Câmara Federal nas eleições deste ano, Cabo Sabino confirma sua aproximação com o governador Camilo Santana, para tratar de demandas “oficiais” da categoria dos profissionais de segurança. E admite ter uma relação de “amizade” com o petista. Ele disse que já recebeu convite do próprio governador para integrar a sua base, mas descarta a aliança.
“Deixei claro que gosto dele demais, tenho respeito por ele, mas onde os Ferreira Gomes estiverem eu não tenho condições de estar. Eu tenho uma situação que não tem como conviver com o Cid e com o Ciro, não tenho como estar no mesmo palanque com eles. Não tenho nada contra o governador Camilo, pelo contrário, eu acho que ele abriu a porta do diálogo e permanece essa porta de diálogo com a categoria. A base tá liberada, agora o que eu não quero é que nenhum candidato do Avante esteja no mesmo palanque junto com Ciro e Cid”.
Cabo Sabino já foi filiado ao PR até o fim do ano passado, quando o partido fazia oposição à gestão estadual, mas ele passou a receber tratamento de aliado no Palácio da Abolição, principalmente, após ter rachado a sua relação com o deputado Capitão Wagner (PROS), seu colega de partido na época, que decidiu também pleitear uma vaga para deputado federal. No entanto, ele nega ser adversário de Wagner e disse que há espaço para dois representantes militares na Câmara dos Deputados.
Foi com Wagner que ele também disputou a coordenação da campanha do presidenciável, Jair Bolsonaro (PSL) no Estado, nome que é defendido por profissionais de segurança pública. Recentemente, em visita de Bolsonaro a Fortaleza, Cabo Sabino não subiu no palanque dele, apenas Capitão Wagner. Sabino disse que houve uma “ciumeira” do PSL no Estado com o fato dele ser próximo do governador Camilo Santana, do PT, partido que Bolsonaro critica. Mas, apesar de ter sido vetado pelo presidenciável em seu palanque, colocou panos frios e disse que continuará apoiando o seu nome para a Presidência da República.
“Eu não vou deixar de ter proximidade com o governador do Estado por nenhuma pessoa, porque é mais importante a minha categoria do que o Bolsonaro. Eu não vou deixar de tratar com o governador as coisas da minha categoria, porque os que estão próximos do Bolsonaro, o Bolsonaro ou quem quer que seja tem divergências com o governador Camilo. Pra mim, o Bolsonaro será o próximo presidente da República, voto nele, mas a minha categoria é mais importante do que ele”.
Cabo Sabino disse também que o partido estuda fazer uma coligação nas eleições para deputado federal com a Rede Sustentabilidade, PHS e o MDB. Já para a Assembleia Legislativa, o MDB ficaria fora dessa eventual coligação.
Por Edison Silva
Com informações do Diário do Nordeste

Ferroviário começa luta pelo acesso contra o Campinense no Castelão

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Duas partidas separam o Ferroviário da principal meta para a temporada 2018: acesso à Série C. A primeira acontece hoje, às 20 horas, no Castelão e o Tubarão quer construir uma vantagem para os 90 minutos decisivos da próxima segunda-feira, 9, em Campina Grande, na Paraíba. A única maneira de conseguir isso é vencendo o Campinense.
 
O problema é que em casa o time coral costuma ter dificuldades para vencer - ganhou apenas do Cordino e pelo placar mínimo. Talvez por isso o foco do último treino comandado por Marcelo VIlar antes da partida foi no ataque do time, exigindo pontaria, velocidade e uma boa troca de passes.
 
Existe uma baixa no setor para o jogo de hoje, no entanto Luís Soares tomou o terceiro cartão amarelo e está fora da partida. Vitinho, Dudu e Juninho Quixadá brigam pela vaga dele.
 
A defesa do Ferroviário pode ser considerada sólida, já que o time segue invicto na competição. Não há nenhum desfalque no setor, mas Vilar optou por não relacionar Léo, que vinha sendo o titular da equipe até não poder atuar no jogo passado devido suspensão pelo terceiro amarelo. Gleibson iniciará a partida pela segunda vez consecutiva.
 
O provável Ferroviário para o jogo tem Gleibson, Lucas Mendes, André Lima, Luís Fernando e Sávio; Leanderson, Mazinho, Janeudo e Esquerdinha; Juninho Quixadá e Edson Cariús.
 
O Campinense veio para Fortaleza com dois desfalques. O lateral direito Alex Murici está suspenso e o atacante Eduardo foi vetado pelo departamento médico com dores na coxa esquerda. Douglas Santos e Denílson são os prováveis substitutos, respectivamente.
 
O time comandado pelo técnico Ruy Scarpino chegou á capital cearense ainda na noite de sexta-feira, para driblar a “ressaca” de uma viagem de ônibus de cerca de 14 horas.

Imagem internet
Por Brenno Rebouças
Com informações do O Povo

Fortaleza anuncia acerto com atleta Nenê Bonilha

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O Fortaleza Esporte Clube acertou a contratação do meia Nenê Bonilha, de 26 anos. O atleta estava atuando no futebol português, no Vitória de Setúbal, e chega por empréstimo até o final de 2018.

Nenê chega para reforçar o Tricolor de Aço nas disputas do Campeonato Brasileiro da Série B. Seja bem-vindo!

Ficha Técnica:
Nome: Luís Otavio Bonilha de Oliveira (Nenê Bonilha)
Nascimento: 17/02/1992 (26 anos)
Naturalidade: São João da Boa Vista/SP
Posição: meia
Pé preferencial: destro
Altura: 1,75m
Peso: 69kg
Clubes: Paulista, Corinthians, Catanduvense, Avaí, Osasco Audax, Vila Nova, Rio Claro, Nacional/POR, Vitória de Setúbal/POR

Com informações do Fortaleza1918.com

30 de junho de 2018

Fortaleza se reabilita de tropeço, vence o Paysandu e segue tranquilo

Vitória manteve o Fortaleza em situação tranquila na Série B nacional (foto: Fernando Torres/Paysandu)
O Fortaleza já deixou no passado a derrota por 2 a 1 para o Oeste na rodada passada da Série B do Campeonato Brasileiro. Na noite deste sábado, o líder da segunda divisão nacional se reabilitou ao vencer o Paysandu por 1 a 0, no Mangueirão.
O resultado levou o Fortaleza aos 29 pontos ganhos, liderando a competição com folga. Avaí, CSA e Vila Nova são os concorrentes mais próximos do time dirigido por Rogério Ceni, com 22 cada. Já o Paysandu soma 17 e está no meio da tabela de classificação.
Apesar de contar com o apoio da sua torcida neste fim de semana, o Papão acabou vazado aos 38 minutos do primeiro tempo. Bruno Melo foi lançado do lado esquerdo da área e teve tranquilidade para concluir diante do goleiro Renan Rocha, anotando o único gol da partida.
Nos minutos finais, irritados com o tropeço, torcedores do Paysandu não contiveram a sua revolta. “Adeus, Dado! Adeus, Dado!”, berraram nas arquibancadas do Mangueirão, pedindo a demissão técnico Dado Cavalcanti.
Pela 14ª rodada da Série B, o Fortaleza voltará a campo somente no domingo de 8 de julho, quando visitará a Ponte Preta no Moisés Lucarelli. Antes, na quarta-feira, o Paysandu tentará se reabilitar diante do Coritiba, no Couto Pereira.
Com informações da Gazeta Esportiva