10 de março de 2014

Artilheiro André Cassaco está fora do Campeonato Cearense

André Cassaco sofreu lesão no sabado
André Cassaco sofreu lesão no sabado
Além da goleada sofrida para o Guarany, a delegação do Horizonte deixou Sobral com outros motivos para lamentar. O artilheiro do Campeonato Cearense André Cassaco sofreu uma fissura na tíbia durante uma disputa de bola com o zagueiro Juliano. A previsão do departamento médico horizontino é que o atacante fique longe dos gramados entre 30 e 45 dias.
A gravidade da lesão já havia sido percebida logo após o jogo. Tanto que André Cassaco teve o local imobilizado no primeiro atendimento médico. “A gente só tem que ficar triste, eu estava vivendo um ótimo momento, mas é assim mesmo, vou tentar me recuperar o mais rápido possível pra voltar ainda nesse campeonato”, disse o atacante ao Blog.
André Cassaco já marcou 13 gols no Campeonato Cearense e disputava a artilharia da competição com Robert, do Fortaleza, que anotou 14 gols. A diretoria do Galo do Tabuleiro está atenta ao mercado e vai tentar a contratação de outro jogador para a posição.
MAIS UM -Além de André Cassaco, o Horizonte sofreu outra baixa. O volante Leandro teve uma contusão no tornozelo e terá que ficar pelo menos 15 dias longe dos gramados.
Por Fabiano Rodrigues
Diário do Nordeste

Avião desaparecido da Malásia pode ter sido alvo de ataque terrorista

Image-0-Artigo-1562836-1
Equipes de busca de todo o sudeste asiático utilizam navios para vasculhar os mares entre a Malásia e Vietnã à procura de vestígios do avião
FOTO: REUTERS
Image-0-Artigo-1563020-1
Autoridades vietnamitas avistaram manchas de 15 quilômetros de óleo similares ao que seria combustível de um avião
FOTO: REUTERS
As identidades de quatro passageiros que utilizaram passaportes falsos estão sendo investigadas
Kuala Lumpur. Autoridades que investigam o desaparecimento do avião da Malaysia Airlines com 239 pessoas a bordo suspeitam que o Boeing 777-200ER foi sequestrado ou alvo de explosão. Ontem, o Vietnã informou ter encontrado possíveis destroços da aeronave.
Investigadores malaios, apoiados pela polícia federal norte-americana, FBI, estão investigando as identidades de quatro passageiros do voo, que usaram passaportes falsos.
A lista de passageiros divulgada pela companhia aérea incluiu os nomes de dois europeus - o austríaco Christian Kozel e o italiano Luigi Maraldi - que, de acordo com as suas chancelarias, não estavam no avião. Ambos, aparentemente, tiveram seus passaportes roubados na Tailândia nos últimos dois anos.
Segundo as agências de notícia, homens usando passaportes ilegais tinham comprado bilhetes juntos e deveriam voar para a Europa a partir de Pequim, o que significa que não tiveram que solicitar um visto chinês ou passar por verificações adicionais.
A agência internacional de polícia, Interpol, também confirmou que ao menos dois passaportes registrados nos arquivos como perdidos ou roubados foram usados por passageiros no voo. Uma porta-voz da Interpol disse que uma verificação de todos os documentos utilizados para embarcar no avião havia revelado mais "passaportes suspeitos" que estavam sendo mais investigados.
A Interpol mantém um vasto banco de dados de documentos de viagem perdidos e roubados mais de 40 milhões, e desde há muito reclama que os países membros deveriam utilizá-los mais para impedir que as pessoas atravessem as fronteiras com documentos falsos.
A organização policial mundial confirmou que haviam adicionado os passaportes de Maraldi de Kozel ao banco de dados após os roubo em 2012 e 2013, respectivamente. Mas disse que nenhum país tinha consultado o banco de dados para verificar qualquer um deles, desde o momento em que foram roubados.
"Embora seja muito cedo para especular sobre qualquer conexão entre esses passaportes roubados e o avião desaparecido, é claramente uma grande preocupação que qualquer passageiro consiga embarcar em um voo internacional usando passaporte roubado listado nos bancos de dados da Interpol", disse o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble.
O ministro dos Transportes da Malásia, Hishamuddin Hussein, disse que as autoridades também estavam checando as identidades dos outros dois passageiros. Ele disse que também estava buscando ajuda do FBI. No entanto, um ataque é apenas uma das possibilidades investigadas. "Nós estamos olhando para todas as possibilidades", disse ele. "Nosso foco agora é encontrar o avião", acrescentou.
O momento do incidente, uma semana depois que homens armados com facas mataram pelo menos 29 pessoas em uma estação de trem na cidade chinesa de Kunming, criou suspeitas de que militantes da minoria muçulmana Uighur, da China, possam estar envolvidos no desaparecimento do avião.
Uma das autoridades malaias afirmou que as autoridades não descartam o envolvimento do Uighur no desaparecimento do jato da Malaysian Airlines, citando que os membros do grupo foram deportados da Malásia para a China em 2011 e 2012 por portarem passaportes falsos. "Isso não está sendo descartado. Nós já deportamos membros do Uighur que tinham passaportes falsos. É muito cedo para dizer se há uma ligação", disse.
Mais de 48 horas após o último contato com o voo MH370, o seu destino ainda é cercado de mistério. O chefe da Força Aérea da Malásia disse que o avião com destino a Pequim pode ter se desviado de sua rota programada antes de desaparecer dos radares. "O fato de não termos encontrado quaisquer destroços até agora parece indicar que a aeronave provavelmente pode ter se desintegrado a cerca de 35.000 pés", uma fonte envolvida nas investigações na Malásia.
Desintegração
Se o avião tivesse mergulhado intacto dessa altura, rompendo-se apenas no impacto com a água, as equipes de busca deveriam encontrar uma quantidade bastante concentrada de destroços, disse a fonte, em condição de anonimato, porque não foi autorizada a falar publicamente sobre a investigação.
A fonte falou pouco antes das autoridades vietnamitas dizerem que um avião militar tinha avistado um objeto, que suspeitava que fosse parte do avião desaparecido.
Questionado sobre a possibilidade de ter havido uma explosão, como uma bomba, a fonte disse que não havia ainda nenhuma evidência de que tenha acontecido um ataque e que a aeronave poderia ter se partido devido a problemas mecânicos.
Vestígios no mar
Dezenas de embarcações militares e civis têm cruzando as águas no trajeto da aeronave, mas não encontraram nenhum traço confirmado do avião perdido, embora vestígios de óleo no mar tenham sido registrados no sul do Vietnã e leste da Malásia.
Ontem, a Autoridade de Aviação Civil do Vietnã disse em seu site que um avião da Marinha vietnamita avistou um objeto no mar que suspeita ser parte da aeronave, mas que estava muito escuro para ter certeza. "Sobre a possibilidade de sequestro, nós não estamos descartando qualquer possibilidade", disse a repórteres.
O Boeing 777-200ER decolou na tarde de sábado do Aeroporto de Kuala Lumpur, com 227 passageiros e 12 tripulação a bordo.

Fique por dentro

Tragédia lembra queda de jato da Air France
O desastre é parecido com o misterioso desaparecimento do voo 447 da Air France, que matou as 228 pessoas a bordo. As investigações não conseguiram determinar de forma conclusiva uma razão para aquele acidente, até as caixas pretas do avião, serem recuperadas dois anos depois do acidente. Segundo os especialistas, o acidente com o voo 447 lhes ensinou muito quanto aos perigos de uma especulação prematura, diversos motivos foram levantados para a causa do acidente e, dois anos mais tarde, as autoridades concluíram que um erro do piloto também teve um papel importante na causa do acidente.

Aeronave já havia tido problemas

Kuala Lumpur. A Malaysia Airlines informou ontem que o Boeing 777-200, que desapareceu com 239 pessoas a bordo, teve problema em uma das asas em 2012, mas foi completamente reparado e teve "luz verde" para voar. O incidente de 2012 ocorreu em leve colisão com uma aeronave que estava na pista do Aeroporto Internacional de Shanghai Pudong, segundo relatos anteriores.
"O avião tinha uma parte da asa cortada. Uma porção, possivelmente 1 metro, foi arrancada", disse aos jornalistas o presidente da companhia, Ahmad Jauhari, acrescentando que o problema foi reparado pela Boeing. Ele disse ainda que a Boeing deu o aval, com aprovação de várias autoridades, garantindo que o avião "estava seguro para voar".
O Boeing 777-200, que fazia o voo MH370, de Kuala Lumpur a Pequim, teve seu último contato com controladores de tráfego aéreo a 120 milhas náuticas a largo da costa leste da cidade de Kota Bharu, na Malásia. O site de rastreamento de voo flightaware.Com mostrou que ele voou para o nordeste após a decolagem, subiu a 35.000 pés (10.670 metros) e ainda estava subindo quando desapareceu do rastreamento. Não houve relatos de mau tempo.
Parentes dos passageiros partem hoje para Kuala Lumpur, capital malaia, onde serão assistidos pela companhia.
Segundo as autoridades malaias, é possível que os pilotos tenham tentado voltar a Kuala Lumpur, uma vez que as informações de radar indicam mudança de rota.
O súbito desaparecimento do avião representa um dos tipos mais raros de desastres da aviação. "Aviões não caem quando estão numa rota como essa", disse Paul Hayes, diretor de Segurança da Flight Global Ascend, uma empresa de consultoria de aviação, baseada na Inglaterra.
Apenas outro desastre recente teve características parecidas: a perda do voo 447 da Air France, que caiu no Oceano Atlântico, em 2009, na rota entre o Rio de Janeiro e Paris.
DN

Proposta dos fabricantes apresentada ao Governo Federal sugere a criação de IPVA único para todo o país

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) apresentou ao governo uma proposta para alterar a tributação pela posse de carros. Em vez do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), que é proporcional ao valor do bem, seria criada uma taxa anual de valor único.
 Batizada de ICVA (Imposto sobre Circulação de Veículos Automotores), a taxa sugerida substituiria o IPVA e, segundo Luiz Moan, presidente da entidade, estimularia a renovação da frota.
Segundo o executivo, isso ocorreria porque, quanto mais velho o carro, maior seria o peso do tributo em relação a seu preço de mercado. Essa lógica já é aplicada em outros países, como a Inglaterra.
As montadoras expuseram a proposta agora porque sabem que o governo planeja fazer uma readequação no cálculo do tributo a partir de 2017, época que coincidiria com o início da segunda etapa do Inovar-Auto, programa federal de estímulo à indústria automotiva nacional.
Contudo, a unificação do imposto seria complexa, pois o IPVA tem variações de alíquota de um Estado para o outro. No Ceará, as alíquotas do imposto variam de 1% a 2,5%, conforme o tipo de veículo. Os carros mas antigos pagam menos. A partir de 15 anos o veícuo é isento do imposto.
Arrecadação
De acordo com o executivo da Anfavea, a renúncia fiscal não significaria um rombo nos cofres públicos, já que o Governo Federal teria arrecadado “mais de R$ 18 bilhões”, segundo a conta do executivo, em impostos diversos com a venda de carros novos entre maio de 2012 e dezembro de 2013, quando reduziu a alíquota de IPI.

Para a especialista em legislação tributária Mary Elbe Queiroz, a padronização provocaria desigualdade. “Não é justo cobrar o mesmo IPVA por um hatch popular e por um superesportivo de alto luxo, já que a condição financeira de seus proprietários, por analogia, é bastante distinta. Se o propósito é estimular a renovação da frota, que incentivem a troca por um carro novo reduzindo a carga tributária.”
Ela também critica o atual cálculo do tributo. “Não é certo isentar os veículos mais antigos, pois eles, além de usufruírem da infraestrutura de trânsito, poluem mais.”
Fora o IPVA, o proprietário precisa arcar anualmente com o licenciamento (R$ 68,48) e o seguro obrigatório Dpvat (R$ 105,65), taxas fixas para todos os carros. (das agências)
SERVIÇO
Para consultar o valor do IPVA do seu carro

Saiba mais
Na Inglaterra, no caso de carros de passeio, cobra-se uma taxa anual única definida pelo nível de emissões e pelo momento do emplacamento.
Em Portugal, o equivalente ao IPVA é o IUC (Imposto Único sobre Circulação), com alíquota baseada em emissões de CO2, tamanho do motor e combustível usado. Este imposto é aplicado anualmente
O Povo

Túlio Maravilha encerra a carreira em jogo para 36 pagantes em Minas

Chegou ao fim, na tarde deste domingo, uma verdadeira era no futebol: a era Túlio Maravilha. O folclórico atacante, que chegou aos 1000 gols em fevereiro, pendurou as chuteiras de uma forma um pouco melancólica no jogo sem gols entre o seu Araxá e o Montes Claros, pela última rodada da segunda divisão do Campeonato Mineiro e que contou com apenas 36 pagantes.

Túlio ganhou chuteira personalizada após os 1000 gols - Puma/Divulgação
Puma/Divulgação
Túlio ganhou chuteira personalizada após os 1000 gols
Conhecido pela irreverência e pelo faro de gols, Túlio fez história por onde passou, mas foi no Botafogo onde ele viveu os seus melhores dias, sendo o grande destaque da equipe campeã brasileira em 1995. Ele também defendeu a seleção brasileira em algumas oportunidades. E agora, aos 44 anos, depois de conquistar o seu objetivo de marcar os 1000 gols na carreira, chegou a hora do adeus.
"Além do milésimo gol, juntamente com Pelé e Romário, deixo muitas conquistas, um legado para essa garotada que está começando, mostrando como ser um profissional dentro e fora de campo, principalmente a ter disciplina, superação, determinação e sonhar. Esse exemplo que eu deixo para todo mundo, não só na área do esporte, mas para pessoas em todos os segmentos que querem ser alguém de sucesso na sua profissão", disse ele, em entrevista ao globoesporte.com.
O jogo não foi dos mais empolgantes, já que o Araxá, mandante do jogo, não tinha mais chances de classificação e ainda por cima teve a sua arena vetada e atuou na cidade de Uberaba. Enquanto isso, o Montes Claros já estava garantido na próxima fase e decidiu poupar os principais jogadores.
Apesar disso, Túlio estava lá, buscando o último gol da carreira. Sem muita mobilidade, ele pouco pegou na bola na primeira etapa, mas levou perigo em algumas oportunidades. Na volta para o segundo tempo, a melhor chance. Após cruzamento da direita, o atacante acabou passando da bola e não conseguiu finalizar. Pouco depois, aos 18, o árbitro apitou para a saída de Túlio, que vestia a camisa 1000. Eram os últimos passes do artilheiro em uma partida oficial.
Na sequência do jogo, o Araxá passou a ter mais velocidade e criou as melhores chances, principalmente com o camisa 16 Wesley, mas não conseguiu marcar e a partida terminou em 0 a 0. 
O Estado de S. Paulo

Atuações: Paraíba, Robert e Sandro são destaques em Clássico-Rei

Header_Fortaleza_690 (Foto: Arte Esporte)


Robert comemoração Fortaleza x Ceará (Foto: Bruno Gomes/Agência Diário)Robert comemora gol do Fortaleza (Foto: Bruno Gomes/Agência Diário)
Luís Henrique – goleiro: 6,5
Com Bill e Magno Alves apagados, o goleiro do Fortaleza não foi tão exigido na partida. Não errou no momento do gol, mas se exaltou em uma confusão na área e precisou ser contido.
Tiago Cametá – lateral-direito: 7
Teve, novamente, boa atuação pelo Leão. Conseguiu ser criativo, se movimentar e subir para o ataque.
Max Oliveira – zagueiro: 5
Mostrou insegurança no primeiro tempo e quase 'entregou' um gol ao Ceará. No segundo tempo, também vacilou em um lance que poderia ter sido decisivo.
Eduardo Luiz – zagueiro: 6,5
Conseguiu mostrar segurança e acertar no posicionamento. Colou nos atacantes alvinegros e mostrou eficiência.
Fernadinho – lateral-esquerdo: 6
Não apareceu muito no jogo. O Fortaleza descia para o ataque principalmente pela direita.
Guto – volante: 6
Sempre atento à movimentação de Bill e Magno Alves, teve atuação tranquila.
Walfrido – volante: 7Um dos destaques do Fortaleza no Campeonato Cearense, Walfrido mostrou novamente ser importante para o Leão. Não se deixou levar pelo nervosismo do Clássico. 
Corrêa – volante: 7
O volante mostra que foi uma boa contratação para o Fortaleza. Demonstra entrega em campo e ajuda muito na marcação.
Edinho – meia: 7
Assim como Walfrido, Edinho é uma peça fundamental na equipe de Marcelo Chamusca. É criativo e deixou o gramado aplaudido pela torcida do Leão.
Marcelinho Paraíba – meia: 8
Capitão na equipe de Marcelo Chamusca, é referência para o restante do elenco. Cobra, orienta e empolga a torcida na arquibancada.
Robert – atacante: 8
No início, não conseguia receber a bola no ataque. No entanto, marcou o gol do empate e depois balançou as redes de novo, mas a arbitragem assinalou impedimento.
Waldison – atacante: 5,5
Deu gás ao Fortaleza, mas teve pouco tempo para demonstrar trabalho. Tentou fazer o gol da virada, que terminou com Robert balançando as redes, mas foi dado impedimento.
Diego Neves – atacante: 4,5.
Entrou nos momentos finais e escorregou na melhor oportunidade
Danilo Rios – meia: sem nota.
Entrou nos momentos finais. Sem nota.
Header_Ceara_690 (Foto: Arte Esporte)


Sandro comemoração Fortaleza x Ceará (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)Sandro comemora gol do Ceará (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)
Luís Carlos – goleiro: 6,5Pouco acionado, fez boa defesa no fim e salvou o Vovô.
Samuel Xavier – lateral-direito: 6Apagado. Subiu pouco e não realizou muitos cruzamentos.
Anderson – zagueiro: 6,5Não mostrou calma na saída de bola, mas conseguiu dificultar a criação do Fortaleza. Fez falta violanta e recebeu amarelo. 
Sandro - zagueiro: 8 
Foi bem na defesa, ao lado de Anderson, nos 90 minutos. E, para completar, fez o gol do Vovô na Arena Castelão.
Hélder – lateral-esquerdo: 5Inseguro, não convenceu. No segundo tempo, escutou a torcida pedindo Vicente e deixou o gramado mais cedo depois de ser substituído.
João Marcos – volante: 6,5Protege bem a defesa e já é ídolo da torcida alvinegra. Barrou em falta o lance de Robert, que poderia levar perigo ao gol de Luís Carlos.
Rogerinho – meia: 6Entrou no lugar de Leandro Brasília e teve uma atuação regular.
Ricardinho – meia: 7Um dos mais criativos do Ceará nos outros jogos, Ricardinho não conseguiu achar Bill e Magno Alves na frente. Por outro lado, fez o cruzamento para o gol de Sandro. 
Souza – meia: 4,5Fez pouco. Depois, foi substituído por Assisinho.
Bill – atacante: 4,5Praticamente não levou perigo ao gol de Luís Henrique. Não conseguiu repetir o desempenho dos jogos anteriores.
Magno Alves – atacante: 4Correu, mas não finallizou. Apagado.
Assisinho – atacante: 5Entrou no segundo tempo e, com a forte marcação, teve pouco a apresentar.
Marcos - lateral-direito: sem nota
Entrou nos minutos finais. 
Vicente– lateral-esquerdo: 5,5
Após pedido dos alvinegros, foi a campo, correu muito, mas não conseguiu fazer a diferença.
Por Fortaleza, CE

Leão empata no Clássico Rei e segue líder

Robert (à direita) confirmou a boa fase e voltou a marcar no Clássico Rei, se isolando na artilharia do Campeonato Cearense, com 14 gols. Atacante chegou a fazer o gol da virada, mas foi marcado impedimento. (Fotos: Nodge Nogueira)

Um clássico recheado de emoções e rivalidade foi o que se viu na tarde deste domingo (09) na Arena Castelão. Ao final o placar de 1 a 1 premiou as duas equipes. O Ceará saiu na frente com o zagueiro Sandro. O Leão empatou com Robert, ambos no primeiro tempo de jogo. No balanço geral o Tricolor foi melhor, mas não conseguiu virar o placar. 

Destaque para o grande público que compareceu ao Gigante da Boa Vista, superior a 39 mil pessoas, proporcionando uma bonita festa, principalmente do lado da Maior Torcida do Estado, que reviveu os grandes dias no Castelão. 

Com o resultado o Fortaleza segue líder invicto, com 10 pontos ganhos em quatro jogos. Já são vinte jogos sem perder no Estadual. Agora o Tricolor de Aço se prepara para o compromisso de quarta feira contra o Horizonte fora de casa. 



Assessoria de Imprensa do FEC
Jornalistas: Nodge Nogueira/Raissa Feijó
 







Atacante Júnior Pipoca está de volta ao futebol baiano





















O atacante Junior com passagem com sucesso pelo Vitória e discreta pelo Bahia já teve diasmelhores e volta ao futebol baiano. Esta vez, vem reforçar a Juazeirense que acaba de anunciar o novo reforço. O Jogador atuou no Vitória em 2010 e no Bahia em 2012.

futebolbahiano

Zé Carlos marca aos 50 minutos e Icasa arranca empate com Guarani de Juazeir

Icasa, Guarani de Juazeiro (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria de Comunicação)
O jejum de vitórias do Guarani de Juazeiro acabava até os 50 minutos do segundo tempo, quando Zé Carlos acertou um belo chute e deixou tudo igual no Romeirão, em Juazeiro do Norte. Com gol no fim, o Icasa arrancou o empate contra o Guaraju, neste domingo (9), e chegou aos quatro pontos na tabela do Campeonato Cearense. O Leão do Mercado chegou aos três pontos e segue na lanterna.

Na próxima rodada, o Icasa encara o Guarany de Sobral na quarta-feira (12), às 20h20, no Romeirão. Já o Guarani de Juazeiro visita o Ceará na Arena Castelão na sexta-feira (14), também às 20h20.

Por Juazeiro do Norte, CE

Advogada Juazeirense morre em acidente na BR 116

Keily Algusta, morreu após colidir com um caminhão (Foto: Arquivo pessoal)
A advogada Keily Augusta Machado Braga, 25 anos, morreu após uma colisão lateral entre o Fiat Uno que dirigia e um caminhão. O acidente aconteceu na tarde desse domingo (09), no trecho da BR-116 que fica entre Jaguaribe e Icó na localidade conhecida como Mateu, Km 283. Keily ficou presa às ferragens e não resistiu aos ferimentos.

Keily era filha do casal Laudimar Lira Mendes Braga e Madalena de Lourdes Alves Machado Braga. Laudimar por muitos anos foi proprietário da concessionária Araripe Honda em Juazeiro do Norte e franqueado da Localiza.

O corpo da advogada foi recolhido pelo rabeção para o IML da cidade de Iguatu onde foi necropsiado e transladado para o centro de velório Anjo da guarda em Juazeiro do Norte.

Agência Miséria

‘Coloquei o braço na boca dela’, diz vaqueiro atacado por onça em MT

O vaqueiro João Pires de Souza, de 46 anos, deve passar por duas intervenções cirúrgicas para se recuperar de um ataque de uma onça-pintada, ocorrido nesta quinta-feira (6) em uma fazenda da região de Cáceres, a 250 km de Cuiabá. Em entrevista por telefone à TV Centro América, ele conta que se assustou ao ver o animal e diz que foi salvo por um dos cachorros que o acompanhava.

José relata que andava pelo pasto da fazenda de onde trabalha e procurava por um filhote de cavalo, juntamente com outros cinco funcionários da propriedade. Eles iriam dar remédio ao animal, que deveria estar nas proximidades de um curral. “Vimos um urubu voando e pensamos que o cavalo havia morrido. Não tinha nenhuma carcaça de cavalo, mas achamos um jacaré morto”, disse o trabalhador.

No entanto, o grupo se deparou com uma onça que estava próxima do animal morto. “Ela [a onça-pintada] correu e me atacou. Eu coloquei o braço na boca dela. Meus companheiros gritaram contra ela e um cachorro a mordeu por trás”, conta o trabalhador rural.

Depois que os cachorros começaram a atacar a onça, o animal subiu em uma árvore. A onça ainda tentou avançar novamente contra o trabalhador, mas teria se assustado e fugiu na sequência. O vaqueiro está internado no Hospital Regional de Cáceres. De acordo com o hospital, João passou por uma cirurgia no braço, onde sofreu ferimentos devido ao ataque. “Eu já tinha visto onças em estradas [no Pantanal] mas o animal nunca nos atacou.
Fiquei assustado, vou ficar mais atento”, concluiu José. O vaqueiro conta que se recordou de dois casos de ataques de onça-pintadas que ocorreram em 2008 e 2010.


1 / 1

Por Andre da FM
verdevale103

8 de março de 2014

Jornal é o veículo mais confiável para o brasileiro, aponta pesquisa

Os jornais impressos do Brasil apresentam as informações com maior nível de confiança, quando comparados a outros meios de comunicação, como TV, internet, rádio e revistas, aponta pesquisa encomendada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), divulgada nesta sexta-feira, 7. De acordo com o levantamento, 53% dos entrevistados que usam jornal impresso afirmaram confiar sempre ou muitas vezes nas notícias veiculadas.

A porcentagem cai para 50% quando o universo em questão são as notícias exibidas no rádio, 49% no caso da televisão e chega a 40% entre os leitores de revistas.
Contratado por meio de licitação, o Ibope ouviu 18.312 pessoas em 848 municípios entre os dias 12 de outubro e 6 de novembro de 2013, para coletar os dados que compõem a "Pesquisa brasileira de mídia 2014 - Hábitos de consumo de mídia pela população brasileira". De acordo com o governo, o objetivo é subsidiar a elaboração da política de comunicação do Executivo federal.
A índice de confiança é baixo entre os entrevistados que usam a internet: apenas 28% dos usuários afirmaram confiar sempre ou muitas vezes nas informações veiculadas em sites. A confiança nas notícias veiculadas em redes sociais é de 24% e ainda menor entre os blogs, com 22%.
O Ibope também questionou as pessoas sobre a confiança nas propagandas veiculadas em diferentes meios de comunicação. De novo, os jornais impressos lideraram os resultados: 47% dos entrevistados que usam esse meio afirmaram confiar sempre ou muitas vezes em anúncios de publicidade publicados nesse veículo, índice superior ao constatado entre os anúncios de TV (42%), rádio (42%), revistas (36%), sites (23%), redes sociais (22%) e blogs (19%).
Frequência. De acordo com a "Pesquisa brasileira de mídia 2014 - Hábitos de consumo de mídia pela população brasileira", 75% dos brasileiros não têm o hábito de ler jornais. Cerca de 85% dos entrevistados afirmaram não ler as revistas e 53% não usam a internet.
Entre os que afirmaram ler jornais impressos, a média diária de leitura é de uma hora e cinco minutos - em Goiás, chega a duas horas e doze. Em São Paulo, a média é de uma hora e um minuto.
Rafael Moraes Moura - O Estado de S. Paulo

7 de março de 2014

Estado do Ceará é um dos focos de tensão entre PMDB e PT

Principal porta-voz dos governistas insatisfeitos com o Planalto, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), afirmou que os problemas nas alianças estaduais com o PT não estão restritos ao Rio de Janeiro. “Ledo engano, acharem que essa discussão da aliança está restrita aos problemas do Rio. A coisa é muito mais complexa”, afirmou o líder, pelo Twitter.
Os principais focos de tensão estão nas montagens das candidaturas estaduais, especialmente no Rio e Ceará, mas há reclamações na Bahia, Maranhão, Paraná e outros redutos eleitorais.
Os insatisfeitos somam mais de 50% dos 742 votos da convenção do PMDB, que pode ser antecipada para o fim do mês para pressionar o governo. O Rio de Janeiro reúne 74 votos; Maranhão e Amapá de Sarney, 50 votos; Ceará de Eunício, 51 votos; Bahia de Geddel, 28 votos; Paraná de Requião, 52 votos.
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) afirmou que o PMDB é um partido com relação “tensa” com o governo e com posições “diferentes”, “divergentes” e “conflitantes”. Mas diz apostar na continuidade da aliança.
A confiança de Carvalho se deve principalmente ao vice, Michel Temer (PMDB). “O PMDB não é um aliado, ele é um copartícipe do governo, ele tem o vice-presidente Michel Temer, que, aliás, tem desempenhado um papel muito importante pra nós.”
A crise começou após o jornal “O Dia” informar que o presidente do PT Nacional, Rui Falcão, atribuiu a ameaça de peemedebistas em apoiar o senador Aécio Neves (PSDB) aos pedidos de cargo pelos peemedebista.
Em resposta, Cunha defendeu que o PMDB antecipe sua convenção e não apoie a reeleição da presidente. Segundo o líder do PMDB na Câmara, a sigla “não é respeitada pelo PT”.
A insatisfação foi um dos temas discutidos ontem entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo interlocutores de Lula, o ex-presidente avalia que Dilma não está sendo hábil na relação.
“Pilantra”
Cunha rebateu o presidente do PT do Rio, Washington Quaquá, que o criticou, afirmando que ele faz parte “banda podre” do PMDB. O líder do PMDB na Câmara afirmou que o petista é um “pilantra”.
O líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP), reforçou a troca de ataques. O petista cobrou lealdade dos aliados afirmando que “nenhum partido da base do governo pode ter duas caras”. 
agências de notícias

A Segunda Guerra Fria.

tropas russasO brasileiro que se desligou do mundo e caiu na folia durante o Carnaval tem motivos para um certo déjà vu ao voltar à realidade nesta quarta-feira de Cinzas. Em um lugar de nome esquisito e bem longe do Brasil, Estados Unidos e Rússia travam uma batalha diplomática que corre o risco de descambar para as armas. Aliados a forças locais distintas de um país em ebulição, Moscou e Washington lutam para que o poder caia nas mãos de um governo alinhado. E parece não haver meio termo: ou se está afinado com um lado ou com o outro. A Guerra Fria ressuscitou?
A crise na Ucrânia, aguçada com a queda do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovich em 22 de fevereiro, tem muitos dos ingredientes da disputa “capitalistas x comunistas” que rachou o globo após a II Guerra Mundial. No sábado 1°, o parlamento russo autorizou o presidente Vladimir Putin a enviar tropas à Ucrânia para defender instalações militares e cidadãos russos naquele país, cuja parte leste tem forte identidade com Moscou. Na terça-feira 4, Putin chamou de “golpe de Estado” a queda de Yanukovich e admitiu usar a autorização parlamentar. No mesmo dia, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, foi à Ucrânia manifestar o apoio de Washington ao governo de transição e acenar com 1 bilhão de dólares de ajuda.
Estes lances encaixam-se no que se poderia chamar de uma “segunda guerra fria”. À diferença do conflito original do século XX, porém, não se alimenta de ideologia, mas de interesses estratégicos dos EUA. O fenômeno foi descrito no livro “A Segunda Guerra Fria”, lançado no ano passado pelo cientista político, historiador e professor aposentado de política exterior do Brasil Luiz Alberto Moniz Bandeira.
Desde os anos 90, diz o livro, os EUA dão importância crescente à Eurásia, região onde está a Ucrânia. Em 1994, o Departamento de Energia norte-americano identificou o Mar Cáspio, próximo da Ucrânia, como uma das maiores fontes de petróleo do globo. Uma baita descoberta para quem não sobrevive sem petróleo importado. E mais ainda porque a principal fonte conhecida, o Golfo Pérsico, é um caldeirão de antiamericanismo islâmico. Dali em diante, diz Moniz Bandeira, a prioridade geopolítica dos EUA consistiu em atrair os governos de países da região do Cáucaso, alguns dos quais pertenciam à ex-URSS. Washington fez isso inclusive mediante o envolvimento militar e uma política de regime change, ou seja, desestabilizando governos eleitos.
Na década passada, houve uma leva de vitoriosas “revoluções coloridas” contra regimes na região do Cáucaso: a Rosa na Georgia (2003), a Lilás no Quirquistão (2005) e a Laranja na Ucrânia (2004/2005). As três, diz Moniz Bandeira, foram incentivadas pelos EUA com um modus operandi batizado de “guerra fria revolucionária”: ONGs defensoras dos valores norte-americanos instigaram as populações locais contra os governos e as estimularam a ir às ruas, tudo descrito pela mídia internacional como revoltas espontâneas e democráticas.
O que acontece agora na Ucrânia, diz Moniz Bandeira, é uma reedição da “Revolução Laranja” de dez anos atrás. O problema – não só no caso da Ucrânia como nas demais revoluções coloridas - é que as turbulências ocorrem muito perto das fronteiras da Rússia. Um país que, sob Putin, superou a crise econômica decorrente do colapso da URSS e voltou a pensar-se como superpotência.
A seguir, o leitor confere os principais trechos da entrevista concedida por e-mail por Moniz Bandeira, que mora na Alemanha.
CartaCapital: Os EUA estão por trás das turbulências na Ucrânia?
Moniz Bandeira: Essa participação na subversão dos regimes na Eurásia é comprovadamente antiga. Na edição de 24 de novembro de 2003, o Wall Street Journal atribuiu o movimento contra o regime na Georgia a operações de um grande número de “organizações não-governamentais (...) apoiadas por fundações americanas e por outras fundações ocidentais”. E não pode haver maior evidência agora do que a participação aberta de dois senadores americanos - John McCain (Partido Republicano) e Christopher Murphy (Partido Democrata) - como líderes nas manifestações em Kiev. O economista Paul Craig Roberts, que foi secretário assistente do Tesouro no governo Reagan (1981-1989), escreveu que "a Ucrânia ou a parte ocidental do país está cheia de ONGs mantidas por Washington cujo objetivo é entregar a Ucrânia às garras da União Europeia, para que os bancos da União Europeia e dos Estados Unidos possam saquear o país como saquearam, por exemplo, a Letônia; e simultaneamente enfraquecer a Rússia, roubando-lhe uma parte tradicional e convertendo esta área em área reservada para bases militares de Estados Unidos-OTAN".
CC: Que interesses norte-americanos o governo deposto da Ucrânia ameaçaria? Que evidências disso o sr. apontaria?
MB: Não se trata de "ameaça". Nenhum país, evidentemente, ameaça os EUA. O problema é que o governo da Ucrânia não atende e não se submete aos interesses econômicos, geopolíticos e estratégicos de Washington. O presidente Viktor Yanukovych recusou-se a aderir à União Europeia e tendia a incorporar-se à União Econômica Eurasiana, cujo tratado o presidente Putin, como um grande estadista, está a negociar com as antigas repúblicas soviéticas. Esse tratado permitirá à Rússia conquistar dimensão estratégica e geopolítica de igual dimensão à da extinta União Soviética e voltar a constituir outro polo de poder internacional. O problema é a rivalidade dos EUA com a Rússia. A questão não é ideológica. É geoestratégica. 

CC: Diria que a crise na Ucrânia é um prolongamento da Revolução Laranja?

MB: Claro que é uma nova Revolução Laranja. E não terminou. A Ucrânia está na órbita de gravitação da Rússia. E o governo que substitua o de Yushchenko não terá condições de resistir à sua vis attractiva [força atrativa], principalmente porque os EUA e a União Européia não têm condições de bancar financeiramente os problemas da Ucrânia e ainda por cima pagar a conta do gás que o país recebe da Rússia, com a qual tem enorme débito. Yushchenko era a favor do Ocidente quando assumiu a presidência da Ucrânia, porém, tal como seu antecessor, Leonid Kuchma, que solicitara adesão à OTAN em 2002, teve de mudar sua posição, diante da realidade geopolítica. A queda de Yushchenko seria certa se ele consumasse a adesão à OTAN. A Rússia não vai admitir a integração da Ucrânia na União Europeia. Ela possui uma base naval em Sebastobol e mais um porto em Odessa desde o reinado de Catarina, a Grande (1762 e 1796). A frota russa, baseada na península da Crimeia, controla o Mar Negro e as comunicações de importantes zonas energéticas (de reservas de gás e petróleo) através dos estreitos de Bósforo e Dardanelos com o Mar Mediterrâneo. A Criméia pertenceu à Rússia até 1954, e o povo em Kiev, com a queda de Yushchenko, está a demandar a secessão. A Rússia, decerto, não apoiará, abertamente, o separatismo. Porém, milhares de pessoas já estão nas ruas de Sebastopol a clamar "Rússia, Rússia, Rússia" com a bandeira russa e a gritar "Não nos renderemos a esse fascistas". A Crimeia tem cerca de 2 milhões de habitantes etnicamente russos, que não se submeterão ao governo dos fascistas em Kiev, apoiado pelo Ocidente. Em Simferopol, capital da Crimeia, com cerca de 350 mil habitantes, já estão sendo organizadas milícias para resistir a qualquer força de Kiev.
CC: O sr. parece identificar um padrão de intervenção não-violenta por parte dos EUA no pós-guerra fria. Um padrão a combinar a ação de ONGs e de líderes oposicionistas financiados por Washington com propaganda midiática. Diria que esta combinação está presente hoje na Ucrânia?
MB: Não há nenhum padrão de intervenção não-violenta dos EUA no pós-Guerra Fria. Os EUA intervém militarmente, de forma unilateral ou sob o manto da OTAN, quando podem. Intervieram na Líbia, mas não tiveram condições de fazê-lo na Síria, devido à oposição da Rússia e da China, embora continuem a financiar os rebeldes - na realidade, terroristas de Al Qa'ida e organizações similares. A guerra fria, portanto, continua, em uma etapa histórica superior, como demonstram os acontecimentos na Ucrânia, na Síria e nos demais países do Oriente Médio. Os EUA não deixaram de perceber a Rússia como seu principal adversário. De fato, a Rússia não perdeu, militarmente, nenhuma guerra. O que lá ocorreu foi a implosão de um regime socialista autárquico, inserido em uma economia internacional de mercado capitalista, da qual dependia e não podia desprender-se. Como sucessora jurídica da URSS, a Rússia herdou todo o seu potencial militar: cerca de 1.800 ogivas nucleares estratégicas operacionais e reservas de 2.700 ogivas, contra 1.950 ogivas operacionais e 2.500 ogivas de reserva dos EUA. O poderio militar das duas potências era equivalente. Após a dura crise econômica e política que atravessou nos anos 1990, a Rússia recuperou-se economicamente sob o governo Putin. E outra guerra fria, assim, recomeçou, uma vez que os EUA se empenham em implantar o full spectrum dominance [domínio de espectro total]. Na Ucrânia, um dos teatros onde as ONGs ocidentais impulsaram a cold revolutionary war em 2004-2005, a guerra fria reacendeu em 2013, uma vez que o governo recuou nas negociações para incorporar o país à União Europeia, o que podia abrir as portas para o estacionamento de tropas da OTAN dentro do seu território, conforme os EUA pretendem.
CC: Quais as ONGs vinculadas a Washington que mais se destacam na desestabilização de governos não-alinhados com os EUA?
MB: Essas ONGs, que promovem a política de export of democracy [exportação de democracia], são muito variadas, assumem nomes diferentes, embora os patrocinadores sejam virtualmente os mesmos: National Endowment for Democracy (NED), CIA e entidades civis, entre as quais Freedom House, a USAID [United States Agency for Cooperation International], o Open Society Institute (renomeado Open Society Foundations em 2011) do megainvestidor George Soros. Estas e outras organizações não-governamentais são uma fachada para promover mudança de governo sem que pareça golpe de Estado. Na Ucrânia, operam ONGs financiadas pela União Europeia.
CC: A crise na Ucrânia teria o mesmo peso e a mesma importância sem a cobertura dada pelas mídias locais e pela mídia mundial? Por quê?
MB: A Ucrânia é um país econômica e financeiramente muito debilitado. Seu governo, por diversos fatores e em distintas circunstâncias, cometeu muitos erros. E Washington trata de aproveitar as forças domésticas de oposição para fazer avançar seus interesses econômicos e geoestratégicos, através de ONGs financiadas pela NED, USAID, CIA e outras instituições públicas e privadas. Elas representam a mão invisível Washington nessas crises. Consciente ou inconscientemente, a mídia internacional serve como instrumento de psychological warfare [guerra psicológica], ao repetir e reproduzir como se tudo fossem demonstrações de massas e revoltas espontâneas. Isso vale particularmente para a BBC, a CNN e a Fox News. O fato é que o governo Obama continua a implementar uma estratégia para consolidar o full spectrum dominance estabelecido desde o  governo George H. W. Bush. No atual contexto, isto significa que não interessa a Washington que a Ucrânia integre a União Econômica Eurasiana promovida pela Rússia.
CC: É possível para governos de países como a Ucrânia resistir à ofensiva da "guerra fria revolucionária" patrocinada por Washington? Por quê?
MB: Tudo depende das circunstâncias. É difícil prever. Apesar da decadência, os EUA são e serão uma superpotência por muitas décadas, enquanto o dólar for a moeda de reserva internacional. Militarmente, sem dúvida, os EUA nunca seriam derrotados. Mas uma superpotência devedora, cuja dívida pública se iguala ou mesmo supera sua produção de bens e serviços, uma superpotência que depende das importações, inclusive de capitais de outros países, para financiar guerras, sem as quais sua indústria bélica e toda a cadeia produtiva de tecnologia podem quebrar, não poder sustentar indefinidamente um sistema assim. Um dia, certamente, entrará em colapso. Certamente não mais estarei vivo. Mas o Império Americano, como todos os impérios, perecerá.
CC: Que desfecho considera mais provável para a crise na Ucrânia?
MB: Grande parte da oposição na Ucrânia é composta por elementos notoriamente fascistas. Eles são muito bem armados, muito bem organizados militarmente em companhias, patrulham as ruas em grupos de combate de dez pessoas, com capacetes e armas, alguns usando capacetes da divisão SS Galicia [região no Oeste da Ucrânia], que lutou ao lado dos nazistas alemães contra os soviéticos entre 1943 e 1945. Eles pertencem ao partido Svoboda, chefiado por Oleg Tiagnibog, forte especialmente no leste da Galícia, reduto da extrema-direita. Os chamados "ativistas" e "democratas" que fomentaram as demonstrações pro-União Europeia pertencem, em larga medida, a comandos do Svoboda e de outras tendências neonazistas e não escondem suas tendências xenófobas, racistas, anti-semitas e contra a Rússia. E foram com eles que os senadores americanos John McCain e Christopher Murphy se misturaram nas demonstrações contra o governo Yanukovych, democraticamente eleito e derrubado por um golpe, sob os aplausos dos EUA e da União Europeia. É muito provável que tais grupos neonazistas intentem a captura do poder em Kiev. Porém será difícil submeter a Crimeia.
CC: A Rússia jogou tudo o que podia diplomática e politicamente na atual crise na Ucrânia?
MB: A Rússia não jogou todas as suas cartas. O presidente Putin, que se revela o maior estadista da atualidade, sabe muito bem como dispor e lançar as pedras no xadrez da política internacional. Formado na KGB e havendo servido durante muitos anos na Alemanha Oriental, principal teatro do conflito Leste-Oeste, conhece muito bem como funciona a guerra nas sombras. A Ucrânia continuará ainda como cenário da segunda guerra fria e certamente a Rússia não aceitará, passivamente, que se integre na União Europeia. Haverá negociações ou derramamento de sangue. Quem viver verá.
por André Barrocal
CartaCapital