26 de junho de 2015

Morre aos 80 anos o tradicionalista Gaúcho Nico Fagundes

Galpão Crioulo Neto Fagundes Nico Fagundes (Foto: Divulgação/RBS TV)Nico Fagundes no Galpão Crioulo (Foto: Fernando Alencastro/RBS TV)
Morreu na noite desta quarta-feira (24) o folclorista, poeta, historiador e apresentador Antonio Augusto Fagundes, conhecido como Nico Fagundes. Ele tinha 80 anos e estava internado há mais de um mês no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre. O óbito foi constatado às 21h10 na UTI do hospital, informou a instituição. As causas da morte não foram divulgadas a pedido da família.
Segundo familiares, o velório de Nico será a manhã desta quinta (25), no Palácio Piratini. A cerimônia será aberta ao público a partir das 9h. O sepultamento está marcado para as 18h, no Cemitério João XXIII, também na capital.
Nico Fagundes foi um dos mais respeitados estudiosos da cultura gaúcha, vestimenta, dança e culinária. Suas letras e canções já foram gravadas por dezenas de músicos. Graças a ele, o Rio Grande do Sul tem clássicos como o "Canto Alegretense" e "Origens".
O folclorista ficou conhecido como o apresentador do Galpão Crioulo, programa da RBS TV que comandou por 30 anos. Nesse período, mais de 1,5 mil edições foram ao ar. Em 2012, se despediu da atração, que passou a ser apresentada por seu sobrinho, Neto Fagundes, e Shana Müller.
"Eu me sinto um veterano em fim de carreira, um veterano realizado. O que eu posso querer mais em termos de televisão?", disse em entrevista na época.
Em 4 de novembro de 2014, Nico completou 80 anos. Para homenagear o artista, três fotógrafos amigos dos Fagundes selecionaram imagens que marcaram a trajetória da família e montaram uma exposição. Segundo Djuliane Rodrigues, a ideia era fazer a mostra apenas com imagens de Nico. Entretanto, foi difícil separá-lo da família.
Dois dias antes do aniversário, foi ao ar um programa Galpão Crioulo especial em homenagem a Nico. Os apresentadores convidaram artistas para interpretarem músicas do grupo Os Fagundes, formado em 2001 por ele junto aos sobrinhos Neto e Ernesto e ao irmão Bagre Fagundes.
No dia 20 de setembro de 2014, o especial "Bah! Um programa muito gaúcho" mostrou uma escola em Porto Alegre qua há mais de 7 anos faz uma invernada inspirada em Nico Fagundes. Como ele não pôde assistir de perto à apresentação, o vídeo foi levado à sua casa. O tradicionalista aprovou o que viu. Foi uma das suas últimas aparições na televisão.
"Que beleza. O Rio Grande é esta maravilha. Quando pensa que já fez tudo o que gostaria de fazer nesta área, surge mais uma coisa linda, que te atrai. Isso é maravilhoso", declarou na ocasião.
Em 2000, ele sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), mas se recuperou. Em 2010, chegou a ficar em coma induzido após uma infecção geral no organismo. Dois anos depois, voltou à UTI pelo mesmo problema.
Nico deixa a mulher, Ana Lúcia Piagetti Fagundes, com quem se casou em 2011, e seis filhos, sendo cinco do primeiro casamento e um do segundo.
Nico Fagundes (Foto: Divulgação/RBS TV)Nico Fagundes (Foto: Divulgação/RBS TV)
Biografia
Nico Fagundes nasceu em 4 de novembro de 1934, em Inhanduí, interior de Alegrete. Nico iniciou a carreira jornalística aos 16 anos, como cronista e repórter do jornal Gazeta de Alegrete. No mesmo período, começou a atuar na rádio local, apresentando programa humorístico e gauchesco. Foi secretário dos Cadernos do Extremo Sul, editando diversos poetas.

Em 1954, mudou-se para Porto Alegre, onde ingressou no 35 CTG, a convite do poeta Lauro Rodrigues. No mesmo ano, tornou-se redator do Jornal A Hora, no qual atuou durante muitos anos escrevendo a página Regionalismo e Tradição.
Em 1955, passou a fazer parte do Instituto de Tradições e Folclore da Divisão de Cultura do Estado. Durante oito anos, estudou folclorismo, especializando-se em Cultura Afro-gaúcha. Eleito Patrão do 35 CTG, tornou-se professor de danças folclóricas e literatura gauchesca no Instituto de Tradições e Folclore. Viajou para a Europa como sapateador do grupo Os Gaudérios, morando em Paris por quatro meses.
Iniciou pesquisas de indumentária gaúcha, tornando-se a maior autoridade sobre o assunto no Rio Grande do Sul. Contratado como ator pela TV Piratini, foi um dos fundadores do Conjunto de Folclore Internacional, mais tarde batizado de Os Gaúchos, do qual foi diretor durante 15 anos.
Em 1960, fundou, no Instituto de Tradições e Folclore, a Escola Gaúcha de Folclore, de nível superior, que funcionou durante seis anos. Atuou como titular nas cadeiras de danças folclóricas e indumentária gaúcha. Foi diretor da escola durante seis anos.
Formado em Direito, pós-graduado em História do Rio Grande do Sul e Mestre em Antropologia Social, todos os seus cursos foram realizados na Universidade Federal do RGS (UFRGS). Por todas essas suas qualificações, Antonio Augusto Fagundes é respeitado como autoridade em Folclore gaúcho, História do Rio Grande do Sul, Antropologia, Religiões afro-gaúchas, Indumentária gauchesca, Cozinha gauchesca e danças folclóricas.
Entretanto, a face menos conhecida deste intelectual é também sua face mais antiga, a de poeta. Ganhou prêmios e distinções importantes, como a Medalha do Pacificador, do Exército Brasileiro, a Comenda Osvaldo Vergara, da Ordem dos Advogados do Brasil, da qual é também advogado jubilado, e a Comenda do Mérito Oswaldo Aranha. Recebeu inúmeros prêmios em poesia, canções gauchescas, declamações, danças folclóricas e teses. É autor de mais de 100 músicas, entre as quais, "O Canto Alegretense".
Escreveu o roteiro do filme "Para Pedro". Atuou como ator, assistente de direção e consultor de costumes do filme "Ana Terra". Escreveu o roteiro, dirigiu e trabalhou como ator no filme "Negrinho do Pastoreio", com Grande Otelo. Atuou ainda como ator no filme "O Grande Rodeio", o qual também produziu e dirigiu.
Em 1976, ingressou na Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore. Em 1990, fundou e assumiu o comando do grupo Cavaleiros da Paz, com o qual empreendeu cavalgadas por diversos países da América do Sul. Quatro anos depois, assumiu a presidência do IGTF.
Na RBS TV, Nico apresentou o Galpão Crioulo por três décadas, de 1982 a 2012. Sua despedida da televisão foi marcada por uma edição comemorativa do programa, gravada com grandes nomes da música regionalista em Venâncio Aires. No ar, Nico foi substituído pelo sobrinho Neto Fagundes e pela cantora Shana Müller.
Em 2000, teve um acidente vascular cerebral (AVC), e chegou a se afastar do Galpão Crioulo, mas se recuperou. Em 2001, juntou-se aos sobrinhos Neto e Ernesto e ao irmão Bagre Fagundes para formar o grupo Os Fagundes.
Galpão Crioulo Neto Fagundes Nico Fagundes (Foto: Divulgação/RBS TV)Nico Fagundes (Foto: Divulgação/RBS TV)
Galpão Crioulo Neto Fagundes Nico Fagundes (Foto: Divulgação/RBS TV)Nico ganhando beijo das colegas de trabalho (Foto: Divulgação/RBS TV)
Galpão Crioulo Neto Fagundes Nico Fagundes (Foto: Divulgação/RBS TV)Nico Fagundes apresentando o Galpão Crioulo na década de 1980 (Foto: Divulgação/RBS TV)
Do G1 RS 

Atacante Otacílio Neto é o novo reforço do Guarani de Juazeiro

Otacílio Neto já defendeu o Corinthians (Foto: Arquivo)
Otacílio Neto já defendeu o Corinthians (Foto: Arquivo)
A diretoria do Guarani de Juazeiro anunciou na noite desta quinta-feira o principal reforço da equipe para o Campeonato Brasileiro Série D. Trata-se do atacante Otacílio Neto, que já jogou no Corinthians e disputou o Gauchão deste ano pelo Ypiranga de Erechim. O jogador deve ser apresentado pelo clube nesta sexta-feira.
Revelado pelo Ituano, Otacílio Neto rodou por várias equipes do interior paulista como Osasco, Barretos e Oeste. Em 2004 jogou pela Portuguesa, mas foi com a camisa do Noroeste que ele viveu os melhores momentos na carreira, se transferindo para o Figueirense em 2007 (fez 07 gols na Série A daquele ano). Em 2008 foi para o Corinthians e jogou apenas três vezes na campanha do título da Série B. No Paulistão de 2009 teve uma sequência maior e marcou três gols em 16 jogos com a camisa do Timão.
Depois disso passou por Grêmio Barueri, Ponte Preta, Goiás, Bragantino, Botafogo/SP e Rio Branco/SP. Ano passado teve sua primeira passagem no futebol nordestino defendendo o Colo-Colo da Bahia.
Otacílio Neto está com 32 anos e chegou a ser anunciado pelo Blumenau, para disputar a divisão de acesso do Campeonato Catarinense, mas acabou não permanecendo no clube.
Blog do Fabiano Rodrigues

Atacante Rafael Costa é o novo reforço do Ceará

Mais um reforço está chegando ao Ceará para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. O atacante Rafael Costa rescindiu seu contrato com o Joinville e está de malas prontas para atuar pelo Vovô. Ele pertence ao FC Seoul, da Coreia do Sul, e ficará emprestado ao time cearense até o final da temporada.

Rafael Costa era sonho do consumo do presidente do Joinville em 2014, que queria um jogador de peso tendo em vista o retorno do clube à Série A do Brasileirão após 28 anos. 

Rafael foi importante, mas, em 2015, não rendeu o esperado. A diretoria o dispensou alegando falta de comprometimento e se mostrou insatisfeito com o futebol apresentado pelo atacante.

FICHA TÉCNICA

Nome: Rafael Costa dos Santos
Idade: 27 anos
Posição: atacante
Altura: 1,80m
Peso: 79kg
Clubes: Avaí, Figueirense, Metropolitano e Atlético-IB, Joinville, Ponte Preta e FC Seoul


FutNet

Afinador de sanfona tem 'agenda cheia' nas festas de São João

Irineu Araújo diz que o ofício é muito complicado, requer paciência e uma audição apurada. (Foto: Marina Holanda/G1)Irineu Araújo diz que o ofício da afinação de acordeon é muito complicado, requer paciência e audição apurada. (Foto: Marina Holanda/G1)
Um afinador de sanfona profissional tem rotina cheia de trabalho no período junino, em Fortaleza. Técnico em acordeon há 35 anos, Irineu Araújo afirma que a demanda chega a aumentar em até 40% em épocas de São João. Ele os irmãos receberam do pai os ensinamentos sobre o instrumento, que já vieram do avô. "O importante é ter um ouvido afinado para a música. É só para quem tem paciência", diz.
Irineu, 65, Fátima, 62, e Turpim, 53, são irmãos e, segundo eles, sua mãe não queria filhos envolvidos com música (Foto: Marina Holanda/G1)Os irmãos Irineu, 65, Fátima, 62, e Turpim, 53
(Foto: Marina Holanda/G1)
A irmã do afinador, Fátima Araújo, aposentada de 62 anos, ajuda no trabalho na oficina que fica nos fundos da residência de Araújo. O caçula da família, Turpim, dá aulas de sanfona.
Araújo faz afinação completa em oito sanfonas por mês. Em casos mais simples, ele consegue afinar até 15 sanfonas por mês. "A gente faz tudo, limpeza, tira a ferrugem, faz conserto, restauração, manda fazer fole, pintura e reencapamento. Esses dias fiz uma restauração completa num acordeon para o pai do Dorgival Dantas", conta.
Tempo 
Uma restauração completa pode chegar a R$ 3.000. A afinação de uma sanfona profissional custa de R$ 800,00 a R$ 1.000, e o valor para as sanfonas intermediárias varia de R$ 400 a R$ 500. "Tenho que trabalhar bastante, levanto 5h30min da manhã e chego a trabalhar até 21h. Sempre em junho se ganha um pouco mais, mas o valor do serviço permanece o mesmo durante o ano todo. O sanfoneiro em si, cobra mais caro. Mas na minha profissão independe o período. E se eu mudar, o sanfoneiro reclama", comenta, aos risos.

Algumas sanfonas são deixadas para conserto por até 10 anos, na oficina de Irineu Araújo (Foto: Marina Holanda/G1)Sanfonas deixadas para conserto na oficina.
(Foto: Marina Holanda/G1)
O tempo necessário para realizar a afinação de uma única sanfona varia de dois a quatro dias, segundo Araújo, depende do estado do instrumento. Uma sanfona profissional tem cerca de 41 teclas, com 164 'vozes' apenas no teclado. "Indo e voltando, são 328 vozes só no teclado, juntanto com as vozes do baixo, são quase 448 vozes a serem afinadas ao todo", diz o afinador.
Em casos em que a sanfona não está tão desafinada, o técnico leva menos tempo, cerca de um dia. "Nem muito, nem tão pouco. Se você tocar muito, vai desafinar. Mas você também não pode ter um instrumento pra ficar sem usar", explica.
Clientes
Os clientes vão desde sanfoneiros particulares que voltam à ativa no período junino, até músicos de bandas de forró conhecidas do estado do Ceará. "Meus clientes cativos são Ítalo e Renno, Waldonys, bandas como Mastruz com Leite, Aviões do Forró, Forró Real... Esses eu já conheço há muito tempo, e a afinação acaba sendo mais rápida, porque eles tocam bastante", diz o afinador.

Técnica
O afinador explica que para aprender a técnica há caminhos diferentes. Em conversas com afinadores mais antigos, foi aprendendo a sequência certa para realizar o trabalho. "A primeira pessoa a me passar uma lição, foi meu irmão, que aprendeu com meu pai. Só que eu conversando com um antigo afinador, Hermínio Rocha, tive minhas primeiras lições da sequência certa. Luis Bandeira, também me deu instruções em conversas, tirando dúvidas", comenta. Irineu afirma que a afinação de um acordeon é temperada, ou seja, nunca é completamente perfeita, para ser harmônica. "Tem que ter uma diferençazinha de uma gaita pra outra até chegar na harmonia. O ouvido tem que funcionar muito bem", completa.

Marina HolandaDo G1 CE

Vice assume prefeitura de Juazeiro do Norte após afastamento de Raimundão

Vice assume após afastamento do prefeito eleito Raimundo Macedo (PMDB) (Foto: Prefeitura de Juazeiro do Norte/Divulgação)Vice assume após afastamento do prefeito eleito Raimundo Macedo (PMDB) (Foto: Prefeitura de Juazeiro do Norte/Divulgação)
A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte empossou nesta quinta-feira (25) Luiz Ivan Bezerra de Menezes como prefeito do município, após o afastamento por ordem judicial do prefeito eleito Raimundo Macedo (PMDB). Ele prestou juramento e fez um rápido discurso na sessão solene presidida pelo vereador Danty Benedito. Em seguida, se dirigiu ao Palácio José Geraldo da Cruz, sede do Poder Executivo, quando assinou a ata do livro de posse.
Em seu discurso, o prefeito afirmou que, diante da possibilidade de retorno do titular, disse que Raimundo Macedo, conhecido como Raimundão, “encontrará a casa em ordem”.
Raimundo Macedo foi afastado nesta segunda-feira (22) por decisão do juiz Gucio Carvalho Coelho, atendendo pedido do Ministério Público Estadual (MPE). O MP acusa o prefeito de ato de improbidade administrativa. A Ação Civil Pública foi ajuizada pelos promotores de Justiça Breno Rangel Nunes da Costa e José Silderlandio do Nascimento.
De acordo com a decisão, Raimundo Macedo deve ser afastado durante, pelo menos, 180 dias. Os representantes do Ministério Público instauraram o Inquérito Civil Público em 22 de abril de 2015 para apurar supostas irregularidades em uma desapropriação realizada pelo município de Juazeiro do Norte, bem como a realização de permuta de imóvel do município com imóvel da mesma empresa.
Do G1 CE

Lâmpada incandescente de 60 watts deixa de ser vendida em 1º de julho

Lâmpada incandescente (Foto: Reprodução/TV Globo)Lâmpada incandescente
(Foto: Reprodução/TV Globo)
O consumidor não encontrará mais as lâmpadas com filamento incandescente de 60 watts para comprar a partir de 1º de julho. Já as de 25 e 40 watts deixarão de ser produzidas em 30 de junho, mas poderão ser comercializadas apenas por mais um ano. As lâmpadas incandescentes acima de 75W e 100W deixaram de ser comercializadas em 30 de junho de 2014.

A mudança atende a cronograma estabelecido pela Portaria Interministerial 1007 dos Ministérios de Minas e Energia, da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, de dezembro de 2010, que fixou índices mínimos de eficiência luminosa para fabricação, importação e comercialização das lâmpadas incandescentes de uso geral em território brasileiro.
O consumidor tem três opções de lâmpadas domésticas: lâmpadas fluorescentes compactas, lâmpadas incandescentes halógenas e lâmpadas LED. Apesar de mais caras que a incandescente, gastam menos energia e duram mais.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), outra alternativa é substituir o soquete de rosca e instalar conjuntos (luminárias e fontes de luz) mais eficientes como, por exemplo, luminárias com lâmpadas fluorescentes tubulares ou compactas e luminárias com LEDs.

Tipos de lâmpadas (Foto: Reprodução/Site do Ipem-SP)Tipos de lâmpadas (Foto: Reprodução/Site do Ipem-SP)
A mudança leva em conta a eficiência energética, principalmente no momento em que o Brasil atravessa uma escassez de chuvas que deixa os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis críticos. "O consumidor brasileiro se adaptou na crise energética de 2001 quando passou a consumir mais fluorescentes compactas do que incandescentes", diz Isac Roizenblatt, diretor técnico da Abilux.
De acordo com a Abilux, as fluorescentes compactas são quatro a cinco vezes mais eficientes do que as incandescentes, economizam cerca de 70 a 80% de energia para produzir o mesmo volume de luz e têm uma vida de 6 a 10 vezes maior. Já as lâmpadas LED têm uma eficiência de 80 a 90% superior às incandescentes e uma vida de 25 a 30 vezes maior. As incandescentes halógenas têm uma eficiência cerca de 20% maior e cerca do dobro de vida.

Lâmpadas fluorescentes compactas têm uma vida mediana superior a 6 mil horas, lâmpadas a vapor de sódio em alta pressão chegam a uma vida mediana de 32 mil horas e lâmpadas LED podem chegar a uma vida útil superior a 50 mil horas.

Do G1, em São Paulo

22 de junho de 2015

Fim de venda de milho subsidiado prejudica agricultores cearenses


A seca deixa mais de 90 municípios do Ceará em emergência. É praticamente a metade do estado, Mas esse ano, os agricultores não contam com o milho vendido pela CONAB por valores abaixo do mercado. Essa ajuda está fazendo falta nas propriedades.
O agricultor Antônio dos Santos plantou quase sete mil pés de milho em Canindé, no sertão central cearense. Ele esperava colher oito sacas do produto. Mas, com a seca, perdeu quase tudo. O pouco que colheu o agricultor vai usar para a ração das galinhas.
“A chuva veio e foi muito pouca. Aí o resultado é esse que o legume ficou dessa forma. Daí foi perda total”, diz Santos.
Os agricultores esperavam receber o milho subsidiado pela CONAB para enfrentar a estiagem. Mas o armazém da companhia de abastecimento que atende Canindé e outros sete municípios está fechado. A última carga, de mil toneladas, chegou em fevereiro e logo acabou.
“E até então o que nós sabemos que não iremos mais receber o milho da CONAB”, explica José Airton Lima, secretário de agricultura de Canindé.
O galpão da CONAB também está vazio em Santa Quitéria, na região norte do estado. A agricultora Maria da Penha de Oliveira teve que comprar o milho no mercado. Ela pagou o dobro em relação ao ano passado, quando adquiriu o produto com subsídio.
“A gente veio ver como eram as condições da CONAB, se ela ia voltar a funcionar, se vai voltar esse milho pra gente, por que é uma ajuda muito grande pra gente. O valor de dois sacos que nós comprava aqui, nós estamos comprando um hoje no mercado”, diz Maria da Penha.
O agricultor Evandro Lopes, que é produtor de leite, comprava a saca de milho por R$ 33. Hoje, ele está pagando R$ 47 no mercado local. A ração dada ao gado diminuiu, o que levou à queda na produção de leite. Há dois meses, ele não faz queijo. O preço do leite foi mantido, mas o produtor não sabe até quando.
O problema é que a portaria que liberava a venda do milho subsidiado pela CONAB expirou no fim de 2014. Este ano, a companhia está vendendo o milho a preço de mercado.
Hoje, o galpão em Maracanaú, que atende a 36 municípios do Ceará, ainda tem mais de sete mil sacas de milho. Foi o que restou da última carga do ano passado. O preço da saca é definido em Brasília. O valor é atualizado a cada 15 dias. Mas, a cotação desta segunda quinzena ainda não foi divulgada. Até a semana passada, a saca de milho era vendida a R$ 35,76.
Em Brasília, a ministra da Agricultura Kátia Abreu comentou a situação. “Nesse ainda não tem acordo sobre isso”, diz.
No fim de 2014, a saca de milho subsidiada sai por R$ 23.
Anézia GomesDo Globo Rural

19 de junho de 2015

Só nos resta saudade, Sanfoneiro CAÇULA BENEVIDES descanse em Paz!



Câmara aprova permissão para policial militar não reeleito voltar às suas funções

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, por 392 votos a 43 e 15 abstenções, destaque do PR à reforma política (PEC 182/07) para permitir ao policial ou bombeiro militar retornar a suas funções se não reeleito para mandato eletivo. O texto também prevê a contagem de tempo do mandato para todos os efeitos legais, menos para promoção por merecimento.
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Sessão para análise e discussão da Reforma Política. Dep. Alberto Fraga (DEM-DF)
Alberto Fraga: "Sabemos que o promotor de Justiça, o delegado e o agente de polícia podem se candidatar e, se não forem eleitos, podem retornar a sua profissão, os militares não”
Originário da Proposta de Emenda à Constituição 7/15, do deputado Capitão Augusto (PR-SP), o texto estabelece ainda que o policial ou bombeiro, independentemente do tempo de serviço que possui, ficará agregado desde o registro da candidatura até dez dias após o término das eleições, com remuneração até o limite máximo de três meses.
Atualmente, a Constituição não faz distinção entre militares e policiais militares ou bombeiros. Ela determina que o militar com menos de dez anos de serviço se afaste da atividade para se candidatar. Aqueles com mais de dez anos, se eleitos, passam automaticamente para a reserva.
Debate
O deputado Alberto Fraga (DEM-DF) foi favorável à proposta. “A Constituição de 88 tornou possível ao militar se candidatar, mas ainda há uma grande injustiça. Sabemos que o promotor de Justiça, o delegado e o agente de polícia podem se candidatar e, se não forem eleitos, podem retornar a sua profissão, os militares não”, disse.

Fraga afirmou que, atualmente, mesmo um coronel com 39 anos e com vários cursos não pode voltar para corporação simplesmente porque assumiu um cargo eletivo. “Eu, com 39 anos, já era coronel da PM, fui um oficial caro para o meu estado e, graças a Deus, me elegi, mas se não tivesse ganhado?”, indagou.
Contrário à proposta, o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), disse que o retorno do militar à instituição de origem após exercer mandatos eletivos desvirtua a hierarquia das organizações militares. “Estamos destruindo as instituições militares no Brasil , que são baseadas na disciplina e na hierarquia”, disse.


O Nordeste está de luto morre aos 68 anos o Grande Sanfoneiro Potiguar, Caçula Benevides

CAÇULA Benevides está internado
CAÇULA Benevides estava internado no Hospital Tarcísio Maia em Mossoró
O renomado sanfoneiro Caçula Benevides morreu no início da manhã desta sexta-feira (19) no Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró.
O músico sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e levado no último dia 10 deste mês para o Hospital Regional de Caraúbas, e em seguida, pela gravidade do problema, transferido para Mossoró.
Caçula Benevides é natural de Caraúbas, e conhecido como um dos maiores sanfoneiros da região, grande representante do forró pé de serra do Nordeste.
Benevides chegou a se apresentar com grandes nomes do Nordeste, como é o caso de Luiz Gonzaga, Dominguinhos. Também tocou com Walmonys e Dorgival Dantas.


MossoróHoje

17 de junho de 2015

Conheça o homem mais rico e poderoso do Ceará.

Francisco Ivens Dias Branco, o cearense mais rico do nordeste e o 5ª mais rico do Brasil.
Fortaleza – De uma Mercedes vinho ano 1993, desce um senhor grisalho, vestindo uma camisa verde militar e uma calça preta surrada. Ele cumprimenta algumas pessoas e segue rumo a seu helicóptero.
A bordo dele, voará por cerca de 2 horas sobre os arredores de Fortaleza, a fim de vistoriar do alto alguns de seus principais empreendimentos: uma empresa de cimento, um moinho de trigo, um dos maiores complexos turísticos da América Latina, que está sendo erguido numa faixa de 12 quilômetros à beira da praia, uma pista de pouso de 1 800 metros, de onde sai seu avião Challenger 300, avaliado em 20 milhões de dólares, e as aeronaves de outros empresários e políticos da região e, finalmente, a sede da M. Dias Branco, a maior fabricante de massas e biscoitos do país.
O homem discreto, entusiasmado com a própria descrição dos detalhes de seus principais negócios, é o quase octogenário Francisco Ivens Dias Branco. Com uma fortuna estimada em 3,8 bilhões de dólares, Ivens, como é mais conhecido, passou a fazer parte da lista de bilionários da revista Forbes neste ano.
De acordo com o ranking, é o nono homem mais rico do Brasil, com um patrimônio superior ao dos banqueiros André Esteves e Pedro Moreira Salles e ao dos empresários Elie Horn, dono daCyrela, e Rubens Ometto, presidente do conselho da Cosan. “Conseguir alguma coisa no Ceará é como tirar leite de pedra”, diz Ivens.
Ele se refere à pobreza histórica da região, a um ambiente que por décadas foi habitado por pouquíssimas grandes empresas — fatos que fazem de sua declaração uma manifestação do próprio orgulho. Ivens conseguiu tirar leite de pedra durante muito tempo, ganhou espaço com isso e aproveitou como poucos os sopros de crescimento do Nordeste brasileiro nos últimos dez anos.
As marcas da M. Dias Branco, seu principal negócio, já eram imbatíveis na região quando multinacionais como Kraft e Nestlé começaram a montar suas fábricas e investir agressivamente na região. Com os biscoitos Richester e os macarrões Fortaleza, a empresa é líder, dominando metade do mercado local.
Nos anos 90, o mais novo bilionário brasileiro da Forbes decidiu avançar para as regiões Sul e Sudeste e, em 2003, comprou a tradicional marca Adria. Hoje, a M. Dias Branco — com suas 12 fábricas, em sete estados — possui 25% do mercado nacional de massas e biscoitos.
Nos últimos oito anos, o faturamento da companhia triplicou, chegando a 2,9 bilhões de reais. A rentabilidade, de cerca de 20% ao ano, continua bem superior à média do setor, que varia de 5% a 8%, segundo os analistas.
Uma parte do sucesso da M. Dias Branco pode ser creditada a práticas que — até pouco tempo atrás — seriam consideradas obsoletas. Seu modelo de distribuição está concentrado em pequenos e médios varejistas, que normalmente negociam descontos menores que os grandes.
Ivens também insistiu na produção integrada. O grupo produz metade do volume que utiliza de farinha e gordura vegetal, suas principais matérias-primas. Desde 2001, Ivens é dono de um terminal portuário na Bahia. É lá mesmo que ele mói o trigo, transportado para a fábrica local por meio de esteiras.
Trata-se de um modelo de baixo custo, apoiado numa particularidade do Nordeste brasileiro: os agressivos incentivos fiscais usados por vários estados para atrair investimentos. Segundo estimativas de analistas, cerca de 40% do lucro da M. Dias Branco vem daí.
O Nordeste na bolsa
É impossível calcular o valor adicionado pelo recente crescimento do mercado de consumo nordestino ao negócio de Francisco Ivens. Criada na década de 50 a partir de uma padaria em Fortaleza, a M. Dias Branco se tornou a empresa certa, no lugar certo, num momento em que investidores e multinacionais despertaram para o poder da nova classe média brasileira.
Por duas vezes, nos últimos cinco anos, Ivens foi sondado para vender sua empresa. A primeira oferta partiu da americana Kraft e, segundo pessoas próximas às negociações, não foi fechada por uma questão de preço. A segunda veio da  Pepsico — e também não prosperou.
Naquela altura, Ivens já havia se tornado o primeiro empresário do Nordeste a abrir o capital na Bovespa. Em 2006, no auge da onda brasileira de IPOs, captou 411 milhões de reais numa emissão secundária — e, assim, todo o dinheiro investido por seus novos acionistas foi parar diretamente em seu bolso.
“Ele acreditava que estar na bolsa melhoraria a gestão, porque a cobrança por resultados é praticamente diária”, diz José Vita, sócio do banco BTG Pactual, que estruturou a abertura de capital. Desde a estreia na bolsa, o valor de mercado da M. Dias Branco mais que dobrou, atingindo 5,5 bilhões de reais.
Em 2010, a companhia fez uma nova oferta de ações, também secundária, para atender a uma exigência de liquidez do Novo Mercado. Com as duas operações, Ivens aumentou sua já considerável fortuna em cerca de 1 bilhão de reais. “Só fará sentido realizar uma oferta primária quando quisermos fazer uma grande aquisição”, diz Geraldo Luciano Mattos, vice-presidente financeiro e o único executivo do alto escalão que não pertence à família Dias Branco. Seguindo a tradição patriarcal nordestina, os cinco filhos de Ivens trabalham no grupo.
O homem mais rico do Nordeste é um empreendedor típico, fruto de uma organização familiar. No início da década de 50, foi convencido pelo pai a abandonar a escola para trabalhar na rede de padarias da família — Ivens tinha, então, 18 anos e jamais terminaria o segundo grau. Foi dele a ideia de sair do varejo e montar uma fábrica de massas e biscoitos.
Hoje, seu maior desafio é acelerar a expansão da M. Dias Branco fora do Nordeste, em regiões onde a companhia não domina a cadeia de suprimentos. “A questão é como crescer mantendo as margens de lucro elevadas”, diz Joseph Giordano, analista da corretora Raymond James.
Enquanto não resolve o problema, Ivens toca outros quatro negócios dentro de seu próprio território: um porto, uma empresa de cimentos, uma construtora e investimentos em hotéis. A cimenteira Apodi foi criada em meados do ano passado para competir no mercado nordestino com as gigantes Votorantim, Camargo Corrêa, Cimpor e Holcim.
Metade do investimento — de 600 milhões de reais — foi feita pelo empresário. O restante veio de investidores. Ivens é sócio do Aquiraz Riviera, um dos maiores empreendimentos turísticos da América Latina. Sua construtora, a Idibra, tem projeto de criar uma cidade planejada ao lado da sede da M. Dias Branco, no município de Eusébio, próximo de Fortaleza.
O porto de Aratu, na Bahia, foi concebido inicialmente para atender a M. Dias Branco, mas se tornou uma operação independente, que escoa para exportação a soja e o milho produzidos no oeste baiano. Hoje, esses negócios, somados, faturam pouco mais de 250 milhões de reais, uma fração da receita da M. Dias Branco.
“Mas, em dez ou 20 anos, essas empresas poderão dar tanto dinheiro quanto o restante do grupo”, diz Ivens. Aos 77 anos, ele não tem um sucessor indicado para o mercado. Pessoas próximas apontam Ivens Júnior, vice-presidente industrial da M. Dias, como o candidato favorito. Seu estilo, dizem, é muito parecido com o do pai. Enquanto o momento da sucessão não chega, Francisco Ivens Dias Branco vai reinando em um recém-descoberto pedaço do Brasil.
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Morre aos 88 anos o ex-deputado cearense Paes de Andrade

Morreu na tarde desta quarta-feira, 17, o ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-embaixador do Brasil em Portugal,Antonio Paes de Andrade (88). Segundo familiares, ele foi vítima de falência múltipla dos órgãos. O velório e o enterro ainda não foram divulgados pela família.
Natural de Mombaça, no Sertão Central, Paes de Andrade foi presidente da Câmara dos Deputados entre 1989 e 1991, assumindo por diversas vezes a Presidência da República. Em uma dessas ocasiões, sancionou projeto de construção do açude Castanhão.
Paes de Andrade era presidente de honra do PMDB e sogro do líder da maioria no Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB). Era também figura de destaque e prestígio na diplomacia brasileira.
Biografia
Filho de José Alves de Castro e Raimunda Paes de Andrade. Casou-se com Zilda Maria Martins Rodrigues de Andrade, filha de José Martins Rodrigues, deputado federal pelo Ceará de 1955 a 1969. Teve quatro filhas. Iniciou seus estudos superiores em 1949 na Faculdade de Direito do Distrito Federal, formando-se em 1953. Foi eleito deputado estadual no Ceará pelo PSD em 1950 e reeleito em 1954 e 1958 até 1962.
Eleito pela primeira vez para o cargo de deputado federal em 1963 e reeleito em 1966 pelo MDB, por causa da institucionalização do bipartidarismo. Foi por várias vezes reeleito, sempre representando seu estado natal, o Ceará. Foi presidente da Câmara dos Deputados de fevereiro de 1989 a fevereiro de 1991. É filiado desde 1980 ao PMDB, do qual já foi presidente nacional no ano de 1994.

Foi primeiro secretário da mesa diretora da Câmara dos Deputados no período de 1987 a 1989, quando em fevereiro deste último ano foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, sucedendo a Ulysses Guimarães. Como presidente da Câmara dos Deputados e substituto constitucional do presidente José Sarney, Paes de Andrade assumiu a Presidência da República por 12 vezes durante o ano de 1989. Em uma dessas oportunidades, aproveitou para fazer uma visita presidencial à sua cidade natal, acompanhado de uma expressiva comitiva, sendo acusado de gastos excessivos. Foi por isto apelidado de “Presidente Mombaça”.

Foi embaixador do Brasil em Portugal de 2003 a 2007. Publicou A reestruturação agrária do Nordeste (1968), Afirmação democrática do Nordeste (1971), O itinerário da violência (1976), O poder absoluto (1977), A violência da reforma e a denúncia de Caracas (1979), Francisco Pinto, as imunidades parlamentares e a Lei de Segurança Nacional (1980), As secas (1980), O poder ou o subpoder (1980), A greve no ABC e os bispos do Brasil (1980), A universidade e o professor (1980), CNBB e reflexão cristã, O Poder Legislativo e o golpe militar na Bolívia (1980), A inviolabilidade absoluta, Dom Hélder e o seu cinquentenário de ordenação (1981), Comemoração do CLX aniversário da Confederação do Equador, 1824-1984 (1984), Proposta de ação econômica e social (1985), A Interparlamentar e os direitos humanos (1987), O Brasil e a União Interparlamentar (1988), Perfis parlamentares: Martins Rodrigues (1989), História Constitucional do Brasil – em co-autoria com Paulo Bonavides (1989) e Presença na Constituinte.

Blog do Eliomar de Lima

16 de junho de 2015

Após rescisão com o Macaé, goleiro Ricardo Berna já treina no Fortaleza

Ricardo Berna, Fortaleza (Foto: Caio Ricard/TV Verdes Mares)Ricardo Berna já treina no Fortaleza nesta terça-feira (Foto: Caio Ricard/TV Verdes Mares)
O goleiro Ricardo Berna, que rescindiu contrato com o Macaé, já treina no Pici nesta terça-feira (16). Berna, de 36 anos, é a quarta contratação do Fortaleza para a Série C do Campeonato Brasileiro. O clube cearense comunicou que só vai anunciar o goleiro depois de ele assinar contrato. Insatisfeito no Macaé, Berna procurou a diretoria do clube na quarta-feira passada para informar sobre a oferta da equipe cearense e o desejo de aceitá-la. 
Ricardo Berna deixou o Macaé depois de pouco mais de seis meses. Foram 21 partidas disputadas com a camisa alvianil e 20 gols sofridos entre compromissos no Campeonato Carioca e Série B do Brasileiro. Ele participou da histórica campanha do clube no estadual, onde foram batidos recordes como a maior pontuação e a maior sequência de invencibilidade equipe na história da competição. 
Após as falhas de Deola na final do Campeonato Cearense, o Fortaleza vem atuando na terceira divisão com o jovem goleiro Erivélton. Deola não chegou a ser sequer relacionado para as partidas iniciais do Tricolor do Pici na Série C do Brasileiro. No último jogo, contra o ASA na Arena Castelão, estava entregue ao departamento médico. Na segunda-feira, já recuperado de um edema ósseo no pé direito, ele voltou a treinar com o restante do elenco. 
Por 
Fortaleza, CE

15 de junho de 2015

Atual bicampeão brasileiro, Marcelo Oliveira é o novo técnico do Verdão

Marcelo Oliveira é o novo treinador do Palmeiras. Atual bicampeão brasileiro com o Cruzeiro, seu ex-time, o técnico assinou contrato nesta segunda-feira (15) com um ano e meio de duração, até 31 de dezembro de 2016.

Junto do comandante chegam os auxiliares Tico dos Santos e Ageu Gonçalves e o preparador físico Juvenilson de Souza.
Somado aos dois títulos nacionais, a comissão foi também bicampeã paranaense em 2011 e 2012, pelo Coritiba, e mineira em 2014, pelo Cruzeiro – além de três vices da Copa do Brasil, dois pelo time paranaense e um pelo clube celeste. Os profissionais passaram também por Atlético-MG, Paraná e Vasco.
A apresentação do novo treinador alviverde será nesta terça-feira (16), às 12h, na sala de imprensa da Academia de Futebol.
Confira a primeira entrevista de Marcelo Oliveira como técnico do Verdão:
Projeção para o início de trabalho
“O Palmeiras tem um elenco muito bem montado pelo Alexandre Mattos. São jogadores de qualidade semelhante e de características diferentes, o que facilita bastante. O meu antecessor deixou um trabalho bom, pois eu o conheço bem, e vamos dar sequência e criar novos objetivos. Temos de ser ambiciosos, construir uma equipe vibrante e proporcional à tradição do clube”.
Primeira oportunidade em São Paulo
“A pressão no futebol existe em todos os lugares, principalmente nas grandes equipes. Como pessoa do futebol há 15 anos, já que fui atleta, temos de nos acostumar e a melhor maneira de minimizar isso é trabalhar muito e intensamente”.
Brasileirão
“Ser tricampeão nacional é um objetivo. Estou em um clube com tradição, com estrutura, com um bom elenco e camisa e isso é possível. Claro que é difícil, como foi no Cruzeiro, mas fica possível à medida que o trabalho se concretize e evolua”.
“Existe um horizonte bem aberto à nossa frente. A camisa do Palmeiras é tradicional, a torcida é numerosa e temos bons jogadores. Agora temos de arregaçar as mangas, criar e estimular os objetivos e formar um time”.
Ajuda ter trabalhado com Prass, Egídio, Robinho e Alecsandro?
“Ajuda. São jogadores importantes e representativos no grupo e normalmente os atletas passam aos demais a maneira como o treinador trabalha, o relacionamento pessoal e profissional. Com esses jogadores eu tive uma relação muito boa, são ótimos atletas. Esperamos fazer um ambiente favorável e positivo, com ambição e muito trabalho”.
Torcida: média de público incrível e engajada no Avanti
“Eu vejo isso com muita satisfação e prazer. O maior patrimônio de um clube é a sua torcida e, se ela for parceira do time, ele tem muito mais possibilidade de obter vitorias e conquistas. Se ela cobra, cabe a nós todos trabalhar cada vez mais para retribuir esse apoio fazendo um jogo forte, competitivo e de boa qualidade O time dentro de campo leva a torcida também”.
Allianz Parque
“Estou bastante ansioso. Não conheço ainda. Vejo que é muito importante utilizar bem a nossa casa, onde o aproveitamento tem de ser alto. Não existe um cenário melhor, pois temos um estádio novo e confortável e uma torcida vibrante e numerosa. Esse conjunto de coisa vai nos levar a grandes resultados”.
Ficha técnica
Nome completo: Marcelo de Oliveira Santos

Nascimento: 04/03/1955, em Pedro Leopoldo (MG)
Clubes: CRB (2007), Atlético Mineiro (2008), Ipatinga (2009), Paraná (2010), Coritiba (2011-2012), Vasco da Gama (2012), Cruzeiro (2013-2015) e Palmeiras (2015)
Títulos: Campeonato Paranaense (2011 e 2012), Campeonato Mineiro (2014) e Campeonato Brasileiro (2013 e 2014)

Veja o primeiro depoimento do novo técnico palestrino pela TV Palmeiras:

Site oficial da s. e. Palmeiras