7 de fevereiro de 2017

Medicina e administração são os cursos mais procurados na UFC

Universidade Federal do Ceará (Foto: UFC/Divulgação)
O curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará é o mais procurado por estudantes no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2017. Das 140.849 inscrições, 5.143 candidatos foram inscritos para as 160 vagas, gerando uma concorrência de 32 candidatos por vaga.
Conforme a UFC, na sequência dos mais procurados aparecem os cursos de  Administração (noturno), com 4.792 inscritos; Enfermagem, com 4.107 inscritos; Direito (noturno), com 3.988 inscritos; e Psicologia, com 3.799 inscritos. Todos ofertados em Fortaleza.
Nos campi do interior do Estado, o curso com maior número de inscrições foi Psicologia, no Campus de Sobral, com 2.410 inscrições para 44 vagas. Em seguida, Medicina, também em Sobral, com 2.311 inscrições para 80 vagas. Além de Fortaleza, a UFC está presente em Sobral, Quixadá, Russas e Crateús.
Considerando-se as 6.288 vagas ofertadas pela Instituição em todos os seus 110 cursos de graduação presencial, a concorrência média foi de 22,4 candidatos por vaga. Destacam-se, entre os cursos mais concorridos na UFC, o bacharelado em Educação Física (noturno) e Fisioterapia, com mais de 80 candidatos por vaga.
Notas de Corte
As notas de corte mais elevadas da instituição nesta chamada regular foram registradas na ampla concorrência para os cursos de Medicina em Fortaleza e Sobral: 799,36 e 792,36, respectivamente.

A coordenação do Sisu destaca que essas notas são parciais e não representam a nota de corte final após as chamadas de Lista de Espera e de Suplentes.
Candidatos não aprovados em sua primeira opção de curso poderão se inscrever, até 10 de fevereiro, em Lista de Espera no site do Ministério da Educação. Também no dia 10, a UFC deverá lançar edital informando aos inscritos as datas e procedimentos da chamada de Lista de Espera.
Com informações do G1 CE

54% das prefeituras do Ceará não atendem a critérios de transparência

Cidades revogam decreto de emergência após saberem que serão fiscalizadas  (Foto: TCM/Divulgação)
Das 184 prefeituras do Ceará, 101 (54%) não cumprem medidas de transparência em portais na internet. Além das sedes do poder executivo, 96 sites da Câmara Municipal não têm os critérios mínimos exigidos pela lei de gestão fiscal, de acordo com o Tribunal de Contas dos Municípios.
A Lei dispõe sobre os procedimentos a serem observados pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, com o fim de garantir o acesso a informações e uma gestão transparente da informação. Criada em novembro de 2011, a Lei Complementar 131/2009  altera a redação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no que se refere à transparência da gestão fiscal.
No Ceará, as administrações considerados mais transparentes são as de Aratuba, Caririaçu e São João do Jaguaribe e o Governo do Estado – todos com nota 10 na avaliação. Fortaleza, que apareceu em dezembro como o município de maior transparência das contas públicas, dessa vez ocupa a 8º posição entre os municípios cearenses e a 9ª posição no ranking estadual, que inclui o Governo do Estado.
Os piores desempenhos na avaliação de transparência ficaram com os municípios de Mulungu, Itapiúna, Assaré e Abaiara, que obtiveram nota 0 (zero). A lista dos dez municípios menos transparentes é completada por Saboeiro, Pereiro, Potiretama, Varjota, Quixadá e Limoeiro do Norte.
Com informações do G1 CE

Atacante Zé Carlos é regularizado e já pode estrear pelo Fortaleza



O atacante Zé Carlos está regularizado. Seu nome foi publicado no BID na tarde desta terça-feira, 07. Se a Comissão Técnica quiser, o atleta pode estrear contra o Guarany de Sobral.

No entanto, o torcedor tricolor deve esperar alguns dias para o “Zé do Gol” com a camisa tricolor. O atleta não fez pré-temporada regular e chegou acima do peso. A estimativa do clube é que ele precise trabalhar dez dias para estar a jogar 45 minutos. 

A última partida que Zé Carlos jogou foi no dia 11 de novembro, na derrota do CRB para o Paysandu, por 1 a 0. Seu último gol foi marcado diante do Vasco, em outubro, na vitória do time regatiano sobre o Vasco da Gama, por 2 a 1. Na ocasião, ele marcou os dois gols.

Com informações do Jornal O Povo

Prazer, eu sou o Leílson! Atacante assume artilharia do Cearense e desponta como umas de suas revelações

O distrito de Barro Alto, que fica a 12 quilômetros de Iguatu, tem se enchido de orgulho a cada rodada disputada no Campeonato Cearense. É que o filho ilustre da pequena localidade está se destacando com gols importantes e assumiu a artilharia isolada do estadual, com seis gols anotados. Mas, quem é esse Leílson?
Leílson, atacante do Guarani de Juazeiro (Foto: Guto Vital/Agência Miséria de Comunicação)Leílson, atacante do Guarani de Juazeiro (Foto: Guto Vital/Agência Miséria de Comunicação)

Ainda desconhecido no futebol cearense, esse atacante já andou marcando seus golzinhos em outras equipes do Interior. Revelado pelo Iguatu, Leílson foi campeão da Taça Fares Lopes em 2013, com o Barbalha, marcando cinco gols (inclusive o do título). Ano passado, no mesmo torneio, foi o grande destaque do Crato, terceiro colocado, anotando quatro gols. O baixinho, já disputou duas vezes a Série A. Em 2014, teve passagem discreta pelo Ferroviário e no ano seguinte fez bons jogos pelo Quixadá.
- Em alguns clubes eu não tive sequência, mas agora está tudo melhorando - disse o tímido jogador.

Rápido, driblador e bom finalizador, Leílson se encaixa perfeitamente na maioria dos sistemas táticos atuais, nos quais os lados do campo são bastante explorados. Com apenas 24 anos, o jogador atravessa grande fase.
- Ele é um jogador que a gente fez bastante esforço pra trazer porque sabia do potencial do atleta, do que ele poderia produzir - disse o técnico Washington Luiz, que o revelou no Iguatu e o levou para o Barbalha.

Zoado pelos colegas durante as entrevistas, por conta da pequena desenvoltura com as palavras, Leílson é reverenciado após os jogos. “Ele está iluminado”, resume o zagueiro Regineldo, conterrâneo e principal parceiro. Promessa nos primeiros clubes, o atacante já vai se tornando realidade. Seja pelo nível das suas atuações ou pelo faro de artilheiro.
Por 
 Com informações do Juazeiro do Norte, CE

Leptospirose: Sesa alerta para cuidados nesse período de chuvas

banner_leptospirose_lacen_2017.png

A leptospirose é uma doença curável e o diagnóstico laboratorial é feito pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen)


As doenças não marcam hora para se manifestar, mas há períodos em que as condições climáticas favorecem a ocorrência de determinadas enfermidades. É durante a estação chuvosa que a população deve ficar mais atenta para algumas patologias, como por exemplo, a leptospirose, causada pela bactéria Leptospira, presente na urina dos ratos. A leptospirose é uma doença curável e o diagnóstico laboratorial é feito pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), unidade da rede pública do Governo do Ceará, através da coleta de amostra sanguínea.

Em 2016, o Lacen realizou 271 exames sorológicos para leptospirose. De acordo com a chefe do Centro de Análises Clínicas do Lacen, Ana Carolina Barjut, a sorologia para leptospirose é feita através da detecção de anticorpos IgM anti-leptospira por ensaio imunoenzimático, cuja amostra deve ser coletada a partir do 7º dia dos primeiros sintomas e enviada pela unidade de saúde para o laboratório. “O diagnóstico sorológico de leptospirose é de grande importância, uma vez que as manifestações clínicas da doença se assemelham bastante a outras doenças infecciosas”, afirma. No ano passado, o Ceará registrou 46 casos de leptospirose com 10 óbitos.

Sintomas e tratamento

Com as chuvas fica mais fácil a urina dos roedores misturar-se à água presente em esgotos e bueiros, e qualquer pessoa que estiver com algum ferimento ou arranhão e tiver contato com a água contaminada pode se infectar. As manifestações mais comuns da doença são parecidas com as da gripe. Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas, podendo também ocorrer icterícia (coloração amarelada da pele e das mucosas).

Os primeiros sintomas da leptospirose podem aparecer de um a 30 dias depois do contato com a água contaminada. Na maior parte dos casos, aparecem 7 a 14 dias após o contato. Ao primeiro sintoma, deve-se procurar o posto de saúde mais próximo. O tratamento é baseado no uso de antibióticos, hidratação e suporte clínico, orientado sempre por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. Os casos leves podem ser tratados em ambulatório, mas os casos graves demandam internamento.

Cuidados redobrados

• Para impedir que apareçam ratos: conservar a cozinha limpa, sem restos de alimentos; tirar as sobras de alimento ou ração dos animais domésticos antes de anoitecer e evitar amontoado de entulhos e objetos sem uso no quintal.
• Não deixar acumular lixo em casa e embrulhá-lo em sacos fechados e longe do chão para evitar a proliferação de ratos.
• Evitar o contato direto com a água ou a lama durante e após a chuva; usar botas e luvas de borracha ou sacos plásticos sobre os pés e mãos.
• Lavar e desinfetar com água sanitária o chão, utensílios domésticos e a caixa d'água (200 ml de água sanitária para 20 litros de água).
• Não jogar lixo caseiro nos rios e córregos, limpar e não desmatar os leitos dos rios e manter sempre o terreno limpo.

Assessoria de Imprensa – Lacen/ CIDH / IPC

PMDB-PSD-PMB formalizam bloco de oposição na Assembleia Legislativa

Resultado de imagem para PMDB-PSD-PMB formalizam bloco de oposição na Assembleia Legislativa
O PMDB, PSD e PMB formalizaram, nesta terça-feira, 7, bloco partidário de oposição ao governo de Camilo Santana (PT) na Assembleia Legislativa. A bancada de 11 deputados estaduais entregou documento que oficializa composição a Zezinho Albuquerque (PDT), presidente da Casa.
“Ressaltamos que a formação do bloco é fruto de deliberação das executivas estaduais dos partidos supracitados, na forma de seus estatutos e subscrito pelos seus respectivos presidentes: Eunício Oliveira (PMDB), Domingos Neto (PSD) e Patrícia Aguiar (PMB)”, diz o texto do memorando.
Ainda não foram definidos, porém, quem serão o líder e vice-líder do bloco. Os nomes, porém, devem ser anunciados em breve. O PMB e PSD já formavam um bloco na Casa, engrossando base do governador. Com racha criado a partir da votação da presidência, disputada entre Zezinho e Sérgio Aguiar (PDT), siglas agora ficam na oposição da Casa.
Ex-aliados
O PSD de Domingos Neto e o PMB de Patrícia Aguiar eram antigos aliados do governo de Camilo até o ano passado, quando racha na Assembleia se estendeu também ao Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará (TCM), presidido pelo conselheiro Domingos Neto. O presidente do TCM é ex-vice-governador de Cid Gomes (PDT).
Por Letícia Alves
Com informações do Jornal O Povo

PMs dizem que estão há 4 anos sem reajuste; ENTENDA a crise no ES


Familiares de PMs bloqueam a entrada do Quartel em Vitória (Foto: Carlos Alberto Silva/ A Gazeta)
O Espírito Santo vive dias de insegurança e medo nas ruas. Desde que familiares de PMs decidiram paralisar as atividades dos militares, impedindo a saída deles dos quartéis, a Grande Vitória registrou um alto número de assassinatos, assaltos, tiroteios e saques a comércios. Com medo, a população não saiu de casa. Entenda como começou esse movimento:
Quando as manifestações começaram?
Familiares de policiais militares, sendo a maioria mulheres, começaram um protesto no sábado (4) às 6h, em frente aos batalhões da PM.

A manifestação foi registrada em batalhões de todos os sete municípios da Grande Vitória e nas cidades de Colatina, Linhares, Aracruz, Cachoeiro de Itapemirim e Piúma.
Quais são as reivindicações dos manifestantes?
- Melhores condições de trabalho;
- Melhoria em frota sucateada;
- Reajuste salarial: correção de 7 anos de perdas pela inflação, mais ganho real de 10%;
- Auxílio-alimentação;
- Adicional por periculosidade;
- Adicional por insalubridade;
- Adicional noturno
- Plano de saúde
- São obrigados a pagar viatura quando ela bate, mas não recebem adicional por serem também motoristas de viatura.
- Fazem revezamento de coletes muitas vezes indo para casa sem colete (alegam risco no caminho casa - trabalho - casa).

Resultado de imagem para PMs dizem que estão há 4 anos sem reajuste; ENTENDA a crise no ES
Quanto ganha um policial militar no Espírito Santo? 
O piso salarial de um soldado é de R$ 2.646,12. Desse valor, há desconto para o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo (IPAJM). A remuneração pode ser um pouco maior, quando o soldado cumpre escala extra. A média nacional é de R$ 3.980, segundo a Associação dos Oficiais Militares do Espírito Santo.

Há quanto tempo a categoria não recebe reajuste?
Os policiais estão há 7 anos sem aumento real e há 4 anos sem reajuste da inflação, segundo a Associação dos Oficiais Militares do ES.

Por que o governo estadual afirma não poder reajustar salários?
O governador em exercício, César Colnago, disse que o estado não tem caixa por causa crise e não tem como prometer o que não pode cumprir. O secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, André Garcia, afirmou ao Bom Dia ES, nesta terça-feira (7), o governo "não vai desarrumar as contas públicas para atender, nesse momento, essas reivindicações". "Quando as situações objetivas do cenário econômico melhorarem, certamente nós vamos retomar as negociações com o conjunto de servidores", afirmou.

Por que a Polícia Militar não pode fazer greve ou sindicalizar?
Os familiares protestam no lugar dos PMs, porque eles são proibidos pela Constituição Federal de fazer greve ou paralisação. Isso acontece porque os policiais militares se enquadram no regime militar, ou seja, devem obedecer às mesmas regras dos demais militares. A pena para o PM que participar em atos desse tipo pode chegar a dois anos de prisão.

De quantos policiais é composto o efetivo da Polícia Militar do ES?
Na ativa, há cerca de 10 mil policiais, sendo 2 mil por dia nas ruas, em escala.

Qual a situação do movimento, segundo a Justiça?
A paralisação foi classificada pela Justiça como “greve branca”, uma vez que os militares alegam não poder trabalhar por conta do protesto dos próprios familiares. Portanto, o movimento foi considerado ilegal. Associações de policiais militares, sargentos e oficiais serão multadas, cada uma, em R$ 100 mil por dia.

Qual foi a resposta das associações de policiais sobre as multas?
O representante da Associação dos Oficiais Militares do Espírito Santo, major Rogério Fernandes Lima, disse que a instituição foi notificada e que os advogados vão apresentar a defesa nesta terça. "Nós não fazemos greve. O que está acontecendo é um impedimento, por parte dos familiares, que os policiais saiam para o serviço. Se houver a caracterização de que o PM não quer ir ao policiamento, aí sim poderíamos falar em greve branca, aquartelamento. Até agora, não é o que acontece", afirmou.

Entenda a crise na segurança no ES
Crise no Espírito Santo - versão 2 (Foto: Arte/G1)– Os PMs reivindicam aumento nos salários, pagamento de benefícios e adicionais e criticam as más condições de trabalho.
– Como os PMs não podem fazer greve, as famílias foram para a frente dos batalhões para impedir a saída das viaturas policiais.
– O bloqueio começou no sábado (4) e atinge a Grande Vitória e cidades como Linhares, Aracruz, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e Piúma. 
– Desde então, a Grande Vitória registrou 68 mortes violentas, ante 4 em todo o mês de janeiro, segundo o sindicato da Polícia Civil.
– Escolas, postos de saúde e parte do comércio estão fechados desde segunda-feira (6), quando ônibus também pararam de circular. Os coletivos voltaram a rodar na manhã desta terça (7), mas serão recolhidos novamente às 19h.
– 1.000 homens das Forças Armadas fazem policiamento na Grande Vitória desde segunda; 200 integrantes da Força Nacional começam a atuar nesta terça.


Por Viviane MachadoCom informações do G1 ES

Mil homens das Forças Armadas vão atuar no Espírito Santo

 Mil homens das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) e 200 da Força Nacional serão empregados na Garantia da Lei e da Ordem (GLO), a partir desta segunda-feira (06), no Espírito Santo, principalmente, na Grande Vitória. De acordo com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, tropas do Rio de Janeiro chegam esta noite ao estado e serão empregadas no patrulhamento de ruas e pontos estratégicos.
A previsão é que os militares fiquem no estado até o dia 16. Ainda hoje à noite, 150 militares do 38º Batalhão de Infantaria se deslocam para municípios da Grande Vitória: Vila Velha, Serra e Cariacica.
Fotos: Divulgação/MD
Jungmann disse que ontem, em conversa com o governador em exercício, César Roberto Colnago, sugeriu que ligasse hoje cedo para o presidente Temer para solicitar a GLO.
Após a apresentação do balanço das ações em Natal (RN), Jungmann seguiu para Vitória (ES), onde acompanhará a mobilização das Forças Armadas para atuação no Espírito Santo.
GLO
O ministro chegou a Vitória na tarde desta segunda-feira. Ainda no aeroporto foi recebido  pelo prefeito de Vitória, Luciano Rezende, e pelo chefe da Casa Civil, José Carlos da Fonseca Junior. Do aeroporto, o ministro seguiu direto para o Palácio Anchieta, onde se reuniu com o governador.
Durante a reunião no Palácio, o governador fez um relato do drama vivido pela população capixaba desde o último final de semana. Nas últimas 24 horas, segundo relato do secretário de Segurança Pública e Defesa Social, André Garcia, foram registrados 37 homicídios.  O caos se instalou na capital após a paralização de policiais militares. Hoje (06), às 16h, o transporte coletivo deixou de funcionar na capital.
"A exemplo do que fizemos em Natal, vamos retomar a normalidade e garantir aos cidadãos de Vitória que a lei, a ordem e a propriedade serão respeitadas", afirmou Jungmann.
O ministro Jungmann ressaltou que as Forças Armadas vão trabalhar de forma articulada e coordenada com os órgãos estaduais de segurança pública. "Conforme determinou o presidente Temer ao atender o pedido do governador, vamos recuperar a normalidade e a ordem pública", garantiu.
Assessoria de Comunicação

Ministério da Defesa

Vereador divulga seu salário e de assessores em outdoors na Bahia

David Salomão disse que sua intenção é ser transparente - Foto: Reprodução | Site Rodrigo Ferraz
David Salomão disse que sua intenção é ser transparente
Reprodução | Site Rodrigo Ferraz









Um vereador de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, espalhou outdoors pela cidade para divulgar o valor do salário que recebe. Os seus assessores também tiveram a renumeração divulgada.
David Salomão tem nove assessores com salários que variam de R$ 1.000,00 a R$ 1.500,00. Já o vereador recebe salário bruto de R$ 12.025,40 (líquido de R$ 9.146,66).
A publicidade de Salomão ainda revela os nomes dos funcionários do seu gabinete.
Em vídeo divulgado no Facebook, o parlamentar alega que "é dever de todo político ser transparente". 
Ele também afirma que dispensou o carro oficial e motorista para "economizar o dinheiro público".
Esse é o primeiro mandato do vereador, que foi eleito em 2016.
Com informações do Jornal A Tarde

6 de fevereiro de 2017

Como protesto iniciado por oito mulheres paralisa a PM do Espírito Santo há três dias



Mulheres capixabas protestam diante de batalhão da PM no ESDireito de imagemDIVULGAÇÃO MOVIMENTO DAS FAMÍLIAS PMES
Image caption'Decidimos protestar a favor deles, porque eles não têm voz', diz uma das manifestantes

Aos 32 anos, casada com um policial militar e sem filhos ("só não temos ainda porque não cabe no orçamento", diz), a capixaba tentava se recuperar da dor de cabeça em casa quando recebeu a ligação de uma amiga falando sobre um protesto que oito mulheres, também casadas com agentes de segurança, e quatro de suas crianças faziam diante do 2ª Companhia do 6º Batalhão da PM em Serra, na Grande Vitória.
"Assim que soube, me passaram o link de um grupo que formaram no Facebook com todas as mulheres de policiais militares do Estado. E me colocaram em um grupo de WhatsApp. Eu logo comecei a me mobilizar e formei o grupo que iria para o batalhão do meu marido", disse à BBC Brasil.
"Há anos guardamos isso dentro de casa, fica do portão para dentro. Agora, elas explodiram e, como a gente sofre da mesma coisa, todas as outras se mobilizaram pela mesma causa."
Seu marido foi comunicado pelo telefone do que estava prestes a ocorrer: "Eu liguei para ele e avisei que estava indo protestar. Ele me disse 'você não vai', mas eu vim mesmo assim".
Graziela agora é porta-voz oficial do Movimento das Famílias PMES, que protesta diante de todos os 19 batalhões e mais 10 companhias independentes da PM do Espírito Santo e impede, há três dias, a saída de viaturas para fazer o policiamento das ruas do Estado.
Mesmo responsável por falar com a imprensa, ela não divulga o sobrenome, temendo represálias a seu marido. "Pode colocar que meu nome é Graziela Família PMES. Esse é o meu sobrenome agora", afirma.
Os policiais militares são proibidos pelo Código Penal Militar de fazer greves ou paralisações. A pena por fazê-lo pode chegar a dois anos.
Desde que o bloqueio começou, o Espírito Santo vive dias de caos, com aumentos de mais de 1000% nos índices de homicídios e crimes contra a propriedade, segundo o vice-presidente do Sindicato da Polícia Civil, Humberto Mileip.
O governador em exercício do Estado, César Colnago - o titular, Paulo Hartung, está internado em São Paulo -, afirmou que o governo federal autorizou o envio imediato de 200 homens da Força Nacional para fazer o policiamento ostensivo nas cidades. As Forças Armadas também serão mobilizadas.
"De forma alguma vamos aceitar esse tipo de atitude que é deixar a população desguarnecida de um serviço que é essencial, o da segurança pública."
Em entrevista coletiva no fim da tarde, o ministro da Defesa, Raul Jugmann, afirmou que a Força Nacional já está nas ruas de Vitória.


Mulheres em Feu Rosa, onde começou a mobilizaçãoDireito de imagemDIVULGAÇÃO MOVIMENTO DAS FAMÍLIAS PMES
Image captionMovimento começou em município da periferia da Grande Vitória e, em menos de 12 horas, se espalhou pelo Estado

Violência

Durante o fim de semana, relatos de capixabas nas redes sociais falavam em saques, arrastões, queima de ônibus e tiroteios nas ruas, a maioria deles com a hashtag #ESpedesocorro.
Na segunda-feira, escolas, postos e saúde, estabelecimentos comerciais e órgãos públicos em Vitória e em outros municípios fecharam as portas. A circulação de ônibus foi interrompida às 16h.
"Vi até homicídio em plena luz do dia nas redes sociais", disse o leitor da BBC Brasil Juka Alvez no Facebook.
"Guarapari também está toda parada, muitos comércios fechados, (nas) escolas as aulas foram suspensas. Lojas saqueadas, vez em quando se ouve tiros... Tá tenso!", afirmou a leitora Claudia Buzzulini.
Entre o início da paralisação e as 17h desta segunda-feira, foram registrados a 58 homicídios no Estado, segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo.
Segundo o vice-presidente do sindicato, Humberto Mileip, o número é mais de 1100% mais alto do que a média de homicídios por fim de semana no mês de janeiro - foram cerca de cinco em cada um deles.
"A informação sobre os homicídios é oficial e registrada, conferimos no Departamento Médico Legal (DML). A grande maioria deles são relativos a disputas de áreas por gangues de tráfico de drogas", disse à BBC Brasil.
"Não sei te dizer a estatística de crimes patrimoniais, mas se eu te disser que houve aumento entre 800 e 1000% seria pouco. Em todos os municípios da grande Vitória e muitos do interior não há uma viatura sequer nas ruas e a bandidagem está solta fazendo saques, colocando fogo em ônibus. Eu diria que temos mais de 10 municípios em Estado de calamidade aqui."
Para o advogado Clécio Lemos, professor de Direito Penal e criminologia na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e coordenador estadual do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, o momento é inédito na história do Estado e evidencia a fragilidade da segurança local.
"Isso nunca tinha acontecido em Vitória, essa selvageria à luz do dia. Vivemos uma guerra civil silenciosa em que, no primeiro descuido, alguém te ataca. Como isso é paz?", disse à BBC Brasil.
"É inegável que os policiais ganham mal e passam por uma insegurança absurda. Eu não gostaria de trabalhar um dia da minha vida como policial. Mas também precisamos nos perguntar que tipo de sociedade é essa que precisamos vigiar tanto."


Moradores diante de loja saqueada em Vitória, ES, no dia 6 de fevereiroDireito de imagemREUTERS
Image captionFotos e vídeos de saques, homicídios, arrastões e queima de ônibus foram compartilhados por capixabas nas redes sociais

'Passando fome'

Nas faixas que confeccionou na tarde de sexta, Graziela escreveu: "Pior salário do Brasil", "Mais dignidade para os nossos PMs" e "Se eles não podem, eu posso".
As frases resumem o discurso dos familiares que, por sua vez, ecoa as reclamações do major Rogério Fernandes Lima, presidente da Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Espírito Santo.
"Nosso soldado ganha por volta de R$ 2.640, mas a média nacional é R$ 3.989. Nossa defasagem salarial tem mais de 7 anos e nos últimos 3 anos não tivemos nem a revisão geral anual. As perdas que acumulamos em relação à inflação ultrapassam 43%", disse à BBC Brasil.
"Nosso policial militar está passando fome. Não adianta o governo pregar que o Espírito Santo está fazendo austeridade fiscal enquanto o policial é sacrificado."
Lima afirma que as associações e sindicatos de policiais não articularam os protestos, que "nasceram espontaneamente de esposas, familiares e amigos dos PMs".
"As associações de classe não são irresponsáveis, mas nos solidarizamos com essas mulheres. Estamos há anos tentando negociar com um representante do Estado e nunca há solução."
A BBC Brasil tentou contato com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil até a publicação desta reportagem, sem sucesso.


Major Rogério LimaDireito de imagemARQUIVO PESSOAL
Image caption'Nosso policial está passando fome', diz presidente da Associação dos Oficiais Militares do ES

Em vídeo na página do governo do Espírito Santo no Facebook, César Colnago diz ter suspendido as negociações com as manifestantes "até o retorno da normalidade".
Ele disse ainda que "a crise fiscal nesse país é violenta, fruto da crise econômica" e que mantém em dia o pagamento dos servidores "a duras penas".
Segundo o major, faltam coletes à prova de balas para os policiais e a frota de viaturas está em más condições de uso, sem renovação desde 2013. O hospital da PM, diz, também está "sucateado".
Uma liminar do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que considerou ilegal a paralisação, fixou uma multa diária de R$ 100 mil caso as associações de policiais militares não cumpram a ordem.
Na decisão, o desembargador Robson Luiz Albanez diz que é a mobilização é uma greve "velada" da PM, e afirma que "um piquete realizado por familiares e amigos não pode impedir a saída e entrada de viaturas nas unidades policiais, muito menos pode motivar o seu aquartelamento sob o argumento de que estão impossibilitados de exercerem suas atividades".
O major Lima, no entanto, diz que a sugestão é "leviana". "O Estado mostra intransigência que tem em negociar com seus servidores."

Revezamento

Desde o início do protesto, grupos de 20 a 50 mulheres se revezam dia e noite diante dos batalhões da PM no Estado.
Mariana, de 25 anos, é uma das que organiza o contingente de familiares - que inclui, ocasionalmente, crianças e alguns idosos - nos locais, para garantir que haverá pessoas suficientes para impedir a saída dos agentes de segurança.
"Ficamos sentadas na porta do batalhão, observando os movimentos dos que entram para o trabalho e impedindo a saída, porque diversas vezes eles tentam sair. Já fizemos corrente humana, já conversamos com comandantes, majores que tentaram negociar para que fossem liberadas algumas viaturas para fazer o policiamento das ruas. Mas queremos conversar com quem vai resolver o problema", diz.
"A ocupação pegou muitas pessoas de surpresa, inclusive a mim. Quando soube do protesto, fiquei em estado de choque. Depois, veio uma compulsão de fazer parte e mostrar para a população o que a gente passa."


Esposas e familiares protestam diante de batalhão da PDireito de imagemDIVULGAÇÃO MOVIMENTO DAS FAMÍLIAS PMES
Image captionCom doações de tendas, alimentos e água, familiares se mantêm dia e noite diante de batalhões

Na sexta-feira, quando começaram a se mobilizar, as mulheres chegaram a ficar na chuva, mas ganharam tendas de comerciantes locais.
"Também temos recebido muita doação de alimentação e água dos que apoiam a nossa causa e estão sentindo na pele o que é ficar sem o policiamento", afirma Mariana.
Mesmo com as negociações suspensas pelo governo, ela diz, o objetivo é ficar até serem ouvidas.
"Essa euforia não é só minha, é de todas as mulheres que fazem parte do ato. Vimos mulheres grávidas e com recém-nascidos nas portas dos batalhões. Algumas precisam trabalhar ou levar os filhos na escola, mas voltam para cá."
"Ouço muita gente dizer que os familiares não estão preocupados, porque os PMs fazem nossa segurança. Mas o marginal sabe onde o policial mora, ele atenta contra as famílias dos policiais. Para nós, o local mais seguro é a porta do Batalhão."