23 de junho de 2018

Marcelo Oliveira é o novo treinador do Fluminense

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O Fluminense já tem novo treinador para a sequência da temporada. O mineiro Marcelo Oliveira acertou contrato até o fim do ano e conhecerá os atletas na próxima terça-feira, data da reapresentação do grupo tricolor.
Marcelo Oliveira tem no currículo dois títulos brasileiros pelo Cruzeiro (2013 e 2014) - quando foi eleito melhor técnico da competição nas duas vezes -, e um da Copa do Brasil, pelo Palmeiras (2015). Deste último torneio, aliás, foi finalista outras quatro vezes (2011, 2012, 2014 e 2016). Além disso, foi bicampeão paranaense (2011 e 2012) e campeão mineiro (2014). O último trabalho foi à frente do Coritiba, no ano passado. A escolha, além do currículo vitorioso, se deu pelo bom histórico em trabalhos com jogadores jovens, uma das características do atual grupo tricolor.
O novo treinador do Fluminense será apresentado à imprensa na próxima terça-feira, juntamente com o diretor executivo Paulo Angioni.
FICHA TÉCNICA
Nome completo: Marcelo de Oliveira Santos
Data e Local de Nascimento: 4/3/1955, em Pedro Leopoldo (MG)
Clubes como treinador: CRB, Atlético-MG, Ipatinga, Paraná, Coritiba,  Vasco, Cruzeiro, Palmeiras e Atlético-MG
Títulos: Campeonato Brasileiro (2013 e 2014); Copa do Brasil (2015); Campeonato Mineiro (2014); Campeonato Paranaense (2011 e 2012)

Com informações do fluminense.com

Líder Fortaleza recebe Oeste e quer manter invencibilidade em casa

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Ainda sem perder em casa nesta temporada da Série B, o líder Fortaleza recebe neste sábado o Oeste para manter a invencibilidade e seguir disparando na ponta da tabela. A partida é válida pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro e a bola rola às 19h (de Brasília), no Castelão.
Somando 26 pontos, o time de Rogério Ceni é o líder isolado, com quatro pontos de vantagem para o segundo colocado Avaí. Há duas rodadas, a equipe perdeu pela primeira vez no campeonato, quando caiu para o São Bento fora de casa, mas já se recuperou e vem de vitória sobre o Brasil de Pelotas.
Para o duelo deste sábado, Rogério Ceni terá à disposição o meia Edinho e o volante Igor Henrique, recuperados de uma virose. Quem segue como dúvida para a partida são o lateral-direito Tinga e o atacante Gustavo, ambos com lesões na coxa e em processo de recuperação.
O Oeste, por sua vez, vive situação completamente oposta. Sem vencer a cinco jogos e com apenas duas vitórias em 11 jogos, a equipe tem 12 pontos e é a primeira na zona do rebaixamento e um resultado positivo contra o líder faz com que o time ganhe posições importantes e inclusive deixe o Z4.
“Temos um jogo difícil, contra o líder, uma das melhores equipes do Campeonato. A comissão está passando detalhes da equipe deles para que gente possa fazer um bom jogo lá. Trabalhamos bem a semana, corrigimos nossos erros e tenho certeza que vamos chegar lá sábado e fazer um bom jogo. Vamos fazer nosso máximo dentro e fora de campo”, destacou o lateral Daniel Borges.
FICHA TÉCNICA
FORTALEZA x OESTE 

Local: Estádio Castelão, em Fortaleza (CE)
Data: 23 de junho de 2018, sábado
Horário: 19 horas (Brasília)
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ)
Assistentes: João Luiz Coelho de Albuquerque (RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)

FORTALEZA: Marcelo Boeck; Felipe (Tinga), Diego Jussani, Ligger e Bruno Melo; Jean Patrick, Pablo, Dodô e Derley; Edinho (Gustavo) e Wilson
Técnico: Rogério Ceni

OESTE: Tadeu; Daniel Borges, Patrick, Lídio e Conrado; Rodrigo Souza, Bonilha e Danielzinho; Claudinho, Mazinho e Carlinhos
Técnico: Roberto Cavalo

Com informações da Gazeta Esportiva

22 de junho de 2018

A hegemonia digital dos EUA está com os dias contados?

iStock-510851586.jpgNão será mais fácil convencer os outros a abrir mão da sua soberania em nome da internet global
Enquanto os Estados Unidos de Donald Trump se preparam para uma guerra comercial total com a China ressurgente, Washington parece ter esquecido os próprios mecanismos que garantiram seu predomínio na era Pós-Guerra Fria.
Esses mecanismos eram sustentados não só pelo poderio militar do Pentágono, mas também pela capacidade de minimizar as possibilidades de qualquer dissidência antissistêmica.
Os políticos estadunidenses sabiam perfeitamente que a marca da hegemonia efetiva é a invisibilidade de suas operações. Fazer outras pessoas se comportarem como desejado é mais fácil quando essas pessoas acreditam que fazê-lo é não só de seu interesse, como também o curso natural da história e do progresso.
Por que tentar apregoar algo tão difícil de engolir quanto o colonialismo, se pudermos fazer outros países se renderem a contos de fadas sobre os benefícios mútuos do livre-comércio?
De todos os mitos que solidificaram a hegemonia estadunidense nas últimas três décadas, o mito da tecnologia mostrou-se o mais poderoso. Ele projeta a tecnologia como uma força natural e neutra que poderia eliminar os desequilíbrios de poder entre os países. A tecnologia não era algo a ser manipulado ou redirecionado; só podíamos nos adaptar a ela – como nos adaptaríamos  aos caprichos do mercado, mas com muito menos resistência.
Uma aldeia global estava sendo criada, por cortesia das redes e dos bits. “O fim da história” parecia tentador em todas as línguas, mas nenhum idioma o colocou de forma tão eloquente quanto o da tecnologia. Nunca havia existido um modo de ser tão entusiástico sobre o capitalismo sem sequer citá-lo pelo nome. O importante não era quem possuía a tecnologia, mas como a usávamos.
Tais formulações ajudaram a ocultar muitas verdades básicas sobre a verdadeira relação entre tecnologia e poder. Primeiro, a aldeia global só era global na medida em que seu patrão principal – os Estados Unidos – precisasse que o fosse. Segundo, não havia nada natural ou neutro nos critérios, redes e protocolos do universo digital: originários da Guerra Fria, a maioria deles visava ampliar a influência americana.
Terceiro, ingressar numa rede única e inviolável nunca foi um meio fácil para a libertação nacional. De armas cibernéticas a inteligência artificial e vigilância, a interconectividade e a digitalização, longe de eliminarem antigos desequilíbrios de poder, criaram muitos novos.
De todo modo, essa ideologia – a da internet – serviu aos interesses estadunidenses muito bem, produzindo muitas das maiores empresas tecnológicas do mundo. Em 2018, entretanto, ela começou a se esgarçar.
A aldeia global americana se desintegra. Vejam as plataformas digitais que, com sua capacidade de crescer em toda parte, deveriam ser o apogeu da tecno-hegemonia americana. O plano funcionou, mas só inicialmente. Então o Vale do Silício descobriu que os mais próximos aliados dos EUA financiavam com sucesso concorrentes locais à expansão global das gigantes tecnológicas americanas.
Veja a Uber: suas ambições globais foram contidas pela Ola na Índia, DiDi na China, 99 no Brasil, Grab no Sudeste Asiático e Yandex Taxi na Rússia. E, com exceção da Yandex, todos os concorrentes – incluindo a própria Uber – foram fundados pelo SoftBank do Japão e incluídos em seu Vision Fund.
Este reúne o dinheiro dos mais próximos aliados dos EUA, da Arábia Saudita aos Emirados Árabes Unidos. Quando a Uber se viu torrando dinheiro em níveis astronômicos, fez um acordo com o SoftBank.
A ascensão da China contestou muitos outros mitos além da tecno-hegemonia americana. Padrões tecnológicos antes neutros – como o 5G – foram subitamente submetidos a uma feroz contestação, com Pequim exigindo regras favoráveis a seus próprios campeões.
Além disso, as ambições globais da Huawei e da ZTE e o tremendo crescimento de outros atores chineses como Tencent, Baidu e Alibaba também obrigaram Washington a fazer o impensável: exercer o poder duro, tornando visível sua hegemonia.
Assim, vimos movimentos como o veto por Trump da fusão Qualcomm-Broadcom, a quase letal ruptura da ZTE e o controverso memorando da Casa Branca sobre nacionalizar a rede 5G dos EUA. Poderíamos, é claro, supor que tudo isso é apenas uma afirmação da superioridade de Washington. Talvez.
Privados dos mitos fundadores, os EUA não acharão fácil convencer outros países a deixar suas indústrias serem perturbadas pelas firmas tecnológicas americanas. Ou abandonar o desenvolvimento de suas próprias capacidades de IA. Ou aceitar os dispositivos, inseridos em tratados comerciais, que exigem o livre fluxo de dados de servidores locais para os dos EUA em nome de uma internet única e global.
Os limites da tecno-hegemonia americana ficaram evidentes para Barack Obama, que elevou a aposta sobre a mitologia da “liberdade da internet” estadunidense, enquanto tentava conter a expansão da China no âmbito do regime comercial global liderado pelos EUA.
Graças a Trump, essa mitologia deixou de existir. Ele também ameaça a supremacia tecnológica dos EUA de outras maneiras – corta verbas de pesquisa, restringe a imigração (muito necessária na indústria tecnológica) e até impede o desmonte imediato da ZTE chinesa na esperança de ganhar alavancagem nas negociações.
Os EUA pós-Trump não voltarão ao manual de Obama, porém; então será tarde demais para contestar a ascensão da China. A provável estratégia de Washington será continuar a desafiar a própria ordem global que veio a sabotar as ambições de expansão do Vale do Silício, enquanto abraça uma posição mais assertiva contra Pequim e pune seus aliados por contar com as gigantes tecnológicas chinesas.
Pelo menos, quando a Guerra Fria da tecnologia irromper para valer, não ficará tão claro quem representa os verdadeiros interesses do capitalismo global – e quem os de seus adversários. 
Por Evgeny Morozov
Com informações da Carta Capital

Ceará tem 83 municípios em alerta ou risco para dengue, zika e chikungunya



No Ceará, 83 cidades estão em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya. É o que aponta o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde. Dos 184 municípios do Estado, 64 aparecem na lista de alerta - incluindo Fortaleza. Ao todo, 19 estão cidades em risco de surto das doenças.

O Ministério da Saúde destaca que é necessário intensificar ações de combate ao mosquito. Segundo o estudo, 1.153 municípios no País têm alto índice de manifestação. Esse número corresponde a 22% de municípios com risco de surto para dengue, zika e chikungunya.

Dos 5.191 municípios que realizaram monitoramento do Aedes aegypti, 4.933 fizeram por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 258 por armadilha - quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

De acordo com o Ministério da Saúde, cresceu o investimento para as ações de Vigilância em Saúde. O valor passou de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,94 bilhão, em 2017. A previsão para este ano é de R$ 1,9 bilhão. 

Repassado mensalmente aos estados e municípios, o recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, a exemplo da dengue, zika e chikungunya.

Casos notificados em 2018

Entre janeiro deste ano e o último dia 21 de abril, foram notificados 3.709 casos prováveis de dengue no Ceará. Em 2017, no mesmo período, foram 24.250, apresentando redução de 85%. Em relação à chikungunya, foram registrados 1.473 casos prováveis. A redução é de 97% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 48.098 casos. Já sobre os casos de zika, foram 58 registros de casos prováveis no estado, uma redução de 94% em relação ao mesmo período de 2017 (960).

Com informações do O Povo

Bahia bate o Ceará, finda jejum e abre vantagem no Nordestão


O público no Castelão não foi dos melhores em meio a Copa do Mundo (Foto: Divulgação/ECB)

Membros da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro da Série A, Ceará e Bahia entraram em campo na noite dessa quinta-feira de olho em uma vaga na grande final da Copa do Nordeste. Na Arena Castelão, em Fortaleza, o Tricolor levou a melhor e venceu o Vozão por 1 a 0, levando assim, vantagem para o confronto de volta, marcado para terça-feira, às 21h45 (de Brasília), na Fonte Nova, em Salvador.

Além da importância do resultado para o duelo em si, o triunfo dos baianos acabou com jejum de vitórias da equipe como visitante. Desde 29 de março o Bahia não vencia longe de seus domínios. Na ocasião, superou o Botafogo-PB em João Pessoa e conquistou vaga justamente às quartas de final do Nordestão.

Quem confirmar a ida à final na terça-feira terá de esperar dois dias para conhecer seu adversário. ABC e Sampaio Corrêa fazem a outra semifinal e decidem a vaga em Natal depois da vitória dos maranhenses por 1 a 0 no primeiro encontro.

O herói da vitória do Bahia na noite dessa quinta-feira foi Élber. No momento que o Ceará pressionava e exigia boas defesas do goleiro Anderson, o Tricolor conseguiu arrancar em contra-ataque. Mena e Régis iniciaram a jogada e a bola acabou limpa para Élber empurrar para as redes, já sem goleiro.

Com informações da Gazeta Esportiva

16 de junho de 2018

Abel Braga não é mais o técnico do Fluminense

Abel Braga não é mais técnico do Fluminense (Foto: Mailson Santana/Fluminense)

O Fluminense informa que Abel Braga não é mais o técnico da equipe tricolor. A decisão sobre a interrupção do trabalho, por desejo do treinador, foi comunicada neste sábado. A terceira passagem do comandante pelo clube se encerra após um ano e meio de parceria.
Abel Braga é o segundo técnico com mais partidas à frente do Fluminense, num total de 329. Foi campeão brasileiro em 2012, carioca em 2005 e 2012, da Taça Rio em 2005 e 2018, e da Taça Guanabara, em 2012 e 2017. Neste último período, foram 109 jogos, com 43 vitórias, 29 empates e 37 derrotas.
O presidente Pedro Abad lamentou a decisão do treinador.
- Certamente é uma perda muito grande para o Fluminense. Abel estava conosco desde o início da gestão. Mas entendeu que era o momento de encerrar este ciclo. Respeitamos a decisão dele e já estamos em busca de uma reposição à altura para o carro-chefe do nosso clube - avisou o presidente tricolor.
Com informações do Fluminense.com

Brasil é país mais preocupado com notícias falsas, diz estudo global

internet

O Brasil aparece como o país mais preocupado com as chamadas “notícias falsas” (fake news) em um estudo global que analisou a realidade de 37 nações. Dos entrevistados brasileiros, 85% manifestaram preocupação com a veracidade e a possibilidade de manipulação nas notícias lidas. A lista é seguida por Portugal (71%), Espanha (69%), Chile (66%) e Grécia (66%). Na opinião dos autores, a polarização política nesses países provocada por eleições, referendos e outros grandes processos de disputa na sociedade podem ter favorecido essa percepção.

Já os menos preocupados com a possibilidade de uma notícia não ser verdadeira ou contar algum tipo de desinformação são Holanda (30%), Dinamarca (36%), Suécia (36%), Alemanha (37%) e Áustria (38%). Os autores destacaram na análise que, diferentemente dos Estados Unidos, a Alemanha passou recentemente por eleições em que a disseminação de notícias falsas não apareceu como um problema grave.

Quando tomada a amostra de forma conjunta, a média geral das pessoas consultadas pelo levantamento preocupadas com a veracidade das informações lidas na Internet ficou em 54%.

O Relatório sobre Notícias Digitais do Instituto Reuters, uma das mais importantes pesquisas do mundo sobre o tema, foi divulgado nesta semana. O levantamento fez entrevistas para identificar hábitos de consumo da população em relação a veículos de mídia e produtos jornalísticos.

Percepção
Os autores da pesquisa apontam uma percepção maior do que a realidade vivida pelas pessoas. Do total dos entrevistados, 58% disseram estar preocupados com notícias “fabricadas” mas apenas 26% conseguiram identificar casos concretos. Essa diferenciação, entretanto, não foi feita por país, não permitindo identificar se essa disparidade ocorre nas nações onde a preocupação foi maior, como no Brasil.

“Quando olhamos para os resultados do nosso estudo, descobrimos que quando consumidores falam sobre ´fake news´ eles estão preocupados também com mau jornalismo, práticas de caça de cliques e enviesamento”, argumentam os autores da pesquisa.

Providências
Mesmo assim, as pessoas consultadas colocaram a necessidade de providências sobre o assunto. Na avaliação dos entrevistados, os principais responsáveis por adotar medidas de combate às chamadas notícias falsas deveriam ser os veículos tradicionais de mídia (75%) e as plataformas digitais (71%).

Na compreensão dos autores, essa percepção estaria relacionada ao fato de muitas reclamações com foco na veracidade ou manipulação estarem relacionadas a mídias tradicionais, e não a conteúdos fabricados por sites desconhecidos.

A adoção de alguma regulação pelo Estado para atacar o problema ganhou aceitação sobretudo entre asiáticos (63%) e europeus (60%). Na Europa, a regulação do tema tem ganhado espaço. No último ano, a Alemanha aprovou uma lei que passa a responsabilidade pela fiscalização de conteúdos falsos e ilegais às plataformas. No Brasil, já há diversos projetos de lei tramitando no Congresso visando estabelecer regras sobre o tema. 

Por Jonas Valente
Com informações da Agência Brasil

Pobres do país levam nove gerações para alcançar renda média, diz OCDE

Moradora do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, pinta a bandeira do Brasil numa parede.Moradora do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, pinta a bandeira do Brasil numa parede.  AP
Uma família brasileira pode levar até nove gerações para deixar a faixa dos 10% mais pobres e chegar à de renda média do país, segundo estudo sobre mobilidade social elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nesse quesito, o Brasil só fica na frente da Colômbia e empata com a África do Sul numa lista de 30 países analisados pelo estudo O elevador social está quebrado? Como promover mobilidade social, divulgado nesta sexta-feira. Na Colômbia, são necessárias 11 gerações para que uma família alcance a renda média nacional. A organização destaca que o estudo é ilustrativo e que não deve ser levado ao pé da letra.
A percepção do brasileiro, de acordo com pesquisa da Oxfam mencionada no estudo, endossa o cenário: seis em dez cidadãos pensam que esforço não é o bastante para um pessoa que nasceu pobre alcançar uma situação de vida confortável. De acordo com o levantamento da OCDE, 35% dos filhos de pais posicionados no um quinto mais pobre do Brasil terminam a vida nesse mesmo estrato social. Além disso, apenas 7% deles chegarão a figurar entre os 20% mais ricos.
Mais pobres podem levar até 9 gerações para atingir renda média no Brasil
Por outro lado, 43% dos filhos com pais mais ricos seguirão com o mesmo nível de renda, enquanto apenas 7% deles têm chance de piorar de vida. Para se ter uma ideia da situação brasileira, a média da OCDE indica que apenas 31% do um quarto mais pobres seguem da mesma forma, enquanto 17% se elevam ao um quarto mais rico. A mobilidade social é maior em países como Estados Unidos e muito maior nos países nórdicos.
E como se acelera o elevador social no Brasil? Não há receitas milagrosas, mas algumas pistas. A OCDE sugere ao Brasil melhorar o gasto público, principalmente nas áreas de educação — com mais investimento no ensino básico — e saúde — alocando recursos para os tratamento mais importantes e para as pessoas quem mais precisem. A formação de desempregados por meio do Pronatec também é destacada pelo organismo internacional, assim como a redistribuição de renda por meio de reformas que extingam isenções e o aumento do gasto social em programas para auxiliar os cidadãos mais vulneráveis.
Apesar dos números ruins, segundo a mesma pesquisa os brasileiros que já conseguiram subir na escala social têm menos risco de piorar de vida na comparação com habitantes de países emergentes como China, África do Sul e Indonésia. E por que todos esses dados importam? Porque saber se uma geração vive melhor ou pior do que seus pais não é só uma percepção ou uma curiosidade. Também é um fator econômico chave, segundo a OCDE.
O estudo investiga o impacto de "eventos gatilhos" — como mudanças no mercado de trabalho, divórcio ou parto — na mobilidade da renda. O emprego é o principal determinante da trajetória de renda individual, mas, em vários países, "as mudanças relacionadas à família também podem desempenhar um papel muito importante". "Em particular, as mulheres são mais gravemente afetadas do que os homens por perdas de renda após o divórcio", diz o estudo. Uma rede de transferências sociais é um fator crucial para evitar a mobilidade descendente, segundo a OCDE, enquanto a mobilidade ascendente resulta principalmente da dinâmica do mercado de trabalho.

Produtividade

O conceito de mobilidade social influi na produtividade econômica de um país e na qualidade de vida de seus cidadãos. E também tem fortes implicações políticas: um alto risco de cair na escala da mobilidade e a perda de status social que isso implica não só reduz a satisfação pessoal, mas também “mina a coesão social e a sensação das pessoas de que sua voz conta, especialmente entre pessoas de rendimentos médios e baixos”. Isso, por sua vez, “reduz a confiança no sistema sociopolítico, com potenciais consequências negativas na participação democrática”. E isso, adverte o organismo com sede em Paris, “reforça os extremismos políticos ou o populismo”.
Por Rodolfo Borges  e Silvia Ayuso
Com informações do El País

Partidos receberão R$ 1,7 bilhão para campanha eleitoral, diz TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou hoje (15) que o montante total do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) será de R$ 1,716 bilhão. Criado no ano passado para regulamentar o repasse de recursos públicos entre as legendas, o fundo será repartido entre os diretórios nacionais dos 35 partidos com registro no TSE, em conformidade com as regras de distribuição estabelecidas na Resolução nº 23.568/2018, aprovada pela Corte Eleitoral no fim de maio.
Pelas regras, 98% do montante serão divididos de forma proporcional entre os partidos, levando em conta o número de representantes no Congresso Nacional (Câmara e Senado). Isso significa que as siglas que elegeram o maior número de parlamentares em 2014 e aquelas que seguem mantendo o maior número de cadeiras legislativas receberão mais recursos, com destaque para PMDB, PT e PSDB, que vão contar com cotas de R$ 234,2 milhões, R$ 212,2 milhões e R$ 185,8 milhões, respectivamente. Em seguida, aparecem o PP (R$ 131 milhões) e o PSB (R$ 118 milhões) entre as legendas beneficiadas com as maiores fatias.  
Apenas os 2% restantes (R$ 34,2 milhões) serão repartidos igualmente entre os partidos com registro no TSE, independentemente de haver ou não representação no Congresso. Nesse caso, os partidos que não contam com nenhum parlamentar no Legislativo federal receberão a quantia de mínima de R$ 980,6 mil do fundo eleitoral. 
Essas serão as primeiras eleições gerais do país na vigência da proibição de doação financeira de empresas a candidatos e partidos políticos, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em 2015. Por causa disso, os recursos do Fundo Eleitoral representam a principal fonte de financiamento da campanha.  
De acordo como o TSE, os recursos do fundo somente serão disponibilizados às legendas após a definição dos critérios para a sua distribuição interna dentro dos partidos, que devem ser aprovados, em reunião, pela maioria absoluta dos membros dos diretórios nacionais. Tais critérios devem prever a obrigação de aplicação mínima de 30% do total recebido do fundo para o custeio da campanha eleitoral de mulheres candidatas  pelo partido ou coligação. Os maiores partidos ainda não definiram de que forma vão dividir os recursos do fundo eleitoral entre os seus candidatos. 
Em seguida, os órgãos nacionais das legendas devem encaminhar ofício ao TSE indicando os critérios fixados para a distribuição do fundo. O documento deve estar acompanhado da ata da reunião que definiu os parâmetros, com reconhecimento de firma em cartório, de prova material de ampla divulgação dos critérios de distribuição, e da indicação dos dados bancários da conta corrente aberta exclusivamente para a movimentação dos recursos.
Por Pedro Rafael Vilela 
Com informações da Agência Brasil

Fortaleza bate Brasil - RS na Série B e segue 100% no Castelão

Dodô marcou o primeiro gol (Foto: Julio Caesar/ O POVO)

O Fortaleza venceu o Brasil-RS por 2 a 0 na noite desta sexta-feira, 15, no Castelão e segue com aproveitamento de 100% em casa, na Série B. Dodô e Diego Jussani marcaram os gols do Leão. O resultado fez o Tricolor chegar aos 26 pontos e abrir cinco de vantagem para o segundo colocado, o Avaí.

Com cinco modificações, o Fortaleza sentiu certa dificuldade no início da partida. Diante do um Brasil fechado, dando pouco espaço, o tricolor cearense finalizou pouco na primeira etapa, apenas cinco vezes. Se faltaram oportunidades, sobrou eficiência. De três bolas pra meta, duas entraram. 

A primeira aos 32 minutos, quando, após uma jogada pelo lado direito, Dodô experimentou chutar de fora da área e acertou o ângulo direito do goleiro Marcelo Pitol. A outra aos 41, quando edinho cobrou falta da direita e Jussani, de costas, desviou para o gol. O goleiro Xavante saiu mal e acabou facilitando. 

Depois de colocar dois gols à frente no placar, o Leão controlou a partida. Na volta do intervalo, porém, o Brasil fez pressão. Com duas alterações feitas por Clemer, o time passou a finalizar bastante, mas quase sempre errado. Ainda assim, Boeck fez pelo menos duas defesas difíceis.

O Leão também teve chance de ampliar. Numa jogada de Edinho, a bola desviou em um zagueiro e acertou o travessão na caída. Rogério Ceni abriu mão do atacante referência, Wilson, pra colocar Wesley e já havia sacado Marcinho, que teve atuação discreta (bem como todos os substitutos escalados) e colocado João Henrique, mas o terceiro gol não saiu. 

Com o placar, o Fortaleza reencontrou o caminho das vitórias já que há duas partidas não triunfava. O próximo desafio será diante do Oeste, no sábado, 23, novamente no Castelão. 

Com informações do O Povo

15 de junho de 2018

Estado Islâmico ameaça cometer atentado na Copa da Rússia

Estado IslâmicoMilitante do Estado Islâmico na Síria Foto: Manu Brabo/AP

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) voltou a fazer ameaças contra a Copa do Mundo na Rússia. Em um novo vídeo, os terroristas prometem "um massacre como nunca visto". A mensagem foi publicada em vários canais e chats extremistas nesta quinta-feira (15), um dia após a abertura do Mundial, com uma partida em Moscou entre Rússia e Arábia Saudita.

No vídeo, o Estado Islâmico diz que pretende se "vingar" da Rússia e do presidente Vladimir Putin devido ao envolvimento em operações contra o grupo terrorista na Síria. O vídeo se conclui com imagens panorâmicas dos estádios, como o de Sochi, sendo atingidos por explosões à bomba provocadas por drones.

Especialistas internacionais em contraterrorismo acreditam que o vídeo não passe de uma fantasia, mas alertam para o risco de "lobos solitários" seguirem os chamados do Estado Islâmico e agirem na Rússia.De acordo com Rita Katz, da agência SITE, jihadistas do EI têm postado nas últimas horas campanhas incitando ataques na Rússia e dando instruções detalhadas para atentados em restaurantes, shoppings centers e áreas de pedestres.

"Diante de várias derrotas militares na Síria e no Iraque, o Estado Islâmico está desesperado por atenção e tentando intimidar o público. Dito isso, faz sentido que eles lancem ameaças contra a Copa do Mundo", disse Katz.

Esta não é a primeira vez que o Estado Islâmico ameaça cometer atentados durante a Copa do Mundo. Em 2014, no Brasil, eles também pediram que os jihadistas agissem. Já o governo de Moscou diz há anos que teme que terroristas russos que deixaram o país para lutar pelo EI na Síria retornem e cometam atentados.

Com informações do Estadão

Em duelo de opostos, Fortaleza tenta recuperar ritmo diante do Brasil de Pelotas

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Após a perda da invencibilidade na última rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, para o São Bento, fora de casa, o líder Fortaleza recebe o Brasil de Pelotas e tenta reencontrar a vitória e evitar que chegue na terceira partida sem vencer. Nesta sexta-feira (15), mesmo sem pressão, o time de Rogério Ceni quer aproveitar o mando de campo, na Arena Castelão, para manter a vantagem na ponta.

Foram nove rodadas invicto, mas mesmo após sofrer sua primeira derrota, o Fortaleza segue isolado na liderança mas precisa ficar de olho no Brasil de Pelotas, que ameaçado pela zona da degola, precisa vencer de qualquer jeito. Para completar, o técnico Ceni sofre com desfalques para montar o time para sexta. São quatro baixas confirmadas. Além de Bruno Melo, Derley e Marlon, que estão suspensos pelo terceiro cartão amarelo, Tinga não terá condições de jogo devido lesão na coxa direita. Para a vaga do lateral direito, Pablo é o favorito na disputa com Felipe. Ainda existe a dúvida no ataque com o artilheiro da série B, Gustavo, que ainda não é certeza para o Tricolor.

O Brasil, que encabeça a zona de rebaixamento, procura a sua terceira vitória na competição, para deixar a posição incômoda. São três jogos sem vencer e apesar do favoritismo tricolor, Welinton Junior acredita que o Brasil de Pelotas pode surpreender. ”Futebol é resolvido dentro de campo e, apesar da situação do Fortaleza ser melhor que a nossa, nada impede de conseguirmos uma vitória. Podemos surpreender, só depende de nós. Temos que fazer um jogo equilibrado e manter a atenção durante os 90 minutos”, concluiu.

FICHA TÉCNICA
FORTALEZA X BRASIL DE PELOTAS 

Local: Estádio Castelão, em Fortaleza (CE)
Data: 15 de junho de 2018, sexta-feira
Horário: 19h15 (Brasília)
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Assistentes: Marcio Eustáquio Santiago e Celso Luiz da Silva (MG)

FORTALEZA: Marcelo Boeck, Pablo (Felipe), Diego Jussani, Ligger e Leonan; Jean Patrick, Felipe (Anderson Uchôa), Dodô e Marcinho; Edinho e Wilson (Gustavo)
Técnico: Rogério Ceni

BRASIL DE PELOTAS: Marcelo Pitol, Éder Sciola, Leandro Camilo, Rafael Dumas, William Machado; Leandro Leite, Itaqui, Calyson, Toty, Lourency; Luiz Eduardo
Técnico: Clemer

Com informações da Gazeta Esportiva

14 de junho de 2018

Copa da Rússia chegou e Brasil ainda não terminou 41 obras de 2014

Canteiro de obras do VLT, previsto para a Copa 2014, mais ainda longe da conclusão na véspera da Copa da RússiaCanteiros abandonados ficam em avenidas importantes da região metropolitana de Cuiabá.

Em dezembro de 2013, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) lançou um apelido que acabou pegando: o Brasil realizaria a "Copa das Copas" em 2014, disse a petista. Torcedora do Atlético Mineiro, Rousseff também elogiou o escrete canarinho, que seria "forte" e "cheio de novos craques geniais". O fim da história dentro de campo é conhecido: no dia 8 de julho, a Seleção Brasileira sofreu a famosa derrota de 7 a 1 para o time da Alemanha, em Belo Horizonte.

A derrota no estádio do Mineirão ficou na memória coletiva dos brasileiros. Mas há um outro "7 a 1" cujos efeitos são sentidos até hoje: a um dia do início da Copa da Rússia, dezenas de obras planejadas para o mundial de futebol de 2014 continuam inconclusas em 10 das 12 cidades que sediaram jogos naquele ano. Baseada em dados de governos estaduais, prefeituras e da Controladoria-Geral da União (CGU), a BBC News Brasil encontrou pelo menos 41 obras ainda inacabadas, paralisadas ou mesmo abandonadas.

Na maioria, são obras viárias e de mobilidade urbana: viadutos, ampliação de avenidas, trens de superfície (VLTs) e corredores de ônibus (BRTs). Há também três aeroportos cujas obras de ampliação ainda não foram concluídas, nas cidades de Salvador (BA), Cuiabá (MT) e Belo Horizonte (MG).

As obras inconclusas da Copa de 2014 vivem várias realidades diferentes. A maior parte foi interrompida ou está em andamento. Algumas foram totalmente abandonadas e não há previsão de quando (e se) serão retomadas.

Há construções nos quais o dinheiro público já foi gasto em estudos e primeiras instalações, antes de a ideia ser completamente abandonada. Em Brasília, a construção de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) chegou a ser iniciada, ligando o aeroporto ao centro da cidade. R$ 20 milhões foram investidos, mas o projeto acabou deixado de lado (leia mais detalhes abaixo).

Não dá para dizer que as cidades não tiveram tempo para planejar e executar as demandas: em 13 de janeiro de 2010, o então ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB) assinou a primeira versão da Matriz de Responsabilidade da Copa - o documento também foi subscrito pelos prefeitos das 12 cidades que sediaram o evento, além dos governadores. A Matriz trazia a relação das principais obras: estádios, reforma de aeroportos, etc., além do montante a ser investido pelas esferas de governo (prefeituras, Estados e União).

O levantamento da BBC News Brasil leva em conta tanto as obras que estavam na Matriz quanto aquelas que foram prometidas por prefeituras e governos para a Copa - mesmo as que não integraram o documento, ou foram removidas da versão final.

Para tentar agilizar as obras da Copa, o governo também criou o chamado "Regime Diferenciado de Contratação", o RDC. Polêmica, a medida reduzia as regras e diminuía o rigor exigido no processo de licitação de uma obra pública. Por exemplo: em vez de ter de entregar às empresas que disputariam a licitação um projeto detalhado, com todos os custos, o governo passou a poder entregar só um "anteprojeto de engenharia".

A maioria dos projetos era de responsabilidade das prefeituras e governos estaduais - alguns deles com financiamento do governo federal. As administrações alegam uma série de problemas que atrapalharam a conclusão como falta de dinheiro, interdições da Justiça, problemas de licitação e abandono das obras por parte das construtoras.

São Paulo e Rio de Janeiro não entram na lista porque concluíram as obras prometidas, mesmo que com atraso. Uma dos projetos ventilados para a capital paulista era a linha 17 do metrô, um monotrilho. Ele ligaria o aeroporto de Congonhas ao estádio do Morumbi. No entanto, com a construção do Itaquerão como estádio-sede do evento, o modal saiu dos itens prometidos para 2014 - ele segue em construção até hoje.


Por André Shalders, Leandro Machado e Luiza Franco

Rússia goleia Arábia Saudita na abertura da Copa

Russia goleada Arabia abertura copa do mundoGazinskiy (à esquerda) abriu o caminho para a goleada russa em Moscou.  REUTERS

Rússia goleou a Arábia Saudita por 5 a 0 na primeira partida da Copa do Mundo Rússia 2018, nesta quinta-feira, no estádio Luzhniki, em Moscou. Gazinskiy, Cheryshev (duas vezes), Dzyuba e Golorin marcaram na estreia. Antes do jogo, a cerimônia de abertura do Mundial teve os cantores Robbie Williams e Aida Garifullina, além da presença do ex-jogador Ronaldo.

Logo aos 11 minutos, Gazinskiy marcou, de cabeça, o primeiro gol da Copa, abrindo o placar para os russos. A Arábia Saudita teve mais posse de bola no restante da primeira etapa, mas sem efetividade, enquanto a Rússia, do jogador brasileiro naturalizado Mario Fernandes, chegava nos contra-ataques. Em um deles, aos 43 minutos, Cheryshev ampliou depois de driblar dois zagueiros sauditas dentro da área. No segundo tempo, os russos continuaram aproveitando a apatia da Arábia para transformar em goleada: Dzyuba fez de cabeça aos 26 minutos, Cheryshev ampliou em belo gol de trivela e Golorin fechou o 5 a 0 com gol de falta, já nos acréscimos.

A vitória arrancou sorrisos até do presidente Vladimir Putin, que acompanhou o jogo nas tribunas ao lado de Gianni Infantino, presidente da FIFA, e Mohammad bin Salman, príncipe da Arábia Saudita. Com três pontos e um ótimo saldo, a Rússia sai na frente do Grupo A, que terá Uruguai x Egito amanhã, às 9h (horário de Brasília).

Por Diogo Magri
Com informações do El País

Por 6 votos a 5, STF impede conduções coercitivas para interrogatório

Plenário do STF debate constitucionalidade de conduções coercitivasPlenário do STF debate constitucionalidade de conduções coercitivas - Rosinei Coutinho/SCO/STF

Por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (14) impedir a decretação de conduções coercitivas para levar investigados e réus a interrogatório policial ou judicial em todo o país.

A decisão confirma o entendimento individual do relator do caso, ministro Gilmar Mendes, que concedeu, em dezembro do ano passado, liminar para impedir as conduções, por entender que a medida é inconstitucional. Também ficou decido que as conduções que já foram realizadas antes do julgamento não serão anuladas.

A Corte julgou definitivamente duas ações protocoladas pelo PT e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A legenda e a OAB alegaram que a condução coercitiva de investigados, prevista no Código de Processo Penal, não é compatível com a liberdade de ir e vir garantida pela Constituição. Com a decisão, juízes de todo o país estão impedidos de autorizar conduções coercitivas para fins de interrogatório.

As ações foram protocoladas meses depois de o juiz federal Sérgio Moro ter autorizado a condução do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para prestar depoimento na Polícia Federal, durante as investigações da Operação Lava Jato. O instrumento da condução coercitiva foi usado 227 vezes pela força-tarefa da operação em Curitiba desde o início das investigações.

Votos

Votaram contra as conduções os ministros Gilmar Mendes, Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Celso de Mello. Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, e a presidente, Cármen Lúcia, se manifestam a favor.

O julgamento começou na semana passada e durou três sessões. Na sessão desta tarde, Ricardo Lewandowski votou pela inconstitucionalidade das conduções e disse que tradição garantista do STF não é novidade e sempre foi construída a partir de casos que envolviam pessoas pobres. 

"Voltar-se contra conduções coercitivas para depor sem prévia intimação e sem a presença de advogado, claramente abusivas, nada tem a ver com a proteção de acusados ricos e nem com tentativa de dificultar o combate a corrupção, que todos queremos ver debelada”, afirmou.

Marco Aurélio também afirmou que a condução não é compatível com a Constituição. "Não há dúvida que a condução coercitiva implica cerceio à liberdade de ir e vir. Ocorre mediante a ato de força, praticado pelo Estado em razão de um mandado”, argumentou.

Decano na Corte, Celso de Mello sustentou que o investigado tem o direito de não ser obrigado a não cooperar com a investigação. "Se revela inadmissível, sob a perspectiva constitucional, a condução coercitiva do investigado, do suspeito ou do réu, especialmente, se analisar a questão da garantia do processo legal e da prerrogativa contra a autoincriminação", afirmou o ministro. 

Última a votar, a ministra Cármen Lúcia afirmou que as conduções coercitivas não colidem com a Constituição. Segundo ela, reconhecer que a medida é inconstitucional tiraria do juiz uma de suas competências dentro do processo penal. "Mesmo quem não acompanha o ministro relator em seu voto, não põe em dúvida absolutamente a necessidade de respeito absoluto e integral dos direitos fundamentais. O que se tem aqui é uma interpretação distinta quanto à compatibilidade ou não do instituto da condução coercitiva com os direitos fundamentais", disse. 

Ao final da sessão, Gilmar Mendes voltou a manifestar e rebateu indiretamente as sustentações dos ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. Na sessão de ontem, ambos citaram que as conduções passaram a ser questionadas após as investigações chegarem a “pessoas poderosas”.

"Essas garantias militam em favor de todos, militam em favor da cidadania. Não venhamos aqui fazer discurso de que esse é o benefício do rico ou benefício do pobre. Nada disso”, afirmou.

OAB

Durante os primeiros dias de julgamento, o representante da OAB, advogado Juliano Breda, disse que a entidade entrou com ação no Supremo por entender que a condenação só pode ocorrer em caso de descumprimento de intimação para o investigado prestar depoimento. Segundo o advogado, as conduções só foram decretadas pelas investigações da Lava Jato em Curitiba, e não há previsão legal para conduzir o investigado para prestar depoimento. 

PGR 

O vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, defendeu as conduções, afirmando que ninguém está acima da lei e "ninguém está abaixo da lei". Durante sua sustentação, o procurador Luciano Maia reconheceu que existem casos de arbitrariedade, mas entendeu que isso não significa que a condução coercitiva seja incompatível com a Constituição. "Não pode haver uma condução coercitiva para execrar, para intimidar".

Por André Richter 
Com informações da Agência Brasil