28 de julho de 2018

Éderson celebra gol na estreia e agradece oportunidade no Fortaleza

Depois da vitória por 3 a 0, o estreante Éderson falou sobre o gol na estreia e pela oportunidade de ajudar o Fortaleza a conquistar um triunfo fora de casa e continuar isolado como líder da Série B do Campeonato Brasileiro.

“É bom começar fazendo gol, ainda mais com uma assistência. Vitória importante que nos motiva ainda mais a continuar forte em busca dos nossos objetivos. Agradeço a comissão e a diretoria que confiaram no meu trabalho e me deram essa oportunidade”, disse.

Agora, o Fortaleza soma 34 pontos e abre três pontos de diferença para o segundo colocado CSA. Na próxima rodada, o Tricolor encara o Coritiba, às 16h30min do próximo sábado, 4, na Arena Castelão.

Com informações do O Povo

Fortaleza derrota Juventude fora de casa e encerra jejum de vitórias

Na tarde deste sábado, o Fortaleza visitou o Juventude, no Estádio Alfredo Jaconi, em partida válida pela 18ª rodada do Brasileiro Série B, e venceu por 3 a 0. A equipe dirigida por Rogério Ceni voltou a vencer depois de quatro partidas, com duas derrotas e dois empates, e permanece com sobra na liderança da competição. Já os gaúchos, que vinham de duas vitórias seguidas, perderam e não conseguem se aproximar do G4.
O time mandante começou o primeiro tempo melhor e pressionou o Fortaleza, porém não conseguiu abrir o placar. Nas únicas duas oportunidades que os visitantes tiveram na etapa, balançaram as redes. O zagueiro Adalberto, em seu 100º jogo pelo Leão, abriu o placar para os visitantes e o atacante Éderson, estreante do dia, marcou o segundo do Tricolor do Pici.
Na segunda etapa, Julinho Camargo colocou seu time para frente e o Juventude teve boas oportunidades, porém não conseguiu descontar. Por conta da ofensividade, o time deixou algumas brechas para o Fortaleza contra-atacar. Os visitantes tiveram grandes chances e ainda contaram com a expulsão do goleiro adversário Matheus Cavichioli. Com as três alterações já feitas, coube a Matheus Bertotto assumir a meta do time Jaconero. No minuto seguinte, a equipe de Rogério Ceni fez o terceiro, com Getterson, e matou a partida.
Com este resultado, o Fortaleza segue na liderança da Segundona e chega aos 34 pontos. Já o Juventude cai para a 13ª colocação, com 24 pontos, e ainda está ameaçado pelo rebaixamento.
Na 19ª rodada, o Fortaleza recebe o Coritiba, o próximo sábado, às 16h30 (de Brasília), no Estádio Castelão. Já o Juventude visita o CSA, na sexta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Rei Pelé.
Com informações da Gazeta Esportiva

Ceará derrota o Fluminense, consegue segunda vitória e deixa lanterna

Com um gol marcado por Leandro Carvalho no primeiro tempo, o Ceará derrotou o Fluminense por 1 a 0, em partida disputada na tarde deste sábado, no estádio Presidente Vargas, em jogo que marcou a abertura da 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado fez o Alvinegro cearense chegar aos 11 pontos ganhos e deixar a última colocação para o Atlético Paranaense que ainda joga nesta rodada. O Fluminense viu o treinador Marcelo Oliveira perder a invencibilidade depois de três partidas. O Tricolor das Laranjeiras soma 21 pontos ganhos e ocupa a nona colocação.
O resultado fez justiça ao time dirigido por Lisca que foi sempre mais organizado do que o adversário. O time cearense soube aproveitar a oportunidade para definir o jogo e depois soube segurar a pressão da equipe carioca. O Fluminense fez um primeiro tempo muito fraco e não conseguiu melhorar na etapa final, mesmo com as mudanças efetuadas pelo seu treinador.
Na próxima rodada, o Ceará vai visitar o Paraná, em Curitiba. O Fluminense vai receber o Bahia, no Maracanã.
Com informações da Gazeta Esportiva

"Cada vez mais casais se formam depois dos 50 anos", diz especialista

"Cada vez mais casais se formam depois dos 50 anos", diz especialista
Avivah Wittenberg-Cox é autora do livro Late Love: e se o melhor ainda estivesse por vir?, lançado pela norte-americana Paperback em 2018. Traduzido para o francês e ainda sem previsão de lançamento em português no Brasil, a publicação investiga uma série de casais que encontraram o amor depois dos 50 anos, ou mais tarde, na chamada terceira idade. Entrevistada pela RFI, a autora propõe o rompimento de paradigmas e tabus sobre a possibilidade de realização pessoal e amorosa na maturidade e avisa: “O segredo é se libertar do olhar dos outros”.
Aos 49 anos, Avivah Wittenberg-Cox se divorciou e recomeçou a vida ao lado de outro companheiro, uma imagem que ela gosta de usar para ilustrar a possibilidade de ser feliz no amor na maturidade. Mas o episódio da vida pessoal da autora antecipa também as estatísticas do International Longevity Center, no Reino Unido, que provam que, se o número de divórcios após os 60 anos aumentou em 85%, na Inglaterra e no País de Gales, o número de quem vive sozinho depois dos 70 anos diminuiu significativamente, o que mostra que novos casais se formam na terceira idade.
“O estilo de vida dos cinquentões de ambos os sexos se aproxima cada vez mais de jovens adultos de 20 anos. Geralmente, em ambas as faixas etárias não existe mais criança pequena para tomar conta, e podemos aprender, viajar”, afirma Wittenberg-Cox, consultora de gestão humana no ambiente de negócios e uma ativista reconhecida da diversidade de gênero no trabalho.
Aumento da longevidade
“O aumento da longevidade reconfigurou toda a viagem”, explica. “Hoje percebemos que, aos 50 anos, temos ainda um longo caminho pela frente, e começamos a nos perguntar como queremos viver pelas próximas três décadas, ao menos. Percebemos que tudo não acabou, ao contrário, está apenas (re)começando”, aponta a autora de Late Love. “É uma tendência mundial, que acontece também a partir do aumento da emancipação feminina, da participação feminina em lugares de poder”.
“É claro que esse dado varia entre países, mas também no contexto brasileiro as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho, mesmo que seja de maneira mais lenta, mas elas começaram a se emancipar. Claro que não falo de todas as mulheres, mas especialmente daquelas que trabalharam toda sua vida, que se tornaram financeiramente independentes e que tiveram um certo grau de educação. Estas mulheres começam a tomar as rédeas de sua vida pessoal, do seu corpo”, diz Wittenberg-Cox. “Aprendemos a envelhecer com qualidade quando nos libertamos do olhar da sociedade sobre nossa aparência física, é quando começamos a nos tornar nós mesmos”.
Para a autora, conseguir escapar dos paradigmas sociais é fruto de um trabalho interno. “Uma das consequências do aumento da longevidade no mundo é que este vício de juventude eterna tem diminuído. Começa-se a apreciar o processo de envelhecimento como uma possibilidade”, acredita. “Ao contrário de seus pais, quem hoje tem de 50 ou 60 anos possui vitalidade, um aspecto mais jovem, mantêm o corpo em boas condições. Não é uma nova juventude, mas terminamos as atividades da primeira parte da vida adulta, e partimos mais livres para a segunda, é uma outra perspectiva”, diz a consultora.
As vantagens do amor na maturidade
“Acredito que, aos 30 anos, procuramos inconscientemente um(a) parceiro(a) para a primeira parte da vida adulta, que tem a ver com uma criação de si mesmo, de papeis, de família, de posição social”, analisa a autora. Depois dos 60 anos, Cox acredita que não importa se estas conquistas foram alcançadas ou não, mas o norte da bússola muda de direção. “Nos voltamos para questões mais profundas, para aqueles parceiros de quem seremos cúmplices e com quem teremos um verdadeiro prazer em passar o tempo”, detalha, dizendo que “às vezes pode ser o mesmo parceiro, que evolui conosco, às vezes não, mudamos de rota”.
Com informações da Carta Capital

Escolha de vice mobiliza negociações políticas em corrida presidencial

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Há pouco tempo sem muita atenção dos partidos, a escolha do vice virou um dos elementos centrais nas eleições presidenciais de 2018. Até o momento, somente o PSOL e o PSTU lançaram chapas completas na corrida presidencial. Paulo Rabello de Castro (PSC), Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT), já confirmados em convenções nacionais, Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (PMDB), ainda na condição de pré-candidatos, correm atrás de nomes capazes de ampliar suas bases e levá-los ao segundo turno do pleito.
Disputado por sua condição de empresário, Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar, morto em março de 2011, é o mais cortejado. Já foi cogitado para ser companheiro de chapa do petista Luiz Inácio Lula da Silva – posto que seu pai ocupou nos dois mandatos do ex-presidente no Palácio do Planalto –, de Ciro e de Alckmin. A família, especialmente a mãe Mariza Gomes da Silva, resiste.
Alckmin chegou a se reunir com o empresário, mas Josué Gomes recusou oficialmente o convite. Os tucanos agora garimpam no Centrão – grupo político integrado pelo DEM, PP, PR, PRB e SD – um nome para compor a chapa presidencial. Surgem como opções Ana Amélia Lemos (PP-RS), Aldo Rebelo (SD-SP) e Mendonça Filho (DEM-PE), com maiores chances para os dois últimos nomes. Nas últimas horas, ganhou força a vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho (PP).
Para o cientista político David Fleischer, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), os partidos buscam nomes que agreguem apoio não só de outras legendas, mas também de setores representativos da sociedade. "Vemos o PSDB falando em escolher uma mulher. Vemos o nome da senadora Ana Amélia, uma jornalista, bem articulada. É assim, precisa ser um nome com aval dos partidos, da coligação, mas que some apoio e seja bem articulado para defender a chapa", argumentou.
Nessa busca frenética, nos bastidores da pré-campanha tucana, surgiu o nome do senador Álvaro Dias (PR), pré-candidato a presidente pelo Podemos, cuja convenção nacional está marcada para 4 de agosto, em Curitiba. Dias rechaçou a possibilidade de aliança com o PSDB.
Outro pré-candidato cogitado para compor a chapa de Alckmin foi Henrique Meirelles (MDB). Tanto Meirelles como o MDB rejeitaram a possibilidade, e hoje a tendência é que o partido dispute a eleição presidencial sem coligação e busque entre os filiados o vice do ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central.
A pré-candidata a presidente pelo PCdoB, Manuela D'Ávila, é disputada entre os partidos de esquerda. Tanto o PDT quanto o PT gostariam de tê-la como vice. Manuela tem repetido que sua candidatura será mantida, mesmo que não haja unidade da esquerda.
O PT e o PDT também disputam o PSB, que deixou para o último dia de convenções (5 de agosto) a decisão sobre a eleição presidencial. No PSB, ainda há quem acredite que Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, possa reavaliar a decisão e voltar à corrida presidencial.
"O PT vive uma situação atípica, pois não sabe se o ex-presidente Lula poderá concorrer. Então, terá que escolher um vice do próprio partido que possa assumir a cabeça da chapa", avaliou o cientista político Leonardo Barreto. "Além disso deixar o PCdoB e o PSB em stand by para eventualmente indicar o vice. É uma situação complexa", completou.
Bolsonaro, candidato pelo PSL, já recebeu pelo menos três nomes: do senador Magno Malta (PR-ES), do general da reserva Heleno Pereira e da advogada Janaina Paschoal. Ligados ao partido, o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança e o astronauta Marcos Pontes também estão cotados para compor a chapa.
A Rede ainda não homologou a candidatura de Marina Silva, mas já há especulação sobre quem será o vice. Os mais citados são Eduardo Bandeira de Melo, presidente do Flamengo, e Miro Teixeira, deputado federal. O PSOL formou uma chapa puro sangue, com Guilherme Boulos e Sônia Guajajara, mas terá o apoio do PCB. Sem aliança, o PSTU disputará a eleição presidencial com Vera Lúcia e Hertz Dias.
Segundo Barreto, as articulações dos candidatos a vice-presidente estão ganhando destaque este ano devido também ao encurtamento do calendário eleitoral. "Antes esse debate ocorria no primeiro semestre. Neste ano, acabou a Copa do Mundo, começaram as convenções, e os vices ainda não estavam escolhidos."
Por Luiza Damé 
Com informações da Agência Brasil

Brasil tem dificuldade de atrair jovens para a carreira de professor

sala de aula

O Brasil, assim como outros países da América Latina, tem dificuldade em atrair jovens talentosos para a carreira de professor. Essa é uma das conclusões do estudo Profissão Professor na América Latina - Por que a docência perdeu prestígio e como recuperá-lo?, divulgado hoje (27) pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
No Brasil, apenas 5% dos jovens de 15 anos pretendem ser professores da educação básica, enquanto 21% pensam em cursar engenharia. No Peru, o índice dos que pretendem optar pela docência é de menos de 3%, contra 32% que querem se tornar engenheiros. Por outro lado, em países onde a profissão é mais valorizada, o interesse tende a ser maior, como na Coreia do Sul, onde 25% dos jovens têm a intenção de lecionar, e na Espanha, onde o índice chega a quase 20%.
Entre as razões para o desinteresse para atuar na educação básica estão, segundo a pesquisa, os baixos salários. “Mesmo nos últimos anos, após uma década de incrementos nos salários dos professores, eles continuam a ganhar consideravelmente menos do que outros profissionais”, enfatiza o texto.
A partir  dos dados das pesquisas domiciliares no Brasil, Chile e Peru, o estudo do BID mostra que os educadores ganham cerca da metade da remuneração de profissionais com formação equivalente. No Equador, a diferença é menor, mas os professores ainda recebem 77% da remuneração de outras áreas. No México, os vencimentos dos trabalhadores da educação é de 83% dos de outros ramos.

Falta de infraestrutura

Além da questão financeira, o estudo aponta para as condições de trabalho como razão do desinteresse dos jovens pela docência. “Muitas vezes a infraestrutura das escolas latino-americanas é deficiente em relação a equipamentos e laboratórios e até mesmo em termos de serviços básicos”, ressalta o documento.
O estudo menciona as informações levantadas pelo Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação em 2013 sobre escolas de 15 países latino-americanos, incluindo o Brasil. Na ocasião, foi constatado que 20% dos estabelecimentos de ensino não tinham banheiros adequados, 54% não tinham sala para os professores e 74% não contavam com laboratório de ciências.

Desinteresse

O estudo aponta ainda que muitos jovens acabam seguindo a carreira docente “por eliminação, não por vocação”. Recuperando dados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2008, a pesquisa destaca que, à época, 20% dos estudantes de ensino superior com foco no magistério haviam feito a opção para ter uma alternativa caso não conseguissem outro emprego e 9% por ser a única possibilidade de estudo perto de casa.
“Ser professor na América Latina não é uma carreira atraente para jovens talentosos do ponto de vista acadêmico. Não se pode ignorar o fato de que muitos futuros professores decidem frequentar um curso de carreira docente exatamente por ser uma carreira mais acessível no aspecto acadêmico, e não necessariamente por terem uma vocação pedagógica”, analisa o estudo.

Reflexos

Esse problema tem, junto com outros fatores, reflexos no desempenho dos estudantes. Os dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), citados pela pesquisa, mostram, por exemplo, que os conhecimentos em leitura, matemática e ciências dos jovens de 15 anos da região está dentro dos 40% dos com pior resultado entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O percentual dos estudantes que não atingem o nível básico das competências é mais do que o dobro da média da OCDE.
Por Daniel Mello 
Com informações da Agência Brasil

Juventude x Fortaleza - Há quatro jogos sem vencer, Leão pega adversário embalado

Depois de uma longa sequência sem vitórias, o Juventude parece ter se encontrado. Vindo de duas vitórias seguidas, o time receberá no estádio Alfredo Jaconi o líder Fortaleza, às 16h30 deste sábado, pela 18ª rodada da Série B. Apesar da primeira colocação, o clube cearense não vence há quatro rodadas.
O Fortaleza lidera com 31 pontos, mas a vantagem para o vice-líder CSA é de apenas um. Com duas derrotas e dois empates nos últimos quatro jogos, o Leão precisa vencer sob risco de perder a liderança.
MUDANÇAS NO JUVENTUDE
O Juventude terá um desfalque importante para este sábado. O atacante Elias, autor do gol diante da Ponte Preta, não treinou e é ausência certa. O jogador foi substituído por sentir dores no tornozelo direito. Guilherme Queiróz deve ser o substituto.
O zagueiro Fred também não participou de todas as atividades e pode ser poupado. O volante Jair também é outro atleta desgastado fisicamente que pode desfalcar o Juventude. Com isso, a zaga deve ser formado por Rafael Bonfim e Micael.
FORTALEZA REFORÇADO
Recém-contratado como reforço do Fortaleza, o atacante Ederson, ex-Atlético-PR, teve seu nome publicado no Boletim Informativo Diário da CBF e pode fazer sua estreia no duelo contra o Juventude. O jogador, inclusive, viajou com o time para Caxias do Sul.
Ederson deve começar o jogo como titular, já que Wilson está suspenso e Getterson não tem agradado. A outra mudança é em cima de Dodô, outro que está fora pelo terceiro cartão amarelo. Sendo assim, Marlon será deslocado para a criação e Derley aparecerá como novidade na equipe de Rogério Ceni.
"Estou pronto para ajudar o Fortaleza. Sou atacante e vivo de gols. É isso que vim fazer aqui. Para isso, vou me dedicar muito. Estamos com a ambição de voltar à Série A e vamos atrás desse objetivo. Se o Rogério quiser contar comigo, estou preparado. Só depende dele", disse Ederson.
JUVENTUDE E FORTALEZA
18ª rodada
Data: 28/07/2018
Horário: 16h30
Local: Alfredo Jaconi - Caxias do Sul (RS)
Árbitro: Wanderson Alves de Sousa - MG
Assistentes: Marconi Helbert Vieira - MG e Celso Luiz da Silva - MG
Juventude-RS
Matheus Cavichioli, 
Felipe Mattioni, Rafael Bonfim, Micael e Pará; 
Bertotto e Diones; Denner (Bruno Ribeiro), Leandro Lima e Tony; Guilherme Queiróz
Técnico: Julinho Camargo

Fortaleza-CE
Marcelo Boeck; 
Tinga, Diego Jussani, Roger Carvalho e Adalberto; 
Nenê Bonilha, Derley, Felipe, Marcinho, Dodô e Marlon; 
Ederson.
Técnico: Rogério Ceni

Com informações do Futebol Interior

Lei estabelece multa para quem passar trote à PM, Samu e Bombeiros no Tocantins

Serviço Integrado de Operaçõesdisse que  recebe cerca de 3 mil trotes por mês (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)Serviço Integrado de Operaçõesdisse que recebe cerca de 3 mil trotes por mês (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Quem passar trote à Polícia Militar, ao Corpo de Bombeiros e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vai ser multado em até dois salários mínimos. É o que estabelece uma lei sancionada pelo governador Mauro Carlesse e publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (27). Ela entra em vigor num prazo de 90 dias.

O objetivo é inibir a prática que atrapalha os serviços de socorro e segurança. A norma se aplica aos assinantes ou responsáveis pela linha telefônica que acionar os serviços de emergência de forma indevida, com má-fé, que não tenha como objetivo o atendimento solicitado ou a situação real do que for informado.

Segundo estabelece a lei, quando o proprietário da linha telefônica ou o responsável pela ligação for identificado, será enviado relatório ao órgão estadual competente, que fará o auto de infração e encaminhará a multa ao endereço da pessoa.

O responsável terá um prazo de 30 dias para apresentar defesa por escrito ao órgão competente, que poderá cancelar a multa a depender da situação.

A prática já é prevista no Código Penal, que estabelece pena de detenção de um a seis meses ou multa para quem interrompe ou perturba o serviço telefônico.

O trote atrapalha o trabalho dos serviços de emergência. No início do ano, o Sistema Integrado de Operações, que é composto pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Guarda Metropolitana, disse que registrou aumento no número de trotes em Palmas. São cerca de 3 mil ligações indevidas por mês.

Com informações do G1 Tocantins

Descansado, Ceará aposta em quatro estreias para tentar surpreender Fluminense

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Como não entrou em campo na última rodada, o Ceará conseguiu trabalhar a semana toda. Com tempo, o técnico Lisca aproveitou para testar quatro estreantes no time titular, contratados recentemente. Edinho, Jown Cardona, Juninho Quixadá e Leandro Carvalho devem estrear neste sábado, às 16 horas, contra o Fluminense. A pedido dos próprios jogadores, o estádio Presidente Vargas (PV) vai estar mais uma vez lotado.
“Vamos adiantar um pouco o time, entrar mais no campo do adversário e pressionar mais, pois temos a necessidade do resultado. Jogar à tarde é um horário bom. O torcedor nos apoia muito e está ansioso para ver as estreias e a maneira nova do time jogar”, avaliou o técnico Lisca. Durante a semana ele trabalhou o time com três atacantes, mas voltou atrás e Jown Cardona deve começar mais recuado, no meio-campo.
Mesmo com 19 gols sofridos em apenas 14 jogos, Lisca mais uma vez não vai mexer com o sistema defensivo. Ele tem apostado na sequência de jogos para ganhar entrosamento. As principais mudanças estão no meio-campo, com as entradas de Edinho e Juninho Quixadá. Na frente, Leandro Carvalho faz a dupla de ataque com Arthur.
Segundo Lisca o time ganhou mais consistência e regularidade. Venceu o Sport, por 1 a 0, e perdeu pelo mesmo placar para o Internacional no fim de semana passado. Com oito pontos ainda é o lanterna da competição.
Neste sábado, o time cearense entrará em campo descansado porque não jogou no meio de semana. Sua partida válida pela 15ª rodada, contra o Bahia foi adiada para o dia 29 de agosto por falta de datas no calendário nacional.
Com informações da Istoé

26 de julho de 2018

Sampaio Corrêa confirma técnico Paulo Roberto Santos para o lugar de Roberto Fonseca

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A direção do Sampaio Corrêa confirmou na manhã desta quinta-feira que Paulo Roberto Santos será o técnico da equipe para a sequência da Série B do Campeonato Brasileiro. Um dia antes Roberto Fonseca deixou o clube depois de completar sete jogos sem vencer, e na vice-lanterna da competição, com apenas 16 pontos. No começo do mês sagrou-se campeão da Copa do Nordeste em cima do Bahia.

O novo treinador é um desejo antigo do clube maranhense, que já tentou a contratação há alguns meses. O acerto já era quase certo em São Luís, mas ainda faltavam detalhes. Paulo Roberto recusou negociar enquanto Roberto Fonseca ainda estivesse no cargo, em respeito ao colega. Mas, assim que o treinador foi desligado, as conversas caminharam rapidamente. Ele depende da regularização no Boletim Informativo Diário (BID), mas ainda não deve estrear no sábado, às 21 horas, contra o Boa, em Varginha (MG).

Paulo Roberto estava sem clube desde o final de junho, quando deixou o São Bento. Ele vinha de uma longa sequência invicta: com 13 jogos sem perder e brigando por uma vaga no G4 - a zona de acesso à primeira divisão. Mas, após a derrota por 1 a 0 para o Londrina, se desentendeu com o presidente Márcio Rogério Dias no vestiário do estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, e acabou desligado do cargo. Agora ele tem a dura missão de tirar o Sampaio Corrêa da zona de rebaixamento.

Com 57 anos, o grande trabalho de Paulo Roberto Santos foi o São Bento de Sorocaba. O treinador assumiu em 2014 ainda na Série A2 do Campeonato Paulista e, com quase quatro anos de trabalho, conseguiu levar o clube para a Série B do Campeonato Brasileiro, com acessos na Série D e Série C. Na carreira ele também já trabalhou no São Caetano, Rio Claro, Guarani, Botafogo-SP, Rio Branco, entre outros, todos no interior de São Paulo.

Com informações da Gazeta Esportiva

Palmeiras anuncia volta de Felipão com contrato até o fim de 2020

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Luiz Felipe Scolari é o novo treinador da Sociedade Esportiva Palmeiras. Por meio de comunicado postado em seu site oficial, o clube confirmou a terceira passagem do experiente gaúcho como sucessor de Roger Machado, dispensado após a derrota contra o Fluminense.
Sem clube desde que deixou o chinês Guangzhou Evergrande, Felipão chega ao Palmeiras com contrato até 2020. Atualmente, o técnico de 69 anos está em Portugal e, após resolver os últimos detalhes de seu retorno ao Brasil, é esperado pelo clube alviverde na próxima semana.
Os auxiliares Paulo Turra, com passagem pelo Palmeiras como jogador, e Carlos Pracidelli se juntarão à comissão técnica chefiada por Felipão. Os dois profissionais chegam ao clube já nesta sexta-feira. Flávio Murtosa, parceiro de longa do treinador, a princípio não vem.
Um dos principais técnicos da história do clube fundado em 1914, Felipão ocupa o segundo lugar na lista dos profissionais que mais comandaram o Palmeiras, atrás apenas de Oswaldo Brandão (585). Em duas passagens, (1997-2000) e (2010-2012), ele acumulou 408 partidas.

Na primeira passagem pelo Palmeiras, Felipão conquistou a Copa do Brasil 1998, a Copa Mercosul 1998 e a sonhada Copa Libertadores 1999, além do Torneio Rio-São Paulo 2000. O técnico gaúcho fez história e deixou o clube alviverde como ídolo da torcida.
A segunda passagem de Scolari pelo Palmeiras não teve o mesmo brilho. Com um elenco limitado tecnicamente, ele comandou o time alviverde rumo ao título da Copa do Brasil 2012, mas dirigiu a equipe em 24 das 38 rodadas que culminaram com rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro.
Ainda sem Luiz Felipe Scolari, o Palmeiras entra em campo para disputar a 16ª rodada do Campeonato Brasileiro às 11 horas (de Brasília) deste domingo. Sob o comando de Wesley Carvalho, técnico do sub-20, o time alviverde enfrenta o Paraná, no Allianz Parque.
Com informações da Gazeta Esportiva

Pesquisa evidencia desinformação a respeito do diabetes e suas complicações

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Pesquisa Datafolha revela que 5% dos brasileiros julgam necessário seguir orientações médicas para cuidar do diabetes – o mesmo percentual considera uma doença silenciosa, cujos sintomas demoram a aparecer. Em resposta espontânea, apenas 10% dos entrevistados reconheceram que o diabetes pode levar à morte. Além disso, 7% dos entrevistados afirmaram saber que a doença causa cegueira irreversível.
O estudo, que evidencia a falta de informação a respeito do diabetes, foi encomendado pela coalizão Movimento para Sobreviver, lançada ontem com projeções no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
O controle também é um fator que torna evidente a lacuna de conhecimento: enquanto 16% dizem que a pessoa com diabetes não pode comer açúcar, apenas 1% reconhece a restrição a carboidratos e  9% julga possível fazer esse controle somente com alimentação saudável e regime.
A menção às complicações segue com os baixos índices. Doenças cardiovasculares, principal causa de morte de quem tem diabetes, foram citadas por apenas 2%. Amputação e problemas na cicatrização são considerados por 4%; aumento do nível de açúcar e de glicose no sangue, 15% e 3%, respectivamente.
A presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Dra. Hermelinda Pedrosa, não ficou surpresa com os resultados da pesquisa, sobretudo ao considerar que um quarto das pessoas com diabetes não sabe que tem a doença. “A não informação favorece o diagnóstico tardio e, consequentemente, o avanço de complicações. O paciente, em geral, não sabe dos riscos inerentes, o que é perigoso. O conhecimento deve ser compartilhado, a fim de ampliar o acesso a dados sobre prevenção, por exemplo”.
O diabetes acomete aproximadamente 12,5 milhões de pessoas no Brasil e representa a terceira principal causa de morte no País.
De acordo com o Dr. Augusto Pimazoni Netto, coordenador de Ativos de Comunicação da SBD – Área de Público, a prevenção e o controle não se limitam às intervenções medicamentosas. “A educação, que agora é intensificada pela coalizão, tem importante papel nessa ação. Por meio da divulgação dos mecanismos para lidar melhor com a doença, pode-se auxiliar o paciente a cuidar do diabetes. A iniciativa evidentemente aumentará a probabilidade de reduzir a incidência de complicações dessa patologia”.
A coalizão congrega sociedades médicas, ONGs e farmacêuticas, lançando o Movimento Para Sobreviver nesta terça-feira, 24, às 20h30, no Rio de Janeiro/RJ. Além da SBD, também integram as ONGs Associação Diabetes Brasil (ADJ), Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), Instituto Lado a Lado Pela Vida, Rede Brasil AVC, Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e as farmacêuticas Boehringer Ingelheim e Eli Lilly do Brasil.
O grupo visa incitar a reflexão referente à oferta de drogas modernas para idosos com diabetes e doenças cardiovasculares – assim, o objetivo é reduzir a mortalidade e evitar os altos custos do tratamento.
Sobre a SBD
Filiada à International Diabetes Federation (IDF), a Sociedade Brasileira de Diabetes é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1970, que trabalha para disseminar conhecimento técnico-científico sobre prevenção e tratamento adequado do diabetes, conscientizando a população a respeito da doença e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Também colabora com o Estado na formulação e execução de políticas públicas voltadas à atenção correta dos pacientes, visando a redução significativa da doença no Brasil.

Conheça nosso trabalho: www.diabetes.org.br

Por Roberto Moreira
Com informações do Diário do Nordeste

Deputados enfrentam dificuldades para abordar eleitores na pré-campanha

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Na busca por votos que garantam a reeleição, deputados estaduais ou federais admitem resistência e desinteresse da população em conhecer os candidatos da disputa ao Legislativo que acontece neste ano. O deputado federal Chico Lopes (PCdoB) afirma que, diante do descrédito generalizado da classe política, motivado por inúmeros escândalos de corrupção, o mais recomendado, para ele, tem sido ouvir do que conversar.
“Além da quantidade de pessoas indicadas na Lava-Jato, tem um fator extra importante, que é o desemprego. Tudo isso vai estimulando o eleitor, que diz: ‘será que todo mundo entra na política para se fazer?’, quando a política é o carro chefe da democracia, da geração de empregos. A minha leitura é que vai haver muita disputa e a eleição vai se tornar difícil. Me parece que isso vai ter uma grande importância na proporção que aumenta o voto em branco, diminui o voto válido e, sem o voto válido, complica a eleição dos candidatos”.
A mesma dificuldade de abordagem do eleitor têm alguns deputados estaduais. Osmar Baquit (PDT), que tentará permanecer na Assembleia Legislativa, atesta a resistência da população ao se deparar com os candidatos. “No geral, há uma frieza muito grande nessa questão de falar, de comentar”, diz.
O deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT) vê que a população tem se informado mais por meio das redes sociais. “A mudança (de reação do eleitor) foi no sentido de que a rede social aproxima mais e ocorre uma interação, assim como a presença faz um diferencial na relação pessoal. O interesse ainda é diminuto e vai evoluir com a proximidade do pleito”, acredita.
O deputado federal André Figueiredo (PDT) acrescenta, por outro lado, que a redução do período de campanha de 60 para 45 dias também influencia o desinteresse da população pelo debate eleitoral. “Em anos anteriores, estávamos com a campanha na rua, a partir do dia 5 de julho você já tinha material de campanha. Agora é a primeira vez que vamos ter uma campanha começando no dia 16 de agosto. Quando começarmos, aí teremos volume maior de adesão, tudo começa efetivamente, a participação dos eleitores”.
Por Letícia Lima
Blog do Edison Silva
Com informações do Diário do Nordeste

Como governos devem se preparar para uma população mais velha?

IDOSOS representarão 25% da população cearense em 2060 FÁBIO LIMAEm 25 anos, o Ceará terá mais idosos do que crianças e adolescentes de até 14 anos. O Estado será o 13º a alcançar esse perfil demográfico, acompanhando a tendência nacional de envelhecimento da população. Em 2060, um a cada quatro cearenses terá mais de 65 anos, mesma proporção dos brasileiros.

As estimativas populacionais foram divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante desse cenário, o País, os estados e os municípios precisam se preparar para acompanhar essa mudança no perfil populacional, que deve se projetar nos diversos setores da sociedade.

Segundo a pesquisa, o número de pessoas com mais de 65 anos deve alcançar 25,4%, quase triplicando os atuais 8,8% de habitantes nessa faixa etária. A parcela de cearenses com idade entre 15 e 64 anos deve diminuir de 69,2% para 60%. A mudança é considerada rápida e, segundo especialistas, requer mudanças nas políticas públicas.

De acordo com Zilma Gurgel, gerontóloga e fundadora da Universidade Sem Fronteiras (Unisf), o Brasil não está preparado para esse cenário. “É urgente formar geriatras e gerontólogos.

Precisamos de programas de prevenção e promoção da saúde para um envelhecimento bem sucedido, se não vai ser um caos econômico e social”, alerta.

Pioneira na área de educação para idosos, Zilma também enxerga mudanças necessárias na arquitetura da Cidade e nos projetos na área de educação continuada. “Essa mudança demanda calçadas uniformes, passarelas, programas de atividades físicas e educação para aumentar a resiliência. Para que as pessoas possam abraçar o envelhecimento com qualidade”.

Para Jarbas Roriz, geriatra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), isso demanda profissionais mais especializados na área. “A saúde do idoso requer uma ampla oferta de serviços. Desde a atenção primária, passando pela organização em nível secundário com diversos especialistas e com profissionais de gerontologia nas diversas áreas da saúde. E do terciário, visto que terão mais doenças e complicações, internações hospitalares e procedimentos de terapia intensiva”, detalha.

De acordo com dados da Demografia Médica de 2018, o País não chega a ter nem um geriatra para cada 100 mil habitantes. Com 1.817 especialistas, a razão é de 0,87 para esse grupo populacional.

Deste total, 60% se concentra no Sudeste.

“Não temos nem vamos alcançar rapidamente um número grande de especialistas. O desafio passa a ser a capacitação dos profissionais do atendimento de saúde. O idoso pode ser atendido pelo médico de família, clínico e diversos especialistas desde que estejam treinados”, defende Jarbas.

Ele destaca ainda a importância de atividades de estímulo ao cérebro para a construção de uma reserva cognitiva e manutenção das funções cerebrais. “Os idosos precisam de acesso a uma boa mobilidade urbana porque têm tendência de perda muscular, problemas ósseos e de equilíbrio”.

Já na área econômica, segundo Ricardo Coimbra, professor de economia da Universidade Estadual do Ceará (Uece), o principal impacto que se vislumbra é o crescimento do déficit previdenciário.

“Com o número de pessoas ativas menor do que o número de pessoas recebendo é necessário incentivar as empresas a empregar esses indivíduos com alíquotas diferentes nas faixas etárias”, detalha. A mudança demanda ainda novos serviços voltados para essa parcela da população.

Por Ana Rute Ramires
Com informações do O Povo

Após derrota para o Fluminense, Roger Machado é demitido do Palmeiras

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Roger Machado não é mais técnico do Palmeiras. O treinador não suportou a derrota para o Fluminense, por 1 a 0, e foi demitido pouco depois do término da partida. O clube confirmou a saída dele em seu site oficial.

Roger foi anunciado pelo Palmeiras ainda no fim do ano passado, já para se ter uma antecipação do planejamento para a temporada 2018, com a discussão de reforços e a transição de comando. O começo dele no comando agradou, com uma sequência positiva de vitórias no início do Campeonato Paulista. Porém, essa largada ruiu logo diante daquele que seria o grande pesadelo do treinador, o dérbi com o Corinthians.

A derrota para o maior rival na primeira fase do Estadual e, principalmente, o vice-campeonato paulista vindo na sequência abalaram a confiança no trabalho do técnico. Uma nova derrota para o Corinthians viria logo depois, já pelo Campeonato Brasileiro, o que faria a gestão do treinador ficar cercada de desconfiança nos bastidores. Nem mesmo os bons resultados na Libertadores ajudaram.

Nas mãos de Roger o Palmeiras teve a melhor campanha da primeira fase da competição, com 16 pontos em 18 possíveis, e uma classificação tranquila para as oitavas de final. No entanto, o técnico não conseguiu disputar o mata-mata, ao ser demitido depois de 44 jogos e 68% de aproveitamento, pelo início irregular no Brasileirão. Nem mesmo a intertemporada durante a Copa do Mundo fez a equipe ter atuações mais regulares.

A diretoria preferiu romper o contrato de Roger após a derrota para o Fluminense para evitar que ficasse muito tarde uma troca de comando. O intuito é de mexer com a equipe a tempo de nas oitavas da Libertadores, contra o Cerro Porteño, do Paraguai, um novo comandante já estar no cargo com tempo hábil para fazer o badalado elenco alviverde render o esperado, algo que também não conseguiu em 2017.

Criticado pela pouca experiência, Roger deve dar lugar a algum treinador mais renomado. Já sondado pelo Palmeiras em outras ocasiões, Abel Braga, atualmente sem clube, é um dos nomes mais cotados para assumir o cargo. Enquanto isso, o técnico Wesley Carvalho, do elenco sub-20, assume o comando interinamente.

Veja o comunicado divulgado pelo clube:
Em reunião após a derrota para o Fluminense na noite de ontem, a direção do Alviverde decidiu pelo desligamento do treinador.

Wesley Carvalho, técnico do sub-20, assume interinamente o comando da equipe até a chegada de um novo profissional.

A Sociedade Esportiva Palmeiras agradece ao treinador Roger Machado pelo serviço prestado e deseja sorte no decorrer de sua carreira.

Por Ciro Campos 
Com informações do O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2018

Ceará atinge marca de nove milhões de habitantes em 2017, diz IBGE

A população de Fortaleza chegou a 2.627.482, segundo o IBGE FABIO LIMA

O Ceará atingiu a marca dos 9 milhões de habitantes em 2017. Mais precisamente 9.022.477 pessoas. O dado vem das estimativas populacionais divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado segue como oitavo mais populoso do Brasil e segundo do Nordeste, ficando atrás na região apenas da Bahia. O estudo apontou ainda uma tendência de desaceleração de crescimento demográfico no Ceará, baseado no aumento de 0,63% da população do ano passado para cá. Isso representa 0,06 ponto percentual menos ao levar em conta a variação 2015/2016 e 0,07 quando comparados a 2014/2015.

Dos 184 municípios do Ceará, 23 (12,5%) apresentaram em um ano diminuição populacional. Outras 145 cidades (78,8%) não registraram aumento ou o fizeram abaixo de 1%. Guaramiranga é o município que mais representa essa evasão de pessoas, com redução de 2,34%.

Outro fato que aponta para essa desaceleração é que o Ceará chegou à marca de oito milhões de habitantes em 2005. Ou seja, levou 12 anos para aumentar em 1 milhão seus habitantes. Para sair de sete milhões (1998) para oito milhões, foram necessários apenas sete anos.

Na contramão dessa corrente, 16 cidades elevaram em um ano a população em uma taxa superior a 1%. É curioso notar que sete desses municípios que cresceram estão localizados na Região Metropolitana de Fortaleza, o que pode representar uma evasão da Capital.

Essa tendência de queda não é restrita ao Ceará. De acordo com o IBGE, quase um quarto dos 5.570 municípios do Brasil apresentaram taxas geométricas negativas, isto é, diminuíram população. De 2016 para 2017, a taxa geométrica de crescimento populacional do País foi de 0,77%. O número é significativamente menor que o aumento de 3,6% observado no biênio 2012/2013.

A projeção do IBGE é de que, dentro de 25 anos (2042), a população brasileira atinja seu ápice — com 228,4 milhões de pessoas — para a partir daí começar a decrescer. O estudo divulgado ontem estima que atualmente o País tem 207,7 milhões de habitantes.

Fortaleza registrou uma taxa de crescimento populacional de 0,68% de 2016 para cá. Isso também aponta uma tendência de queda populacional, pois nos biênio 2014/2015 e 2015/2016, esses valores foram de 0,75% e 0,72%.

Estima-se que Fortaleza tenha atualmente 2.627.482 pessoas, o que a mantém como 5ª maior cidade do Brasil. São Paulo (12,1 milhões), Rio de Janeiro (6,5 milhões), Brasília (3 milhões) e Salvador (2,9 milhões) são as maiores do Brasil em população.

Caucaia (362,2 mil), Juazeiro do Norte (270,3 mil), Maracanaú (224,8 mil), Sobral (205,5 mil) e Crato (130,6 mil) completam o grupo de seis cidades mais populosas do Ceará.

Números

207,7 milhões de pessoas  é a população do Brasil estimada pelo IBGE

7 municípios da RMF estão entre os 16 do Ceará que tiveram aumento da população

2042 é o ano no qual o IBGE projeta que a população brasileira atingirá o ápice

Saiba mais

Metodologia

O IBGE não chegou aos números divulgados ontem contando de casa em casa a população brasileira. Isso só deve ocorrer em 2020, quando é esperada a realização do Censo Demográfico.

O método baseia-se na projeção da população estadual e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos Demográficos (2000 e 2010).
Fundo de Participação

As estimativas populacionais divulgadas anualmente pelo IBGE servem, dentre outras coisas, para nortear Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios.

Menos populosas

Serra da Saudade, em Minas Gerais, é a cidade do Brasil com menos habitantes: 812. No Ceará, esse posto é de Guaramiranga, com 3.547 habitantes.

Por João Marcelo Sena
Com informações do O Povo

Por que as brasileiras são obcecadas por cirurgias plásticas?

Cirurgia Plástica
O Brasil é também o país onde mais se realizam cirurgias estéticas íntimas

Casos de brasileiras que morreram vítimas de cirurgias plásticas malsucedidas ocupam as páginas dos jornais todas as semanas. Na maioria desses tristes episódios, as histórias se repetem: as pacientes confiaram em procedimentos inadequados e médicos desqualificados e pagaram com suas vidas o sonho do corpo perfeito.

A ditadura da beleza no Brasil é um fenômeno que penaliza, mas que também banaliza, avalia o sociólogo especialista em Saúde Pública, Francisco Romão Ferreira, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). “Há uma preocupação excessiva com o corpo. Não só em termos de cirurgias plásticas, mas a quantidade de academias, salões de beleza e de farmácias no Brasil é algo gritante quando você compara com outros países. E essa preocupação estética está naturalizada no cotidiano e não para de crescer”, observa.

A necessidade de exibir um corpo perfeito e jovem acabou também por banalizar operações estéticas, como implantes de silicone, lipoaspirações, lifts faciais – frequentemente apresentados por clínicas como procedimentos simples, facilitados por pagamentos parcelados ou até consórcios por operadoras de crédito. “Essas operações são vendidas como descomplicadas e rápidas. Revistas sobre plásticas que podem ser compradas em bancas de jornais dão uma ideia irreal sobre esses procedimentos, como se você fosse fazer uma cirurgia no meio da semana pra ir na festa no sábado. Infelizmente tem público que acredita nessas promessas”, salienta o sociólogo.

Ferreira avalia que diversos fatores contribuem para este fenômeno no Brasil, um país com uma grande extensão litorânea, onde a maioria das capitais estão próximas da costa, onde faz calor em boa parte do ano e a cultura da praia é muito intensa. Além disso, o corpo, muitas vezes, é o principal bem dos brasileiros. “Em um país com uma desigualdade social muito grande, o físico é um capital para a ascensão social. Quando acesso ao ensino e à educação são bloqueados, o corpo vira uma possibilidade de evoluir socialmente”, diz.

Mas para o sociólogo não há dúvidas que a busca desenfreada da estética não é um fenômeno que diz respeito apenas a determinadas classes, mas é constatada entre pobres e ricos. Ele lembra, por exemplo, que nas favelas brasileiras, salões de beleza e academias têm forte presença.
As classes mais abastadas, por outro lado, se engajam em fenômenos da moda, como a recente febre do crossfit ou das corridas, que, por trás de atividades físicas, desenvolvem novos mercados, serviços e produtos imperativamente a serem adquiridos. “Em todas as camadas sociais, o sentido da existência se volta para o corpo”, afirma.   

Vagina não escapa de padrão estético

Peitos, nádegas, rosto, barriga, coxas e até mesmo os lábios vaginais não escapam os ideais de beleza impostos pela sociedade. O Brasil é aliás, o país onde mais se realizam cirurgias estéticas íntimas, seja para estreitar o canal vaginal, diminuir os grandes lábios ou retirar gordura do púbis.

“No Brasil, existe um padrão estético da vagina perfeita: simétrica, rosa ou branca, sem pelos, sem excesso de gordura”, diz Marcelle Jacinto da Silva, doutoranda em Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), que trabalha sobre a questão em sua tese. Com outros dois pesquisadores, ela assina o artigo científico “A vagina pós-orgânica: intervenções e saberes sobre o corpo feminino acerca do embelezamento íntimo”, que trata das cirurgias íntimas realizadas por mulheres brasileiras.

No total, a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps) aponta que 13 mil labioplastias foram realizadas em 2016 no Brasil, com um aumento de 39% em relação ao ano anterior. Segundo especialistas, a maioria desses procedimentos não é realizada por uma questão funcional, mas puramente estética.

Para Marcelle Jacinto da Silva, esse ideal da vagina perfeita é primeiramente imposta pelas mídias, mas também pela indústria pornográfica, cujos conteúdos passaram a ser facilmente acessados na era da internet. Mas o que motiva essas mulheres a se submeterem à dolorida e, muitas vezes desnecessária cirurgia íntima, é o desejo de maridos, namorados e parceiros sexuais.

“Eu tenho encontrado muitos depoimentos de mulheres que falam que o pesou mais na escolha desta opção foi a visão do homem. Muitas delas alegam ter passado pelo procedimento por uma vontade própria, mas ao mesmo tempo alegam que o realizaram porque sentiam vergonha se mostrar sua genitália para o parceiro”, afirma a doutoranda.

A necessidade de agradar o parceiro alimenta fetiches masculinos, avalia Ferreira. “Há um tempo atrás, fiz uma série de entrevistas com mulheres que fizeram cirurgias plásticas, a maioria malsucedidas. Várias afirmaram que elas se submeteram a esses procedimentos por causa do parceiro. Para todas, essa era uma vontade única e exclusiva delas. O que elas não se dão conta é que a motivação delas está pautado pelo olhar do outro.”

Segundo o sociólogo, mesmo que o padrão de beleza no Brasil tenha evoluído – passando das formas curvilíneas às mais fitness – no imaginário da sociedade, “o bumbum ainda é preferência nacional”. No entanto, ele lembra que as exigências do corpo perfeito mudam de acordo com as classes sociais. “Entre a classe média e classe média alta, o padrão valorizado é o da mulher com o corpo bem definido, mas magro. Mas entre as classes populares, a estética é outra: “o estereótipo da ‘gostosa’, com coxas, bumbum e peitos grandes, é mais valorizado”.

A busca de uma perfeição inalcançável

Fran Reis é a autora do blog “Meus lindos e pagos”, que criou com o objetivo da ajudar as mulheres que querem realizar cirurgias plásticas. No espaço, ela decidiu reunir depoimentos bem-sucedidos ou não de mulheres que passaram por diversos procedimentos estéticos, além de dicas e conselhos para ter uma boa experiência e procurar um bom profissional. A iniciativa deu tão certo que a versão do blog no Instagram reúne 200 mil seguidores, além de 52 mil no Facebook.

A própria autora de “Meus lindos e pagos” passou por uma cirurgia plástica, em 2010, quando colocou próteses de silicone nos seios. À RFI, Fran contou que essa parte do corpo nunca a satisfez e a decisão de realizar o procedimento foi avaliada durante anos, junto à busca de um profissional qualificado. Um trabalho de reflexão que percebe que nem todas as brasileiras fazem quando decidem realizar uma operação estética.

“Nem sempre o corpo está adequado para o ideal criado no imaginário das mulheres. Muitos dos problemas resolvidos com a cirurgia podem ser corrigidos na academia, por exemplo. Mas vai ser mais difícil, você vai ter que malhar e muita gente quer facilidade, não considera as dificuldades do pós-operatório, só quer que fique bonito e acha que vai ser simples”, diz.

Entre boa parte das mulheres que se submetem a procedimentos, Fran Reis nota “uma busca da perfeição, que é inalcançável”. “Tem brasileira que faz uma cirurgia por ano e nunca está satisfeita com seu corpo”, lamenta.

A blogueira não tem dúvidas de que o fenômeno é um reflexo da imposição de um padrão de beleza, aliado aos gostos do parceiro. “Entre as mulheres que conheço, poucas realizam cirurgias para sua satisfação pessoal”, afirma. “Mas é preciso que elas estejam conscientes de que é a saúde e a vida delas que está em jogo”, salienta.

Ditadura da beleza para mulheres e homens

De acordo com dados da Isaps, 86,2% das cirurgias plásticas no mundo são realizadas por mulheres. O aumento de seios continua sendo a cirurgia plástica mais realizada (15,8%) entre os 2,5 milhões de procedimentos por ano, seguidos da lipoaspiração (14%) e da cirurgia de pálpebra (12,9%).

De acordo com Marcelle Jacinto da Silva, o corpo feminino é cada vez mais explorado e hipersexualizado no Brasil. “As mulheres são intensamente bombardeadas pelas normas sociais. Há toda uma obrigação de elas serem vaidosas, cuidarem do físico, de manter uma imagem e as mulheres são alvo deste fenômeno”, afirma.

Mas se engana quem pensa que os homens escapam da ditadura da beleza. A doutoranda lembra que a questão de gênero é sustentada também pelo físico do homem. “Na cultura brasileira, os brasileiros têm que ser machos, viris e manter a construção dessa imagem. Então, eles também são vítimas e sentem essa obrigação se sustentar essa centralidade do corpo na vida”, avalia.

Segundo Ferreira, as operações estéticas se tornam cada vez mais populares entre os brasileiros, adeptos a procedimentos como cirurgias bariátricas para perder peso, ou esteroides e anabolizantes para ganhar músculos. “Os salões de beleza, que antes eram exclusividade das mulheres, recebem cada vez mais homens, de todas as classes sociais, que fazem unha, sobrancelha, e outros procedimentos estéticos. A exigência sobre o corpo masculino aumenta tanto no Brasil que transtornos que antes eram ligados à mulher- como anorexia, bulimia e ortodexia -, cresce entre os homens”, afirma o sociólogo.

Por Radio France Internationale 
Com informações da Carta Capital