11 de julho de 2013

Acusado de matar a mulher e dois filhos chegou esta tarde ao Cariri.


O comerciante Sebastião Pereira Leite, de 68 anos, o “Dão Leite”, chegou por volta das 16h30min desta quinta-feira ao Cariri após percorrer cerca de 3 mil quilômetros desde Goiânia (GO). Ele é acusado da prática de um triplo homicídio a golpes de faca no dia 7 de fevereiro de 2001 no município de Brejo Santo e foi direto para o IML (Instituto Médico Legal) de Juazeiro, a fim de fazer exame de corpo de delito. Depois, recambiado para a cidade onde tudo aconteceu a fim de ser apresentado à justiça.

Como já teria sido condenado a revelia, deverá ser conduzido a PIRC (Penitenciária Industrial e Regional do Cariri) para cumprir a pena inicial de 28 anos que lhe foi imposta. Ele é acusado de ter matado sua mulher Alda Maria Campos Leite, que tinha 49 anos, sua filha Aline Campos Leite apenas 9 anos e seu filho Alex Campos Leite, de 4 anos, o qual foi esquartejado. Existem duas versões como motivos para o triplo homicídio a de crime passional e outra no sentido de evitar divisão da herança.

Dão Leite foi trazido de volta ao Cariri em uma viatura da Polícia Militar pelo Capitão L. Rodrigues, os Sargentos Oliveira e Dimas e o Soldado Marcelon. Ao ser preso em Goiânia, quando tentou se aposentar junto ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), ele negou envolvimento nas mortes dos familiares e disse que nem casado era. Já em Juazeiro do Norte nada mais disse à imprensa do que a decisão de só falar em juízo.

A notícia da prisão de Dão Leite, divulgada em primeira mão pelo Site Miséria, causou grande repercussão no Cariri, principalmente em Brejo Santo que foi palco do triplo homicídio na Rua Coronel Basílio. A prisão preventiva dele havia sido decretada pelo juiz Miguel Feitosa Cardoso após denúncia do Ministério Público. Ao ser preso em Goiânia na última segunda-feira, o mesmo se encontrava no seu estabelecimento comercial uma distribuidora de bebidas que funciona no Setor Jardim América, bairro nobre da região sul da capital de Goiás.


Agência Miséria

Homem que matou a esposa e dois filhos por causa de herança foi preso em Goiás

No dia 7 de fevereiro de 2001 o registro de um triplo homicídio no município de Brejo Santo causou grande repercussão em todo o Ceará. Naquela data, um homem matava sua família por motivo de herança. Sebastião Pereira Leite é apelidado por Dão Leite e está com 68 anos de idade. Na época, sua mulher Alda Maria Campos Leite tinha 49 anos, sua filha Aline Campos Leite apenas 9 anos e seu filho Alex Campos Leite contava com 4 anos de idade.

Todos três foram assassinados por Dão Leite que esquartejou ainda a criança de 4 anos com a mesma faca usada para matar, momentos antes, mãe e filha. Após o triplo homicídio ele fugiu. Cinco dias depois, o juiz da Comarca de Brejo Santo, Miguel Feitosa Cardoso, determinou a prisão preventiva do acusado que, na época, tinha 55 anos, era funcionário público e residia na Rua Coronel Basílio em Brejo Santo, onde tudo aconteceu.

O réu foi denunciado pelo Ministério Público pelo triplo homicídio qualificado e, somente 12 anos depois, Dão Leite foi preso em Goiânia (GO) numa ação conjunta das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e do Serviço de Inteligência da Polícia Militar. Na última segunda-feira, dia 8, ele se encontrava no seu estabelecimento comercial quando a polícia chegou. Trata-se de uma distribuidora de bebidas que funciona no Setor Jardim América, bairro nobre da região sul de Goiânia.


A operação foi motivada por uma carta precatória para cumprimento de prisão enviada pelo estado do Ceará e Dão Leite encontra-se na Delegacia Estadual de Capturas (Decap). O Capitão L. Rodrigues, Comandante da Companhia de Polícia de Brejo Santo, manteve contato com o delegado Delci Alves Rocha e seguiu com destino a Goiânia. Ele foi em busca do foragido que deve chegar ainda esta semana e ficará à disposição da justiça para responder pelo triplo homicídio.


Foto: Agência Miséria

Ceará vai receber cerca de R$ 150 mi de repasse emergencial do Governo Federal

A presidente Dilma anunciou nesta quarta-feira (10), durante a 16ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília, o repasse de R$ 3 bi para as prefeituras do Brasil. O montante faz parte de um apoio financeiro emergencial à saúde e educação. A parcela do Estado do Ceará ficará em torno de R$ 150 milhões.

A verba anunciada será repassado em duas parcelas, uma em agosto deste ano e a outra em abril de 2014. Fortaleza será a cidade cearense a receber o maior investimento individual do Governo Federal, com um repasse de R$ 25.477.707,01.

Caucaia, Juazeiro do Norte, Maracanaú e Sobral serão as cidades que receberão o segundo maior montante, com R$ 3.028.397,64 investidos em serviços públicos. Todas os outros 179 municípios cearenses também receberão repasse federal.

O valor mínimo investido pelo união será R$ 273.076,92, repassado a cidades com menos de 10 mil habitantes, como Guaramiranga, município com o menor índice populacional do Ceará, com apenas 3.956 moradores.

Fonte: Diário do Nordeste 

Mauro Sampaio recebeu homenagens nos seus 86 anos de vida

Aniversariou nesta quarta-feira, 10, o barbalhense José Mauro Castelo Branco Sampaio, carinhosamente chamado de Mauro Sampaio, que completou 86 anos de vida, a maioria destes, dedicados à medicina e a politica. Ele foi homenageado com uma celebração na Igreja dos Franciscanos, que, na noite de ontem, realizou também mais uma “hora da graça”. Cinco bolos preparados pelos amigos e familiares foram degustados pelos presentes. Ao contrário de outros aniversários, Mauro Sampaio preferiu que o público nos franciscanos dividissem com ele todos os bolos acompanhados de refrigerantes. Dr. Mauro continua bem de saúde e, como sempre, recebeu todos que o cumprimentaram com bastante humildade.

Político renomado na região do Cariri, Mauro Sampaio é um dos maiores benfeitores de Juazeiro do Norte depois do Padre Cícero. Foi prefeito do município em duas ocasiões, 1967 e 1996, elegeu-se deputado federal por cinco vezes consecutivas ocupando vaga na Câmara de Deputados de 1975 a 1995.  Foi Dr. Mauro o idealizador da construção da Estátua do Padre Cícero na colina do Horto, que impulsionou o turismo religioso na terra da fé e oração. O monumento é hoje um ícone da religiosidade popular no Brasil. O estádio de futebol O Romeirão foi outra importante obra deixada por Mauro Sampaio, juntamente com dezenas de casas populares, dentre outra obras importantes.

Na sua segunda administração como prefeito da terra de Padre Cícero, Mauro Sampaio trouxe as faculdades de Medicina (FMJ) e Faculdade de Economia, hoje Faculdade Leão Sampaio, cuja iniciativa transformou a cidade de Juazeiro do Norte num dos maiores polos de educação no Nordeste. A ação visionária de Mauro Sampaio colocou Juazeiro do Norte bem a frente do seu tempo, comparando a outras cidades com o dobro de sua existência. Presentes as homenagens estavam o prefeito de Juazeiro, Raimundo Macedo, o ex-prefeito Carlos Cruz, vereadores e amigos que sempre militaram politicamente com Mauro Sampaio desde os anos 60. 

FEZ SUA PARTE
Durante sua trajetória politicas em Juazeiro e várias cidades do Cariri o médico Mauro Sampaio cativou muitos amigos e correligionários, mas também sofreu várias decepções. Sempre muito calado sobre os acontecimentos negativos dentro do seu grupo político, Dr. Mauro evitou por muitos anos comentar com quem quer que seja, sobre suas decepções. Reconhecendo que fez a sua parte da melhor forma possível, ele sempre agradeceu o carinho e o respeito que todos tem por ele, inclusive os adversários. Mauro Sampaio sempre disse que “o tempo é o senhor da razão e o futuro é incerto e escuro”. Ele disse ainda que “só tenho é que agradecer ao povo desta cidade que sempre me apoiou”.

Em certa ocasião, Mauro Sampaio conversava informalmente com o repórter cinematográfico Junior Bulhões e pediu que este deixasse a câmera ligada. Naturalmente ele fez um verdadeiro desabafo, falando das traições que sofreu durante alguns anos de sua vida pública. A gravação está guardada a sete chaves e só será publicada depois do seu falecimento, para que ninguém possa querer tirar proveito de nada. Na oportunidade Dr. Mauro reconheceu, como diz o velho ditado: “que chegou a criar cobra para ser mordido por ela”

site miséria

Câmara aprova oito concessões de radiodifusão. Uma é do Ceará.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, em caráter conclusivo, oito projetos de decreto legislativo (PDCs) que autorizam ou renovam, pelo período de dez anos, concessões de serviços de radiodifusão em seis estados.
As propostas, apresentadas pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, serão enviadas ao Senado.
Entre as concessões aprovadas, está uma do Ceará e que pertence à Associação Beneficente Cultural e de Desenvolvimento de Ipaporanga (ABCD), da cidade de Ipaporanga.
por Eliomar de Lima

Dinamite confirma saída de Carlos Alberto: 'Não faz mais parte do grupo'

No dia em que acertou a volta de Juninho Pernambucano, o Vasco automaticamente dispensou outro jogador com história no clube. Carlos Alberto está fora dos planos e não terá seu contrato renovado. O presidente Roberto Dinamite confirmou o fato durante a coletiva de apresentação do técnico Dorival Júnior, na tarde desta quinta-feira, em São Januário.
- Como presidente, informo que o Carlos Alberto não vai mais fazer parte do grupo. Vamos nos reunir com os representates dele para acertar tudo e para que ele tenha os direitos preservados e pode seguir o caminho dele - resumiu Dinamite, pedindo a palavra quando um jornalista questionava o novo treinador sobre o meia-atacante, com quem trabalhou em 2009.
O vínculo do então camisa 10 iria até o dia 2 de agosto, e o próprio já havia cobrado uma posição da diretoria a respeito de seu futuro. Com salário na casa dos R$ 300 mil, Carlos Alberto teria de topar uma redução drástica. Ainda assim, a chegada de Juninho e a presença do colombiano Montoya, comprado por R$ 3 milhões, contribuiu para afastá-lo de São Januário.
Por Raphael ZarkoRio de Janeiro

O Reizinho voltou: Juninho acerta com Vasco até o fim da temporada.

Juninho está de volta ao Vasco. Sete meses depois de rejeitar a renovação de contrato por conta da grave crise financeira no clube, o meia aceitou a proposta da diretoria cruz-maltina na manhã desta quinta-feira e ficará em São Januário até o fim da temporada, quando deve encerrar a carreira. A oficialização do novo acordo, porém, não deve ocorrer na apresentação de Dorival Júnior, nesta tarde, antes de ele comandar o elenco pela primeira vez. O treinador, aliás, deu seu aval e participou do encontro na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

As partes combinaram um anúncio via site oficial do Vasco, mas a notícia vazou antes, o que incomodou o diretor de futebol, Ricardo Gomes, e pessoas próximas ao meia, já que ainda o compromisso ainda não foi assinado - há detalhes a serem equalizados nas próximas horas. Com isso, Juninho, que mantém a forma particularmente, não deve ir a campo até sábado.
O Reizinho passou o semestre no New York RB, dos Estados Unidos, mas pediu para deixar o clube na semana passada sob a alegação de que não estava rendendo o que gostaria e também por não se relacionar bem com o treinador da equipe. Desde então, passou a enfrentar um dilema sobre vestir a camisa cruz-maltina novamente ou, aos 38 anos, parar.
- Está tudo muito bem encaminhado, mas ainda falta alguns detalhes, resolver pequenas coisas. Creio que amanhã (sexta) vamos resolver tudo - confirmou o diretor geral do Vasco, Cristiano Koehler, com alguma cautela, em contaNo início da semana, assim que o meia desembarcou no país, houve uma reunião secreta entre as partes, do qual Ricardo Gomes saiu satisfeito e confiante. As sondagens de Atlético-MG e São Paulo foram logo rechaçadas através de seu empresário, José Fuentes. A ideia do camisa 8 era ter o desfecho ideal no Vasco, no qual conquistou seis títulos na primeira passagem, entre 1995 e 2000, e se tornou um dos grandes ídolos da torcida. Prova disso é que em enquete publicada pelo GLOBOESPORTE.COM, a contratação teve quase 96% de aprovação.
Entre 2001 e 2011, o Reizinho também passou por Lyon, da França, conquistando sete campeonatos nacionais, e Al-Gharafa, do Catar. Em seu primeiro retorno, foi recebido com uma festa de gala antes do empate com o Figueirense. Desta vez, no entanto, ele não quer a mesma pompa, diante das circunstâncias. Juninho, na verdade, fez poucas exigências. Uma delas é evitar o desgaste excessivo de partidas às quartas e domingos na semana.
Outros detalhe que precisava de definição era sobre o modelo de contrato. É provável que o meia receba vencimentos semelhantes aos de sua última passagem (R$ 250 mil). Junto a isso, o Vasco reforçou a promessa de quitar a dívida com o jogador. O parcelamento começaria a ser pago quando o clube finalmente conseguir a liberação de suas receitas junto à Fazenda Nacional e a assinatura com novos patrocinadores - Caixa e Nissan. Tal acordo foi firmado com Wendel, Carlos Alberto e Wendel sobre os direitos de imagem atrasados.to por telefone.
Por André Casado e Raphael ZarkoRio de Janeiro

Vagner Mancini assume Furacão com grupo inchado, mas desequilibrado.

Vagner Mancini, novo técnico do Atlético-PR, vai encontrar um grupo inchado, com 35 jogadores, e terá uma lista de nomes à disposição no elenco sub-23. Atualmente, o plantel rubro-negro - apesar desse número elevado - apresenta um desequilíbrio. O Furacão tem só um lateral-esquerdo, Pedro Botelho, e dois laterais-direito, Jonas e Léo. Por outro lado, para o setor ofensivo, sobram opções: são oito meias e nove atacantes. Por esse inchaço, jogadores experientes como Elias e Ciro vinham sendo pouco aproveitados pelo antecessor de Mancini, Ricardo Drubscky.
O novo comandante, que será apresentado na sexta-feira, já poderá contar com dois recém-contratados. O volante Marcelo Palau e o atacante Guilherme Dellatorre começaram a treinar com o grupo principal na terça-feira. Eles aguardam apenas a regularização para poder estrear com a camisa rubro-negra.
Vagner Mancini, porém, vai iniciar o trabalho no Furacão sem quatro jogadores: Cleberson, Deivid, Bruno Furlan e Douglas Coutinho. O quarteto está em recuperação de lesões. Cleberson e Deivid devem voltar aos treinos na próxima semana. Já os atacantes retornam apenas a partir de setembro.
Vagner Mancini poderá promover uma "reformulação interna" no grupo. Ele pode promover jogadores do sub-23, time que serve como uma extensão do elenco principal. Essa lista tem nomes como do lateral-direito Jean Felipe, dos volantes Otávio e Hernani, do meia Bruno Pelissari e do meia-atacante Maranhão.
Time titular
Além de definir a formação do grupo principal, Vagner Mancini terá o desafio de corrigir um desequilíbrio no time atleticano. Se por um lado tem o segundo melhor ataque do Campeonato Brasileiro, com 12 gols marcados, por outro, o clube também é dono da pior defesa, com 13 gols sofridos. A base titular teve, com Ricardo Drubscky: Weverton; Léo, Manoel, Cleberson e Pedro Botelho; Deivid, João Paulo, Felipe, Zezinho (Paulo Baier) e Everton; Ederson. Sem os machucados, Luiz Alberto e Bruno Silva ganharam oportunidades entre os 11
Nos últimos trabalhos, os times de Mancini atuavam no 4-4-2, com variações. No Náutico, ele escalava dois volantes e dois meias. No Sport, eram três volantes e um meia. Já no Cruzeiro, ele mexia mais no time, que jogava ora no 4-4-2, ora no 4-3-3, ora no 4-5-1. Mas o time-base também era no 4-4-2, com dois volantes e dois meias. Se repetir isso no Furacão e usar o 4-4-2, ele tiraria um meia - Felipe, Zezinho ou Everton - para a entrada de um atacante (confira, a seguir, todas as opções).
A estreia de Vagner Mancini no comando do Furacão será contra o Paysandu, no dia 17, uma quarta-feira, no Mangueirão, pela Copa do Brasil. Antes, o Atlético-PR - comandado pelo interino Alberto Valentim - disputa o clássico contra o Coritiba, às 16h (horário de Brasília) de domingo, no Estádio Couto Pereira.
Goleiros: Hugo, Renan Rocha, Santos e Weverton
Laterais-direito: Jonas e Léo
Zagueiros: Cleberson, Dráusio, Luiz Alberto, Manoel e Renato Chaves
Lateral-esquerdo: Pedro Botelho
Volantes: Bruno Silva, Deivid, João Paulo, Juninho, Matheus e Marcelo Palau
Meias: Carlos Alberto, Elias, Everton, Felipe, Mérida, Marcos Guilherme, Baier e Zezinho
Atacantes: Furlan, Ciro, Crislan, Dellatorre, Coutinho, Ederson, Marcão, Marcelo e Gusmão
Por Fernando FreireCuritiba

Dorival Júnior volta novamente com missão de dar cara ao time do Vasco.

Em dezembro de 2008, Dorival Júnior foi o nome escolhido para comandar o que seria a recuperação de um Vasco recém-rebaixado. O treinador recebeu um grupo totalmente reformulado e montou um conjunto que conquistou o Campeonato Brasileiro da Série B sem dificuldades, mas que, principalmente, mobilizou a torcida. Na tarde desta quinta-feira ele retorna a São Januário para iniciar um trabalho de características diferentes, mas que também se assemelha em certos aspectos.
O primeiro diz respeito à estrutura de trabalho. Em 2009, a equipe treinava no Vasco-Barra, um CT alugado, mas próprio, o qual precisou deixar ao fim da temporada por conta da inadimplência nos pagamentos. A falta de um local específico de trabalho foi, aliás, era uma das principais queixas de Dorival quando deixou o clube. Atualmente o time trabalha em São Januário e no Cefan (centro de educação física da Marinha), de onde vai sair em agosto para o CFZ, o qual já frequentou em 2012.
Em sua volta, Dorival Júnior vai reencontrar Carlos Alberto, jogador que foi capitão e referência da equipe campeã da Série B. Mas atualmente o meia não conta com o mesmo prestígio. Tanto que a menos de um mês do fim de seu contrato ele ainda não foi procurado pela diretoria para renová-lo. Outro remanescente é o atacante Robinho, que, entretanto, sequer foi relacionado para uma partida desde que retornou ao Vasco. Também contemporâneo, o meia Enrico ainda tem contrato, mas, desde que foi devolvido, já não treina com a equipe principal no dia a dia.
Mesmo encontrando uma base formada e jogadores mais experientes que os do grupo de 2009, Dorival Júnior terá novamente a missão de criar uma identidade a uma equipe que vem sofrendo muitas modificações desde o ano passado. A diretoria ainda pretende contratar mais reforços, e, de acordo com o diretor de futebol Ricardo Gomes, a opinião do treinador terá peso na decisão relativa à permanência de Carlos Alberto e à volta de Juninho Pernambucano.
- A carreira do Dorival responde com títulos. Outros profissionais sempre falam de sua capacidade e de sua índole. Além disso, teve uma passagem vitoriosa pelo Vasco. Com certeza vai nos ajudar - afirmou o goleiro Michel Alves.
Em sua primeira passagem, Dorival Júnior comandou o Vasco em 64 partidas, com 40 vitórias, 16 empates e oito derrotas, que significam quase 71% de aproveitamento. Sua saída, porém, foi conturbada por não falar a mesma língua que a diretoria nas negociações para a renovação. Ele desejava um aumento salarial que esbarrava no vice de futebol, José Hamilton Mandarino, e no diretor Rodrigo Caetano, que lideravam as tratativas ao lado do presidente Roberto Dinamite. O desgaste foi maior pelas sondagens de Grêmio e Santos, que acabou contratando-o.

Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro

Paulo Autuori acerta volta ao São Paulo depois de quase oito anos.

Quase oito anos depois de conquistar os títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes, Paulo Autuori está de volta ao São Paulo. O técnico acertou seu retorno após se desligar do Vasco, que não cumpriu o prazo dado a ele para regularizar pagamentos de salários. Ele era o nome preferido do presidente Juvenal Juvêncio, que demitiu Ney Franco depois da derrota para o Corinthians no primeiro jogo da Recopa. O acordo foi rápido, e o Tricolor só aguardava a assinatura do contrato para fazer o anúncio, o que aconteceu nesta quinta-feira. Ele será apresentado ainda nesta quinta e já comanda o treino no CT.
Essa foi a terceira vez que o Tricolor tentou trazer Autuori de volta desde sua saída no fim de 2005. Em 2011, o diretor de futebol Adalberto Baptista chegou a visitar o treinador no Rio de Janeiro quando Paulo César Carpegiani caiu, mas ele não conseguiu a liberação do Al-Rayyan, clube do Qatar onde trabalhava.
A demissão de Ney calhou com a insatisfação de Paulo Autuori no Vasco. Apesar do apelo de parte da torcida são-paulina, que gritou o nome de Muricy Ramalho nas derrotas para Goiás, Corinthians e Santos, Juvenal e Adalberto, que decidem o futebol do clube, sempre priorizaram o campeão mundial. Ele, por sua vez, também viu com bons olhos a chance de voltar ao Morumbi.
O novo comandante chega com aprovação de quem trabalhou com ele em 2005. É o caso, por exemplo, do goleiro Rogério Ceni, e de parte da comissão técnica, inclusive Milton Cruz, que comandou a equipe diante do Santos no último domingo. Em sua passagem anterior pelo São Paulo, Autuori estreou com uma goleada de 5 a 1 sobre o Corinthians, no Pacaembu. No dia 17, ele terá novamente o rival pela frente, no mesmo estádio, pela decisão da Recopa.
Foram 53 jogos disputados em 2005, com 25 vitórias, 11 empates e 17 derrotas.

Por Alexandre LozettiSão Paulo
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números Autuori em São Paulo (Foto: arte esporte)

ASA confirma saída de Ricardo Silva e retorno do técnico Leandro Campos


O início instável do ASA na Série B e a derrota para o Flamengo por 2 a 0, em casa, custaram caro ao treinador Ricardo Silva. Após os sucessivos tropeços, o técnico e seu auxiliar entraram em contato com a diretoria do Alvinegro e, em comum acordo, ficou decidido que o time arapiraquense deveria contratar um novo comandante para a sequência do Brasileiro.

- Foi em comum acordo. Nós agradecemos o trabalho do Ricardo, que passou esse tempo todo com a gente. O Ricardo e o Edmilson foram pessoas maravilhosas nesse tempo que passaram no ASA, o convívio foi muito bom. Devido a esses resultados, eles entraram em contato conosco e acharam conveniente entrar em um comum acordo – declarou o presidente do ASA, Jotinha Alexandre.

Sem perder tempo, a direção alvinegra foi ao mercado e encontrou um velho conhecido: Leandro Campos. O experiente treinador gaúcho, que comandou o Alvinegro no vice-campeonato da Copa do Nordeste, topou retornar ao Fantasma e já comanda a equipe no próximo compromisso pela Série B, diante do Ceará.
- Ao mesmo tempo, o Leandro Campos estava disponível no mercado e entramos em contato com ele logo depois dessa reunião com o Ricardo. Ele, inclusive, já vai comandar a equipe nesse jogo contra o Ceará – assegurou Jotinha.
O próximo jogo do ASA na Série B será contra o Ceará, neste sábado (13), às 21h, no Castelão.  Com sete pontos, o Alvinegro ocupa a 16º colocação na tabela.

Por GLOBOESPORTE.COMArapiraca

Senado aprova projeto que anistia policiais militares e bombeiros grevistas.

O plenário do Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira (11) o projeto de lei que concede anistia a bombeiros e policiais militares que fizeram greve e participaram de movimentos reivindicatórios entre 1997 e 2011.

De acordo com o texto, serão beneficiados os policiais e bombeiros dos estados de Alagoas, da Bahia, do Ceará, de Goiás, do Maranhão, de Mato Grosso, Minas Gerais, da Paraíba, do Piauí, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, de Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e do Tocantins, além do Distrito Federal.
Diversos senadores destacaram a necessidade de aprovação de um projeto de lei que regulamente definitivamente o direito de greve no serviço público. O senador Humberto Costa (PT-PE) chamou a atenção para o fato de policiais trabalharem armados, o que poderia ser um risco em casos de movimentos reivindicatórios. Para ele, os casos que estavam sendo anistiado deveriam antes ser discutidos com os governadores. O projeto, no entanto, foi aprovado em votação simbólica e seguiu para sanção presidencial.

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Cigarro mata quase seis milhões de pessoas por ano, alerta OMS.

Apesar das campanhas de saúde pública, o fumo continua liderando as causas de mortes evitáveis no mundo inteiro, matando quase seis milhões de pessoas por ano - a maioria em países de baixa e média renda-, anunciou a Organização Mundial de Saúde nesta quarta-feira.
Se essa tendência se mantiver, o número de mortes ligadas ao cigarro deve subir para oito milhões por ano em 2030, declarou a OMS, acrescentando que pelo menos 80% dessas mortes serão nos países de baixa e média renda.
"Se não fecharmos fileiras e banirmos a publicidade, a promoção e o patrocínio por parte da indústria do tabaco, adolescentes e adultos jovens continuarão a ser atraídos pelo consumo de cigarro por uma indústria cada vez mais agressiva", alertou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.
"Cada país tem a responsabilidade de proteger sua população das doenças, incapacidades e mortes relacionadas ao tabaco", acrescentou.
Este ano, pelo menos cinco milhões de óbitos foram de fumantes ou ex-fumantes e, desses, mais de 600 mil eram fumantes passivos, de acordo com a OMS.
Acredita-se que o cigarro tenha causado a morte de mais de 100 milhões de pessoas no século XX.
"Sabemos que apenas a total proibição de publicidade, promoção e patrocínio de cigarro é efetiva", insistiu Douglas Bettcher, um dos diretores da OMS.
opovo.com

Plenário do Senado aprova novas regras para direitos autorais.

O plenário do Senado aprovou o projeto que cria novas regras sobre direitos autorais. Sobre a cobrança da execução de músicas, as associações de artistas vão determinar o valor a ser cobrado e a arrecadação permanece concentrada no Ecad, o Escritório de Arrecadação dos Direitos Autorais. O Senado derrubou proposta aprovada na câmara que isentava eventos filantrópicos de cobrança de taxa para execução de músicas.
O projeto de lei que muda as regras para arrecadação de direitos autorais foi aprovado por unanimidade pelo plenário do Senado. Pelo texto, cada associação de artistas vai fixar o preço a ser cobrado pela execução pública das músicas.
Ao Ecad - Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos 
Autorais - caberá apenas cobrar e repassar os valores, de acordo com as instruções que receber de cada associação. Hoje, na prática, o preço é definido pelo Ecad, que tem também o monopólio da cobrança.
O projeto também determina que haja fiscalização de órgão público federal sobre a execução das músicas e o repasse de recursos aos artistas.
O texto aprovado está de acordo com a decisão do Cade - Conselho Administrativo de Defesa Econômica -, que entendeu que o Ecad pratica cartel ao fixar preço único para a execução das músicas. Os senadores rejeitaram a emenda criada na terça-feira pelos deputados federais que isentava de cobrança da taxa de execução pública de obras musicais os eventos que tivessem finalidade filantrópica e com objetivo beneficente.
“Vamos ter um sistema agora com transparência, vamos estimular que todos paguem, vamos fazer também com que a cobrança seja feita de maneira justa e com isso ganha toda a sociedade brasileira, mas principalmente os detentores de direito autoral”, afirma o senador Humberto Costa.
O projeto agora segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
g1.globo.com

Segurança cibernética brasileira se encontra em situação de vulnerabilidade, diz ministro.



Falta de um sistema de segurança é um dos principais motivos que levaria invasão a acontecer. Suposta espionagem de informações dos brasileiros na internet foi um dos temas debatidos pelas autoridades em encontro.

O setor público brasileiro de segurança cibernética se encontra em estado de “vulnerabilidade”. O ministro da Defesa, Celso Amorim, admitiu que a comunicação entre autoridades públicas está ameaçada.

Amorim destaque que esta falha é fruto da uma falta de um sistema de segurança nos softwares usados pelas autoridades públicas e pelos servidores. Ele ainda disse que grande parte dos computadores são fabricados em outros países. O ministro também lembrou que, às vezes, a “simples troca de e-mails” entre dois senadores e dois ministros pode ser acessada por terceiros. Isso ocorre pois há casos em que as empresas fabricantes possuem contratos para fornecer as informações existentes nos softwares aos países de origem

Participam também da audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado o ministro Antônio Patriota, das Relações Exteriores, e José Elito, chefe do Gabinete de Segurança Institucional. O alvo das discussões foram as denúncias de espionagem de dados de cidadãos brasileiros por agências norte-americanas .

Através de informações obtidas pelo consultor Edward Snowden, que trabalhava para uma prestadora de serviços à Agência Nacional de Segurança – NSA dos Estados Unidos, há indicações de que cidadãos brasileiros foram monitorados. Informações apontam que existe uma espécie de escritório da Agência, em parceria com a Agência de Inteligência Americana (CIA, em inglês) em Brasília.


Informações de Agência Brasil

10 de julho de 2013

Ex-vocalista do Forró Balancear, Val Santos tem morte cerebral decretada nesta terça-feira (09)

Após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no último final de semana e ser encaminhada às pressas para o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), a cantora de forró Val Santos teve morte cerebral decretada no início da noite desta terça-feira (09).
Segundo informações postada no Facebook de Alex Assis, empresário da banda Forró Balada, onde a cantora trabalhava atualmente, foram feitos 3 exames no cérebro da vocalista, e ambos decretaram morte cerebral. Val ainda respira, mas o seu quadro é humanamente irreversível, informou o empresário.
No começo da tarde, Val Santos passou por uma bateria de exames na UTI do HGF para avaliar os seus impulsos cerebrais. Na ocasião, a cantora estava em coma induzido e o óbito ainda não havia sido decretado.
Carreira
Val ganhou destaque no cenário do forró quando se tornou vocalista do Forró Balancear, ao lado de Cesar Dantas. Val Santos cantou sucessos como "Curva perigosa" e 'Meu bem, eu te amo". Antes de acertar com a sua atual banda, a cantora já havia trabalhado também na bandaCompanhia do Forró.
Ex-companheiros de trabalho de Val, como a cantora Luciana Lessa e o sanfoneiro Maurinho do Acordeon, lamentaram o falecimento da vocalista nas redes sociais.
DN - Redação Web

Fortaleza acerta retorno do atacante Waldison para as disputas da Série C.

O atacante Waldison está voltando para o Pici. No início da tarde desta quarta-feira (10), a diretoria do clube confirmou que o jogador acertou com o clube e já se apresenta à torcida e à imprensa na próxima segunda-feira (15).
Waldison atuou pelo Tricolor do Pici em 2012 e participou da campanha do clube na Série C do Campeonato Brasileiro. Desta feita, o Leão do Pici quase conseguiu o acesso à Segundona. No entanto, acabou eliminado pelo Oeste-SP, nas quartas-de-final da competição, com uma derrota em casa, por 3 a 1, no Estádio Presidente Vargas.
Waldison estava atuando no futebol coreano. Mais precesamente, no Jeju United. Antes disso, foi artilheiro do Tricolor, na Terceriona, com sete gols marcados.
Por GLOBOESPORTE.COMFortaleza, CE

9 de julho de 2013

Tetraplégica após AVC, paulista diz ser feliz: 'Mexo só um dedo e sou escritora'.

Eu, leitora: "Mexo só um dedo, mas virei escritora", conta Luciana Scotti


Tenho duas vidas. Não consigo explicar de outra forma o que vivo. Eu era uma jovem bastante normal. Pertencia a uma família de classe média e era uma garota bonita. Aos 17 anos, passei em cinco vestibulares e comecei a cursar Farmácia e Bioquímica na Universidade de São Paulo (USP). No fim do primeiro ano da faculdade, ganhei minha primeira paixão: um carro vermelho, lindo!Uma surpresa inesquecível, presente de aniversário do meu pai, que se tornou meu companheiro no início dos anos 90. Nesse mesmo período, conheci o Lucas, um judeu loirinho e simpático, formado em engenharia pela USP. Minhas amigas comentavam a diferença entre nós. Lucas era tido como feio e nerd, eu era popular. Mas, não ligava.
Ele foi um grande amor, mas assim como água e óleo não se misturam, percebi logo que com judeus e católicos o mesmo pode acontecer. Ficamos três anos juntos, mas os pais do Lucas nunca me aceitaram. Nosso amor, entretanto, parecia maior que isso. Em 1991, passei a tomar pílulas anticoncepcionais com a orientação da minha médica ginecologista. Falei a ela que eu era fumante, mas naquele momento, não percebemos o risco que eu corria.
Eu era uma jovem dinâmica e ativa. No mesmo ano, resolvi começar a trabalhar. Transferi o curso de farmácia para o período noturno e arrumei um emprego em uma empresa de higiene bucal, em que fui efetivada. Todos os dias, cruzava a cidade com meu carro para trabalhar e estudar. E ainda arrumava tempo para correr pela USP nos fins de tarde e fazer aulas de ginástica aeróbica e musculação. Aos fins de semana, eu fazia passeios românticos com meu namorado ou saía com minha turma de amigos. Gostava de dançar, viajar, beber, conversar, fazia tudo o que me dava vontade.
Em meados de 1993, comecei a ter dores de cabeça que, apesar de desaparecerem com aspirinas, estavam ficando cada vez mais frequentes. Decidi marcar uma consulta com a ginecologista, queixei-me das dores, mas ela disse que não era nada grave. Passei um ano com o problema. E, num domingo, dia 1 de maio de 1994, vi o Ayrton Senna morrer. A data me marcou demais. Não que eu imaginasse que, no dia seguinte, seria eu a próxima vítima – de um tipo diferente de morte, mas morte. Na segunda, acordei, me vesti e fui trabalhar. Trabalhei o dia todo, não senti nada de anormal. No fim da tarde, fui buscar meu irmão na USP, para irmos para casa. Quando chegamos, me apressei em ir até o banheiro para escovar os dentes. Na sequência, iria ao shopping. Mas antes de sair do banheiro, senti uma forte tontura e gritei por socorro.
Quase imediatamente entrei em convulsão. É uma sensação horrível! Tentava controlar meus movimentos, mas os músculos não paravam de tremer. Minha família ficou apavorada. Meu pai massageava meu coração. Meu irmão cuidava para eu não morder a língua, colocando uma escova de dente na minha boca. Enquanto isso, minha mãe ligava para o resgate. Alguns vizinhos ouviram a confusão e vieram ajudar. Me pegaram no colo e me colocaram num carro. São mais que vizinhos, são queridos amigos de quem até hoje recebo muito carinho e apoio. Quase não conseguia falar e, naquela confusão, não sabia se minha família viria atrás do carro ou não. Fui para o pronto-socorro Municipal de Santana. No caminho, pedia calma com a mão, não tinha a mínima ideia do que estava por vir.

Agora entendo porque, em um pronto-socorro municipal, cuja fila é enorme, fui atendida logo. Colocaram-me em uma maca e levaram-me direto para a consulta. Na sala do médico, havia algumas enfermeiras que delicadamente tiraram meu relógio, gargantilha e brincos. Precisavam ser delicadas para eu não me machucar, pois meu corpo trepidava. Minha família me achou no pronto-socorro, depois de percorrer todos os hospitais da região. Ao lado da maca, minha mãe segurava a minha mão, e eu me perguntava quem seria aquela pessoa. De olhos fechados e com muito esforço, só conseguia falar mamãe e papai. Ironicamente, as primeiras palavras que aprendi seriam as últimas que eu diria.
Aos poucos ia chegando a hora da metamorfose. Inconscientemente, eu dava adeus aos meus longos cabelos aloirados, aos meus passos, à minha voz (que nunca mais ninguém ouvirá), aos movimentos, às danças nas festas, ao meu querido carrinho e a mais um milhão de coisas. Fui transferida de ambulância para um hospital particular. Apenas meu pai me auxiliava, com um balão de oxigênio. Era difícil de respirar.
No novo hospital, um enfermeiro me pôs em uma maca. Levaram-me para um quarto. Tiraram minha roupa e me vestiram com um daqueles camisolões de hospital. A convulsão continuava. Lembro-me dos médicos ficarem discutindo o diagnóstico em volta da cama. Fui ficando atordoada, senti um mal-estar repentino e vomitei.Uma enfermeira que me acompanhava falou para o colega dela: “Ela não passa desta noite”. Depois dessa frase, já não lembro de nada. Entrei em coma. Durante esse período, não tinha consciência de onde estava, tudo parecia um sonho. Acordei dois meses depois, em outro hospital, careca, muda, tetraplégica, com sonda nasogástrica, fraldas e cicatrizes. Quando saí do coma, achei que tudo só podia ser um pesadelo. Longo e cheio de detalhes, mas um pesadelo. Podia jurar que não tinha estado em coma, mas na minha cama, dormindo.
O PESADELO
A verdade, no entanto, era outra. Sofri um Acidente Vascular Cerebral e minha nova realidade era aquela: feia, muda e sem movimentos.Lembrava da última vez que tinha me visto no espelho antes do AVC e sentia desespero. Saudade, tristeza, abandono... senti tudo, principalmente revolta e ódio. A combinação do cigarro com anticoncepcional aumenta muito o risco de a mulher sofrer um AVC e eu e minha ginecologista deveríamos ter percebido isso. Alguns especialistas me disseram que a pílula foi 100% responsável pela trombose que levou ao rompimento de uma das veias do meu cérebro. Outros acham que não foi o fator principal. Porém, a mistura da pílula com o cigarro deveria ter sido evitada e eu deveria ter dado atenção às dores de cabeça que não passavam. Se tivesse agido de outra forma, hoje estaria andando.
Depois da Trombose Cerebral e de ter ficado tetraplégica, vivi três anos sobre uma cama hospitalar. Durante esse período, observei quase todo mundo se afastando de mim. Lentamente, fui esquecida pelos meus 150 “queridos amigos”. Cada um que me deixou, me preencheu com uma mágoa eterna. O Lucas foi um deles. Ele foi diminuindo a frequência das visitas, até parar de me ver. Chorei, revivi todo meu passado, procurei culpas e culpados e pensei: morri, acabou tudo!
O que eu não sabia é que, na verdade, estava começando uma segunda vida. Não tinha saída. Eu poderia chorar a vida inteira pelo romance acabado e pela tetraplegia ou parar de chorar e começar a viver. Optei por viver: aos trancos, aos farrapos, aos pedaços. Mas o tempo tem uma força estranha, e com ele comecei a escrever meus pensamentos amargurados com o movimento de um único dedo, o médio da mão esquerda. Em um notebook, digitava no meu colo, na cama. No começo, cheguei a passar um dia para completar uma página. Depois de quase um ano de esforço, terminei meu primeiro livro: Sem Asas ao Amanhecer. Hoje, ele está na décima primeira edição. Mas não me contentei. Escrevi outro chamado A Doce Sinfonia de Seu Silêncio.
Como sou muito ativa e odeio ficar parada, voltei a estudar. Fiz mestrado e publiquei um livro científico sobre cosméticos. Em 2006, terminei o doutorado. Depois, fiz três anos de pós-doutorado, sempre na USP, e ganhei vários prêmios acadêmicos. Também aprendi sozinha inglês, italiano e espanhol. Há três anos me mudei para João Pessoa. Meu irmão passou em um concurso e começou a trabalhar na Universidade Federal daqui. Em pouco tempo, estávamos todos juntos. Logo procurei um modo de contribuir com a instituição. Estou no segundo ano de um novo pós-doutorado, já participei de mais de 30 congressos, tenho artigos publicados no exterior e sou revisora de revistas científicas.
O COTIDIANO
Me sustento com o dinheiro do meu trabalho e levo uma vida confortável. Contrato pessoas que me auxiliam nas tarefas diárias. Preciso de tudo: de um copo de água, de um banho, que me tirem e ponham na cama. É assim que vive uma mulher que mexe só um dedo. Uma vida nada fácil, mas é a única que eu tenho; e a vida não é como queremos, é como é. E, mesmo com essa limitação, me considero feliz. Amo o que faço. Uso estatística e química para analisar estruturas moleculares. Quando estou trabalhando, me sinto muito bem.
Durmo tarde, 23h, 24h, 1h. Dependendo do trabalho, acordo cedo, 6h ou 7h. E já coloco o biquíni! No meu prédio tem um espaço legal para tomar sol e eu aproveito o solzinho da manhã que é uma delícia. Tomo na minha cadeira-de-rodas “de sol”. Tenho três cadeiras:uma levinha, muito usada para banhos de sol, viagens e passeios em geral; uma mais alta e mais pesada, que uso para trabalhar no computador e uma motorizada, muito confortável. Depois do sol, tomo banho, vou para o computador e trabalho até a noite. Faço uma pausa para malhar e me alongar (montei uma miniacademia no meu quarto) e volto para o trabalho.

Adoro um churrasco com os amigos à beira da piscina ou passar o dia na praia, com cervejinha. Apesar da dependência física, tenho pensamentos e emoções próprias, como todo mundo. Às vezes, rola uma paquera no shopping ou em uma praia, mas o mais frequente é pela internet, porque a web é meu modo de fazer laços sociais. Ao mesmo tempo, desenvolvi a sensibilidade de entender nas entrelinhas e distinguir uma paquera de armadilhas. Se vejo que é sério, engato um namoro. Até noiva já fui duas vezes: por dois anos, do Mateus, e quase sete, do FabrizioQuando falo isso, as pessoas se perguntam sobre o sexo. É normal, já que não sou uma pessoa comum. Mas sou mulher e tenho relações como qualquer outra. Aprendi a dar e receber carinho e prazer.
Se você pensar que eu me comunicava piscando e hoje escrevo num teclado normal, acho que estou bem. Apesar dos meus limites físicos, produzo trabalhos de qualidade, reconhecidos e até invejados dentro da comunidade científica. Infelizmente, não posso prestar concurso na faculdade, porque não falo. Esse é meu sonho, ter um emprego na faculdade. Sei que não tenho condições de dar aulas, mas as faculdades deviam ter vagas para pesquisadores. É o meu sonho. Aprendi que nessa vida o que importa é ser feliz. Se eu encontro momentos prazerosos com minhas dificuldades, muita gente sã e cheia de dinheiro pode não encontrar. O que ontem era indispensável para mim, hoje é fútil. Ser feliz tornou-se ao mesmo tempo algo muito mais simples e complexo.
globo.com
por Depoimento a Igor Zahir

Vasco confirma saída do técnico Paulo Autuori.

Aconteceu o esperado. No fim da manhã desta terça-feira, a diretoria do Vasco confirmou, em breve nota em seu site oficial, que Paulo Autuori não é mais o treinador da equipe. A decisão do técnico já havia sido tomada e não foi alterada mesmo após a reunião com o presidente Roberto Dinamite, o diretor geral Cristiano Koehler e o diretor de futebol Ricardo Gomes, ocorrida na noite da última segunda-feira.
A passagem de Paulo Autuori pelo Vasco durou três meses. Foram 11 jogos, com apenas quatro vitórias, dois empates e cinco derrotas. O aproveitamento, de 42%, foi inferior ao seu antecessor, Gaúcho, que treinou o Vasco apenas no Carioca e conquistou 52% dos pontos.
No treinamento desta terça-feira, Paulo Autuori sequer apareceu no gramado. O elenco foi comandado por Jorge Luiz, ex-zagueiro do clube e que trabalha como auxiliar do Cruz-Maltino. O ex-jogador deve ser o escolhido para dirigir a equipe no clássico contra o Flamengo, no próximo domingo, às 18h30, em Brasília, no estádio Mané Garrincha. Terá alguns poucos dias para tentar, principalmente, devolver a confiança ao time, abalada com a derrota sofrida por 5 a 3 para o Internacional, na última rodada.
Foi justamente após essa partida que Paulo Autuori começou a dar claros sinais de que não continuaria à frente da equipe. Insatisfeito com o fato de a diretoria não ter cumprido o prazo prometido para quitar os salários atrasados, o treinador desabafou. O São Paulo surge comoprovável destino do comandante, que foi campeão da Copa Libertadores e do Mundial em 2005 pelo clube paulista.
Confira a nota oficial do Vasco na íntegra:
O Club de Regatas Vasco da Gama informa que Paulo Autuori não é mais treinador do clube.

O Vasco agradece a dedicação, os serviços prestados pelo profissional e deseja o melhor no seguimento de sua carreira.
GE - Por Gustavo RotsteinRio de Janeiro