11 de fevereiro de 2015

Memórias de cem anos

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Pessoas morriam de fraqueza na estrada. Ali mesmo, tinham a alma encomendada pela família, dois paus amarrados em cruz para marcar o lugar da morte
FOTO: FABIANE DE PAULA
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A Seca do Quinze ganhou projeção na obra de Rachel de Queiroz. Todo ano, ela visitava a fazenda ‘Não me deixes’, dividindo o tempo entre a cadeira do quarto e a rede do alpendre
FOTO: EDUARDO QUEIROZ
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Raimundo Pereira da Luz Santos conta histórias que viveu e que ouviu, remontando a desolação que seguiu depois d’O Quinze
FOTO: FABIANE DE PAULA
O Quinze foi seco que morria tudo: gente, mato, bicho. Depois de muito tempo sem ver céu bonito pra chover, o jeito era acreditar que o inverno ainda poderia começar em abril. Nada, só água findando e criação morrendo. Quando acabava milho e feijão, era hora de partir. Uma legião se retirava a pé pelos caminhos estreitos quando estrada quase não tinha. Eram famílias inteiras que batiam às portas de casa para viajar atrás de ração de comida, ajeitando os meninos todos em fila e revezando ora a pé, ora no lombo do jumento.
Percorriam as chapadas catando mucunã, pau-de-mocó, xique-xique e maniçoba para fazer a mistura. Iam deixando pela beira das estradas irmão, pai e filho que não conseguissem resistir à fraqueza. Mãe doava menino para que não morresse de fome. O sofrimento era tanto que saiu de 1915 para ressignificar o sertão. E aquela seca, que sertanejo só chama d’O Quinze, deixou de ser fenômeno para virar adjetivo de comparação a todas as outras que vieram desde então.

“Foi a maior seca que houve na história do nosso mundo”, diz Sebastião Gomes de Souza, 67. O Quinze quase não deixou homem quieto no sertão, os caminhos enchendo de casa abandonada na busca por alimentação. O pai de Sebastião tinha cinco anos, mas o ocorrido só contou mesmo de ouvir o pai dele dizer. As famílias saíam andando, e o povo ia morrendo aos poucos, de fome e de sede. Durava o tempo de cansar para sempre e ter a alma encomendada por um bendito improvisado ali mesmo na estrada, dois paus amarrados em cruz para marcar o lugar da morte.

“Nessa estrada aí tem muita cruz das pessoas que regressavam no mundo atrás de recurso e de trabalho nesse tempo. E aí, se esse ano for como tão agourando, uma seca cruel, rapaz, eu vou lhe dizer uma coisa: é no caminho de se acabar tudo”, diz Sebastião. E acrescenta saber que nada no mundo prospera sem água, mas para o agricultor riqueza maior é a terra: “Porque nós sabe manejar. Toda vida trabalhemo foi assim mesmo. A vida no Ceará sempre foi dessa maneira: um ano bom, dois ruim. Aqui pra cima só quem sabe é um. E o que ele faz não manda dizer pra ninguém. Não vai escrever. Se tiver um invernozinho que aumente um pouquinho nosso depósito d’água e crie alimentação, tá bom. Se escapar o que nós tem, já tamo é rico”.

Vontade de comer Sebastião já passou muito, por isso ergue as mãos para cima agradecendo que, diferente do outro Quinze, hoje não vê gente passando fome. Seca como aquela, só a de 77, quando a família repartia a rocinha plantada na beira do açude com quem passasse precisão. Hoje, só divide a água do açude próximo ao assentamento onde mora, em Tamboril. “Enquanto tiver, a gente reparte né? E aí minha vida tem sido assim, desejando que chova o quanto for pra gente atravessar outro ano. E se Deus e Nossa Senhora quiser, mais outro e mais outro”.

Cem anos depois d’O Quinze, as pessoas pouco precisam deixar suas casas. Os programas sociais do governo vêm dando conta de evitar que o sertanejo inche de fome. Essa diferença dos dois quinzes derrama lágrima no sertão quando se fala em prato de comida. Isabel Santos de Souza cresceu em Tamboril, ouvindo a mãe recontar as histórias dos avós sobre a grande seca. A prosa passeava pelo alimento: o mucunã era lavado em nove águas porque tinha veneno, depois era pilado para fazer um cuscuz; a maniçoba era ralada como se fosse batata para dar a goma do pão; o pau-de-mocó tinha a raiz retirada e pisada para poder virar alimentação. “Quando minha mãe contava essas coisas, eu imaginava: Meu Deus, como é que eles comiam pau-de-mocó?”, pergunta Isabel. Mas as plantas do mato ainda marcavam tempo bom. Naquele 1915, os retirantes comiam na estrada o que aparecia: de couro de bicho cozido e sola sapecada à criação morta disputada com urubus. Não era raro gente morrer e matar em disputa por ovelha para comer. O desespero era tanto que atravessaram gerações as histórias dando conta de filha moça vendida na estrada ou de mãe que doava o filho para evitar vê-lo morrer de fome.
“A fome era tão braba que comiam animal, burro, até gente tentaram comer. Só porque não deu certo. Quando botaram o sal, a carne desmanchou. Aí na hora não teve condição não. Eles contam, né?”, diz Domingues de Souza Feitosa, 67. Daquele Quinze, ele guarda o que ouvia o bisavô contar. Era bem diferente de hoje, que ele consegue manter a família vendendo o cheiro vende plantado no quintal de casa, na zona rural de Tamboril. N’O Quinze, se tirava a comida dos matos porque não se sabia produzir outros tipos de alimentação nem reaproveitar a água. “Aí quando vinha a seca, se acabava a alimentação, e eles iam passar fome”, diz. Mesmo quando tinha ação do governo, era para beneficiar patrão ou juntar os retirantes em campo de concentração para morrer.

“Hômi, O Quinze foi a seca mais perigosa do mundo”, Zé Favela ouvia a mãe contar no Tauá. A graça de hoje, ele diz, é perceber que não precisou enfrentar seca grande assim. “Minhas secas já eram boas. Não passei muita precisão porque os hômi do governo já tinham coragem de dar comida pra gente. Certo que o arroz era ruim e o feijão preto a gente botava na panela e ficava nadando, pelejava pra cozinhar. Mas vinha o de comer”.

Na localidade de Viração, em Tamboril, Raimundo Pereira da Luz Santos senta em uma cadeira de plástico no alpendre alto de casa. Ele passa as mãos repetidas vezes pelos cabelos brancos já escassos para depois repousá-las cruzadas sobre a barriga. Aperta os olhos para o terreno que rodeia a casa, curvando de vez em quando o corpo para a frente, como se tentasse absorver em memória a paisagem seca. As lembranças já lhe falham aos 90 anos e a seca parece que virou uma só, emendando as de 15, 32, 48, 54. Do que ele conta, há histórias que viveu e outras que apenas ouviu, mas todas elas remontam à desolação que seguiu depois d’O Quinze no sertão. “Nesse tempo tava muito seco, não tinha o que comer nem pra bicho, muita gente passando fome”, ele diz. Seus antepassados quilombolas chegaram ao sertão dos Inhamuns no tempo em que a maioria fazia o caminho inverso fugindo da seca. Mas, depois de conseguirem sobreviver às lutas indígenas na região de Baturité, restou-lhes a opção de resistir naquela terra seca. Ali, fazendo o percurso serra-sertão em tempo de verão e inverno, resistem há cem anos. Foi ali que Raimundo aprendeu a decifrar terra e ler aviso de chuva. “Nas minhas experiências, não vai ter inverno não. Eu tô pedindo a Deus que tenha pelo menos água e uma forragenzinha, mas inverno pra dar milho e feijão não vai ter não”.

No município de Pedra Branca, já no Sertão Central do Ceará, Antônio Francisco de Lima,64, viciou em conversar com gente antiga, recontando os causos em cordel. D’O Quinze, sempre ouviu que foi a maior das secas, a que espalhou o perigo do fogo do fim do mundo no sertão. Os mais velhos diziam aos mais novos: “Talvez seja o fim. Já tá se acabando os animais, depois acaba o resto”. A profecia não concretizou, e Antônio ainda viu, criança, o estrago da grande seca de 70 contrastar com as histórias que ouvia da era chuvosa de 60. “O povo com necessidade, e fiquei perguntando: Meu Deus, porque é que tem dez anos de bom inverno e o pessoal não tem como passar um ano sem sofrimento?. Alguma coisa eu acho que tá errada até hoje”
Beatriz Jucá
Repórter

Regional
Diário do Nordeste

E se o seu time do coração tivesse as cores do grande rival?

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Todo torcedor fervoroso de um time de futebol é apaixonado pelas cores do coração. Mas, e se elas fossem outras? E, pior, se fossem as cores do grande rival? Pensando nisso, adaptamos os escudos de vários clubes brasileiros, utilizando sempre a cor do arquirrival. Será que ficaram legais?
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 Por Marcelo Bloc
Time de Fora

Em jogo difícil e com quatro bolas na trave, time do Fortaleza mostra raça e empenho para superar o Botafogo

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Volante Corrêa abriu o caminho para o triunfo leonino ao marcar de falta
FOTOS: BRUNO GOMES
Em competição disputada como a Copa do Nordeste, fazer o dever de casa é a regra a ser seguida. E o Fortaleza cumpriu à risca, ao superar à forte marcação do Botafogo/PB, ontem à noite no PV, vencendo por 2x1.
O Leão colocou quatro bolas na trave do adversário, enquanto o time paraibano acertou uma no travessão tricolor, mostrando o quanto foi suada a vitória.
Nos 10 primeiros minutos, a marcação forte do Belo dificultou as ações ofensivas do Leão. E os contra-ataques do time paraibano, vez por outra, encontraram brechas na defesa leonina.
Uma dessas brechas quase leva o Bota da Paraíba ao primeiro gol. A bola sobrou para Rafael Oliveira na pequena área e ele mandou uma bomba, que bateu no travessão e subiu.
A disputa por cada espaço do terreno era grande, mediante o espírito de luta do Botafogo. O Fortaleza não ficava atrás, com uma incansável luta de Lúcio Maranhão, que era sempre marcado com falta pelos zagueiros. Uma dessas faltas ocorreu na meia lua de área. Corrêa cobrou rasteiro e assinalou: 1x0.
O fato de o Fortaleza estar vencendo não diminuiu a combatividade do Botafogo, que preenchia todos os espaços com uma marcação implacável.
O Botafogo queria só uma brechinha para chutar a gol e ela surgiu aos 38min, em uma bomba de Chapinha, empatando o jogo. O zagueiro Carlinhos Rech foi expulso no último minuto da etapa inicial. No segundo tempo, ainda foram mais três expulsões, porém, Pio decidiu a partida em um chute que desviou na zaga e enganou o goleiro: 2x1, aos 34 minutos.
Ivan Bezerra
Repórter
Diário do Nordeste

10 de fevereiro de 2015

Em busca da 1ª vitória no Nordestão, Leão do Pici e Belo duelam no PV

Lúcio Maranhão comemora primeiro gol com a camisa Tricolor (Foto: Kiko Silva/ Agência Diário)Lúcio Maranhão é a esperança de gols do Fortaleza (Foto: Kiko Silva/ Agência Diário)
A estreia na Copa do Nordeste não foi a melhor para ambos. Enquanto o Fortaleza empatou com o rival Ceará no Castelão, o Botafogo-PB perdeu para o Ríver-PI no Almeidão. Na segunda rodada, Leão e Belo se encontram no estádio Presidente Vargas, na Capital cearense, e só a vitória interessa. A bola rola nesta terça-feira (10) a partir das 21h45 (horário local).
O jogo marca ainda o reencontro de jogadores com seus ex-clubes. Pio, volante do time cearense, foi destaque do Botafogo-PB na temporada anterior, enquanto o volante Guto, por sua vez, foi destaque no Fortaleza em 2014.
O Fortaleza vem embalado após vitória sobre o Icasa no Campeonato Cearense. Pelo Nordestão, o time do técnico Nedo Xavier quer a primeira vitória na competição. Na estreia, um empate contra o Ceará, no Castelão. Nesta terça-feira, no PV, o Leão do Pici quer mostrar a superioridade em casa e avançar na tabela de classificação.
Para o jogo contra o Belo, o técnico Nedo Xavier não deve ter novidades em relação à equipe que tem atuado no Cearense. O time que entrou em campo contra o Icasa, pelo estadual, deve se repetir nesta terça-feira. O atacante Cassiano, recém-regularizado, estará na lista, mas a linha de frente do Tricolor deve ser mantida com Lúcio Maranhão e Uilliam.

Após vencer o Lucena no sábado e se manter 100% no Campeonato Paraibano, o Botafogo-PB volta suas atenções para a Copa do Nordeste em busca da reabilitação no torneio. Na estreia, o time foi derrotado em casa para o River-PI, por 2 a 1, e agora é o lanterna do Grupo D do Nordestão.

Na oportunidade, o time de João Pessoa atacou bem mais que o rival, mas acabou derrotado. Assim, para o duelo contra o Tricolor do Pici, o técnico Marcelo Vilar treinou basicamente finalização, e pediu mais atenção de sua equipe para não desperdiçar tantas chances de gol. Ele admite ainda que, após ser derrotado em casa, o Belo vai precisar vencer fora de casa para se classificar. E é com este tipo de ousadia que o time promete entrar em campo.

lucena x botafogo-pb (Foto: Kleide Teixeira / Jornal da Paraíba)Pelo estadual, Belo bateu o Lucena (Foto: Kleide Teixeira / Jornal da Paraíba)
O trio de arbitragem é piauiense. Antonio Santos Nunes será o árbitro principal. Ele será auxiliado por Rogério de Oliveira Braga e Francisco Nurisman Machado Gaspar. 
HEADER escalacoes 690 (Foto: Infoesporte)
Fortaleza: Para o duelo contra o Belo, o técnico Nedo Xavier deve manter a base do time que tem entrado em campo nas últimas partidas. Com isso, sem muitas surpresas, o Leão deve ter a seguinte formação titular: Deola; Pio; Genílson; Adalberto e Wanderson; Auremir; Corrêa; Vinícius Hess e Samuel; Lúcio Maranhão e Uilliam.
Botafogo-PB: Após a derrota para a equipe piauiense na estreia, o técnico Marcelo Vilar deve retomar o esquema de jogo que vinha utilizando, com cinco meias. Além disto, segue a dúvida sobre quem permanece como volante titular: se Hércules ou Zaquel, já que ambos vêm disputando a vaga. Outra dúvida é a entrada de Potita no time titular. O atacante entrou bem contra o Lucena, no segundo tempo do jogo pelo Paraibano, e fica na expectativa de entrar já no início. Desta forma, o time titular deve ser formado por Genivaldo, Toty, Roberto Dias, Carlinho Rech e Alex Cazumba; Hércules (Zaquel), Guto, Doda, Chapinha (Potita) e Bismarck; Rafael Oliveira. 
header quem está fora (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
Fortaleza: O meia Éverton, expulso na última rodada da Série B de 2014 pelo Joinville, não está à disposição. O atleta pegou gancho de dois jogos, já cumpriu o primeiro diante do Ceará e estará de fora também diante do Botafogo-PB.
Botafogo-PB: O Belo tem apenas uma baixa. Jônatas Belusso, que tinha feito sua estreia no final de semana pelo estadual, não está mais no elenco. O atacante recebeu uma proposta do futebol coreano e deixou o clube nesta segunda-feira.
Por Fortaleza, CE

9 de fevereiro de 2015

Bebê Laurinha completa um ano em coma; família cobra justiça

Família de Laura pede justiça pela morte de Paula Praciano (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)
Família de Laura pede justiça pela morte de Paula Praciano (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)








Há exatamente um ano, nascia a criança que ficaria conhecida por uma imensa campanha de motivação. Uma verdadeira rede de oração que uniu pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo. Laurinha nasceu, mas não acordou. Sua mãe faleceu após dar a luz. Doze meses depois, a família ainda espera pela melhora da menina e foi às ruas, na noite desta quinta-feira (5), pedir por justiça pela morte de Paula Praciano.
Família, amigos e pessoas comovidas com a história se encontraram na Praça da Imprensa, em Fortaleza, por volta das 19h. Vestidas com blusas e portando cartazes com frases que falavam sobre a “justiça de Deus” e a “justiça dos homens“. Fizeram um altar ao ar livre e para rezar pela morte da mãe e pela saúde da filha.
Segundo o pai da criança, Ádamo Cruz, mais do que um momento de oração, o encontro era uma forma de manifestação. “Nós estamos aqui por dois motivos: o primeiro é buscar justiça e prestar serviço de utilidade pública, porque foi um erro médico e essa história não pode cair no esquecimento. O segundo, é para reunir as pessoas que nos apoiam para rezar por elas”, explica.
Laurinha, com oito meses, segurando a mão do pai, Ádamo Cruz (FOTO: Arquivo pessoal)
Laurinha, com oito meses, segurando a mão do pai, Ádamo Cruz (FOTO: Arquivo pessoal)
Acidente
Um ano atrás, Paula e Laura chegaram bem e saudáveis à Maternidade Gastroclínica. Em meio ao parto, a mãe sofreu um choque anafilático, devido a uma reação negativa a um medicamento que lhe foi dado, causando uma parada cardiorespiratória. Em razão disso, Laurinha não recebeu oxigênio da mãe e teve um edema cerebral.
A família entrou com um processo na Justiça. O inquérito investiga os possíveis responsáveis pela morte de Paula e a quase morte da criança. Um ano depois, nem todas as pessoas foram ouvidas ainda e o caso continua sem resolução. O pai contou que nem o médico e nem mesmo o hospital se pronunciaram. A tia de Laurinha, Rafaela Praciano, relembra emocionada o dia 6 de fevereiro de 2014. “É um sentimento de angústia muito grande. A gente sente que se minha irmã tivesse tido a Laurinha no meio da rua, ela ainda poderia estar aqui, então alguém tem que ser responsabilizado por isso“, afirma.
Laurinha deixou a maternidade há quatro meses e recebe os cuidados para a saúde de casa. O antigo quarto da mãe foi transformado em um mini hospital para atender as necessidades da criança. A menina ainda respira por aparelhos e faz, diariamente, oito tipos de tratamentos, entre fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e o Método Padovan de Reorganização Neurofuncional – uma abordagem terapêutica que tenta reabilitar o sistema nervoso, recapitulando os movimentos do corpo, da fala e do pensamento. “O quadro da Laura é estável. Ela vem evoluindo, mas tudo isso leva muito tempo. É um processo muito lento. Agora estamos empenhados em ‘desmamar’ o respirador que ela usa, para que ela tenha mais independência”, explica Ádamo.
Desde os seus primeiros dias de vida, uma verdadeira mobilização foi feita na Internet pela recuperação da criança, com correntes de oração e mensagens positivas. O grupo “Acorda, Laurinha” tem mais de 99 mil pessoas no Facebook e a família conta que Laura ganhou vários tios e tias pelo país e pelo mundo, que torcem por sua saúde.

Por Renata Monte 
Tribuna do Ceará

Costa do Marfim repete 1992, vence Gana nos pênaltis e fica com o título

Gana entrou em campo para a decisão da Copa Africana de Nações querendo devolver a derrota na final de 1992, nos pênaltis. Mas o enredo foi o mesmo, com um final feliz para os marfinenses. Após empate em 0 a 0 no tempo regulamentar e na prorrogação, o goleiro Barry pegou duas penalidades e balançou a rede na 22ª cobrança da decisão para definir o 9 a 8 para Costa do Marfim: vitória, título e festa para Yaya Touré e companhia.
Com o resultado, os marfinenses levantam a taça pela segunda vez na história da competição. Gana, com quatro canecos conquistados, chega a quarta derrota na decisão da Copa Africana. A última havia sido em 2010, em Angola, contra o Egito, quando perdeu por 1 a 0.
Costa do Marfim bate Gana nos penáltis e é campeã africana (Foto: Reuters)Jogadores marfinenses comemoram: Costa do Marfim bate Gana nos pênaltis e é campeã africana (Foto: Reuters)
Muita entrega, pouca bola
Pelos personagens presentes em campo, a expectativa era de uma grande final de campeonato. Porém, a qualidade de jogadores como Yaya Touré e Asamoah Gyan deu lugar aos violentos lances de Serey Die. Aos 15 minutos do primeiro tempo, o volante marfinense já havia levado um cartão amarelo por uma entrada perigosa em Wakaso. Os ânimos foram se acalmando e a primeira chance da partida foi de Gana. Atsu recebeu de Ayew e bateu de fora. A bola explodiu na trave esquerda de Barry. 
Com mais posse de bola, a Costa do Marfim apostava na velocidade de Gervinho, mas não conseguiu repetir a boa atuação da semifinal. Sem deixar espaços, Gana equilibrou o jogo e teve oportunidades para garantir o título no tempo regulamentar, mas parou nas boas defesas de Barry.
Die e Wakaso Costa do Marfim x Gana (Foto: Reuters)Serey Die acerta Wakaso, de Gana: árbitro deu apenas o amarelo para o volante marfinense (Foto: Reuters)
A prorrogação não reservou grandes emoções. Com duas equipes tensas dentro de campo, poucas oportunidades de gol foram criadas. Gana foi quem mais buscou o campo de ataque, sempre com Atsu, nos remates de longe, e Gyan, incomodando na grande área. Sem bola na rede, as seleções levaram a decisão para a marca das penalidades.
22 pênaltis, lesões e herói Barry
Se a história já era parecida com a do título da Costa do Marfim em 1992, os deuses do futebol reservaram ainda mais semelhanças. Na oportunidade, os marfinenses venceram o duelo por 11 a 10, com 12 cobranças para cada lado. Desta vez foram 22 oportunidades para cada seleção e consagração de um herói improvável.
Coube ao goleiro Barry, da Costa do Marfim, garantir mais um caneco. Após dez pênaltis para cada lado e um empate de 8 a 8, os goleiros foram para a cobrança. Razak parou no arqueiro marfinense, que após se lesionar duas vezes durante as penalidades - a perna direita e a mão esquerda - cobrou com perfeição a 22ª penalidade e definiu o jogo. 
Costa do Marfim bate Gana nos penáltis e é campeã africana (Foto: AP)Capitão marfinense, Yaya Touré comemora com a taça juntos com os companheiros (Foto: AP)


Por 
Bata, Guiné Equatorial

Marcelo Vilar pede mais critério e vê cobrança exagerada da torcida do Botafogo-PB

Marcelo Vilar, técnico do Botafogo-PB (Foto: Lucas Barros / GloboEsporte.com/pb)Marcelo Vilar, técnico do Botafogo-PB
(Foto: Lucas Barros / GloboEsporte.com/pb)
Ter uma folha salarial maior não é motivo para “atropelar” os outros times do Campeonato Paraibano. Pelo menos foi o que deixou claro o treinador do Botafogo-PB, Marcelo Vilar, que afirmou que se for deste modo, o Alvinegro vai perder suas partidas para Fortaleza e Ceará na Copa do Nordeste, uma vez que o investimento dos dois clubes cearenses é superior ao do Belo. 
Para Vilar, o problema também é que se tem dois pesos e duas medidas para cobrar o time: na Paraíba, o Belo precisa ganhar de todos, por ter maior folha, e no Nordestão, precisa ganhar, mesmo tendo um investimento menor.
- É engraçado o seguinte: se fala muito do investimento da folha do Botafogo. Que temos que atropelar os times de investimento menor. Se for assim, já saímos perdendo para o Fortaleza, já que é um clube com investimento muito alto. Mas não é assim. Agora, todo mundo quer que a gente ganhe lá - ironizou Vilar. 
Apesar de saber da força do Fortaleza, Marcelo Vilar quer conseguir um resultado positivo para continuar na competição, já que o Belo perdeu na primeira rodada do Grupo D, para o Ríver-PI, por 2 a 1, no Estádio Almeidão.
- Nós vamos jogar o futebol que temos jogado, esperando sair de lá um com uma vitória que é o que nos interessa. O Fortaleza é um time de investimento muito alto, com jogadores muito qualificados e que vai nos proporcionar um jogo muito difícil - disse.
No Paraibano, o Botafogo venceu os dois jogos que disputou. O primeiro contra o Miramar por 2 a 0, e no segundo enfrentou o Lucena por 1 a 0. Mesmo com as vitórias, o time ouviu críticas da torcida que queria placares mais elásticos contra os dois tubarões, que figuram na parte de baixo da tabela.


Por 
João Pessoa

O elenco do Fortaleza teve reapresentação na tarde desta segunda feira (09), quando houve uma atividade recreativa. Em seguida os relacionados já concentraram pensando no confronto dessa terça feira, no PV, diante do Botafogo da Paraíba, pela Copa do Nordeste

Atacante Cassiano foi regularizado e está concentrado para o jogo dessa terça feira, quando o Leão encara o Botafogo da Paraíba pelo Copa do Nordeste. (Fotos: Nodge Nogueira)
O elenco do Fortaleza teve reapresentação na tarde desta segunda feira (09), quando houve uma atividade recreativa. Em seguida os relacionados já concentraram pensando no confronto dessa terça feira, no PV, diante do Botafogo da Paraíba, pela Copa do Nordeste. 

Sem tempo para treinar entre um jogo e outro, já que o Leão atuou no sábado à noite pelo Estadual, o técnico Nedo Xavier liberou o grupo para o tradicional rachão, que contou com a participação do novo reforço, o lateral direito Tinga, que foi apresentado após o treino desta tarde. 

Para o importante compromisso contra o representante paraibano, o técnico leonino não contará com o meia Éverton, que cumpre o segundo jogo de suspensão por expulsão no seu último jogo de 2014, quando ainda atuava pelo Joinville, na Série B. Por outro lado o treinador Nedo Xavier ganhou mais duas opções, o meia Daniel Sobralense e o atacante Cassiano, que estão regularizados e relacionados para o jogo. 

Os ingressos para esse jogo seguem disponíveis nos pontos credenciados, ao preço de R$ 30,00 (trinta reais) para arquibancada, e R$ 100,00 (cem reais) para o setor de Sociais, com a meia entrada custando 50% dos respectivos valores. 

O Fortaleza enfrenta o Botafogo/PB nessa terça feira, a partir das 21h45min, no Estádio Presidente Vargas, pela segunda rodada do Nordestão, em jogo que pode valer a liderança do Grupo D para o Tricolor de Aço, que empatou em 1 a 1 com o Ceará no jogo de estreia na competição. 

ASSESSORIA DE IMPRENSA DO FORTALEZA
Jornalistas Nodge Nogueira e Raissa Feijó
 

Nessa terça feira (10) o Leão volta a campo, para cumprir o seu segundo confronto pela Copa do Nordeste. Tricolor de Aço enfrenta o Botafogo Paraibano, num jogo que pode levar o Fortaleza à liderança da competição.

Nessa terça feira (10) o Leão volta a campo, para cumprir o seu segundo confronto pela Copa do Nordeste. Tricolor de Aço enfrenta o Botafogo Paraibano, num jogo que pode levar o Fortaleza à liderança da competição. (Arte: Maciel Júnior)
E mais uma vez os jogadores esperam contar com o apoio da Maior do Estado, que já se arregimenta para comparecer em massa ao Estádio Presidente Vargas, para levar o seu grito de incentivo ao Tricolor de Aço. 

E os ingressos para o importante compromisso estão disponíveis para a Nação Tricolor, nas bilheterias do Pici, na loja Leões do Pici Store (Avenida Barão de Studart, 2550 – loja 4), bem como nos demais pontos de vendas já conhecidos da torcida leonina. 

As entradas para o importante confronto estão custando R$30,00 para o setor de arquibancadas e R$100,00 para as cadeiras especiais. Todos os setores possuem meia-entrada. As gratuidades serão entregues nesta segunda-feira (09), das 09h às 17h, no Pici. 

Pontos de vendas

Estádio Alcides Santos
Leões do Pici Store
Loja Benfica
Lojão do Ariosvaldo
Loja Caldeirão (Shopping Riomar)
Tricolaço
Amor Eterno
Aguerrido Store
Loja Bom Jardim

ASSESSORIA DE IMPRENSA DO FORTALEZA:
Jornalistas: Nodge Nogueira/Raíssa Feijó
 


Tinga assinou contrato com o Leão e foi apresentado no Pici.


Tinga assinou contrato com o Leão e será apresentado após o treino da tarde.
O Fortaleza confirmou nesta segunda feira (09) mais uma contratação para a temporada 2015. Trata-se do lateral direito Tinga, que pertence ao Grêmio/RS e fez uma boa temporada ano passado defendendo o Boa Esporte/MG. 

Tinga é uma das gratas revelações do Tricolor Gaúcho, tendo vestido a camisa da Seleção Brasileira Sub-20, o que resultou inclusive em sondagens de clubes do exterior para uma possível negociação, porém as conversas não prosperaram e o jovem valor veio defender o Leão, indicado por Nedo Xavier, que o comandou em 2014 no Boa Esporte. 

O novo reforço já se encontra no Parque dos Campeonatos, onde faz as avaliações de praxe de será apresentado no final da tarde desta segunda feira, na Sala de Imprensa Carlos Rolim Filho. 

FICHA TÉCNICA 

Tinga 
Nome: Guilherme de Jesus Silva 
Posição: Lateral direito 
Data e local de nascimento: 01/setembro/1993 – Porto Alegre/RS 
Altura: 1.79m – Peso: 78Kg 
Clubes: Grêmio/RS, Seleção Brasileira Sub-20 e Boa Esporte/MG 


ASSESSORIA DE IMPRENSA DO FORTALEZA 
Jornalistas: Nodge Nogueira e Raissa Feijó 

João Paulo Cunha paga R$ 536 mil de multa e deve ir para prisão domiciliar

joão paulo cunha (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)O ex-deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) apresentou ao Supremo Tribunal Federal(STF) comprovante de que recolheu aos cofres públicos os R$ 536 mil da multa de reparação pelos desvios ocorridos na Câmara dos Deputados quando ele presidia a Casa, entre 2003 e 2005. Cunha cumpre pena no processo do mensalão do PT desde fevereiro do ano passado. Ele foi condenado a 6 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de peculato e corrupção passiva.

Nesta sexta-feira (6), o ministro Luís Roberto Barroso enviou o caso de Cunha para que a Procuradoria Geral da República opine, como é praxe no tribunal. Ao procurador-geral, Rodrigo Janot, Barroso informa que a defesa apresentou a Guia de Recolhimento da União (GRU) com a data da última terça (3).
Em razão dos dias trabalhados na cadeia, João Paulo Cunha já cumpriu um sexto da punição, o que dá a ele direito à progressão de regime.
Cunha fez o pedido de progressão, mas o Supremo rejeitou ao entender que ele não poderia obter o benefício antes de devolver o que desviou. Agora, com o pagamento comprovado e caso o procurador opine a favor do condenado, Barroso deverá dar decisão individual autorizando a prisão domiciliar.
Após ter o benefício rejeitado, Cunha tentou a liberdade ao pagar R$ 5 mil e propor acordo na Advocacia Geral da União, mas o ministro  Barroso, relator do mensalão, rejeitou o pedido. Agora, o ex-deputado comprovou pagamento dos R$ 531 mil que restavam.
Dos políticos presos no mensalão, Cunha é o único que não foi autorizado a cumprir pena em casa. Outros presos do processo, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-presidente do partido José Genoino e o ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), foram autorizados a deixar o presídio e cumprir prisão domiciliar.
Mariana Oliveira
Da TV Globo, em Brasília

MP-CE requer anulação de concurso da Polícia Civil

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IMAGEM: DIVULGAÇÃO/MPCE
O Ministério Público do Estado do Ceará(MPCE) ajuizou, na última quarta-feira (4), uma Ação Civil Pública com pedido liminar requerendo a anulação do Concurso Público para provimento dos cargos de delegado, inspetor e escrivão da Polícia Civil do Estado do Ceará.
A ação, contra o Estado do Ceará e a Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp), é baseada em várias denúncias de vazamento de questões durante a prova e irregularidades constatadas no Edital. Além disso, o promotor de Justiça da 7ª Promotoria de Justiça Cível e de Defesa da Cidadania, Marcelo Yuri Moreira Martins, pede a realização de um novo concurso, bem como o ressarcimento do valor das inscrições.
Segundo o representante do Ministério Público, foram identificados fortes indícios de irregularidades durante a realização do concurso, conforme denunciado por diversos candidatos, que registraram inúmeras reclamações junto à Promotoria. Em 18 de janeiro deste ano, foi compartilhada em redes sociais, identificadas inicialmente no Facebook WhatsApp, uma fotografia de uma questão da prova subjetiva aplicada para o cargo de delegado, no período da tarde, antes mesmo da divulgação da prova pela instituição examinadora, bem como do enunciado de uma outra questão, em que se solicitava a elaboração de uma peça processual a partir de uma situação relatada.
Tendo em vista que os participantes não poderiam se retirar do local portando os cadernos de prova, conclui-se que o registro ocorreu ainda durante a realização do concurso. Desta forma, sem a audiência da parte demandada, o MP requer a suspensão dos prazos e das etapas do concurso público, para o provimento dos referidos cargos, permanecendo o certame paralisado até o julgamento final da ação civil pública.
Diário do Nordeste

José Genoino pede ao STF extinção de pena com base em decreto de Dilma

José Genoino (GloboNews)  (Foto: Reprodução GloboNews)José Genoino, após passar por exame médico em
Brasília, em 2014 (Reprodução / GloboNews)
O ex-presidente do PT José Genoino, condenado no processo do mensalão e  preso em regime aberto, pediu nesta segunda-feira (9) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o benefício do indulto, pelo qual sua pena fica extinta. O pedido é baseado num decreto, assinado no final de 2014 pela presidente Dilma Rousseff, que concede o benefício para presos em diversas situações. O decreto, no entanto, não gera efeito automático e depende de análise do juiz responsável pela execução penal, que verifica se as condições foram cumpridas.
Caberá agora ao ministro Luís Roberto Barroso, relator das execuções penais do mensalão, decidir sobre o pedido. Antes disso, ele poderá pedir à Procuradoria-Geral da República um parecer sobre o caso, como é praxe no tribunal.
O pedido apresentado pela defesa de Genoino ao STF afirma que o ex-presidente do PT se enquadra nos requisitos para obter o indulto. O texto que concede o indulto prevê perdão aos condenados que cumprem pena em regime aberto ou prisão domiciliar, desde que faltem até oito anos para o cumprimento da pena total. Outra condição é ter cumprido ao menos um quarto da pena, se não reincidente, e ter apresentado bom comportamento na prisão.
“Não existe contra ele qualquer sanção pelo cometimento de falta grave. Não há sequer uma advertência  quanto ao seu comportamento durante o período de cumprimento de sua pena”, dizem os advogados.

Condenado a 4 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa, Genoino foi preso em novembro de 2013 e passou a cumprir pena no regime fechado. Com problemas cardíacos, ele chegou a obter autorização para se tratar em casa em prisão domiciliar no início de 2014, mas em maio teve de voltar à prisão. Em agosto, progrediu para o regime aberto, para ficar preso em casa.

No dia 25 de dezembro de 2014, dia em que foi publicado o decreto, Genoino já havia cumprido 1 ano, 2 meses e 14 dias da pena, já levando em conta 34 dias que havia descontado por cursos de direito e informática que realizou na Penitenciária da Papuda, além de trabalho como auxiliar de biblioteca do presídio.

O relatório carcerário apontou que ele revelou “bom comportamento”, sem registro de faltas disciplinares. No pedido, a defesa também sustentou que, durante os dois períodos em que cumpriu prisão domiciliar, Genoino “apresentou comportamento condizente com as regras previstas”.
Renan RamalhoDo G1, em Brasília