17 de abril de 2016

Guarani de Juazeiro leva pequena vantagem no histórico contra o Uniclinic

Leão e Águia mantém equilíbrio histórico (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria)
Leão e Águia mantém equilíbrio histórico (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria)
O mesmo equilíbrio que se espera nas semifinais entre Guarani de Juazeiro e Uniclinic pode ser observado no histórico dos clubes. O confronto, que acontece desde 2003, aponta uma ligeira vantagem para o Leão do Mercado. O detalhe curioso é que nenhum dos clubes conseguiu vencer um duelo jogando como visitante.
No total, foram disputados 14 jogos entre as equipes. O rubronegro juazeirense conseguiu quatro vitórias, contra três triunfos da Águia da Precabura. Outros sete jogos terminaram empatados. O ataque do Guarani de Juazeiro funcionou um pouco mais e anotou 19 gols, contra 16 do time da capital. A única goleada do duelo aconteceu no dia 05 de fevereiro de 2005, quando o Leão do Mercado aplicou 4 a 1 no Uniclinic, em partida disputada no Romeirão. Os clubes foram rebaixados juntos em 2008. Enquanto o time do Cariri voltou à elite no ano seguinte, o rival amargou todo esse tempo em divisões inferiores. Confira todos os jogos:
01/07/2003 – Guarani 1×1 Uniclinic – Romeirão – Campeonato Cearense Segunda Divisão
13/07/2003 – Uniclinic 2×2 Guarani – Antônio Cruz – Campeonato Cearense Segunda Divisão
05/02/2005 – Guarani 4×1 Uniclinic – Romeirão – Campeonato Cearense Primeira Divisão
26/03/2005 – Uniclinic 2×1 Guarani – Antônio Cruz – Campeonato Cearense Primeira Divisão
15/02/2007 – Guarani 2×2 Uniclinic – Romeirão – Campeonato Cearense Primeira Divisão
24/03/2007 – Uniclinic 1×1 Guarani – Antônio Cruz – Campeonato Cearense Primeira Divisão
16/01/2007 – Guarani 2×0 Uniclinic – Romeirão – Campeonato Cearense Primeira Divisão
22/03/2007 – Uniclinic 3×1 Guarani – Elzir Cabral – Campeonato Cearense Primeira Divisão
17/03/2009 – Guarani 1×0 Uniclinic – Romeirão – Campeonato Cearense Segunda Divisão
01/05/2009 – Uniclinic 1×1 Guarani – Antônio Cruz – Campeonato Cearense Segunda Divisão
24/05/2009 – Guarani 1×1 Uniclinic – Romeirão – Campeonato Cearense Segunda Divisão
27/05/2009 – Uniclinic 2×2 Guarani – Antônio Cruz – Campeonato Cearense Segunda Divisão
05/03/2016 – Guarani 1×0 Uniclinic – Romeirão – Campeonato Cearense Primeira Divisão
19/03/2016 – Uniclinic 1×0 Guarani – PV – Campeonato Cearense Primeira Divisão
RESUMO
Jogos – 14
Vitórias do Guarani – 04
Empates – 07
Vitórias do Uniclinic – 03
Gols do Guarani – 19
Gols do Uniclinic – 16
Blog do Fabiano Rodrigues

Vale muito! Guaraju e Uniclinic iniciam luta por muito mais que vaga em final

O confronto entre Guarani de Juazeiro e Uniclinic pode até não ser tão badalado quando a outra semifinal do Campeonato Cearense. Mas não se engane. Quando a bola rolar, neste domingo (17), no estádio Romeirão, Leão do Mercado e Águia da Precabura começam um duelo por uma vaga garantida na Copa do Nordeste, na Série D do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil de 2016. Bons estímulos, não?
Icasa x Serra Talhada, no Romeirão (Foto: Dilvulgação / Icasa)Romeirão será palco de Guarani de Juazeiro x Uniclinic (Foto: Dilvulgação / Icasa)

O mando de campo da primeira partida será do Guarani de Juazeiro. Na classificação geral do campeonato, o Leão do Mercado terminou atrás da Águia da Precabura e, por isso, fará o primeiro jogo no Romeirão. Ressalta-se, entretanto, que o Guaraju vem de três jogos sem derrota na reta final da segunda fase do estadual.

Do lado do Uniclinic, o retrospecto recente não é favorável. Nos dois últimos jogos, duas derrotas. No entanto, a Águia da Precabura aposta na coesão do elenco e no estilo de jogo do técnico Maurílio Silva para surpreender o adversário e avançar à decisão do Campeonato.

Magno Cordeiro será o árbitro principal da partida. Ele será auxiliado por Nailton Oliveira e Batista Chaves. A bola rola no Romeirão a partir das 16 horas. 
HEADER escalacoes 690 (Foto: Infoesporte)
Guarani de Juazeiro: O Leão do Mercado não deve ter modificações em relação ao elenco que encarou o Fortaleza para conseguir a classificação às semis. Com isso, deve ir a campo com: Diego, Everton, Afonso, Rico, Nilson; Henrique, Rondallys, Eduardo, Adenílson, Halesson, Edinaldo.
Uniclinic: A Águia deve manter a formação que encarou o Ceará na última rodada do estadual: Alex, Douglas Santos, André, Victor, Augusto, Guidio, Preto, Leanderson, Diogo, Rael e Wanderley.
Por Fortaleza, CE

Anselmo brilha, Fortaleza bate o Guarany e tem vantagem no Castelão

Com mais posse de bola e mais consciência nas ações dos 90 minutos, o Fortaleza triunfou diante do Guarany de Sobral por 3 a 1 neste sábado (16), no Estádio do Junco, na primeira partida válida pelas semifinais do Cearense. Com isso, no domingo (24), no Castelão, às 16 horas, o Tricolor do Pici pode perder por até dois gols de diferença que, ainda assim, classifica à decisão do estadual. 
Fortaleza, Guarany de Sobral, semifinais, Éverton, Junco (Foto: Cid Barbosa / Agência Diário )Éverton marca, e Fortaleza bate o Guarany na semifinal no Junco (Foto: Cid Barbosa / Agência Diário)

No primeiro tempo, Éverton marcou para o Fortaleza após bonito passe de Felipe. Com um toque com classe, ele colocou o Leão do Pici à frente no placar. O Guarasol teve a chance de empate com Arthur, mas Berna defendeu em dois tempos. Na segunda etapa, Anselmo acreditou na jogada própria e, com chute de direita, acertou as redes de Zuba. 
Em falha da marcação do Fortaleza e com goleiro Ricardo Berna saindo de forma atrapalhada, Thiano diminuiu para o Cacique do Vale. E, aos 46 minutos, Anselmo fez o Fortaleza respirar. Cabeceou e marcou o nono gol dele no estadual, isolando-se como artilheiro e confirmando: 3 a 1. 
Por Sobral, CE

Terremoto de magnitude 7,8 no Equador deixa 77 mortos e 588 feridos

Equipe de resgate busca sobreviventes em escombros na cidade de Manta, no Equador, atingida por terremoto (Foto: Paul Ochoa/Reuters)Equipe de resgate busca sobreviventes em escombros na cidade de Manta (Foto: Paul Ochoa/Reuters)
Um terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter foi registrado na costa do Equador, em uma região próxima à cidade de Muisne, no noroeste do país, neste sábado (16). O governo reporta que há 77 mortos e 588 feridos por causa do tremor e decretou estado de emergência em seis províncias.
O terremoto, o mais forte ocorrido no país desde 1979, foi registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla original).
A presidência do Equador informou na sua conta do Twitter que o governo disponibilizou 3 mil cestas básicas, 7,6 mil colchões e cobertores, 10 mil garrafas de água às famílias afetadas.
Segundo o vice-presidente, Jorge Glas, há 241 médicos e paramédicos membros da Cruz Vermelha trabalhando no atendimento às vítimas. "Estamos organizando os esforços de resgate em lugares diferentes por causa da emergência. É importante manter a calma neste momento. Força, nos levantaremos desta", disse Glass, em entrevista coletiva de imprensa concedida por volta das 8h do horário de Brasília e 6h do horário local.
Equipe de resgate busca sobreviventes em escombros na cidade de Manta, no Equador, atingida por terremoto (Foto: Ariel Ochoa/AFP)Equipe de resgate busca sobreviventes em escombros na cidade de Manta, no Equador, atingida por terremoto (Foto: Ariel Ochoa/AFP)
Glas também afirmou que 4.600 policiais e 10 mil membros das forças armadas foram mobilizados e US$ 300 milhões (mais de um R$ 1 bilhão) foram destinados para a emergência.
O governo equatoriano decretou estado de emergência "para manter a ordem" nas províncias de Esmeraldas, Lor Ríos, Manabí, Santa Elena, Guayas e Santo Domingo.
O Centro de Alerta de Tsunamis Pacífico afirma que grande parte da possibilidade de tsunamis em um raio de 300 quilômetros do epicentro já passou.
A Reuters afirma que partes da capital Quito, a 173 quilômetros da região atingida, ficaram sem energia elétrica por alguns momentos.
Carro foi destruído após queda de ponte em Quaiaquil, no Equador, por causa de terremoto (Foto: Marcos Pin Mendez/AFP)Carro foi destruído após queda de ponte em Quaiaquil, no Equador, por causa de terremoto (Foto: Marcos Pin Mendez/AFP)
O presidente do Equador, Rafael Correa, publicou em sua conta no Twitter que as autoridades estão avaliando os danos. Ele está em visita a Roma, na Itália, mas retorna neste domingo (17) ao país.
Correa avisa que não há evidências de tsunamis, mas recomenda manter distância de áreas costeiras.
De acordo com o jornal equatoriano "El universo", o tremor foi sentido por cerca de 50 segundos.
Terremoto de magnitude 7,8 atinge costa do Equador  (Foto: Serviço Geológico dos Estados Unidos)Terremoto de magnitude 7,8 atinge costa do Equador (Foto: Serviço Geológico dos Estados Unidos)

Do G1, em São Paulo

Câmara dos deputados vota neste domingo 2º impeachment da história

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Presidente Dilma acompanha votação do Palácio do Alvorada
Presidente Dilma acompanha votação do Palácio do Alvorada
Está mantida para as 14h deste domingo (17) a sessão que vai votar a abertura do processo de impeachment contra um presidente da República. Esta será a segunda vez na história que a Câmara votará o impedimento de um presidente. A primeira foi há 23 anos, em 29 de setembro de 1992, quando os deputados aprovaram a abertura do processo contra o então presidente Fernando Collor de Mello.
A previsão é que a votação termine às 21h. Estão previstas falas dos líderes partidários após abertura da sessão, o que deve demorar uma hora, e cada deputado terá 10 segundos para votar. No entanto, com o tempo de deslocamento, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), calcula em 30 segundos o tempo de cada voto. Como são 513 deputados a previsão é que a votação dure cerca de quatro horas e quinze.
Os deputados vão ao microfone e respondem sim (aprovação do parecer, que recomenda a abertura do processo contra Dilma), não (rejeição ao parecer) ou abstenção. Não haverá questões de ordem neste período de votação.
O quórum mínimo para o início da sessão é de 51 deputados. Já para a votação, é preciso maioria absoluta, ou seja, mais da metade da Casa (257 deputados). Para a abertura do processo ser aprovada são necessários 342 votos favoráveis.
Se a abertura do impeachment for aprovada na Câmara, o processo segue para o Senado, onde será analisado. A presidente só é afastada do cargo por 180 dias se os senadores aprovarem em comissão um relatório favorável à abertura do processo. Se os senadores rejeitarem um parecer favorável da comissão, a presidente pode voltar ao cargo. Se aprovarem ela deixa o cargo e fica inelegível por oito anos. Pode ainda ser processada na Justiça Comum.
O impeachment de presidentes e ministros de Estado está previsto no Brasil desde a Constituição de 1891. Sua abertura é determinada pela Câmara dos Deputados, o que ocorreu em 1992. Apesar disso, nenhum presidente brasileiro foi efetivamente impedido, já que Collor renunciou ao cargo antes da finalização do processo.
As sessões que discutem o afastamento da presidente começaram às 8h55 de sexta-feira (15), com a fala do denunciante, Miguel Reale Jr., seguida pela defesa da presidente pelo Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo. Depois os blocos da maioria e da minoria tiveram tempo para falar e a partir deste momento começaram as falas dos partidos, por ordem de bancada.
Como são 25 os partidos com representatividade na Câmara e cada partido tinha uma hora cada, as sessões acabaram se encavalando. Apesar dos atrasos, o presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) garantiu que o horário da votação deste domingo está mantido.
Tribunahoje.com

14 de abril de 2016

Fora da Globo há um ano e meio, Mariana Godoy diz ter mais tempo para a família

mariana godoy
Mariana: entrevista com personalidades como Eduardo Cunha (Foto: Divulgação/RedeTV!)
A jornalista Mariana Godoy saiu da Rede Globo em outubro de 2014 após 23 anos na casa. Apresentava o Jornal das Dez, na GloboNews. Passou também pelo Jornal Hoje, pela previsão do tempo no Jornal Nacional e pelo SPTV. Sobre a sua saída, disse que foi uma escolha pessoal e motivada pela distância da família. Há quase um ano, em maio de 2015, ganhou um talk show para chamar de seu naRedeTV!, o Mariana Godoy Entrevista.
Abriu a nova fase com uma entrevista com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em que ele se arriscou a tocar bateria. Depois apareceram outros nomes da política, cultura e esporte como Lars Grael, Erasmo Carlos, Oscar Schmidt, Toquinho e o ministro Marco Aurélio Mello.
Na última sexta (8), recebeu a jornalista Mirian Dutra, que foi amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “A gente tem recebido um retorno bacana”, afirma a apresentadora. A audiência fica na média de 1 a 1,5 pontos, segundo a emissora, com picos de 3 pontos. Ele é exibido às sextas, a partir das 23h10. 
Como se deu a saída da GloboNews?
Foi absolutamente pessoal e motivada pela distância da família. A GloboNews é um super canal, mas graças a Deus, me ofereceram esse espaço. A gente acabou fazendo um talk show no perfil que ficou bem político e, considerando esse momento no país, ainda bem que seguimos essa linha. Estou muito feliz aqui.
Como se adaptou a esse formato?
Todo dia a gente muda. Não tem formato definido. Todo programa é diferente e ao vivo mesmo. A entrevista rende, gera ligas, conversas. Já fizemos com uma, duas, três pessoas. Com e sem plateia. Isso é maravilhoso e não um teste. Esse é o diferencial, não é de propósito e sem querer, é livre. O programa vai fazer um ano em maio e a gente tem recebido um retorno bacana dos políticos.
Você tem planos para o futuro?
Ainda é cedo para pensar em me dedicar a outra coisa. Agora é fazer jornalismo na RedeTV!. A emissora está no Panama Papers, vivemos um novo momento e fico muito orgulhosa de fazer parte disso. Eu comecei a escrever um livro em 2007 e não terminei, assim, mezzo romance. Mas nada disso é prioridade agora. 
Sobre o que é o livro?
A respeito de uma personagem que reage emocionalmente às notícias. Já tem título, personagem, texto. Nunca mostrei para ninguém. Chegou a ser roubado uma vez. Um ladrão pegou meu laptop e o levou, mas um analista de sistema - que pegou esse computador - , viu que era meu e mandou o arquivo. Ele escreveu que desejava que eu o publicasse. Você escreve bem, disse, sem se identificar.
O que mudou na sua rotina desde que começou na emissora?
Na GloboNews, eu trabalhava à tarde e terminava meia noite. Meu marido ficava sozinho em São Paulo, meu filho também e eu passava o dia inteiro sozinha no Rio de Janeiro. As três pessoas da família estavam sozinhas. Hoje, meu filho está na faculdade e eu vivo com o meu marido em São Paulo. A gente consegue almoçar e jantar juntos eventualmente. Eu trabalho de segunda à sexta, mais com pesquisas e ao telefone. Agora, meu filho mora no Rio e cursa engenharia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Ele não quis ser jornalista?
Para ser jornalista tem que ter paixão na veia, é da pessoa. A gente vê as coisas e transforma e pauta. Um dia eu tomei uma multa porque passei por um acidente e parei para fazer uma foto. Eu não consigo ver um negócio assim e não fazer nada. 
Veja São Paulo

Marquinhos Santos comanda coletivo no Castelão

Em treino realizado na Arena Castelão, o treinador realizou um coletivo preparativo
Em treino realizado na Arena Castelão, o treinador Marquinhos Santos organizou um treino coletivo com os jogadores presentes. Foram formados dois times, um com colete e outro sem. 

A equipe com colete foi a campo com: Erivelton (Max Walef); Junior, Leonardo Luiz, Max Oliveira e Bruno Melo (Ernando); Moacir (Daniel Sobralense), Dudu Cearense e Clebinho; Augusto (Bruno Filgueiras), Hudson (Matheus Vinícius) e Núbio Flávio. A equipe sem colete formou com Ricardo Berna; Pio, Lima, Edimar e Wilian Simões; Felipe, Jean Mota, Daniel Sobralense (Moacir) e Éverton; Juninho e Anselmo. 

O time agora se reapresenta no Pici amanhã, às 9 horas e segue para Sobral depois do horário de almoço para enfrentar o Guarany, no sábado, às 16:20, no estádio do Junco. 




"Prata da casa" e foco no psicológico: Guarasol quer surpreender Fortaleza

No início da temporada, o Guarany de Sobral estipulou metas para a campanha no Cearense. Chegar às semifinais era uma. Conquistar uma vaga na Série D, outra. Às vésperas do primeiro duelo contra o Fortaleza, válido pelas semifinais do estadual, o primeiro objetivo foi alcançado. O segundo tem sido trabalhado, aos poucos, com o elenco do Cacique do Vale. Com mais de 90% dos atletas oriundos da região sobralense, a diretoria acredita no potencial dos jogadores, mas lembra da importância do fator psicológico.
Guarany de Sobral, treino (Foto: Caio Ricard/TV Verdes Mares)Guarany de Sobral treina para duelo contra o Fortaleza pela semifinal do Cearense (Foto: Caio Ricard/TV Verdes Mares)

O treinador Júnior Cearense, à frente do comando técnico do Guarasol há mais de um ano, garante trabalhar diariamente com o psicológico dos jogadores. O comandante do Cacique lembra que o Fortaleza não é invencível.

- Sei da qualidade de cada um. Perdemos para o Fortaleza quatro vezes no ano. Quase todas as vezes por detalhes. Tento trabalhar a cabeça dos jogadores. Em vários momentos do jogo nós fomos melhores que o Fortaleza, mas não conseguimos fazer o gol. Fora que tomamos gols em detalhes, seja em uma marcação errada que a gente faz ou em outro deslize. O Fortaleza não é imbatível. E é justamente isso que tento conscientizar meus atletas - afirmou.

Guarany de Sobral, treino, Junco, Júnior Cearense, técnico, Teco (Foto: Juscelino Filho)Júnior Cearense é técnico do Guarasol há mais de um ano (Foto: Juscelino Filho)
O favoritismo está do lado do Fortaleza. Isso o Guarany de Sobral aceita tranquilo. E acha até bom. Com os holofotes todos apontando para o Leão do Pici, que mal haveria numa surpresa nas semifinais do estadual?

- A gente sabe das nossas limitações. Não se pode comparar em estrutura, por exemplo. Um jogador do Fortaleza, se duvidar, paga a folha salarial do Guarany. A gente respeita, sabe que a equipe adversária é grande. Mas a gente acredita que tem plenas condições de fazer bonito - pontuou o gerente de futebol do Guarasol, Helton Borba.

O planejamento de chegar às semifinais do Campeonato Cearense vem sendo construído desde o ano passado, como observa o gerente de futebol. O dirigente explica que, com a folha salarial apertada, o Guarany de Sobral montou um time bom e barato apostando nos talentos locais.
- O nosso planejamento é de longo prazo. Vem desde a gestão passada. Queremos acabar com as mesmices do campeonato. Apostamos nos meninos da casa e os resultados vocês estão vendo. Chegamos nas semifinais. Acho que do nosso elenco, apenas o André Zuba e o Breno não são da região. Mesclamos jogadores experientes com jovens de potencial. E tem dado certo até agora - explicou.

Coritiba Guarany Sobral (Foto: Coritiba/Divulgação)Coritiba venceu Guarany de Sobral na Copa do Brasil (Foto: Coritiba/Divulgação)
Com o duelo contra o Fortaleza previsto para o sábado, o Guarany de Sobral chega com força, mesmo após a eliminação para o Coritiba na copa do Brasil.

- Contra o Coritiba foi um jogo corrido, bastante decisivo. A gente sabia que o Coxa era forte, assim como é o Fortaleza. Vamos recuperar o elenco para dar tudo no jogo de sábado - pontuou o treinador.

O ponto de vista é compartilhado pelo dirigente do Cacique do Vale.

- Chegamos para o jogo de sábado com muita força, muita garra, muita fé. Acho que a fé é o que nos conduz à vitória. Acreditamos muito nisso. Que a gente pode fazer um bom papel - concluiu o dirigente.

A bola rola para Guarany de Sobral e Fortaleza, no estádio do Junco, neste sábado (16), a partir das 16h20.

Por Fortaleza, CE

Peter Siemsen entrega placa a Magno Alves pelos 300 jogos pelo Fluminense

Poucos jogadores podem dizer que tiveram o privilégio de vestir a camisa do Fluminense 300 vezes. No último domingo, na vitória por 2 a 0 sobre o Volta Redonda, Magno Alves entrou para esse seleto grupo que, além do atual camisa 20 tricolor, conta com outros 28 atletas – um deles o zagueiro Gum. De quebra, o atacante marcou o gol de número 119 pelo Time de Guerreiros e voltou ao top 10 de maiores goleadores da história tricolor.
Nesta quinta-feira, além da excelente notícia de que o capitão e artilheiro Fred permanece no clube, o presidente Peter Siemsen foi o responsável por entregar a Magno Alves uma moldura com a camisa que levava o número 300 às costas. Uma placa grandiosa em comemoração pelo feito histórico alcançado pelo atacante que está na segunda passagem pelo Fluminense.
- Assistia aos jogos e comemorava muito os gols do Magno Alves antigamente. Nunca imaginei que seria presidente do Fluminense e menos ainda que vendo de perto o Magno jogando e fazendo gols. É muito bacana acompanhar momentos como esse, 300 jogos. É um cara que merece os parabéns por essa marca tão grande – afirmou o presidente Peter Siemsen.
Visivelmente emocionado com a homenagem, Magno Alves agradeceu ao presidente e afirmou que espera retribuir do jeito que a torcida tricolor se acostumou a vê-lo em campo: fazendo gols.
Presidente Peter contou que comemorou muito os gols de Magno Alves na primeira passagem do atacante, de 1998 a 2002
- É um privilégio e orgulho por receber essa camisa pelos 300 jogos no Fluzão. E isso aumenta minha vontade de ajudar esse clube que tanto me acolheu. Que eu possa retribuir fazendo gols e, consequentemente, com títulos – afirmou Magno Alves.
Com Magno Alves embalado, o Fluminense inicia no próximo domingo, no clássico diante do Vasco, às 16h, na Arena da Amazônia, a sequência de decisões. Primeiro, valendo pela Taça Guanabara. Na quarta-feira, é a vez da decisão da Primeira Liga, contra o Atlético-PR, às 21h45, em Juiz de Fora.
Comunicação Institucional FFC
Fotos: Mailson Santana – Divulgação FFC

Fred quebra silêncio e dá sua versão do conflito com Levir: "Nos acertamos"



Fred Fluminense entrevista (Foto: Nelson Perez/ Fluminense FC)Fred durante a entrevista desta quinta-feira 
(Foto: Nelson Perez/ Fluminense FC)
Após ser reintegrado e participado do seu primeiro treino com o restante do time, na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, o atacante Fred concedeu entrevista nesta quinta-feira. A missão era explicar o conflito que teve com o técnico Levir Culpi e o processo de paz, selado após uma reunião realizada nas Laranjeiras. O atleta contou que o principal problema foi uma discussão que teve com o comandante, que o acusara de ter humilhado Gustavo Scarpa no vestiário.
Com a voz embargada em alguns momentos, o camisa 9 contou ter ficado "algumas noites sem dormir", mas garantiu que tudo ficou acertado e que não vai mudar seu estilo de liderança.
- Levir deu a versão dele. Nos acertamos. Não tem melindre nenhum. Na emoção do jogo, já fiz muita coisa que sentado aqui não faria - afirmou.

Antes de começar a responder os questionamentos, Fred fez um pronunciamento e deu sua versão do ocorrido. 

- Vou ser objetivo e simples, como sempre fui para resolver os problemas no Fluminense. Meu problema com Levir não foram as substituições, como todo mundo falava. Vou esclarecer, teve muitas versões. Vou dar a minha, a verdadeira. Após um jogo, tive uma discussão no vestiário, que considero normal. Levir reuniu todo o grupo, no outro dia, dizendo que eu estava humilhando um companheiro meu (Gustavo Scarpa). Me entristeceu, não aceitei. Jamais vou fazer algo assim. Ele não conhecia a história aqui. Esse jogador eu engraxei a chuteira, quando me deu passe. Eu ajudei esse jogador. Eu chorei com gol dele. Aquilo me deixou muito mal. Eu tenho uma forma de pensar, de agir dentro do vestiário. Ninguém vai me mudar, é meu jeito. Lidero a equipe há sete anos. Nunca levei um problema... ele morre ali dentro. Já tive várias discussões. E depois se acerta. E morria o negócio. Foram dias complicados para todos, especialmente para mim. Eu sei que o Fluminense é a minha casa. Graças a Deus, com a reunião com Peter, Jorge e Levir. A gente se acertou. Unir forças, se ajudar e concretizar o que achamos - explicou. 
Depois de ficar fora do jogo contra o Volta Redonda, na última rodada, Fred retorna ao time para o clássico com o Vasco, domingo, às 16h, na Arena Amazônia, em Manaus. O duelo vai definir o campeão da Taça Guanabara. Quarta-feira, dia 20, o Tricolor tem mais uma final, desta vez da Primeira Liga, em Juiz de Fora, contra o Atlético-PR.

Confira a entrevista de Fred:

Trabalho de Levir Culpi

O trabalho está sendo perfeito. Sabemos que uma hora pode ter derrota. Podemos conquistar títulos. É só lutar para pegar, tem dois aí na mesa. Temos mais sete meses de campeonato duro. O que a gente tem que fazer agora é limpar as mágoas, tirar o rancor e dar a mão um pro outro. Eles sabem que posso ser importante para eles. Todas as vezes que o clube me deu a mão, isso deu certo. E quero agradecer ao clube por me dar mais uma vez. O time tá bem, o Levir tá fazendo um grande trabalho. E tenho certeza que daí vão sair gols e títulos.

Momento mais difícil até hoje no Flu?

Achei que ia acabar, cara. Eu pensava... “não posso sair”. Quem mais me ajudou foi a minha esposa. Era com ela que eu desabafava. Todos os momentos eu olhava para o lado e via o Gum, o Cavalieri, o Márcio, o segurança. Ouvia o Maracanã gritando “Fred, Fred”. Dessa vez, eu não pude ter nada. Foi bem difícil, sim."



Na minha cabeça, senti que havia maldade. Passei por vários problemas aqui. Já cheguei ao fundo do poço e me reergui. Volto mais forte. Tem o ditado: o que não me mata, me fortalece. Naquele momento, senti maldade. Tenho meu gênio forte. Levir também. Ele é comandante e tem o direito de fazer o que quiser. 
Fred
"Achei que havia maldade"
Na minha cabeça, senti que havia maldade. Passei por vários problemas aqui. Já cheguei ao fundo do poço e me reergui. Volto mais forte. Tem o ditado: o que não me mata, me fortalece. Naquele momento, senti maldade. Tenho meu gênio forte. Levir também. Ele é comandante e tem o direito de fazer o que quiser.

"Não posso jogar minha história no lixo"


Até eu falar, queria resolver as coisas o mais rápido possível. Graças a Deus, não falei nada antes. Após reflexão e oração, as coisas foram clareando. Não posso jogar a minha história de título na lata de lixo. O que eu falei ao Peter e ao Levir... se tivesse maldade, tínhamos de resolver. Assim como se tivesse fritura para eu sair... O momento era de falar. A conversa foi boa.
Forma física

Estou treinando. Normal. Passei algumas noites sem dormir. Vou para o jogo. Tudo voltou ao normal.

Relação com os mais jovens


Minha relação com os jogadores é ótima. Muitas vezes fui criticado porque protegia os moleques. Agora, o desgaste foi porque teve cobrança. Futebol é assim. Não tem como pedir por favor. Se não resolver no campo ou no vestiário, não se resolve. É a minha vida aquilo ali. Se não fizer gol e não ganhar fico triste. Não tenho problema com nenhum. Já tive discussão com outros atletas, algo normal.
"Ou ele ou eu"?

Não falei que era ou ele ou eu. Pelo contrário. Tem reunião que não se pode expor. Mas tudo foi exposto. Falei ao presidente que Levir fazia um grande trabalho. Disse ao presidente que sentia que tinha dado para mim. Que ia ter de sair. Graças a Deus, deu tudo certo.

"Foi esclarecido que não tem nada de maldoso"

Se eu sentir que tem alguma maldade, eu não consigo ficar. Eu sei que seria errado sair. Se existisse, não iria conseguir ficar. Foi esclarecido que não tem nada maldoso. Poderia ter 50 anos de casa. Mas não consigo ficar calado. Admiro quem consegue fazer isso.

Carinho no momento difícil

Eu vi o que eu recebi. De uma pancada de gente. As três pessoas que fazem o almoço no clube foram chorando me ver. Não é só o clube e as marcas é pelo calor humano.

Substituições constantes

Nenhum jogador competitivo não gosta de banco. Cristóvão me deixou no banco e nunca o expus. Sou competitivo no meu espaço. Se alguém tiver rancor, tem de tirar. Um tem de dar a mão ao outro. Todos podem ajudar. Estou muito fortalecido. Estou motivado. O time está bem. 

Problema com Scarpa?

Nunca tive problema com Scarpa. Todos vão falar que sou chato. O melhor é resolver no começo. Antigamente, era cornetado por proteger os moleques. Não tenho problema com nenhum dos meninos, mas é com eles que mais me desgasto. Já com Edson. Imagina se ele vem para cima, estou morto. A cobrança entre jogadores é normal.

Conflitos de Levir com estrelas como Ronaldinho e Tardelli

Se aconteceu algo por onde o Levir passou, de falta de entrega e de compromisso, comigo é ao contrário. Não me encaixo nisso.

Algum melindre agora com os garotos?

Levir deu a versão dele. Nos acertamos. Não tem melindre nenhum. Na emoção do jogo, já fiz muita coisa que sentado aqui não faria. Vai lá ver como é. Perder um jogo e ficar fora de uma final. Não tem como falar “por favor”. Não tem como eu mudar por causa dele e ele mudar por minha causa. Tem de haver respeito para a gente poder crescer juntos.

Apoio das pessoas mais próximas

Todo mundo pediu para eu ficar. Funcionários, jogadores... Recebi muitas cartas de vizinhos... Teve uma carta do Marcos Caetano que me emocionou. Outro texto do Rica Perrone. Torcedor mandou também nas redes sociais. Jogadores me ligaram, pediram para eu voltar. Fiquei feliz. Aqui é a minha casa.

Propostas de outros clubes

Chegaram propostas de outros clubes. Para mim e para o clube. Não conversei com ninguém.

Por 
GE - Rio de Janeiro