21 de setembro de 2017

Ameaça ou "voz isolada"? Deputados dividem-se sobre general Mourão

General Mourão
O general não foi punido pelo comando do Exército
À exceção de deputados de oposição, os parlamentares da Câmara têm preferido não repercutir as polêmicas declarações do general Antônio Hamilton Mourão. Enquanto a maioria dos congressistas da base aliada prefere manter-se em silêncio sobre o tema, o militar tem recebido apoio de colegas após garantir haver "planejamentos muito bem feitos" para uma possível solução do "problema político" em uma palestra na maçonaria, em Brasilia.
Alguns deputados não enxergam em Mourão uma ameaça por considerarem o militar pouco influente no comando do Exército, chefiado pelo general Eduardo Villas Bôas. Em entrevista à TV Globo na noite de terça-feira 19, o comandante da Força descartou uma punição a Mourão, a quem chamou de "um grande soldado, uma figura fantástica, um gauchão". Segundo ele, a questão foi "resolvida internamente". Em 2015, no governo de Dilma Rousseff, Villas Bôas exonerou Mourão do Comando Militar do Sul após críticas do general à ex-presidenta. 
CartaCapital, o deputado Arnaldo Jordy, do PPS, partido do ministro da Defesa, Raul Jungmann, chamou de "absurdas e atabalhoadas" as declarações de Mourão, mas o considera "uma voz isolada". "Não é de hoje que de dentro das Forças Armadas, em momentos delicados, de crise maior, surge uma uma manifestação desse tipo. Já vimos isso desse mesmo Mourão e de outros. Mas é um ponto fora da curva", afirma o parlamentar. 
Na mesma linha, o deputado Otavio Leite, do PSDB, afirma não ver "qualquer crise institucional no seio do Exército". "Foi uma manifestação isolada, com baixa repercussão, longe de criar uma atmosfera de conspiração contra a democracia", comenta. O deputado afirmou não ser necessária uma punição, mas uma "chamada de atenção". "É como se fala nas esquinas do País: é preciso dar um toque no general. Ele está completamente fora dos tempos em que crises e caminhos são superados pelas regras democráticas, pelas instituições republicanas."
Jordy também não prevê repercussões graves das declarações de Mourão. “Não tem que minimizar, mas não podemos superestimar algo que não é tão importante. Esse general não tem nenhuma representação institucional expressiva.”
Já os deputados da oposição querem esclarecimentos sobre quais seriam "os planejamentos" de que fala Mourão. O PSOL entrou com um requerimento para que Jungmann esclareça qual seria o suposto plano do Exército mencionado pelo general. A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou também requerimento de convite para o ministro da Defesa esclarecer as declarações de Mourão. 
Liderança do PSOL na Câmara, o deputado Glauber Braga considera as declarações "gravíssimas". "Ele diz que já existe um planejamento e uma ameaça de intervenção", diz. "As Forças Armadas têm um papel fundamental na garantia da democracia e da soberania. Agora, a defesa de uma intervenção a partir de planejamentos já existentes é muito preocupante."
"Iminência de caos"
Ao tentar justificar as declarações de Mourão em entrevista, Villas Bôas fez um polêmico comentário sobre a possibilidade de intervenção das Forças Armadas em situações de "iminência de caos", o que não está previsto na Constituição.
Em nota enviada a CartaCapital, o Exército afirmou que as situações de "caos" seriam soluções emergenciais como "o emprego das Forças Armadas como resposta do Estado ao descontrole da ordem pública". A Força cita as missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que regulamenta a atuação de tropas no Rio de Janeiro, por exemplo. 
Na quarta-feira 20, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal, lançou uma nota pública para apontar o papel e os limites constitucionais da atuação das Forças Armadas. O MP afirma que elas são plenamente subordinadas ao poder civil e seu emprego depende sempre de decisão do presidente da República, que a adota por iniciativa própria ou em atendimento a pedido dos presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Senado ou da Câmara.
Ditadura
Na entrevista, Villas Bôas foi questionado também sobre os anos de ditadura. Ele afirmou que é "necessário entender aquele momento", no qual a polarização teria levado "a uma exigência da própria sociedade para que se fizesse uma intervenção". O comandante do Exército elogiou o desempenho econômico no período. "Durante o governo militar o Brasil passou da 47ª para a 8ª maior economia do mundo."
Em sua palestra na maçonaria, Mourão afirmou que há um incômodo de "sua geração" com os "sucessivos ataques" ao Exército, feitos, segundo ele, de "forma covarde" e "não coerente com os fatos que ocorreram no período de 1964 a 1985"
Também na terça 19, o general quatro-estrelas da reserva Augusto Heleno, ex-comandante de tropas no Haiti, declarou "apoio irrestrito a Mourão" em seu perfil no Facebook. O militar afirma que seu colega "limitou-se a a repetir, sem floreios, de modo claro e com sua habitual franqueza e coragem, o que está previsto no texto constitucional". "A esquerda, em estado de pânico depois de seus continuados fracassos, viu nisso uma ameaça de intervenção militar. Ridículo”, escreveu. 
O deputado Glauber Braga afirma que o desembaraço de Mourão ao defender uma saída autoritária tem relação direta com o governo de Michel Temer. "Alguns estão se sentido à vontade, e é claro que a questão é multifatorial, mas isso ocorre por haver um presidente da República sem qualquer autoridade pra comandar as Forças Armadas."
Questionado se a Comissão da Verdade produziu rancores entre setores mais autoritários no Exército, Braga afirma que a falta de uma autocrítica formal das Forças Armadas ao período obriga a se "manter a atenção". "É inadmissível que se venha a justificar de maneira pública os arbítrios que ocorreram de 64 a 85."
Por José Antonio Lima e Miguel Martins 
Com informações da Revista Capital

Fluminense encara a LDU, em Quito, por vaga nas quartas de final

Estádio Casa Blanca será o palco do confronto desta quinta-feira, valendo vaga nas quartas de final da Copa Sul-Americana

Mais uma vez o Fluminense decidirá a vida em 2017 em Quito. Assim como aconteceu na fase anterior da Copa Sul-Americana, quando eliminou a Universidad Católica, o time comandado por Abel Braga jogará na cidade equatoriana, a 2.850 metros acima do nível do mar. Além da altitude, o Tricolor precisará passar pela LDU, adversário que já derrotou o Time de Guerreiros em duas decisões continentais. O jogo no Estádio Casa Blanca está marcado para 17h15 local (19h15 de Brasília).

Na partida de ida, disputado na quinta-feira passada, no Maracanã, o Fluminense venceu por 1 a 0, gol de falta do meia Gustavo Scarpa. Por isso, entrará em campo com a vantagem do empate. Caso balance a rede, obrigará o adversário a ganhar por dois gols de diferença para avançar. Se a LDU devolver o resultado, a decisão da vaga nas quartas de final será nos pênaltis.

- Sabemos a importância do jogo. Os dois times têm história. Esperamos fazer um bom jogo tático para conseguir a classificação. Não estamos relaxados por causa da vantagem. Vamos analisar o começo do jogo e, aos poucos, atacar. Eles têm um time qualificado, assim como é o nosso - ressaltou o volante equatoriano Orejuela, que volta a ficar à disposição após desfalcar a equipe contra o Atlético-PR, no domingo passado, pelo Brasileirão.

Além da altitude e da pressão adversária, o Time de Guerreiro terá que superar ainda os desfalques dos zagueiros Henrique e Renato Chaves, ambos machucados, e do artilheiro do time na temporada e na Copa Sul-Americana, Henrique Dourado, que está suspenso.

A delegação tricolor embarcou para Quito no início da manhã da última terça-feira. No dia seguinte, o time fez um treino de reconhecimento no Casa Blanca e agora fica concentrado até momentos antes do jogo, que vale uma vaga entre os oito melhores do torneio. O vencedor deste confronto encara o Flamengo nas quartas de final. 

Fotos: Nelson Perez / FFC
Com informações da Comunicação / FFC

20 de setembro de 2017

Ponte Preta anuncia Eduardo Baptista como seu novo treinador

Ponte Preta anunciou, nesta quarta-feira, a contratação do treinador Eduardo Baptista. O técnico de 45 anos chega para substituir Gilson Kleina, que foi demitido no último final de semana após derrota em casa para o Atlético-GO por 3 a 1. O contrato com o filho de Nelson Baptista é até o final de 2018. João Brigatti, auxiliar fixo da equipe do Moisés Lucarelli, continua como o encarregado de comandar a equipe no confronto contra o Sport, nesta quarta-feira, válido pelas oitavas de final Copa Sul-Americana.
Esta será a segunda passagem de Eduardo Baptista na Macaca. Ele assumiu o time de Campinas em abril de 2016 e levou a equipe até a oitava colocação do Campeonato Brasileiro do ano passado. Em dezembro de 2016 ele anunciou sua saída para ir comandar o Palmeiras.
No Verdão, ele ficou apenas quatro messes e acabou sendo dispensado depois de derrota para o Jorge Wilstermann na Bolívia. Durante sua passagem no alviverde, ele conseguiu vencer o Santos na Vila Belmiro, onde o time do Palestra Itália não vencia desde 2011. Além disso, ele ficou marcado pelo forte discurso após a vitória sobre o Pañarol no Uruguai e pela derrota por 3 a 0 para a própria Ponte Preta no jogo de ida da semifinal do Campeonato Paulista.
Neste ano, Eduardo Baptista também comandou o Atlético-PR entre 23 de maio e 10 de julho. Ao longo de sua carreira, o treinador de 45 anos também comandou o Sport e o Fluminense. Ele será apresentado na manhã da quinta-feira.
Com informações da Gazeta Esportiva

Fortaleza, Maracanaú e Acaraú serão os primeiros municípios fiscalizados pelo TCE

Os municípios de Acaraú, Fortaleza e Maracanaú serão os primeiros a receber a equipe técnica do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE). As inspeções ordinárias começam a partir da próxima segunda-feira (25). O anúncio foi feito nessa terça-feira (19), menos de um mês após a absorção das atividades do TCM. A Corte dos Municípios foi extinta em 21 de agosto, após publicação da Emenda Constitucional nº 92/2017.

O TCE deverá visitar outras cidades até o final deste ano. A seleção dos entes a serem fiscalizados é feita por meio de relatório de análise preliminar, com critérios pré-definidos a partir do gerenciamento de riscos, que identifica, de modo objetivo e impessoal, as áreas mais vulneráveis a irregularidades.

Parte das fiscalizações ordinárias será feita mediante sorteio aleatório, sistemática já adotada por outros tribunais de contas. A divulgação dos nomes e datas será feita gradativamente, nas próximas reuniões do Pleno, à medida que forem se aproximando as viagens.

Com informações do Ceará News 7

Eunício defende acordo com Tasso e Capitão e descarta aliança com Camilo e FGs


O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse ao Ceará News 7, com exclusividade, que descarta aliança com Camilo Santana e os Ferreira Gomes em 2018. O senador cearense defende uma chapa pura de oposição, com Tasso Jereissati governador e Capitão Wagner vice-governador. Eunício concorreria à reeleição ao Senado e restaria escolher outro nome para a segunda vaga na Câmara Alta.

Eunício já havia dito ao Ceará News 7 que nunca existiu acordo para as Eleições do próximo ano com Camilo, Cid e Ciro. Sobre o presidenciável do PDT, ele foi categórico: “Não existe uma única chance de votar nesse senhor [referindo-se a Ciro Gomes] em 2018″. A relação dos dois é de rompimento, sem retorno. Não apenas no âmbito político, mas também no pessoal. O conflito deles será resolvido no Poder Judiciário, tendo Ciro já perdido seis ações para Eunício.

Em nome do Ceará
Eunício explicou, na última sexta (15), que quando liberou R$ 400 milhões para a Saúde do Estado estava cumprindo seu dever como senador, e não ventilando um acordo com Camilo e os FGs. “Toda vez que o governador precisar de mim para ajudar minha gente e dar crédito ao meu trabalho estarei ao seu lado colaborando, pois esse é o meu papel”.

Com informações do Ceará News 7

CSA-AL vence o Tombense-MG e consegue boa vantagem

Pelo jogo de ida das quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro, Tombense-MG e CSA-AL se enfrentaram na noite desta segunda-feira (18), no Almeidão, em Tombos (MG). Com gols de Michel Douglas e Boquita, a equipe alagoana venceu por 2 a 0 e leva boa vantagem para o confronto de volta. Buscando vaga na semifinal e, consequentemente, o acesso à Série B 2018, os times voltam a se encontrar no dia 25, no Rei Pelé, em Maceió.
Com um primeiro tempo movimentado, o CSA foi quem criou as melhores chances de gol. Em uma delas, aos 17 minutos, Edinho invadiu a área, mas acabou travado por Wellington Carvalho. O Tombense apostava nos contra-ataques rápidos, mas sem conseguir passar pela marcação azulina. Para complicar a situação, o time mineiro teve o volante Natan expulso após levar o segundo cartão amarelo por carrinho violento em Michel Douglas. Com a vantagem numérica, o CSA chegou ao gol aos 44 minutos. Marcos Antônio cobrou escanteio no primeiro pau, e Michel Douglas cabeceou para o gol: 1 a 0.
Na etapa complementar, o CSA seguiu dominando as ações da partida e levando mais perigo ao gol do Tombense. Daniel Costa quase ampliou aos 13 minutos, chutando rente à trave esquerda de Darley. O time da casa chegou perto do empate aos 20. Pela direita, Wellington cruzou rasteiro, e Carlos Neto tentou a finalização, cortada para escanteio. A equipe alagoana administrou o resultado até o apito final e garantiu vantagem para o confronto de volta.
Com os gols marcados fora de casa, o CSA tem a vantagem de poder perder por até um gol de diferença que garante o acesso. Já o Tombense precisa da uma vitória por dois gols de diferença – exceto por 2 a 0, que leva a decisão para os pênaltis.
Com informações da CBF

"Reaproximação seria desmoralizante para Eunício e pra nós não há razão", diz Ciro Gomes

O ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes, hoje na condição de presidenciável do PDT, descartou, nesta quarta-feira, em entrevista a este Blog, qualquer reaproximação política do seu grupo com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB).
“Acho muito, muito, muito improvável. A política tem dessas contradições, mas acho improvável”, disse Ciro, observando que “a distância entre nós é  muito grande, muito grave”. Ele deixou claro que essa reaproximação “seria desmoralizante pra ele (Eunício) e pra nós não há razão pra isso”.
Indagado se tal reaproximação não ocorreria também pelo fato de Eunício Oliveira ter estado do lado dos que apoiaram o golpe contra Dilma Rousseff (PT), disparou: “Quem votou a favor do impeachment, foi a favor do golpe!”
Em algum lugar do passado…Eunício e Ciro Gomes.
Eunício Oliveira foi candidato a governador em 2014, depois de não ter obtido apoio dos Ferreira Gomes para concretizar esse seu projeto. Acabou enfrentando nas urnas Camilo Santana (PT) e não logrou êxito. O peemedebista, vez em quando soltando farpas contra os Ferreira Gomes, é hoje uma das lideranças de oposição a esse grupo e à gestão de Camilo.
Para Ciro, o fato de o governador Camilo Santana e o prefeito Roberto Cláudio terem procurado Eunício em Brasília tem uma explicação: cobrar a liberação de recursos federais e, principalmente, empréstimos externos que exigem o crivo do Senado e inclusão na pauta de votações, o que compete ao presidente da Casa.
Lula
Sobre o ex-presidente Lula mantendo a preferência nas pesquisas eleitorais de 2018, Ciro observou que isso é resultado de boas gestões feitas pelo petista. Considera “justo” que ele esteja liderando, mas ressaltou que o debate sucessório, quando começar, vai ser “muito cruel” para o petista.
Lula virou réu em processos da Lava Jato (triplex) e, nessa terça-feira, foi alvo, ao lado do, ex-ministro Gilberto Carvalho, de nova denúncia. Dessa vez, envolvendo propina e a edição de uma Medida Provisória em favor das montadoras.
(Foto – Sobral Agora)
Com informações do Blog do Eliomar de Lima

Com TCC escrito à mão, idosa de 87 anos se forma em Nutrição e emociona em colação de grau

Luísa Valencic Ficara se formou em nutrição aos 87 anos
Luísa Valencic Ficara se formou em nutrição aos 87 anos Foto: Imagem cedida por ArtFinal Eventos


Cabelos brancos, 87 anos e um diploma recém-conquistado nas mãos. Essa é Luísa Valencic Ficara, imigrante italiana que na semana passada se formou, oficialmente, em nutrição pelo Centro Universitário Padre Anchieta, em Jundiaí, interior de São Paulo.
Em entrevista ao G1, ela contou que resolveu se matricular no curso para "ocupar a cabeça" depois da morte do marido e da irmã.
"Não adianta ficar em casa que começam as dores. Dores crônicas, dores de saudade. Ter a casa vazia traz tudo isso", disse.
De acordo com a universidade, a proposta do trabalho de conclusão de curso de Luísa era construir um memorial da vida dela. Porém, por motivos particulares, ela selecionou um livro sobre a história da cana-de-açúcar e não focou a pesquisa na própria vida.
Ela escreveu o seu trabalho de conclusão de curso à mão
Ela escreveu o seu trabalho de conclusão de curso à mão Foto: Imagem cedida por ArtFinal Eventos


Ainda assim, o trabalho, que compilou as principais características da produção e consumo de açúcar, foi elaborado a partir de leituras e resenhas mescladas com relatos de histórias que ela viveu.
A orientadora do projeto, Valeria Campos, disse que foi "inevitável" filtrar a parcialidade dos textos dela e transformá-lo em académico e científico. "Os escritos de dona Luísa foram nos conquistando", disse.
Todo o trabalho foi escrito por Luísa à mão. Colegas de sala e funcionários da instituição ficaram responsáveis pela digitação, configuração e impressão.

Com informações do Jornal O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2017

São Bento vence Confiança e fica perto de garantir acesso à Série B

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O São Bento deu um grande passo para garantir o acesso para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro neste domingo. A equipe de Sorocaba venceu o Confiança por 2 a 0 nas quartas de final da Série C, no estádio Lourival Baptista, em Aracaju (SE).
A equipe paulista marcou os dois gols da vitória no primeiro tempo da partida, sendo um aos 16 e outro aos 17 minutos. Cavalo foi quem abriu o placar e Everaldo deu números finais para o confronto.
Com o resultado, o São Bento pode perder por um gol de diferença que se classifica. Qualquer vitória por dois gols de diferença dá a classificação para o time de Sergipe, já que o gol fora de casa conta como critério de desempate. Um 2 a 0 para o Confiança leva o confronto para a disputa de pênaltis.
A partida de volta será realizada no próximo domingo, dia 24 de setembro, às 19 horas (de Brasília), no estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba (SP).
Com informações da Gazeta Esportiva

Sampaio Correia larga na frente e fica a um empate do acesso


Os primeiros minutos do mata-mata chegaram ao fim de uma forma semelhante à campanha do Sampaio Corrêa na primeira fase; com vitória boliviana em território adversário.
O Tricolor não deixou a fama de visitante indigesto para trás e venceu o Volta Redonda por 1×0, no Raulino de Oliveira, com gol do volante Zaquel no fim da partida. Resultado que deixa a Bolívia Querida muito próximo de voltar para a Série B do Campeonato Brasileiro.
Com a vantagem no confronto, o Sampaio joga pelo empate no Castelão para conquistar o acesso, mas, conforme o discurso uníssono de todos após a partida, a postura será a mesma.
Agora é com a torcida Tricolor. É pra lotar!      
Com informações do site oficial do clube - sampaiocorreafc.com

Embaixadora dos EUA na ONU diz que diplomacia se esgotou com Pyongygang

Embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley
A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, declarou neste domingo (17) que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) não tem mais alternativas para conter o programa nuclear da Coreia do Norte e insinuou que, se o rumo da situação não mudar, o governo terá de encaminhar o assunto ao Pentágono.

"Esgotamos quase todas as coisas que podemos fazer no Conselho de Segurança neste momento. Queríamos ser responsáveis e passar por todos os meios diplomáticos para chamar a atenção (da Coreia do Norte) em primeiro lugar. Se não funciona, o general (James) Mattis se encarregará disso", disse Haley à emissora de TV CNN, em alusão a transferir o assunto para o secretário de Defesa.

Haley insistiu que o governo americano está "tentando qualquer outra possibilidade", mas reconheceu que "há muitas opções militares na mesa".

O Conselho de Segurança da ONU impôs uma nova bateria de sanções econômicas contra o governo de Pyongyang em resposta ao último teste nuclear do regime, no dia 3 de setembro. No entanto, os 15 membros do Conselho se negaram a impor mais sanções há dois dias, após Kim Jong-un ordenar o lançamento de um novo míssil de médio alcance que sobrevoou o Japão.

O órgão de decisão das Nações Unidas condenou em comunicado o teste de sexta-feira (15), considerado "altamente provocador", e sublinhou que todos os países devem aplicar de forma "completa" e "imediata" as medidas contra Pyongyang aprovadas pela ONU. Até então, a cada resolução adotada pelo Conselho de Segurança seguiram novos testes norte-coreanos.

"Estamos em um círculo vicioso", lamentou o embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, segundo quem talvez tenha chegado o momento de buscar outros enfoques.

A Rússia, ao lado da China, defende uma proposta segundo a qual a Coreia do Norte interromperia os testes de mísseis enquanto EUA e Coréia do Sul suspenderiam as manobras militares, tudo com o objetivo de facilitar uma negociação.

No entanto, as partes se negaram a dar esse passo até agora e, no em vez disso, optaram por elevar o tom e utilizar um discurso de confrontação.

O general H.R. McMaster, assessor de Segurança Nacional do presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu também o país considera "a opção militar", embora prefira não ter de recorrer a ela.

Com informações da Agência Brasil

17 de setembro de 2017

Ineditismo e polêmicas marcaram 'era Janot', que deixa a Procuradoria-Geral

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Após tomar posse no cargo de procurador-geral da República, em 2013, Rodrigo Janot recebeu em audiência o então presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), o delegado Marcos Leôncio.

Naquele momento, a queda de braço entre PGR (Procuradoria-Geral da República) e PF não era pequena, mas estava distante da conflagração aberta que se tornou na gestão de Janot.
Quando Leôncio chegou para o que acreditava ser uma reunião de troca de impressões, encontrou Janot em uma mesa cercado por assessores, incluindo o então procurador Marcello Miller, hoje pivô da crise da delação da JBS.

"Dessa reunião ficou uma imagem do Janot imperial. Ele disse mais ou menos assim: que não havia o que conversar entre PF e MPF", diz o delegado. "A PF teria que ser subordinada à PGR nas investigações, com a PF concordando ou não. Saí da reunião já sabendo que não teríamos anos fáceis pela frente".

Durante o mandato, Janot tentou proibir a PF de fechar delações. Com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal), ainda não julgada, exigiu que a polícia não indiciasse parlamentares com foro privilegiado e tentou impedir delegados de entregar documentos ao então ministro relator da Lava Jato, Teori Zavascki.

Reveladores, os embates entre Janot e PF foram só um dos pontos turbulentos dos quatro anos da gestão que o mineiro de 60 anos, completados na sexta (15), encerra neste domingo (17).
Ao entregar a cadeira para Raquel Dodge, Janot entra para a galeria dos procuradores-gerais com um destaque ímpar e uma montanha-russa de polêmicas.

INEDITISMO

Seus críticos podem amenizar, dizendo que ele estava no lugar certo na hora certa, diante do escândalo de corrupção revelado pela Lava Jato -que não começou em seu gabinete, mas em Curitiba.

Seus apoiadores, contudo, retrucarão, afirmando que Janot deu ao Ministério Público Federal um protagonismo jamais alcançado e que nem todos poderiam ter aguentado as pressões que suportou.
Janot pediu o afastamento do cargo e a prisão de um presidente da Câmara (Eduardo Cunha) e do líder do governo Dilma no Senado (Delcídio do Amaral). Tentou prender o presidente do Senado (Renan Calheiros), um ex-presidente da República (José Sarney) e um dos principais líderes partidários (Aécio Neves).

Denunciou de forma inédita, e por duas vezes, o presidente da República no cargo (Michel Temer) e mandou abrir investigações sobre a própria presidente que o havia indicado duas vezes para o cargo (Dilma Rousseff).

Janot e sua equipe fecharam um recorde de 159 acordos de colaboração premiada, incluindo os 77 da maior empresa de construção civil do país, a Odebrecht, e sete da maior empresa de proteína animal do mundo, a JBS.

Sob sua gestão, a PGR pediu a abertura de 242 inquéritos de autoridades com foro privilegiado e formalizou 65 denúncias no Supremo.

O sucesso das investidas, contudo, ainda não pode ser avaliado em condenações. Nenhuma ação envolvendo político investigado pela Lava Jato com foro privilegiado foi encerrada com julgamento final desde agosto de 2014, quando começaram as tratativas em torno do primeiro delator, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

A profusão de inquéritos é um ponto crítico do modelo de Janot. Ele produziu inéditas listas de investigações, abertas por nomes de políticos.

"Ele deveria ter sido mais criterioso. Nunca uma citação de delator poderia ser motivo suficiente para a instauração de um inquérito, mas foi assim que Janot agiu. Tanto que depois ele mesmo mandou arquivar", diz Luís Henrique Machado, advogado de Renan Calheiros.

O senador é alvo de 17 pedidos de inquérito -três já foram arquivados e nenhum resultou em condenação. "Para o político, o estrago já está feito, pois a opinião pública faz o julgamento antecipado. E o político depende do voto", prossegue Machado.

As críticas não ecoam entre os procuradores, com quem Janot parece manter grande base de apoio. Ele foi reconduzido ao cargo, em 2015, após uma expressiva votação de membros do Ministério Público. Neste ano, a categoria também colocou em primeiro lugar da lista tríplice um nome próximo dele: Nicolao Dino, preterido por Temer, que indicou Dodge.

LEGADO

A principal marca de Janot, segundo José Robalinho Cavalcanti, presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), foram as mudanças administrativas internas, como a criação de assessorias especiais vinculadas ao procurador-geral e uma câmara de combate à corrupção, que representaram "um salto qualitativo na forma de trabalho da PGR".

"Os desafios que se puseram perante ele [Janot] eram muito centrados no combate à corrupção. Então acho que ele correspondeu, o Ministério Público cumpriu seu dever. Se não venceu todas, é natural", diz Cavalcanti.

Para o presidente da ANPR, o procurador-geral "cumpriu seu dever de maneira extremamente correta" e "qualquer tropeço que tenha sofrido no final não apaga o seu legado".

A associação está arregaçando as mangas para defender Janot, que, fora do cargo, estará mais exposto a pressões políticas. Robalinho diz que a entidade lutará para impedir que ele seja interrogado em CPIs, pois estaria legalmente impedido de falar sobre casos em andamento.

Na quarta (13), o STF rejeitou o pedido de suspeição de Janot em investigações contra Temer. Na terça (12), Janot mostrou que saberá se defender: "Como não há escusas pelos fatos que vieram à luz, a estratégia de defesa não pode ser outra senão desacreditar, as figuras responsáveis pelo combate à corrupção".

Por Rubens Valente

Com informações da Folha de São Paulo

Goiás acerta com Hélio dos Anjos para tentar evitar inédita queda para a Série C

Hélio dos Anjos  volta ao Goiás, onde trabalhou pela última vez em 2015 (Foto: Rosiron Rodrigues / Goiás E.C.)
Pela sexta vez, Hélio dos Anjos é o técnico do Goiás. O nome do experiente treinador de 59 anos, que passou as duas últimas temporadas na Arábia Saudita, foi o escolhido para substituir Sílvio Criciúma e tentar evitar o inédito rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro. Sílvio Criciúma passa a ser auxiliar. A decisão de trocar o comando foi tomada neste sábado, um dia após a derrota por 3 a 0 para o Santa Cruz.

O treinador, que já estava de volta ao Brasil, começará a trabalhar na segunda-feira e terá uma semana até o jogo de sábado, no Serra Dourada, contra o Paysandu. Há sete partidas sem vitória na Série B, o Goiás entrou na zona de rebaixamento, com 25 pontos, e tem mais 14 rodadas para evitar uma trágica queda à Terceira Divisão.

A estreia de Hélio dos Anjos será no primeiro jogo do Verdão com presença de torcida em Goiânia desde o dia 7 de julho, quando o clube venceu o Luverdense. Desde então, foram cinco partidas de portões fechados, em cumprimento à pena imposta pelo STJD pela briga de torcedores no clássico contra o Vila Nova, no dia 24 de junho.

Histórico vencedor no Verdão
Hélio dos Anjos assumiu o Goiás pela primeira vez em 1995. Quatro anos depois, iniciou passagem marcante e recheada de conquistas, como o título da Série B, da Copa Centro-Oeste e do Campeonato Goiano. O treinador também dirigiu o time esmeraldino em 2001, de 2008 a 2010, e em 2015, quando assumiu o clube pela última vez.


A contratação de Hélio dos Anjos é talvez a última cartada da diretoria. Quando assumiu a presidência após a renúncia de Sérgio Rassi, Marcelo Almeida esperava que Sílvio Criciúma fosse o treinador esmeraldino até o fim da temporada. Contudo, as derrotas para Paraná e Santa Cruz e o péssimo futebol apresentado pelo time fizeram a diretoria repensar a decisão e contratar Hélio dos Anjos.

Por Fernando Vasconcelos
Por GloboEsporte.com, Goiânia

40 mil em campo: Torcida do Fortaleza faz a festa na Arena Castelão

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"Sente perto de mim, mas seja positivo!”, esbravejou um torcedor.

Trajado com uma camisa do Fortaleza, o homem da chamativa barba branca deu o aviso e tomou o lugar na arquibancada. O sol, nada tímido, também marcava presença. Evidenciava o azul, o vermelho e o branco das bandeiras, dos sorrisos, da confiança que animava os passos dos mais de 40 mil torcedores do Leão, que chegavam à Arena Castelão na tarde deste sábado. Aos poucos, o estádio se vestia de paixão pelo futebol. Era o clima de decisão. Decisão parcelada em 180 minutos. Decisão porque valia um novo flerte com a Série B do Campeonato Brasileiro.

Foi aos poucos que cada um deu cor ao cinza das cadeiras vazias. Ingressos comprados de forma antecipada na manhã de sol quente, na tarde depois do trabalho, na madrugada ou pouco antes do jogo. Que importava? Não era só estar presente. Era gritar “Viemos pra te apoiar, Fortaleza, meu amor” E apoiar mesmo. Não só sentar e assistir, mas gritar, chamar atenção do companheiro, aplaudir. Era um jogo dentro de campo, outro nas arquibancadas. Com tanto esforço para apoiar a equipe, a nação tricolor não esperava nada menos que a vitória, nada menos que garra diante do Tupi-MG. Não se decepcionou.

Gente de toda cor, de tantos credos, de vários lugares. Teve até torcedor gremista dando força ao Leão. Também houve mosaico, fumaça vermelha, suor, tambores... Mas, no estádio, a voz era uma só e todas respiravam as mesmas cores: vermelho, azul e branco. Perdão. A outra torcida estava lá sim, mas o Galo Carijó não cantou. O que se viu em campo foi um Fortaleza que criou boas chances no ataque, foi raçudo. Cada bola roubada, drible efetivo, arrancada, passe certo, chute a gol era motivo de aplauso da plateia, de grito, de batuque. Momento de silêncio, se houve, foi quando a voz faltou, quando o corpo não respeitou a ordem de cada coração nervoso por não ver a bola entrar.
40 mil torcedores lotaram a Arena Castelão para apoiar o time em jogo com o Tupi-MG pelas quartas da Série C (Foto: JL Rosa/Agência Diário)
No gramado, o espetáculo ainda não era perfeito. Faltava sintonia na frente, um capricho a mais no desenho da jogada. Disputa em que bola bate na trave, em que o jogador quase consegue o chute perfeito, quase, quase... É um teste sofrido para os nervos de qualquer torcedor. Do outro lado, Boeck, atento, trabalhou pouco, mas foi rápido e seguro quando acionado. Assim foi o primeiro tempo. Sem comemorar gol, mas sempre lá, junto com o time. A formação, desde o início, sempre foi 4-3-3-40 mil.

Mal deu para terminar a pipoca, o refrigerante... Foi a vez dos refletores despertarem para iluminar Bruno Melo, que cruzou para Leandro Lima abrir o placar no Castelão aos dois minutos do segundo tempo. O barulho ensurdecedor dos gritos de euforia se misturavam às lágrimas de alívio. Fôlego renovado, o Fortaleza precisava de mais, a torcida queria mais, a história do clube merecia mais. Após chute de Hiago, a bola bateu na mão do defensor carijó. Pênalti. A responsabilidade de ampliar o marcador era de Bruno Melo. O lateral, impiedoso, chutou firme e não deu chance para o goleiro adversário. No placar, o 2 a 0 era o contorno justo da vitória, que poderia ter sido maior.Torcida tricolor deu show na Arena Castelão neste sábado. (Foto: JL Rosa/Agência Diário)
Assim, cada lágrima, cada soluço conheceu uma trégua neste sábado. A vitória foi um desabafo. “Dá-lhe, Dá-lhe, Tricolor!” O Leão, após oito anos, venceu um primeiro jogo de mata-mata e flerta, de novo, com a Série B. Deram certo os aplausos, os gritos, estar ao lado, ser positivo. Se dentro de campo a vantagem foi boa, fora dele os mais de 40 mil torcedores mostraram porque o Fortaleza é o Tricolor de Aço.

Por Crisneive Silveira


 Com informações do GloboEsporte.com, Fortaleza, CE

Maikon Leite reforça o Ceará até o fim de 2017

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Na noite dessa sexta-feira, 16/09, a Diretoria do Ceará Sporting Club anunciou a contratação de mais um reforço para a temporada. Trata-se do atacante Maikon Leite, que chega ao Vovô através de empréstimo junto ao Bahia até o fim de 2017. Revelado pelo Santo André, o atacante passou por grandes clubes brasileiros como Atlético-PR, Náutico, Sport, Palmeiras além de passagens em times internacionais. 

O atleta estava no Bahia, onde atuou em nove partidas neste ano. Maikon desembarca na capital cearense nesse final de semana e será regularizado na segunda-feira, 18/09.

Confira a ficha técnica do atleta:

Maikon Fernando Souza Leite 
Posição: atacante 
Nascimento: 03/08/1988 
Idade: 29 anos
Naturalidade: Mogi das Cruzes/SP
Altura: 1,68cm
Peso: 62kg 
Clubes: Santo André/SP, Santos/SP, Atlético/PR, Palmeiras/SP, Náutico/PE, Atlas(México) , Sport/PE , Al-Shaab (Emirados Árabes) , Toluca (México) , Bahia/BA e Ceará/CE

Com informações da site oficial do clube - cearasc.com

Munícipios conhecem pouco sobre metas da ONU para o milênio, diz associação

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Traduzir metas fixadas pelas Nações Unidas em cada território é o desafio que governos de todo o mundo devem enfrentar para concretizar os Objetivos pelo Desenvolvimento Sustentável (ODS). As metas que substituíram os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), em 2015, devem orientar agora as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional até 2030.

Ocorre que dois anos depois de fixadas, ainda há no país um "baixíssimo" nível de conhecimento delas por boa parte dos municípios, segundo o presidente da Associação Brasileira de Municípios (ABM), Eduardo Tadeu Pereira.

Entre os objetivos do milênio, estão a erradicação da pobreza, a redução das desigualdades, a promoção da agricultura sustentável, a obtenção da igualdade de gênero e o desenvolvimento de ações para combater as mudanças climáticas.

Como a população vive nas cidades e o poder municipal é aquele que está mais próximo, as Nações Unidas têm destacado que os municípios são espaços fundamentais para a concretização da ideia de "pensar globalmente, agir localmente".

Por este motivo, o envolvimento das gestões municipais deve estar no centro da implementação da chamada Agenda 2030. No entanto, a importância delas, no caso do Brasil, esbarra em difícil realidade, de acordo com o presidente da associação. “A maior parte dos municípios tem problemas muito sérios e dificuldades financeiras e de capacidade técnica”, afirmou Pereira.

Para melhorar o quadro, a associação municipal começou a desenvolver nesta semana o Projeto pelo Fortalecimento dos Municípios Para a Promoção da Agenda 2030 e da Nova Agenda Urbana. Efetivado em parceria com o Instituto Pólis e a União Europeia. Receberão ajuda gratuita cerca de 200 a 500 municípios brasileiros com 20 mil a 100 mil habitantes, que vão  conhecer e articular ações de desenvolvimento sustentável.

A iniciativa, que vai durar três anos, envolve a realização de cinco seminário regionais, divulgação de exemplos de boas ações e a implementação de um observatório. A expectativa é que este seja lançado em 2019 e sirva de base para o acompanhamento das ações dos municípios em relação à agenda política proposta pelos ODS.

“Temos uma realidade muito diversa em nossos municípios. Mais de 4 mil têm cerca de 20 mil pessoas, são pequenos municípios. No caso deles, ainda precisa ser feito um trabalho grande para desenvolver a discussão sobre a agenda 2030 e a nova agenda urbana”, ressaltou o coordenador da área de Direito à Cidade do Instituto Pólis, Nelson Saule Júnior.

Por causa do cenário, o projeto tem como foco cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) localizadas no Norte e no Nordeste, e em Minas Gerais. A ideia é enfatizar a importância de desenvolvimento de ações conjuntas integradas com outras cidades, “na perspectiva regional, por exemplo, com a elaboração de um plano territorial de desenvolvimento sustentável”, disse.

Oficina
Na primeira oficina, realizada na cidade mineira de Montes Claros, nenhum dos mais de 20 gestores participantes conhecia bem os objetivos do milênio, segundo o presidente da ABM.

“É uma vergonha para a ONU que uma decisão de 2015 ainda não tenha conseguido atingir gestores de municípios médios e importantes, que sequer têm o conhecimento deles. De alguma maneira, é um problema também para o governo federal”, avaliou Pereira. Ele destacou que, sem mobilização e engajamento dos gestores do plano local, o país terá dificuldade de concretizar as metas globais.

Para superar o problema, a ONU tem desenvolvido ações de formação por meio de parcerias com instituições governamentais e da sociedade civil.

Em todo o mundo, uma força-tarefa global de governos locais e regionais também atua para reunir e coordenar o trabalho de defesa das redes internacionais de governos locais.

No Brasil, um exemplo disso é o documento Roteiro para a Localização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Implementação e Acompanhamento no nível subnacional, lançado pelos organismos da ONU no Brasil, em 2016, no contexto da posse dos novos prefeitos. O texto detalha formas de concretizar os ODS nos territórios, da sensibilização da população à execução de políticas.

Governo federal
O governo federal reconhece que, embora o foco da aplicação das políticas esteja nos municípios, há papel importante na articulação e no apoio às ações, de acordo com o secretário adjunto da Secretaria Nacional de Articulação Social da Secretaria de Governo da Presidência da República, Cláudio Ribeiro.

Segundo o secretário adjunto, já existe mobilização para produzir esse engajamento. Ele destaca a criação da Comissão Nacional para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, instrumento de governança que reúne governos federal, estadual e municipal, e grupos da sociedade civil.

“É um elemento diferenciador do Brasil em relação a maioria dos países, porque é uma instância que foi criada por decreto do presidente da República, que coloca junto governos e sociedade civil. Na maioria dos países, você tem uma estrutura governamental que, quando acha pertinente, chama a sociedade civil para conversar”, afirmou.

A comissão reuniu-se nesta semana para dar continuidade aos trabalhos. Além de empossar os membros, já aprovou o regimento interno e agora trabalha na elaboração do plano de trabalho para o biênio.

“O que imaginamos é que seja um plano, primeiro, extremamente democrático, que agrade a todos os membros da comissão, de tão diferentes visões; segundo, que seja algo bastante concreto e factível para o tempo que ele se propõe”, disse Ribeiro.

Cidades sustentáveis
Em contexto de forte urbanização, a problemática das cidades mereceu destaque na elaboração dos ODS. O objetivo 11 estabelece como uma das metas “tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”.

O coordenador da área de Direito à Cidade do Instituto Pólis, Nelson Saule Júnior disse que a agenda tem como centralidade o conceito de cidades sustentáveis e pode contribuir para a concretização do direito à cidade.

Entre as ações propostas, “destaco o objetivo de se trabalhar na melhoria das condições de todas as áreas ocupadas pela população de baixa renda, na perspectiva da urbanização e da própria regularização dessas regiões, pois isso mostra o reconhecimento de uma população que está em situação mais precária em termos de condições de vida, do local onde elas moram, da precaridade da segurança”, disse.

Além disso, o especialista do Instituto Pólis considera que os ODS reforçam a importância da aplicação da política de mobilidade urbana, que no Brasil foi estabelecida pela Lei 12.587/12.

“Ainda precisamos avançar muito no Brasil em relação à priorização do transporte público, pois na maioria das cidades ainda há uma predominância do transporte individual em contraposição ao coletivo”, avaliou.

Direcionamento de recursos para projetos sustentáveis e ampliação do debate público sobre os objetivos são medidas que podem ajudar a concretizar os avanços pretendidos pelos países que se comprometeram com eles.

Com informações da Agência Brasil

Eleições 2018 - Para onde vai Eunicio?

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Camilo Santana, o petista que governa o Ceará, está procurando uma aproximação com Eunício Oliveira, a quem derrotou na eleição de 2014.
Pensa numa chapa em que Eunicio saia candidato a reeleição ao lado de Cid Gomes, ambos o apoiando para o governo. Eunicio até topa conversar, desde que não tenha que fazer campanha para Ciro Gomes, candidato à Presidência.
Eunicio também pode ser candidato à reeleição apoiando Tasso Jereissati, se o atual presidente do PSDB for disputar o governo do Ceará.
Por Lauro Jardim
Com informações do Jornal O Globo