15 de julho de 2018

França e Croácia disputam a final da Copa do Mundo Rússia 2018.

França e Croácia se enfrentam neste domingo, às 12 horas (de Brasília), no Estádio Luzhnikí, em Moscou, na Rússia, na grande decisão da Copa do Mundo. Os franceses eliminaram a Bélgica nas semifinais, ganhando por 1 a 0. Já os croatas, de virada, fizeram 2 a 1 na Inglaterra, precisando de mais uma prorrogação, a terceira do time no torneio. Por conta dos tempos extras, a Croácia vai ter jogado praticamente oito partidas nesta edição.
Trata-se de um reencontro vinte anos depois. Ambos duelaram nas semifinais da Copa do Mundo de 1998 e os franceses ganharam por 2 a 1, arrancando para um título inédito, que ainda falta para os croatas.


(Foto: SOPHIE RAMIS, THOMAS SAINT-CRICQ, MARIA-CECILIA REZENDE / AFP)

Didier Deschamps, treinador da França, tem a chance de repetir o feito de Zagallo e do alemão Franz Beckenbauer, sendo campeão mundial como jogador e treinador. Ele integrou o time de 1998. O comandante se mostra otimista.
“Nós fizemos tudo o que tinha que ser feito até este momento e agora chegou a hora de ir a campo e tentar escrever uma história bonita. Estamos preparados desde muito antes de a competição começar e fomos ganhando força com ela, crescendo e superando os obstáculos. Portanto, estou otimista e a minha expectativa é a do título, mesmo sabendo que do outro lado do gramado estará um grande oponente”, disse Didier Deschamps.


Confiante, a França vem de vitória sobre a Bélgica de Hazard e Lukaku (Foto: Jewel Samad/AFP)

O desgaste físico realmente é a maior preocupação do técnico Zlatko Dalic. Mas até diante deste cenário ele procura buscar motivação. Nas oitavas os croatas eliminaram a Dinamarca nos pênaltis, enredo que se repetiu nas quartas contra a anfitriã Rússia. Nas semifinais, as penalidades não foram necessárias, porém, a vaga diante dos ingleses veio mesmo na prorrogação.
“Nós escolhemos o caminho mais complicado e difícil. Enfrentamos uma maratona de jogos, atuaremos um jogo a mais que a França e por isso mesmo sabemos que as dificuldade serão enormes. Mas como o que não mata fortalece, vamos buscar força justamente neste nosso poder de testar nossos limites. Falta mais um capítulo nesta história e queremos que o final seja feliz, pois a Croácia melhora”, disse Zlatko Dalic.


A Croácia disputou três prorrogações na Copa, inclusive na vitória sobre a Inglaterra (Foto: Alexander Nemenov/AFP)

As duas equipes não confirmaram as escalações, mas como superação é a palavra de ordem, a base das semifinais deverá ser mantida. Na França a aposta está no equilíbrio de Paul Pogba no meio e na força ofensiva do trio: Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud.
Pelo lado croata a estrela da companhia é o maestro Luka Modric, candidato a craque da Copa. Mas não se pode desprezar o oportunismo do perigoso artilheiro Mario Mandzukic, autor do segundo gol contra a Inglaterra.
Caso a decisão deste domingo termine empatada no tempo regulamentar, acontecerá uma prorrogação de trinta minutos. Persistindo a igualdade, o campeão será conhecido nas cobranças de pênaltis. Isso aconteceu apenas duas vezes na história da Copa do Mundo. Em 1994 a Seleção Brasileira derrotou a Itália nos pênaltis, após 0 a 0. Já em 2006 os franceses, que ficaram no 1 a 1 com a Itália, perderam o caneco nos pênaltis.
FICHA TÉCNICA

FRANÇA X CROÁCIA
Local: Estádio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)

Data: 15 de julho de 2018 (Domingo)
Horário: 12h(de Brasília)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Belatti (Argentina)

FRANÇA: Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Samuel Umtiti, Raphaël Varane e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Paul Pogba e Blaise Matuidi; Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud

Técnico: Didier Deschamps
CROÁCIA: Danijel Subasic, Sime Vrsaljko, Dejan Lovren, Domagoj Vida e Ivan Strinic; Marcelo Brozovic, Ivan Rakitic e Luka Modric; Ante Rebic, Ivan Perisic e Mario Mandzukic

Técnico: Zlatko Dalic

Com informações da Gazeta Esportiva

Fortaleza perde para Atlético-GO e chega à segunda derrota seguida

Neste sábado, o Fortaleza recebeu o Atlético-GO, no Estádio do Castelão, em jogo válido pela 15ª rodada do Brasileiro Série B, e perdeu por 1 a 0. A equipe comandada por Rogério Ceni chega a segunda derrota seguida, ao passo que o time goianiense consegue a quarta vitória consecutiva e se aproxima do G4 da segundona.
No primeiro tempo, a equipe da casa só teve uma boa chance no início do jogo, enquanto o time dirigido por Cláudio Tencati criou boas oportunidades em contra-ataques. Inclusive, o primeiro gol da equipe foi marcado em uma jogada dessa aos 20 minutos da etapa inicial, por Pedro Bambu. No segundo tempo, o Fortaleza voltou melhor e conseguiu criar ótimas chances, porém não conseguiu empatar. Wilson desperdiçou duas finalizações e o goleiro Jefferson realizou uma ótima defesa já no final da partida.
Com este resultado, o time de Rogério Ceni permanece na liderança da Série B, com 29 pontos, enquanto o Atlético consegue mais três pontos e sobe para a quinta colocação, com 25 pontos.
Na próxima rodada, o Fortaleza visita o CSA, no Estádio Rei Pelé, nesta sexta-feira, às 21h30 (de Brasília). Já o Atlético-GO enfrenta o Avaí, na terça-feira, às 19h15 (de Brasília), na Ressacada.
Com informações da Gazeta Esportiva

14 de julho de 2018

Separados por Ciro e Lula, PDT e PT devem se unir por Camilo no Ceará

lulacamilociro.jpgCiro Gomes, Lula e Camilo Santana em reunião em São Paulo, no ano passado
O governador do Ceará Camilo Santana, do PT, deve viver uma situação inusitada nas eleições deste ano. Aliado de longa data do presidenciável Ciro Gomes e de seu irmão, o ex-governador Cid Gomes, ambos do PDT, ele deve ter o apoio da legenda trabalhista para disputar a reeleição. A unidade no palanque estadual contrasta, porém, com a divisão entre pedetistas e petistas no plano nacional. O mandatário estadual provavelmente terá de defender a candidatura presidencial escolhida pelo PT, enquanto seus padrinhos políticos estarão do outro lado da disputa.
Segundo o deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), a eleição a governador em seu estado “está muito perto de ser resolvida, pela multiplicidade de forças”. Ele se refere à virtual ausência de oposição a Camilo, candidato à reeleição.
“Hoje em dia não tem oposição [no Ceará]. A oposição veio quase toda para a base do governo”, afirmou. No estado, a base oficial do governo conta com os partidos PP, DEM e MDB. Na Assembleia Legislativa, ainda fazem aliança com o PDT o PRB e o Patriota.
Este último quase foi o partido pelo qual o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) se lançaria à Presidência. De última hora, ele optou pelo PSL em meados de março. “Só o Tasso [Jereissati, ex-governador do estado pelo PSDB] efetivamente faz oposição.”
O que o PDT pedirá em troca do apoio a Camilo deve ser fechado após a convenção estadual do partido, em 20 de agosto. O mais provável é que ele opte por manter alguém do partido como vice-governador na chapa. “Não vamos abrir mão [do vice]”, diz Figueiredo. Segundo o deputado, a indicada pode  até mesmo ser a atual vice, Izolda Cela.
O deputado estadual e presidente do PT no Ceará, Moisés Braz, explica a conjuntura curiosa. “Não temos tido qualquer dificuldade para separar a bancada [na Assembleia] do governador. Há uma unidade muito grande em torno do projeto do estado. A dificuldade é a unidade em nível nacional, que podem ser palanques diferentes.”
Esse é um cenário provável. Se as coisas se mantiverem como estão, o PDT — hoje o partido mais forte no Ceará, com 12 de 46 deputados estaduais — poderá apoiar a candidatura de Camilo Santana ao governo, e a de Ciro Gomes (PDT) à Presidência. Apesar de relatos de que o governador estaria disposto a renunciar ao apoio do ex-presidente Lula (PT) para garantir alianças locais, em meados de maio, Braz garante que ele não terá essa autonomia.
“Não aceitamos esse debate aqui no estado do Ceará. Não vamos admitir que tenha outra candidatura que não a do Lula”, explica. “Vamos fazer um encontro no final do mês e definir como vamos autorizar o governador a construir sua chapa majoritária.”
A única definição do PT local, por enquanto, é que não haverá “qualquer dificuldade em relação a legenda para que o Camilo se candidate à reeleição”. “Não tenho nenhuma dúvida de que o PDT será um grande aliado. É todo interesse [do PT] reivindicar nomes [do PDT], mesmo com Ciro concorrendo. Não há nenhuma chance de o PDT não estar na chapa majoritária", promete Braz. 
Por outro lado, ele afirmou que “não dá para afirmar se a vice-governadoria continua com o PDT ou com outro partido”.
Amizade
Camilo começou a carreira política no gabinete de Cid Gomes, irmão de Ciro, à época em que ele era governador do estado pelo PSB, em 2007. À época, Camilo já era filiado ao PT havia quatro anos.

O atual governador é assumidamente próximo da família Gomes. Sua indicação para o governo do estado foi uma sugestão do próprio Cid. No entanto, políticos dos dois partidos negam que isso será razão para incômodo ou atrito nas relações partidárias.
“As pessoas associam ele [Camilo] a Cid e Ciro porque ele concorria ao Senado [em 2014] e mudou de posição na última hora. Compreendemos [isso]”, disse Bráz.
Por Laura Castanho 
Com informações da Carta Capital

Em campo, o eleitor desanimado

Fonte: Ibope
Enterradas as esperanças no futebol, após a queda da Seleção Canarinho diante do canário-belga, chegou a vez de o brasileiro entrar em campo para tentar organizar a própria cabeça e avaliar Michel Temer diante do retumbante fracasso do governo dele, nascido de um golpe do qual participou. 
A eleição para a Presidência da República está próxima, a menos de 90 dias. Apontam as pesquisas para uma fuga do eleitor, ou da política, que, em pouco menos de um ano, manteve praticamente no mesmo ponto a corrida pelos resultados. Vive-se no campo de futebol e na economia há um marasmo incômodo.
Até agora, parte dos 140 milhões de eleitores deixou um buraco nas respostas das pesquisas. Em outubro de 2017, respondeu-se à pergunta sobre o voto espontâneo. Os pesquisadores colheram o seguinte resultado: a soma dos que disseram não saber, ou então não responderam, alcançou 23%. Brancos e nulos atingiram 30%
A sondagem mais recente do Ibope, no fim de junho, aponta um número ainda maior sobre a decisão incômoda dos eleitores. A resposta à pergunta espontânea, sem que sejam apresentados os nomes dos candidatos, foi maior do que há um ano. Brancos e nulos alcançam 39% e o não sabe e não respondeu foi a 25%. Somados, chegam a 63%.
Repulsa à política, repulsa ao candidato. A pesquisa do Ibope medida pela resposta estimulada (tabela) deixa clara a rejeição aos políticos. Parte da pesquisa, incluindo somente os candidatos mais competitivos, são eles os mais rejeitados.
Lula, depois de quatro eleições e dois governos, preparado para mais um, embora improvável, em 2018, melhorou a imagem diante dos eleitores. Com 31% de rejeição entra em confronto com Jair Bolsonaro, com 32%. Marina Silva e Ciro Gomes são rejeitados por 18% dos eleitores. Ambos vêm de duas disputas presidenciais malsucedidas. 
Caso a história terminasse aqui, a sociedade estaria diante de um impasse. Ainda não se falou da abstenção, sempre uma possível decisão do eleitor. A abstenção, embora ameaçadora, é protegida pelos votos colhidos na boca da urna, hoje eletrônica. O desânimo da sociedade ainda não chegou a esse ponto. 
Mas é preciso aguardar o possível impacto do fiasco da Seleção na Copa do Mundo. A ele se somam a previsão da queda do PIB, o aumento dos juros, o aumento do custo de vida e do desemprego, entre outros fatores. São preciosas oferendas de Temer à sociedade. 
Por Maurício Dias
Com informações da Carta Capital

Ceará acerta contratação do meia Calyson até o fim do Brasileiro




Mais um reforço confirmado para o restante do Campeonato Brasileiro. O meia-atacante Calyson, de 25 anos assinou com o Ceará e já realizou exames clínicos, nessa sexta-feira, 13/07, em Porangabuçu. Formado nas categorias de base do Grêmio, o atleta tem passagens por Coritiba, Novo Hamburgo, Internacional de Lages, Luverdense, Glória, Atlético Tubarão e Sergipe. Em 2018, o meia defendeu o Brasil de Pelotas. Calyson possui contrato com o Ceará até o fim desta temporada, podendo ser estendido.

“Estou indo para um grande clube e fico muito feliz. Sabemos das nossas dificuldades dentro da competição, mas tenho certeza que o grupo está trabalhando muito para sairmos dessa situação. No futebol nada é impossível. Com humildade, respeitando nossos adversários, tudo será possível. Quero poder fazer um bom papel dentro de campo. Sou um jogador de velocidade e tenho boa técnica. Venho para somar e o torcedor pode esperar de mim muita vontade, determinação e raça”, afirmou Calyson.

Confira a ficha técnica: 
Calyson Rubens Santiago Rosa
Apelido: Calyson
Nascimento: 25/02/1993 (25 anos)
Naturalidade: Manhuaçu/MG
Altura: 1.74
Peso: 69 kg
Clubes: Grêmio/RS, Coritiba/PR, Novo Hamburgo/RS, Inter de Lages/SC, Luverdense/MG, Glória/RS, Sergipe/SE, Atlético Tubarão/SC, Brasil de Pelotas/RS e Ceará/CE.

Com informações do Cearasc.com

Deputados que não disputarão vagas na Assembleia

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A deputada Mirian Sobreira (PDT) anunciou,  recentemente, durante lançamento da pré-candidatura do filho, Marcos Sobreira, que não disputará qualquer cargo no pleito deste ano para cuidar da saúde. Somam-se a ela ao menos outros quatro parlamentares da atual composição da Assembleia Legislativa, que tendem a desistir de mais um mandato no Legislativo cearense.
Outros quatro integrantes da Casa vão para a disputa de deputado federal, totalizando assim, ao menos nove nomes que poderão estar fora da disputa a um dos 46 assentos na Assembleia. Além de Mirian, já deram certeza de que não disputarão qualquer cargo em outubro próximo os deputados Odilon Aguiar (PSD) e Yuri Guerra (PP), este último suplente.

Manoel Santana (PT) e Joaquim Noronha (PRP) também podem ficar de fora da disputa eleitoral que se avizinha, mas ainda não definiram uma posição sobre o tema. No caso do petista, segundo explicou, ele está aguardando recurso a reprovação de suas contas de quando ele foi prefeito do Município de Juazeiro do Norte. Já Noronha, que é empresário, ainda estuda junto a aliados e familiares se tentará retornar à Casa.

“Eu tenho problema no TCM com prestação de contas que não fiz, e estou apresentando a prestação de contas, a maior parte do dinheiro foi devolvido, e estou pedindo que seja considerado”, disse o deputado Manoel Santana ao Diário. O parlamentar afirmou que não registrará candidatura correndo o risco de ter o registro impugnado pela Justiça Eleitoral. O plano B, assim como a deputada Mirian Sobreira, é apoiar o filho, Gabriel Santana, do PCdoB.

“Essa é uma decisão que o TCU já aceitou em outros casos e espero receber o mesmo tratamento que os outros. Se resolver, tudo bem. Se não, vou apoiar o Gabriel Santana e espero que quem me apoiou, apoie ele. Só vou registrar candidatura se tudo estiver resolvido, porque não vou correr o risco de impugnação”, disse. O petista alegou ainda que na ocasião, ele não era ordenador de despesas e que a pessoa responsável por ordenar despesas teve sua prestação de contas aprovada.

O deputado Odilon Aguiar, que também não será candidato no pleito deste ano, afirmou que trabalhará para eleger seu líder, Domingos Filho, deputado estadual. “Fazemos parte de um grupo liderado pelo Domingos Filho e fiz opção de procurar uma alternativa profissional que me dê estabilidade de vida. Vou me dedicar à vida profissional e focar na estabilidade, porque a política não dá isso”, justificou.
Joaquim Noronha, por sua vez, afirmou que está analisando junto à família e correligionários se tentará ou não ir para mais uma disputa. Ele afirmou que tomará decisão nos próximos dias antes das convenções partidárias. Empresário, o parlamentar quer se dedicar aos negócios. Nos corredores da Casa, outros parlamentares afirmam que ele não será candidato.

Já a deputada Mirian Sobreira, que lançou pré-candidatura do filho ontem, em evento realizado na Assembleia, afirmou que precisa cuidar da saúde e não teria como enfrentar mais uma campanha eleitoral. “Se eu engordar mais cinco quilos, vou ficar com sérios problemas no fígado. Tenho que fazer tratamento e preciso desse tempo. Não tem como ir para a campanha com uma saúde fragilizada”, disse. Ela afirmou ainda que a Casa precisa de renovação, de “sangue novo”. “Os deputados não podem querer se eternizar aqui”.

Câmara
O suplente de deputado Yuri Guerra, de apenas 28 anos, disse ao Diário do Nordeste que ainda é jovem e que por isso vai apoiar a candidatura de Zezinho Albuquerque (PDT) à reeleição. “Ele me convidou para eu desistir de minha campanha e apoiá-lo para deputado, e, consequentemente, ficarei com experiência para voltar para Casa daqui a quatro anos”.
Além desses parlamentares que não disputarão qualquer cargo no pleito deste ano, outros quatro desistiram de tentar reeleição e vão tentar uma das 22 vagas a deputado federal, na Câmara dos Deputados. São eles: Rachel Marques (PT), Tomaz Holanda (PPS), Capitão Wagner (PROS) e Robério Monteiro (PDT). Com isso, quase uma dezena de assentos ficaram vagos para novas postulações.

Por Edison Silva
Com informações do Diário do Nordeste

Operação da PF reprime crimes contra a Previdência no Ceará e Maranhão

Polícia FederalOs dados fraudados serviam de base para a concessão de benefícios de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez - Marcello Casal jr/Agência Brasil
Um esquema criminoso para fraudar benefícios da Previdência Social é alvo de uma operação da Força-Tarefa Previdenciária, formada pela Secretaria de Previdência, Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal. Os mandados judiciais estão sendo cumpridos nas cidades de São Luís e São José do Ribamar, no Maranhão; e em Fortaleza e Caucaia, no Ceará.
As investigações da Operação Hefesto começaram em 2013, a partir de levantamentos feitos pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (Coinp) da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, que identificaram o esquema criminoso responsável pela “inserção extemporânea de vínculos trabalhistas fictícios no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS)”.
De acordo com as investigações conduzidas pela força-tarefa, as informações eram transmitidas via internet, por meio do sistema Sefip/Conectividade Social - Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP).
Os dados fraudados serviam de base para a concessão de benefícios de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, cujas patologias apresentadas são relativas a transtornos mentais e comportamentais.
Entre os integrantes do esquema criminoso, estavam um advogado, sócio de duas empresas utilizadas nas fraudes; uma técnica em contabilidade; duas assistentes sociais; e agenciadores e intermediários.
A PF está cumprindo desde cedo dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. Os policiais estão apreendendo, por determinação da Justiça, bens e veículos em nome dos investigados. A Justiça determinou ainda que o INSS suspenda ou bloqueie o pagamento de 37 benefícios que ainda se encontram ativos.
“O prejuízo inicialmente identificado com a concessão de 127 benefícios fraudulentos aproxima-se de R$ 13,6 milhões. O valor do prejuízo evitado com a consequente suspensão dos benefícios ativos, levando-se em consideração a expectativa de vida média da população brasileira, é aproximadamente R$ 28 milhões”, diz a nota.
Segundo a PF, o nome da operação (Hefesto) é uma referência ao deus grego do trabalho, que tinha grande capacidade de criação.
Por Aécio Amado 
Com informações da Agência Brasil

A difícil reeleição dos parlamentares federais

Ciro Gomes anunciou o nome do deputado André Figueiredo (de camisa verde), ao seu lado no evento pedetista da última quinta-feira, em Fortaleza, como o seu candidato ao Senado Federal nas eleições deste ano Foto: Kleber A. Gonçalves
Aproximadamente metade da bancada federal cearense não será reconduzida à Câmara dos Deputados. Neste momento que antecede a realização das convenções partidárias, para a homologação das candidaturas e das coligações, é maior a preocupação dos candidatos à Câmara, como de resto a dos pretendentes às vagas na Assembleia Legislativa, pois da composição das convenções depende a sorte de muitos dos pretendentes a mandatos proporcionais. Neste ano, o quociente eleitoral, isto é, o número mínimo de votos para um candidato ser eleito deputado federal pelo Ceará é mais ou menos 200 mil votos.
Nas projeções dos experientes políticos cearenses, da relação de possíveis candidatos, hoje apenas dois poderão chegar ou superar esse número de sufrágios: o Capitão Wagner (PROS) e Mauro Filho (PDT), sendo a projeção para o Capitão bem maior que a deste.
Em razão disso, todos os demais dependerão dos votos das legendas, sobretudo aqueles sufrágios dados aos candidatos menos votados, chamados “buchas”, ou das coligações, o somatório dos votos dados a todos os concorrentes dos partidos agrupados. É em razão dessa realidade que continua sendo grande a corrida em busca de votos no Interior, e as negociações para formação de blocos que lhes possam beneficiar.
Além dessa natural preocupação de quase todos os candidatos, ainda há a expectativa quanto à disposição do eleitor, desencantado, por razões várias, inclusive quanto à má avaliação do desempenho dos atuais políticos, de ter ânimos para ir votar no dia 7 de outubro vindouro.
Recadastramentos
Na última eleição, quando os partidos e seus representantes eram bem menos execrados, 1 milhão e 900 mil eleitores deixaram de votar no Estado, por não terem comparecido às seções eleitorais ou inutilizando o voto. Esse número gerou um percentual de 30,84% dos eleitores aptos a votar, um total de 6 milhões, 268 mil e 909 pessoas devidamente habilitadas junto à Justiça Eleitoral cearense.
Hoje, o número de eleitores no Estado registra uma pequena variação, chega a 6 milhões, 342 mil e 684, após as intensas campanhas da Justiça Eleitoral para os recadastramentos de eleitores em muitos municípios do Estado. A expectativa de um quociente eleitoral de aproximadamente 200 mil votos é feita com base numa abstenção, votos nulos e brancos na mesma proporção do pleito anterior.
Este resultado é encontrado quando é feita a divisão dos votos válidos com o número de cadeiras para a Câmara Federal: 22. Em 2014, o total de votos válidos somou 4 milhões 367 mil e 020, gerando um quociente de 198 mil e 501 votos para a eleição direta de cada deputado.
O trabalho de captação de votos, nas eleições deste ano, promete ser mais difícil que nos pleitos anteriores, sobretudo para deputado federal, até pelo seu distanciamento do eleitorado ao longo dos últimos anos.
Dependentes
Além de ficarem bem mais dependentes do dinheiro para os “vaqueiros”, aqueles responsáveis pela intermediação, inclusive prefeitos e vereadores, aos parlamentares federais, em dosagem bem maior que aos seus colegas estaduais, são atribuídas responsabilidades pela má gestão do Governo Federal, assim como aos escândalos constantes, realmente degradantes, que conseguiram indignar muitos brasileiros.
A expectativa dos observadores é que o PROS do Capitão Wagner, sem coligação, e a aliança liderada pelo PDT dos irmãos Ciro e Cid Gomes, capitalizarão a grande maioria dos votos proporcionais para o Legislativo Federal. Wagner admite somar para sua legenda pouco mais de 600 mil votos, contando com a possibilidade de só ele chegar perto dos 400 mil, elegendo até quatro deputados. Há restrições a essa avaliação dele. Os governistas esperam ter votos para eleger uma bancada entre 14 e 15 parlamentares. Também esta avaliação é questionada.
Sem citar nomes, observadores mais atentos especulam que o PROS, com o somatório dos votos do Capitão Wagner, fará uma bancada de 3 deputados federais, o PT reelegeria 2, o PSDB faria 2, o MDB também 2, seguidos de PSD, PTB, SD (Solidariedade), PCdoB, DEM, PR e uma coligação de pequenos, todos com um deputado federal cada, ficando as 4 restantes vagas para o pessoal do PDT, com 8 candidatos. Só algumas surpresas, avaliam os diversos patronos desse quadro, poderão alterar a posição de uma ou outra agremiação.
Majoritária
No evento da última quinta-feira, em Fortaleza, Ciro Gomes voltou a se posicionar contra a participação do senador Eunício Oliveira (MDB) na chapa majoritária do PDT com o governador Camilo Santana, ao destacar ser a favor da candidatura do deputado federal André Figueiredo ao Senado.
O outro candidato ao Senado Federal, na chapa de Camilo, é Cid Gomes, que, recentemente, admitiu ter a coligação apenas um candidato àquela Casa legislativa, sinalizando que o governador poderia votar em Eunício, se este for candidato à reeleição de forma avulsa.

Ciro, no mesmo momento que defendeu a candidatura de André ao Senado, foi mais uma vez cáustico na adjetivação ao citar os nomes de quem o processou por conta de suas acusações, como o presidente Michel Temer, o senador Eunício Oliveira e Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, hoje cumprindo pena por crime de corrupção. Ele enfatizou que nunca foi processado por pessoas humildes, mas só por “puro corrupto, puro picareta, puro assaltante do dinheiro do povo”. Quando citou Eunício, disse que só do senador responde a mais de 70 ações.
Nenhum dos políticos realmente próximos de Ciro e Cid acreditam na coligação do PDT com o MDB cearense, para contentar uma candidatura à reeleição do senador Eunício. Cid, mais contido, não faz pronunciamentos públicos como os de Ciro, contra. Aliás, ao longo de todo este tempo de aproximação das relações do governador Camilo Santana com Eunício, Cid só conversou com o senador uma vez, quando o emedebista foi ao seu apartamento. A conversa de ambos, no entanto, não chegou ao ponto desejado por
Eunício, pois nenhuma esperança foi lhe dada de formalização da coligação.
Agora, depois da defesa de Ciro de uma candidatura do deputado André ao Senado, só resta esperar mais uns dias, até 5 de agosto, quando o Calendário Eleitoral fixa tempo final para a oficialização das candidaturas e das coligações partidárias.

Por Edison Silva
Com informações do Diário do Nordeste

Grupo resgatado em caverna deixa o hospital na próxima semana

Os 12 adolescentes e o treinador de um time de futebol resgatados do interior de uma caverna no norte da Tailândia, onde permaneceram presos por mais de 15 dias, deixarão o hospital na próxima quinta-feira (18), informaram as autoridades locais.

Equipes trabalham para operacionalizar resgate de crianças em caverna na TailândiaOperação de resgate mobilizou diversas equipes de militares e voluntários (Rungroj Yongrot/EPA/EFE/Direitos Reservados)


O ministro da Saúde da Tailândia, Piyasakol Sakolsatayadorn, disse que os 12 rapazes entre 11 e 16 anos e o treinador, de 25, sairão do hospital de Chiang Rai no mesmo dia.


Os médicos que estão atendendo o grupo disseram anteriormente que os quatro primeiros resgatados poderiam deixar o hospital neste domingo (15).

O anúncio de quando receberão alta foi feito no mesmo dia em que foram divulgados dois novos vídeos em que cada um dos resgatados agradece pelo resgate. Eles dizem que estão bem, alguns falam do que gostaria de comer e um até agradece em inglês.

Os meninos aparecem sentados em suas camas de hospital e usam máscaras brancas. Na parede da cabeceira da cama, há um número que os identifica.

Com informações da Agência Brasil

Fortaleza mira artilheiro de time da Série C e atacante ex-Atlético-PR

 Fortaleza negocia com Ederson e Rafael Grampola.
O Fortaleza segue no mercado para suprir a ausência de Gustagol, que ainda se recupera de uma lesão no antebraço direito e tem retorno previsto para daqui cerca de dois meses. Após anunciar Getterson, o clube fez investidas por Rafael Grampola, do Joinville, e Ederson, que deixou o Atlético-PR no final de junho, quando terminou seu contrato.

O interesse nos dois atletas foi confirmado por Daniel de Paulo Pessoa, diretor de futebol do Tricolor. Ederson está sem time desde que saiu do Furacão e vinha treinando em Natal, nas dependências do ABC, para se manter em forma. No Atlético, marcou 10 gols – nove no Campeonato Paranaense e um no Brasileirão – em 20 jogos. Aos 29 anos, tem passagens por Ceará, ABC, Al Wasl, Kashiwa Reysol e Vasco, Grampola, por sua vez, é o artilheiro do Joinville na Série C, com quatro gols marcados. Antes, já havia marcado nove pelo Catarinense e um pela Copa do Brasil, com um total de 14 na temporada. No ano passado, fez 13 gols em 15 partidas. O atacante tem 30 anos e já passou por Rio preto, Ipatinga, Atlético Sorocaba, Bahia, Caxias, Sergipe, Canedense, Gama, Zacatepec-MEX e Bragantino.

Por enquanto, com a chegada de Getterson, o Fortaleza tem seis atacantes no elenco. A diretoria não confirmou, mas existe a possibilidade de que o time feche tanto com Ederson como com Grampola, ou com pelo menos um dos dois e mais algum outro nome.

Com informações do Futebol Interior

Fortaleza recebe o Atlético-GO em busca da 10° vitória na Série B

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Depois de perder para a Ponte Preta, no último domingo, por 2 a 0, o Fortaleza busca retomar o caminho das vitórias para manter a excelente campanha do time nesta edição do Campeonato Brasileiro da Série B. A equipe comandada pelo técnico Rogério Ceni enfrentará o Atlético-GOneste sábado, às 16h00, no estádio do Castelão, em busca da décima vitória do time nesta edição do torneio. Além disso, um triunfo pode aumentar a distância de três pontos do vice-líder Vila Nova, também do estado de Goiás.
Quem será desfalque no Fortaleza é o zagueiro Ligger, que levou o terceiro cartão amarelo no confronto diante da Ponte Preta.O jogador será mais um desfalque para o técnico Rogério Ceni, que não pode contar com o lateral-direito Tinga e o atacante Marcinho, que se recuperam de lesões, e do atacante Gustavo Gustavo, que também não tem condições físicas. Quem deverá substituir o defensor é Adalberto.
“O Atlético tem uma equipe perigosa e vem de vitória na competição, eles estão em uma crescente. Vamos procurar ter atenção máxima durante toda a partida para vencermos mais uma jogando em nosso estádio. É vencer ou vencer. Precisamos fazer uma grande apresentação e ter um bom desempenho para conquistarmos os três pontos diante do nosso torcedor”, afirmou o goleiro Marcelo Boeck.
Já o meia Dodô destacou a importância da partida e a dificuldade que o time goiano trará para os donos da casa.”É importantíssimo fazer o dever de casa. É o nosso pensamento sempre. Temos um jogo difícil neste sábado, não tem como negar isso. Fizemos uma semana boa e trabalhamos bastante para buscar a vitória. Vamos com tudo em busca dos três pontos”.
Pelo lado do Atlético-GO, a partida será fundamental para que o time mantenha a boa fase neste meio de temporada. O clube vem de três vitórias consecutivas (diante do Boa EsporteBrasil de Pelotas e Sampaio Corrêa) e está na oitava colocação, com 22 pontos, e há três pontos do quarto colocado CSA.
“Tivemos oscilações durante a competição. Se formos analisar bem, a diretoria poderia ter mudado. E se tivesse mudado, eu teria que ficar quieto porque, infelizmente, o resultado não aconteceu no momento em que a gente esperava. Tivemos mais tempo, confiaram mais no nosso grupo e demos uma boa crescida. Ainda não é o ideal, isso posso afirmar, mas é o projeto. No futebol, não há resultado positivo se não tiver tempo e paciência”, afirmou Cláudio Tencati, técnico do Dragão.
Apesar de Rogério Ceni ter todo o destaque devido à sua trajetória como ídolo do São Paulo e pelo ótimo desempenho do Fortaleza, Cláudio Tencati tem seu nome marcado no futebol brasileiro. O comandante é o recordista de permanência como técnico em um clube nacional, já que ficou quase sete anos treinando o Londrina quando saiu por conta própria no fim da temporada passada.
FICHA TÉCNICA
FORTALEZA x ATLÉTICO-GO

Local: Estádio do Castelão, em Fortaleza (CE)
Data: 14 de julho de 2018, sábado
Horário: 16 horas (Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP)
Assistentes: Bruno Salgado Rizzo e Fabio Rogerio Baesteiro (SP)

FORTALEZA: Marcelo Boeck; Pablo, Adalberto, Diego Jussani e Roger Carvalho; Bruno Melo, Jean Patrick, Derley, Marlon e Dodô; Wilson
Técnico: Rogério Ceni

ATLÉTICO-GO: Jefferson; Alisson, Lucas Rocha, Oliveira e Bruno Santos; Fernandes, Pedro Bambu e João Paulo; André Luis, João Pedro e Renato Kayser
Técnico: Claudio Tencati

Com informações da Gazeta Esporte

12 de julho de 2018

Croácia e França reeditam semifinal da Copa de 98 na Rússia

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Nesta quarta-feira a Croácia cravou seu lugar na grande final da Copa do Mundo da Rússia, após vencer a Inglaterra por 2 a 1. Agora, os croatas encaram a França, que eliminou a Bélgica pelo placar de 1 a 0. A partida marcará o reencontro das seleções que protagonizaram um eletrizante jogo na semifinal da Copa de 98.
Anfitriã daquela edição, a seleção francesa passou na liderança do Grupo A, com 9 pontos, após derrotar Dinamarca, África do Sul e Arábia Saudita. Já a equipe croata avançou na vice-liderança do Grupo H, com 6 pontos, depois de vencer Jamaica e Japão, e perder para a Argentina.
Nas oitavas, a França eliminou o Paraguai depois de vencer por 1 a 0, com gol de ouro de Laurent Blanc na prorrogação, enquanto a Croácia derrotou a Romênia pelo mesmo placar, mas no tempo regulamentar. Na fase seguinte, os franceses venceram a Itália nos pênaltis por 4 a 3, após empatarem por 0 a 0 no tempo normal. Já os croatas venceram tranquilamente a Alemanha por 3 a 0. Com isso, as duas seleções se encontraram nas semifinais da competição.
A partida foi disputada no Stade de France, em Saint-Denis, no dia 8 de julho de 1998. Com um elenco recheado de craques como Zinedize Zidane, Didier Deschamps (atual treinador dos Bleus), Petit, Laurent Blanc, Desailly, a França foi surpreendida e começou a partida perdendo. Os croatas marcaram no primeiro minuto da segunda etapa, com o artilheiro da competição Davou Suker. Entretanto um herói improvável apareceu para definir o jogo: Lilian Thuram. O jovem lateral direito de 26 anos marcou no minuto seguinte e empatou a partida. Aos 25 minutos o defensor acertou uma linda finalização de fora da área e deu número finais a partida: 2 a 1.
Os Bleus conseguiram uma vaga para as finais, enquanto os Vatreni disputaram o terceiro lugar, mas conquistaram, até então, a sua melhor campanha em uma Copa do Mundo.
Em seguida, a dona da casa se sagrou campeã do Mundial ao derrotar o Brasil por 3 a 0. A seleção croata terminou na terceira colocação depois de vencer a Holanda por 2 a 1.
A decisão, e reencontro de Croácia e França, da Copa do Mundo de 2018 será disputada neste domingo, às 12h (de Brasília), no Estádio Luzhniki. A disputa do terceiro lugar, entre Bélgica e Inglaterra, será neste sábado, às 11h (de Brasília), no Estádio de São Petersburgo.
Por Diogo Magri
Com informações do Jornal El País

“Jogador mimado, mesquinho e mercenário”: a pecha que encobre o preconceito de classe no futebol

Neymar mimado BrasilNeymar, durante a partida contra a Bélgica, pelas quartas de final da Copa. AFP
Fracassos esportivos expõem jogadores a situações degradantes ou, no mínimo, desconfortáveis. Não se trata da crítica ao gol perdido, ao gol contra, à jogada mal executada, a rompantes de individualismo que minam o jogo coletivo. O Brasil, sempre habituado a disputar competições como inconteste favorito, a confundir confiança com soberba, não aprendeu a lidar com a derrota no futebol. A ânsia por bodes expiatórios geralmente desemboca em reações violentas que fogem – e muito – à avaliação do desempenho em campo, como os xingamentos racistas sofridos por Fernandinho e Gabriel Jesus após a eliminação para a Bélgica na Copa do Mundo.
Há quem defenda que, por ganharem muito dinheiro, astros da bola mereçam ouvir qualquer tipo de insulto, de forma passiva e resignada. Entretanto, salário e conta bancária não configuram salvo-conduto para linchamento, muito menos para ofensas preconceituosas. É preciso estabelecer limites bem rígidos entre o questionamento ao atleta e a depreciação do ser humano por trás da figura pública. Diversas críticas a jogadores carregam tons de xenofobia, racismo, inveja e aversão a pessoas de origem humilde que fazem fortuna com o futebol. O preconceito se esconde em linhas sutis, solidificando estereótipos com base em atitudes que não são exclusivas da classe futebolística.
Primeiro, pela necessidade de patrulhar quanto ganham e como gastam seu dinheiro. Jogadores habitam um universo que gira cifras milionárias, turbinadas ano após ano, sendo que suntuosas frações desse montante servem para irrigar negociatas movidas por propina e esquemas de lavagem de dinheiro, como atestam os escândalos de corrupção da FIFA. É natural que os verdadeiros protagonistas do espetáculo requeiram sua legítima fatia do bolo e se deixem levar pelas propostas irrecusáveis da China ou do Catar, já que a vida útil de um atleta é bem mais curta que a voracidade de príncipes endinheirados ao inflacionar o mercado com seus brinquedos em formato de times.
Virou moda chamar jogador de mercenário e, mais recentemente, de mimado por qualquer coisa. “Seleção mimada” ou “geração nutella” se tornaram expressões batidas nas arquibancadas desde a última Olimpíada, quando a equipe sub-23 do Brasil chegou a receber vaias com apenas 20 minutos de jogo. Torcedores estão mais exigentes. Talvez pelo preço abusivo dos ingressos em arenas elitizadas, pelo afastamento dos ídolos patrocinado pela insensibilidade dos cartolas ou apenas pela mania de descontar as próprias frustrações sobre uma personalidade de chuteiras. O fato é que a maioria dos jogadores teve uma trajetória com mais adversidades e menos privilégios que boa parte dos críticos que usam o suposto excesso de mimos como argumento para atacá-los.
No Brasil, assim como em várias parte do mundo, as categorias de base estão repletas de histórias de meninos pobres que veem o futebol como o trampolim para um salto na pirâmide social. Garotos que saem cedo de casa, abrem mão do convívio com a família – isso quando já não foram abandonados por ela –, e de aproveitar a adolescência para se converter em mercadoria na mão dos clubes, que os confinam em concentrações sob a tutela de empresários sedentos pelo lucro de uma futura negociação. Há alguns anos, Marco Aurélio Cunha, conselheiro renomado do São Paulo que hoje trabalha para a CBF, manifestou seu descontentamento com o perfil de jogadores que o clube estava formando ao oferecer boas condições no centro de treinamento em Cotia: “Cria-se o jogador ‘filhinho de papai’: bem tratado, mas mal-acostumado”. Uma visão típica dos dirigentes, que não entendem como obrigação a oferta de uma estrutura que vá além de gramados bem aparados a crianças e adolescentes a serviço de seus clubes.
Para se tornar profissionais consagrados, jogadores têm de superar as barreiras da pobreza, o filtro implacável que deixa a maioria pelo caminho, sem formação escolar nem perspectiva de futuro, e a ganância de uma indústria que exige sua juventude em troca de uma chance de triunfar com a bola nos pés. Escolhas? Apesar das ilusões cativadas pelo futebol, muitos dos que demonstram algum talento em campinhos de terra batida na infância são praticamente empurrados para esse trajeto, seja pela família, que aposta todas as fichas da ascensão social no prodígio da casa, seja por agentes convictos de terem encontrado a nova mina de ouro. Renunciar à jornada nem sempre é uma escolha. A carreira de jogador, embora idealizada como um céu de brigadeiro, é bem mais tortuosa que a rotina sedutora vendida pelos perfis de Instagram dos poucos que desfrutam do estrelato.
Por fim, também é usual que se aplique a palavra “mesquinho” para desqualificar o comportamento dos jogadores. São recriminados por ostentar relógios de luxo, posar com suas Ferraris, ousar no corte de cabelo, frequentar as mais badaladas vitrines da Europa, como se essa não fosse a norma-padrão da elite brasileira, mas sim uma atitude restrita à casta que constrói seu império com os rendimentos do futebol. São cobrados por raramente levantar bandeiras e apoiar causas sociais, como se todos os profissionais de outras áreas cumprissem à risca o papel de cidadão fora de seus postos de trabalho. Nomes como Sócrates e Paulo André, ícones no panteão dos jogadores engajados, vieram de famílias de classe média. O futebol não era a única tacada que dispunham para ganhar a vida, ao contrário dos “mimados e alienados” que, se não tiram a sorte grande de assinar um contrato com clube de ponta, são obrigados a conciliar a aventura nos gramados com bicos em horas vagas para prover o sustento da família.
“Jogadores não costumam se engajar no debate político porque, nas raras vezes que o fazem, quem discorda de suas posições se apressa em tachá-los como seres manipulados”
Muito dessa pecha se deve à cadeia repressiva do futebol, que praticamente obriga o atleta a seguir um estrito código de conduta para se capitalizar como um produto. Jogadores evitam voltar às suas origens para não correr o risco de serem injustamente associados à criminalidade no noticiário do dia seguinte e, assim, garantir o patrocínio da marca que vislumbra ricaços com ojeriza à favela. Não desenvolvem vínculos afetivos com os torcedores dos clubes que os formaram porque são exportados cada vez mais cedo para equipes estrangeiras. Não se reaproximam da torcida quando vestem a camisa da seleção porque, para manter seu lucro milionário, a CBF prefere marcar amistosos em Londres ou Nova Iorque e transportá-los em helicópteros durante passagens-relâmpago pelo país. Não costumam se engajar em campanhas eleitorais nem no debate político porque, nas raras vezes que o fazem, quem discorda de suas posições se apressa em tachá-los como seres manipulados.
Parte-se do pressuposto de que as emoções dos jogadores são inversamente proporcionais ao patrimônio que acumularam. É como se, por terem alcançado uma condição financeira superior à da maioria dos brasileiros, eles não conseguissem mais se indignar com a derrota, sofrer pelo gol impedido no último minuto nem nutrir um sentimento de frustração semelhante ao do torcedor. Edu Gaspar, coordenador da seleção, pisou na bola ao tentar defender o principal jogador brasileiro dizendo que “não é fácil ser o Neymar”. Ofereceu munição aos que o rotulam como “garoto mimado” e reforçou o estereótipo que não atinge somente o craque. A definição mais precisa seria: “não é fácil chegar ao patamar de um Neymar”. Uma parcela das críticas que ele e companheiros de profissão recebem, pelo desempenho e postura em campo, faz parte do jogo. Outra, que se propõe a medir o caráter dos jogadores pelo status social, apenas reflete o preconceito de classe tão corriqueiro nas análises do futebol.
Por Breiller Pires
Com informações do Jornal El País

Temer sanciona lei que cria o Ministério da Segurança Pública

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O presidente Michel Temer sancionou, com vetos, a lei que criou o Ministério da Segurança Pública. A pasta foi criada por medida provisória, em fevereiro, e aprovada pelo Congresso Nacional. A Lei 13.690 está publicada na edição de hoje (11) do Diário Oficial da União.
A lei especifica que o Ministério da Segurança Pública tem a função de coordenar e promover a integração da segurança pública em todo o território nacional em cooperação com os demais entes federativos.
Integram a pasta os departamentos de Polícia Federal; de Polícia Rodoviária Federal; Penitenciário Nacional; os conselhos Nacional de Segurança Pública; Nacional de Política Criminal e Penitenciária e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão responsável pela Força Nacional de Segurança Pública.
Inicialmente, o nome determinado na medida provisória era Ministério Extraordinário da Segurança Pública. Durante a votação no Congresso Nacional, o termo extraordinário foi retirado. Desde a criação, o ministério é comandado por Raul Jungmann.
Entre os vetos, está o artigo que determina que o ministro da Segurança Pública poderá, em caráter excepcional e mediante entendimento com o ministro da Defesa, solicitar militares das Forças Armadas ao presidente da República. A justificativa do veto explica que o item foi retirado da lei porque a gestão do quadro de pessoal militar é de competência dos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Outros pontos vetados são os que davam ao ministério a competência de patrulhamento ostensivo das ferrovias federais e a política de organização e de fiscalização das guardas portuárias.
A lei também transforma o Ministério da Justiça e Segurança Pública em Ministério da Justiça.
Por Yara Aquino 
Com informações da Agência Brasil