11 de agosto de 2017

Armas apreendidas podem ser doadas a órgãos de segurança pública

Rio de Janeiro - A Polícia Federal, em parceria com o Exército, destrói cerca de 4 mil armas recolhidas nos últimos dois anos (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
O Ministério da Defesa regulamentou a doação de armas apreendidas para órgãos de segurança pública, conforme previsão do Decreto 8.938, editado no fim do ano passado. A instrução do Comando do Exército com os procedimentos para a doação foi publicada hoje (11) no Diário Oficial da União.

De acordo com as regras estabelecidas pela Direção de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC), e que já valem a partir de hoje, as armas e munições apreendidas entregues ao Exército devem ser identificadas em um guia, a ser preenchido pela autoridade que entrega o armamento.

A prioridade de doação e os órgãos que serão contemplados serão relacionados em outro documento preenchido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e remetido ao DFPC.

Tanto o órgão policial responsável pela apreensão das armas quanto o que não tem nenhum armamento apreendido podem se manifestar à Senasp indicando o interesse pela doação do material.

Se a instituição tiver feito a apreensão, o prazo para a manifestação que indique o interesse ou a necessidade pelo armamento é de dez dias após o envio do material ao Exército pelo juiz competente. Outros órgãos interessados podem se manifestar a qualquer momento.

As armas passíveis de doação são: carabina, espingarda, fuzil e metralhadora. Segundo a instrução, estas armas não poderão ser pré-destruídas até decisão da DFPC. Armamentos com brasão oficial também não podem ser destruídos.

As armas só serão destruídas se não atenderem aos requisitos estabelecidos pelo decreto que estabelece a doação e se forem oriundas da Campanha do Desarmamento.

O Exército receberá as armas e munições apreendidas em local isolado das demais instalações, a partir de agendamento de entrega, conferência dos documentos, do equipamento e procederá para registrar, lotear e guardar o material. No ato da conferência física, será realizada rigorosa inspeção para checar se as armas estão descarregadas.

O total de armas apreendidas e doadas será apresentado em relatório semestral. O controle de armas passíveis de doação também será feito por meio de relatório. A instrução também estabelece regras para o transporte, o acondicionamento e a destruição das armas de fogo que não puderem ser doadas.

Com informações da Agência Brasil

Tensão entre os EUA e a Coreia do Norte: há razão para temer uma guerra nuclear?

Montagem com o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un (Foto: Carlo Allegri/Reuters; KCNA/via Reuters)

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, disse que vai responder às ameaças da Coreia do Norte "com fogo e fúria jamais vistos pelo mundo".

Enquanto isso, a Coreia do Norte ameaçou lançar mísseis contra a ilha de Guam, território dos EUA no Pacífico habitado por 163 mil pessoas.

E tudo isso acontece em meio a informações de que Pyongyang possa ter finalmente conseguido miniaturizar uma ogiva nuclear para caber em um míssil intercontinental - uma perspectiva temida há muito tempo pelos Estados Unidos e seus aliados asiáticos.

Seria isso um prenúncio de um conflito militar?

Especialistas dizem que não há motivo para pânico. Eis as três razões para isso:

1. Ninguém quer guerra
Isso é o mais importante. Uma guerra na península coreana não é do interesse de ninguém.

O principal objetivo da Coreia do Norte é a sobrevivência - e uma guerra com os Estados Unidos poderia comprometer isso. Como o analista para Assuntos de Defesa da BBC Jonathan Marcus pontuou, qualquer ataque norte-coreano contra os EUA ou seus aliados no contexto atual poderia rapidamente evoluir para uma guerra maior - e é preciso assumir que o regime de Kim Jong-un não é suicida.

Aliás, é por isso que a Coreia do Norte tem se empenhado tanto em se tornar uma potência nuclear. Pyongyang parece acreditar que ter essa capacidade protegeria o regime - aumentando o preço para derrubá-lo. Kim Jong-un não quer seguir o caminho de Muammar Khadafi, na Líbia, ou Saddam Hussein, no Iraque. Nenhum dos dois possuía armas nucleares.

Andrei Lankov, da Univeridade de Kookmin, em Seul, disse ao jornal britânico The Guardian que "a probabilidade de conflito é muito baixa", mas que a Coreia do Norte "tampouco estava interessada em diplomacia" a essa altura.

"Primeiro eles querem ter a habilidade de limpar Chicago do mapa, aí então eles estarão interessados em soluções diplomáticas", disse Lankov.

E quanto a um ataque preventivo americano?
Os Estados Unidos sabem que um ataque à Coreia do Norte poderia forçar o regime a retaliar atacando Coreia do Sul e Japão, aliados dos EUA.

Isso poderia resultar em muitas mortes, incluindo as de milhares de americanos - tropas e civis.

Além disso, Washington não quer correr o risco de que sejam lançados mísseis contra cidades americanas.

Por fim, a China - o único aliado de Pyongyang - ajudou a manter o regime precisamente porque seu colapso poderia ser pior para ela estrategicamente. Tropas americanas e sul-coreanas a um passo da fronteira chinesa formariam um cenário que Pequim certamente prefere evitar - e é isso o que aconteceria em caso de guerra.

2. Palavras, não ações
Trump pode ter ameaçado a Coreia do Norte com uma linguagem incomum para um presidente americano, mas isso não significa que os Estados Unidos estejam marchando rumo à guerra.

Como uma fonte militar anônima disse à agência Reuters: "Só porque a retórica fica mais agressiva não quer dizer que nossa postura muda".

O colunista do "New York Times" Max Fisher concorda: "São os tipos de sinais, não os comentários bruscos de um líder, que mais importam nas relações internacionais".

Além disso, depois dos dois testes de mísseis intercontinentais da Coreia do Norte em julho, os Estados Unidos tentaram uma tática diferente - pressionar Pyongyang através de sanções do Conselho de Segurança da ONU.

E seus diplomatas têm mostrado otimismo sobre um eventual retorno à mesa de negociações, apontando para o apoio de China e Rússia.

Esses dois países enviam sinais conflitantes a Pyongyang, mas também moderam a retórica agressiva do presidente Trump.

Ainda assim, alguns analistas dizem que um movimento mal interpretado no contexto de tensão poderia levar a uma guerra por acidente.

"Poderia ocorrer uma falha de energia na Coreia do Norte que pudesse ser interpretada como um ataque dos EUA. Ou os EUA podem cometer um erro [na Zona Desmilitarizada]", disse à BBC Daryl Kimball, do centro de estudos americano Arms Control Association. "Então há várias formas de cada lado errar o cálculo e a situação acabar saindo do controle".

3. Nenhuma novidade
Como pontua o ex-secretário-assistente de Estado dos EUA PJ Crowley, Estados Unidos e Coreia do Norte chegaram perto de um conflito armado em 1994, quando Pyongyang se negou a permitir a entrada de inspetores internacionais em suas instalações nucleares. Na ocasião, a diplomacia venceu.
Com o passar dos anos, a Coreia do Norte fez ameaças incendiárias contra Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul com regularidade, muitas vezes ameaçando transformar Seul em um "mar de fogo".

E a retórica de Trump não é exatamente sem precedentes para um presidente americano.

"De várias maneiras diferentes, ainda que de uma forma não tão colorida, os Estados Unidos sempre disseram que, se a Coreia do Norte atacar, o regime deixará de existir", diz Crowley.

A diferença desta vez, acrescenta ele, é que o presidente dos Estados Unidos parece sugerir que tomaria uma atitude preventiva (apesar do secretário de Estado, Rex Tillerson, ter descartado essaopção depois).

Esse tipo de retórica belicosa imprevisível vindo da Casa Branca não é comum e preocupa as pessoas, dizem analistas.

Ainda assim, a Coreia do Sul - o aliado americano que mais tem a perder em um confronto com o Norte - não parece estar muito preocupada.

Um assessor da Presidência em Seul disse a jornalistas que a situação não chegou a um nível de crise e que é muito provável que tudo seja resolvido pacificamente.

Isso é motivo para otimismo.

Com informações da BBC

10 de agosto de 2017

No Brasil, 59,4 milhões de consumidores estão negativados

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No Brasil, 59,4 milhões de pessoas físicas estavam com o nome negativado ao final de julho. O número representa 39,3% da população com idade entre 18 e 95 anos. Em junho, a estimativa apontava a marca de 59,8 milhões de inadimplentes.
Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e foram divulgados hoje (9) em São Paulo. Para as entidades, os números refletem as dificuldades que o cenário de desemprego elevado impõe às famílias.
Na variação anual do número de dívidas atrasadas, o indicador mostrou uma queda de 5,53%. O dado mostra que o número de dívidas tem recuado de maneira mais rápida do que o número de inadimplentes.
A estimativa de devedores vem se mantendo próxima ao patamar dos 59 milhões desde o segundo trimestre de 2016. O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, disse que o fato ocorre porque as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, mas a maior restrição do crédito e queda do consumo por parte das famílias, provocada pela própria crise, age limitando o crescimento da inadimplência.
“Assumindo que a economia e o consumo irão se recuperar de forma lenta e gradual, a estimativa deve permanecer ainda oscilando em torno dos 59 milhões de negativados ao longo dos próximos meses, sem mostrar um avanço expressivo”, afirmou Pinheiro.
Segundo o levantamento, a maior frequência de negativados ocorre com pessoas entre 30 a 39 anos. Em junho, metade dessa população (50,11 %) estava com o nome incluído em listas de proteção ao crédito – um total de 17,1 milhões de pessoas. Os dados mostraram também que uma quantidade significativa das pessoas entre 40 e 49 anos está inadimplente (47,55 %) , assim como os consumidores de 25 a 29 anos (46,10 %) .
Regiões
De acordo com a estimativa, a região Sudeste é a região que concentra, em termos absolutos, o maior número de negativados, somando 25,6 milhões de consumidores, o que representa 39,06% da população adulta da região.
Em seguida, aparecem o Nordeste, com 15,7 milhões de negativados, ou 39,28% da população; o Sul, com 7,8 milhões de inadimplentes (35,01 %) ; o Norte, com 5,3 milhões de devedores (45,52% – o maior percentual entre as regiões); e o Centro-Oeste, com um total de 4,9 milhões de inadimplentes (43,03% da população).
Recuo no comércio
Os dados de dívidas abertos por setor credor revelam que todos os segmentos mostraram retração anual do número de pendências pelo segundo mês consecutivo. No setor de comércio ocorreu o recuo mais acentuado: o número de pendências com o segmento caiu 7,40%. Em seguida, estão comunicação (-6,53 %) , água e Luz (-4,20 %) e bancos (-3,15 %) .
Quando se fala em participação, os bancos seguem como credores de maior parte das dívidas em atraso no país, concentrando 48,87% do total. Em seguida, aparecem os setores de comércio (19,84 %), comunicação (14,08 %) e os segmentos de água e luz (7,89% das pendências).
Com informações da Agência Brasil

Eleições – Questões para 2018 no Ceará

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As circunstâncias políticas não recomendam que se promovam leituras dos cenários de 2018 com os olhos e as experiências das eleições anteriores. A crise foi profunda e se arrasta desde 2014. Desde então, além da crise, várias decisões que, para o bem e para o mal, produzem mudanças de grande efeito. Uma delas: como fazer uma campanha presidencial e de governador sem doações privadas?
São muitas outras. O aumento do desgaste da política, dos políticos e dos partidos também é outro componente a se considerar. É imenso o desejo de grande parte dos eleitores em votar em nomes novos e qualificados, que nunca tenham se metido no lamaçal vigente. Mas, para isso, é preciso que o sistema (degradado e desgastado) apresente as novidades.
Vejam o que aconteceu agora na eleição extra para governador do Amazonas. Foram para segundo turno dois veteranos que já governaram o Estado mais de uma vez. Ora, o sistema não apresentou outras opções viáveis. Assim, prevaleceu na cabeça do eleitor uma velha sentença: se só tem tu, vai tu mesmo.
Outro diferencial muito importante: a tendência é que as chapas e coligações formadas nos estados reproduzam as chapas que serão construídas para a disputa federal. É aí que reside uma questão fundamental: os partidos médios e grandes dificilmente terão autonomia para se coligar de acordo com seus interesses locais.
Exemplo: o DEM terá papel importante numa chapa presidencial. Portanto, a orientação será que a sigla componha chapas no âmbito regional que fortaleçam o seu palanque nacional. Ou seja, não será simples para o DEM manter apoio ao governador Camilo Santana (PT) que apoiará Ciro Gomes. Compreendem?
O fato é que Tasso Jereissati começa a reunir a sua tropa. O senador juntou em sua sala gente como Domingos Filho (PSD) e Roberto Pessoa (PR). Atentem: são dois partidos médios que deverão compor nacionalmente com o PSDB. Há pressão para o tucano ser candidato, mas é melhor apostar em nome novo.
Outro ponto: sem dinheiro fácil no mercado político, com uma campanha mais curta e menos robusta, os potenciais candidatos não vão demorar a aparecer. É para já, principalmente se o nome for pouco conhecido do grande público. A propósito: do jeito que está a nossa política, ser pouco conhecido pode até ser uma vantagem.
Camilo Santana está com agenda de candidato. Muito mais presente nas ruas e com publicidade nova na mídia. O governador chega na frente por ser mais conhecido, por estar no poder e por possuir uma agenda executiva. Mas isso não é tudo. É importante para o governador compor uma chapa com um candidato a presidente viável. Como pertence ao PT, mas apoia Ciro do PDT, há um nó a desatar.
Por Fábio Campos
Com informações do Jornal O Povo

Juiz afasta prefeito e secretários suspeitos de usar decreto para cometer fraudes em Apuiarés - Ce

Relatório do TCM apontou que não havia justificativa para que o município decretasse emergência. Fraudes ocorriam em contrato de aluguel de veículos e transporte escolar.

A Justiça determinou o afastamento do prefeito e de seis secretários municipais de Apuiarés, no interior do Ceará, por suspeitas de participação em um esquema de fraudes em licitações emergenciais. As fraudes ocorriam em contratos de prestação dos serviços de coleta de resíduos sólidos, transporte escolar e locação de veículos no município, de acordo com o Ministério Público.

A pedido do Ministério Público do Estado do Ceará - representado pelos promotores de Justiça Jairo Pequeno Neto, André Zech, Breno Rangel, Erick Pessoa, Flávio Ottoni, Flávio Bezerra e Patrick Oliveira -, o juiz Francisco Marcello Alves Nobre determinou também o bloqueio de R$ 700 mil das contas dos envolvidos, o valor total dos contratos com indícios de fraude.

O G1 procurou o prefeito Roberto Sávio Gomes da Silva para comentar sobre o caso; o servidor da Prefeitura de Apuiarés que atendeu o G1 afirmou que não estava autorizado a falar sobre o assunto e o prefeito estava ausente.

Investigação
As investigações começaram com um relatório do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que concluiu não haver os motivos alegados para a decretação de estado de emergência pelo prefeito de Apuiarés.

O TCM já havia informado que iria investigas as cidades que decretaram emergência. A suspeita é de que os gestores usavam o decreto, o que garante dispensa de licitação, para facilitar o esquema de fraude. Algumas cidades desistiram do decreto após saberem que seriam fiscalizadas.

Os prefeitos pedem o decreto de emergência alegando atrasos e contas descobertas pelas gestões anteriores, além dos efeitos da seca.
Além disso, em diligência no município, foram encontrados pelos membros do Ministério Público a realização de diversos pagamentos sem o devido processo legal de despesa pública, indicando prática de montagem posterior dos respectivos procedimentos.

Com informações do G1CE

Governo sanciona LDO e salário mínimo previsto para 2018 é de R$ 979

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O presidente Michel Temer sancionou, com vetos, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2018. A LDO estabelece as metas e prioridades do governo para o ano seguinte e orienta a elaboração da lei orçamentária anual. O texto sancionado está publicado na edição desta quarta-feira (9) do Diário Oficial da União.

Uma das definições foi o aumento de 4,5% no salário mínimo, dos R$ 937 deste ano para R$ 979 em 2018.

Na mensagem presidencial enviado ao Senado, o governo justifica que vetou alguns pontos por "contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade".

Um dos vetos foi ao item que registrava que o Executivo adotaria providências e medidas, inclusive com o envio de proposições ao Legislativo, com o objetivo de reduzir o montante de incentivos e benefícios de natureza tributária, financeira, creditícia ou patrimonial. A justificativa ao veto é que "o dispositivo poderia tornar ilegal medidas de caráter concessivo que se apresentem prementes ao longo do exercício."

Outro ponto vetado é o que previa que projetos de lei e medidas provisórias relacionadas ao aumento de gastos com pessoal e encargos sociais não poderiam ser usados para conceder reajustes salariais posteriores ao término do mandato presidencial em curso.

O governo argumentou que "a limitação prejudica a negociação das estruturas salariais com os servidores dos três poderes, impondo um marco final curto para a concessão de reajustes salariais". O texto lembra que muitas vezes reajustes são concedidos de forma parcelada em mais de um exercício fiscal.

ENTENDA A LDO
A LDO define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte, orienta a elaboração da lei orçamentária anual e fixa limites para os orçamentos dos poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público.

O texto sancionado mantém a meta fiscal proposta pelo governo e prevê, para 2018, um deficit primário de R$ 131,3 bilhões para o conjunto do setor público consolidado (que engloba o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais), sendo R$ 129 bilhões para os orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União e R$ 3,5 bilhões para o Programa de Dispêndios Globais.

A LDO estipula o aumento do salário mínimo de R$ 937 para R$ 979. Também projeta um crescimento real da economia brasileira de 2,5%, taxa básica de juros (Selic) em 9%, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 4,5% no ano e o dólar a R$ 3,40 no fim de 2018.

Esta será a primeira LDO a entrar em vigor após aprovação do teto de gastos públicos, que atrela os gastos à inflação do ano anterior, por um período de 20 anos.

Com informações da Agência Brasil

Senado aprova PEC que torna estupro crime imprescritível

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O plenário do Senado aprovou hoje (9), em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição que torna imprescritíveis os crimes de estupro. O texto, do senador Jorge Viana (PT-AC), foi aprovado por 61 votos favoráveis e nenhum contrário e segue agora para a Câmara dos Deputados.

Com isso, não haverá mais tempo mínimo para que as vítimas desse tipo de crime façam a denúncia à Justiça. Hoje, esse prazo é de 20 anos, após o qual, mesmo que a vítima denuncie, o autor do crime não pode mais responder por ele. A lei atual estabelece que o estupro é crime inafiançável e hediondo, o que agrava a pena e reduz o acesso a benefícios relacionados à execução penal.

Apesar das punições já mais duras, a relatora da matéria, senadora Simone Tebet (PMDB-MS), acredita que a retirada da prescrição será importante especialmente nos casos em que a vítima é criança e só tem condições de denunciar depois de adulta.

Além dos casos de menores de idade e de situações em que o abuso ocorre dentro do ambiente familiar, há ainda casos em que as vítimas têm vergonha de denunciar porque sofrem preconceito a respeito do local em que estavam ou da roupa que estavam usando, na opinião da senadora.

“É esse lapso de tempo que fertiliza a impunidade, e é essa impunidade que se pretende combater, ao tornar o estupro, como o racismo, um crime imprescritível”, afirmou a relatora.

Para o autor da proposta, a mudança vai ajudar a revelar casos mesmo após muitos anos. “Esta Proposta de Emenda a Constituição é uma resposta, é uma voz que vai se sobrepor ao silêncio que temos hoje desse quase meio milhão de crimes de estupro [por ano] que o Brasil vive e silencia”, afirmou Jorge Viana.

Para o senador, a mudança constitucional “manda um recado duro para os estupradores que fazem do Brasil um país campeão de estupros, dizendo: 'olha, se você cometer um estupro, a qualquer momento você pagará por ele'”.

Com informações da Agência Brasil

Ceará passa a ser referência em conectividade na América do Sul”, diz Camilo Santana

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Governador participou em Sangano, Angola, do lançamento do primeiro cabo que conectará o Brasil diretamente ao continente africano

A multinacional de telecomunicações Angola Cables iniciou nesta quarta-feira (9), em Sangano, na costa angolana, o lançamento do cabo submarino de fibra ótica South Atlantic Cable System (Sacs). A previsão é de que o cabo chegue a Fortaleza em fevereiro de 2018, percorrendo 6.200 quilômetros pelo Oceano Atlântico. O governador Camilo Santana participou da solenidade e destacou que o “Ceará passa a ser referência em conectividade”.

“Este cabo que foi lançado hoje significará um grande passo nas telecomunicações do país e um marco na conexão entre a América do Sul e a África. É um momento muito importante para Fortaleza e para nosso estado”, citou o governador Camilo Santana, que estava acompanhado dos secretários César Ribeiro (Desenvolvimento Econômico) e Inácio Arruda (Ciência e Tecnologia) e do vice-prefeito Moroni Torgan.

Atualmente, a conexão entre a América do Sul e a África passa pela Europa e pela América do Norte, até chegar ao Brasil. “Agora, com o novo cabo, vamos ter uma conexão muito mais rápida, com muito mais qualidade e segurança. Fortaleza será um HUB de conexão de internet para o mundo”, destacou o governador do Ceará.

O CEO da Angola Cables, António Nunes, afirmou que o South Atlantic Cable System (Sacs) é a “concretização de um antigo sonho” para o país africano. “A conectividade entre Angola e o Brasil passa a ser uma realidade a partir de agora. Estaremos em Fortaleza em breve para a chegada com cabo de conectividade entre a África e a América do Sul. Agradeço a visita da comitiva do Ceará e pela importante parceria que estamos estabelecendo em telecomunicações”, disse Nunes.

Presente na solenidade em Sangano, o Ministro das Telecomunicações e Tecnologia da Informação de Angola, José Carvalho da Rocha, citou que desde 2009 o país projetava ter uma conexão direta com a América do Sul. "Estamos de fato transformando este sonho, que foi iniciado em 2009, em realidade agora em 2017. Só temos a agradecer a todos os parceiros no Brasil e no Ceará por este feito", disse o ministro.

Investimentos no Ceará

A Angola Cables está investindo cerca de 300 milhões de dólares em projetos na capital cearense. Além do cabo de fibra ótica Sacs, a empresa constrói outra rede submarina, o sistema Monet, e um DataCenter localizado na Praia do Futuro. A previsão é de gerar cerca de 40 empregos diretos e 800 indiretos até 2030, segundo projeções da própria empresa.

Com informações do Governo do Ceará

Estudo da Fiocruz reforça que muriçoca pode transmitir zika

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O genoma do vírus Zika, coletado no organismo de mosquitos do gênero Culex, foi sequenciado por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco. Com o sequenciamento, foi descoberto que o vírus consegue alcançar a glândula salivar do animal, o que indicaria, segundo a instituição, que o pernilongo pode ser um dos transmissores do vírus Zika.

Os resultados foram publicados hoje (9) na revista Emerging microbes & infections, do grupo Nature. O artigo é intitulado “Zika virus replication in the mosquito Culex quinquefasciatus in Brazil” e pode ser encontrado na íntegra na internet.

Os mosquitos do gênero Culex foram colhidos na Região Metropolitana do Recife, já infectados. A equipe do Departamento de Entomologia da instituição conseguiu, então, comprovar em laboratório que o vírus consegue se replicar dentro do mosquito e chegar até a glândula salivar. Foi fotografado por microscopia eletrônica, também pela primeira vez, a formação de partículas virais do Zika na glândula do inseto.

Também foi comprovada a presença de partículas do vírus na saliva expelida do Culex, coletadas pelos cientistas. De acordo com a Fiocruz, o artigo “demonstra” a possibilidade de transmissão do vírus Zika por meio do pernilongo na cidade. Será analisado agora “o conjunto de suas características fisiológicas e comportamentais, no ambiente natural, para entender o papel e a importância dessa espécie na transmissão do vírus Zika”, como informou a instituição em seu comunicado.

O genoma do zika já havia sido sequenciado em 2016 pelo Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco, em parceria com pesquisadores da Universidade de Glasgow, mas na ocasião foi usada uma amostra humana. Esse sequenciamento é uma espécie de mapa de cada gene que forma o DNA do vírus. Agora, pela primeira vez no mundo, o mapeamento é feito a partir do mosquito.

Mais detalhes serão concedidos à imprensa nesta tarde, na sede da Fiocruz Pernambuco, no Recife.

Com informações da Agência Brasil

Pentágono alerta Coreia do Norte sobre a superioridade militar dos EUA

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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, general James Mattis, advertiu hoje (9) à Coreia do Norte para não se arriscar a executar ameaças que representariam o fim do regime no país e lembrou que qualquer ação de Pyongyang seria superada pela força militar americana. A informação é da EFE.

Em comunicado, o chefe do Pentágono exigiu que a Coreia do Norte encerre "toda a consideração de ações que levem ao fim do seu regime e à destruição de seu povo. As ações (militares) da Coreia do Norte continuarão sendo superadas pelas nossas, e ela perderia toda corrida armamentista ou conflito que iniciar contra os Estados Unidos e seus aliados", disse Mattis.

Na opinião do secretário de Defesa, o regime de Pyongyong deve deixar de se isolar, interromper a busca por armas nucleares e perceber que houve unanimidade no Conselho de Segurança da ONU para aprovar as sanções contra o seu país no último sábado.

Mattis destacou que tanto os EUA como seus aliados demonstraram capacidade e inquestionável compromisso para se defender de um ataque, depois de a Coreia do Norte ter ameaçado atacar a Ilha de Guam, onde fica uma estratégica base naval americana.

O chefe do Pentágono disse na nota que o Departamento de Estado está fazendo o possível para resolver a ameaça global apresentada pela Coreia do Norte pelas vias diplomáticas. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, desde que chegou ao poder, colocou ênfase na capacidade de dissuasão nuclear americana.

Os alertas do Pentágono ocorrem depois de Trump ter ameaçado responder à Coreia do Norte com "fúria e fogo" se o país seguir realizando ameaças militares e nucleares. Kim Jong-un rebateu avisando que pode bombardear a Ilha de Guam.

Recentemente, a Coreia do Norte testou com sucesso dois mísseis intercontinentais, ação que motivou as sanções da ONU. Além disso, a inteligência americana, segundo documento revelado pelo jornal The Washington Post, considera que o regime de Kim desenvolveu uma ogiva nuclear pequena o suficiente para ser levada em um míssil.

Com informações da Agência Brasil

9 de agosto de 2017

Juiz decreta prisão de mandantes e executores da morte de radialista em Camocim

Gleydson foi morto por fazer críticas à gestão do ex-prefeito da cidade de Martinópole
Dois anos depois do assassinato do radialista Gleydson Carvalho, na cidade de Camocim, no litoral Norte do estado (a 373Km de Fortaleza), a Justiça decretou, ontem (8)  a prisão preventiva de dois suspeitos de envolvimento no crime de pistolagem e renovou as prisões de outros dois acusados, que permanecem foragidos. O assassinato do comunicador aconteceu no momento em que ele comandava um programa de rádio e fazia críticas a políticos da região.

O juiz de Direito da Comarca de Camocim, Saulo Gonçalves Santos, decretou a s prisões preventivas de Valdir Arruda Lopes e Francisco Pereira da Silva. Também renovou a mesma medida para João Batista Pereira da Silva, Israel Marques Carneiro e Tiago Lemos. Os dois primeiros Valdir e Francisco são considerados foragidos da Justiça. Já os três últimos cumprem custódia.

João Batista, conhecido como “Batista Dentista”, é tio do ex-prefeito do Município de Martinópole, James Bell, e surgiu nas investigações somo sendo o mandante do crime juntamente com Francisco José Pereira, o “Chico Dentista”.

Ameaçado
De acordo com as investigações do caso, o radialista fazia denúncias contra a administração de James Bell e por este motivo acabou sendo assassinado por ordem dos tidos do prefeito.  Ainda de acordo com o processo, a vítima vinha sofrendo ameaças de morte, mas mesmo assim, continuava realizando seu trabalho de denunciar as irregularidades da gestão de James Bell. No dia 6 de agosto de 2015, a emissora em que ele trabalhava foi invadida por dois pistoleiros, que o mataram com tiros à queima-roupa e, em seguida, fugiram da cidade.

O radialista ainda chegou a ser socorrido para o hospital da cidade, mas não resistiu. Dali imediatamente, a Polícia iniciou uma caçada aos criminosos em toda a região.

O crime teve ampla repercussão na Imprensa na época e comoveu a população de Camocim e de municípios vizinhos. Os pistoleiros acabaram presos numa operação conjunta das Polícias Civil e Militar. Os irmãos mandantes do crime – tios do prefeito – desapareceram.


Com a identificação dos mandantes e executores da pistolagem, e sua motivação esclarecida, o juiz decretou a prisão dos envolvidos e encerrou o caso. Agora, aguarda a prisão dos acusados para que eles sejam levados a julgamento.

Por Fernando Ribeiro
Com informações do Ceará News 7

Coreia do Norte ameaça atacar território americano de Guam

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A Coreia do Norte afirmou na começo da manhã de hoje (9 - noite de quarta-feira no horário ocidental)  que está estudando "cuidadosamente" a possibilidade de realizar um ataque com misseís sobre o território dos Estados Unidos de Guam, no Oceano Pacífico.  O anúncio foi feito como reação à afirmação do presidente Donald Trump que, mais cedo, afirmou que os Estados Unidos responderiam com "fogo e fúria" a qualquer ameaça.

A afirmação de Pyongang foi divulgada por agências internacionais e teria sido difundida por meio da Agência Estatal de notícias do governo norte-coreano. Segundo um comunicado divulgado pela agência, o plano de ataque contra Guam pode ser executado "a qualquer momento", e que um ataque só depende da ordem do líder do regime, Kim Jong Un.

A agência estatal também afirmou que pode realizar um ataque preventivo caso os Estados Unidos mantenham o tom provocativo.  Além disso, agências de notícias da Coreia do Sul informaram que o regime norte-coreano poderia lançar misseis nas proximidades de base militares dos Estados Unidos em Guam.

No fim de semana as Nações Unidas aprovaram sanções contra a Coreia do Norte e além disso, os Estados Unidos fizeram mais manobras na região recentemente, assim como testes de misseis balísticos.

Com o tom provocativo de Donald Trump de hoje, a Coreia ameaçou e disse que os exercícios militares e a postura do governo norte-americano poderia "provocar um grave conflito".

Analistas consultados pela imprensa americana receberam a declaração com apreensão porque, segundo eles, a Coreia já teria capacidade de lançar uma bomba nuclear de pequeno porte usando seu arsenal de misseis.

Guam é um território organizado não incorporado norte-americano na Micronésia, no oeste do Oceano Pacífico. A ilha foi controlada pela Espanha até 1898, passando para o domínio dos Estados Unidos após o Tratado de Paris na sequência da Guerra Hispano-Americana. Com 541 quilômetros quadrados, Guam tem uma população de aproximadamente 178 mil pessoas e as instalações norte-americanas na ilha estão entre as bases dos EUA de maior importância estratégica no Pacífico Ocidental.

Com informações da Agência Brasil

Governo vai enviar ao Congresso Nacional pacote de medidas na área da segurança

Rio de Janeiro - Tropas do Exército patrulham na Linha Vermelha após o início da operação de reforço das Forças Armadas na segurança do Rio de Janeiro (Fernando Frazão/Agência Brasil)Tropas do Exército patrulham a Linha Vermelha após o início da operação de reforço  na segurança do Rio de JaneiroFernando Frazão/Agência Brasil
O governo vai enviar ao Congresso Nacional um pacote de mudanças legislativas para apoiar as ações Plano Nacional de Segurança Pública. A intenção é alterar, por exemplo, a Lei de Execuções Penais, para impor penas mais graves para alguns crimes, como para o porte de armas. Atualmente, quem é pego portando um fuzil, por exemplo, tem a mesma pena aplicada a quem transporta um revólver.

As alterações podem ser enviadas ao Congresso Nacional como projetos de lei e medidas provisórias. Outras poderão ser sugeridas aos estados para serem enviadas às assembleias legislativas por não serem de competência da União. Para elaborar as medidas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI_ de Presidência da República recebeu sugestões de entidades e associações ligadas à área de segurança, ministérios e secretarias estaduais. Ao todo, foram encaminhadas 36 propostas, divididas em 20 temas que estão em fase de consolidação.

O ministro-chefe do GSI, Sérgio Etchegoyen, disse que é preciso revisar certas penas e fazer alterações que resultem na valorização dos profissionais da área da segurança. Ele citou medidas como aumento de salários e formas de facilitar a aquisição da casa própria em locais mais seguros para os agentes penitenciários federais. Para o ministro, é preciso proteger e valorizar os profissionais que atuam diretamente no combate ao crime e nos presídios, evitando que eles sejam coagidos ou ameaçados pelos criminosos.

Segurança no Rio de Janeiro
Sobre a atuação das forças federais no Rio de Janeiro, Etchegoyen ressaltou a importância da integração entre os órgãos de segurança estadual, municipal e federal. Segundo ele, está na mesa do presidente Michel Temer o decreto que institui o Comitê Integrado de Pronta Resposta a Eventos Críticos. O comitê, que teria início no Rio de Janeiro, atuará nos moldes do plano de segurança adotado pelo país na Copa do Mundo e nas Olimpíadas.

O grupo, que será coordenado pelo ministro da Justiça, integrará todos os órgãos de segurança pública e de inteligência até o final de 2018. Sobre a fase fluminense do Plano Nacional de Segurança Pública, o ministro informou haver dotação orçamentária de R$ 700 milhões para este ano e R$ 1,2 bilhão para 2018.

Com informações da Agência Brasil

Maioria das pessoas desconhece taxas de colesterol no organismo, diz pesquisa

carne
A carne é um dos alimentos que contribuem para elevar o colesterol ruim  Antônio Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Cardiologia mostra que 67% das pessoas desconhecem os valores atuais de colesterol no próprio organismo. Ter o colesterol alto é um dos fatores de risco que levam a doenças cardiovasculares, muitas vezes silenciosas. Hoje, no Dia Nacional de Combate ao Colesterol, entidades médicas lembram da importância do cuidado com as taxas desse tipo de gordura.


O colesterol está naturalmente presente no corpo de qualquer indivíduo e é importante para alguns processos, como a formação de membranas celulares e até mesmo na produção de alguns hormônios. É uma substância que pode ser tanto produzida pelo próprio organismo quanto também pode ser adquirida através do consumo de alguns tipos de alimentos de origem animal, como carnes, ovos e leite.


O problema se dá quando há excesso da substância no organismo. O colesterol pode se acumular nas artérias causando estreitamento e até mesmo entupimento delas. O processo pode causar dificuldade de circulação, infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) – os dois últimos estão entre as principais causas de morte em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde 300 mil pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças cardiovasculares.
O LDL elevado, o chamado colesterol ruim, é um dos principais fatores de risco, assim como a obesidade, o tabagismo e o sedentarismo. Um exame laboratorial pode acompanhar os valores do colesterol.

"Conhecer o nível de colesterol é obrigatório para quem tem mais de 50 e para aqueles com menos de 50 anos que têm histórico de diabetes na família, que fumam, que têm vida sedentária", alertou o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, regional do Rio de Janeiro, Carlos Peixoto.

Segundo o médico, o controle da alimentação é essencial para manter o em colesterol níveis aceitáveis, além da prática regular de exercícios físicos.

Alimentação
O cuidado com a alimentação está entre as principais forma de controlar o chamado colesterol ruim no corpo.

De acordo com a professora Raquel Botelho, do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB), o colesterol vem de produtos de origem animal, como carne, leite e ovos. Está presente na gordura desses produtos. Raquel destaca a pele do frango como um dos produtos com maior concentração de colesterol ruim."Tem que comer preferencialmente o frango sem a pele. A pele do frango ganha de todos [os demais produtos]. É um produto barato, que as pessoas acabam preparando com a pele. O ideal é assar e fritar depois de retirar a pele, porque senão parte derrete e entra na carne", recomendou.

O porco, antes tido como um dos principais vilões não está entre os que contribuem com taxas mais altas, disse a professora. Ela destaca, além das carnes, o leite e derivados como fonte de colesterol. "Queijos mais curados, como o provolone, têm maior concentração de gordura, ao contrário dos mais frescos."

Além do colesterol ruim, há também no organismo o colesterol bom (HDL), cuja produção é estimulada por alguns alimentos, como abacate e castanhas, cujo consumo é estimulado. "O HDL vem recolhendo esse colesterol [ruim] que ficou nas artérias, se tem baixa desse colesterol, o que esta em excesso vai acumulando e vai reduzindo o tamanho das artéria."

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o ideal é ter um total de colesterol inferior a 200mg/dL de sangue. O bom colesterol deve estar acima de 35 mg/dL e o mau ( LDL), abaixo de 130 mg/dL de sangue.

Campanha
Para lembrar o dia, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia disponibilizou vídeos e folhetos para serem usados livremente. O material da campanha pública está disponível na internet. O objetivo é conscientizar as pessoas dos cuidados necessários com o colesterol no corpo.

Com informações da Agência Brasil

Reforma política, economia e segurança serão agilizados por Câmara e Senado

Os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vão definir juntos uma pauta conjunta para adiantar a tramitação das matérias mais relevantes no Congresso Nacional em reuniões hoje (8) e amanhã (9). A primeira delas será sobre reforma política, a segunda sobre as pautas econômicas.

Brasília - Ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o presidente do Senado,Eunício Oliveira, dá entrevista após reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado,Eunício Oliveira, vão definir juntos uma pauta conjunta para adiantar a tramitação de matériasMarcelo Camargo/Agência Brasil
“Graças ao bom relacionamento que temos, nós temos feito esse entendimento. A discussão hoje da reforma política entre Câmara e Senado. A discussão amanhã, na residência do Senado, vai ser entre Câmara e Senado, com os líderes [dos partidos da base aliada] das duas Casas e os presidentes das duas Casas também”, explicou o presidente do Senado.

Além disso, o encontro de amanhã também vai tratar sobre a criação de uma comissão especial mista que vai analisar as matérias prioritárias em relação à segurança pública. A comissão terá a participação dos presidentes das comissões de Constituição e Justiça (CCJ) das duas casas, de modo que eles possam agilizar nessas comissões também a votação das matérias relativas a esse tema.

“Esses projetos de segurança pública naturalmente passam pelas CCJs e estão paralisados nas CCJs ou nos plenários do Senado ou da Câmara. Nós vamos discutir quais são os projetos prioritários para a sociedade. Porque têm muitos projetos que defendem corporações e nós não queremos defender corporações, queremos defender o cidadão. Então é uma comissão mista entre Câmara e Senado representada pelos partidos políticos para que a gente agilize todas essas matérias e tenhamos um novo patamar de segurança pública no Brasil”, explicou Oliveira.

Medidas provisórias
O bom diálogo entre Oliveira e Maia também deverá se desenrolar em outro tema que há bastante tempo causa controvérsia entre deputados e senadores: o tempo de análise das medidas provisórias enviadas pelo Executivo. Recentemente, o presidente do Senado comunicou que não pautaria três MPs para votação no plenário do Senado porque elas chegaram com pouco tempo para análise dos senadores.

Para solucionar esse tipo de situação, os dois acordaram que os deputados vão analisar uma proposta de emenda à Constituição que muda o rito de tramitação das medidas provisórias e estabelece um prazo mínimo de dez dias para que ela chegue ao Senado, após aprovação na Câmara, antes da votação.

“Eu pedi ao presidente: não faça um esforço para aprovar medidas provisórias na terça-feira para que quarta-feira eu tenha que votar aqui. E o presidente Rodrigo Maia, gentilmente, me disse que estaria colocando na pauta de hoje ou amanhã a discussão dessa PEC que foi aprovada pelo Senado há quase cinco anos e está paralisada na Câmara”, disse Eunício.

Eunício também disse que fez um pedido ao presidente da República, Michel Temer, para que ele reduza a edição de medidas provisórias e priorize o envio de projetos de lei ao Congresso, mesmo que em regime de urgência. É o que será feito em relação à Medida Provisória que trata da reoneração da folha de pagamento de diversos setores da economia. Ela é uma das MPs que Oliveira comunicou que não pautaria no plenário do Senado e que, portanto, perderá a validade por decurso de prazo. O governo já comunicou que vai enviar um projeto de lei ao Congresso tratando novamente do assunto.

“Nós somos aqui 81 senadores que representam os estados e as populações desses estados e temos responsabilidade com os nossos mandatos. Então eu disse isso ao presidente da República que reduzisse o número de medidas provisórias e trocasse as que não são tão urgentes e emergenciais por projetos de leis para que as Casas possam verdadeiramente debater esses projetos e fazer o seu papel que é legislar para o país”, disse.

Com informações da Agência Brasil

Trump ameaça responder à Coreia do Norte com "fogo e fúria"

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu hoje (8) à Coreia do Norte que poderia responder às suas ameaças com "um fogo e uma fúria nunca vistos no mundo", após a divulgação  de um relatório da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA pelo jornal The Washington Post segundo o qual que Pyongyang fabricou uma ogiva nuclear reduzida que pode ser colocada em um dos seus mísseis balísticos. A informação é da EFE.

"É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças aos Estados Unidos. Encontrarão (como rsposta) um fogo e uma fúria nunca vistos no mundo", disse Trump em declarações a jornalistas em  Nova Jersey.

Com informações da Agência Brasil