7 de maio de 2016

Um terço do Senado responde a acusação criminal

Jefferson Rudy/Agência Senado
Dos 24 senadores com pendências na Justiça, 13 são alvos da Lava Jato
Uma particularidade dos sistemas político e jurídico brasileiro permite que parlamentar réu, investigado – ou até mesmo condenado à prisão pela mais alta corte do país – legisle sobre os grandes temas nacionais e atue, inclusive, como juiz. É o que se verá na próxima semana. Um em cada três senadores responde a inquérito (investigação preliminar) ou ação penal (processo que pode resultar em condenação) no Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 81 parlamentares aptos a votar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, na quarta-feira que vem, 24 são acusados ou suspeitos de práticas criminosas como corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, peculato, crimes eleitorais, de responsabilidade e contra a Lei de Licitações. Entre eles, 13 estão na mira da Operação Lava Jato – do atual líder do governo no Senado, Humberto Costa (PE), a Fernando Collor (PTC-AL), o primeiro presidente brasileiro afastado do mandato em processo de impeachment, em 1992. Os dados são de levantamento do Congresso em Foco.

Os campeões em suspeitas são o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador Ivo Cassol (PP-RO), condenado a quatro anos e oito meses de prisão pelo Supremo em agosto de 2013. Cassol aguarda análise de seu último recurso para evitar o início do cumprimento da pena imposta pelo STF em agosto de 2013.
Os ministros consideraram que ficou comprovada a participação de Cassol e outros dois réus da Ação Penal 565 em um esquema que beneficiava empresas em licitações para a contratação de obras em Rolim Moura, município de Rondônia. O STF identificou fraude em 12 licitações realizadas pela prefeitura durante a administração de Cassol. Segundo a acusação, o processo foi direcionado para beneficiar cinco empreiteiras locais cujos sócios tinham ligações pessoais ou profissionais o senador. Entre eles, dois cunhados e um ex-sócio de sua esposa em uma rádio local.
Além do recurso, o ex-governador de Rondônia é réu em duas ações penais (562 e891) por calúnia e corrupção eleitoral e investigado em outros sete inquéritos (315828283513,37423614, 3820 3961) por peculato, improbidade administrativa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, contra o sistema financeiro e contra a Lei de Licitações. Cassol diz que só fala sobre os processos à Justiça.
Assim como ele, outros três senadores são réus no Supremo: Dário Berger (PMDB-SC), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Valdir Raupp (PMDB-RO). Desde 2003 Raupp é acusado de liderar um esquema que, segundo a denúncia, desviou R$ 10 milhões do governo de Rondônia para grupos de comunicação em troca de apoio político. O senador é réu em outros dois processos por crimes eleitorais e contra o sistema financeiro nacional. Berger e Petecão também são alvos de duas ações cada. Também poderão virar réus em breve os senadores Renan Calheiros, Delcídio do Amaral (Sem partido-MS), Fernando Collor (PTC-AL) e Benedito de Lira (PP-AL) – todos denunciados pela PGR e à espera de decisão dos ministros.
Na linha sucessória
Prestes a avançar na linha sucessória da Presidência da República, com o iminente afastamento de Dilma, Renan acumula 11 inquéritos. Destes, nove são relacionados ao esquema de corrupção na Petrobras, apurado pela Operação Lava Jato, e um decorre da Operação Zelotes, que investiga fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão de controle vinculado ao Ministério da Fazenda, e a venda de medidas provisórias. O mais antigo deles, porém, remonta à acusação de que o senador teve despesas pagas por um lobista de empreiteira, caso que o levou a renunciar à presidência da Casa e quase lhe custou o mandato de senador em 2007.
Pela Constituição brasileira, deputados, senadores, ministros, presidente da República, entre outras autoridades federais, só podem ser investigadas com autorização do Supremo – o chamado foro privilegiado. O problema é que, muitas vezes, a morosidade prevalece nesse universo restrito. Renan ainda deve explicações à Justiça no inquérito que apura fatos que o levaram a renunciar à Presidência da Casa e quase resultaram em sua cassação. Em 2007, o peemedebista foi acusado de ter despesas pagas por um lobista da empreiteira Mendes Junior, beneficiária de emenda parlamentar apresentada por ele.
Desde janeiro de 2013, está nas gavetas do STF um parecer da Procuradoria-Geral da República denunciando o presidente do Senado por peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. A PGR concluiu que Renan cometeu fraude ao tentar provar sua inocência, apresentando notas fiscais da venda de gado para justificar renda que dispensasse os pagamentos do lobista. Se a denúncia tivesse sido aceita, ele estaria hoje na condição de réu, a exemplo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado do mandato por determinação judicial – e, como o colega de partido, correndo o risco de não poder assumir a Presidência da República, nem de forma interina, por ser alvo de ação penal. Essa tese é defendida por juristas e parlamentares que recorreram ao STF para barrar uma eventual posse de Cunha na ausência do provável presidente Michel Temer. Procurado pela reportagem, Renan não quis se manifestar.
PMDB, PP e PT
De acordo com o levantamento do Congresso em Foco, o PMDB, do vice-presidente Michel Temer, o PP, de Cassol, e o PT, da presidente Dilma,são as bancadas com mais senadores sob investigação no momento. A bancada dos pendurados no Supremo é liderada por sete senadores do PMDB, quatro do PP e outros três do PP. O PSDB tem dois representantes. PR, PSD, PSC, DEM, PCdoB, PSB e PTC, com um nome cada, completam a relação, que ainda tem Delcídio do Amaral (sem partido-MS).
Os investigados do Senado representam 18 estados. Alagoas é o único a ter seus três senadores denunciados por crimes: além de Renan e Collor, Benedito de Lira (PP-AL) também é alvo de denúncia da PGR por participação no esquema de corrupção da Petrobras. Rondônia, Acre, Pernambuco e Mato Grosso do Sul têm dois representantes. Amazonas, São Paulo, Paraíba, Piauí, Santa Catarina, Maranhão, Sergipe, Roraima, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro aparecem com um nome cada.
A participação de acusados na discussão do impeachment não é exclusividade do Senado. Na Câmara, ao menos 48 deputados réus participaram da votação do último dia 17, quando a Casa avalizou o pedido feito por juristas e encaminhou o caso para análise dos senadores. Ao todo, cerca de 150 parlamentaresrespondem a inquérito ou ação penal no Supremo.
Fila em andamento
Desde dezembro, ao menos dez senadores deixaram de responder a algum tipo de investigação no Supremo: Acir Gurgacz (PDT-RO), Ângela Portela (PT-RR), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Marta Suplicy (PMDB-SP), Omar Aziz (PSD-AM), Paulo Bauer (PSDB-SC), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Roberto Requião (PMDB-PR) e Telmário Mota (PDT-RR). Nem todos foram absolvidos. Alguns casos, como os dois inquéritos contra Marta, foram arquivados por prescrição devido à idade da ex-petista, que chegou aos 70 anos. Ou seja, o Estado demorou tanto para julgar que perdeu o direito de punir.
Mas o número dos pendurados na Justiça deve aumentar nos próximos dias caso o STF autorize a abertura de dois inquéritos contra o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG). O pedido é feito com base na delação premiada do ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral, que passou quase três meses preso e é alvo de processo de cassação. Delcídio diz que Aécio foi beneficiário de um esquema de corrupção na Hidrelétrica de Furnas e lhe pediu a permanência de um diretor na estatal apontado como responsável pelos desvios.
No outro pedido de inquérito, o tucano é acusado pelo ex-petista de ter agido para maquiar dados do Banco Rural obtidos pela CPI dos Correios, em 2005, com o propósito de blindar pessoas próximas a ele implicadas no chamado mensalão tucano ou mineiro. Em nota, Aécio afirma ser “absolutamente natural e necessário que as investigações sejam feitas”, para demonstrar, segundo ele, “como já ocorreu outras vezes, a correção da sua conduta”.
Assim como Aécio, também estão nas mãos do Supremo a presidenta Dilma, o ex-presidente Lula e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, entre outros ministros e parlamentares que viraram alvo, nesta semana, de pedido de abertura de inquérito do procurador-geral da República. Eles são suspeitos de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato.
Congresso em Foco

Jogador de Camarões passa mal em campo e morre



Patrick Ekeng caiu em campo durante o jogo entre Dinamo Bucareste e Viitorul Constata, na Romênia - AP

O jogador camaronês Patrick Ekeng morreu nesta sexta-feira após passar mal em campo durante o jogo entre Dinamo Bucareste, seu time, e Viitorul, pelo Campeonato Romeno.

Ekeng, de 26 anos, caiu no gramado aos 24 minutos do segundo tempo, apenas sete minutos depois de ter entrado em campo. Ele foi atendido ainda no gramado e levado de ambulância a um hospital próximo, onde acabou falecendo. Segundo a imprensa romena, o camaronês sofreu uma parada cardíaca.

Patrick Ekeng iniciou sua carreira no Le Mans, da França. Ele atuou ainda no Córdoba, da Espanha, e no Lausanne, da Suíça, além de ter passagens pela seleção de Camarões.

Apesar do incidente, a partida continou sendo disputada. Os times empataram em 3 a 3.
O Globo

Dono da Nassau de Mossoró, Grupo João Santos poderá decretar falência

Familiares de João Santos travam intensa “batalha” por controle de empresas, espalhadas por cidades do Nordeste

Com o título “A decadência de um império: Grupo João Santos à beira da falência”, o portal Goiana Notícias (www.goiananoticias.com), editado na cidade pernambucana de Goiana, conta a trajetória de decadência do grupo empresarial João Santos. O grupo é detentor da marca de cimento Nassau, dispondo de uma fábrica em Mossoró (RN).

De acordo com a reportagem, depois da morte do empresário João Santos, em 2009, iniciou-se uma intensa disputa familiar pelas empresas por parte de seus filhos, irmãos e netos. A “briga” pela herança pôs o destino das empresas (fábricas de cimento, usina de açúcar, etc...) em segundo plano, resultando na decadência do império econômico.

Uma série de problemas afeta as empresas do grupo: atraso de salários dos empregados, desvalorização dos preços de seus produtos e o atraso tecnológico, já que as fábricas do conglomerado têm plataformas antigas e longe dos padrões tecnológicos atuais. A tendência é que o Grupo João Santos venha decretar falência de suas unidades.

Nassau – A empresa faz “mistério” sobre a situação de sua fábrica em Mossoró, mas a unidade enfrenta uma forte concorrência de outras empresas cimenteiras instaladas na região, como por exemplo, a fábrica da MIzu, em Baraúna, presente no mercado regional. Pagamentos de indenizações judiciais também comprometem as empresas.

Bloggutembergmoura.com

Brasileirão 2016 terá rodada às segundas

Campeonato Brasileiro começa no dia 14 de maio| Rafael Ribeiro/CBF
Campeonato Brasileiro começa no dia 14 de maio | Crédito: Rafael Ribeiro/CBF
Uma das novidades apresentadas pela CBF na festa de lançamento do Campeonato Brasileiro de 2016 foi a rodada de segunda-feira.

Agora, o torneio, além de ter jogos às quartas e quintas, terá partidas sábado, domingo e segunda-feira, com uma partida que encerra a rodada do final de semana.

Os jogos de segunda-feira acontecem às 20 horas.

Além disso, o torneio ganhou uma música tema oficial que será tocada antes dos jogos. 

Haverá ainda festa de lançamento do torneio sempre na cidade do atual campeão. E haverá festa também no primeiro jogo do atual campeão. Além disso, a festa de encerramento do torneio também está prevista.

Revistaplacar

Assim como em 2015, Frasqueirão recebe final entre ABC e América-RN

É dia de decisão. ABC e América-RN fazem a segunda partida da final a partir das 16h, no Estádio Frasqueirão, em Natal. A primeira partida acabou empatada em 3 a 3, apesar de o Alvirrubro ter ficado à frente do placar duas vezes. Agora não tem mais para onde correr. Ou um dos dois vence a partida e se sagra campeão estadual ou só conheceremos o campeão nos pênaltis.
ABC x América-RN - Nando (Foto: Divulgação/ABC)Nando e Flávio Boaventura prometem mais uma disputa acirrada na decisão do estadual (Foto: Frankie Marcone/ABC)

Em sua casa, o ABC busca quebrar uma sequência que vem desde 2011 sem a conquista do título potiguar. O clube, que é o maior vencedor do Brasil neste tipo de torneio, com 52 títulos, sonha em repetir o feito de 2007, quando bateu o América-RN dentro de seu estádio e foi campeão pela última vez diante do rival, para alcançar o 53º título em 2016. O elenco considera o apoio do torcedor, que estará em maioria dessa vez, como fundamental.
Campeão do título do centenário e com oito jogos de invencibilidade dentro da casa do maior rival, o América-RN quer repetir as conquistas de 2012 e 2015, quando foi campeão potiguar dentro do Estádio Frasqueirão. Além disso, o Mecão busca o tricampeonato e igualar o feito realizado entre 1987 a 1989, quando venceu três vezes seguidas o estadual.
A pedido do América-RN, a arbitragem do confronto será toda Fifa. O paranaense Heber Roberto Lopes, que será o árbitro brasileiro na Copa América Centenário, é quem apita no Frasqueirão. Ele será auxiliado pelo mineiro Guilherme Dias Camilo e pela catarinense Neuza Ines Back. 
HEADER escalacoes 690 (Foto: Infoesporte)
ABC: Apesar de ter fechado os dois últimos treinamentos antes do Clássico Rei, o técnico Geninho não deve mandar a campo uma equipe muito diferente da que terminou o primeiro jogo da final. A novidade é a presença do zagueiro Gustavo Bastos, vetado por ordem médica do confronto anterior. O treinador espera ainda pelo zagueiro Léo Fortunato. O provável time do ABC para o jogo é Vaná; Filipi Sousa, Gustavo Bastos, Léo Fortunato (Montanha) e Alex Ruan; Márcio Passos, Erivélton, Lúcio Flávio e Echeverria; Jones Carioca e Nando.
América-RN: Moura acabou perdendo três atletas por problemas físicos - Thiago Potiguar, Rômulo e Tiago Dutra - no primeiro jogo da final. Para montar seu time, o técnico interino espera pelas definições do departamento médico, mas revelou que o time não deve ser muito diferente do que entrou em campo na Arena das Dunas. O Mecão deve ir a campo com Pantera; Gabriel, Flávio Boaventura, Gustavo e Alex Cazumba; Tiago Dutra (Pedro Ivo), Bruno Renan, Felipe Macena, e Cascata; Thiago Potiguar e Rômulo (Luiz Eduardo).
HEADER quem esta fora 690 (Foto: Infoesporte)


ABC: Se Léo Fortunato conseguir se recuperar até a hora do jogo, Geninho conta com todo o elenco à disposição para este jogo.
América-RN: O atacante Lúcio Curió se recupera de Febre Chikungunya. O interino Moura aguarda até o último instante pelo atacante Rômulo e pelo volante Tiago Dutra, ambos deixaram o primeiro jogo da final por lesão.
Por Natal

Luta pelo título: as diferentes faces do Fortaleza no Campeonato Cearense

Marquinhos Santos, técnico do Fortaleza (Foto: JL Rosa/Agência Diário)Marquinhos Santos, técnico do Fortaleza (Foto: JL Rosa/Agência Diário)
O Fortaleza conseguiu se reinventar no estadual deste ano. Contestado com Flávio Araújo, optou pela saída do treinador no início de março, antes da segunda fase. O Leão, é verdade, não tinha padrão de jogo e não conseguia executar o sistema tático de forma consistente. Ainda assim, na curta passagem do treinador, o Leão de Flávio Araújo teve seis triunfos, uma derrota e um empate nos oito primeiros confrontos. Foram 19 gols feitos e oito que levou, com 79,2% de aproveitamento. Com ausências frequentes por lesões, o Fortaleza viu, na primeira fase, uma briga entre Berna e Erivélton pela titularidade e por outros atletas em setores cruciais como defesa e ataque, uma dança incerta nas posições entre Cearense e Copa do Nordeste. 
Marquinhos Santos somente comandou o time, de fato, na segunda rodada da segunda fase. No primeiro duelo, diante do Guarany de Sobral, somente observou os novos comandados e já viu um comportamento diferente. A vitória de 2 a 0 era o cartão de visitas. Na outra rodada, já havia Clássico-Rei. E o Fortaleza bateu o rival por 2 a 1. Com o novo técnico, o goleiro Ricardo Berna se firmou como titular. Desde então, é fundamental, com defesas difíceis, a exemplo das feitas diante do Flamengo, na última quarta-feira. 
Além disso, o treinador efetivou Lima também entre os titulares e deu mais visibilidade ao futebol de Dudu Cearense. Pio é outro que vem sendo utilizado na lateral direita, e Anselmo se consolidou como um atacante que traz resultados ao Leão. Hoje, briga também pela liderança na artilharia do País. O Tricolor do Pici, na segunda fase e na semifinal do estadual, definiu padrão de jogo, empolgou a torcida e alavancou sócio torcedor a 11 mil adimplentes. 
Outra vez, apostou em m novo pouco badalado, como havia sido com Marcelo Chamusca. A aposta vem dando retorno com o treinador Marquinhos Santos e, na primeira decisão, uma vitória ampla por 4 a 1 diante do Uniclinic, no estádio Presidente Vargas, no domingo (30). 
São oito jogos pelo estadual, com quatro triunfos, três empates e uma derrota. 
- Desde lado, existem grandes profissionais, um treinador que é um líder, jogadores que já disputaram Série A e conquistaram muitos títulos. O Fortaleza é uma das grandes equipes do País. Nada como um jogo como esse (diante do Flamengo) para que a gente possa mostrar o poder de grupo que nós temos frente a qualquer time - reforça o goleiro Ricardo Berna, após o 2 a 1 na quarta-feira.
Globoesporte.com
Fortaleza, CE

Artilheiro iluminado: Anselmo vive superação no futebol cearense com a camisa do Leão de Aço

Anselmo tem 15 gols no ano pelo clube. Nos primeiros meses da temporada, superou todos os artilheiros do Fortaleza de 2014.
Da sua primeira passagem pelo futebol cearense, em 2013, boas lembranças não sobraram. O atacante Anselmo vestiu a camisa do Ceará sem sucesso. Enfrentou problemas pessoais. Entrou em depressão. No fim de 2015, aos 35 anos, assinou com o Fortaleza para superar seus fantasmas. Conseguiu. Um dos três artilheiros do Brasil no ano, vive a expectativa de levantar a taça do bicampeonato estadual, amanhã, no Castelão. Para Anselmo, o 2016 é de redenção.

Quando o jogador chegou ao Pici em dezembro passado, os olhares da torcida eram de desconfiança. Afinal, os tricolores carregavam na memória a última passagem dele pelo futebol cearense, quando fez apenas dois gols em 16 jogos vestindo a camisa do Ceará, uma experiência que o atacante admite ter sido “decepcionante”.

Em entrevista ao O POVO, Anselmo recorda que foi vítima de roubo quando morou pela primeira vez na Capital, situação que optou por não detalhar. “De uma hora para outra me vi sem chão, porque sumiu tudo, foi roubado tudo e ainda por cima fiquei devendo”, conta o atleta.

Na época, apenas a esposa soube da depressão enfrentada por conta das sucessivas tragédias na vida pessoal. Anselmo engordou e, pela primeira vez, ficou acima do peso na carreira.

A família e os amigos foram fundamentais para a superação. A retomada veio aos poucos. Em 2014, marcou três vezes vestindo a camisa do Linense. Em 2015, fez 16, somando passagens por Macaé e Boavista.

Ao mesmo tempo que se recuperava, o camisa 9 alimentava a vontade de ‘acertar as contas’ com o futebol cearense. E então uma coincidência ajudou a trazê-lo para o Leão. “Uma semana antes de eu receber o convite do Fortaleza, meu filho tinha me perguntando quando a gente voltaria ao Beach Park, que era um sonho dele estar voltando para cá”.

Vestindo azul, vermelho e branco tornou-se decisivo. Neste início de ano, já são 15 gols marcados. É artilheiro do futebol cearense e vice-artilheiro do País. A temporada, segundo ele, se desenha para se tornar a melhor de sua carreira. Hoje a torcida leonina não esquece seu nome nas arquibancadas. Ganhou da geral o grito “Anselmo é Baile de Favela”, dentre outros.

Tanto com Flávio Araújo quanto com Marquinhos Santos, ele conseguiu brilhar. Mas garante que, com o atual técnico, está mais confiante em ter um ano especial, culminado no retorno à Série B do Brasileiro. “Hoje tenho uma liberdade maior para jogar e marcar gols”, diz Anselmo, o iluminado.

O Povo

Morre Miguel Rosenberg, dublador de Zé Colmeia e Sr. Burns do "Os Simpsons"

O ator e dublado Miguel Rosenberg, de 90 anos, conhecido por emprestar sua voz a personagens como Zé Colemeia e Sr. Burns em “Os Simpsons”, morreu nesta sexta-feira, 6, após sofrer, há duas semanas, um Acidente Vascular Cerebral (AVC). As informações foram publicadas no site do UOL.
Segundo o estúdio de dublagem onde Rosenberg trabalhava, o artista estava internado havia uma semana. Familiares informaram à reportagem que o artista estava internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e que o corpo será liberado para o velório (cemitério São João Batista - RJ) no sábado, 7.
Repercussão nas redes sociais
"A dublagem lá de cima está ficando bem legal! E aqui ficamos com uma doce lembrança. Miguel Rosenberg, querido Sr. Burns", escreveu Mariangela Cantú, dubladora de Cate Blanchett e uma das vozes de Marge Simpson.

"A primeira voz que eu reconheci quando entrei em um estúdio da Herbert Richers pela primeira vez. Ele, na bancada; eu, emocionadíssimo, vibrava de alegria. 'Meu Deus, é ele! Zé Colmeia!' Que descanse em paz! Muita luz nessa sua nova caminhada, meu querido e inesquecível Miguel!!!", publicou Ricardo Schnetzer, voz de Al Pacino e Richard Gere.
"Perdemos hoje um amigo e colega, pioneiro na dublagem, o querido Miguel Rosenberg, a voz clássica do Zé Colméia e do Sr. Burns, de 'Os Simpsons'. Fica aqui meu carinho e agradecimento pelo profissional dedicado e sério, assim como pela pessoa tranquila e meiga que ele sempre foi. Fique com Deus, Miguel", lamentou Guilherme Briggs, dublador de atores como Denzel Washington e de Buzz Lightyear em "Toy Story".
Trajetória artística
Nascido no Rio de Janeiro em 27/04/1926, começou a carreira em 1942 na rádio Tupi, como ator de radionovelas. Na TV, atuou nas novelas da extinta TV Tupi e na Globo.
O artista que completou 90 anos no último dia 27, também dublou novelas mexicanas e deu voz ao ator Ricardo Blume, de "Marimar", "Carrossel das Américas" e intérprete do milionário Fernando de la Vega em "Maria do Bairro".
Como dublador, destacou-se como Zé Colmeia e Sr. Burns de "Os Simpsons". Foi a segunda voz do Mestre dos Magos em "Caverna do Dragão". Interpretou Cornélio Fudge (Robert Hardy) na franquia "Harry Potter" e atuou em animações como "Mulan", "Pocahontas" "Vida de Inseto" e "Toy Story".
No cinema, atuou em filmes como "Rio, 40 Graus" (1954), "Assalto ao Trem Pagador" (1960) e o curta-metragem "A Espera" (2007), selecionado para o Festival de Cannes.
Fãs de dublagem também prestaram homenagem a Miguel Rosenberg:

 O POVO 

Ainda é cedo para previsão, mas 2017 poderá ter outro cenário e os cinco anos seguidos de seca no Ceará poderão chegar ao fim.

Ainda é cedo para previsão, mas 2017 poderá ter outro cenário e os cinco anos seguidos de seca no Ceará poderão chegar ao fim. Qual o indício que aponta para essa probabilidade? É o El Niño. O fenômeno, que atua para a ocorrência de estiagens no Nordeste, vem perdendo força com o desaquecendo das águas do Pacífico.
Com o enfraquecimento do El Ñino, vem ganhando corpo outro fenômeno: a La Niña. O oposto do “Menino” produz um esfriamento no oceano Pacífico. Um episódio climático, de influência global e regional, com possibilidade de favorecer o Semiárido cearense no ano que vem.
Os dados, ainda preliminares, estão sendo analisados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) a partir de gráficos recentes, de abril último, produzidos pelo International Research Institute for Climate and Society, da universidade de Columbia (EUA) - uma das parceira da Funceme.
De acordo com o meteorologista Raul Fritz, da Funceme, atualmente o aquecimento da porção do Pacífico que interessa para as previsões no Nordeste do Brasil está em 1,1º C. Já esteve 3º C acima da média, entre dezembro de 2015 e o começo de janeiro deste ano.
A tendência, segundo a previsão da época, era de que fenômeno não perderia força. O El Ñino estava no pico de intensidade e empurrava o Ceará para o quinto ano consecutivo de estiagem severa e uma quadra chuvosa com precipitações abaixo da média histórica (em torno de 804.9 mm de fevereiro a maio).
E se confirmaram as previsões da Funceme. As chuvas de março, principal mês da quadra invernosa do Ceará, foram 33% abaixo da média histórica.
Para o fechamento do trimestre de março-abril-maio deste ano, a previsão persiste com 70% de chances de ficar abaixo da média e somente 5% de ficar na categoria acima da média.
Um dos indicadores de acerto da Funceme é a baixa carga dos reservatórios cearenses até aqui. Hoje o volume de água dos 153 açudes do Ceará não passa de 13,3% da capacidade total. Um agravante para a travessia do quinto ano seco e mais prejuízos à vista para o Semiárido.
La Niña
Os gráficos do International Research Institute for Climate and Society mostram, de acordo com Raul Fritz, que no momento há uma possibilidade entre 60% e 70%, até o final do ano, do aparecimento do La Niña. “Ela, que é o oposto do El Niño, ajuda na qualidade de nossas chuvas. Ou, pelo menos, não atrapalha”, afirma o meteorologista. 

Para que se consolide a tendência de surgimento e permanência da La Niña em 2017, outras dados de previsão climática e de temperatura deverão ser colhidas dos oceanos Pacífico e Atlântico e cruzados em modelos matemáticos.
Há mapas que migraram da coloração laranja e vermelha - que indica aquecimento das águas do Pacífico - para uma macha azulada. Um sinal de que está se instalando um resfriamento e a possibilidade de atuação da La Niña no trimestre de dezembro-janeiro-fevereiro próximo. Falta, agora, a previsão para março-abril-maio do ano que vem. Exatamente o período da quadra chuvosa no Ceará. Então a expectativa é que os dados se consolidem e tragam a chuva tão necessária.
O Povo

Conmebol divulga datas e horários das quartas da Libertadores; confira

A Conmebol divulgou, na tarde desta sexta-feira, as datas e horários dos confrontos das quartas de final da Taça Libertadores da América. Os dois confrontos entre Atlético-MG e São Paulo serão nas duas próximas quartas-feiras, ambos às 21h45. O Tricolor será mandante no jogo de ida. O duelo será decidido no Independência, em Belo Horizonte, no dia 18 de maio.
Nacional-URU e Boca Juniors se enfrentam nos dias 12 e 19 de maio. Os uruguaios serão os mandantes do primeiro duelo. Os jogos entre Rosario Central e Atlético Nacional serão nos mesmos dias. Os colombianos decidem a classificação em casa. As semifinais só serão conhecidos no dia 24 de maio, quando Pumas e Independiente del Valle se enfrentam pela segunda vez. 
Caso Rosario e Boca avancem às semis, eles necessariamente se enfrentarão. Em tal ocasião, o classificado do duelo brasileiro enfrentaria Pumas ou Independiente del Valle. As semifinais só serão disputadas após a Copa América, provavelmente nos dias 6 e 13 de julho. As finais, segundo o cronograma da Comebol, serão nos dias 20 e 27 de julho.
Veja as datas:   


JOGOS DE IDA

Quarta-feira, 11/05
21h45 São Paulo x Atlético-MG, no Morumbi

Quinta-feira, 12/05
19h30 Nacional-URU x Boca Juniors, no Parque Central
21h45 Rosario Central x Atlético Nacional, no Gigante Arroyito

Terça-feira, 17/05
21h45 Independiente del Valle x Pumas, no Olimpico Atahualpa

JOGOS DE VOLTA

Quarta-feira, 18/05

21h45 Atlético-MG x São Paulo, no Independência

Quinta-feira, 19/05
19h15 Boca Juniors x Nacional-URU, em La Bombonera
21h45 Atlético Nacional x Rosario Central, no Atanasio Girardot

Terça-feira, 24/05
21h45 Pumas x Independiente del Valle, no Olímpico Universitário

Por Assunção