29 de março de 2015

Sport e Fortaleza fazem duelo na Ilha que vale vaga nas semis do Nordestão

ilha do retiro sport x figueirense (Foto: Elton de Castro)Sport e Fortaleza se enfrentam na Ilha do Retiro (Foto: Elton de Castro)
Passados os primeiros 90 minutos, na última quarta-feira, na Arena Castelão, Sport e Fortaleza voltam a se encontrar neste domingo para ver quem segue na Copa do Nordeste. O jogo, que desta vez acontece às 16h, na Ilha do Retiro, vale vaga nas semifinais da competição e está  indefinida. Os cearenses venceram a primeira por 1 a 0 e entrarão em campo com a vantagem do empate e de até perder por um gol de diferença (desde que consiga balançar as redes adversárias). Aos pernambucanos, resta vencer por pelo menos dois gols de diferença para avançar. Uma vitória do Sport por 1 a 0 leva a decisão para os pênaltis.
O Sport chega para o jogo com um comportamento, no mínimo, curioso. Apesar de ter perdido a primeira partida, o sentimento é de alívio. Os jogadores que conversaram com a imprensa se foram unânimes ao afirmar que estão tranquilos pelo fato de o Fortaleza não ter matado o jogo no primeiro confronto. E oportunidades aconteceram para o Tricolor do Picí construir um placar elástico e garantir uma situação mais tranquila para o segundo confronto. Mas o goleiro Magrão, numa noite inspirada, fez grandes defesa salvou o Leão de Pernambuco do pior. Precisando vencer, a tendência é que o técnico Eduardo Baptista escale um time mais ofensivo e o atacante Joelinton deve ganhar a vaga de um dos volantes: Rithely ou Rodrigo Mancha.
O momento é conturbado para o Fortaleza. Recém-excluído e rebaixado do Campeonato Cearense pelo TJDF-CE, o Leão do Pici sabe que precisa deixar a polêmica do julgamento de lado e focar na Copa do Nordeste. O próprio presidente do clube, Jorge Mota, garantiu a blindagem do elenco leonino. Com a vantagem mínima do empate, o técnico Marcelo Chamusca traz novidades a campo. O treinador relacionou Daniel Sobralense, Vinicius Hess e Cassiano para o jogo de volta em Recife. Com isso, a tendência é que Auremir e Maranhão retornem ao banco de reservas. Ao todo, 19 atletas compõem o elenco para a partida decisiva em Pernambuco.


HEADER escalacoes 690 (Foto: Infoesporte)


Sport: o técnico Eduardo Baptista só irá divulgar a escalação do Sport momentos antes da partida, mas a grande dúvida é no meio de campo. Se no primeiro jogo ele atuou com três volantes, neste domingo só tem vaga para dois. Com isso, Wendel, Rodrigo Mancha e Rithely brigam com uma vaga, mas o primeiro parece mais garantido entre os titulares. Além disso, ele abriu mão de um esquema que tinha dois atacantes abertos pelas pontas para povoar mais o meio de campo, com Élber e Diego Souza jogando juntos. O Sport deve entrar em campo com Magrão; Vítor, Ewerton Páscoa, Durval e Renê; Wendel, Rithely (Rodrigo Mancha), Élber e Diego Souza; Mike e Joelinton.
Fortaleza: com o retorno de Daniel, Cassiano e Vinícius ao time, o técnico Marcelo Chamusca deve mandar a campo o seguinte time titular: Deola, Tinga, Lima, Adalberto, Wanderson; Pio, Corrêa, Vinícius Hess, Everton; Cassiano e Lúcio Maranhão
HEADER quem esta fora 690 (Foto: Infoesporte)


Sport: o atacante Felipe Azevedo e o lateral-direito Alex Silva não poderão entrar em campo. Os dois estão com lesão na coxa.
Fortaleza: o Leão do Pici não tem desfalques para a partida decisiva.
Por G1 PERecife

Ceará volta a vencer o Salgueiro e garante vaga nas semifinais

CEARA
Atacante Magno Alves, após cinco partidas sem balançar as redes, comemora o primeiro gol da partida, que deu mais tranquilidade para a equipe alvinegra administrar o resultado, ontem, na Arena Castelão
FOTO: KID JÚNIOR
A torcida esperava uma goleada, mas o resultado de 2x1 sobre o Salgueiro/PE foi o suficiente para o Ceará se classificar às semifinais da Copa do Nordeste, ontem à noite, na Arena Castelão. O Vovô vai aguardar agora o vencedor do confronto entre Vitória/BA e América/RN.
O Ceará começou o jogo utilizando um 4-3-3, com Magno Alves centralizado, Assisinho pela esquerda e Ricardinho adiantado pela direita. O meia Wescley fazia a função que Ricardinho fazia, e o Alvinegro contou com uma tarde inspirada do lateral-direito Tiago Cametá.
Foi do camisa 2 o cruzamento da direita, aos 16 minutos, que encontrou Magno Alves na área. Este ajeitou a bola e soltou a bomba no alto, marcando 1x0.
No sistema 4-5-1, o Carcará do Sertão não oferecia perigo constante, mas em alguns momentos, aproveitou-se do cochilo da defesa alvinegra, forçando o goleiro Luís Carlos a fazer duas defesas arrojadas. O Alvinegro seguiu levando o jogo sem dificuldades até que aos 45min, o volante Rodolfo chutou da intermediária, a bola quicou antes de Luis Carlos e entrou: 1x1. Na etapa final, o atacante William, que acabara de entrar, marcou o segundo gol e matou o jogo. 
Diário do Nordeste

Macaxeira gigante quebra recorde no Ceará e faz sucesso entre moradores

Macaxeira gigante faz sucesso na cidade e moradores pedem para tirar fotos (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)Macaxeira gigante faz sucesso na cidade e moradores pedem para tirar fotos (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Um agricultor de São Luís do Curu, no interior do Ceará, colheu nesta semana uma macaxeira gigante, de 112 quilos. A raiz comestível é também conhecida como macaxeira ou aipim em outras regiões do Brasil.
A macaxeira gigante colhida pelo técnico agrícola Antônio Alzemar fez tanto sucesso na cidade que as pessoas tiram foto enquanto ele desfila nas ruas de São Luís do Curu. O tubérculo foi plantado no quintal de Alzemar há um ano e três meses e surpreendeu pelo tamanho.
“Comecei a arrancar, quando vi, me assustei. Fui cortando, tirando a macaxeira. Tentei puxar sozinho e não conseguiu, chamei meu filho que me ajudou a tirar ela toda”, conta Alzemar.
A maior macaxeira encontrada no Ceará tinha 55 quilos, segundo a Empresa de Assistência Técnica Rural do Ceará (Ematerce), e essa tem mais que o dobro.
Segundo o técnico da Ematerce Fernando Assunção, a macaxeira atingiu o tamanho recorde devido ao bom cuidado do solo. “Em primeiro lugar o excesso de material orgânico no local onde essa planta se desenvolveu. Em segundo lugar, o prazo que ela passou plantada para a colheita. Ela é uma planta com 15 meses e deveria ter sido colhida com 12 meses. Esse excesso de matéria orgânica fez com que ela se desenvolvesse. É um caso que não acontece normalmente”, explica.
A macaxeira serve para consumo animal e humano, mas Antônio Alzemar não quer levá-la para panela. Ele prefere passear com a raiz pela cidade. “Só aqui em Curu que existe esse tipo de coisa, é uma terra abençoada”, diz Carlos Menezes, que pousou ao lado da macaxeira.
O agricultor dá dicas de como obter uma macaxeira gigante e saudável. “Não faça queimadas, não queime folhas, aproveite os restos culturais, aproveite o adubo natural da material orgânica”, diz.
Do G1 CE

27 de março de 2015

Redução no número de filhos por família é maior entre os 20% mais pobres do país

Nos últimos dez anos, o número de filhos por família no Brasil caiu 10,7%. Entre os 20% mais pobres, a queda registrada no mesmo período foi 15,7%. A maior redução foi identificada entre os 20% mais pobres que vivem na Região Nordeste: 26,4%.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e têm como base as edições de 2003 a 2013 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra que, em 2003, a média de filhos por família no Brasil era 1,78. Em 2013, o número passou para 1,59. Entre os 20% mais pobres, as médias registradas foram 2,55 e 2,15, respectivamente. Entre os 20% mais pobres do Nordeste, os números passaram de 2,73 para 2,01.

Quixadá - A dona de casa Ana Cleide Ancelmo da Silva, 35, viúva, mora com sua mãe e sete filhos na comunidade Engano, no distrito de Riacho Verde (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Quixadá - A dona de casa Ana Cleide Ancelmo da Silva, 35, viúva, mora com sua mãe e sete filhos na comunidade Engano, no distrito de Riacho VerdeFernando Frazão/Agência Brasil




















Para a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, os dados derrubam a tese de que a política proposta pelo Programa Bolsa Família estimula as famílias mais pobres do país a aumentar o número de filhos para receber mais benefícios.

“Mesmo a redução no número de filhos por família sendo um fenômeno bastante consolidado no Brasil, as pessoas continuam falando que o número de filhos dos pobres é muito grande. De onde vem essa informação? Não vem de lugar nenhum porque não é informação, é puro preconceito”, disse.

Entre as teses utilizadas pela pasta para explicar a queda estão os pré-requisitos do programa. “O Bolsa Família tem garantido que essas mulheres frequentem as unidades básicas de Saúde. Elas têm que ir ao médico fazer o pré-natal e as crianças têm que ir ao médico até os 6 anos pelo menos uma vez por semestre. A frequência de atendimento leva à melhoria do acesso à informação sobre controle de natalidade e métodos contraceptivos”.

A demógrafa da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE Suzana Cavenaghi acredita que o melhor indicador para se trabalhar a questão da fecundidade no país deve ser o número de filhos por mulher e não por família, já que, nesse último caso, são identificados apenas os filhos que ainda vivem no mesmo domicílio que os pais e não os que já saíram de casa ou os que vivem em outros lares.

Segundo ela, estudos com base no Censo de 2000 a 2010 e que levam em consideração o número de filhos por mulher confirmam o cenário de queda entre a população mais pobre. A hipótese mais provável, segundo ela, é que o acesso a métodos contraceptivos tenha aumentado nos últimos anos, além da alta do salário mínimo e das melhorias nas condições de vida.

Agência Brasil

Câmara aprova pena maior para crimes contra policiais; matéria vai ao Senado

Ordem do dia
As mudanças no texto original aprovadas pelo Plenário da Câmara hoje terão de ser examinadas pelo Senado.
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (26), projeto que torna homicídio qualificado e crime hediondo assassinar policial, bombeiro militar, integrante das Forças Armadas, do sistema prisional e da Força de Segurança Nacional, quando esses profissionais estiverem em serviço.
O agravamento do crime também se estende ao cônjuge, companheiro ou parente até 3º grau do agente público de segurança, quando o delito for motivado pela ligação familiar. Em todos esses casos, a pena será de reclusão, de 12 a 30 anos. O homicídio simples prevê pena menor (reclusão de seis a 20 anos).
Atualmente, já é homicídio qualificado o cometido por motivo fútil, mediante encomenda, contra a mulher em razão de sua condição de sexo feminino (feminicídio), entre outros.
O projeto original (PL 3131/08), do Senado, previa penas maiores tanto para quem matar policial como para o policial que matar alguém, e não falava dos parentes. O texto foi alterado após acordo feito no Plenário, com apoio de parlamentares ligados à discussão da segurança púbica.
O relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), deputado João Campos (PSDB-GO), apresentou uma emenda substitutiva modificando a redação. Com a alteração na Câmara, o PL 3131/08 segue para nova análise dos senadores.
Lesão corporal

O texto aprovado, que altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) e a Lei de Crimes Hediondos (Lei 8.072/90), estabelece que a lesão corporal cometida contra agentes de segurança em serviço, e seus parentes, será aumentada de 1/3 e 2/3.

Além disso, o substitutivo transforma em crime hediondo o assassinato, a lesão corporal dolosa de natureza gravíssima e a lesão corporal seguida de morte de agentes de segurança em serviço e seus parentes. Atualmente, é considerado crime hediondo o genocídio, a tortura, o estupro, o latrocínio, o sequestro, entre outros. Não existem hipóteses de lesão corporal como crime hediondo. Esses tipos de delito não recebem indulto, anistia ou graça e não podem ser objetos de fiança.
Arcabouço

Para João Campos, o substitutivo cria um “arcabouço jurídico de proteção ao policial brasileiro”. Ele afirmou que neste ano a média é de dois policiais assassinados por dia no exercício do dever. “Tenho certeza de que a sociedade brasileira não aceita isso”, disse.

Deputados oriundos da área de segurança pública elogiaram a aprovação. “É um momento histórico para aqueles que protegem a sociedade com sacrifício”, disse o deputado Major Olimpio (PDT-SP).
Já o líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), criticou o fato de a lesão corporal contra agente de segurança ser incluída como um caso de crime hediondo. “Estamos banalizando o crime hediondo”, argumentou. A inclusão também foi criticada pelo líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR). “Crime hediondo para lesão corporal é uma aberração jurídica. Não existe isso em nenhum país do mundo”, comentou.
Auto de resistência

Durante a votação, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, anunciou, após pedidos de deputados do PT, que colocará em votação em 60 dias o Projeto de Lei 4471/12, que aumenta o rigor na apuração de mortes e lesões corporais decorrentes da ação de policiais. O PT ameaçou iniciar um processo de obstrução contra a votação do PL 3131/08, caso não fosse dada uma sinalização para a votação do PL 4471/12.

Este projeto acaba com o chamado “auto de resistência”, mecanismo legal que autoriza os agentes públicos e seus auxiliares a utilizarem os meios necessários para atuar contra pessoas que resistam à prisão em flagrante ou determinada por ordem judicial.

Íntegra da proposta:


Reportagem – Janary Júnior

Edição – Marcelo Oliveira

'Agência Câmara 


26 de março de 2015

Com duas fraturas na perna, Alvinho do Campinense deve ficar seis meses longe do futebol

Contusão do atacante Alvinho, do Campinense (Foto: Reprodução / TV Paraíba)Alvinho sofre fratura ao receber carrinho por trás, do zagueiro Patric (Foto: Reprodução / TV Paraíba)
O jogo entre Campinense e Bahia vai ficar marcado por uma cena violenta: a contusão do atacante Alvinho, do time rubro-negro. Passava dos 14 minutos do primeiro tempo quando Alvinho recebeu uma entrada por trás do zagueiro Patric e, após prender o pé no gramado, acabou fraturando dois ossos da perna esquerda. No lance, o atleta do Tricolor foi punido com cartão amarelo.
O jogador raposeiro foi levado imediatamente para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde deve passar por cirurgia para corrigir a lesão. Segundo informações do médico Aristóteles de Queiroz, a previsão inicial é de que o atleta vai ficar até seis meses fora dos gramados.


- Alvinho teve uma fratura na tíbia e na fíbula. Como é um atleta de alto rendimento, que precisa de uma condição excelente para desempenhar a atividade física, o procedimento cirúrgico é necessário e nossa previsão inicial é de que o jogador vai passar entre quatro e seis meses para poder voltar a atuar normalmente com futebol - explicou o especialista. 

A gravidade da contusão foi percebida no ato. Tanto que o jogador teve a perna imobilizada ainda no campo de jogo e de lá ele saiu de ambulância direto para o hospital.


Dentro de campo, Campinense e Bahia acabaram saindo de campo com o placar em branco. A decisão da vaga vai acontecer no próximo sábado, quando as duas equipes voltam a campo para o jogo decisivo das quartas de final. A partida está marcada para as 16h, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

A Raposa precisa de uma vitória simples, ou até um empate, caso marque pelo menos um gol, para avançar na disputa da competição regional. Já o Tricolor baiano precisa vencer para ficar com a vaga de forma direta. Novo empate sem gols leva a disputar para as penalidades máximas.
Contusão do atacante Alvinho, do Campinense (Foto: Reprodução / TV Paraíba)Com a perna já imobilizada, Alvinho é retirado de maca e levado direto ao hospital (Foto: Reprodução / TV Paraíba)

Por Campina Grande

Em jogo tenso, Campinense e Bahia empatam pelas quartas do Nordestão

Reclamações, expulsões, objetos atirados em campo e nervos exaltados. O empate sem gols entre Campinense e Bahia na noite desta quarta-feira, no Amigão, em Campina Grande, pelas quartas de final da Copa do Nordeste, foi recheado de tensão. A lesão do atacante Alvinho, da Raposa, ainda no primeiro tempo, desencadeou contornos dramáticos ao confronto, que prometia ser de muita emoção, e acabou cercado de polêmica
Responsável pela falta que resultou na lesão de Alvinho, Patric recebeu cartão amarelo, enquanto os jogadores do Campinense pediam o vermelho. Os atletas do Bahia reclamaram de faltas que não foram marcadas e Kieza criticou o árbitro por um pênalti não assinalado no fim do confronto. No fim, o empate não satisfez nenhum dos dois lados.
Bahia e Campinense voltam a se enfrentar no sábado, às 16h (horário de Brasília), na Arena Fonte Nova, em Salvador. O Tricolor precisa vencer por qualquer placar para seguir para as semifinais da Copa do Nordeste. A Raposa avança com triunfo ou empate com gols. Um novo empate sem gols leva a decisão da vaga para os pênaltis. 
Campinense x Bahia, Copa do Nordeste (Foto: Nelsina Vitorino / Jornal da Paraíba)Campinense e Bahia empataram em 0 a 0 no Amigão (Foto: Nelsina Vitorino / Jornal da Paraíba)
Por Campina Grande

Ceará vence Salgueiro e garante vantagem

Salgueiro e Ceará fizeram o primeiro jogo entre as equipes pelas quartas de final da Copa do Nordeste, nesta quarta-feira (25), no Cornélio de Barros. Com campanhas semelhantes na primeira fase da competição, o Carcará e o Vovô se classificaram em primeiro lugar pelos grupos C e D, respectivamente. Mas, enquanto o time pernambucano esperava continuar fazendo história na competição, o time cearense buscava mais uma semifinal. Com mais organização e jogadas ofensivas, o Ceará venceu o Salgueiro por 2 a 0 fora de casa. Com o resultado, a equipe visitante garantiu vantagem para o jogo de volta. 
Salgueiro x Ceará Cornélio de Barros Copa do Nordeste (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)Salgueiro x Ceará Cornélio de Barros Copa do Nordeste (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)


Jogando em casa, com as arquibancadas cheias, o Salgueiro entrou em campo segurando o Ceará e tentando jogadas de contra-ataque. Mas com desfalques importantes, a equipe não conseguiu criar boas oportunidades. Tranquilo e sem a pressão da torcida, o Ceará aproveitou os espaços e garantiu a vitória. O público da partida foi de 8.089 pessoas. 
As equipes se encontram novamente no sábado (28), a partir das 18h30, no Castelão. Para se classificar, o Ceará pode empatar e até perder por até um gol de diferença. Para o Salgueiro continuar na competição, a única alternativa é vencer com folga.

Por Salgueiro, PE

"Querem me botar para baixo", diz Lúcio Maranhão sobre torcida que o vaiou

Lúcio Maranhão, coletiva (Foto: Juscelino Filho)Lúcio Maranhão se disse chateado com a reação da torcida (Foto: Juscelino Filho)
O atacante Lúcio Maranhão perdeu pênalti contra o Sport, nesta quarta-feira, na Arena Castelão, em partida válida pelas quartas de final da Copa do Nordeste. Após ter feito a cobrança e perdido, o jogador foi vaiado e ouviu todo tipo de reclamação da torcida nas arquibancadas. Na saída de campo, após o apito final do árbitro, ele reclamou da maneira como foi tratado.
- Fico triste porque alguns torcedores, em vez de apoiar, querem me botar para baixo. Mas jamais vou abaixar a cabeça. É só um obstáculo que vai passar. E essa torcida estará do meu lado", disse Lúcio Maranhão.
Ele exaltou o posicionamento de Magrão, goleiro do Sport, e disse que o mérito foi muito mais dele. E ainda afirmou que perder uma penalidade faz parte do próprio jogo.
- Todo jogador, quando vai bater o pênalti, assume a responsabilidade. Eu não quis errar, o goleiro foi quem acertou bem o canto. Tentei, me esforcei ao máximo, mas infelizmente não consegui - finalizou.
O técnico Marcelo Chamusca eximiu o atacante tricolor de qualquer responsabilidade e disse que se surgir nova oportunidade, ele estará com a preferência de bater o pênalti.
- São três os jogadores que batem pênalti no Fortaleza: Pio, Corrêa e o Lúcio Maranhão. Na hora, ele chamou a responsabilidade e foi cobrar. E tem todo o nosso apoio para bater em uma nova oportunidade, se ele quiser.
O Fortaleza encara o Sport, na Ilha do Retiro, no próximo domingo (29), às 16 horas, no jogo de volta pelas quartas de final da Copa do Nordeste.
Por Fortaleza, CE

"Nada para lamentar, só parabenizar", afirma Chamusca após vitória do Leão

Marcelo Chamusca, técnico do Fortaleza (Foto: João Marcelo Sena)Marcelo Chamusca, técnico do Fortaleza (Foto: João Marcelo Sena)
Mesmo com pênalti desperdiçado e oportunidades de gol não convertidas contra o Sport, Marcelo Chamusca evitou qualquer lamento após a vitória por 1 a 0, na Arena Castelão, nesta quarta-feira. Para o treinador do Fortaleza, a equipe tem como obrigação repetir a postura desta noite agora na Ilha do Retiro, no domingo, na partida de volta das quartas de final. 
- Depois de um jogo como esse, jogando contra um adversário da grandeza do Sport, a gente não tem nada para lamentar. Temos de parabenizar os jogadores pelo espetáculo que eles fizeram, pela qualidade de jogo, pela intensidade nos dois tempos. Claro que em um regulamento onde você tem um mata-mata, se você abre uma vantagem maior, cria outras possibilidades. Mas são 180 minutos. Se tivermos uma postura como a de hoje (quarta-feira) no segundo jogo, é um jogo com um mesmo equilíbrio - afirmou Marcelo Chamusca. 
O treinador elogiou o comportamento do time diante dos pernambucanos, que praticamente não deram trabalho a Deola. Chamusca lembrou que o Fortaleza terá uma boa logística para o jogo fora, viajando na sexta-feira pela tarde até Recife. Ele frisou que o Tricolor poderia ter saído com um placar melhor, mas se mostrou satisfeito com o desenvolvimento do time.
- Vamos jogar em bom gramado, fazer uma boa logística, chegar dois dias antes do jogo. Estamos nos preparando para os dois jogos. Só tenho de parabenizar os meus atletas. Tivemos uma boa parte do jogo o controle. O principal aspecto motivacional para o jogo era a grandeza do adversário e segue sendo. Vamos lá para jogar e estou muito tranquilo pelo que apresentamos. Tenho certeza que não vamos diminuir nossa intensidade. Nossa preocupação é recuperá-los agora para que a gente mantenha essa vantagem que fizemos na Arena Castelão - completou. 
Marcelo Chamusca defende que não é o momento de criticar Lúcio Maranhão, após o centroavante perder um pênalti, mas de dar moral e confiança ao atleta para os próximos duelos. 
- Ele (o Lúcio Maranhão) teve uma virose na segunda, na terça treinou, estava apto a jogar. Temos três batedores: o Pio, o Lúcio e o Corrêa. O Corrêa passou a bola para ele e deu essa responsabilidade de cobrar. Um atleta que foi artilheiro em 2012, fazendo diversos gols de pênalti. Treina bem, dedicado, fez cobrança de pênalti no treino. Ele tem a nossa confiança. Se tiver outro pênalti, daremos confiança ao Lúcio. Poderíamos ter saído com um placar mais elástico, mas dentro do vestiário vi os atletas passando moral. Tivemos outras chances e não aproveitamos. A vida segue e nós temos outro jogo importante na Ilha no domingo. 
Fortaleza x Sport Arena Castelão Copa do Nordeste (Foto: Bruno Gomes/Agência Diário)Fortaleza venceu o Sport na Arena Castelão pelas quartas da Copa do Nordeste (Foto: Bruno Gomes/Agência Diário)

Por Taís Jorge    
G1 - CE
Fortaleza -Ce

Jorge Loredo, o Zé Bonitinho, morre aos 89 anos

Morre Zé Bonitinho
Morreu nesta quinta, 26 de março, o humorista Jorge Loredo, conhecido nacionalmente pelo personagem Zé Bonitinho.
Jorge Loredo tinha 89 anos e estava internado desde o início de fevereiro na UTI do Hospital São Lucas, zona sul do Rio. De acordo com um comunicado do hospital,  "Loredo lutava há anos contra uma Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) grave e um Enfisema Pulmonar e, apesar de todos os esforços terapêuticos, não resistiu e, nesta quinta, dia 26, às 5h foi ao óbito devido a uma falência múltipla de órgãos".
HISTÓRIA
Jorge Loredo entrou em cena pela primeira vez como o Zé Bonitinho, um dos personagens mais marcantes do humor brasileiro, em 1960. Os risos do auditório nesta apresentação deixaram o ator contrariado. Para ele, aquele papel seria como um drama e não uma comédia.
Foi necessário Chico Anysio conversar com o amigo para ele perceber que o que havia ocorrido era sinal de um grande sucesso. Depois desse dia, Jorge Loredo deixou de ser conhecido pelo próprio nome e passou a ser chamado de Zé Bonitinho por milhares de brasileiros.
Em uma entrevista ao site do SBT, em 2010, Loredo contou que teve uma infância e uma adolescência difíceis: "Foram muito doentias. Eu tive um machucado na perna que se transformou em uma doença chamada osteomielite, que me perseguiu até os 46 anos de idade". Além disso, o ator teve um problema pulmonar aos 18 anos e fumou dos 12 aos 80 anos.
INÍCIO DA CARREIRA
Antes de virar ator, Loredo trabalhou em um banco e também se formou em Direito: "O chefe do Departamento Pessoal disse para eu procurar um teste vocacional. O resultado foi 'Magistério, diplomacia, tendência a pesquisas e atividades exibicionistas'. Eu perguntei para o psicólogo o que devia fazer. Ele disse para eu procurar uma faculdade de Direito e uma escola de Teatro. Foi o que fiz. Eu me formei em advogado e entrei para escola de teatro".
Como advogado, ele chegou a trabalhar no Sindicato dos Artistas, no Rio de Janeiro, na área de Previdência Social e Direito do Trabalho.
ARTE
Quando se tornou ator, Loredo não sabia que tinha uma veia humorística: "A coisa foi surgindo naturalmente. Quando eu vi, estavam dizendo que eu era engraçado, mas eu não me achava engraçado. Foram as pessoas que descobriram e me falaram", contou.
O ator também costumava falar que duas pessoas tiveram uma influência muito positiva em sua vida: Manoel de Nóbrega e Chico Anysio: "Esses dois foram os que me seguraram e me apoiaram. Não estou desmerecendo os demais, mas eles foram os que acreditaram em mim e me deram oportunidade".
Antes de dar vida a Zé Bontinho, Loredo substituiu o ator Borges de Barros em "A Praça da Alegria", que se mudou de São Paulo para o Rio de Janeiro. Foi aí que Jorge Loredo foi convidado por Manoel de Nóbrega para fazer o Mendigo Aristocrata, que era interpretado por Barros: "Ele me deu o roteiro e, como eu já tinha uma educação teatral, fui feliz na criação de um personagem completamente diferente do Borges. Foi através desse personagem que o pessoal da televisão passou a acreditar em mim e os outros personagens surgiram. Eu trabalhava antes na TV, mas em pequenos quadros. Quem me projetou, me deu a primeira oportunidade pra valer foi o Manoel. Aí o Chico Anysio me viu fazendo esse Mendigo e eu disse para ele que tinha um tipo que era o Zé Bonitinho".
ZÉ BONITINHO
No início, o personagem era uma imitação que Jorge Loredo fazia de um amigo seu de adolescência: "Evidentemente, exagerei nos óculos, no pente... O personagem foi surgindo, mas o nome dele era 'Bárbaro'. Eu descobri 'Zé Bonitinho' ao ver um garçom numa churrascaria em que eu estava reclamando da comida. O garçom disse que ia chamar o cozinheiro que era muito metido a bobo e ele disse 'Zé Bonitinho, vem cá'. Quando o cozinheiro chegou, era um cara horrivelmente feio, com um dente só na frente. Comecei a rir e surgiu o apelido de Zé Bonitinho", contou o ator ao site do SBT em 2010.
Na mesma entrevista, Loredo revelou o que sentia quando lembrava que havia alcançado mais de cinco décadas de carreira: "Tem hora que eu não acredito que eu passei por tudo isso. Eu digo 'Pelo amor de Deus! Quanto tempo eu já passei isso!'. E estou aqui até o dia que me for permitido", afirmou.

FAMÍLIA
Jorge Loredo foi pai duas vezes. A primeira vez aos 46 anos e a segunda aos 50.
SBT