21 de abril de 2019

Fortaleza fatura Cearense e Rogério Ceni é campeão pela segunda vez no clube

Rogério Ceni conquistou seu segundo título no comando do Fortaleza. Neste domingo à tarde, o time comandando pelo ex-goleiro do São Paulo voltou a derrotar o Ceará, desta vez por 1 a 0, no Castelão, e faturou o 42º título do Campeonato Cearense na história do clube. O gol da partida foi marcado pelo ex-palmeirense Roger Carvalho logo no início da partida.
O Fortaleza volta a conquistar o torneio depois de dois anos. A última vez que levantou a taça foi em 2016, logo depois a aposentadoria de Rogério Ceni. Após rápida passagem pela direção técnica do São Paulo, ele acertou com o Fortaleza no começo do ano passado e havia conquistado o Brasileiro da Série B.
Ceni soma 11 jogos invicto, sendo que o Fortaleza que não sofreu gols nos últimos seis. O Fortaleza ainda está na semifinal da Copa do Nordeste - enfrenta o Santa Cruz, em partida única no Castelão - e, do outro lado, estão Botafogo-PB e Náutico, equipes que integram a Série C do Campeonato Brasileiro. Já o Ceará, vice-campeão, demitiu o técnico Lisca após as duas derrotas por 1 a 0 na final cearense.
Com informações do Estadão

Nova etapa da Campanha contra a Gripe começa nesta segunda-feira

Brasília - O Ministério da Saúde promove o Dia D de Vacinação contra a gripe em postos de todo o país. A expectativa é imunizar, até o próximo dia 26, cerca de 90% das 54,2 milhões de pessoas que estão no público-alvo da campanha (Marcello
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe entra em uma nova etapa na próxima segunda-feira (22) em todo o país. A primeira fase, que teve início em 10 de abril, vacinou crianças, gestantes e puérperas. A partir da próxima segunda, o Ministério da Saúde abrirá ao restante do público-alvo.
Dessa forma, poderão receber a vacina trabalhadores da saúde, indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.
De acordo com o ministério, 41,8 mil postos de vacinação estão à disposição da população. Além disso, 196,5 mil profissionais estão envolvidos, bem como a utilização de 21,5 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

A doença

A influenza é uma doença sazonal, mais comum no inverno, que causa epidemias anuais, sendo que há anos com maior ou menor intensidade de circulação desse tipo de vírus e, consequentemente, maior ou menor número de casos e mortes.
No Brasil, devido a diferenças climáticas e geográficas, podem ocorrer diferentes intensidades de sazonalidade da influenza e em diferentes períodos nas unidades federadas. No caso específico do Amazonas, a circulação, de acordo com o ministério, segue o período sazonal da doença potencializado pelas chuvas e enchentes e consequente aglomeração de pessoas.
Até o final de março, antes do lançamento da campanha, foram registrados 255 casos de influenza em todo o país, com 55 óbitos. Até o momento, o subtipo predominante no país é influenza A H1N1, com 162 casos e 41 óbitos. O Amazonas foi o estado com mais casos registrados, com 118 casos e 33 mortes. Por isso, a campanha foi antecipada no estado.
Com informações da Agência Brasil

MEC prepara material para explicar nova política de alfabetização

Estudantes
O Ministério da Educação (MEC) está finalizando um caderno que explicará as diretrizes, os princípios e os objetivos da Política Nacional de Alfabetização (PNA). A intenção é que as escolas passem a alfabetizar as crianças no primeiro ano do ensino fundamental, ou seja, geralmente aos 6 anos de idade.
A orientação está em decreto publicado no último dia 11 no Diário Oficial da União. A política prevê ajuda financeira e assistência técnica da União para os municípios que aderirem ao programa, a elaboração de materiais didático-pedagógicos para serem usados nas escolas e o aumento da participação das famílias no processo de alfabetização dos estudantes.
A ênfase da alfabetização no primeiro ano é uma das novidades. Em 2017, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define o mínimo que os estudantes devem aprender a cada etapa de ensino, estipulou que as crianças fossem alfabetizadas até o 2º ano do ensino fundamental, ou seja, geralmente aos 7 anos.
Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), lei 13.005/2014, as crianças devem ser alfabetizadas, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental, ou seja, aos 8 anos de idade.
Elevar os índices de alfabetização é uma das prioridades do governo e a definição da política uma das metas dos 100 dias de governo. De acordo com os últimos dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), aplicada em 2016, mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental apresentaram nível insuficiente de leitura e em matemática para a idade, ou seja dificuldade em interpretar um texto e fazer contas.
Alfabetização
A política será voltada também para os mais velhos. Uma das ações previstas é o desenvolvimento de materiais didático-pedagógicos específicos para a alfabetização de jovens e adultos da educação formal e da educação não formal. De acordo com o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo no país entre pessoas com 15 anos ou mais de idade foi estimada em 7% em 2017.
Para União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o decreto precisa de esclarecimentos sobre como se dará a implementação. “A implementação depende de ações e estratégias, para que seja levada adiante, elas vão falar com mais clareza”, diz o presidente da Undime, Alessio Costa Lima. Segundo a assessoria de imprensa do MEC, ainda não há uma data específica para a publicação do caderno explicativo.
O decreto não chega a especificar, mas coloca como componentes essenciais para a alfabetização conceitos do método fônico. Os componentes são: consciência fonêmica; instrução fônica sistemática; fluência em leitura oral; desenvolvimento de vocabulário; compreensão de textos; e produção de escrita.
“O melhor método é aquele que o professor se sente seguro para utilizar, que faz o aluno ser alfabetizado”, defende o presidente da Undime. Além disso, segundo ele, preocupa a priorização da alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental. “As crianças têm ritmos de aprendizagem diferentes”. Os dirigentes municipais de educação defendiam que o decreto mantivesse o prazo de alfabetização da BNCC, até o 2º ano do ensino fundamental.

Participação da família

A presidente da Associação Brasileira de Alfabetização, Isabel Frade, destaca outro ponto que precisa de esclarecimento, que é a participação das famílias. Uma das diretrizes da política é “participação das famílias no processo de alfabetização por meio de ações de cooperação e integração entre famílias e comunidade escolar”, segundo o decreto.
“As famílias têm que ser chamadas a participar. Queremos toda a perspectiva da família como agente de processo de letramento e elas podem alfabetizar seus filhos. Mas, quais famílias? Com alta escolarização? Famílias que ficam fora o dia inteiro? Que famílias são essas e o que significa colocar essas famílias na política?” Ela ressalta ainda que, quanto ao método de alfabetização, falta uma pesquisa nacional para verificar quais são as práticas exitosas.
O decreto prevê que serão adotados mecanismos de avaliação e monitoramento da Política Nacional de Alfabetização, tais como a avaliação de eficiência, eficácia e efetividade de programas e ações implementados e o incentivo ao desenvolvimento de pesquisas acadêmicas para avaliar as ações da política.

Ministério da Educação

Em nota, o MEC diz que o objetivo da política é atingir as metas previstas no PNE, de alfabetizar todas as crianças até o 3º ano do ensino fundamental e de erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional até 2024.
“A PNA não determina nenhum método especificamente. A adesão dos entes federados aos programas e às ações da PNA será voluntária”, justifica a pasta, que destaca que a política “pretende inserir o Brasil em um rol de países que escolheram a ciência como fundamento na elaboração de suas políticas públicas de alfabetização, trazendo os avanços das ciências cognitivas para a sala de aula”.
Por Mariana Tokarnia 
Com informações da Agência Brasil

CBF divulga data e horários das semifinais da Copa do Nordeste

CBF divulga data e horários das semifinais da Copa do Nordeste
A Confederação Brasileira de Futebol divulgou na noite da última quinta-feira a data e os horários das semifinais da Copa do Nordeste de 2019. Os dois jogos acontecerão no dia 9 de maio: o Botafogo-PB recebe o Náutico às 19h (de Brasília), no estádio Almeidão, em João Pessoa, enquanto o Fortaleza encara o Santa Cruz em casa, na Arena Castelão, às 21h30.
A fase das semifinais é disputada em jogo único. Os mandos foram definidos devido à melhor campanha nas fases anteriores e os ganhadores das duas semifinais definirão o grande vencedor na final, que acontecerá nos dias 22 e 29 de maio, ou seja, em ida e volta.
O Botafogo-PB chega nas semifinais como o dono da melhor campanha da Copa do Nordeste, com 18 pontos conquistados no grupo B. A equipe eliminou o CSA nas quartas de final por 3 a 1, enquanto o Náutico, quarto colocado na chave, despachou o Ceará, que também tinha 18 pontos. No grupo A, o Fortaleza goleou o Vitória por 4 a 0 nas quartas e se classificou. Já o Santa Cruz empatou com o CRB por 1 a 1 em tempo normal após jogo bastante equilibrado e venceu nos pênaltis por 8 a 7.
Dos quatro participantes das semifinais, o Santa Cruz é o único a já ter levantado o caneco da Copa do Nordeste, em 2016, quando venceu o Campinense. Por outro lado, Botafogo-PB, Fortaleza e Náutico nunca chegaram a uma final do regional.

Com informações do FOX Sports

Fortaleza, com a dianteira, joga como visitante contra o Ceará no capítulo final do estadual 2019


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Ceará e Fortaleza, o principal clássico do estadual, decidem pelo segundo ano consecutivo o título estadual. Porém, diferente de 2018, quem sai com a dianteira para o confronto decisivo nessa oportunidade é o Leão do Pici graças ao 2 a 0 no último dia 14 de abril na mesma Arena Castelão.


Os tentos de Edinho no final de semana passada fizeram com que a vantagem por melhor campanha antes com o Vozão agora seja em gols do Tricolor. Fazendo com que o Fortaleza possa perder até por um gol de diferença que seguirá levantando a taça que ergue pela última vez em 2016.


Para os comandados de Lisca, a missão é, apesar de árdua, bastante objetiva: Conseguir superar seu maior rival por dois gols de diferença para ganhar de maneira direta o tricampeonato cearense. Relembrando em parte, aliás, o tetra estadual entre 2010 e 2014.


Apesar da objetividade, o técnico Lisca precisou fazer um considerável número de alterações para formatar seu 11 inicial com o melhor que tem à disposição. Isso porque, além de Thiago Carleto suspenso, Felipe Silva, Wescley e Juninho Quixadá estão machucados e fora de combate.

Por parte do clube que treina na cidade de Maracanaú, Rogério Ceni fez apenas a forçada alteração de Júnior Santos, que foi expulso na semana passada, colocando inicialmente o meia Dodô.

Com informações do Lance.com


18 de abril de 2019

Criança ensina a ler e a escrever vendedor de picolé que trabalha há 40 anos em escola e história viraliza no Ceará

Menina de 9 anos ensina idoso a ler e a escreve pela primeira vez e história viraliza no Ceará — Foto: Reprodução/Sistema Verdes MaresMenina de 9 anos ensina idoso a ler e a escreve pela primeira vez e história viraliza no Ceará — Foto: Reprodução/Sistema Verdes Mares

Uma criança de 9 anos resolveu ensinar a ler e a escrever um idoso que trabalha há mais de 40 anos vendendo picolé em frente a uma escola no Crato, interior do Ceará, mas nunca foi alfabetizado. A história de amizade entre os dois 'viralizou' nas redes sociais e emocionou familiares e professores do colégio onde a menina estuda.

Bárbara Matos, 9, conta que um dia, ao ir comprar um picolé, perguntou se o idoso se ele sabia ler. O vendedor Francisco Santana Filho, conhecido como "Seu Zezinho", disse que não, mas tinha vontade de aprender. Então, a criança resolver ajudar a alfabetizar o idoso.

As "aulas" acontecem na porta da escola, com a ajuda de uma professora do Colégio Diocesano, no Centro do Crato. A criança diz que tenta fazer com que o vendedor escreva palavras simples, até chegar ao seu nome.

"Eu coloco palavras como 'casa' pra ele cobrir, desenhos, letras pontilhadas. Aí ele vai tentando adivinhar as letras e cobrir os nomes", explica a menina.

Sonho de escrever o nome
O vendedor conta que trabalha há décadas na escola, mas nunca aprendeu a ler e a escrever. Quando era jovem, o Zezinho tinha o sonho de ser repórter de televisão. Agora, ele diz que o objetivo é conseguir escreve sozinho o próprio nome.

"Eu velho, já com 68 anos, né?. Mas ela chegou, deu essa forcinha e então agora a gente vai aprender uma coisinha. O importante é aprender, então estou feliz. Vai ser bom demais escrever meu nome. Na semana que vem eu aprendo. Eu vou conseguir", diz emocionado o idoso.

Amizade entre estudante e vendedor de picolé emociona professores e familiares — Foto: Sistema Verdes Mares/ReproduçãoAmizade entre estudante e vendedor de picolé emociona professores e familiares — Foto: Sistema Verdes Mares/Reprodução

Ajuda dos professores
A professora Rizélia Sobreira acompanha a estudante durante as lições. Ela diz que a atitude da menina emocionou a todos na escola.

"Eu também me coloquei à disposição pra ajudar. Achei muito bonita essa atitude. Eu chamei ela depois, dei um livro de caligrafia pra melhorar as atividades e tarefas com ele".

A avó de Bárbara, a aposentada Silvana Matos Costa, diz que ficou emocionada ao saber da atitude da neta. "É muito gratificante. Eu só tenho uma palavra pra dizer, que é gratidão. Eu tô orgulhosa e muito emocionada", comentou.

Por Edson Freitas e Valdir Almeida
Com informações G1 CE

17 de abril de 2019

25% das cidades têm água contaminada por agrotóxicos no Brasil

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1,3 mil cidades brasileiras possuem concentrações de agrotóxicos na água (Foto: ThinkStock)

alimentação orgânica condiz ao consumo de alimentos que não levam agrotóxicos. Mas os dados do Ministério da Saúde em parceria com a Repórter Brasil, a Agência Pública e a Public Eye afirmam que, agora, precisamos estender os cuidados até para a água. Entre 2014 e 2017, no Brasil, agrotóxicos foram encontrados na água de uma a cada quatro cidades. Neste período, a contaminação subiu de 75% dos testes para 92%, de acordo com o Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua).

A ordem da Anvisa aponta uma série de pesticidas que precisa de regulamento e testes antes da distribuição. Contudo, 27 tipos de agrotóxicos foram encontrados em mais de 1,3 mil munipícios. Os perigos do consumo oferecidos 11 dos pesticidas encontrados podem estar associados ao desenvolvimento de doenças como o câncer, disfunções hormonais e reprodutivas, além da malformação do feto, em mulheres. Além disso, a toxidade destes produtos é altamente danosa à saúde
Metrópoles e cidades menores estão na lista de áreas contaminadas. As maiores concentrações foram encontradas no Sul e no Sudeste, sendo que nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, quase todas as cidades apresentaram os 27 tipos de pesticidas na água. Outros estados altamente em risco são Mato Grosso do Sul, Tocantins e Bahia.
Dentre os motivos que agravam a situação está a falta de fiscalização e monitoramento, que acontece em 52,6% das cidades brasileiras, que abdicaram dos testes entre 2014 e 2017.
mapa da foto é resultado do trabalho trabalho da Repórter Brasil, da Agência Pública e da Public Eye, que foram responsáveis por traduzir as informações completas da pesquisa.
Mapa da toxidade da água, feito pela Repórter Brasil, pela Agência Pública e pela Public Eye (Foto: Por Trás do Alimento/ Reprodução)
Mapa da toxidade da água, feito pela Repórter Brasil, pela Agência Pública e pela Public Eye (Foto: Por Trás do Alimento/ Reprodução)
Por Bianca Alves
Com informações revistacasaejardim.globo.com

Presidente do Fortaleza comenta interesse do Atlético-MG em Ceni e cita fatores para permanência

Presidente do Fortaleza comenta interesse do Atlético-MG em Ceni e cita fatores para permanência

Nesta quarta-feira (17), o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, comentou sobre o interesse do Atlético-MG no técnico Rogério Ceni, atualmente no clube cearense. O dirigente afirmou que o Fortaleza não foi consultado sobre a transação e que está cumprindo todos acertos que teve com Rogério para montagem de elenco e melhorias na estrutura do clube.

- Citemos o exemplo do técnico Dorival Júnior, que está sem clube. Se surgirem dois clubes interessados nele, haverá uma disputa, porque ele está sem clube, mas o Rogério tem um empregador. O que estou sabendo é pela imprensa. Não fomos comunicados de nada - afirmou, em entrevista ao Sistema Verdes Mares.

- Todos os salários estão rigorosamente em dia. As obras de construção do nosso Centro de Excelência, um pedido do Ceni, não estão no ritmo que se esperava, por causa das chuvas, mas os trabalhos seguem para atender tudo o que foi planejado. Então, não existe uma tentativa nossa de segurá-lo aqui, mas apenas o contrato que existe e que os demais fatores estão todos encaminhados para a permanência do nosso treinador - completou.

A proposta do Galo por Ceni deve ser enviada na segunda-feira. O treinador faz bom trabalho na capital cearense e está no clube desde novembro de 2017. Foi campeão da Série B em 2018. Ceni valoriza o trabalho a longo prazo e não vê como ideal assumir um clube no meio de uma temporada, mas a oferta de um grande clube e a possibilidade de ter semanas para trabalhar durante a Copa América (quando as competições de clubes serão pausadas) são trunfos do Atlético-MG.

O Fortaleza enfrenta o Ceará no Clássico-Rei de domingo (21), na Arena Castelão, às 16 horas, na final do estadual.

Por GloboEsporte.com — Fortaleza, CE

Governo investirá R$ 150 milhões para recuperação das estradas do Ceará

O Governo do Ceará destinará R$ 150 milhões para recuperar as rodovias estaduais danificadas durante o período chuvoso de 2019. O Programa Emergencial de Recuperação executará obras em 64 trechos de estrada, que correspondem a 1.754 km de extensão. O anúncio da ação foi feito pelo governador Camilo Santana nesta terça-feira (16), durante bate-papo com a população através de seus perfis nas redes sociais (Facebook e Instagram).
O chefe do Executivo afirmou que o planejamento foi feito junto ao Departamento Estadual de Rodovias (DER) para avaliar as condições atuais das estradas que sofreram com as fortes chuvas em território cearense, como também a melhor forma de realização dos reparos necessários para cada uma das vias. O governador informou que as intervenções terão início após o período de chuvas.
“Muita chuva traz fartura, produção no campo e sorriso para nossas famílias cearenses. Mas também acaba trazendo alguns prejuízos, e um deles são os danos às estradas. Rompimentos, buracos, desgaste. Por isso solicitei que o DER fizesse um relatório das estradas que precisariam de uma intervenção imediata do Estado. Recebi o relatório ontem (segunda-feira), e quero anunciar que estou destinando 150 milhões de reais para, assim que terminarem as chuvas, fazermos uma maratona geral para recuperar as estradas que foram danificadas no Ceará”, explicou.
Dentro do cronograma de estradas a serem recuperadas estão trechos como os da CE-040 e CE-453 (Aquiraz), que compreende 9,21 km, a CE-060 entre Aracoiaba e Baturité, que compreende 8,2km, e Camocim-Chaval, que tem a extensão de 47km. “Todas as rodovias estão especificadas e cada uma terá o seu valor de investimento”, garante o governador.
O documento apresentado por Camilo pontua que alguns dos 64 trechos já possuem contratos em curso para a recuperação funcional de estradas, dentro do Ceará de Ponta a Ponta, Programa de Logística e Estradas do Governo do Ceará, enquanto outros ainda precisarão abrir o processo licitatório.
Com informações do Governo do Ceará

Primeiro carro híbrido flex do mundo é lançado no Brasil

João Dória, Toyota, Híbrida
O primeiro carro com propulsão híbrido flex, ou seja, movido tanto pelos combustíveis etanol e gasolina, como por eletricidade, começa a ser produzido na cidade de Indaiatuba, interior paulista. O lançamento foi feito hoje (17) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
Com tecnologia brasileira, o veículo do modelo Corolla terá um motor elétrico e outro de tecnologia flex fuel. O veículo não foi projetado para ser recarregado na tomada, já que as vias públicas brasileiras não estão adaptadas para alimentar esse tipo de energia. A propulsão elétrica, que ficará armazenada em bateria, é gerada a partir do uso dos combustíveis, cujo consumo deve reduzir em mais de 20%.

Investimento

O projeto da empresa Toyota recebeu investimento de R$ 1,6 bilhões e deve gerar 900 empregos diretos. “Vamos seguir inovando e trazendo novas tecnologias e desenvolvimento industrial para São Paulo, inclusive com o IcentivAuto, programa que nós lançamos há cerca de 60 dias. Agora, também, a Toyota poderá fazer uso dele”, disse o governador João Doria.
“Este é um setor muito importante, porque é forte empregador, utilizador de tecnologia, tem uma rede robusta complementar de revendedores, fornecedores e é uma cadeia produtiva de grande importância”, completou o governador.
O presidente da Toyota no Brasil, Rafael Chang, falou sobre a importância da inovação no país. “O mais importante é que estamos trazendo tecnologia para o Brasil. Essa tecnologia híbrida flex combina duas tecnologias muita limpas, a tecnologia híbrida e com utilização do etanol”.
O novo Corolla com propulsão híbrido flex chega ao mercado consumidor em outubro, com expectativa de ser exportado para Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Peru e Colômbia no ano que vem. O valor de venda não foi divulgado.
Por Fernanda Cruz 
Com informações da Agência Brasil

Cérebro pode ser treinado para curar doenças, diz estudo

Treinamento do cérebro
Treinamento é chamado de ‘neurofeedback’ e usa ressonâncias magnéticas Foto: Theo Marins/Instituto D'OR

O cérebro pode ser treinado para curar as doenças que o acometem. Cientistas brasileiros acabam de apresentar uma técnica de treinamento cerebral capaz de modificar as conexões neuronais em tempo recorde. O trabalho, publicado na Neuroimage, abre o caminho para novos tratamentos para o acidente vascular cerebral (AVC), a doença de Parkinson e até a depressão.
O cérebro se adapta a todo momento - um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. Essas mudanças na forma como funciona e conecta suas diferentes áreas são as bases do aprendizado e da memória. 
Entender melhor essas interações permite o avanço na compreensão do comportamento humano, das emoções e também das doenças que acometem o cérebro. “Tudo o que a gente é, faz, sente, todo o nosso comportamento é reflexo da maneira como o nosso cérebro funciona”, explica o neurocientista Theo Marins, um dos autores do estudo. 
Algumas doenças, segundo o especialista, alteram esse funcionamento. E o cérebro passa a funcionar de maneira doente. “Ensinar” o cérebro a funcionar de maneira correta pode melhorar os sintomas de várias doenças.
Uma das ferramentas que vem sendo utilizadas para compreender melhor essas dinâmicas é o neurofeedback. Assim é chamado o treinamento do cérebro para modificar determinadas conexões. O estudo dos neurocientistas do Instituto D'OR de Ensino e Pesquisa e da UFRJ mostrou que o treinamento é capaz de induzir essas modificações em menos de uma hora. 
Para fazer o trabalho, os cientistas contaram com 36 voluntários que se submeteram a exames de ressonância magnética. A atividade neuronal captada no exame é transformada em imagens apresentadas em computadores de acordo com a intensidade. Os voluntários acompanhavam as imagens em tempo real, aprendendo a controlar a própria atividade cerebral.
Enquanto 19 participantes receberam o treinamento real, outros 17 foram instruídos com falsa informação - o que funcionou como uma espécie de placebo. Antes e depois do treino, os pesquisadores registraram as imagens cerebrais que permitiam medir a comunicação (a conectividade funcional) e as conexões (a conectividade estrutural) entre as áreas cerebrais. O objetivo era observar como as redes neurais eram afetadas pelo neurofeedback.

Antes e depois

Ao comparar a arquitetura cerebral antes e depois do treinamento, os cientistas constataram que o corpo caloso (a principal ponte de comunicação entre os hemisférios esquerdo e direito) apresentou maior robustez estrutural. Além disso, a comunicação funcional entre as áreas também aumentou. Para os pesquisadores, é como se o todo o sistema tivesse se fortalecido.
“Sabíamos que o cérebro tem uma capacidade fantástica de modificação. Mas não tínhamos tanta certeza de que era possível observar isso tão rapidamente”, conta Marins. 
Desta forma, o treinamento cerebral se revelou uma ferramenta poderosa para induzir a neuroplasticidade. Agora, os pesquisadores esperam utilizá-lo para promover as mudanças necessárias para recuperação da função motora em pacientes que sofreram um AVC, que foram diagnosticados com Parkinson e mesmo com depressão.
“O próximo passo será descobrir se pacientes que sofrem de desordens neurológicas também podem se beneficiar do neurofeedback, se ele é capaz de diminuir os sintomas dessas doenças”, disse a médica radiologista Fernanda Tovar Moll, presidente do Instituto D'OR. “Ainda falta muito para chegarmos a protocolos específicos. Quanto mais entendermos os mecanismos, mais terapias poderemos desenvolver.”
Por Roberta Jansen
Com informações do O Estado de S.Paulo

Presidente da Câmara de Pentecoste, primeira-dama e ouvidora do município são presos pela Operação Caixa 2

18.10.2018.Operação Caixa 2O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), através do promotor de Justiça da Comarca de Pentecoste Jairo Pereira Pequeno Neto, com o apoio do delegado da Polícia Civil, Regis Pimentel, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17), a segunda fase da operação “Caixa 2”. A partir da nova fase da operação, foram presos preventivamente o vereador presidente da Câmara Municipal de Pentecoste, Pedro Hermano Pinho Cardoso; a mãe dele que também é ouvidora municipal, Maria Clara Rodrigues Pinho; e a primeira-dama daquele município, Maria Clemilda Pinho de Sousa.
Os mandados de prisão foram cumpridos na Câmara Municipal, durante a sessão, em que se encontravam Pedro Hermano e Maria Clara e na residência da investigada Maria Clemilda. A prisão preventiva de Pedro Hermano e a prisão domiciliar integral com uso de tornozeleira eletrônica em face de Maria Clara e Maria Clemilda foram decretadas pelo juiz de Direito, Caio Lima Barroso. O magistrado renovou, ainda, o afastamento dos investigados de suas funções públicas por tempo indeterminado.
17.04.19.Operação.Caixa 2.2.sA operação desarticulou uma associação criminosa que angariou vultosas quantias para financiamento de campanha eleitoral do ano de 2016 no município de Pentecoste. O grupo criminoso contava com a participação do atual prefeito, João Bosco Pessoa Tabosa; da primeira-dama; do presidente da Câmara Municipal e sobrinho de João Bosco; e da procuradora municipal e cunhada do prefeito. A associação criminosa familiar com a ajuda de Maria da Conceição Domingos Sousa, seu marido Moisés da Silva Gomes e dois funcionários do Banco do Brasil do Município, realizaram uma série de estelionatos em idosos, contraindo empréstimos e adiantamentos de 13º salários sem autorização dos senis.
As medidas cautelares foram interpostas em razão dos diversos embaraços realizados pelos investigados, com o intuito de frustrar a investigação criminal, utilizando-se de seus cargos para obstruir a justiça. A medida direcionada a Pedro Hermano foi mais gravosa, pois além de praticar o crime de estelionato contra idoso, ele ainda inseriu Maria da Conceição, vulgo “Çãozinha”, nos quadros da Câmara Municipal, como funcionária fantasma, não laborando nenhum dia no órgão, mas recebendo salário.
Pedro Hermano e Clemilda de Sousa ajudaram na fuga de Maria Conceição para Fortaleza e lhes pagavam uma mesada para que a criminosa se sustentasse na Capital. Vídeos demonstram a prática de entrega de dinheiro por Pedro Hermano e sua mãe Maria Clara. O material foi captado por Maria Conceição e por seu companheiro Moisés, no ato do recebimento das quantias. Algumas medidas cautelares interpostas pelo Ministério Público em face do prefeito João Bosco foram indeferidas pelo juiz, por este entender que não foram realizadas durante a gestão. O MPCE analisa a possibilidade de recurso.
Com informações do MPCE

15 de abril de 2019

Vamos falar (bem) da ansiedade?

Capa da revista 'Anxy' sobre a raiva
Antes se dizia que alguém estava “atacado dos nervos”. Era o comentário sobre o colega de trabalho de licença ou a amiga que ficava dias inteiros na cama, uma forma de resumir o que não se queria ou não se sabia nomear.
Já não se diz “problemas nervosos”, soa antiquado e simplista. Sabemos que cerca de 260 milhões de pessoas são diagnosticadas com ansiedade no mundo, segundo os dados da OMS, e 300 milhões com depressão, a principal causa mundial de incapacitação. O número de doentes por depressão aumentou 18% entre 2005 e 2015, segundo a mesma organização. Para além do debate acalorado sobre se as condições de vida atuais provocam mais depressão ou simplesmente é que a detectamos melhor do que no passado, a verdade é que o léxico relacionado a transtornos mentais invadiu nossas vidas. Com mais ou menos noção nos referimos a crises de ansiedade, mas também usamos com rapidez frases como “depressão pós-férias” (para dizer que estamos tristes de voltar à rotina depois do verão). Isso não significa de forma alguma que as doenças mentais estejam normalizadas. A saúde mental continua sendo objeto de preconceitos, tão fortes que há quem, como o psicólogo especializado Stephen Hinshaw, os compare com os que em outras épocas sofriam os doentes de lepra.

“O estigma social, familiar ou profissional é mais forte do que qualquer sintoma de nosso transtorno”, afirma taxativamente Daniel Ferrer Teruel, da associação ActivaMent. O tabu, afirma, é transversal, afeta todas as camadas sociais e passa de geração em geração. Por isso os ativistas dessa causa ainda lutam contra a discriminação profissional e social, e contra medidas como as correias em hospitais ou a medicação forçada, que consideram violações dos direitos humanos.
A cultura reforça os clichês herdados. Uma análise de 20.000 diálogos de programas de televisão de 2010 concluiu que retratavam pessoas com doenças mentais como “temíveis, causadoras de vergonha e sofredoras”, e 70% das vezes como violentas, um dos estigmas mais persistentes e danosos. Os especialistas repetem à exaustão que só em torno de 3% da população, independentemente de seu estado mental, apresenta condutas agressivas. Mas o dado fica eclipsado por notícias que destacam os quadros clínicos de assassinos e agressores. Preferimos uma explicação ruim — uma que nos diferencie e nos afaste dos loucos, que nos diga que estamos a salvo — do que nenhuma.
Em meio a esse panorama surge uma luz: o estigma geral sobre saúde mental parece começar a enfraquecer. Alejandro Guillén, diretor de comunicação da Confederação Saúde Mental Espanha (que agrupa 300 organizações e 47.000 associados) acredita que a percepção coletiva está melhorando, que nos últimos anos estão se abrindo discussões que há pouco pareciam impossíveis. Ele e outros especialistas reconhecem, isso sim, que se avançou muito mais na aceitação social da depressão e da ansiedade do que no resto dos problemas mentais. Pode ser que seja porque são dois dos transtornos mais comuns e percebidos como mais fáceis de superar. “Mas é uma mudança importantíssima. O processo de recuperação pode começar, exatamente, ao contar o que acontece com as pessoas, porque o silêncio agrava os problemas”, afirma Guillén.


Capa da revista 'Anxy' sobre a raiva
Capa da revista 'Anxy' sobre a raiva


Não faltam aqueles que hoje encontraram fórmulas para falar mais e melhor sobre saúde mental. Quando se olha a revista Anxy, com suas capas de cores vivas e títulos como ‘Raiva’ ou ‘Masculinidade’, espera-se reportagens de design ou música. No entanto, o que se vê é uma publicação criada para falar sobre ansiedade, depressão e traumas, sobre “nossos mundos interiores, os que com frequência evitamos compartilhar, as lutas internas, os medos que nos fazem acreditar que o resto do mundo é normal e nós, não”. Indhira Rojas (República Dominicana, 1983) lançou esta revista bimestral em 2016 no Silicon Valley, arrecadando fundos (cerca de 60.000 dólares) pela internet, motivada por sua própria terapia com desenhos e colagens. Descobriu que a maioria do que se publicava sobre saúde mental tinha um ângulo puramente médico, com uma estética e um design pouco atraentes. Rojas decidiu introduzir uma visão mais artística e abrir um diálogo porque, afirma, a maneira formal em que algo é apresentado tem a capacidade de nos motivar e um potencial expressivo do qual as palavras carecem. Uma embalagem feia torna o assunto, complicado em si, totalmente “não palatável”. A rejeição é multiplicada.
Uma visão parecida inspira Jara Pérez, que faz um tipo de terapia que ela denomina “acompanhamento psicológico por videoconferência”. Sua página na web e nas redes sociais, cheias de piadas, fotogramas e filmes e imagens conceituais, poderiam ser as de uma millenial qualquer. Mas Pérez aposta nessa estética por um motivo claro: quer se aproximar de um público jovem que aprecia a linguagem visual compartilhada (os memes) e a ironia como ferramenta para compartilhar experiências dolorosas.
Diante das gerações anteriores, os jovens de hoje têm mais referências e informação sobre saúde mental e, em boa medida, a desmistificam. Estão expostos a debates sobre o assédio na escola e a automutilação e veem famosos — Justin Bieber, Lady Gaga, Demi Lovato; na Espanha, Iniesta ou youtuber El Rubius — falar de vícios, ansiedade e depressão. Mas o silêncio ainda pesa sobre a bipolaridade, e ainda mais sobre transtornos como a esquizofrenia. Guillén, da Confederação Saúde Mental, destaca o imenso impacto que os rostos populares têm em campanhas de conscientização, mas reconhece que é difícil que se exponham. “O que muitos famosos fazem quando contam, por exemplo, que sofrem de ansiedade é ligar seus problemas à pressão que suportam no trabalho.”
Nas redes esse tipo de confissão prolifera entre personagens conhecidos ou nem tanto. O que é mais autêntico do que uma dose de vulnerabilidade em meio a um monte de gente que parece ter vidas melhores do que a sua? As marcas também se dão conta. “Estamos percebendo que a saúde é muito mais ampla do que pensávamos antes”, afirma Nieves Noha, analista de tendências da consultoria Exito. Ela detecta cinco etapas de conscientização nos últimos anos: primeiro, nos concentramos na saúde corporal; depois, começamos a prestar atenção à saúde mental e emocional, e agora começamos a olhar para a relacional (relações tóxicas etc.) e inclusive a ambiental (qual é o efeito da arquitetura ou do design). Por isso há quem aproveite a vulnerabilidade como ferramenta de marketing. Um exemplo recente: Kendall Jenner, modelo e membro do clã Kardashian, criou grande expectativa ao anunciar que lançaria uma mensagem “corajosa” e “autêntica”, algo que soava a confissão íntima (falaria de suas inseguranças? Kendall tem os mesmos problemas do restante da humanidade?). No fim, anunciou um creme anti-acne.
As redes são armas de dois gumes com efeitos pouco saudáveis, mas não se deve esquecer que também permitem encontrar conexões, fazer com que nos sintamos menos sozinhos no mundo. De fato, parte do humor dos millenials e da geração Z gira em torno da depressão e da ansiedade. Uma espécie de novo movimento dadaísta de memes salpicados de autoconsciência, consequências da recessão econômica e da perda de referenciais. E da sensação de que é melhor rir desse vazio existencial do que permanecer calados.
Por Raquel Seco
Com informações do El País

Casos de sarampo no mundo crescem 300% em 2019, diz OMS

Casos de sarampo crescem 300% no mundo em 2019 — Foto:  Foto: Cristine Rochol/PMPA
Casos de sarampo crescem 300% no mundo em 2019 — Foto: Foto: Cristine Rochol/PMPA

Os casos de sarampo registrados no mundo tiveram alta de 300% em 2019, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta segunda-feira (15). Segundo dados dos três primeiros meses do ano, já foram reportados 112.163 casos da doença em 170 países diferentes. Em 2018, foram 28.124 casos no mesmo período em 163 países.
Segundo a OMS, a alta segue uma tendência dos últimos dois anos. Os surtos atuais acontecem na República Democrática do Congo, Etiópia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Madagascar, Mianmar, Filipinas, Sudão, Tailândia e Ucrânia.
Nos últimos meses, altas nos números de casos também aconteceram em países com alta cobertura de vacinação, como os Estados Unidos, Israel, Tailândia e Tunísia.
A OMS alerta que a taxa de cobertura vacinal global está abaixo da meta, em 85%, e que os números de cobertura da segunda da dose da vacina são ainda menores: 67%.

Brasil perde certificado de erradicação

O Brasil perdeu o certificado de erradicação do sarampo após a confirmação de mais um caso endêmico, ou seja, dentro do território brasileiro em 23 de fevereiro no Pará.
O país viveu um surto da doença em 2018 com mais de 10 mil casos registrados especialmente no Amazonas e em Roraima.
Em janeiro de 2019, o Brasil tinha três estados com surto da doença: Amazonas, Roraima e Pará. Entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2019, o país registrou 10.374 casos. O pico foi atingido em julho de 2018, com 3.950 casos.
Até 19 de março, houve confirmação laboratorial de 48 casos de sarampo no Brasil. Destes, 20 estão relacionados a casos importados e 28 a casos endêmicos, sendo 23 no Pará e cinco no Amazonas.

Com informações do G1

Rogério Ceni festeja 10º jogo invicto com Fortaleza e quebra tabu ao vencer Ceará por dois gols após 11 anos

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A vitória do Fortaleza por 2 a 0 diante do Ceará, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Cearense, foi a primeira do técnico Rogério Ceni sobre o maior rival. Em coletiva, Ceni comentou sobre o feito, mas atribuiu os méritos a todo o elenco do Fortaleza. Lisca, que treina o Ceará, segue sem vencê-lo. São 10 jogos de invencibilidade do Fortaleza em sequência. Há cinco jogos, o Leão não sofre gol.

O Fortaleza quebrou ainda um importante tabu. Com elenco principal, desde 2008, que o Tricolor não vencia o Ceará por diferença de dois gols. Última vez foi no dia 9 de março daquele ano pelo Campeonato Cearense: 3 a 1.

- Todo clássico tem suas marcas. É um jogo de futebol. Se tivesse perdido do Floresta, não teria a oportunidade de estar aqui. Para o torcedor, fica o gosto. Mas temos domingo que vem. Decide o campeonato. A vitória é doce, mas acaba. O time mostrou que tem condições de brigar pelo título. Joguei mais de 180 clássicos como atleta, contra Palmeiras, Corinthians e Santos. Aqui já era o sétimo, são três, três e um. Em algum momento, você vai vencer. Não é a minha vitória, é a vitória do Fortaleza - afirma.

O Fortaleza vem de uma classificação no Nordestão, após superar o Vitória. Neste domingo (14), conseguiu vencer o maior rival com dois gols de Edinho. No próximo jogo, tem a vantagem. O Vovô precisa de uma vitória por dois gols de diferença para ser campeão, enquanto o Leão ergue a taça até com empate ou derrota por um gol.

- O Fortaleza fez dois grandes jogos (contra Vitória e Ceará), vem melhorando gradativamente. Mas, a cada jogo, se escreve uma nova história. São 10 jogos (invictos), isso é bacana, mas o mais importante é como o time vem jogando, tentando criar uma identidade. Precisamos ter mais peças.

O jogo de volta da final do Campeonato Cearense ocorre próximo domingo (21), às 16 horas, na Arena Castelão.

Confira os jogos com Ceni invicto:
Fortaleza 4 x 0 Confiança
Fortaleza 0 x 0 Ceará
Ceará 1 x 1 Fortaleza
Fortaleza 2 x 1 Floresta
Moto Club 1 x 1 Fortaleza
Guarany-S 0 x 1 Fortaleza
Fortaleza 1 x 0 ABC
Fortaleza 1 x 0 Guarany-S
Fortaleza 4 x 0 Vitória
Fortaleza 2 x 0 Ceará

Por Thaís Jorge 
Por GloboEsporte.com — Fortaleza, CE

Fiocruz desenvolve teste para Zika mais barato e rápido

Pesquisa Zika Culex Fiocruz
Exames para identificar infecção pelo vírus da Zika em breve vão poder ser feitos em 20 minutos. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Pernambuco, desenvolveram um método simples e 40 vezes mais barato que o tradicional. A expectativa é que chegue aos postos de saúde antes do final do ano, beneficiando, principalmente, os municípios afastados dos grandes centros, onde o resultado do teste de Zika pode demorar até 15 dias. As informações são de um dos criadores da técnica, o pesquisador da unidade Jefferson Ribeiro.
“Tendo em vista que a técnica atual (PCR) é extremamente cara e o Brasil tem poucos laboratórios de referência que podem realizar o diagnóstico de Zika – até um tempo atrás eram apenas cinco, inclusive a Fiocruz de Pernambuco -, uma cidade pequena, no interior do estado, acaba prejudicada. A amostra precisa sair do interior, ir para a capital, para ser processada, enfim, se pensarmos nesses municípios, o resultado pode demorar 15 dias”, destaca Ribeiro.
Outra vantagem do novo teste é que pode ser feito por qualquer pessoa nos posto de saúde, não exige treinamento complexo. Com um kit rápido, basta coletar amostras de saliva ou urina, misturar com reagentes fornecidos em um pequeno tubo plástico e depois aquecer em banho maria. Vinte minutos depois, se a cor da mistura se tornar amarela, está confirmado o diagnóstico de Zika, se ficar laranja, o resultado é negativo. Hoje, o teste PCR (reação em da polimerase), com reagentes importados, é feito com material genético retirado das amostras, o que demora mais.
O teste elaborado pela Fiocruz Pernambuco é também mais preciso, ou seja, tem uma taxa de erro menor, acusando a doença mesmo em casos que não foram detectados pela PCR.
A expectativa dos pesquisadores é que o kit seja desenvolvimento pela indústria nacional, com a participação da Bio-manguinhos, e disponibilizado até o fim do ano. Testes semelhantes já são usados para o vírus da dengue e outras bactérias. “Essa é a nossa pretensão, para facilitar a disponibilidade para o Sistema Único de Saúde”, disse Ribeiro.

Zika

O número de casos de Zika, que pode causar microcefalia em bebês, vem diminuindo nos últimos anos. No entanto, o país ainda teve 8.680 diagnósticos em 2018 (em 2017 foram 17.593), com maior incidência no Norte e Centro-Oeste. A doença está relacionada à falta de urbanização e de saneamento básico e costuma aumentar nas estações chuvosas.
A Zika é transmitida principalmente por picadas de mosquito, mas também durante a relação sexual desprotegida e de mãe para filho, na gestação. Provoca complicações neurológicas como a microcefalia e a Síndrome de Guillain Barré. Começa com manchas vermelhas pelo corpo, olho vermelho, febre baixa e dores pelos corpos e nas juntas, geralmente, sem complicações.
O novo teste para a Zika foi desenvolvido no mestrado em Biociências e Biotecnologia em Saúde, com orientação do professor Lindomar Pena. Em breve, será publicado em detalhes em revista científica. Anteriormente, os pesquisadores publicaram artigo com os resultados dos testes para amostras de mosquitos infectados e não de secreções humanas.
Por Isabela Vieira 
Com informações da Agência Brasil