18 de abril de 2016

Senado recebe hoje pedido de impeachment; entenda o passo-a-passo

Até o fim, o processo contra Dilma ainda poderá passar por cinco votações no Senado: duas em comissões especiais e três no Plenário
Com sua admissibilidade aprovada na Câmara dos Deputados, o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff deve chegar nesta segunda-feira (18) ao Senado Federal. Se os senadores acatarem o pedido e instaurarem de fato o processo, a Casa será palco de um julgamento a ser presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.
Até o julgamento final, alguns passos precisam ser dados. Após o recebimento do processo, a expectativa é que ainda nesta segunda ou na terça-feira (19), seja feita a leitura do texto no Plenário e já eleita a comissão especial que vai analisar se aceita ou não o pedido da Câmara para abrir processo de impeachment contra Dilma. O colegiado terá dez dias para apresentar um parecer, que será aprovado se tiver o apoio da maioria simples dos membros (22 senadores).
Se for aprovado na comissão, o texto ainda precisa ser votado em Plenário pelos 81 senadores, o que deve ocorrer até o fim da primeira quinzena de maio. É a fase de admissibilidade da denúncia. Se o Senado aprovar a abertura do processo, por maioria simples (41 senadores), a presidente Dilma Rousseff é afastada do cargo. Nesse caso, assume interinamente o vice-presidente, Michel Temer.
Testemunhas e provas
O afastamento de Dilma poderá durar até 180 dias. Nesse período, uma comissão se reúne para ouvir testemunhas, coletar provas e comprovar ou não as acusações feitas perante a Câmara dos Deputados. É a fase de pronúncia. Feito isso, o colegiado vota o parecer que, para ser aprovado, precisa novamente de apoio da maioria simples de seus integrantes.
Se for aprovado nessa segunda votação em comissão, o parecer (sentença de pronúncia) é lido e votado pelo Plenário do Senado. Mais uma vez, para ser aprovada a sentença precisa de apoio de 41 senadores (maioria simples).
O julgamento

O julgamento final ocorrerá no Plenário do Senado, em sessão presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. O Senado funcionará como um tribunal, sendo os jurados os 81 senadores.

Para aprovar o impeachment, são necessários 54 votos favoráveis (2/3 dos senadores). Se condenada, Dilma será deposta de seu mandato e ficará inelegível por oito anos, passando definitivamente o cargo ao vice, Michel Temer.
“Só nesta votação é que os senadores vão decidir se a presidente da República será afastada, se os fatos são graves o suficiente para isso, se os crimes de responsabilidade de fato existiram e se ela ficará inabilitada por oito anos para o exercício de cargos públicos, uma vez condenada”, explica o consultor legislativo da Câmara Roberto Carlos Pontes.
Nesta terça-feira (19), uma reunião de líderes partidários no Senado deve discutir questões que ainda estão em aberto. Existe, por exemplo, dúvidas sobre como contar o prazo da comissão especial, se em dias corridos ou úteis.
Governo e oposição

Líder do DEM no Senado, o senador Ronaldo Caiado (GO) acredita que o processo caminhará rapidamente e que não há motivos para adiá-lo. Em sua avaliação, Dilma Rousseff não tem mais condições de governar, o que foi confirmado pela admissibilidade do impeachment na Câmara dos Deputados.

“Esse governo é incapaz de produzir qualquer ato, já que não tem apoio político. Não faz sentido procrastinar a decisão. A Casa que representa o povo brasileiro mostrou, por mais de 2/3 dos deputados federais, que realmente quer a votação do processo”, disse Caiado.
Diferentemente de Caiado, o vice-líder do governo no Senado Lindbergh Farias (PT-RJ) avaliou que a oposição entre os senadores não consegue maioria contra Dilma. Ainda há, segundo ele, muitos indecisos e a opinião pública pode influenciar os trâmites.
“Eles [a oposição] não têm 2/3. Se o Michel Temer [vice de Dilma] assume a presidência da República, de cara vai vir a ilegitimidade. O povo brasileiro está desconfiado disso. Eles assaltaram o poder”, afirmou Lindbergh, que considera o impeachment uma tentativa de golpe contra Dilma.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Natalia Doederlein  


Agência Câmara

Conheça os cinco "homens fortes" que cercam o vice-presidente Michel Temer

  • Homens fortes de Temer, da esq. para a dir.: Padilha, Jucá, Geddel, Henrique e Moreira Franco
    Homens fortes de Temer, da esq. para a dir.: Padilha, Jucá, Geddel, Henrique e Moreira Franco
A possibilidade de que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) possa assumir a cadeira hoje ocupada pela presidente Dilma Rousseff (PT) vem aumentando, assim como a curiosidade sobre o peemedebista e as pessoas que o cercam. Discreto e tido como "reservado", Temer é a principal liderança do PMDB, maior partido do Congresso Nacional.
A reportagem do UOL conversou com parlamentares e políticos de dentro e de fora do partido, que apontaram cinco pessoas como as mais próximas do vice-presidente. Todas elas, aliás, integrantes do PMDB.
Hoje, os homens apontados como os mais próximos de Temer são Eliseu Padilha (RS), Henrique Eduardo Alves (RN), Moreira Franco (RJ), Geddel Vieira Lima (BA) e Romero Jucá (RR).
Além da proximidade com o vice-presidente, os cinco têm em comum o fato de já terem ocupado cargos importantes em administrações petistas. Os quatro primeiros foram ministros durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Dilma. Jucá, por sua vez, foi líder do governo no Senado tanto nas gestões de Lula quanto de Dilma.
Agora, os cinco atuam na defesa de Temer contra os ataques do PT e, tanto nos bastidores quanto sob os holofotes, na construção de um possível "governo Temer", que começaria ainda em 2016 caso o impeachment da presidente Dilma seja aprovado no Senado. O vice-presidente nega que já esteja articulando um novo governo.

Geddel Vieira Lima, o articulador

Geddel Vieira Lima é filiado ao PMDB da Bahia desde 1990. Foi deputado federal por cinco mandatos consecutivos e contemporâneo de Temer na Câmara dos Deputados. Geddel foi um dos integrantes do PMDB mais críticos em relação à aproximação entre o PMDB e o PT quando Lula assumiu seu primeiro mandato, em 2003.
Divulgação
Geddel Vieira Lima, do PMDB da Bahia
Mesmo assim, ele foi nomeado ministro da Integração Nacional em 2007, com o aval do PMDB da Câmara dos Deputados, à época, liderado por outro homem de confiança de Temer, Henrique Eduardo Alves. Em 2010, suas críticas ao PT ganharam mais força quando ele perdeu a disputa ao governo da Bahia para Jaques Wagner (PT).
Em 2014, Geddel foi candidato a uma vaga no Senado, mas perdeu para Otto Alencar (PSD-BA), que contou com o apoio do PT. Por pessoas próximas, ele é considerado um "articulador combativo" e um dos únicos capazes de discordar, publicamente, de Temer. "Ele é o único que tem coragem de dizer, na cara de Temer, que ele está errado. Já fez isso em mais de uma ocasião. Essa característica, inclusive, já incomodou Temer algumas vezes", afirmou um senador próximo ao grupo.
Essa faceta ficou evidente quando ele defendeu abertamente o rompimento do PMDB com o governo em julho de 2015, enquanto Temer defendia a manutenção da legenda na base governista. "Acabou esse constrangimento de silenciar por amizade e respeito ao Temer", disse Geddel à época.
"Não temos nada contra o Temer e o Padilha. Mas está havendo uma extrapolação. Os dois fazem uma defesa intransigente do governo. E expressam posições que não correspondem ao pensamento da maioria do PMDB", complementou Geddel.

Eliseu Padilha, o operador

Sérgio Lima (3.mar.2010)/Folhapress
Eliseu Padilha é um dos quadros mais antigos do PMDB. Está na legenda desde quando ela se chamava MDB (Movimento Democrático Brasileiro), nos anos 1960. Ao todo, foi deputado federal por cinco mandatos desde 1995. No governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Padilha ocupou o Ministério dos Transportes entre 1997 e 2001 como parte da aliança entre PSDB e PMDB.
Já durante a gestão petista, Padilha ocupou a Secretaria da Aviação Civil em janeiro de 2015. Deixou o cargo em dezembro de 2015, em meio ao agravamento das relações entre PMDB e o PT. É um dos principais aliados de Temer e participou de diversas reuniões da chamada articulação política no ano passado, quando o vice-presidente era o encarregado de dialogar, em nome do governo, com o Congresso.
Para o ex-líder do PT na Câmara dos Deputados Sibá Machado (AC), Padilha é a pessoa para quem Temer telefonaria em "caso de emergência".
"Todo mundo tem uma pessoa para quem você ligaria em caso de emergência. Ao longo das reuniões em que eu participei com o Temer, a impressão que eu tenho é de que o Padilha é essa pessoa para o vice-presidente. Ele é o operador", disse Sibá. Um deputado do PMDB ligado ao grupo corrobora essa ideia. "O Padilha é o mais organizado de todos. Ele conversa com todo mundo e filtra isso tudo", afirmou.
Procurado pela reportagem, Padilha não atendeu aos pedidos de entrevista.
Um senador do PMDB próximo a Padilha e a Temer diz que a capacidade de "mapear" votos é um diferencial de Padilha. "Ele é muito bom nesse mapeamento. Ele conversa com todo mundo e monitora bem como serão os votos. Ele é muito preciso", afirmou o senador.

Henrique Eduardo Alves, o amigo

Pedro Ladeira/Folhapress
Filiado ao PMDB desde 1982, Henrique Eduardo Alves tem a experiência de 11 mandatos de deputado federal consecutivos e é considerado o mais próximo de Temer. Segundo ele mesmo, a amizade com o vice-presidente se estreitou durante o período em que Temer era presidente da Câmara e Henrique era líder do PMDB, em 2007.
"Essa amizade cresceu quando atuamos juntos na Câmara, no dia a dia daquela Casa, eu como líder e ele como presidente. Quantas dificuldades passamos? Inúmeras", afirmou Henrique. Um deputado do PMDB afirma que, dos cinco da "tropa de choque", Henrique é mais próximo de Temer. "Com o Henrique, não é só uma relação política. É uma amizade, mesmo. Ele escuta o que o Henrique fala. São muitos anos de convivência", afirmou.
Derrotado nas eleições para o governo do Rio Grande do Norte em 2014, Henrique Alves assumiu o Ministério do Turismo em abril de 2015 como parte de uma estratégia do governo para aumentar o apoio do PMDB no Congresso Nacional. Em meio ao agravamento da crise política, ele deixou o cargo em março deste ano.
Henrique diz, no entanto, que prefere não comentar sua proximidade com o vice. "Eu sou um grande admirador do vice-presidente, sobretudo por sua discrição. Nesse momento tão delicado, não gostaria que ficasse especulando sobre isso", diz.

Moreira Franco, o "pensador"

Presidente da Fundação Ulysses Guimarães, braço do PMDB destinado à formação de quadros e formulação de políticas, Moreira Franco é apontado como o "pensador" do grupo. "Ele pensa as estratégias e avalia os passos", diz um deputado do PMDB. "Ele é um estrategista e conversa muito com o vice-presidente", afirmou um senador ligado ao grupo.
Alan Marques - 27.fev.2013/Folhapress
Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães
Um dos principais líderes do PMDB, Moreira Franco acompanhou o partido em sua "metamorfose" ao longo dos últimos 20 anos. Durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, atuou como assessor especial da Presidência. Quando o PMDB passou a integrar a base governista do ex-presidente Lula, Moreira Franco também ocupou cargos importantes.
Em 2007, assumiu a vice-presidência de Fundos e Loterias da Caixa Econômica Federal e, em 2011, a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo da recém-eleita Dilma Rousseff. Em 2013, assumiu a Aviação Civil, cargo que deixou em janeiro de 2015 dando lugar ao colega Eliseu Padilha.
Nos últimos meses, ele tem assumido o papel de um dos porta-vozes do PMDB na condução da ruptura do partido com o governo. Quando Padilha deixou a pasta da Aviação, ele defendeu que outros ministros do PMDB fizessem o mesmo
Temer e Moreira Franco se conhecem há pelo menos 30 anos e, segundo Moreira Franco, os dois têm uma relação "fraterna". Questionado sobre o papel de "pensador" que lhe atribuído, ele desconversa.
"Não sei se me vejo nessa posição, mas gente conversa muito sobre isso: o que fazer e como fazer. Debatemos muito. Os dois gostamos muito de militar e pensar antes para agir depois", afirmou.

Romero  Jucá, o "centroavante"

Pedro Ladeira/Folhapress
Enquanto os outros quatro integrantes desse "núcleo duro" estão no PMDB desde os anos 80 ou 90, Romero Jucá só chegou ao partido em 2003, depois de deixar o PSDB.
A mudança de partido permitiu a Jucá estabelecer uma curiosa marca: ser líder do governo no Senado tanto nas gestões de Fernando Henrique Cardoso quanto nas de Lula e Dilma Rousseff.
A capacidade de transitar entre diferentes legendas faz com que ele seja avaliado por correligionários como um "ótimo centroavante". "Todo time precisa de um centroavante. Ele é muito habilidoso e executa bem as missões que dão para ele", afirmou um cacique do PMDB. O colega Moreira Franco complementa: "ele é um dos melhores quadros que temos", disse.
Nem o fato de ser investigado pela Operação Lava Jato e apontado por executivos da empreiteira Andrade Gutierrez como beneficiário do pagamento de propina (suspeitas que ele nega) impediu que Jucá recebesse de Temer duas missões espinhosas: conduzir a ruptura do PMDB com o governo, oficializada no final de março, e defender o vice-presidente dos ataques que vem sofrendo por integrantes do governo. 
Ele mesmo admitiu que uma de suas funções à frente do PMDB é evitar que Temer seja alvo do que chamou de "briga de rua".  
"Isso retira o presidente Michel Temer da tentativa de alguns setores de trazer o presidente Michel para uma briga de rua", afirmou logo após assumir o comando do partido

Leandro Prazeres
Do UOL, em Brasília

Votação acirrada entre os Deputados Cearenses

Os deputados federais que formam a bancada cearense na Câmara Federal, em Brasília, acabaram ficando divididos na sessão de ontem, que votou o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT).
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Isso porque, 11 deles se declararam contrários à continuidade do processo – desta vez no Senado; nove se manifestaram a favor do impedimento do governo da petista. Houve uma abstenção – por parte da deputada Gorete Pereira (PR), que antes se dizia contrária ao impeachment, mas justificou sua mudança de opinião. “Pela Constituição Brasileira, contra a corrupção, queremos uma eleição nova. Tenho que me abster porque não posso acreditar nem em uma chapa nem na outra”, disse. Já o parlamentar Aníbal Gomes (PMDB) não compareceu ao plenário da Câmara, devido a um grave problema de saúde que o levou a realizar uma cirurgia de emergência e ele permanecia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Dentre os integrantes da bancada cearense, os deputados Cabo Sabino (PR), Danilo Forte (PSB), Genecias Noronha (PSD), Moses Rodrigues PMDB), Moroni Torgan (DEM), Raimundo Gomes de Matos (PSDB), Ronaldo Martins (PRB) e Vitor Valim (PMDB) votaram a favor da continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma, no Senado Federal. Uma das surpresas da votação de ontem, foi a manifestação do deputado Adail Carneiro (PP) – que anteriormente teria dito que votaria pela continuidade do mandato da presidente, acabou votando a favor do impeachment. Na oportunidade, ele chegou a pediu desculpas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à própria Dilma Rousseff e, inclusive, ao ex-governador Cid Gomes, por tal mudança de opinião. Isso porque, segundo ele, teria de ouvir ao apelo da voz das ruas, uma vez que a população brasileira tem comparecido maciçamente às ruas, pedindo a saída da petista do comando do Palácio do Planalto.
Dentre os parlamentares que se posicionaram a favor da continuidade do governo de Dilma Rousseff à frente das decisões do País, ficaram o deputado Ariosto Holanda (PDT), que já havia dito que seria contrário ao que os governistas chamaram de “golpe contra a democracia”. Seguiram esse mesmo raciocínio os deputados Chico Lopes (PCdoB), Domingos Neto (PSD), José Airton Cirilo (PT), José Nobre Guimarães (PT), Luizianne Lins (PT), Leônidas Cristino (PDT), Odorico Monteiro (PROS) e Vicente Arruda (PDT). Estes votos já eram esperados em favor do Palácio do Planalto, uma vez que a grande maioria faz parte da base aliada do Partido dos Trabalhadores ou já participaram do próprio governo de Dilma Rousseff ou do ex-presidente Lula.
O deputado Danilo Forte (PSB-CE) declarou na noite deste domingo, 17, votar “sim ao impeachment” da presidente Dilma Rousseff pelo respeito a Constituição e a responsabilidade fiscal.

“O Ceará é feito por homens e mulheres de bem. E em respeito ao meu povo que me mandou para cá não para ser achincalhado, não para ser chamado de covarde, de picareta, de vendilhão do voto, mas para ter a honradez de um povo que precisa reconstruir a esperança e que foi enganado num castelo de mentiras que elegeu a presidente Dilma no segundo mandato”, disse.

O parlamentar cearense declarou também ter votado favorável ao pedido de impeachment por entender que o atual governo “cometeu erros” que não conseguiram ser explicados pelo advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardozo. “Ele não conseguiu defender o indefensável”, disse.
Jornal oestadoce.com

Câmara autoriza instauração de processo de impeachment de Dilma com 367 votos a favor e 137 contra

Sessão especial para votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República
Deputados pró-impeachment comemoram aprovação do relatório do deputado Jovair Arantes, que recomenda a abertura de processo de impedimento da presidente Dilma por crime de responsabilidade
Com os votos favoráveis de 367 deputados, 137 contrários e 7 abstenções, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o relatório pró-impeachment e autorizou o Senado Federal a julgar a presidente da República, Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade. Se abstiveram de votar os deputados Pompeo de Mattos (PDT-RS), Vinícius Gurgel (PR-AP), Beto Salame (PP-PA), Gorete Pereira (PR-CE), Sebastião Oliveira (PR-PE), Mário Negromonte Jr. (PP-BA) e Caca Leão (PP-BA).

A sessão foi tensa, iniciada com princípio de tumulto. Cada voto dos 511 deputados – estavam ausentes os deputados Aníbal Gomes (PMDB-CE) e Clarissa Garotinho (PR-RJ) - foi pontuado com comemorações de cada lado. O voto de número 342, mínimo para garantir o julgamento pelo Senado, foi celebrado à exaustão pelos partidários do impeachment, que tiveram apoio de deputados de 22 partidos. Apenas Psol, PT, e PCdoB não deram votos à favor do impedimento da presidente Dilma. 

A sessão de votação durou cerca 6 horas, mas todo o processo de discussão e votação do impeachment, iniciada na sexta (15) consumiu quase 53 horas.

No Senado
Agora, o parecer que recomenda a investigação contra a presidente Dilma Rousseff segue para o Senado Federal. Lá, será constituída uma comissão especial para decidir se convalida, ou não, o pedido de abertura de investigação. Se for aprovado por 41 senadores, a presidente será afastada do cargo e julgada pelo Senado. Uma eventual condenação, que depende do aval de 2/3 da Casa (54 senadores), tira Dilma do cargo e a torna inelegível por oito anos. 

Repercussão
A maioria dos líderes favoráveis ao impeachment referiu-se não apenas às acusações contra a presidente, mas ao fato de ela já não ter condições de governar por falta de apoio no Congresso e da população. “Não há canto nenhum desse País em que se possa vislumbrar no rosto das pessoas algum sinal de esperança. Vamos decidir com o nosso voto o futuro de um país destroçado por uma presidente que, com sua arrogância, humilhou o Parlamento e governou de costas para a população”, criticou o líder da Minoria, deputado Miguel Haddad (PSDB-SP). 

Para o líder do PSC, deputado André Moura (SE), o vice-presidente, Michel Temer, tem capacidade de pacificar e reunificar o brasileiro. O PT, segundo ele, “está falido”.

O presidente da comissão especial que aprovou o pedido de abertura de processo de impeachment, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), afirmou que o desafio agora é buscar a reunificação de uma população tão dividida. “A partir de amanhã, todo o líder político, todo líder partidário vai precisar superar pessoalmente as suas posições para que a gente possa sair das crises instaladas”, disse. 

O líder do governo, deputado José Guimarães (CE), afirmou que o impeachment não é a solução. “O afastamento da presidente Dilma Rousseff não é o caminho para a solução dos problemas brasileiros.” Ele questionou se também seriam afastados o vice-presidente, Michel Temer, e 16 outros governadores que fizeram as mesmas manobras fiscais que pesam contra Dilma. 

Decretos e pedaladas
Segundo o relatório aprovado, uma das infrações da presidente Dilma Rousseff seria a edição de decretos suplementares sem autorização do Legislativo e em desconformidade com um dispositivo da Lei Orçamentária que vincula os gastos ao cumprimento da meta fiscal. O deputado Jovair Arantes (PTB-PE), relator da matéria na comissão especial, avalia que, sem a revisão da meta fiscal aprovada, o Executivo não poderia por iniciativa própria editar tais decretos, tendo de recorrer a projeto de lei ou Medida Provisória. “Nessa abordagem, todos os decretos citados na denúncia, independentemente da fonte utilizada, estariam desprovidos de autorização legislativa”, diz o texto do relator. 

Em relação às pedaladas fiscais, foram analisados apenas o uso de recursos do Banco do Brasil para pagar benefícios do Plano Safra. O governo atrasou os repasses ao banco, que pagou os agricultores com recursos próprios. Esse atraso, na avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU), se configura uma operação de crédito irregular. Ao comprometer a saúde fiscal do País, avalia Jovair Arantes, o governo põe em risco a democracia, já que os governos precisam zelar pela estabilidade financeiro-econômica do País. “O descumprimento de normas fiscais e a falta de transparência nesse campo sinalizam a deterioração das contas públicas e, no limite, o risco de insolvência do País”, afirma o relatório. 

Defesa
Todas as acusações foram rebatidas pelo Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, que atuou na defesa da presidente Dilma Rousseff. Para ele, não há, no relatório, fatos que comprovem que a presidente cometeu atos intencionais que atentem contra o País.

Tanto os decretos quanto o atraso nos repasses, segundo Cardozo, são atos comuns de todas as administrações e foram considerados crimes por uma mudança de interpretação do Tribunal de Contas da União. “Esse procedimento era pedido por outros Poderes, inclusive pelo próprio TCU, que pediu ao chefe do Executivo o decreto de suplementação. Por quê? Porque o TCU admitia isso, porque o TCU dizia que isso era possível”, afirmou, durante a defesa em Plenário. “Subitamente, o TCU muda de opinião. E quando o TCU muda, o governo para de baixar decretos. Então, onde está a má-fé?”, criticou. 

Antes mesmo de finalizada a votação, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (CE), admitiu a derrota, mas ressaltou que as ruas estão com o governo: “Os golpistas venceram, mas a luta continua. Vamos barrar o processo no Senado. O Senado pode corrigir essa ação dos golpistas”. 

O líder enfatizou que a decisão da Câmara a favor do impeachment é uma agressão à legalidade democrática e um desrespeito aos 54 milhões de pessoas que votaram na presidente Dilma Rousseff. Para ele, o vice-presidente, Michel Temer, não tem condições de administrar o País e “o processo de impeachment foi conduzido por pessoas que não tem ética”.
Reportagem - Carol Siqueira
Edição - Luciana Cesar

Agência Câmara 

Grafite marca, Santa vence Bahia na Fonte Nova e vai à final do Nordestão

A vantagem era toda do Bahia. Tinha empatado em 2 a 2 no primeiro jogo, jogava em casa, tinha o apoio de mais de 20 mil torcedores e ainda a possibilidade de empatar sem gols para avançar. Também estava invicto na Copa do Nordeste e vinha com um saldo de duas vitórias e um empate diante do Santa nos últimos três jogos. Mas, quem disse que o Tricolor pernambucano ligou para esses números? Preciso e eficiente, o Cobra Coral soube aproveitar a oportunidade que teve, venceu por 1 a 0 o confronto que, de fato, mais valeu entre os dois clubes na temporada e se classificou para a final da Copa do Nordeste. Autor do gol da classificação, o atacante Grafite foi o nome da partida.  
Com a classificação, o Santa Cruz enfrenta o Campinense, que eliminou o Sport na outra partida das semifinais. Os jogos decisivos estão marcados para o dia 27 deste mês, em Pernambuco, e 1º de maio, na Paraíba. 
Bahia x Santa Cruz na Fonte Nova (Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / E.C. Bahia)O Santa Cruz venceu o Bahia por 1 a 0 na Arena Fonte Nova (Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / E.C. Bahia)



Por Globo Esporte - Salvador

Raposa passa do Leão nos pênaltis e chega a sua 2ª final de Nordestão

Sport x Campinense  (Foto: Marlon Costa (Pernambuco Press))Raposeiros fazem festa após vitória nos pênaltis (Foto: Marlon Costa (Pernambuco Press))
Pela segunda vez em sua história, o Campinense está numa final de Copa do Nordeste. E foi suado. Nervoso. Tenso. Na cobrança de pênaltis. Depois de uma vitória suada por 1 a 0 contra o Sport, num Estádio Amigão cheio, em meio às chuvas, à pressão do cronômetro, ao risco de que um mísero gol rival e tudo estaria perdido, diante de um clube mais rico e de Série A, ainda assim o Campinense passou. Pela segunda vez em sua história, a Raposa está às portas do imponderável, do improvável, da história, da conquista do Nordeste.
O duelo contra o Sport, a soma dos dois jogos, foram daquelas disputas épicas. Dois jogos duros. Todos definidos no detalhe e no último momento. A partida no Recife, por exemplo, foi vencida pelo Leão com gol aos 50 minutos da etapa final. A partida em Campina Grande, não foi menos dura. Rodrigão devolveu o placar aos 16 minutos do segundo tempo, mas a classificação mesmo só saiu no tremor dos pênaltis. Um jogo para não se esquecer, por nenhum dos dois rubro-negros, independente de classificados e eliminados.
Campinense x Sport; Copa do Nordeste (Foto: Estadão Conteúdo)Guerreiro em campo, Rodrigão fez o gol da vitória que levou aos pênaltis (Foto: Estadão Conteúdo)

Raposa melhor, mas nada de gols
O Campinense foi melhor no primeiro tempo e teve ao menos duas chances reais de abrir o placar. O time tinha mais posse de bola, tocava mais e não dava espaços para o rival pernambucano. A primeira grande chance, inclusive, foi com o artilheiro Rodrigão, logo no primeiro minuto de jogo. Ele recebeu a bola na entrada da área e chutou forte em gol. Por pouco a bola não entra. Seguia-se o jogo. E o principal mérito da Raposa era não dar brechas para o contra-ataque do Leão. Ao mesmo tempo, o time de Campina Grande seguia melhor. E Rodrigão mais uma vez chegou perto de marcar. Mais uma vez na entrada da área, ele acertou um chute que passou raspando a trave.
O gol salvador de Rodrigão
O segundo tempo começou mais equilibrado, com o Sport chegando com perigo em algumas oportunidades. Principalmente quando tinha jogadas de bola parada ao seu favor. Mas o Campinense não abdicou do ataque. E também atacava. Até que aos 16 minutos houve o grande momento do tempo normal. Jussimar avançou pela direita e jogou para a área. Rodrigão apareceu entre dois zagueiros e colocou para dentro. Que festa no Amigão! O jogo a partir daí foi uma emoção só. Os dois times atacavam como podiam. Buscavam de forma nervosa e atabalhoada. Mas os pênaltis era inevitável. Com a Raposa devolvendo o placar do primeiro jogo, a definição do finalista sairia das penalidades. E para isto, Magrão entrou no gol do Sport como um último trunfo do Leão para se classificar.
Classificação raposeira
Na disputa por pênaltis entre o campeão da Copa do Nordeste de 2013 e da Copa do Nordeste de 2014, prevaleceu a primeira opção. Magrão até fez jus a sua entrada e pegou um pênalti, de Tiago Sala. Mas Glédson também defendeu uma cobrança, de Luiz Antônio. Depois dois jogadores do Sport isolaram suas bolas, jogando para fora: Renê e Johnathan Goiano. No fim, Jussimar, Chapinha e Joécio marcaram para a Raposa. Diego Souza foi o único a marcar pelo Leão. 3 a 1 para o time da casa, sem nem precisar esperar pela quinta cobrança de cada clube, que seria de responsabilidade de Rodrigão e Samuel Xavier. 
Por Globoesporte - Campina Grande

Uniclinic surpreende Guarani de Juazeiro e vence no Romeirão: 2 a 0

Enercino (Foto: Reprodução)Enercino marcou o primeiro gol da vitória do Uniclinic (Foto: Reprodução)
O Uniclinic conseguiu um ótimo resultado, na tarde deste domingo (17), no Estádio Romeirão. Com gols de Enercino e Preto, a Águia da Precabura venceu por 2 a 0, o Guarani de Juazeiro, na primeira partida da semifinal entre as duas equipes.
Com o resultado, o Uniclinic obriga a equipe adversária a ter que vencer por três gols de diferença para garantir vaga na final da competição. A Águia joga por vitória, empate e até derrota por dois gols de diferença para se classificar para a final do Campeonato Cearense. Ao Leão do Mercado, só resta a vitória por três gols de diferença
O próximo jogo será no próximo sábado (23), às 16 horas, no Estádio Presidente Vargas.
A partida
O Uniclinic começou pressionando o Guarani de Juazeiro logo nos primeiros minutos. Tanto que, com três minutos, Enercino acertou um chutaço da entrada da área para abrir o marcador. No Romeirão, a Águia da Precabura dominou as ações em boa parte dos 90 minutos. E quando não estava com a bola no pé, conseguia defender bem e partir em contra-ataque. Com isso, o Guaraju não conseguia finalizar a gol com qualidade. Foram poucas as vezes que o time da casa chegou com perigo.
Na segunda etapa, o Uniclinic foi ao ataque mais uma vez, depois de segurar a pressão adversária nos minutos iniciais. E, administrando a partida, chegou ao segundo gol com Preto, em novo chutaço, só que dentro da área, sem chances para o goleiro Diego. Após isso, mesmo com seis minutos de acréscimos, o Guarani de Juazeiro parou na falta de organização tático e na boa defesa do Uniclinic.
Por Juazeiro do Norte, CE

17 de abril de 2016

Na volta de Fred, Fluminense decide Taça GB com o Vasco em Manaus

Foi uma semana de fortes emoções nas Laranjeiras. Durante alguns dias, a indefinição sobre a permanência de Fred no Tricolor gerou apreensão de torcedores e funcionários. No fim, prevaleceu o Fluminense. O capitão conversou com o técnico Levir Culpi e voltou a treinar com os companheiros após quase uma semana. Agora chegou a hora de entrar em campo. Nada melhor do que um jogo decisivo para virar esta página. Neste domingo, às 16h, na Arena da Amazônia, o capitão irá liderar o Flu no clássico diante do Vasco, que vale a conquista da Taça Guanabara.
O Fluminense já levantou este troféu em nove oportunidades, desde que ele começou a ser disputado, em 1965. Em seis delas, o clube sagrou-se também campeão carioca. A última vez foi em 2012, quando Fred já se consolidava como grande ídolo da torcida tricolor – confira abaixo os anos em que o Flu foi conquistou a Taça Guanabara. A história dele no clube pesou e fez o capitão optar pela continuidade. Neste domingo, a chance de escrever mais um capítulo consagrador bate à porta.
- Achei que ia acabar. Eu pensava: “não posso sair assim”. Quem mais me ajudou foi a minha esposa. Era com ela que eu desabafava. Todos os momentos eu olhava para o lado e via o Gum, o Cavalieri, o Márcio, nosso segurança. Ouvia o Maracanã gritando “O Fred vai te pegar”. Dessa vez, eu não tinha nada disso ao lado. Foram dias bem difíceis – admitiu Fred, em coletiva no dia que decidiu a vida dele, a última quinta-feira.
No clássico deste domingo, em Manaus, o capitão Fred vai retornar ao time tricolor
Algumas horas depois, em sua conta pessoal no Instagram, o atacante foi além ao descrever a alegria por continuar nas Laranjeiras.
“Após muita reflexão e oração, cheguei à conclusão de que eu não poderia jogar uma longa história de amor e conquistas na lata de lixo. Eu não poderia aceitar sair do Fluminense pela porta dos fundos. Obrigado a todos que torceram por esse final feliz”, escreveu o o atacante na rede social.
Com 14 pontos, o Fluminense tem vantagem sobre o Vasco no saldo de gols. Por isso, chegou à última rodada desta Taça Guanabara podendo até empatar para levantar o troféu. Não por isso atuará com o regulamento embaixo do braço. Em jogo, além do primeiro lugar, está uma invencibilidade que já dura 11 partidas. Sendo que daqui a três dias haverá a decisão da Copa do Primeira Liga, em Juiz de Fora. Uma possível vitória no clássico fará com que a confiança fique ainda maior no time tricolor.
Até pensando na final contra o Atlético-PR, na próxima quarta-feira, o técnico Levir Culpi optou por deixar alguns titulares no Rio de Janeiro. O zagueiro Gum e o volante Pierre estavam pendurados nesta última rodada. Entrarão na semifinal do Estadual, zerados. Já o lateral-direito Jonathan, e os meias Cícero e Gustavo Scarpa ficaram na Cidade Maravilhosa por conta do desgaste das últimas partidas.
Mesmo com esses desfalques, o Fluminense conta com a força do elenco para buscar o primeiro troféu nesta temporada. Marlon deve formar dupla de zaga com Henrique, com Giovanni ficando responsável pela lateral-esquerda – com isso, Wellington Silva voltará a atuar pela direita. No meio, a tendência é de que Edson e Douglas estejam na cabeça de área e, por fim, Osvaldo acompanhará Marcos Junior e Fred na frente. Com o capitão em campo, em Manaus, o Time de Guerreiros entra nesta disputa mais forte ainda.
Anos em que o Fluminense conquistou a Taça Guanabara
1966, 1969*, 1971*, 1975*, 1983*, 1985*, 1991, 1993, 2012*

*Quando também foi campeão carioca

Comunicação Institucional FFC
Fotos: Nelson Perez – Divulgação FFC

Rivais íntimos, Bahia e Santa Cruz duelam por vaga na final do Nordestão


Bahia e Santa Cruz se tornaram rivais íntimos neste início de temporada. Até o momento, foram três embates entre os dois times, todos pela Copa do Nordeste 2016, com dois triunfos para o time de Doriva e um empate. Neste domingo, às 16h (horário de Brasília), mais um encontro está marcado, e desta vez com um ambiente de decisão ainda mais acentuado. Na Arena Fonte Nova, em Salvador, os tricolores baiano e pernambucano decidirão qual equipe avança para a final do torneio regional. 
A partida de ida das semifinais, realizada na última quarta-feira, no Arruda, terminou empatada em 2 a 2. Desta forma, o Bahia depende de um triunfo ou de empates com placar em 0 a 0 ou 1 a 1 para garantir a vaga na final da Copa do Nordeste. O Santa Cruz precisa vencer ou empatar marcando pelo menos três gols. A repetição do placar de 2 a 2 leva a disputa para os pênaltis. 
O Bahia tem em Hernane um dos principais pilares para seguir na briga pelo título regional. O atacante voltou de lesão recentemente, disputou dois jogos e marcou dois gols. A média dele pelo tricolor é promissora, com dez gols marcados em nove partidas realizadas. Além do Brocador, Marcelo Lomba é outra referência para o time. O goleiro tem se destacado com boas atuações e foi fundamental na conquista de bons resultados contra o próprio Santa Cruz. 
O Santa Cruz sabe que tem uma missão difícil pela frente. Porém, o time mantém a esperança de que tudo pode dar certo e a confiança está em alta. Nos remanescentes do ano passado, uma lembrança está bem viva: a vitória sobre os baianos fora de casa, por 2 a 1, pela 34ª rodada da Série B do ano passado. Para muitos, foi aquele jogo o responsável pela arrancada coral rumo ao acesso. 
A partida deste domingo terá trio de arbitragem alagoano. José Ricardo Vasconcellos Laranjeira apita o confronto, auxiliado por Pedro Jorge Santos de Araujo e Rondinelle dos Santos Tavares. 
HEADER escalacoes 690 (Foto: Infoesporte)
Bahia: Doriva não confirmou a escalação para a partida deste domingo. O técnico aguarda pela liberação de Lucas Fonseca e João Paulo Penha, que deixaram a partida da última quarta-feira diretamente para o departamento médico do clube. Hayner está suspenso e a tendência é que Tinga ocupe a titularidade na lateral direita. O provável time tricolor conta com: Marcelo Lomba; Tinga (Marlon), Lucas Fonseca (Robson), Éder e João Paulo Penha (Moisés); Feijão, Danilo Pires e Juninho; Thiago Ribeiro, Edigar Junio e Hernane.
Santa Cruz: o time não tem mistério. O Santa Cruz terá três mudanças em relação à equipe que enfrentou o Bahia na última quarta-feira. Saem o zagueiro Danny Morais, o meia Lelê e o lateral-esquerdo Allan Vieira. Alemão, Wallyson e Tiago Costa vão para seus lugares. A formação será: Tiago Cardoso; Vítor, Neris, Alemão e Tiago Costa; Uillian Correia, João Paulo e Wallyson; Arthur, Keno e Grafite.
HEADER quem esta fora 690 (Foto: Infoesporte)

Bahia: Gustavo, Yuri e Mário estão entregues ao departamento médico. Henrique se recupera de uma lombalgia. Hayner está suspenso pelo terceiro cartão amarelo.
Santa Cruz: O zagueiro Danny Morais e o meia Lelê estão suspensos. O lateral-esquerdo Allan Vieira está com uma lesão na coxa direita e também não pode jogar.
header pendurados 690 (Foto: arte esporte)

Bahia: Gustavo, João Paulo, Robson e Feijão.
Santa Cruz: Wellington Cézar, Leandrinho e Keno.
Por 
Salvador