14 de março de 2011

ECONOMIA - CHINA BUSCA ÁREAS DE CULTIVO NO BRASIL.


          Principal grupo agrícola chinês vai arrendar 200 mil hectares para cultivo em países latino-americanos, como o Brasil, Rússia, Filipinas e Austrália


            O principal grupo agrícola da China, Heilongjiang Beidahuang Nongken Group, anunciou nesta segunda-feira (14/03) que vai adquir ou arrendará 200 mil hectares de cultivo em países latino-americanos como o Brasil, assim como em Rússia, Filipinas, Austrália e Zimbábue, informou o jornal oficial "China Daily".
O presidente do grupo, Sui Fengfu, afirmou à publicação que as aquisições serão feitas ao longo deste ano.
A empresa estatal investiu mais de US$ 38 milhões entre 2005 e 2010 em uma expansão global cuja estratégia varia de acordo com cada país-alvo, explicou Sui.
"Na Venezuela e no Zimbábue, o grupo fornecerá principalmente maquinaria e mão de obra, e em troca ficará com 20% da colheita", disse.
"Na Austrália, normalmente adquirimos terra de cultivo local. Já no Brasil e na Argentina, o modelo de negócio envolve o arrendamento das terras", acrescentou.
A China, país de maior população de todo o planeta, com 1,34 bilhão de habitantes, sofre um déficit agrícola que levou as autoridades a buscarem áreas de cultivo fora do território chinês.
"Países como os da América Latina, por exemplo, têm terrenos cultiváveis e necessitam de nossa tecnologia e investimento. Nossas companhias são bem-vindas por lá, é uma solução que faz as duas partes saírem ganhando", afirmou Wang Yunkun, subdiretor do Comitê Agrícola do legislativo chinês.
O "China Daily" também destacou que alguns países, como a Argentina, restringem suas exportações, enquanto o Brasil adotou normas em 2010 que limitam o investimento estrangeiro em agricultura.


Fonte; Época

ENTRETENIMENTO - MICROSOFT LANÇA NOVA VERSÃO DO INTERNET EXPLORER.

                

              A partir de hoje, segunda-feira, 14 de março, às 17 horas(Horário de Brasília) a Microsoft disponibilizará para download a nova versão do Internet Explorer 9, após seis meses passando por testes agora sim a Microsoft libera a nova versão do IE 9.
Como em matéria publicada no dia 12 de março neste site, as novidades da nova versão do IE 9, vem com interface modificada e moderna, sistema de buscas integrados ao navegador, maior rapidez na exibição das páginas, integração com Windows Seven e gerenciamento de downloads.
Conforme a Microsoft, os recursos implantados irão criar maior segurança durante navegação, além de downloads, também traz junto consigo suporte a linguagens avançadas, como HTML 5. Essas novidades são necessárias segundo a Microsoft para que o IE não perca mais espaço para seus concorrentes, entre eles o Chrome, navegador desenvolvido pelo Google.
Sendo assim, para quem gosta do navegador da Microsoft, poderá então a partir das 17 horas(Horário de Brasília) fazer a atualização do seu navegador na página da Microsoft; http://www.microsoft.com/.


Fonte: correiodoestado

ENTRETENIMENTO - PAPA JOÃO PAULO II GANHA PÁGINA OFICIAL NO FACEBOOK E CANAL NO YOUTUBE.


Na rede social, é possível ver fotos, vídeos e mensagens do papa polonês, que deve ser beatificado no dia 1º de maio.


         O Vaticano lançou nesta segunda-feira (14/03) a página oficial do papa João Paulo II no Facebook e um canal do pontífice no YouTube.
Mais de 3.300 pessoas já curtiram a página na rede social, que traz fotos, vídeos e mensagens. Já o canal no YouTube conta com imagens cedidas pelo arquivo do centro de rádio e TV do Vaticano.
Morto em 2005, João Paulo II deve ser beatificado no dia 1º de maio. O corpo do Papa polonês está exposto para veneração na Basílica de São Pedro, no Vaticano.


Fonte; Época

ENTRETENIMENTO - CQC REESTREIA NESTA SEGUNDA DIA (14) COM QUADROS NOVOS.



Atração ganha outro integrante e Marcelo Tas novamente encarna professor na TV


          No comando da atração, ainda estão Marcelo Tas, Rafinha Bastos e Marco Luque. Além de liderar a bancada do CQC, Tas vai dar uma de “Professor Tibúrcio” (personagem que o apresentador interpretou no infantil Rá-Tim-Bum, na TV Cultura).

No quadro Grupo Escolar Custe o que Custar, confirmado para a estreia, ele será um professor que tenta explicar o noticiário para crianças entre oito e dez anos. “Para que serve um deputador federal?” será o primeiro tema.

O quadro de denúncias Proteste Já agora terá o repórter Oscar Filho, conhecido como “Pequeno Pônei”, no comando. Além disso, o CQC estreia um quadro sobre diferenças regionais no Brasil, o Norte Sul.

A única integrante mulher da atração traz novidades no seu figurino. Quando não estiver em Brasília, Monica Iozzi vestirá uma saia preta de cintura alta.

- No Planalto, prefiro continuar com calça social e tênis. A maior atração deste ano será a minha saia.

No entanto, o mais aguardado no programa será o novo integrante da trupe. Os candidatos passaram por uma fase de testes e o escolhido vai refrescar o humor dos CQCs.

O programa vai ao ar às 22h15 e Marcelo Tas publicou em seu blog que logo no comecinho, o programa reserva uma surpresa.


Fonte: R7

FUTEBOL - TREM BALA NA VELOCIDADE DA TV.


 (Rafael Cavalcante) 



 Alan Neto estreiou, nesta segunda-feira, o "Trem Bala" na TV O POVO, canal 48, às 12 horas



          “E o Trem Bala não para, não para, não para...nem a pau e nem a bala”. É difícil saber quem, na área esportiva, ainda não ouviu esta vinheta. Ao meio-dia, o Trem Bala, do jornalista Alan Neto, tem saída obrigatória da estação da TV O POVO, canal 48. Do sucesso do rádio, o Trem Bala chega na tevê. “Será um programa dinâmico, com a mesma velocidade que procuramos dar para a notícia no rádio”, revelou Alan.

Veterano na análise do futebol, Alan Neto procura se renovar a cada dia. Seja no rádio, seja na televisão. São 42 anos de convivência diária com dirigentes e jogadores. “Quero acabar com essa história de mesas redondas com assuntos modorrentos e análises exaustivas”, definiu.
A ideia é que o âncora e os debatedores façam comentários de cada vez, que não superem a um minuto. “Temos de provocar os entrevistados. Sair das perguntas comuns”, acrescentou o apresentador do Trem Bala.



Uma das caraterísticas do Trem Bala na TV O POVO é a possibilidade de o torcedor interagir com o apresentador e com os debatedores. A participação poderá ser feita pela internet ou pelo telefone. “Queremos o torcedor opinando e ajudando a fazer o programa”, sugeriu Alan Neto.

O Trem Bala na TV O POVO será apresentado de segunda a sexta-feira, das 12 às 13 horas. Mas Alan Neto não vai deixar o rádio. O Trem Bala na Rádio O POVO/CBN (1010khz) segue de segunda a sexta-feira, a partir das 17 horas. “Um vai complementar o outro”, reforçou Alan.



Fonte: OPOVO
Interação com o torcedor

FUTEBOL - NADA MUDA NO REGULAMENTO DA SÉRIE C. E QUINTA DIVISÃO ESTÁ DESCARTADA.




           As informações do título do post foram dadas pelo diretor da CBF, Virgílio Elísio, ao jornalista Sérgio Ponte, da rádio e TV O POVO.
Assim, continuam quatro grupos regionalizados de cinco equipes na terceira divisão.
São cinco clubes do Nordeste (América-RN, CRB, Campinense, Fortaleza e Guarany de Sobral) e, teoricamente, o grupo está pronto.
Ocorre que são apenas quatro clubes da região Norte (Araguaína, Paysandu, Águia e Rio Branco) e será preciso a inclusão de mais um participante. A diretoria do Guarany de Sobral quer ficar no grupo do Norte (alega que será prejudicada pela arbitragens se estiver no grupo do Nordeste) e vai fazer o pedido para a Federação Cearense, na esperança que a CBF aceite.
A CBF, de qualquer maneira, terá que fazer uma ginástica porque a região Sudeste tem cinco times (Ipatinga, Macaé, Madureira, Marília e Santo André), mas a região Sul tem apenas quatro (Brasil, Caxias, Joinville, Chapecoense ) e a Centro-Oeste tem dois ( Brasiliense e Luverdense).
Colocar um time do Centro-Oeste no grupo do Norte seria a lógica, mas colocar o outro no grupo do Sul seria bastante injusto.
Outra informação importante é que a Série C deve ser transmitida pela TV. Assim, passagens e hospedagens estarão disponíveis aos clubes, diferente do que ocorria.

Em relação a quinta divisão, assunto aparentemente encerrado.


TV OPOVO.

FUTEBOL - COPA DO BRASIL.





 Nesta quarta-feira, ás 21h50, pela segunda fase da
Copa do Brasil.

ESTÁDIO CASTELÃO.

FORTALEZA X FLAMENGO




POLÍTICA - PARA ANALISTAS, DISCRIÇÃO E ESTILO 'GERENTE' MARCAM O INÍCIO DA ERA DILMA.

Foto: Antonio Cruz/ABr

Para especialistas, presidente se volta para questões internas de governo
A postura discreta e a atenção a questões internas e administrativas são as principais marcas do início do governo da presidente Dilma Rousseff, segundo a opinião de especialistas ouvidos pela BBC Brasil.


         Para o cientista político da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Geraldo Tadeu Monteiro, o governo Dilma se caracteriza, até agora, por ser mais "institucional" e "organizacional" do que político.
"Dilma é uma liderança mais voltada para o interior do Estado do que para o exterior", diz Monteiro. Em sua opinião, a presidente aparentemente prefere a cobrança aos ministros à exposição pública por meio de discursos e eventos que marcou a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre suas primeiras medidas de caráter administrativo, Dilma transferiu a gerência do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Casa Civil para o Ministério do Planejamento.
Além disso, a presidente anunciou um corte de R$ 50 bilhões no Orçamento de 2011, em uma tentativa de conter os gastos públicos.
O especialista também prevê que, devido a seu perfil, as primeiras medições de popularidade de Dilma mostrarão uma queda em relação aos números de Lula, que tinha, segundo ele, mais familiaridade no contato com o povo.
A última pesquisa CNT/Sensus do governo Lula, divulgada no fim de dezembro, apontava uma aprovação de 87% para o então presidente.
Embora os institutos de pesquisa Sensus e Ibope ainda não tenham publicado levantamentos sobre o novo governo, uma pesquisa do instituto Análise aponta popularidade de 50% para Dilma em seus primeiros 45 dias no Planalto.

Perfil diferente

Na opinião do cientista político Ricardo Ismael, da PUC-Rio, é normal para Dilma adotar certa discrição no início do governo. Para ele, a presidente tem um estilo de intervir nos problemas e de mostrar que está atenta, cobrando respostas da equipe.
"Como a agenda do Lula era mais voltada para fora do Planalto, ele às vezes demorava a responder aos fatos, evitava entrar em atritos", diz Ismael. "O estilo de gerente da Dilma traz esta postura de cobrar responsabilidades, que é um perfil diferente."
Em termos políticos, Tadeu Monteiro vê como uma diferença entre Lula e Dilma o fato de a atual presidente não se manifestar publicamente sobre os assuntos, evitando assim antecipar posições e colocando as pautas a cargo de sua equipe de articulação.
"Quando Lula se manifestava sobre determinados temas, ele estabelecia parâmetros e tornava pública a posição do governo", diz. "Já Dilma evita comentar e coloca os termos da negociação para dentro do seu staff de negociação."
Ricardo Ismael avalia que a recente aprovação do salário mínimo de R$ 545 na Câmara, considerada por muitos a primeira vitória política de Dilma, reaproximou PT e PMDB, mas a relação entre ambos no futuro tende a ser conflituosa pela natureza dos partidos, que querem conquistar espaços, constituindo assim um potencial desafio para a articulação política da presidente.

Política externa

A postura mais discreta da presidente também é uma das principais diferenças do governo Dilma em relação à Era Lula em termos de política externa, na avaliação de especialistas em relações internacionais ouvidos pela BBC Brasil, que também apontam a adoção de uma agenda mais voltada para os direitos humanos.
O professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Eduardo Viola afirma que o novo governo - tanto por parte da presidente como do chanceler, Antonio Patriota - trocou o "personalismo" por uma atitude mais "institucional".
Viola diz que considera Dilma e Patriota mais pragmáticos do que Lula e o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, com uma atuação, segundo ele, mais voltada para resultados concretos e menos carregada de retórica e de componentes ideológicos.
Para Viola, a vinda ao Brasil do presidente americano, Barack Obama, marcada para março, é reflexo desta mudança de orientação. O professor avalia que Obama se afastou de Lula devido à aproximação do brasileiro com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
Na opinião de Viola, o governo Lula priorizava a troca de apoio para uma candidatura a membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, sem condenar violações dos direitos humanos nos países com os quais se relacionava.
O especialista em Relações Internacionais da USP Christian Lohbauer também observa um estilo mais contido por parte de Dilma. Ele elogia a presidente por ter realizado poucos discursos desde a posse, além de ter indicado uma orientação mais voltada aos direitos humanos.
Exemplo disso, segundo Lohbauer, foi a condenação pública feita por Dilma à punição por apedrejamento adotada pelo regime iraniano, em entrevista ao jornal americano Washington Post, em dezembro passado.
Já Antonio Patriota, para Lohbauer, é um ministro com uma orientação bastante próxima de Celso Amorim, de quem foi vice-chanceler, mas com um perfil bem mais discreto, sem buscar ser um protagonista.


BBC Brasil

POLÍTICA - DILMA ROUSSEFF QUER QUE POPULAÇÃO DENUNCIE.

                  


Foto: Divulgação
             Nesta segunda-feira,  a presidente Dilma Rousseff afirmou que está preocupada com os índices de violência contra as mulheres no Brasil, e classificou a situação como "inaceitável". Em declaração feita em seu programa semanal de rádio, "Café com a Presidenta", ela pediu que a população denuncie o ato.

Dilma reforçou o compromisso feito em campanha para garantir que a Lei Maria da Penha seja rigorosamente cumprida e afirmou que os profissionais de saúde da rede pública e privada devem notificar casos de agressões em mulheres, que de acordo com ela, "quem não notificar está sujeito à punição administrativa e corre o risco de ser punido por seu conselho profissional".

A presidente também citou o lançamento da "Rede Cegonha", entretanto não informou a previsão para o início do programa, que tem o objetivo de trabalhar o atendimento integral de gestantes e crianças, desde a gravidez até o desenvolvimento do bebê.

"Nenhuma mulher trabalha tranquila se seus filhos não estiverem protegidos e bem cuidados", disse Dilma referindo-se a entrega de creches e pré-escolas. O governo prevê que até 2014, cerca de 6 mil unidades sejam construídas em todo o país. "Todo mundo sabe que as crianças de zero a 5 anos, que recebem atenção social e pedagógica, higiene e alimentação adequados, entram na vida escolar em condições muito melhores, daí o programa de creches", explicou.


Fonte: SRZD

POLÍTICA - LULA DIZ QUE CRISE NO ORIENTE MÉDIO E UM BEM PARA A DEMOCRACIA.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Doha (Foto: Mohsin Ali)
           

            O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista exclusiva à BBC Brasil, que as rebeliões que sacodem o Oriente Médio são "um bem para a democracia".


             Na opinião de Lula, que participou do fórum "O mundo árabe em transição: o futuro chegou?", promovido pela rede de TV Al Jazeera em Doha, no Catar, os protestos devem promover mudanças na região como o aumento da preocupação com a população jovem e com a distribuição de renda.
"Uma fruta, por mais gostosa que seja, quando fica no pé e você não a colhe no tempo certo, apodrece e cai. O mesmo acontece com os governantes. Na medida em que vai passando o tempo, na medida em que a juventude começa a perder a esperança, acontece o que está acontecendo", disse Lula, recorrendo a uma de suas famosas metáforas, ao comentar as rebeliões no Oriente Médio.
O ex-presidente negou ter sido sondado pela Venezuela para liderar uma comissão de mediação da crise na região, mas defendeu a aproximação do Brasil com países do Oriente Médio e disse que isso aumenta a independência tanto do Brasil como da região em relação aos Estados Unidos.
"O Brasil não quer pedir licença, o Brasil quer ser respeitado, ser tratado como adulto", afirmou Lula, ao comentar a ambição brasileira de exercer um papel de liderança no cenário internacional.
O ex-presidente também abordou sua relação com a presidente Dilma Rousseff ao dizer que mantém contato próximo com ela e que não há divergências entre eles: "O dia em que tiver divergência entre eu e ela, ela terá razão".
Lula disse ainda que está feliz na condição de ex-presidente, que ter deixado o poder com 85% de aprovação o deixa com "a sensação de dever cumprido" e que ainda é cedo para dizer o que fará no futuro - se voltará para a política no Brasil ou se tentará ocupar algum cargo internacional.
Leia abaixo a entrevista do ex-presidente Lula à BBC Brasil.

BBC Brasil - Qual a sensação de, depois de dois mandatos, deixar o governo com mais de 85% de aprovação?

Luiz Inácio Lula da Silva - É uma sensação de dever cumprido. Quando eu disputei (as eleições para) o primeiro e o segundo mandato, nós tínhamos traçado o objetivo de construir um Brasil diferente, com inclusão social, distribuição de renda, geração de empregos. Da volta do desenvolvimento do Brasil. E também tínhamos estabelecido a ideia de fazer com que o Brasil tivesse uma inserção no mundo mais importante. E nós atingimos o objetivo. Nós superamos as expectativas até de gente nossa. Eu sinto hoje o prazer de ter valido a pena ter perdido três eleições, de ter tido paciência e de ter esperado para ganhar as eleições e provar que nós éramos capazes de fazer mais do que aqueles que tinham governado antes de nós. E também o prazer de saber que a presidente Dilma Rousseff pegou um país muito mais estruturado, com muito mais investimento no setor produtivo, muito mais possibilidade de avançar do que eu peguei. Estou feliz de estar nessa nova função de ex-presidente.

BBC Brasil - Há alguma coisa que o senhor gostaria de ter resolvido no Brasil em seus dois mandatos como presidente e que não conseguiu?

Lula - Deve ter muita coisa. Tem muita coisa que começamos e que não terminamos, que vai terminar agora. Agora temos uma preocupação extraordinária: vamos ter a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos no Rio em 2016. Sempre há pessimistas que dizem que vai ter problema. Nós não teremos problemas com aeroportos, com segurança. Eu sou muito otimista. Se você me perguntasse: "o que falta fazer no Brasil?", eu diria: "muita coisa". Certamente vamos descobrindo ao longo do tempo. O tempo vai se encarregar de dizer, e nossos adversários também vão descobrir. Agora vamos torcer para que a companheira Dilma faça tudo aquilo que falta fazer.


BBC Brasil - E qual é a sua avaliação desses quase cem dias de governo Dilma?

Lula - Posso te dizer que foram muito mais tranquilos do que os meus primeiros cem dias. Porque a Dilma hoje praticamente não tem problemas. Ela tem, coordenado por ela mesma, a contratação de 1 milhão de casas do programa Minha Casa, Minha Vida número 1, e agora começa a contratar 2 milhões de casas para o programa número 2. Ela tem praticamente R$ 995 bilhões de investimentos no PAC 2, ela tem, só da Petrobras, US$ 224 bilhões em investimentos até 2014, uma quantidade enorme de coisas para inaugurar, 46 escolas técnicas que estão em fase de término. Já deu um aumento para o Bolsa Família, que foi uma coisa importantíssima. Está trabalhando em um projeto para acabar definitivamente com a miséria no Brasil. Não houve nenhuma grande realização nesses cem primeiros dias de governo, porque não é possível ter. Um filho leva nove meses para ser gerado, você imagina uma grande obra? Mas ela tem o Brasil na cabeça, tem os projetos prontos. Eu acho que a Dilma vai fazer um governo excepcional para o Brasil.

BBC Brasil - E como é atualmente a relação do senhor com a presidente? Vocês mantêm contato frequente?

Lula - Mantemos, conversamos sempre. Nos encontramos quatro vezes depois que eu deixei a Presidência. De vez em quando, querem dizer que existem divergências entre eu e a Dilma. Não vai existir nunca divergência entre eu e a Dilma, porque o dia em que tiver divergência entre eu e ela, ela terá razão.
É preciso que o presidente líbio, Muamar Khadafi, se disponha a negociar com as pessoas que estão lutando, porque não pode continuar havendo violência.
Luiz Inácio Lula da Silva


BBC Brasil - Como o senhor avalia a atual situação no Oriente Médio e qual papel o Brasil pode desempenhar nessa crise, principalmente na Líbia?

Lula - É preciso ter cuidado para não tentarmos dar palpite equivocado em um processo ainda em construção. Até agora, alguns governos foram derrubados. O que vai acontecer depois, ainda é mais dúvida do que certeza. Que tipo de Constituição vai existir em cada país? Que tipo de gente vai ser eleita? Porque se a derrubada desses governos se deu sem uma organização estruturada do ponto de vista político, é muito difícil você montar governo e construir instituições sólidas. Uma fruta, por mais gostosa que seja, quando fica no pé e você não a colhe no tempo certo, apodrece e cai. O mesmo acontece com os governantes. Na medida em que vai passando o tempo, na medida em que a juventude começa a perder a esperança, acontece o que está acontecendo.
Eu acho que é um bem para a democracia. É preciso que o presidente líbio, Muamar Khadafi, se disponha a negociar com as pessoas que estão lutando, porque não pode continuar havendo violência. É preciso que ele se disponha a conversar ou que convoque uma eleição, um referendo, alguma coisa, para que seja possível medir o tamanho do desejo do povo da saída (de Khadafi do governo). Mas eu acho que esse é um processo normal, que aconteceu no Brasil, por ocasião do regime militar, em 1983 e 1984, durante a campanha para eleições diretas, aconteceu na Argentina, no Chile, no Uruguai, no Paraguai, e agora é a vez do Oriente Médio. Eu acho que esse processo é bom. Depois disso, poderemos colher a sensação de um Oriente Médio renovado, mais preocupado com a juventude, com a distribuição de renda, mais preocupado com a democracia.

BBC Brasil - Foram divulgadas notícias sobre um pedido da Venezuela para que o senhor liderasse uma comissão internacional para mediar a crise na Líbia.

Lula - Isso é um boato falso. O próprio ministro de Exteriores da Venezuela desmentiu.

BBC Brasil - Durante seus dois mandatos, foi aberta a embaixada palestina no Brasil, foi criada a Cúpula América do Sul-Países Árabes, o senhor fez inúmeras viagens ao Oriente Médio. Qual é a importância das relações entre o Brasil e o Oriente Médio hoje?

Lula - Quanto mais forte for a relação do Brasil com o Oriente Médio, do ponto de vista comercial, político, econômico e cultural, menos o Oriente Médio será dependente da Europa e dos Estados Unidos, e menos o Brasil será dependente da Europa e dos Estados Unidos. Nós diversificamos as nossas relações. Durante séculos, nós estivemos afastados, e eu diria que por interesses econômicos das grandes potências. Não há motivo para governantes brasileiros passarem um século e meio sem ir a países do Oriente Médio. Acho que essas relações tendem a continuar crescendo.
O Brasil tem uma maior inserção no mundo e tem a obrigação de fazer mais, de trabalhar mais e de propor mais coisas.
Luiz Inácio Lula da Silva

BBC Brasil - E quais são o objetivos dessa política voltada não só para países árabes, mas também africanos e sul-americanos?

Lula - A ideia fundamental é tentar socializar as experiências bem sucedidas que nós tivemos no Brasil. Nem nós ainda temos noção do resultado de tudo que nós fizemos. Quando terminou meu segundo mandato, fiz questão, no dia 15 de dezembro (de 2010), de que todos os ministros registrassem em cartório tudo o que fizemos, porque daqui para frente é que vamos nos dar conta do que fizemos. Porque tirar 36 milhões de pessoas da pobreza e levar para a classe média, e tirar 28 milhões da pobreza extrema é resultado de um trabalho extraordinário de microcrédito, de financiamento, de distribuição de renda, de aumento de salário.
E eu quero mostrar essas coisas para outros países e ver se a gente consegue arrumar recursos para financiar essas coisas naqueles países. Não é possível que as pessoas não compreendam que quanto mais melhorar a África, melhora a Alemanha, melhoram os Estados Unidos, melhora o Brasil. Porque aumentam as relações entre os países, aumenta o poder de consumo, melhora a qualidade de vida das pessoas. Eu fiz uma boa amizade com os presidentes africanos, visitei 29 países. Eu, sozinho, visitei mais que (todos os presidentes de) toda a história da República do Brasil. Se eu puder ajudar Cabo Verde, Senegal, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, eu tenho que ajudar. E estou disposto a fazer esse esforço.

BBC Brasil - E qual é a importância do Brasil hoje em dia como uma espécie de líder nas relações Sul-Sul?


Lula - A palavra líder é muito delicada, porque a gente só lidera quem pede para ser liderado. E ninguém pediu para o Brasil liderar as relações Sul-Sul. O que tem que se levar em conta é que o Brasil é a maior economia, tem a maior população (da América Latina), e, portanto, é quase que normal que o país tenha um papel importante nessas relações. Mas qualquer um dos quatro países do Mercosul pode fala pelo Mercosul, qualquer um da Unasul pode falar em nome da Unasul. O Brasil tem uma maior inserção no mundo e tem a obrigação de fazer mais, de trabalhar mais e de propor mais coisas. Eu acho extraordinário que os países da América do Sul comecem a ser percebidos pelo mundo.
Acho que o Brasil começa a ser respeitado e ouvido, o mundo começa a perceber que nós temos o que propor. Isso é bom, porque houve o fim de uma bipolaridade, em que duas grandes potências diziam ao mundo o que fazer. Depois do fim da bipolaridade, ficou quase que uma posição única. No fundo, mandavam quase que só a União Europeia e os Estados Unidos. O Brasil não quer pedir licença, o Brasil quer ser respeitado, quer ser tratado como um adulto, que tem o que falar, que tem o fazer, que tem o que propor, que sabe negociar. Acho que a tendência daqui para frente é o Brasil se fortalecer muito mais na sua política externa, porque isso foi muito bom para o país e para o povo brasileiro.
Há dez anos, os brasileiros viajavam para o exterior e tinham vergonha de mostrar o passaporte, de dizer que eram brasileiros. Hoje os brasileiros têm orgulho, em qualquer lugar do mundo, de dizer "sou brasileiro". As pessoas já não conhecem mais o Brasil só pelo carnaval, pela violência, pelas favelas e pelo futebol. Elas conhecem o Brasil pelo acerto em sua política econômica, pelo acerto no tratamento da crise, pela descoberta do pré-sal, pela distribuição de renda, pela ascensão da classe pobre à classe média, por nossa política ambiental.

BBC Brasil - E o que o senhor tem feito? Quais são os planos para o futuro? O senhor pretende se candidatar a algum cargo internacional? Voltar para a política brasileira?

Lula - Tudo o que eu falar agora será precipitado. Eu tenho descansado, tenho trabalhado, feito palestras. No mês de março, eu vou a Portugal receber um título da Universidade de Coimbra, vou ao Paraguai em uma reunião sobre educação, vou ao Uruguai para a comemoração dos 40 anos da Frente Ampla. Vou no dia 5 de abril para Washington, para um debate promovido pela Microsoft, depois eu vou para Acapulco, no México, para Madri e para Londres.

BBC Brasil

BRASIL - BRASIL TEM SITUAÇÃO GEOGRÁFICA PRIVILEGIADA DIZ SISMÓLOGO SOBRE RISCOS DE TERREMOTO.



             O técnico em sismologia do Instituto de Astronomia Geofisica e Ciências Atmosféricas - Grupo de Sismologia - (IAG) da USP (universidade de São Paulo), José Roberto Barbosa, explicou e tranquilizou os brasileiros ao dizer que dificilmente o país sofrerá algo parecido.


           "O terremoto foi muito forte, teve energia liberada superior a 30 bilhões de dinamites. Felizmente o epicentro foi a cerca de 130km de distância do continente e 24km de profundidade. A quantidade de energia liberada a essa profundidade chega à superfície forte, tanto é que o tremor foi sentido em todo o país. Em alguns lugares mais e em outros menos".

Os riscos de o Brasil sofrer um forte terremoto são pequenos, conforme informou José Roberto. "O Brasil tem uma situação geográfica privilegiada. Na história só tivemos dois terremotos de magnitude superior e 6 graus. Apesar de ser difícil, a ocorrência de terremotos aqui não é descartada. O que pode acontecer é um tsunami chegar aqui em consequência de um terremoto em algum lugar do mundo, como aconteceu em 2004, quando foi registrado aumento do nível do mar no Rio de Janeiro, ondas mais fortes".


Fonte: SRZD
 

7 de março de 2011

DIA 8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER.





             O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" - por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.
Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a que muitas delas ainda são submetidas em todo o mundo.

 

Origem

A ideia da existência de um dia internacional da mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo, destacando-se Nova Iorque, Berlim, Viena (1911) e São Petersburgo (1913).
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória da greve das operárias da indústria do vestuário de Nova York, em protesto contra as más condições de trabalho.
Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.
No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de Março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.
Poucos dias depois, a 25 de Março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é, com frequência, erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.
Em 1915, Alexandra Kollontai organizou uma reunião em Christiania (atual Oslo), contra a guerra. Nesse mesmo ano, Clara Zetkin faz uma conferência sobre a mulher.
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.
Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo um dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu como celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia uma ocasião em que os homens manifestavam simpatia ou amor pelas mulheres - uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorads, com ofertas de prendas e flores, pelos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldávia e Ucrânia.
Na Tchecoslováquia, quando o país integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), a celebração era apoiada pelo Partido Comunista. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, visando convencer as mulheres de que considerava as necessidades femininas ao formular políticas sociais. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. A data foi gradualmente ganhando um caráter de paródia e acabou sendo ridicularizada até mesmo no cinema e na televisão. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo do antigo regime.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920. Posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década d 1960, sendo, afinal, adotado pelas Nações Unidas, em 1977.

Fonte: wikipédia.

SAÚDE - JAPÃO SUSPENDE USO DE VACINAS APÓS MORTES.




           O Ministério da Saúde do Japão interrompeu o uso de vacinas feitas pela Pfizer Inc e pela Sanofi-Aventis SA contra meningite e pneumonia após a morte de quatro crianças.
As crianças morreram pouco depois de tomar as vacinas e, embora não estivesse claro se havia uma ligação entre as mortes e as vacinas, o uso da Prevenar, da Pfizer, e da ActHIB, da Sanofi, será suspenso enquanto as mortes são investigadas, informou o ministério em um comunicado.
Um painel de segurança do ministério foi marcado para discutir os achados das investigações na terça-feira.
Em fevereiro do ano passado, as autoridades de saúde da Holanda disseram que não foi encontrada uma relação entre a Prevenar e a morte de três crianças que tomaram a vacina.
Três das crianças que morreram no Japão tomaram a Prevenar junto com a ActHIB. Além disso, três das crianças também tomaram uma vacina mista contra difteria, coqueluche e tétano no mesmo dia que tomaram as outras vacinas.
Três das quatro crianças morreram um dia depois de serem vacinadas. As mortes ocorreram entre 2 de março e 4 de março.
Representantes da Pfizer e da Sanofi em Tóquio afirmaram que as empresas estavam cooperando com as investigações.
Um porta-voz para a Sanofi disse que a companhia enviou mais de 3 milhões de doses da ActHIB para o Japão desde 2008. Um porta-voz da Pfizer informou que a empresa distribuiu mais de 2 milhões de doses da Prevenar no Japão desde o ano passado.


Oglobo

SAÚDE - ANÁLISE AO SANGUE PODE DETECTAR SÍNDROME DE DOWN.



Especialista espera que avanço possa ser dado, no máximo, daqui a dois anos.

Daqui por dois anos uma simples análise ao sangue das grávidas poderá ser suficiente para detectar casos de Síndrome de Down nos bebés.
A confirmar-se, este é um grande avanço porque vai dispensar testes invasivos e arriscados como a amniocentese - uma recolha de líquido amniótico, feita por volta da 15ª semana de gestação -, um exame que apresenta risco de aborto espontâneo.
Cientistas no Chipre ensaiaram com sucesso em 40 mulheres este método de análise ao sangue e posterior análise ao ADN, e conseguiram detectar com precisão os casos de Trissomia 21.
A pesquisa vai agora entrar numa nova fase, com mil grávidas a submeterem-se aos ensaios. O médico cipriota Phillippos Patsalis afirma ao jornal Nature Medicine que daqui por dois anos poderá generalizar-se a detecção de casos de Síndrome de Down através de simples análise ao sangue das grávidas

Fonte: .rr.pt



ECONOMIA - CONTA DE LUZ DEVE SUBIR 8% PARA CONSUMIDOR.



            A conta de luz do brasileiro deverá ficar mais salgada nos próximos anos. Até 2015, a expectativa é que o aumento real (sem inflação) das tarifas fique entre 8% (residencial) e 19% (industrial), caso não haja nenhuma política setorial para reverter a situação. Além da inflação, as projeções não consideram possíveis aumentos decorrentes da operação das termoelétricas para preservar os reservatórios de água, como ocorreu no ano passado.
Os dados constam de estudo feito pela consultoria Andrade&Canellas a pedido das associações Abrace (grandes consumidores), Abal (alumínio), Abividro (vidro), IABr (aço) e Abrafe (ferro liga). Os cálculos estão baseados numa série de fatores e premissas. A principal delas refere-se ao custo da parcela de energia dentro da tarifa (que inclui ainda impostos, encargos e transmissão), afirma o consultor da Abrace, Fernando Umbria.
Desde 2005, o governo contratou quase 10 mil MW de termoelétricas movidas a diesel e óleo combustível, que custaram entre R$ 139 e R$ 164 o megawatt hora (MWh) apenas pela disponibilidade (se precisarem ser acionadas, o custo sobe para mais de R$ 500). Até 2010, essas novas usinas contribuíram para elevar em 36% (de R$ 75 para R$ 102) o custo médio do mix de energia vendida às distribuidoras, segundo o trabalho.
Essa pressão continuará nos próximos quatro anos, com a entrada de novas usinas no sistema elétrico. A partir de 2015, o início de operação das hidrelétricas de Belo Monte e Teles Pires, que custaram respectivamente R$ 77,97 e R$ 58,35 o MWh, ajudará a reduzir esse impacto. Por outro lado, como as novas hidrelétricas são a fio d"água, o sistema exigirá a entrada em operação de mais térmicas para preservar os reservatórios em períodos mais secos, observa o professor da UFRJ, Nivalde Castro.
Na opinião dele e dos representantes das associações, a grande esperança para reduzir o custo das tarifas está no fim dos contratos de energia velha (de usinas antigas, já amortizadas), a partir de 2013. Serão 19,4 mil MW de capacidade que terão de ser recontratados, destaca o gerente de estudos da Andrade&Canellas, Ricardo Savoia, um dos autores do trabalho.
Mas, de acordo com o estudo, cerca de 30% ou 35% desses volumes não voltarão ao mercado cativo (atendidos pelas distribuidoras). "Algumas geradoras já negociaram parte da energia no mercado livre (em que os grandes consumidores compram direto das usinas) em contratos de longo prazo", segundo o trabalho. A prática diminuiria os benefícios para a população numa eventual redução dos custos da energia. "Se uma parte vai para o mercado livre, o governo tem de contratar energia nova, mais cara, para atender o mercado cativo", diz Umbria, da Abrace.
Hoje os 19,4 mil MW estão contratados por cerca de R$ 89 o MWh (corrigida pelo IPCA). O mercado acredita que seja possível reduzir para algo em torno de R$ 50 ou R$ 60 o MWh. "É a grande oportunidade do governo federal para reduzir os atuais patamares de preço no Brasil. Apesar de a tendência mundial ser de alta dos preços de energia elétrica, acredito que a partir de 2015 teremos boas possibilidades para dar um refresco nas tarifas."
Concessões. Para isso, o governo precisa decidir o que fazer com os contratos de concessões de geradoras, distribuidoras e transmissoras que vencem a partir de 2015. A opção é prorrogar as concessões - que exigiria mexer na lei atual - ou retomar os ativos e fazer novos leilões de privatização. Sem isso, não há o que fazer com os contratos de energia velha que terminam em 2013 e 2014. Há quem acredite em um contrato provisório até que o problema seja solucionado.
O pesquisador da Coppe/UFRJ, Roberto D''Araujo, ainda tem dúvidas de que a descontratação da energia velha surta algum efeito sobre a tarifa. "Deveria reduzir, mas não sei qual a conta que o governo vai fazer levando em consideração o custo das estatais." Ricardo Savoia concorda: "Se o balanço das empresas for avaliado, veremos que o custo delas é muito alto. Fica difícil dizer que o governo vá conseguir reduzir o preço da energia para R$ 50."
D"Araujo, que já foi conselheiro de Furnas, destaca que a estatal tinha custos elevados por causa da energia de outras geradoras, como Eletronuclear e a Térmica de Cuiabá, por exemplo. Nesse último caso, a estatal pagava R$ 150 o MWh por uma energia que nem era gerada. "Quem pagava era Furnas e quem tinha de produzir no lugar da térmica também era Furnas."
Na opinião dele, a tarifa elétrica brasileira precisaria passar por uma "radiografia profunda" para saber por que é tão alta. "O sistema ficou muito caro, mas não dá para dizer que é tudo por causa de imposto e encargo. De todos os países com matriz predominantemente hídrica, somos o mais caro do mundo." Segundo a Abrace, até 2010 o Brasil tinha a terceira maior tarifa de energia mundial para o setor industrial e a nona maior para o consumidor residencial.


ESTADÃO

POLÍTICA - DILMA SOLTA FILHOTES DE TARTARUGA, MAS VETA ATÉ ENTRADA DE FREIRA NA BARREIRA DO INFERNO.Dilma solta filhotes de tartaruga, mas veta até entrada de freira na Barreira do Inferno

Presidenta Dilma conhece o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno e participa da soltura de tartarugas marinhas. FOTO / Marcelo Garrido / Agência Força Aérea


       No terceiro dia no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal, a presidente Dilma Rousseff participou na tarde desta segunda-feira da soltura de 100 filhotes de tartaruga-de-pente, na praia da base militar. O ato foi organizado e acompanhado por pesquisadores do Projeto Tamar - de proteção das tartarugas.

Dilma também assistiu a uma apresentação sobre as atividades desenvolvidas no centro, criado em 1965. Na apresentação, a presidente - que está hospedada no hotel de trânsito - conheceu as intalações, os programas e as pesquisas do centro, como o Veículo Lançador de Satélites (VLS). Nem um dos eventos foi acompanhado pela imprensa, mas a assessoria do Palácio do Planalto divulgou fotos e informações.
Disposta a manter seu retiro carnavalesco, Dilma vetou a entrada de visitantes não convidados na Barreira do Inferno. A presidente da Casa do Menor Trabalhador, irmã Lúcia Montenegro, tentou por 40 minutos convencer a segurança do centro a lhe deixar conversar com a presidente, que descansa na base militar desde a última sexta-feira.
A freira deixou o local decepcionada e nem quis dar entrevista. A segurança do centro argumentou que nem a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) nem a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, seriam recebidas por Dilma.
Depois da freira, o atleta Carlos Dias, especialista em ultramaratonas, foi barrado na portaria da Barreira do Inferno. Ele pretendia conversar com a presidenta sobre a campanha para ajudar crianças com câncer. O programa incentiva as pessoas a fazerem doações para o setor.
A prefeita mandou para a presidente um quadro do artista plástico Ivo Maia, de Ceará-Mirim, e o livro de fotos Vem Viver Natal, do fotógrafo Canindé Soares. O chefe de gabinete da Presidência, Giles Azevedo, ligou para a prefeita e agradeceu a gentileza.
A presidente está hospedada no hotel de trânsito da barreira do Inferno desde sexta-feira, com familiares. Dilma retornará na terça-feira à tarde a Brasília e na quarta-feira terá reuniões internas no Palácio do Planalto.


O Globo

POLÍTICA - MULHERES PODERÃO FAZER CPF GRATUITAMENTE.



            Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Caixa Econômica Federal vai emitir gratuitamente o CPF (Cadastro de Pessoa Física) entre os dias 9 e 11 de março. O benefício será oferecido em todas as agências.
O objetivo do banco é permitir o acesso das mulheres às políticas públicas do governo federal, como o Programa Fome Zero, Bolsa Família e o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). Além disso, com o documento é mais fácil é possível abrir conta bancária e obter crédito.
Para tirar CPF, as mulheres com mais de 18 anos precisam levar às agências do banco a carteira de identidade ou a certidão de nascimento e, ainda, apresentar o Título de Eleitor. Para as adolescentes maiores de 16 anos, basta o RG ou a certidão de nascimento.
Quem não tiver 16 anos pode ser representado por um dos pais ou responsável. Neste caso, o representante deve portar certidão de nascimento ou documento que contenha filiação (nome dos pais) e data de nascimento da criança ou adolescente, além de documento de identificação e CPF próprios.
Atualmente, a emissão do documento custa R$ 5,70 e pode ser feita nas agências da Caixa, do Banco do Brasil e dos Correios. 


correiodoestado

POLÍTICA - FILHA DE SENADOR FERIDA EM ACIDENTE COM HELICÓTERO PASSA POR CIRURGIA.



                  A filha do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), Marcella Paz Oliveira, de 22 anos, apresenta sinais de recuperação após passar por cirurgia depois de se machucar em pouso forçado do helicóptero neste domingo (6/3). A intervenção foi na bacia.

Marcella já está consciente e consegue movimentar as pernas. Apesar da melhora no estado de saúde, Marcella ainda passará a noite na UTI do Hospital Santa Lúcia, no fim da Asa Sul, sob observação preventiva, segundo um assessor do pai. Um boletim médico com mais informações e a previsão de alta deverá ser divulgado ainda nesta segunda-feira.

Marcella sofreu o acidente junto do namorado, Ricardo Fenelon Júnior, de 24 anos, e do piloto Sérgio Alexandre Martins, a 150km de Brasília, nas redondezas da divisa entre Corumbá com Cocalzinho e Águas Lindas (GO). A aeronave saiu de Catalão com destino a Corumbá, quando um problema mecânico forçou a aterrisagem na fazenda Santa Mônica, que pertence a Eunício Oliveira.

Após o pouso, o piloto apresentou dores lombares, e o namorado sofreu apenas escoriações leves, recebeu alta e já se encontra em casa.


correiobrasiliense

POLÍTICA - POPULARIDADE DO BRASIL É A QUE MAIS CRESCE EM PESQUISA GLOBAL.



              Uma pesquisa anual do Serviço Mundial da BBC conduzida em 27 países revela que as opiniões positivas sobre a influência do Brasil no mundo tiveram o maior aumento entre as nações pesquisadas, passando de 40% a 49%.
Já as visões negativas sobre a atuação brasileira caíram três pontos percentuais, para 20%. Somente em um país, a Alemanha, as opiniões negativas sobre o Brasil suplantam as positivas (32% a 31%).
Outra nação a destoar do resultado geral foi a China, maior parceiro comercial do Brasil, onde a visão positiva da influência brasileira caiu 10 pontos percentuais, para 45%, e a opinião negativa subiu 29 pontos, para 41%.
O levantamento, coordenado pelo instituto de pesquisas GlobeScan e pelo Programa de Atitudes em Política Internacional (PIPA, na sigla em inglês) da Universidade de Maryland (EUA), foi feito entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011 com 28.619 pessoas, que opinaram sobre a influência de 16 países e da União Europeia.
Para Fabián Echegaray, diretor do Market Analysis, empresa que realizou a pesquisa no Brasil, a melhor avaliação do país pode ser atribuída à aprovação à diplomacia brasileira, à popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à atuação de empresas e ONGs brasileiras no exterior.
“Nos últimos dois, três anos, ONGs brasileiras tiveram grande destaque na discussão sobre as mudanças climáticas. Esse papel é bastante percebido lá fora e acaba projetando a imagem do país”, diz ele à BBC Brasil.
Segundo Echegaray, o bom desempenho da economia brasileira nos últimos anos, período em que muitos países sofreram intensamente os efeitos da crise financeira, também contou pontos a favor do Brasil, principalmente entre nações europeias.
A melhora na avaliação sobre o Brasil fez com que o país igualasse o desempenho obtido pelos Estados Unidos, cuja influência também foi considerada positiva por 49% dos entrevistados.
Os dois países ocupam posições intermediárias no ranking da pesquisa, que tem a Alemanha (com 62% de aprovação) e a Grã-Bretanha (58%) nos primeiros lugares e Irã e Coreia do Norte (ambos com 16% de aprovação) nas últimas colocações.


Auto-imagem

Echegaray destaca ainda, entre os resultados da pesquisa, a excelente opinião que os brasileiros têm da influência do próprio país, só comparável à dos sul-coreanos.

Protesto contra construção de usinas na Amazônia

Ativismo do Brasil na área ambiental favorece visão do país, diz pesquisador
De acordo com o levantamento, 84% dos brasileiros acham que o Brasil tem influência positiva com o mundo, mesma porcentagem medida em 2009 e mesmo índice da Coreia do Sul.
Em 2008, ano em que o Brasil passou a figurar no questionário, 74% aprovavam a atuação do país.
Neste ano, a aprovação à influência do próprio país atingiu 77% na China e na Índia, 69% na Grã-Bretanha, 68% na França, 64% nos Estados Unidos e 39% no Japão.
Para o pesquisador, a boa avaliação do Brasil entre seus cidadãos indica como o brasileiro está processando o acúmulo de notícias no exterior a respeito do país.
“Os dados revelam um apoio à atuação externa do Brasil, seja via políticas públicas ou iniciativas de setores da sociedade.”
O levantamento no Brasil foi feito com 800 adultos moradores de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Projeção

A pesquisa revela ainda que a imagem do Brasil ao redor do mundo ganhou mais clareza no último ano: o número de entrevistados que optaram por não avaliar a influência do país caiu seis pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.
A visão positiva do Brasil cresceu principalmente na Nigéria (22 pontos percentuais, chegando a 60% do total), na Turquia (29 pontos, 48%), Coreia do Sul (17 pontos, 68%) e Egito (19 pontos, 37%).
Na Europa, as maiores aprovações ocorreram em Portugal (76%) e na Itália (55%). Na Grã-Bretanha, embora a avaliação positiva do Brasil tenha crescido 12 pontos, chegando a 47%, a opinião negativa aumentou 13 pontos, atingindo 33%.
Além de ser o único país onde a avaliação favorável ao Brasil foi inferior à desfavorável, a Alemanha foi a única nação europeia a registrar aumento no número de entrevistados que optaram por não avaliar a influência brasileira.
Entre os países latino-americanos pesquisados, a aprovação à influência do Brasil chegou a 65% no México, 63% no Peru e 70% no Chile, ainda que neste país a opinião positiva tenha caído sete pontos, e a negativa, aumentado em seis.
Outros países onde as opiniões favoráveis ao Brasil cresceram foram a Austrália (50%, ante 32 na pesquisa anterior), Estados Unidos (60%, ante 42%), Canadá (53%, ante 38%) e Indonésia (50%, ante 42%).


BBCbrasil

POLÍTICA - SENADORES PROMETEM REAVALIAR O TAMANHO DA ESTRUTURA DA CASA E OS GASTOS.



             Na volta do carnaval, parlamentares que compõem a Subcomissão de Reforma Administrativa do Senado prometem retomar o trabalho interrompido pelo período eleitoral para promover uma lipoaspiração nas contas da Casa. O Senado precisou contratar duas vezes a Fundação Getulio Vargas (FGV) para chegar à conclusão de que senadores em início de mandato — como o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que faz parte da subcomissão — já verificaram: o dinheiro público está indo para o ralo.
Só na coordenação de transportes existe uma média de 3,5 funcionários para cuidar de cada carro. A Casa tem 89 veículos que rodam a serviço dos 81 senadores e representantes da Mesa Diretora. Dos 310 funcionários do transporte, 232 são ligados diretamente ao Senado e 78 outros contratados por meio de empresa terceirizada a um custo de R$ 573 mil mensais. Ferraço afirma que a reforma administrativa é uma oportunidade para o Senado. “Deu para perceber que precisamos cortar na carne. Fico com sentimento de que existe gordura a ser cortada. A ideia é que o nosso trabalho na subcomissão possa ser técnico. O senador Pedro Simon, que fez parte da antiga subcomissão, diz que tem mais gente no museu do Senado do que no Museu Nacional”, ressalta o parlamentar do Espírito Santo.

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que presidiu a última subcomissão de reforma administrativa, conta que as eleições “atropelaram” o trabalho do grupo e que, apesar do gigantismo das estruturas, havia projeto na Casa para ampliar a Polícia Legislativa para que os agentes prestassem serviço aos senadores nos estados. “Cada órgão é maior do que o outro. São gigantescos. É necessário avançar na reforma. A polícia que eles queriam fazer é uma Polícia Federal. Se eu me sentisse ameaçado em Pernambuco, ligaria e eles mandariam policiais aqui”, conta Jarbas Vasconcelos.
Ronda

Se a comparação da Polícia Legislativa do Senado com a Polícia Federal parece exagerada, os números do DF ajudam a mensurar as falhas na administração da Casa. De acordo com relatório produzido pelo ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) na subcomissão extinta no fim do ano passado, 427 funcionários atuam no policiamento e segurança do Senado. O número corresponde a 20% do efetivo da Polícia Militar em atividade durante um turno da ronda ostensiva diária do DF.

Além de gastar cerca de R$ 50 milhões por ano com despesas de saúde, pagas por meio de convênios do plano da Casa com instituições médicas, o Senado mantém estrutura de 124 profissionais entre enfermeiros, médicos e dentistas para atendimentos nas dependências do Legislativo. A manutenção da estrutura de um pequeno hospital na folha de pagamento do Senado é questionada pelo relatório. “Criado para atender a emergências, em um tempo em que Brasília carecia de infraestrutura médica, acabou por transformar-se em um pequeno hospital que presta serviços concorrentes aos do Sistema Único de Saúde. Será que os planos de Saúde disponíveis na Casa não seriam suficientes para atender adequadamente aos servidores e Senadores? Não seria lógico que o Serviço Médico voltasse a ser uma unidade de atendimento de emergências e de Medicina do Trabalho, sendo capaz de fazer o encaminhamento rápido e com segurança dos enfermos e acidentados a hospitais por eles escolhidos?”

Responsável pela impressão de um diário de quatro páginas e outras oito publicações sem periodicidade definida, a Gráfica do Senado abriga 627 funcionários, entre eles 11 responsáveis apenas pelo trabalho tipográfico, arte secular que perdeu espaço depois do advento dos computadores. Na lista das profissões improváveis que ainda figuram na folha da Casa também está a figura do artesão. Admitidos durante a década de 1980, 148 funcionários do setor de “artesanato” estão hoje distribuídos em outras funções no Senado.

Na projeção de cortes que a subcomissão indicou no fim da última legislatura estão a redução em 30% dos contratos de mão de obra terceirizada, o enxugamento de 18% nos cargos em comissões (cairiam de 1.499 para 1.219) e o fim de 856 funções comissionadas.



correiobrasiliense

POLÍTICA - DEPUTADO DO CASTELO ESTÁ AMEAÇADO DE DESPEJO.





            Depois de ficar famoso no Brasil inteiro como o deputado do castelo, Edmar Moreira (PP) se vê envolvido agora numa história com um imóvel bem mais modesto: o apartamento funcional cedido pela Câmara para moradia de parlamentares. Conhecido pela suntuosa construção que ergueu na década de 1980 no interior de Minas Gerais, o ex-deputado extrapolou o prazo fixado pela Câmara para devolução do imóvel, que continua ocupando mesmo depois de ter sido derrotado na disputa pela reeleição em 2010. A data final para desocupação do apartamento era o dia 2.

O quarto-secretário da Câmara, Júlio Delgado (PSB), responsável pelo setor de habitação da Casa, enviou notificação ao ex-parlamentar. Caso Moreira não desocupe o imóvel até a semana que vem, Delgado afirma que entrará com ação de despejo. “Precisamos do imóvel, que será usado por outros parlamentares”, argumenta. Conforme o regimento da Câmara, os deputados têm 30 dias, contados a partir do início da legislatura, em 1º de fevereiro, para devolver os apartamentos. Como as eleições foram em 3 de outubro, Edmar teve, portanto, cinco meses para deixar o imóvel.

Segundo Delgado, a relutância do ex-parlamentar em entregar o apartamento ocorre exatamente no momento em que aumentou a demanda pelas habitações fornecidas pela Câmara. “Em 2007, foram 200 pedidos de apartamentos e 300 de auxílio-moradia. Este ano, a situação se inverteu. Foram 300 solicitações de imóveis e 200 de auxílio-moradia. Também segundo o regimento da Câmara, os parlamentares são obrigados a optar por um ou outro. No caso do auxílio, o valor é de R$ 3 mil mensais. A pequena parte restante dos deputados, por já ter casa em Brasília, dispensa os dois benefícios.

Para complicar, o quarto-secretário diz que, do estoque de apartamentos, um total de 430 imóveis, cerca de 80 estão sem condições de uso e 140 estão em reforma. Como o total disponível não será suficiente para atender todos os parlamentares, a Câmara estabeleceu critérios para ocupação dos apartamentos. Deputados que vão mudar com a família para Brasília, por exemplo, têm prioridade. Os que não conseguirem receberão o auxílio-moradia até que os imóveis em reforma estejam prontos. Parte das obras serão concluídas até julho. Os apartamentos têm três quartos – um deles suíte –, escritório e dois banheiros.

Histórico


Edmar Moreira passou a ser conhecido como o senhor do castelo em 2009, quando foi indicado corregedor da Câmara dos Deputados. A construção não foi incluída na declaração de Imposto de Renda do parlamentar, que se defendeu afirmando ter vendido o complexo, avaliado em R$ 20 milhões, para o filho. Edmar, que à época pertencia ao DEM, perdeu o cargo de corregedor e, em seguida, deixou o partido para evitar expulsão. A reportagem tentou contato com o ex-parlamentar por intermédio do gabinete do filho, o deputado estadual Leonardo Moreira (PSDB), mas não houve retorno.


correiobraziliense

5 de março de 2011

RELIGIÃO - DOMINGO GRANDE FESTA CATÓLICA NO GINÁSIO PAULO SARASATE.



Com o tema 'Deus é a felicidade" evento acontece em sua 25ª edição.



               De domingo a terça-feira(6 a 8), das 9 às 22 horas, acontece o carnaval dos católicos, em sua a 25ª Edição:O Renascer, cujo tema “Deus é a felicidade”, no ginásio Paulo Sarasate, com entrada franca. O Renascer tem como princípio a cultura de paz, e reúne, em sua maioria, jovens que encontram no evento uma opção ao carnaval.
O Renascer 2011, promovido pela Comunidade Católica Shalom, conta com apoio da Prefeitura de Fortaleza, através da Secretaria de Esporte e Lazer (Secel). Neste ano, o evento fará homenagem a personalidades e instituições que contribuíram com o êxito do Renascer em suas últimas edições. Na segunda-feira (7), a Secretaria de Esporte e Lazer de Fortaleza, representada por seu titular Evaldo Lima, será uma das homenageadas do evento, quando receberá a placa Renascer – 25 anos.
Solidariedade
A equipe do Hemoce estará presente durante o "Renascer 2011" disponibilizando os serviços de coleta de sangue e cadastro para doação de medula óssea, de 9h às 16h.




cearáagora

POLÍTICA - HEITOR FALA SOBRE QUALIDADE DA EDUCAÇÃO, POBREZA E NECESSIDADE DO BOLSA FAMÍLIA.



                A pobreza, a “péssima” qualidade da educação brasileira e a consequente necessidade do programa Bolsa Família do Governo Federal foram temas de pronunciamento realizado, na quarta-feira (02/03), pelo deputado Heitor Férrer na Assembleia Legislativa.

O parlamentar lembrou do reajuste de 45% para o referido programa, anunciado, ontem, pela presidente da República, Dilma Rousseff, ressaltando que nenhum homem público pode ter coragem de se colocar contra o Bolsa Família, sabendo que o Brasil possui hoje, de seus 196 milhões de habitantes, 50 milhões, ou seja, aproximadamente um quarto da população, vivendo nas linhas da pobreza e da miséria.

O deputado destacou que esse foi o principal programa social criado pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pois, com uma quantidade tão grande de pessoas “passando fome, o País precisava, realmente, de uma muleta oficial para se apoiar”.

Para Heitor, uma das principais justificativas para um número tão elevado de pessoas pobres é que no Brasil reina a desigualdade social. De acordo com ele, os pobres do Canadá e da Inglaterra, por exemplo, possuem escola, água tratada, saneamento básico, transporte e saúde, pois existe igualdade social. “Aqui, as pessoas que estão na linha da pobreza não têm direito a esses bens essenciais”, complementou.

EDUCAÇÃO


Heitor reportou-se, ainda, em seu pronunciamento, a uma pesquisa divulgada nos principais jornais locais sobre um ranking da Unesco, com 127 países, que mede o desempenho na educação e em que o Brasil ficou na 88ª posição. O primeiro colocado foi o Japão, seguido pelo Reino Unido, Noruega e Cazaquistão.

O pedetista criticou o fato de a educação brasileira ter ficado pior classificada que a de países da América do Sul, como a Argentina, Chile, Bolívia, Cuba e Colômbia, estando o Brasil colocado como a sétima maior economia do mundo.

“É inaceitável que um país que tem a segunda melhor economia das três Américas, perdendo apenas para os Estados Unidos, esteja nessa situação em relação à qualidade da educação que oferece ao seu povo”, disse.

Em aparte, o deputado Roberto Mesquita (PV) concordou com as colocações de Heitor, acrescentando que, com o nível de pobreza e de educação em que o País e Ceará se encontram, o Governo do Estado não poderia estar gastando tanto dinheiro com a construção do Acquário Ceará, primeiro aquário internacional da América Latina.


heitorferrer.com.br

POLÍTICA - GOVERNO LANÇA CAMPANHA PARA DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS A HIPERTENSOS E DIABÉTICOS.



             O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lança hoje oficialmente em Santo André (SP) a Campanha Nacional de Distribuição Gratuita de Medicamentos para Hipertensos e Diabéticos. Os remédios poderão ser adquiridos pelo Sistema Único de Saúde (SUS),  em drogarias privadas conveniadas e em farmácias populares.
Atualmente, 33 milhões de brasileiros sofrem de hipertensão, sendo que 80% procuram a rede pública para atendimento. A hipertensão e o diabetes foram responsáveis por 34% das mortes no Brasil em 2009.
De acordo com o Ministério da Saúde, em um primeiro momento 960 mil hipertensos e diabéticos devem ser beneficiados com a medida.

Tags: campanha, medicamentos


Agência Brasil